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Tema: Ártico

Fluxo

Um navio porta-contêineres sul-coreano fez a viagem de ida e volta entre Busan e Roterdã pelo Oceano Ártico em 50 dias, ao menos 10 dias menos que o trajeto mais rápido pelo Canal de Suez. A Rota do Mar do Norte é cerca de 7 mil quilômetros mais curta e evita o ponto de tensão geopolítica no Oriente Médio. O governo de Lee Jae Myung prevê serviços comerciais regulares na rota ártica até 2030, e a viagem concluída é tratada como teste logístico. Analistas ouvidos pela DW apontam que a rota pode criar uma nova forma de dependência estratégica da Rússia, que exerce controle considerável sobre a navegação ao longo de sua costa ártica. Em agosto, a Reuters noticiou que o PanStar Acro faria o trajeto saindo de Busan, margeando a península de Kamchatka, cruzando o Mar de Bering e seguindo pela Rota do Mar do Norte, com paradas em Felixstowe, Roterdã e Gdansk.

Segundo a Reuters, em textos republicados pelo The Straits Times e pelo Al Arabiya, o Parlamento da Groenlândia ratificou na terça-feira o acordo de segurança firmado no início deste ano com o presidente americano, Donald Trump, por 16 votos a favor, nenhum contra e 7 abstenções. O texto amplia o papel militar dos EUA na ilha, abre caminho para duas novas bases militares e para o sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”, e reafirma a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação. O acordo executivo entra em vigor quando Dinamarca e Groenlândia o ratificarem; o Parlamento dinamarquês faz a primeira leitura em 11 de novembro e a votação final em 19 de novembro, sem necessidade de aprovação do Senado americano. No debate, o partido de oposição Naleraq, principal voz pela independência da Groenlândia, questionou o valor econômico do acordo.

Parlamentares da Groenlândia aprovaram por 16 votos a 0, com sete abstenções, em Nuuk, o acordo entre a ilha, a Dinamarca e os Estados Unidos para reforçar a segurança no Ártico e no Atlântico Norte. O acordo abre caminho para mais bases dos Estados Unidos na Groenlândia e reduz a tensão com as repetidas declarações de Trump de anexar a ilha, mantendo o território autônomo sob controle dinamarquês. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a votação marca outra grande vitória para a segurança nacional norte-americana. O Parlamento dinamarquês deve debater o texto ainda neste mês, e o acordo entra em vigor após concluídos os processos parlamentares do Reino da Dinamarca com a Groenlândia. O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, disse após a votação – “A Groenlândia é o nosso país” – e que a cooperação deve respeitar o povo e os direitos dos groenlandeses.

O Parlamento da Groenlândia aprovou nesta terça-feira o acordo de segurança com Dinamarca e Estados Unidos por 16 votos a favor, nenhum contra e sete abstenções. O texto, assinado em setembro por Donald Trump, pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e pelo primeiro-ministro groenlandês Jens-Frederik Nielsen à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, abre caminho para duas novas bases militares norte-americanas e para o sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”, mantendo a ilha sob controle dinamarquês e reafirmando o direito groenlandês à autodeterminação – em texto da Reuters republicado pelo USA Today. O acordo executivo entra em vigor quando Dinamarca e Groenlândia o ratificarem e não precisa de aprovação do Senado norte-americano; o Parlamento dinamarquês faz a primeira leitura do projeto em 11 de novembro e a votação em 19 de novembro. O presidente do partido de oposição Naleraq, Pele Broberg, disse que a Groenlândia busca um acordo melhor para quando for um Estado independente e que nenhum ganho econômico foi obtido com o texto.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta quinta-feira (22/10) que Pequim se opõe ao uso de uma “mentalidade de Guerra Fria” para alimentar conflitos no Ártico, segundo o Opera Mundi. A declaração veio depois que a União Europeia (UE) manifestou preocupação com a cooperação entre China e Rússia na região. “O Ártico afeta os interesses comuns da comunidade internacional. O direito e a liberdade dos países de conduzirem atividades no Ártico, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados”, disse Mao Ning, em resposta a uma pergunta da RT (Russia Today). A porta-voz também criticou a formação de blocos geopolíticos na região: “Dividir os países em blocos, com uma mentalidade de Guerra Fria, e incitar confrontos geopolíticos não promove a paz, a estabilidade ou o desenvolvimento na região do Ártico”. A 31ª reunião entre o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e o homólogo russo, Mikhail Mishustin, em São Petersburgo, com a participação do presidente Vladimir Putin, reafirmou o compromisso de aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

A China afirmou nesta quinta-feira que suas atividades no Ártico buscam promover o desenvolvimento pacífico, estável e sustentável da região e estão de acordo com o direito internacional, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, segundo o The Cradle. Mao Ning afirmou também que usar a mentalidade da Guerra Fria para criar facções e incitar a confrontação geopolítica não contribui para o desenvolvimento da região. A fala responde à vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, que disse que o Ártico se tornou uma linha de frente da competição entre potências, e veio depois que Bruxelas apresentou um plano para ampliar a vigilância no Ártico e a frota de quebra-gelos da União Europeia.

A União Europeia (UE) apresentou nesta terça-feira uma nova estratégia para o Ártico com monitoramento e proteção de cabos submarinos, uma ligação direta entre o bloco e a Groenlândia e a expansão de uma frota de quebra-gelos ofuscada pela russa, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo Los Angeles Times. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que, quando soberania, integridade territorial e as regras que sustentam a estabilidade da região deixam de ser dadas como certas, é preciso “agir e mudar nossa postura estratégica”. Funcionários estimam que a Europa tem cerca de 10 quebra-gelos, a maioria na Finlândia, contra cerca de 40 da Rússia.

A União Europeia (UE) planeja lançar em 2027 um programa de vigilância do Ártico para melhorar os laços regionais e conter as ambições crescentes dos Estados Unidos e da Rússia, de acordo com a nova estratégia ártica da UE citada pela Bloomberg e noticiada pela TASS. O documento deve ser divulgado na próxima semana, e prevê-se que o programa use os sistemas de satélite Copernicus e Galileo para detectar ameaças no Ártico em terra e no mar.

Os Estados Unidos terão uma base para operações antissubmarino perto da brecha GIUK, entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido, sob o acordo de 22 de setembro com a Dinamarca e a Groenlândia, disse à Sputnik Troy Bouffard, diretor do Centro de Segurança e Resiliência do Ártico. O acordo inclui Narsarsuaq como ponte aérea e base no flanco oeste da brecha e uma instalação menor em Mestersvig, para radar e comunicações.

Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia assinaram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, um acordo de segurança que amplia a presença militar norte-americana na ilha. A assinatura ocorreu à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, por Donald Trump, pela primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen. Segundo a Reuters, em despacho publicado pelo The Jerusalem Post, o texto autoriza bases em Narsarsuaq, no sul, e em Mestersvig, no leste, prevê a expansão da base de Pituffik, que serve de alerta antecipado de mísseis, e permite a aeronaves dos Estados Unidos sobrevoar, pousar e operar em qualquer ponto da Groenlândia, incluindo águas territoriais e o espaço submarino. Nenhum país de fora da OTAN poderá manter presença militar “persistente” sem aprovação unânime das três partes. O acordo não tem data de expiração e emenda o tratado de defesa de 1951. Trump afirmou que o acordo dá aos Estados Unidos “controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades” no território, e que nenhum adversário será autorizado a estabelecer presença militar ali. Frederiksen disse que o texto respeita “a integridade territorial do Reino da Dinamarca, assim como o direito de autodeterminação da Groenlândia”, segundo a Al Jazeera, que ouviu de Nielsen que “é vital manter a OTAN forte”. O acordo encerra meses de impasse aberto quando Trump deixou de descartar força militar ou econômica para anexar a ilha, o que provocou crise diplomática dentro da aliança em janeiro de 2026. A presença militar dos Estados Unidos na Groenlândia encolheu de 17 instalações e mais de 10 mil militares, na Guerra Fria, para cerca de 200 em Pituffik.

Os Estados Unidos e a Dinamarca assinaram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o acordo de segurança para a Groenlândia, e Donald Trump disse que Washington vai construir duas bases militares “muito grandes” no território, segundo o The Guardian e o USA Today. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o chefe do governo groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, assinaram com Trump; Frederiksen afirmou que o texto “respeita a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca” e o direito groenlandês à autodeterminação. O acordo amplia a presença militar americana sem transferir soberania, proíbe adversários dos Estados Unidos de instalar bases ou investir na ilha sem autorização escrita e não tem data de encerramento, segundo um funcionário do Departamento de Estado citado pelo USA Today. A Reuters informou que Washington pretende reabrir a base de Narsarsuaq, no sul da ilha.

Os Estados Unidos planejam reabrir uma base militar da Guerra Fria no sul da Groenlândia e instalar presença militar em Mestersvig, posto na costa leste usado hoje pela Patrulha Sirius, unidade de forças especiais dinamarquesa que vigia a soberania na ilha, segundo a Reuters, que cita três pessoas a par das negociações. Os dois locais entram no acordo que Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinam nesta terça-feira, às 10h30 no horário de Washington (11h30 em Brasília), à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo o Jerusalem Post, que cita um funcionário da Casa Branca. Narsarsuaq, onde ficava a base Bluie West One, fechada por Washington nos anos 1950, tem hoje algumas dezenas de habitantes. O texto do acordo não foi divulgado e os detalhes só ficam fechados com a assinatura; os governos da Dinamarca e da Groenlândia e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário, segundo a Reuters. O chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, disse à TV2 que a segurança do Ártico não ficará só com dinamarqueses e americanos e que, em grande medida, caberá à OTAN. Na Guerra Fria, os Estados Unidos mantiveram 17 instalações militares e mais de 10 mil militares na ilha; hoje resta a Base Espacial de Pituffik, com cerca de 150 militares.

O comandante do Distrito do Ártico da Guarda Costeira dos Estados Unidos, contra-almirante Bob Little, disse em Oslo que navios chineses navegaram em zonas marítimas ao largo do Alasca, passaram pelas ilhas Aleutas, entraram no Estreito de Bering e chegaram tão ao norte quanto o Polo Norte, segundo a Reuters; ele falava em um encontro sobre segurança do Ártico e afirmou que os americanos respondem “ativamente a atividades de competidores num Ártico cada vez mais disputado”. Em julho, a Guarda Costeira informou que monitorou os navios de pesquisa Xue Long e Xue Long 2 na travessia da zona econômica exclusiva americana no mar de Bering, com o navio Munro na Operação Frontier Sentinel, a primeira vez no ano em que embarcações chinesas foram acompanhadas nesse percurso. A Guarda Costeira afirma que pesquisa científica marinha dentro da zona econômica exclusiva exige autorização prévia dos Estados Unidos.

O acordo sobre a Groenlândia entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia será assinado nesta terça-feira, na Assembleia Geral da ONU, e Copenhague afirma que o texto coloca a segurança do Ártico sob a OTAN, segundo a Reuters. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse à TV2 que “em grande medida seria a OTAN que cuidaria do Ártico”; o conteúdo do acordo não foi divulgado e Donald Trump o descreve como controle “permanente” americano sobre a segurança da ilha.

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