O ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP) Carlos Carvallo foi formalmente acusado de lesão de confiança, administração em benefício próprio e produção de documentos públicos de conteúdo falso, e a Promotoria pediu sua prisão preventiva; assim como Santiago Peña, ele permaneceu em silêncio diante dos promotores neste sábado. O vice-presidente Pedro Alliana, que assumiu o comando do país para completar o mandato presidencial, anunciou o pagamento de mais de 996 bilhões de guaranis, cerca de US$ 160 milhões, para ressarcir quase 1,2 milhão de correntistas prejudicados pelo fechamento do Ueno Bank. O presidente interino do Banco Central, Pedro Acosta, informou que 1.196.000 correntistas receberam transferências nos dois primeiros dias da operação, feita com recursos do Fundo de Garantia de Depósitos. Cada uma das duas acusações contra Peña pode render pena de até 10 anos de prisão, disse o promotor, em texto da Reuters republicado pelo MarketScreener. Peña, acionista da holding do Ueno até março de 2025, nega irregularidades e afirma que os problemas do banco eram uma questão regulatória.
Tema: Crise política
Matérias e notas sobre Crise política.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse neste sábado que ordenou ao Departamento de Justiça que investigasse “ameaças” de democratas contra republicanos depois da derrota eleitoral do partido e afirmou que os responsáveis deveriam ser presos. Em publicações no Truth Social, Trump chamou os democratas de “EXTORSIONÁRIOS” e escreveu que as ações deles eram “extorsão” e “armamentização e lawfare em outro nível”. O presidente acusou os democratas de ameaçar doadores republicanos com prisão e o procurador-geral Todd Blanche e outros integrantes do governo com impeachment. O pedido veio depois de os democratas conquistarem o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato desta semana.
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña chegou à Procuradoria-Geral neste sábado para prestar depoimento aos promotores, um dia após sofrer impeachment e ser colocado em prisão domiciliar. Ele foi transferido na madrugada de sexta-feira para sábado para uma instalação militar em Assunção, horas após o impeachment e a decretação da prisão domiciliar. Segundo o Ministério Público paraguaio, a prisão foi decretada por suspeitas de quebra de confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio; Peña nega os crimes. Não havia informação sobre o que ele disse no depoimento.
Pedro Alliana assumiu a presidência do Paraguai depois que o Senado afastou Santiago Peña por impeachment em meio a uma crise bancária, segundo a Reuters, em texto republicado pelo US News. Alliana, de 52 anos, cumprirá o restante do mandato até agosto de 2028. Ele presidiu o Partido Colorado por sete anos e subiu na hierarquia política ao lado do ex-presidente Horacio Cartes. Para o analista Mariano Machado, da Verisk Maplecroft, um governo Alliana significa “continuidade de políticas, dependência de Cartes e um mandato fraco”.
Milhares de pessoas protestaram em toda a França neste sábado, no quarto fim de semana consecutivo de manifestações contra o governo, e a polícia de Paris impediu uma concentração não autorizada perto do Palácio do Eliseu. O Ministério do Interior contou 7 mil manifestantes no início da tarde em todo o país, abaixo dos até 170 mil esperados pelas autoridades e do mesmo horário da semana anterior. Cerca de 100 pessoas que chegaram foram cercadas pela polícia, e o coordenador do movimento Benjamin Ball e sua porta-voz, Azelma Sigaux, foram detidos. Em Lyon, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar centenas de pessoas que bloqueavam uma via em concentração não autorizada. Entidades estudantis e de professores convocaram nova greve para terça-feira, pedindo mais gastos em educação.
A União Patriótica do Curdistão (PUK) anunciou a retirada do governo regional do Curdistão iraquiano e disse que não reconhecerá a recente sessão do parlamento nem qualquer decisão dela. O presidente do PUK, Bafel Talabani, comunicou a decisão em vídeo a apoiadores na noite de quinta-feira e criticou duramente o rival Partido Democrático do Curdistão (KDP). O PUK e o Movimento Nova Geração boicotaram a sessão do parlamento regional, mas um pequeno número de parlamentares dos dois partidos compareceu e permitiu sua realização. Talabani ameaçou responder a nomeações unilaterais do KDP com nomeações paralelas para os mesmos cargos: “Você nomeia um presidente da Região, nós nomearemos um presidente da Região. Você nomeia ministros, nós nomearemos ministros. Você nomeia um primeiro-ministro, nós nomearemos um primeiro-ministro.”
O opositor iraniano Reza Pahlavi recebeu neste sábado o “Prêmio Liberdade” em Frankfurt, segundo a DW. Cerca de 18 mil pessoas se reuniram em apoio a ele, conforme um comunicado da polícia alemã. Pahlavi disse que recebe o prêmio apenas como fideicomisso até que um governo eleito democraticamente assuma o poder no Irã. Também afirmou que o país “não espera ser ensinado a democracia” e que é impedido de praticá-la.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Pedro Alliana, empossado na sexta-feira após o impeachment de Santiago Peña, e o convidou a visitar Brasília. Alliana respondeu à mensagem neste sábado, agradecendo a saudação. Em seu primeiro pronunciamento, o novo presidente prometeu que os prejudicados pelo fechamento do Ueno Bank “serão totalmente compensados” e anunciou um plano para racionalizar gastos públicos. A falência do banco causou prejuízos de US$ 1,2 bilhão e afetou três milhões de paraguaios. O ex-presidente Santiago Peña chegou à Procuradoria-Geral neste sábado para depor; os promotores informaram na sexta-feira que as acusações ainda estavam sendo definidas e poderiam incluir tráfico de influência. Peña foi transferido na madrugada de sexta para sábado para o Regimiento Escolta Presidencial, instalação militar em Assunção, por motivos de segurança, após protesto em frente à sua casa.
Questionado no programa 60 Minutes se esperava demitir alguém depois que os republicanos perderam as duas casas do Congresso, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, respondeu que sim: “Sim, um pouco.” Ele disse gostar do seu gabinete, mas que faria talvez algumas mudanças. Depois de anunciar a saída de Susie Wiles, Trump disse a jornalistas que queria fazer uma mudança e que às vezes é preciso tomar decisões. Harmeet Dhillon pediu demissão do cargo de procuradora-geral assistente para direitos civis em 5 de novembro de 2026, alegando que a decisão era anterior à derrota republicana e não foi pedida pela Casa Branca. Trump manifestou confiança no secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Manifestantes protestaram em frente ao Banco Central e à sede do Ueno exigindo a devolução dos depósitos congelados, ao mesmo tempo em que celebravam a queda do presidente. O banco tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do país, e administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, entre eles fundos do Instituto de Previdência Social (IPS). Oito executivos do banco foram presos, assim como o ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo, que trabalhou no Ueno antes de ser indicado por Santiago Peña. A Associação de Importadores e Comerciantes do Paraguai (ASIMCOPAR) informou que, desde terça-feira, as vendas caíram 70%. O novo presidente, Pedro Alliana, prometeu compensação integral aos correntistas prejudicados pelo colapso do Ueno. O ex-presidente Horacio Cartes pediu ao Banco Central o relatório sobre o banco e retirou o apoio a Peña na quinta-feira.
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido na madrugada de sexta-feira para sábado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), instalação militar em Assunção, por motivos de segurança, porque havia uma multidão de manifestantes em frente à sua casa, segundo o jornal paraguaio ABC. O Senado o destituiu na tarde de sexta-feira: os 44 senadores presentes votaram pela remoção por má conduta no cargo, e ele foi colocado em prisão domiciliar em uma de suas casas em Assunção até depor aos procuradores no sábado, sob acusações de abuso de confiança, tráfico de influência e uso do cargo para ganho pessoal. A queda do banco digital Ueno deixou quase metade dos 6 milhões de paraguaios sem acesso às próprias economias. A Procuradoria-Geral abriu três investigações criminais sobre a crise do Ueno, e o Ministério do Trabalho estima que o colapso afetou cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos. Pedro Alliana assumiu a Presidência na sexta-feira para completar o mandato, que termina em agosto de 2028.
Promotores em Yichang, na província chinesa de Hubei, acusaram Ma Xingrui de usar cargos de liderança para aceitar subornos “excepcionalmente grandes” e obter benefícios para outros. A Procuradoria Popular Suprema da China ordenou a prisão de Ma por suspeita de suborno e designou a procuradoria de Yichang para cuidar do caso. Ma havia sido nomeado ao Politburo em 2022 e sua queda tornou-se pública em abril, quando as autoridades anunciaram investigação por violações graves da disciplina partidária e das leis nacionais. O Politburo tinha 24 membros antes de três serem recentemente expurgados: Ma e dois generais.
Donald Trump anunciou Stephen Miller como 33º chefe de gabinete da Casa Branca, em substituição a Susie Wiles. O anúncio saiu na tarde de sexta-feira, com Miller assumindo na segunda-feira após a renúncia de Wiles na noite de quinta-feira, depois de os republicanos perderem as duas casas do Congresso nas eleições de meio de mandato.
Pedro Alliana tomou posse na noite de sexta-feira, 6, pouco depois de o Senado aprovar o impeachment de Santiago Peña e prometeu que os compatriotas afetados pelo colapso financeiro serão integralmente indenizados. Alliana é do Partido Colorado, foi governador do departamento de Ñeembucú entre 2008 e 2012 e presidiu a Câmara dos Deputados.
María Corina Machado disse em conferência de imprensa em 29 de outubro que a melhor data para a eleição presidencial venezuelana é julho de 2027, e ainda não há data marcada para o pleito. Nem os Estados Unidos (EUA), que atuam como facilitadores e fiadores do processo, nem a direção do governo venezuelano declararam formalmente a ausência definitiva de Nicolás Maduro do cargo. A presidente interina, Delcy Rodríguez, prometeu em mensagem gravada que haverá eleições conforme a Constituição. O El País vê no conjunto o início de uma transição possível.
O Senado do Paraguai destituiu Santiago Peña com 44 dos 45 votos, com um senador ausente, e o ex-presidente foi preso na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, minutos depois da votação, por causa da crise deflagrada pelo colapso do Ueno Bank no início da semana. O vice-presidente Pedro Alliana tomou posse no lugar dele e vai governar até 2028; ao assumir, disse que os compatriotas atingidos pelo colapso financeiro serão integralmente compensados. Neste sábado, Peña será interrogado pela procuradora Silvia Margarita Gonzalez Vester sobre quebra de confiança, tráfico de influência e desvio de recursos, e os procuradores também investigam Alliana.
Segundo o Times of Israel, bancadas que somam 67 parlamentares recomendaram Gadi Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, e 46 recomendaram Benjamin Netanyahu; o presidente disse que o resultado foi “claro”, mas faria novas conversas com líderes partidários antes de atribuir o mandato de formar governo no domingo. O bloco anti-Netanyahu está dividido entre 48 parlamentares de quatro partidos judaicos e 19 de duas legendas árabe-israelenses; os seis recomendaram Eisenkot, mas três dos partidos judaicos recusam até agora parceria com as árabes. A coalizão de saída de Netanyahu fez 53 cadeiras, e o partido Judaísmo Unido da Torá, com sete, não o recomendou. O novo Knesset, o Parlamento israelense, toma posse em 10 de novembro e deve eleger um novo presidente da casa, substituindo o titular do Likud.
Cerca de 3 milhões de depositantes seguem sem acesso a poupanças e aposentadorias no Paraguai, em meio ao colapso do banco Ueno, e o caso gerou protestos sobretudo em Assunção. Os 44 senadores presentes votaram pela destituição de Santiago Peña por má conduta no cargo, tornando-o o segundo presidente paraguaio removido por impeachment desde o retorno do país à democracia, em 1989. A Promotoria acusou 27 pessoas no caso dos executivos do banco Ueno, entre elas o fundador e ex-presidente-executivo Miguel Vázquez. Os parlamentares também acusam Peña de deixar o fundo de pensão estatal depositar US$ 355 milhões no banco, acima dos limites legais. Peña, em detenção domiciliar, deve ser ouvido no sábado pela unidade de crimes econômicos da Promotoria.
A Procuradoria do Paraguai colocou Santiago Peña em detenção na própria residência poucas horas depois da destituição, e a procuradora Silvia Margarita González Vester informou que ele será ouvido no sábado, às 11h locais, por violação de confiança, tráfico de influência e gestão em benefício próprio. O Senado declarou Peña culpado por “mau exercício de suas funções”, por 44 dos 45 senadores presentes, e empossou como presidente o vice-presidente Pedro Alliana na noite de sexta-feira. A intervenção do Banco Central no Ueno Bank congelou os depósitos de quase 3 milhões de pessoas, perto de metade da população do país, e, segundo senadores da acusação, Peña foi acionista do conglomerado dono do banco até 2025. A defesa questionou a validade do julgamento, alegando que o Parlamento não tem competência para julgar quem decidiu renunciar ao cargo. A polícia prendeu Peña com base em mandado da Procuradoria, que apresentou acusação de abuso de confiança e suspeita de desvio de recursos pelo Ueno Bank.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, anunciou em 5 de novembro que aceitou a demissão de Harmeet Dhillon, secretária-adjunta de direitos civis do Departamento de Justiça. Dhillon estava diretamente envolvida nas tentativas frustradas do ministério de obter listas de eleitores de cerca de 30 estados antes das eleições de meio de mandato. Na sexta-feira, Blanche divulgou também as demissões de John Eisenberg, responsável pela divisão de segurança nacional, e de Jason Reding Quinones, procurador federal do distrito sul da Flórida. Quinones conduzia a investigação sobre a eventual atuação de ex-responsáveis de inteligência dos governos Obama e Biden para afastar Trump do poder. Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, vários procuradores foram demitidos por não terem denunciado alvos de sua vindita.
O vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, assumiu na noite desta sexta-feira a Presidência do Paraguai, em sessão bicameral do Congresso. Ele completa o período constitucional de Santiago Peña até 15 de agosto de 2028. Ao assumir o cargo, Alliana fica inelegível para as próximas eleições presidenciais. Peña foi destituído por unanimidade nas duas câmaras, em julgamento político por mau desempenho de funções. Depois do juramento, Alliana seguiu ao Palácio de López para assinar o primeiro decreto, de designação do ministro do Interior e de outros secretários.
O Senado do Paraguai declarou Santiago Peña culpado por “mau desempenho de suas funções” e o destituiu da Presidência com 44 votos dos presentes, em julgamento político realizado na ausência do presidente. No curso do processo, o Senado havia rejeitado por 39 votos a 3 o pedido de adiamento da apresentação de sua defesa. O Congresso se preparava para empossar o vice-presidente Pedro Alliana como novo presidente. No mesmo dia, o Banco Central do Paraguai começou a pagar adiantamentos aos correntistas do Ueno Bank, cuja intervenção deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeou a crise política; o índice de solvência do banco caiu para 5,56%, menos da metade dos 12% exigidos pela legislação paraguaia.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, permanece no cargo depois que a sessão conjunta do Congresso não conseguiu concluir a votação de sua renúncia por falta de quórum, na quinta-feira, segundo a imprensa local citada pela agência Xinhua. A sessão foi suspensa quando deputados do governista Partido Colorado se retiraram durante a votação. Mais cedo, a Câmara dos Deputados havia aprovado por unanimidade a abertura do impeachment, e o Senado se preparava para dar sequência ao processo. A crise começou em 3 de novembro, quando o Banco Central paraguaio iniciou o processo de resolução do Ueno depois de concluir que o banco descumpriu requisitos mínimos de solvência. No dia seguinte, o Ministério Público denunciou 27 pessoas: oito executivos do Ueno e 19 ligados a empresas associadas ao banco. Segundo relatos de imprensa, o Ueno administrava de US$ 800 milhões a US$ 850 milhões em recursos públicos. Carlos Carvallo, nomeado por Peña para presidir o Banco Central em 2023, renunciou em 3 de novembro a pedido do presidente. A saída por renúncia regular torna Peña senador vitalício, com imunidade parlamentar; se for destituído por impeachment, perde o status e pode ser processado.
O Senado do Paraguai abriu nesta sexta-feira o processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, em meio a uma crise política e financeira desencadeada pelo colapso do banco digital ueno, segundo o Hindustan Times. Peña apresentou renúncia na quinta-feira, mas o Senado não aceitou formalmente o pedido e ele permanece no cargo durante o processo. O Banco Central interveio no ueno, que dava contas a quase metade da população paraguaia; o presidente do BC renunciou e mandados de prisão foram emitidos contra oito executivos do banco. O vice-presidente Pedro Alliana deve suceder Peña, mas ainda não foi empossado. As acusações alegam conflito de interesses, manipulação da supervisão regulatória, desvio de fundos de pensão e acobertamento institucional envolvendo o Banco Central; Peña nega irregularidades e diz que o caso é uma questão regulatória.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em postagem em rede social nesta sexta-feira que a chefe de gabinete Susie Wiles deixa o cargo e que seu principal auxiliar, Stephen Miller, vai substituí-la.
A Suprema Corte da Somália decidiu na quinta-feira que o mandato do presidente Hassan Sheikh Mohamud expirou e ordenou eleições em 90 dias. A sentença de cinco páginas rejeitou o argumento presidencial de que as mudanças constitucionais permitiam a permanência no cargo até 2027. Os juízes deram 30 dias para os líderes políticos acordarem o formato da eleição e limitaram o governo a funções administrativas até a votação. Não indicaram um presidente substituto nem disseram o que acontece se os prazos forem perdidos. A corte também anulou a demissão do presidente do tribunal, Baashe Yusuf Ahmed, feita um dia antes, e a presidência não havia se pronunciado até sexta-feira. A decisão vem uma semana depois de a ONU encerrar sua missão política no país, que ajudava os líderes rivais a negociar, sem que um mediador substituto tenha sido acordado para uma disputa que já provocou confrontos armados em Mogadíscio.
O presidente israelense Herzog informou na quinta-feira que as facções que representam 67 parlamentares do Knesset recomendaram o líder do Yashar, Gadi Eisenkot, para formar o próximo governo, enquanto 46 apoiaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Herzog disse que pretende encarregar um parlamentar da tarefa no domingo. Na votação de 27 de outubro, nem a coalizão de Netanyahu nem o bloco de Eisenkot alcançaram as 61 cadeiras necessárias para governar: o bloco do primeiro-ministro fez 53 e o do rival, 48. O United Torah Judaism, com sete cadeiras, não recomendou nenhum dos dois candidatos. Quem receber o mandato terá 28 dias para formar governo, com o presidente podendo conceder prorrogação de até 14 dias.
John Eisenberg, chefe da divisão de segurança nacional do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e Jason Reding Quiñones, procurador federal no sul da Flórida, renunciaram nesta sexta-feira, após a saída da chefe da unidade de direitos civis, Harmeet Dhillon, na quinta-feira. As saídas aceleram um êxodo de quadros seniores do departamento depois de os republicanos perderem o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, na terça-feira. O departamento ficou sem comando em duas de suas principais iniciativas: revisitar investigações passadas e mirar o ensino superior.
O Senado do Paraguai rejeitou o pedido de 72 horas feito por Santiago Peña para preparar sua defesa, e o presidente terá de comparecer ao Senado no mesmo dia. Peña disse ter sido notificado às 22h15 com uma peça acusatória de cerca de 300 páginas e menos de 12 horas para responder. A intervenção no Ueno Bank, que motivou o processo, bloqueou contas de aproximadamente 3 milhões de cidadãos, quase metade dos 6,4 milhões de habitantes do país. A instituição detinha cerca de US$ 875 milhões em ativos estatais, incluindo US$ 380 milhões do Instituto de Previdência Social, e o sistema de justiça local determinou a prisão preventiva de oito executivos, entre eles Miguel Vázquez, dono do grupo controlador do banco.
Frentes da Câmara dos Representantes da Indonésia começaram a discutir o uso de poderes de supervisão parlamentar após decisão de 30 de outubro do Supremo Tribunal que considerou “inválido” o certificado de equivalência de ensino médio do vice-presidente Gibran Rakabuming Raka. O Tribunal Constitucional havia decidido no mês passado não haver “prova convincente” de que Gibran possui diploma do exterior que sirva de base para concluir que completou o ensino médio, mas rejeitou a petição que contestava sua qualificação. O desafio vem de dentro da própria coalizão do presidente Prabowo Subianto, o que analistas leem como sinal de desgaste da aliança que o levou ao poder em 2024. A investida ocorre após a prisão de um aliado destacado de Joko Widodo em um escândalo de escuta telefônica e de uma mobilização militar incomum em Jacarta.
O Senado do Paraguai retomou nesta sexta-feira, às 10h, o julgamento do impeachment do presidente Santiago Peña, e horas antes da sessão ele protocolou pedido de prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa. Peña afirma ter sido notificado às 22h15 de quinta-feira, com libelo acusatório de 15 páginas e cerca de 300 folhas de anexos, e sustenta que prazo inferior a 12 horas é insuficiente para que um processo “cumpra os padrões de um Estado de Direito”. O presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, sinalizou que a tendência é não aceitar o pedido, e o Senado programou cinco sessões sucessivas para concluir o julgamento ainda nesta sexta-feira. A destituição exige dois terços do total da Casa, ou seja, 30 dos 45 senadores. Como a renúncia não foi apreciada por falta de quórum, Peña segue formalmente como presidente e o vice, Pedro Alliana, não assumiu o cargo.
O rei Philippe recusou nesta sexta-feira a demissão do primeiro-ministro Bart De Wever, que vai relançar as discussões na coalizão para tentar fechar um compromisso sobre o orçamento. O palácio real informou que o rei pediu a De Wever que retomasse desde já as negociações orçamentárias e voltasse a relatar em 16 de novembro. O rei ouviu os presidentes dos cinco partidos da maioria e obteve o compromisso formal de que cada um estava disposto a fazer concessões para chegar a um acordo. De Wever quer um esforço fiscal de 10 bilhões de euros até 2029 para reduzir um déficit que passa de 5% do Produto Interno Bruto (PIB). No Parlamento, confirmou que 2027 começará com orçamento de emergência nos moldes dos duodécimos provisórios, enquanto não houver compromisso.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, que renunciaria ao cargo, mas a saída ainda não foi aceita pelo Congresso, de modo que ele segue formalmente na Presidência e terá de apresentar sua defesa aos senadores no julgamento de impeachment marcado para as 10h de Brasília desta sexta-feira. O cronograma do Senado prevê a apresentação da defesa, a análise das provas, as alegações finais e a votação esperada para a noite; são necessários dois terços dos votos dos senadores para a destituição. A oposição manteve o processo para evitar que uma renúncia aceita sem condenação política garanta a Peña o posto de senador vitalício, prerrogativa constitucional concedida a ex-presidentes eleitos democraticamente. Se a renúncia for aceita, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir a Presidência; a Câmara rejeitou a abertura do processo de impeachment contra ele. A crise começou após a intervenção no Ueno Bank, instituição da qual Peña foi acionista por meio de uma holding até março de 2025.
A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou nesta sexta-feira, por 167 votos a 1, uma lei que cria uma investigação sobre 12 casos, seis deles envolvendo o presidente Lee Jae Myung, cujos julgamentos criminais estão suspensos desde que ele assumiu, em junho de 2025. Dos 300 deputados, 168 estavam presentes, porque o principal partido de oposição, o People Power Party, boicotou a votação. Um dos casos apura a acusação de que Lee intermediou o envio de 8 milhões de dólares do grupo Ssangbangwool à Coreia do Norte entre 2019 e 2020.
O líder da Aliança Democrática (DA), Geordin Hill-Lewis, declarou vitória direta na Cidade do Cabo, com 58% dos votos esperados, na quinta-feira, 5 de novembro, e destacou os ganhos do partido entre eleitores negros. As coalizões no Cabo Ocidental seguiam em aberto.
A Suprema Corte da Somália decidiu que o presidente Hassan Sheikh Mohamud estendeu o mandato ilegalmente, num agravamento da crise entre a presidência e o Judiciário. A corte ordenou que os líderes políticos acordem um plano eleitoral em 30 dias e realizem eleições em 90 dias. A decisão saiu um dia depois de Mohamud demitir o presidente da Corte, Bashe Yusuf Ahmed, ato que o tribunal disse estar fora da autoridade presidencial. O mandato de quatro anos expirou em maio, e o parlamento aprovou em março mudanças legais que o prorrogaram por um ano.
O Senado do Paraguai abriu nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, o julgamento político do presidente Santiago Peña por mau desempenho das funções em meio ao escândalo do Ueno Bank, depois que a sessão conjunta que analisaria a renúncia foi encerrada por falta de quórum quando governistas deixaram o plenário e a renúncia não foi apreciada. A acusação afirma que Peña manteve participação acionária no grupo dono do banco até 2025, dois anos depois de assumir, e o banco tem cerca de 2,9 milhões de clientes num país de cerca de 6,1 milhões de habitantes. Os deputados haviam votado por unanimidade na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, pela abertura do processo, depois que a tomada do banco pelo banco central congelou os depósitos de cerca de três milhões de pessoas, incluindo aposentados, e o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir a chefia do Estado.
A União Patriótica do Curdistão (PUK, na sigla em inglês) anunciou a retirada do governo regional do Curdistão iraquiano e que não reconhecerá a sessão do parlamento nem suas decisões. O presidente do PUK, Bafel Talabani, acusou o rival Partido Democrático do Curdistão (KDP, na sigla em inglês) de usar fundos públicos para comprar deputados e ameaçar parlamentares. Talabani ameaçou responder a nomeações unilaterais do KDP com nomeações paralelas para presidente da região, ministros e primeiro-ministro. O anúncio seguiu a primeira sessão do parlamento regional em quase dois anos para eleger sua liderança, boicotada pelo PUK e pelo Movimento Nova Geração.
Com 71% dos votos apurados, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) tinha 32% nas eleições municipais, contra 25% da Aliança Democrática, principal rival. Se os números se confirmarem, o ANC perderia cerca de 14 pontos em relação a 2021, resultado que já havia sido o pior do partido. O analista Louw Nel, da Oxford Economics Africa, disse que um resultado de 32% seria “o pior pesadelo do partido se tornando realidade”.
O chefe das Forças de Defesa de Uganda, general Muhoozi Kainerugaba, anunciou que vai deixar o comando militar nos próximos meses para se dedicar a Cristo. Em publicação no X, disse que cumpriu as tarefas que Deus lhe deu e que entregará o cargo a um oficial qualificado – sem indicar data nem sucessor. Filho do presidente Yoweri Museveni, Muhoozi comanda as Forças Armadas desde março de 2024; as Forças de Defesa não emitiram anúncio próprio sobre a transição.
Santiago Peña renunciou na quinta-feira à presidência do Paraguai, depois de o banco central ordenar na segunda-feira a resolução do Ueno por insolvência, congelando os depósitos de 3 milhões de clientes. O banco, que chegou a administrar entre US$ 800 milhões e US$ 850 milhões em depósitos de entidades estatais e de previdência, deixou centenas de milhares de famílias sem acesso a dinheiro para comida e despesas básicas. Os parlamentares votaram na quinta-feira, por unanimidade, pela abertura do impeachment, e o Congresso manteve a renúncia em suspenso enquanto o processo avança – Peña segue no cargo temporariamente.
O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, renunciou nesta quinta-feira e voltará a ocupar sua cadeira no Senado, que retoma nesta sexta-feira o julgamento do impeachment contra Santiago Peña. Peña aceitou a renúncia e nomeou Carlos Humberto Benítez González ministro do Interior interino, segundo o jornal ABC Color, que teve acesso ao decreto; Benítez continuará também exercendo as funções de vice-ministro de Segurança Interna. Com a volta de Riera, o suplente Ramón Catalino Retamozo Delgado deixa a vaga. Horas antes de ter a própria renúncia confirmada, Riera levou pessoalmente ao Congresso a carta em que Peña comunicava a intenção de deixar a Presidência. A crise começou com a quebra do Ueno Bank; o Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação em 3 de novembro após identificar insuficiência de recursos, e o banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos.
O presidente do Congresso do Paraguai, Basilio Núñez, anunciou que o impeachment de Santiago Peña será conduzido em cinco sessões extraordinárias no Senado, conforme o regimento da Casa. O cronograma prevê a apresentação da defesa de Peña nesta sexta-feira (6), às 10h, seguida da análise das provas, dos argumentos finais e da votação nominal dos 45 senadores. A Câmara dos Deputados rejeitou o processo de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, decisão que abriu caminho para ele assumir a Presidência do país. A renúncia anunciada por Peña ficou sem efeito, e o acordo das bancadas deixou o Senado encarregado do julgamento, mantendo o presidente no cargo.
Facções que somam 67 deputados recomendaram Gadi Eisenkot para primeiro-ministro, contra 46 que recomendaram Benjamin Netanyahu, e o presidente Isaac Herzog disse que decidirá no domingo quem tenta primeiro formar governo, citando vetos mútuos entre os blocos e dentro deles.
Santiago Peña afirmou em 5 de novembro que comparecerá ao Senado para se defender no impeachment, enquanto o Ueno Bank, liquidado pelo Banco Central paraguaio na terça-feira com cerca de 2,9 milhões de clientes, derrubou o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, levou oito pessoas à prisão e pôs cerca de 5 mil manifestantes no entorno do Congresso, onde houve confrontos. Após a renúncia, os preços dos títulos soberanos caíram e o guarani passou de 6.500 por dólar antes de fechar a 6.490, em queda de quase 5% no dia.
O Senado do Paraguai ignorou o pedido de renúncia de Santiago Peña e deu continuidade ao impeachment na noite desta quinta-feira, em meio ao caso do Ueno Bank – com cerca de 3 milhões de clientes e aproximadamente 850 milhões de dólares em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. Peña presta depoimento aos senadores nesta sexta-feira a partir das 10h, depois de a Câmara dos Deputados não aceitar a renúncia em sessão esvaziada pelo próprio Partido Colorado, e o Ministério Público abriu investigação contra ele por suspeita de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro em depósitos de recursos públicos no Ueno Bank.
A Bloomberg noticiou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e seus assessores avaliam suas opções futuras, que ele já conversou com integrantes da Casa Branca sobre a possibilidade de deixar o cargo e que foi convidado a permanecer. O jornal britânico The Independent publicou que Rubio está «em observação de renúncia» e se prepara para disputar a indicação republicana em novembro de 2028. Rubio negou que planeje deixar o governo e disse ao The New York Times que trabalhar para Donald Trump até o fim do mandato «sempre foi seu plano»: «Não sei de onde vêm essas coisas, para ser honesto.» O Departamento de Estado classificou a reportagem da Bloomberg de «totalmente inventada» e o relato do Independent de «notícia falsa completamente infundada».
O Senado do Paraguai se constituiu nesta quinta-feira como tribunal e abriu o processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, depois que a votação de sua renúncia ficou sem quórum com o retiro de legisladores do governista Partido Colorado. As acusações se concentram na responsabilidade do Executivo na crise do Banco Ueno, nos efeitos sobre os fundos previdenciários do Instituto de Previsión Social (IPS) e num suposto esquema que teria beneficiado setores ligados ao oficialismo. Peña anunciou que comparecerá ao Senado para exercer sua defesa e afirmou que o pagamento aos poupadores não pode ficar pendente do que acontecer com ele. Disse também que colaborará plenamente com as instituições competentes para que se esclareça o ocorrido e que fornecerá a informação que lhe for requerida.
A sessão bicameral que deveria aceitar ou rejeitar a renúncia de Santiago Peña ficou sem quórum nesta quinta-feira, depois que os senadores do Partido Colorado deixaram o plenário. A votação foi interrompida com a contagem já desfavorável ao oficialismo colorado, e os legisladores abandonaram o recinto, deixando sem quórum a plenária convocada para tratar da renúncia. O presidente do Senado, Basilio Núñez, fez chamada nominal, mas não reuniu os 41 senadores necessários para dar continuidade à sessão. Como a legislação paraguaia exige que a renúncia presidencial seja aceita pelas duas Casas do Congresso, a ausência de deliberação no Senado mantém Peña no exercício do mandato. Os deputados também aprovaram por 48 votos a 30 a abertura de procedimento de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana. Senadores ouvidos pela emissora paraguaia ABC Color afirmaram que os trabalhos devem ser retomados nesta sexta-feira, quando o processo de impeachment também poderá entrar em discussão. Peña disse em carta que vai se apresentar e exercer o direito de defesa: «Diante da continuidade do processo de impeachment, vou me apresentar e exercer meu direito de defesa. Farei isso com argumentos e provas, em respeito à Constituição e às instituições da República.» Também afirmou que o pagamento aos correntistas do Ueno não pode ficar condicionado ao desfecho do seu caso: «O pagamento aos correntistas não pode ficar condicionado ao que acontecer comigo.»
Isaac Herzog encerrou as consultas com 67 parlamentares recomendando Gadi Eisenkot para primeiro-ministro, mas só entregará o mandato no domingo, após novas conversas com líderes partidários sobre quem pode formar governo. Herzog aceitou os resultados certificados da eleição da semana passada, em decisão que contraria a tentativa de Benjamin Netanyahu de desqualificar o pleito, e o partido de extrema direita Otzma Yehudit, de Itamar Ben-Gvir, recomendou Netanyahu como candidato a formar o próximo governo.
A Suprema Corte da Somália decidiu nesta quinta-feira que a extensão por um ano do mandato do presidente Hassan Sheikh Mohamud é ilegal. O mandato terminou em maio, e o governo havia declarado um “período de transição” de um ano para preparar as primeiras eleições democráticas nacionais, previstas para abril e maio de 2027. A Corte rejeitou ainda a demissão do seu presidente, Bashe Yusuf Ahmed, anunciada pelo presidente na quarta-feira, classificando-a como nula e sem efeito; há relatos não confirmados de que ele estaria preso.
O United Torah Judaism (UTJ), aliado histórico de Netanyahu, decidiu não recomendar nenhum candidato a primeiro-ministro nas consultas com o presidente Isaac Herzog, que tem até 11 de novembro para escolher quem tentará formar governo. O líder do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, retirou o veto a um governo com partidos haredim, abrindo caminho para conversas da oposição com o UTJ, segundo a N12. Uma coalizão liderada por Gadi Eisenkot com o UTJ teria 55 cadeiras, abaixo das 61 necessárias, mas reduziria o bloco de Netanyahu a 46.
A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou por unanimidade nesta quinta-feira o impeachment de Santiago Peña minutos depois de ele anunciar a renúncia, com deputados do Partido Colorado ao lado da oposição depois de três dias de manifestações em Assunção. As acusações seguem para o Senado, onde são necessários dois terços para a condenação formal, e Pedro Alliana deve assumir ainda nesta quinta-feira para cumprir o mandato até agosto de 2028.
Pedro Alliana assume a Presidência do Paraguai após a renúncia de Santiago Peña, que pediu desculpas ao povo paraguaio em vídeo no X e disse em comunicado que “nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”. Senadores de oposição haviam denunciado Peña ao Ministério Público por suposto enriquecimento ilícito no escândalo do Ueno Bank, segundo a TASS, banco cujo colapso deixou congeladas as contas de quase 3 milhões de clientes.
O líder do partido Os Democratas (HaDemokratim), Yair Golan, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar reverter o resultado da eleição parlamentar da semana passada para se manter no poder. “Netanyahu perdeu. Ele se recusa a reconhecer o resultado e tenta dar um golpe e tomar o poder à força”, escreveu Golan no X, segundo a Anadolu Agency, em texto republicado pelo Daily Sabah. Golan alegou que a polícia prendeu ativistas políticos sem mandado e que o Shin Bet, o serviço de segurança interna, tentou interrogar eleitos sem apresentar provas. O Comitê Central de Eleições afirmou não ter encontrado irregularidades que afetassem a integridade do voto após revisar 9.069 urnas. Na terça-feira, o Shin Bet prendeu o colaborador do Middle East Eye Abd Abu Shahadeh sob a alegação de “investigação de segurança”, e o chefe do serviço, David Zini, quer interrogar os líderes palestinos Ahmad Tibi, Sami Abou Shahadeh, Mansour Abbas e Ayman Odeh. As investigações coincidem com a campanha de Netanyahu para deslegitimar os partidos palestinos Ra’am e a Lista Conjunta, que juntos somaram 19 cadeiras na Knesset.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou nesta quinta-feira, com o avanço dos pedidos de afastamento depois que o colapso do banco digital Ueno deixou milhões de clientes sem acesso às contas, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale. O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o cargo. O Ueno cresceu de fintech de nicho a banco médio e administrava cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos, com cerca de 3 milhões de clientes num país de 6,5 milhões de habitantes. Deputados acusavam Peña de conflito de interesses, uso indevido de fundos de pensão e acobertamento institucional no caso. Segundo a Associated Press, Peña anunciou a renúncia em vídeo publicado no X, dizendo que deixava o cargo para preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas, com Assunção em protestos pelo terceiro dia e o Congresso debatendo o impeachment. Ele também nomeou Carlos Carvallo, presidente da Financiera Ueno, antecessora do Ueno Bank, para dirigir o banco central, órgão encarregado de supervisionar a financeira digital.
As autoridades indonésias designaram milhares de militares para garantir a segurança de um julgamento em Jacarta, em meio à tensão pelo escândalo de grampo, em texto da Associated Press (AP) republicado pelo The Independent. O ex-presidente Joko Widodo compareceu nesta quinta-feira para depor em um julgamento por difamação no Tribunal Distrital de Jacarta Leste.
Com 28% dos votos apurados às 09:22 GMT desta quinta-feira, o Congresso Nacional Africano (ANC) tinha cerca de 32% e a Aliança Democrática (DA) cerca de 28%, segundo resultados da comissão eleitoral, em texto da Reuters republicado pelo Polity. A apuração ainda está no começo, e o resultado pode mudar de forma significativa. Se os números se mantiverem, o ANC ficaria cerca de 14 pontos percentuais abaixo do resultado das municipais de 2021, que já tinham sido o pior da sua história. O painel da comissão eleitoral mostrava o ANC com 31,36% dos votos válidos e a DA com 31,04% às 08:01 desta quinta-feira, diferença de 0,32 ponto percentual. Em Johanesburgo, com 9% apurado, a DA tinha 40,7%; em Tshwane, com 11% apurado, a ActionSA liderava com 29,1%, segundo o boletim do Mail & Guardian. A votação de 4 de novembro foi amplamente projetada como perda de terreno do ANC, com eleitores punindo o partido pela criminalidade alta, pelos escândalos de corrupção e pela falha em serviços básicos como água e eletricidade.
O Banco Central do Paraguai decidiu por unanimidade iniciar o procedimento de resolução do Ueno Bank depois de constatar índice de solvência abaixo de 50% do mínimo exigido. Nenhum serviço da entidade está ativo desde a decisão, e as agências bancárias foram fechadas, disse a diretora do Banco Central, Liana Caballero. Segundo os próprios números do banco, o Ueno tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do Paraguai, e administrava mais de US$ 800 milhões em dinheiro público. O Instituto de Previsão Social (IPS) mantém 355 milhões de dólares investidos no Ueno, que também administra o pagamento das pensões de cerca de 32 mil aposentados. O presidente Santiago Peña pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, horas depois da intervenção. O Fundo de Garantia de Depósitos cobre até 75 salários mínimos por pessoa, cerca de 228.300.000 guaranis (aproximadamente 38.622 dólares).
O Partido Colorado (Associação Nacional Republicana), do próprio Santiago Peña, anunciou apoio ao impeachment do presidente. A decisão foi comunicada pelo presidente da legenda, Horacio Cartes, que justificou: “Como presidente da Associação Nacional Republicana, não estaremos do lado do roubo dos fundos públicos, privados e dos reformados.” A Câmara faz sessão extraordinária nesta quinta-feira (5) para decidir a abertura do processo, que exige 54 votos, ou dois terços dos deputados; o pedido foi apresentado por 35 parlamentares. Peña, economista conservador que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.
O deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, pediu na quarta-feira a renúncia do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e uma votação de impeachment na Câmara pode ocorrer já na próxima semana, depois que o Congresso retornar. Massie apresentou oito acusações de impeachment contra Hegseth em setembro e disse à CNN que pretende provocar a votação na volta do Legislativo; segundo a emissora, várias fontes republicanas esperam que o pedido passe. Trump disse a jornalistas que não considera substituí-lo: “Acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”. Segundo a CNN Internacional, em texto do G1, deputados republicanos trabalham para atribuir a Hegseth a culpa pela derrota, argumentando que ele teve papel determinante em iniciar o conflito com o Irã.
A cúpula democrata das duas casas do Congresso prometeu usar os poderes de intimação e as equipes de investigação ampliadas que virão com as novas maiorias para apurar o que descreve como enriquecimento de Donald Trump e de seu entorno às custas do dinheiro público. O líder Hakeem Jeffries, que deve assumir a presidência da Câmara, não descartou tentar um terceiro impeachment de Trump. O senador Richard Blumenthal, que deve presidir o subcomitê de investigações de Segurança Interna do Senado, disse em entrevista à Associated Press (AP): “os tentáculos da corrupção alcançam fundo este governo, e eles acrescentaram custos aos norte-americanos comuns”. Entre os alvos prioritários dos democratas está a condução pelo governo dos casos ligados a Jeffrey Epstein, segundo a NPR. O partido também pretende pressionar o Pentágono e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, pelo custo da guerra para o público norte-americano, e uma votação de impeachment de Hegseth na Câmara pode ocorrer ainda na sessão de transição, antes da posse do novo Congresso.
35 parlamentares apresentaram acusação para abrir processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña e o vice Pedro Alliana. O presidente da Câmara, Raúl Latorre, convocou sessões extraordinárias para quinta-feira (5), às 10h locais, mesmo horário de Brasília. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação, por insuficiência de recursos ligada a empréstimos a empresas vinculadas à instituição. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social; cerca de US$ 380 milhões do instituto, destinados a aposentadorias, ficaram comprometidos. Peña, economista conservador que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. A polícia usou gás lacrimogêneo e caminhões com canhões de água para dispersar manifestantes, e houve confrontos nas proximidades do Congresso Nacional.
A diretora-geral da Presidência da África do Sul, Phindile Baleni, condenou os assassinatos políticos e disse que a polícia vai responder a esses crimes. A co-presidente do Natjoints, Tebello Mosikili, afirmou que foram registrados 20 homicídios envolvendo representantes políticos, filiados e apoiadores de partidos, com sete prisões efetuadas. O levantamento da Global Initiative Against Transnational Organized Crime aponta ao menos 43 pessoas mortas em suspeitas de assassinatos políticos entre janeiro e setembro deste ano, com 45 ataques registrados em sete províncias.
As autoridades indonésias destacaram 6.770 policiais e militares para garantir a segurança do depoimento do ex-presidente Joko Widodo, segundo a AP, em texto republicado pela WRAL. Três generais já foram detidos no escândalo de escutas – entre eles Listyo Sigit Prabowo, nomeado chefe de gabinete do presidente Prabowo Subianto no mês passado – e, segundo a polícia, as escutas não autorizadas ocorreram entre 2025 e 2026, quando Listyo chefiava a Polícia Nacional. O palácio presidencial trata as escutas como “ato de traição” contra interesses do Estado, e há alegações de que ministros, políticos, jornalistas, lideranças da sociedade civil e empresários também foram vigiados.
O general Wang Ning, de 71 anos, foi formalmente removido do cargo de membro do comitê permanente e de vice-presidente da comissão de relações exteriores da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh) na quarta-feira, com revogação da filiação na sessão de encerramento presidida por Wang Huning, segundo o South China Morning Post (SCMP).
O deputado republicano Thomas Massie disse que pretende acionar a votação do impeachment de Pete Hegseth quando o Congresso retornar, na semana de 9 de novembro, segundo o Livemint, que cita a CNN, e várias fontes republicanas disseram esperar que a votação passe. Massie disse que não reapresentaria os artigos se Hegseth renunciar, e o senador republicano Thom Tillis disse que Hegseth tem “um acerto de contas” pela frente.
Gadi Eisenkot é apontado como favorito a receber o mandato para formar governo, com vantagem clara nas indicações da noite de quarta-feira, com prazo até 11 de novembro para as consultas de Isaac Herzog, enquanto Benjamin Netanyahu voltou a falar em “suspeitas graves” de que Estados estrangeiros gastaram somas consideráveis para influenciar o resultado. Herzog disse aos líderes que “nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido” para evitar nova eleição, os responsáveis eleitorais afirmaram não haver indícios de irregularidades e as duas alianças árabes, United Arab List e Joint List, somaram 19 cadeiras, como potenciais fiadoras da coalizão.
O vice-presidente do governo da Baviera, ministro da Economia e líder dos Eleitores Livres, Hubert Aiwanger, de 55 anos, foi encontrado morto em um hotel em Berlim. O presidente do governo bávaro, Markus Söder, escreveu no X na noite de quarta-feira que a morte súbita de Aiwanger é uma tragédia absoluta e que todos estão profundamente chocados. A investigação ficou a cargo de uma comissão de homicídios do Departamento de Polícia Criminal de Berlim, em conjunto com a Promotoria. O parlamento da Baviera confirmou a morte e afirmou que a causa ainda não estava estabelecida.
Donald Trump Jr. endossou a avaliação do vice-presidente JD Vance de que a derrota republicana nas eleições de meio de mandato se deve à guerra com o Irã, expondo divisões no campo do presidente. Vance escreveu no X: “A razão pela qual perdemos é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite.” Trump admitiu que é “em grande parte verdade” que o Irã e os altos preços dos combustíveis provocados pelo conflito levaram à derrota, e sustentou que “faria de novo”, segundo a AFP, em texto publicado pelo Al Arabiya.
O deputado republicano Thomas Massie deu a Pete Hegseth um ultimato na noite de quarta-feira: renunciar ou enfrentar impeachment na reta final do 119º Congresso. A resolução de Massie acusa o secretário de Defesa de ter feito guerra contra o Irã sem aprovação do Congresso e de violar leis que limitam baixas civis. Trump afirmou que não está considerando substituí-lo: “Não, acho que ele está fazendo um trabalho muito bom.” O Departamento de Defesa declarou que Hegseth está “100% comprometido” em chefiar o Pentágono até o fim do mandato de Trump, em 20 de janeiro de 2029, segundo a Reuters, em texto publicado pelo U.S. News.
35 deputados protocolaram nesta quarta-feira um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña na Câmara de 80 cadeiras e pediram sessão extraordinária na quinta-feira para debater o tema, segundo a Reuters. Os opositores acusam Peña de conflito de interesses, uso indevido de recursos previdenciários e encobrimento institucional no caso do banco. O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno por descumprimento dos requisitos mínimos de solvência, deixando cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas em um país de 6,5 milhões de habitantes. A oposição ainda não tem os dois terços necessários para avançar o impeachment, mas conquistou o apoio de dissidentes do governista Partido Colorado.
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, deixará a liderança republicana na Casa depois da derrota do partido nas eleições de meio de mandato, confirmou nesta quarta-feira seu porta-voz à AFP. Questionado sobre a saída, o porta-voz respondeu apenas “Correto”, conforme a agência, em texto republicado pelo Times Brasil. Johnson foi reeleito deputado pela Louisiana e não anunciou saída imediata da presidência da Câmara ou do Congresso. A vaga abre disputa entre o atual líder da maioria republicana, Steve Scalise, deputado pela Louisiana, e Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça e representante de Ohio.
A facção Degel HaTorah, do partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá (UTJ), anunciou que não recomendará nenhum candidato a primeiro-ministro nas consultas com o presidente Isaac Herzog, por instrução de seus líderes espirituais. A decisão de um aliado histórico de Benjamin Netanyahu aprofunda o rompimento com o primeiro-ministro, motivado pela falha da coalizão em aprovar a lei que consagra a isenção do serviço militar para haredim. Herzog conduz consultas com os partidos sobre quem encarregar de formar o próximo governo e disse aos líderes que “nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido” se quiserem evitar nova eleição. Gadi Eisenkot é apontado como provável destinatário do mandato, e o partido árabe Ra’am confirmou que o endossará. O UTJ deve se reunir com Herzog nesta quinta-feira, e não está claro se a facção Agudat Yisrael recomendará Netanyahu ou também se absterá.
O Banco Central do Paraguai determinou a intervenção do Ueno Bank depois de constatar índice de solvência abaixo de 50% do mínimo exigido, após ajustes nos balanços durante o processo de regularização. O presidente Santiago Peña pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e acertou com os presidentes das duas câmaras do Congresso um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia para iniciar o pagamento imediato aos poupadores, incluindo fundos públicos e do IPS. Peña foi sócio comercial do banco até março de 2025 e renunciou às ações após críticas de conflito de interesses; a instituição, ligada a antigos sócios comerciais do presidente, mantinha centenas de milhões de dólares em recursos públicos, incluindo aplicações da Previdência Social paraguaia. Nesta quarta-feira, deputados começaram a recolher assinaturas para apresentar um pedido de impeachment contra Peña e o vice Pedro Alliana. Na noite de terça-feira, correntistas e aposentados protestaram diante do Congresso Nacional e da residência presidencial, exigindo a devolução do dinheiro bloqueado e a responsabilização das autoridades.
O Serviço de Segurança Nacional da Armênia deteve Samvel Karapetyan, líder do bloco opositor Armênia Forte, depois de buscas em suas casas, segundo a TASS. O Comitê de Investigação armênio confirmou buscas em 65 endereços, incluindo imóveis ligados ao sobrinho Narek Karapetyan, chefe da bancada parlamentar do bloco. A detenção ocorre numa investigação criminal sobre abuso de autoridade nas empresas dele que teria causado prejuízo de cerca de 179 milhões de dólares à Electric Networks of Armenia (ENA), segundo o comitê.
O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Mike Johnson, disse à sua equipe nesta quarta-feira que não continuará como líder republicano no novo Congresso, segundo quatro fontes que participaram da ligação. Os republicanos marcaram para 10 de novembro a eleição interna que escolhe o novo líder. O vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota do partido nas eleições de meio de mandato à guerra com o Irã.
Segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Boston Globe, as Forças Armadas da Indonésia enviaram mais de 20 mil militares e agentes a Jacarta durante a investigação de uma suposta operação ilegal de grampo contra o presidente. O efetivo total chegou a 20.980 pessoas, segundo o vice-almirante Yayan Sofiyan. A polícia identificou como suspeitos os generais Listyo Sigit Prabowo, Ahrie Sonta Nasution e Eko Hadi Santoso, detidos no domingo. Há alegações de que o presidente, ministros, políticos, jornalistas, líderes da sociedade civil e empresários foram alvo de vigilância não autorizada. Os suspeitos também são acusados de ordenar, no fim de outubro, a exclusão de arquivos com as comunicações interceptadas.
O Comitê Central de Eleições de Israel auditou 9.069 seções eleitorais após as queixas de fraude e afirmou que os resultados “refletem com precisão a vontade dos eleitores”, segundo o South China Morning Post (SCMP). O colegiado disse que todas as queixas apresentadas por partidos foram revisadas e que não houve achados que indicassem dano à integridade da eleição. O presidente Isaac Herzog recebe oficialmente ao meio-dia o resultado da eleição de 27 de outubro e decide se dá a Benjamin Netanyahu ou a Gadi Eisenkot a primeira chance de formar governo, já que nenhum dos dois tem votos suficientes sozinho. Netanyahu alega fraude por partidos de maioria árabe, citando prisões de pessoas com envelopes de dinheiro no dia da eleição e, depois, a afirmação de que parlamentares receberam dinheiro do Catar. A procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, disse que não interrogará ninguém sem provas.
Os deputados do Pastef, partido majoritário na Assembleia Nacional do Senegal com 130 dos 165 assentos, rejeitaram por três vezes o projeto de lei de finanças retificativa de 2026. A aprovação do texto é condição prévia para o aval do conselho de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) a um empréstimo de US$ 2,2 bilhões. Para reequilibrar as contas, o governo propõe no novo orçamento um corte de 555 bilhões de francos CFA (cerca de US$ 949 milhões) em despesas de investimento. A dívida pública senegalesa equivale a 130% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Les Echos.
Com 99% dos votos contados, o Likud de Benjamin Netanyahu e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos ficaram com 53 das 120 cadeiras do Knesset. O bloco contrário reúne 48 cadeiras de facções de direita e centro-esquerda do ex-chefe militar Gadi Eisenkot e 19 cadeiras recorde dos dois partidos de maioria árabe. O novo Knesset se instala em 10 de novembro e o presidente Isaac Herzog deve encarregar Eisenkot, cujo Yashar é o maior do bloco anti-Netanyahu, de formar governo, enquanto o interino Netanyahu segue sem restrição legal especial para conduzir operações militares – podendo autorizar legalmente um ataque ao Irã mesmo sem maioria parlamentar, seguindo os procedimentos ordinários.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, demitiu nesta quarta-feira o chefe de gabinete, o ex-chefe da Polícia Nacional Listyo Sigit Prabowo, preso por supostamente grampear o presidente, ministros, políticos e jornalistas, em um caso em que a investigação interna identificou, entre 2025 e 2026, números de telefone inseridos ilegalmente no sistema de interceptação, sem vínculo com investigações oficiais, e em que os inspetores-gerais Ahrie Sonta Nasution e Eko Hadi Santoso também foram apontados como suspeitos. O governo indonésio afirmou que o ex-chefe da polícia pode ter cometido “traição” com o suposto grampo do telefone do presidente, que põe em risco a segurança dos interesses do Estado e a segurança do chefe de Estado, segundo o porta-voz presidencial Prasetyo Hadi.
O conselho do Banco Central do Paraguai votou por unanimidade na segunda-feira por colocar o Ueno Bank em resolução, após o índice de solvência cair abaixo da metade do mínimo legal; o banco diz ter cerca de 3 milhões de clientes e administrar de US$ 800 milhões a US$ 850 milhões em dinheiro público, incluindo cerca de US$ 380 milhões do fundo estatal de pensões e saúde; procuradores pediram a prisão de oito pessoas, entre elas o presidente Juan Manuel Gustale e o diretor-executivo Federico Miguel Vázquez Villasanti; e o presidente Santiago Peña cancelou viagem a uma cúpula na Espanha, pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e prometeu acelerar a lei de ressarcimento de depositantes. O vice-presidente do partido de Peña, Rodolfo Friedmann, pediu a expulsão do presidente, enquanto o presidente do Senado, Basilio Núñez, o defendeu e culpou o Banco Central.
Presidentes de partidos e parlamentares da oposição entregaram no Palácio de La Moneda uma carta ao presidente do Chile, José Antonio Kast, pedindo a destituição do ministro da Justiça, Fernando Rabat. O caso envolve a redução de penas de 56 condenados por abuso sexual de menores, que já custou o cargo ao subsecretário da pasta, Luis Silva. Em sessão especial da Câmara dos Deputados, Rabat reconheceu “um vazio no procedimento, ao não escutar as vítimas”, e a oposição anunciou uma acusação constitucional contra ele.
O líder da oposição israelense, Yair Lapid, disse que o que se vê é “uma tentativa de esmagar a democracia e roubar a eleição com a ajuda de infiltrados do governo no sistema de segurança” e chamou a situação de “ameaça direta à nossa democracia”, pedindo às instituições do Estado que resistam e que se forme um governo o mais rápido possível. A fala vem em meio a relatos de que o chefe do Shin Bet, David Zini, buscava interrogar três líderes de partidos palestinos por suspeita de interferência estrangeira na eleição, sem que as autoridades tenham encontrado provas. Partidos liderados por palestinos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, o que impediu Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot de chegar aos 61 necessários para formar governo.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou seis dias após a colisão de trens de alta velocidade em que ao menos 69 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. No Congresso, ele justificou que um ministro dos Transportes não pode permanecer no cargo após dois acidentes graves em menos de um ano, em referência ao acidente de janeiro na mesma linha que deixou 46 mortos, e retirou o nome das listas para as eleições legislativas antecipadas. O acidente ocorreu quando um trem da estatal Renfe atingiu a traseira de um trem parado da operadora privada Iryo, nos arredores da aldeia de Urda, ao sul de Madri. A falha de um sistema automático de segurança parou todos os trens em um trecho de 39 milhas, mas um centro de controle autorizou a retomada da viagem do trem da Renfe. Puente anunciou um pacote de 30 milhões de euros para as famílias dos mortos e os feridos.
A crise no Tribunal Constitucional da Polônia veio à tona na sexta-feira, quando o primeiro-ministro Donald Tusk agiu para reformar a corte, cujo presidente foi indicado pelo governo anterior, do partido de extrema direita Lei e Justiça (PiS). O presidente do Tribunal, Bogdan Święczkowski, foi suspenso depois de impedir a posse de um novo membro indicado por Tusk e aprovado pelo Parlamento. O presidente do país, Karol Nawrocki, classificou a destituição de “tomada à força de um órgão constitucional”, abandonou uma viagem à África e voltou direto para o Tribunal, em Varsóvia. Nesta terça-feira, os oito juízes apoiados pela coalizão de Tusk planejavam se reunir para aprovar o orçamento do Tribunal e avaliar processos disciplinares contra Święczkowski e seu vice, Bartłomiej Sochański. A eleição parlamentar está prevista para o ano que vem, com o ordenamento constitucional e a direção da integração europeia no centro da disputa.
O Banco Central do Paraguai assumiu o controle do Ueno Bank, banco digital de grande porte com vínculos próximos ao presidente Santiago Peña, por problema de solvência. Horas depois, nesta terça-feira, Peña pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo. Carvallo disse que já assinou a carta de renúncia, mas permanece no cargo para acompanhar a assunção do banco, porque “o Banco Central precisa de calma para fazer o seu trabalho”. Peña cancelou viagem a uma cúpula na Espanha e acertou com líderes do Congresso acelerar a tramitação de projeto que agiliza o pagamento a depositantes e a devolução de dinheiro público.
Óscar Puente renunciou ao Ministério dos Transportes da Espanha seis dias depois da colisão de trens de alta velocidade que matou ao menos 69 pessoas. Ele anunciou a decisão no Congresso, depois de depor sobre o desastre da quarta-feira anterior perto de Urda, ao sul de Madri, quando um trem atingiu a traseira de outro que estava parado na mesma linha. Puente justificou a saída citando dois acidentes graves em menos de um ano e mencionou o de janeiro na mesma linha, que matou 46 pessoas. Também retirou o próprio nome da lista de candidatos às eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro. Segundo Puente, o centro de controle da Adif, gestora estatal da infraestrutura ferroviária, liberou a circulação do trem AVE mesmo com a falha do sistema automático de segurança LZB, e o trem percorreu cerca de 25 km a mais de 160 km/h até a colisão. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas no acidente, além dos 69 mortos.
Os democratas preparam, para o caso de vencer uma das casas do Congresso, uma agenda de investigações sobre os negócios da família Trump, o genro Jared Kushner, criptomoedas e os arquivos Epstein. Se conquistarem uma ou ambas as casas, terão amplos poderes para abrir investigações e realizar audiências sobre a conduta de funcionários do governo Trump. Os negócios da família Trump e denúncias mais amplas de corrupção empresarial serão prioridade para o deputado Robert Garcia, que deve presidir a Comissão de Supervisão da Câmara se o partido vencer. Os democratas já pediram informações sobre os negócios de Kushner, citando seus papéis como conselheiro informal de política externa do presidente e chefe de uma firma de private equity que faz negócios com governos estrangeiros, e pressionam por investigações sobre os investimentos da família Trump em criptomoedas. Os laços de Trump com Jeffrey Epstein também serão foco, com apuração sobre se o Departamento de Justiça violou a lei de transparência dos arquivos Epstein ao retê-los ou censurá-los indevidamente. O senador Sheldon Whitehouse, provável presidente da Comissão de Justiça do Senado, disse que “mais de 90% dos eleitores acham que o governo foi corrompido” e que a investigação não pode desviar o foco dos problemas de custo das famílias.
O Tribunal Constitucional da Polônia anunciou em 30 de outubro a suspensão por um mês de seu presidente, Bogdan Święczkowski, e do vice-presidente, Bartłomiej Sochański, em ordem assinada pela juíza Anna Korwin-Piotrowska. O presidente Karol Nawrocki interrompeu a viagem ao Senegal, voltou a Varsóvia e disse aos juízes presentes que eles “não são juízes do Tribunal Constitucional”. Święczkowski havia sido suspenso depois de recusar a posse de um novo membro indicado por Donald Tusk e aprovado pelo Parlamento, episódio que a CNN descreve como capítulo do embate entre o primeiro-ministro pró-Europa e o presidente pró-Trump. O primeiro-ministro afirmou em 31 de outubro que a reforma foi “bloqueada pelo presidente e pelo PiS” e que “em certas questões não pode haver compromisso”.
A Sérvia vive uma onda de prisões e renúncias depois que a Lista Estudantil venceu as eleições parlamentares de 25 de outubro e Aleksandar Vučić deixou o poder pela primeira vez em mais de uma década. A Lista Estudantil conquistou 140 das 250 cadeiras do parlamento, mas, sem uma estrutura de liderança clara, pode levar algum tempo para formar governo. Em 1º de novembro, Marko Kricak, chefe da Diretoria de Polícia Criminal, e Bosko Sekulovic, comandante policial de combate ao crime organizado, foram presos sob acusação de abuso de cargo, no âmbito de uma investigação sobre um caso complexo de homicídio em maio. Em 2 de novembro, Davor Macura, dono do Alta Bank, foi preso em Belgrado, depois de o banco ter a licença cassada pelo Banco Nacional da Sérvia em 30 de outubro. A diretora da televisão pública RTS, Manja Grcic, demitiu o chefe do departamento de notícias em 28 de outubro e pediu demissão no mesmo dia, sob pressão de funcionários da emissora e de representantes do movimento de protesto estudantil. Vučić disse à TV Pink que não teme uma eventual prisão porque não haverá provas contra ele.
Os líderes dos quatro partidos judeus de oposição de Israel se reuniram em Herzliya nesta terça-feira e concordaram em iniciar imediatamente negociações de coalizão e coordenar a estratégia parlamentar antes da posse do novo Knesset, na próxima semana. O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria, mas os partidos judeus de oposição têm apenas 48 cadeiras contra 53; a maioria só existe com o apoio dos dois partidos árabes, que somam 19 cadeiras. Os líderes reafirmaram o apoio a que o presidente Isaac Herzog dê a Gadi Eisenkot a primeira chance de formar governo e acertaram que as equipes de negociação comecem a redigir os acordos de coalizão e as diretrizes políticas. O primeiro item da agenda parlamentar será substituir o presidente do Knesset, Amir Ohana, do Likud, o que abriria caminho para a comissão de inquérito sobre o ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. O Likud afirmou que a oposição pretende formar um “governo perigoso” que depende de “apoiadores do terrorismo”. A unidade 730 do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel), responsável pela proteção de altos funcionários, vai assumir diretamente a segurança de Eisenkot, conforme fontes seniores confirmaram ao Jerusalem Post.
O opositor congolês Prince Epenge, preso em 25 de outubro, foi transferido em 31 de outubro à prisão central de Makala, em Kinshasa, depois de o tribunal rejeitar na véspera seu pedido de liberdade provisória. Presidente do partido ADD Congo, porta-voz da coalizão Lamuka e membro da plataforma C64, Epenge é acusado de “propagação de falsos boatos”, ligada à denúncia do assassinato de um militante de seu partido na marcha de oposição de 15 de setembro em Kinshasa. Ele foi detido no aeroporto internacional de N’djili quando embarcaria para Roma, onde a oposição reunida na C64 faria um encontro.
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, apresentou nesta segunda-feira sua renúncia ao rei Philippe, após o impasse nas negociações orçamentárias da coalizão, e o monarca adiou a decisão até o fim da semana; o governo busca cortes para reduzir um déficit que supera 5% do PIB. O rei iniciará consultas com os líderes dos partidos da coalizão e receberá De Wever novamente na sexta-feira. Todas as forças políticas belgas rejeitam o uso de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia, e uma eventual saída de De Wever não mudaria essa posição, segundo o portal Rapporteur, citado pela Sputnik.
Os líderes do chamado bloco de mudança se reúnem na manhã desta terça-feira em Herzliya para coordenar os próximos passos, no primeiro encontro desde a eleição, com o bloco somando 48 cadeiras contra 53 do campo de Benjamin Netanyahu, 27 delas do Likud, com todos os líderes dizendo até segunda-feira que vão apoiar Gadi Eisenkot para formar o próximo governo, enquanto Netanyahu afirmou que uma clara maioria do público judeu escolheu o Likud como o maior partido e o escolheu para liderar o próximo governo – as listas árabes somam o recorde de 19 cadeiras, 8 do Ra’am e 11 da Lista Conjunta, com participação árabe-israelense de cerca de 80%, ante 53,2% na eleição de 2022, enquanto o presidente Isaac Herzog pediu aos líderes que aceitem o resultado e busquem soluções criativas para evitar nova eleição, e a facção B’Yachad, de Naftali Bennett, anunciou apoio a Eisenkot.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, prometeu no sábado garantir que o Tribunal Constitucional do país funcione em conformidade com a lei, depois que o presidente Karol Nawrocki acusou o governo de tomar o controle da corte à força, em uma disputa política crescente sobre o Judiciário, segundo a CGTN.
A Procuradoria pretende indiciar o chefe de gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Tzachi Braverman, por seu papel no vazamento de documentos sigilosos ao jornal alemão Bild em 2024, suspeito de ter avisado clandestinamente o principal suspeito do caso, Eli Feldstein, sobre a investigação – segundo o Times of Israel, que cita a imprensa hebraica.
O deputado da Rada Artiom Dmitruk afirmou no Telegram que houve mortos e feridos graves em confrontos durante protestos perto de Kiev, segundo a TASS, ainda sem confirmação independente. Dmitruk escreveu que combatentes enviados por Volodimir Zelenski espancaram pessoas e abriram fogo contra elas.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, acusou nesta segunda-feira o comissário de Polícia, Daniel Levy, de ordenar “violência severa” contra manifestantes haredim (ultraortodoxos) para agradar a oposição depois das eleições da semana passada. Ben Gvir também pediu ao Supremo Tribunal que anule uma liminar de abril que o proíbe de interferir no uso da força pela polícia. Na quinta-feira, três manifestantes foram presos depois que um protesto haredi perto de Bnei Brak virou confronto violento, deixando três policiais feridos e vários manifestantes machucados.
O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, vai apresentar nesta segunda-feira a renúncia do governo ao rei Philippe, depois do fracasso das negociações orçamentárias durante a noite, noticia a mídia local. O governo precisa economizar 10 bilhões de euros para respeitar os limites de gastos da União Europeia (UE): o déficit foi de 5% no ano passado, e as regras europeias permitem no máximo 3%.
O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, pode renunciar após reunião com o rei Philippe nesta segunda-feira, segundo o jornal De Standaard. O motivo seria o fracasso das tentativas de fechar o orçamento federal. O premiê tem encontro no Palácio às 9h30 e deve apresentar a demissão do governo após o kern não chegar a acordo sobre o orçamento, segundo a RTBF.
O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu partido “falharam” ao tentar desacreditar os resultados da eleição israelense.
O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, realizou consultas de crise com líderes políticos enquanto se aprofunda a disputa sobre a independência do tribunal constitucional do país. Representantes de partidos nacionalistas, de extrema direita e de parte da coalizão governista participaram das conversas no palácio presidencial no sábado, enquanto o partido centrista do primeiro-ministro Donald Tusk, a Coalizão Cívica, não compareceu. Tusk mobilizou a polícia de choque para empossar seus juízes no tribunal.
A Casa Branca passou meses se preparando para a possibilidade de os democratas assumirem o Congresso após as eleições de meio de mandato previstas para esta terça-feira, com planos para avançar a agenda por meio do poder executivo, segundo a Reuters, em texto publicado pela Opera Mundi.
As autoridades eleitorais de Israel afirmam que o resultado da eleição será mantido mesmo que se confirmem as alegações de interferência estrangeira, o qual é contestado pelo Likud – que diz, sem apresentar provas, que partidos liderados por árabes roubaram a eleição em que o bloco de Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, segundo o Korea Herald. A posição conjunta reúne o chefe da comissão eleitoral, a procuradora-geral e o chefe do Shin Bet.
Segundo o G1, o sistema migratório argentino registrou três entradas de Flávio Bolsonaro na mesma van – às 22h37 com passaporte italiano, às 22h40 com carteira de motorista e às 23h11 com passaporte brasileiro. O senador havia deixado o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a entrega dos passaportes à Polícia Federal (PF); na outra van estavam o motorista, o advogado Roberto Jorge Alexandre e o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-oficial do serviço de inteligência de Israel.
O partido Together, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, anunciou que seu bloco recomendará ao presidente Isaac Herzog entregar ao líder do Yashar, Gadi Eisenkot, o mandato de formar o próximo governo, segundo a TRT World. Eisenkot classificou o resultado da eleição para o 26º Knesset como firme e claro, citando garantias do presidente da Comissão Eleitoral Central de que a votação ocorreu com integridade.
A crise política entre o governo centrista do primeiro-ministro Donald Tusk e a oposição, que se arrasta desde o retorno dele ao poder em 2023, avançou na sexta-feira (30 de outubro de 2026) com a intervenção da polícia no Tribunal Constitucional em Varsóvia, segundo o Le Monde. Policiais antimotim foram mobilizados em grande número para bloquear o acesso ao tribunal, e o ministro da Justiça abriu um processo para levantar a imunidade do presidente da corte. No sábado, a Comissão Europeia exortou o chefe de Estado a validar a nomeação dos novos juízes.
Promotores franceses abriram investigação por tentativa de homicídio depois que coquetéis molotov foram lançados contra forças de segurança durante os protestos de sábado em Paris, segundo a Al Jazeera. O Ministério Público afirmou que “artefatos explosivos foram lançados contra cerca de 15 gendarmes e policiais”, referindo-se aos policiais militares que integram as forças armadas francesas, e disse que nenhum suspeito havia sido preso até o momento. A gendarmaria informou que 13 integrantes da unidade do oficial atingido ficaram feridos, e o Ministério do Interior contabilizou mais de 770 presos na França.
As autoridades da Sérvia prenderam o chefe da diretoria de polícia criminal do país sob suspeita de abuso de cargo e negaram que a detenção tenha vínculo com as eleições realizadas uma semana antes, informou a Al Jazeera. O procurador Nenad Stefanovic disse, segundo a emissora, que os dois detidos são suspeitos de abusar dos cargos e de não cumprir os deveres.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu neste domingo aos líderes dos partidos que “parem de subir em árvores e encarem a realidade” do resultado eleitoral, numa apelação registrada pelo Times of Israel. Os partidos contrários a Benjamin Netanyahu somam 67 das 120 cadeiras da Knesset, contra 53 do bloco de direita e ultraortodoxo do primeiro-ministro, segundo a contagem do jornal. O jornalista israelense Gideon Levy criticou a resistência dos partidos de oposição a Netanyahu em formar um governo com a participação de partidos árabes, conforme a Opera Mundi.
O prefeito de Dimona, Benny Biton, próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, disse à Kan News no domingo que Netanyahu quer formar um governo de unidade e que o presidente de Israel, Isaac Herzog, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, serviriam como fiadores de um acordo com o chefe do partido Yashar, Gadi Eisenkot. Biton afirmou que falou com Herzog no sábado e que os dois presidentes dariam à oposição a garantia de que o governo de unidade se sustentaria. Ele também advertiu que uma tentativa da oposição de substituir o presidente do Knesset, Amir Ohana, antes da formação da coalizão seria uma “declaração de guerra”, e que, sem um governo de unidade nacional, o país caminha para outra eleição, porque “nenhum dos blocos conseguirá formar governo sob nenhuma circunstância”.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse no sábado, em Atlanta, que o governo de Donald Trump não facilitou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil para os Estados Unidos. Rubio afirmou que o governo soube que Bolsonaro havia chegado ao país, que ele já tivera um visto antes e que o presidente decidiu permitir a entrada, e acrescentou que Washington não esteve “envolvido diretamente em nenhum dos movimentos que foram feitos”.
A Comissão Europeia afirmou que cabe às autoridades polonesas garantir que o Tribunal Constitucional possa funcionar de acordo com a Constituição polonesa e com a jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). A Comissão disse que a nomeação de oito novos membros do Tribunal Constitucional está dentro do poder constitucional do Sejm, o Parlamento polonês, e citou medidas cautelares da Corte Europeia de Direitos Humanos de 5 de maio de 2026. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que restaurar a calma não pode significar aceitar a ilegalidade ou a violência, e prometeu restabelecer as condições para uma justiça independente e para o Estado de direito.
O líder do partido Democrats, Yair Golan, disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem a confiança do público e não deveria ser autorizado a conduzir o país numa nova guerra com o Irã, em publicação nas redes sociais na manhã de domingo. Golan escreveu que ele e os líderes do bloco de oposição Gadi Eisenkot, Avigdor Lieberman, Naftali Bennett e Yair Lapid “conhecem muito bem o sistema de segurança”.
O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, reuniu neste sábado no palácio presidencial representantes de partidos nacionalistas, de extrema direita e de parte da coalizão de governo, em meio ao impasse em torno do Tribunal Constitucional; o partido do primeiro-ministro Donald Tusk, a Coalizão Cívica, não compareceu, segundo a Al Jazeera. Em discurso na noite de sábado, Tusk acusou líderes da oposição nacionalista conservadora de querer “destruir a democracia e o Estado de direito”. Em pronunciamento televisionado, ele disse estar certo de que o Tribunal Constitucional “vai funcionar como deve”, de forma independente dele e conforme a Constituição, segundo a Reuters.
Cerca de 2.000 pessoas se manifestaram na noite de sábado em Tel Aviv em apoio a um governo judaico-árabe, depois que os opositores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu somaram 67 das 120 cadeiras do Knesset na eleição de terça-feira, segundo o Times of Israel. Um contraprotesto menor, com cerca de 200 pessoas, pediu uma investigação sobre alegações de fraude eleitoral, depois que o Likud, partido de Netanyahu, acusou partidos árabes de “roubar a eleição” com apoio de governos estrangeiros hostis. Os partidos árabes conquistaram 19 cadeiras, um recorde, e sem eles nenhum bloco tem maioria.
Centenas de israelenses foram às ruas neste sábado em Tel Aviv e Jerusalém para pedir que a oposição se alie a partidos árabes e derrube o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Arab News. O ato de Tel Aviv reuniu cerca de 500 pessoas, e o de Jerusalém, cerca de 100. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu conquistaram 48 cadeiras, e os dois partidos de maioria árabe, Raam e a Lista Conjunta, somaram 19, em uma eleição que não deu maioria a nenhum bloco no parlamento de 120 cadeiras; uma aliança entre os dois campos daria 67 cadeiras ao bloco anti-Netanyahu. O chefe da oposição, Gadi Eisenkot, ainda não decidiu se buscará a coalizão e reiterou que só formaria um governo sionista cujos membros se comprometam com o reconhecimento de Israel como Estado judeu, democrático e liberal e com o reconhecimento do Hamas como organização terrorista, segundo o Al-Monitor.
O deputado Ahmad Tibi, número 2 da Lista Conjunta, disse que o partido está pronto para apoiar de fora os partidos sionistas anti-Netanyahu na formação de um governo que substitua a coalizão atual, mas não quer fazer parte do governo, segundo o Times of Israel. A Lista Conjunta, formada por três facções árabes, conquistou 11 assentos na eleição de terça-feira. Tibi indicou que a lista recomendará ao presidente Isaac Herzog que um candidato dos partidos anti-Netanyahu receba o mandato para formar a coalizão.
A polícia de choque foi mobilizada diante do Tribunal Constitucional da Polônia enquanto a disputa sobre quem deve ocupar a corte virava confronto entre o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e a oposição nacionalista, segundo a Al Jazeera. Na noite de sexta-feira, centenas de manifestantes se reuniram diante do prédio, em Varsóvia, depois que juízes eleitos pela atual maioria parlamentar anunciaram a suspensão do presidente do tribunal, Bogdan Swieczkowski, e de seu vice, Bartlomiej Sochanski. A polícia protege o Tribunal Constitucional enquanto os protestos eclodem pela suspensão do chefe da corte, segundo a AP News.
Quase 840 mil pessoas votaram na terça-feira em Ra'am e na Lista Conjunta, coalizão de três partidos liderados por árabes, alta de 64% em relação às eleições de 2022, segundo os resultados finais da Comissão Central de Eleições divulgados pelo Times of Israel. Os partidos conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, superando o recorde anterior de 15. Nem a coalizão de Benjamin Netanyahu nem a aliança de oposição alcançaram as 61 cadeiras necessárias para a maioria parlamentar, segundo a Al Jazeera.
A Comissão Central de Eleições de Israel publicou na sexta-feira o resultado final, segundo o qual o bloco de Benjamin Netanyahu ficou com 53 cadeiras, contra 48 do bloco de oposição de Gadi Eisenkot, conforme o Jewish News Syndicate (JNS). O Likud foi o maior partido, com 27 cadeiras, seguido de Yashar! com 21 e de Together com 12, segundo a Ynet.
A polícia de choque foi mobilizada no Tribunal Constitucional da Polônia em meio a um impasse crescente entre o governo e os principais juízes da corte, segundo a BBC. Na sexta-feira, a polícia cercou o tribunal e deteve três pessoas depois que manifestantes romperam a cerca e atiraram objetos contra os agentes, informou a Associated Press (AP). O site da corte publicou a suspensão do seu presidente, Bogdan Święczkowski, por volta das 18h locais e saiu do ar logo depois, e a AP afirmou não ter podido verificar de forma independente as razões oficiais da medida. O presidente Karol Nawrocki, que voava para o Senegal, disse ter mandado o avião voltar: “Num momento como este, o presidente tem de estar na Polônia. Estou interrompendo meu voo ao Senegal. Estou voltando”, escreveu no X. Já o primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que “restaurar o Estado de direito é nossa obrigação”.
O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, convocou consultas de emergência com representantes de grupos parlamentares por causa do conflito em torno do Tribunal Constitucional, segundo a agência TASS. O chefe do gabinete presidencial leu a declaração em que Nawrocki justificou a convocação por uma ameaça à segurança interna do país e afirmou que as consultas buscam estabilizar a situação política e restaurar a ordem constitucional.
O ex-candidato presidencial conservador Flavio Bolsonaro disse nesta sexta-feira que fugiu do Brasil para os Estados Unidos porque era vítima de perseguição no próprio país, depois de perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ABC News, ele deixou o Brasil na terça-feira e chegou à Flórida na quarta-feira em um jato privado, após passar por Argentina e Equador. Bolsonaro contou que a polícia o informou na segunda-feira que seus passaportes seriam revogados.
O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, segundo o The Hindu, e os resultados divulgados na madrugada de sexta-feira mostraram 53 cadeiras para o bloco dele, 48 para o principal bloco de oposição e 19 para os partidos liderados por árabes na eleição de terça-feira, um desempenho histórico, conforme a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Daily Democrat. Em sua primeira manifestação pública sobre o resultado, na sexta-feira, Netanyahu escreveu no X que é proibido formar coalizão com partidos árabes.
O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, entrou no prédio do Tribunal Constitucional na madrugada de sábado, acompanhado de Zbigniew Kapinski, segundo o chefe de gabinete, Pawel Szefernaker. A polícia afirmou ter prendido três pessoas que tentaram entrar no complexo da corte.
O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, interrompeu a viagem ao Senegal e voltou a Varsóvia depois que o Tribunal Constitucional informou em seu site que o presidente da corte havia sido suspenso, e juntou-se a manifestantes que enfrentavam a polícia diante do tribunal. A corte informou que sua juíza mais antiga, Anna Korwin-Piotrowska, suspendeu o presidente Bogdan Swieczkowski e assumiu a chefia do tribunal, segundo o Hindustan Times.
Policiais entraram nas dependências do Tribunal Constitucional da Polônia nesta sexta-feira, depois que manifestantes se reuniram em Varsóvia para protestar contra a suspensão do presidente da corte, Bogdan Swieczkowski. A polícia disse que houve incidentes do lado de fora, com objetos arremetidos contra os agentes, e que três pessoas foram detidas. O ministro da Justiça, Waldemar Zurek, pediu a quebra da imunidade de Swieczkowski e de seu vice, por impedirem juízes eleitos pela maioria parlamentar de assumir suas funções. O primeiro-ministro Donald Tusk escreveu na rede X que restaurar o Estado de direito é dever do governo.
Autoridades eleitorais de Israel rejeitaram a alegação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que a eleição foi roubada e afirmaram que a investigação aberta sobre suposta interferência estrangeira não altera o resultado final, segundo o Times of Israel, em texto da Jewish Telegraphic Agency (JTA). O diretor-geral interino do Comitê Central de Eleições, Dean Livne, gravou declaração na sexta-feira dizendo que a apuração “não afeta os resultados finais que serão submetidos ao presidente, nem diz respeito a qualquer setor específico da população”. Na quinta-feira, ele havia afirmado que “as eleições para o Knesset foram conduzidas legalmente” e que, até onde sabem, “não há base para alegações de dano sistemático à integridade do pleito”.
O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, interrompeu nesta sexta-feira o voo ao Senegal e anunciou o retorno ao país depois que a polícia entrou nas instalações do Tribunal Constitucional e seu presidente foi suspenso, segundo a TRT World. A polícia afirmou que os agentes entraram no tribunal após incidentes do lado de fora, entre eles o arremesso de objetos perigosos contra policiais. O tribunal informou em seu site que o presidente Bogdan Swieczkowski foi suspenso na sexta-feira. A disputa em torno do Tribunal Constitucional se arrasta e paralisa efetivamente a instituição: no início do ano, Nawrocki, aliado do antigo governo nacionalista, recusou empossar três dos seis juízes indicados pelo parlamento.
Com mais de 99% dos votos de terça-feira apurados, o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ficou com 53 cadeiras e a oposição liderada por Gadi Eisenkot com 48, segundo o Haaretz, citado pela Al Jazeera. As listas árabes somavam 19 assentos no Knesset de 120. Nenhum dos dois blocos alcançou as 61 cadeiras necessárias para a maioria parlamentar, segundo a CNN.
Com nenhum bloco político à frente de uma maioria clara na Knesset de 120 assentos, líderes do bloco que busca substituir Netanyahu se reuniram na quinta-feira em várias formações, algumas com o partido Ra'am, depois da eleição de terça-feira. O presidente do partido Yashar, Gadi Eisenkot, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o Likud de tentar minar a legitimidade do resultado eleitoral, segundo o Jerusalem Post.
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, não vai comparecer à cúpula da Organização dos Estados Turcos (OTS) nesta sexta-feira em Ancara, apesar do convite pessoal feito pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em conversa telefônica em 21 de outubro, segundo a mídia azerbaijana citada pelo Turkish Minute. A ausência ocorre após a saída do principal assessor presidencial de Erdogan, Oktay Saral, em meio a uma disputa sobre as restrições do Azerbaijão ao uso de hijabe em escolas, conforme o Turkish Minute.
O Comitê Central da China aprovou punições disciplinares contra 18 civis graduados e 16 militares, todos membros plenos ou suplentes do Comitê, segundo o South China Morning Post (SCMP), que também relata que o general Zhang Shengmin foi promovido ao Politburo.
A apuração da eleição parlamentar de Israel terminou na quinta-feira, incluindo os votos em envelope duplo, e nem o bloco de Benjamin Netanyahu nem a oposição chegaram às 61 cadeiras necessárias para a maioria no Knesset, segundo o i24NEWS. O Likud lidera com 27 cadeiras, o bloco de Netanyahu soma 53 e a oposição, 48, com as negociações de coalizão diante de divisões profundas e os resultados oficiais previstos para a próxima quarta-feira. O bloco anti-Netanyahu, liderado por Gadi Eisenkot, do partido Yashar, ficou com 48 cadeiras, segundo a DW.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que só vai começar as consultas a líderes partidários sobre a formação de governo na próxima semana, quando espera receber a contagem oficial completa dos votos, segundo o The New York Times. Pela Lei Básica: O Governo, é o presidente que tem o poder de escolher quem terá a primeira chance de formar um governo, segundo o Times of Israel.
O candidato derrotado Flavio Bolsonaro saiu do Brasil em direção aos Estados Unidos, onde se declarou o verdadeiro presidente do país, segundo a AFP. Rogerio Marinho, que coordenou a campanha de Flavio Bolsonaro, disse não haver evidência de fraude eleitoral, como alegado pelo candidato derrotado, ainda segundo a AFP.
A cúpula do Partido Comunista da China elegeu o general Zhang Shengmin, vice-presidente da Comissão Militar Central, para o Politburo, segundo a AP News. Xi Jinping havia expurgado antes dois generais de topo, deixando Zhang como único membro da comissão além do próprio Xi, ainda segundo a AP News.
O Partido Comunista da China confirmou a expulsão de 33 dirigentes, incluindo o ex-membro do Politburo Ma Xingrui e o ex-líder militar Zhang Youxia, segundo comunicado do quinto plenário divulgado pela Xinhua, citado pela Reuters. A lista inclui ainda o ex-oficial militar Liu Zhenli, o ex-diplomata Liu Jianchao, o ex-ministro da Indústria Jin Zhuanglong e o ex-chefe do regulador de valores Yi Huiman, segundo a Reuters.
Uma fonte sênior do Judaísmo Unido da Torá (UTJ) propôs apoiar de fora um governo minoritário liderado por Gadi Eisenkot, com o partido se abstendo em votações-chave na Knesset, informou o Canal 12. “Nossa aliança com Netanyahu chegou ao fim”, disse um dirigente do partido ao canal, segundo o Yeshiva World, acrescentando que o UTJ não obterá nada de Netanyahu e que seu interesse é voltar a ser uma força decisiva na Knesset. Eisenkot prometeu avançar a lei de alistamento militar e a investigação do 7 de outubro mesmo com a perspectiva apertada de formar coalizão, segundo o Times of Israel.
A oposição israelense acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar deslegitimar a eleição ao alegar interferência estrangeira depois de a votação deixar sua coalizão sem maioria no parlamento. O líder da oposição, Gadi Eisenkot, e líderes de partidos árabes denunciaram Netanyahu, segundo a BBC. Os resultados finais confirmaram que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição judaica obtiveram maioria. As duas listas árabes, a Lista Conjunta e o Ra’am, contrariaram as expectativas e conquistaram um recorde de 19 das 120 cadeiras da Knesset, com o aumento do comparecimento de eleitores árabes.
Benjamin Netanyahu e seus aliados pediram ao serviço de segurança interna Shin Bet que investigue suposta compra de votos e outras irregularidades em comunidades palestinas em Israel, supostamente com dinheiro estrangeiro. O primeiro-ministro alegou, sem apresentar provas, que os ganhos recorde dos partidos árabes na eleição desta semana foram impulsionados em parte por fraude, acusação que líderes árabes rejeitaram e classificaram como incitação, segundo a Reuters. O diretor-geral interino da Comissão Central de Eleições, Dean Livne, rejeitou nesta quinta-feira como infundadas as alegações de fraude generalizada, e o Shin Bet esclareceu que a apuração de interferência estrangeira no voto tem escopo limitado e não se baseou em informação fornecida por nenhum ator político.
O presidente do partido Yashar e líder do bloco de oposição, Gadi Eisenkot, acusou nesta quinta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de lançar uma “campanha organizada para deslegitimar” o resultado da eleição para o Knesset de terça-feira, segundo o Jerusalem Post. “Não vou permitir que a posse do Knesset seja adiada em um único centímetro da data prevista”, disse Eisenkot.
O líder do partido Zehut, Moshe Feiglin, pediu a anulação dos resultados da eleição e a convocação de novas eleições, com batalhões da Polícia de Fronteira posicionados nas seções eleitorais de comunidades árabes e citando preocupações com interferência estrangeira, segundo o Haaretz, que descreve o partido como libertário e ligado ao movimento de colonos. “Não podemos permitir que o Catar tome o nosso Knesset”, disse ele.
O movimento estudantil da Sérvia exigiu nesta quinta-feira a renúncia de chefes da polícia, das agências de inteligência e do Judiciário enquanto se prepara para assumir o poder após a vitória eleitoral do fim de semana passado contra o ex-homem forte Aleksandar Vucic, segundo a AP News. Os estudantes pediram também que as autoridades eleitorais declarem o resultado final sem demora, depois da repetição da votação em cerca de 50 seções no próximo domingo.
Com mais de 90% dos votos contados nas eleições legislativas de Israel, as projeções dão 53 cadeiras ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra 48 da aliança de Gadi Eisenkot, com recorde projetado de 19 cadeiras para os partidos árabes, segundo a TRT World, enquanto o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir pediu a prisão de líderes de partidos árabes depois que o Comitê Central de Eleições pediu ao Shin Bet que investigue denúncias de interferência estrangeira, segundo o Jerusalem Post.
O líder do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, teria rompido com o bloco de oposição e pressiona por um governo de unidade, segundo reportagem de quarta-feira do N12, conforme o Jerusalem Post. A polícia de Israel rejeitou as alegações do Likud de que a eleição teria sido “roubada” na manhã de quinta-feira, afirmando não haver evidência investigativa ou de inteligência para sustentá-las.
A Polícia Federal do Brasil apura a possível participação de Eduardo Bolsonaro nas informações usadas para despistar o trajeto de saída de Flávio Bolsonaro pela Argentina. A corporação informou que não encontrou registro oficial de saída de Flávio, da mulher, Fernanda, e das duas filhas – mas a entrada da família na Argentina foi confirmada.
Rogério Marinho, coordenador de campanha do ex-candidato e líder da oposição no Senado, disse que nem ele nem o Partido Liberal (PL) podem afirmar fraude porque não há provas nesse sentido. Marinho contestou as acusações de fraude nas eleições no Brasil e afirmou que o partido não tem provas sobre isso.
A terceira versão da nota divulgada por Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira (28) corrigiu o termo e passou a usar “líder do Brasil” em vez de “presidente eleito”, às 17h41. Antes, o ex-candidato à Presidência havia compartilhado com aliados uma carta em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Com 85% dos votos apurados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, e seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos estavam a caminho de 53 das 120 cadeiras do Knesset, segundo a BBC. O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que espera receber os resultados oficiais na próxima semana e que depois começará conversas com cada facção: “Precisamos fazer tudo o que pudermos, certamente depois de ontem, para evitar outra rodada de eleições.”
Flávio Bolsonaro e três familiares foram registrados pela Migração argentina cruzando a fronteira às 22h50 de terça-feira, segundo o G1 – o acréscimo sobre a saída do Brasil, os vistos dos Estados Unidos (EUA) e o cancelamento dos passaportes já publicados no Fluxo. Às 23h30, o grupo embarcou num voo privado da Baires Fly com destino declarado de Guayaquil, no Equador. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aprovaria a ida de Flávio aos EUA: “Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível”.
Bocas de urna publicadas pelo Jerusalem Post projetaram o partido Ra'am e a Lista Conjunta com sete e 11 assentos pelo Canal 12 e com sete e 10 assentos pelos canais 11 e 13, o que daria aos dois partidos, juntos, 18 ou 19 cadeiras na Knesset de 120 membros, contra cinco de cada um na legislatura que se encerra. Nenhum dos blocos, nem o de Netanyahu nem o de Eisenkot, aparecia com maioria na Knesset de 120 assentos, segundo o TRT World.
No dia da eleição em Israel, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ter prometido à administração dos Estados Unidos formar, depois das eleições, um governo de unidade com o líder da oposição, Gadi Eisenkot, sem ele, segundo o Times of Israel. “O primeiro-ministro Netanyahu prometeu à administração dos EUA que, depois das eleições, formará um governo de unidade com Eisenkot e sem Ben-Gvir”, escreveu o ministro no X, citando reportagem do Israel Hayom. O Jerusalem Post registrou que Ben-Gvir disse que Netanyahu precisa ficar com ele à direita e buscar um governo totalmente de direita. O relato do Israel Hayom descreve uma proposta apoiada pelos EUA com um governo de rotação de cerca de dois anos, avanço dos Acordos de Abraão com foco na Arábia Saudita e um perdão presidencial a Netanyahu – hipótese que a Residência do Presidente de Israel negou ter discutido.
O senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal, PL) teria deixado o Brasil na noite de ontem (26) rumo à Argentina, em um voo privado, para seguir viagem aos Estados Unidos, segundo noticiou nesta madrugada o site argentino Infobae. O coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a informação. Ontem, a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes, comum e diplomático, em até 24 horas, seguindo determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta segunda-feira que o governo interino da Venezuela avisou os Estados Unidos “semanas e semanas” antes que a líder da oposição María Corina Machado pudesse voltar ao país sem interferência, segundo a CBS News. Rubio disse ainda que falou às autoridades interinas que a expectativa dos Estados Unidos era de que ela, venezuelana, tem seu lugar no próprio país.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) na eleição presidencial, afirmou nesta segunda-feira que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o país. Ele classificou a medida como ‘uma clara tentativa’ de intimidá-lo e disse que vai cumpri-la: ‘Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração’. As declarações foram publicadas pela CartaCapital.
Israel vota nesta terça-feira (27/10) com 7.331.981 eleitores aptos e 34 partidos na disputa pelo Knesset. As pesquisas preveem de 20 a 23 das 120 cadeiras para o Yashar, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu, e nenhum bloco com maioria fácil para formar coalizão. No comício final, o candidato Eisenkot prometeu curar as divisões da sociedade israelense depois do governo de Netanyahu e falou em compromisso com a segurança e a economia. Netanyahu respondeu que “90% do trabalho” já foi feito e que “faltam 10%”, e que Eisenkot e a Irmandade Muçulmana “não vão destruir o programa nuclear do Irã”: “Quem vai fazer? Só eu posso.” A imprensa israelense noticiou que autoridades discutiram ações preparatórias para um ataque ao Irã a pedido de Netanyahu, segundo o Middle East Eye.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que María Corina Machado “poderia ter evitado esse show” e que “os aeroportos estão aí”, referindo-se ao retorno da líder opositora, que estava exilada e voltou ao país no domingo (25). Rodríguez afirmou ainda que outros beneficiários da lei de anistia puderam entrar pelas instalações aeroportuárias, segundo o Le Monde. A porta-voz de Machado, Claudia Macero, disse que a opositora está disposta a se sentar à mesa com Rodríguez e com quem for necessário, em público, com transparência e um programa preciso.
A presidente do Instituto Nacional Eleitoral (INE) do México, Guadalupe Taddei, deve apresentar a renúncia nesta segunda-feira em meio a acusações de corrupção, decisão que a presidente Claudia Sheinbaum disse apoiar, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Yahoo. Taddei é acusada de favorecer um fornecedor do INE com quem teria relação pessoal, em contratos de milhões de dólares.
Israel vota na terça-feira na primeira eleição geral desde o ataque de 7 de outubro de 2023. Muitos dos opositores de Benjamin Netanyahu veem na votação a oportunidade de cobrar, afinal, a pior falha de segurança em gerações, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Times of Israel. Pesquisas preveem há meses uma queda acentuada do Likud, mas uma aliança rival de partidos de direita, esquerda e centro também não tem caminho claro para o poder. Na véspera da votação, o presidente Isaac Herzog recebeu as credenciais de cinco novos embaixadores, que servirão sob o próximo governo, informou o Jerusalem Post.
O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu nesta segunda-feira que o governo anunciará um pacote de medidas em resposta a semanas de protestos de rua sobre um conjunto amplo de reivindicações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Quews News. O ministro do Interior, Laurent Nunez, disse antes que novos distúrbios são esperados em 31 de outubro, e o Ministério do Interior mobilizou 70 mil policiais para as manifestações de sábado, convocadas por sindicatos contra o alto custo de vida e os serviços públicos.
Aleksandar Vučić admitiu a derrota na eleição parlamentar de domingo para o movimento estudantil, segundo a Reuters. Segundo ele, a Lista Estudantil terá entre 135 e 140 cadeiras, e seu bloco ficará com 105. A comissão eleitoral indicou participação recorde, que comentaristas avaliavam como favorável ao movimento estudantil, segundo a BBC.
O presidente do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, pediu à procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, que abra investigação criminal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por suspeita de traição, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira e noticiado pelo Jerusalem Post. O pedido cita reportagem do canal N12 de domingo segundo a qual Netanyahu e o chefe do Estado-Maior, o tenente-general Eyal Zamir, se chocaram sobre uma proposta de operação militar que poderia desencadear um confronto com o Irã dois dias antes da eleição de 27 de outubro. Liberman acusou Netanyahu de tentar arrastar Israel a um confronto militar para impedir a realização das eleições.
Um vídeo publicado pelo Channel 13 no fim de domingo mostra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu avalizando por telefone o acordo que retira o partido haredi Achi da disputa eleitoral em troca de um cargo de vice-ministro. Na gravação, o ministro da Educação, Yoav Kisch, apresenta o arranjo fechado com o rabino Haim Yosef Abergel, líder espiritual do Achi, e Netanyahu responde “completamente aceitável”, segundo o Times of Israel. Como a lei atual exige que um vice-ministro seja parlamentar em exercício, Kisch diz que o Likud vai tentar mudar a norma para nomear também quem não é deputado. Abergel, que responde a acusações de crimes sexuais contra menores, anunciou a desistência do partido na sexta-feira, e a oposição classificou o episódio como “corrupção”.
María Corina Machado voltou à Venezuela no domingo, de surpresa, depois de quase um ano no exílio, e foi recebida por multidões jubilosas em um desafio direto ao governo interino apoiado pelos Estados Unidos, segundo a AFP. A aparição dela no país foi a primeira desde dezembro, em uma volta que acontece em meio a dúvidas sobre o futuro democrático da Venezuela, segundo a agência Associated Press (AP), em texto republicado pela PBS NewsHour.
Flávio Bolsonaro recusou reconhecer a derrota e disse que buscará a anulação do segundo turno por causa da prorrogação de duas horas da votação, decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele classificou como “inaceitável”, segundo o Jerusalem Post.
O investidor bilionário estadunidense Bill Ackman disse no domingo que os ministros da extrema direita israelense Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich não deveriam servir no próximo governo, afirmando que os dois políticos causaram enorme dano à reputação do país, segundo o Times of Israel. A intervenção pública do gestor de fundos, que é judeu, ocorre dois dias antes da eleição geral israelense, em que pesquisas mostram disputa apertada entre a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a oposição.
Milhares de pessoas atenderam aos apelos dos organizadores e participaram do ato em Tirana, onde as autoridades contabilizaram prédios do governo atacados, dezenas de manifestantes presos e mais de 300 manifestantes e policiais feridos, segundo a Al Jazeera. A polícia de choque usou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar manifestantes que atiraram pedras nos policiais e atearam fogo na porta do ministério da Agricultura, segundo o The Hindu. Os protestos, liderados por estudantes, são movidos pela indignação com a corrupção atribuída ao governo, pela falta de empregos e pelo padrão ruim do ensino, e tomaram o centro de Tirana e se espalharam para outras cidades neste mês.
O Ministério do Interior da França estimou em 410 mil o número de manifestantes em todo o país neste sábado, sendo 110 mil em Paris, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pela PBS NewsHour. A procuradoria de Paris informou 64 detidos ligados ao ato de sábado na capital e 40 colocados sob custódia policial, entre eles seis menores. No fim da marcha, perto do Porte de Vincennes, alguns manifestantes atiraram projéteis enquanto a polícia disparava salvas de gás lacrimogêneo e usava canhões de água para dispersar as pessoas. As autoridades haviam confinado a marcha da capital à borda sudeste da cidade, mantendo os manifestantes longe dos bairros centrais.
Cerca de 421 mil e-mails internos da AfD estão disponíveis para download num site, num conjunto que vai deste outono até 2014 e inclui mensagens atribuídas à presidente do partido, Alice Weidel, à vice-presidente Beatrix von Storch e aos ex-presidentes Jörg Meuthen e Alexander Gauland. A AfD disse ao taz que houve um “ataque hacker” em setembro de 2026 contra um provedor de hospedagem do partido, no qual “partes de algumas poucas” caixas postais foram copiadas ilegalmente.
A pesquisa final do Times of Israel, divulgada a cinco dias da eleição, mostra os dois blocos liderados por partidos judeus empatados com 51 cadeiras cada, bem abaixo das 61 necessárias para uma coalizão majoritária no Knesset de 120 assentos. O deputado Ahmad Tibi, presidente da bancada do partido Lista Conjunta, apresentou na noite de domingo um plano em duas etapas para impedir que Benjamin Netanyahu siga no poder depois da eleição, propondo apoiar de fora da coalizão um governo alternativo em troca de compromissos com as demandas da sociedade árabe.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que só protestos sindicais autorizados poderão ocorrer em cidades francesas no sábado, depois que manifestações em todo o país ficaram violentas no fim de semana passado. A prefeitura do Rhône decidiu proibir por decreto qualquer manifestação na cidade de Lyon neste sábado, “diante dos eventos de 17 de outubro”. Pelo menos 2.500 pessoas foram presas na França desde o início da desordem, e Macron se reuniu nesta quinta-feira com os serviços de inteligência e ministros para preparar o próximo dia nacional de protestos, segundo a BBC.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que protestos considerados “ilegítimos” serão proibidos nos próximos dias e que convocará na sexta-feira um conselho de defesa sob sua presidência, enquanto manifestações de grupos organizados, como sindicatos, terão percursos alternativos para proteger os negócios, segundo a France 24. Só protestos organizados por sindicatos serão autorizados nos atos nacionais de sábado, disse ele. Em Lyon, o prefeito do Ródano decidiu proibir por decreto todas as manifestações na cidade neste sábado, 24 de outubro, segundo o The Hindu.
O presidente da França, Emmanuel Macron, começou na segunda-feira, 19 de outubro, um giro pelo Golfo destinado a garantir suprimentos de petróleo e diesel e a tentar baixar os preços, depois de um fim de semana de protestos violentos provocados pela alta do custo de vida, segundo o Le Monde. Macron reconheceu falhas de segurança e de inteligência, mas recusou o pedido de demissão do ministro do Interior, depois de mais de 2.500 pessoas terem sido presas em uma das piores ondas de violência dos últimos anos na França, com prefeituras e lojas saqueadas e incendiadas, segundo a RFI.
A Procuradoria Pública Europeia (EPPO) fez buscas na quarta-feira nas instalações do grupo de ultradireita Patriotas pela Europa no Parlamento Europeu, no âmbito de uma investigação sobre financiamento, segundo a Reuters. A Procuradoria confirmou buscas em dependências do Parlamento Europeu na França e na Bélgica como parte de investigação em curso sobre o uso de fundos europeus, segundo o Le Monde.
Os eleitores de Alberta rejeitaram a proposta de iniciar um processo de independência, com cerca de 76% pela permanência no Canadá e 23% pela separação, segundo a NPR. O voto não era um referendo direto de independência, mas abriria caminho para uma futura votação sobre a separação, e o primeiro-ministro Mark Carney pediu voto decisivo pela unidade, dizendo que o voto contra o Canadá seria um blefe perigoso, segundo o The Guardian, em texto publicado no endereço que registra a fala.
O Parlamento da Romênia aprovou nesta terça-feira o gabinete proposto pelo primeiro-ministro indicado, Luca Niculescu, um independente que busca encerrar uma crise política de meses, segundo a Associated Press. Niculescu foi nomeado em 5 de outubro, sua quarta indicação depois de três nomes anteriores fracassarem em formar governo.
Protestos antigovernamentais na Albânia chegaram ao sétimo dia consecutivo, com o primeiro-ministro Edi Rama renovando a oferta de diálogo incondicional com os manifestantes em meio a choques violentos com a polícia em Tirana, segundo a imprensa local citada pela TRT World. Equipes antimotim usaram gás lacrimogêneo e canhão de água para dispersar a multidão perto do parque Rinia, e os confrontos se intensificaram quando manifestantes atiraram pedras, fogos de artifício e coquetéis molotov contra policiais posicionados perto do Ministério do Interior.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, atribuiu os distúrbios na França à imigração e disse que Paris vai ser uma cidade muçulmana em breve: “O mundo inteiro estava chegando e, como você sabe, Paris vai ser uma cidade muçulmana muito em breve, e esse não era o acordo”, afirmou, completando: “Nós fechamos nossas fronteiras. Ele não.” O vice-presidente JD Vance, um dia antes, escreveu na rede X que “liberais ocidentais importaram o terceiro mundo para a França”. Os protestos de sábado, convocados por causa do aumento do preço dos combustíveis e pela queda do poder de compra, escalaram em várias cidades, com uma prefeitura histórica incendiada e 1.800 prisões, segundo o The Guardian.
A polícia de Paris decretou toque de recolher em áreas específicas da cidade, da noite desta segunda-feira até a manhã de terça, e proibiu protestos em certas regiões no período noturno, segundo o Le Monde. “Estou absolutamente determinado a restaurar a ordem pública”, disse o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que afirmou estar pronto para impor estado de emergência “se for preciso”. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, ofereceu a renúncia nesta segunda-feira, depois de mais de 2.500 pessoas presas e quase 1.000 integrantes das forças de segurança feridos. No sábado, cerca de meio milhão de pessoas saíram às ruas em toda a França contra a alta do custo de vida, auge de quatro semanas de protestos que começaram com estudantes secundaristas.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, disse nesta segunda-feira que não descarta decretar estado de emergência para restabelecer a ordem, após uma reunião de crise, segundo a France 24. Ele afirmou ter pedido às autoridades regionais que imponham toques de recolher “localizados” na noite desta segunda-feira, sobretudo para proteger empresas.
Os protestos contra o governo da Albânia entraram no sétimo dia nesta segunda-feira, com centenas de manifestantes diante do Ministério da Educação gritando “Rama, renuncie”, segundo o jornal The Hindu. As manifestações começaram na terça-feira, com estudantes cobrando condições melhores nas universidades, mensalidades mais baixas e combate à corrupção, e o primeiro-ministro Edi Rama rejeitou os pedidos de renúncia. A Comissão Europeia condenou no domingo o uso de violência em Tirana e em outras cidades, e o Ministério da Saúde informou que 272 pessoas ficaram feridas nos confrontos desde terça-feira, entre elas 169 policiais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, admitiu falhas no fim de semana de protestos violentos, após falhas de antecipação e inteligência que agravaram a crise e a admissão do ministro do Interior, Laurent Nuñez, em entrevista na segunda-feira, de que a polícia “perdeu o controle” em algumas cidades. No sábado, mais de meio milhão de manifestantes protestaram de forma majoritariamente pacífica contra o aumento do custo de vida e o acesso a serviços públicos antes da escalada.
Uma aliança de partidos de oposição da Venezuela confirmou no domingo a exilada laureada com o Nobel da Paz, María Corina Machado, como sua líder, segundo o jornal The Hindu, aumentando a pressão sobre as autoridades interinas para permitir seu retorno. O anúncio ocorre enquanto uma facção da oposição participa de conversas de transição política com o governo interino, após os Estados Unidos deporem o líder de longa data Nicolás Maduro.
O presidente da França, Emmanuel Macron, atribuiu a “violência desenfreada” a “elementos insurrecionais de grupos de extrema esquerda radical, aos quais se juntaram numerosos criminosos”, segundo o The Hindu. Marine Le Pen, que lidera as pesquisas do primeiro turno para a eleição presidencial de 2027, descreveu Macron como um presidente “sem credibilidade nem autoridade”, que “perdeu todo o contato com a realidade”, segundo a RT, chamando o governo de “governo em fim de linha”.
O governo francês entrou em reuniões de crise neste domingo, depois de um dos dias mais violentos de distúrbios em anos, que deixou prédios públicos incendiados e centenas de lojas destruídas e saqueadas, segundo o The Guardian.
Tirana viveu neste domingo o sexto dia consecutivo de protestos violentos: o primeiro-ministro Edi Rama, em seu quarto mandato, descartou renunciar e o balanço do Ministério da Saúde, divulgado no domingo pela manhã, registrou 65 feridos, 37 deles policiais, e 12 hospitalizados, segundo a Al Jazeera. Centenas de manifestantes se reuniram de novo ao meio-dia em frente ao Ministério da Educação, gritando “Rama, renuncie”, em um impasse tenso com a polícia, que depois usou canhões de água e gás lacrimogêneo para conter a multidão, noticiou o The Hindu.
Cerca de 1.500 lojas e varejistas foram danificados durante os protestos que varreram a França no fim de semana, muitos deles saqueados, segundo o dirigente da Federação de Comércio e Varejo, citado pela France 24.
O presidente da França, Emmanuel Macron, fará pronunciamento televisionado na noite deste domingo, às 21h no horário de Moscou (18h GMT), em conexão com os distúrbios de 17 de outubro, segundo o Palácio do Eliseu, em relato da TASS que cita o Le Monde. Os organizadores contam 800 mil participantes nos atos, e o Ministério do Interior contabiliza 550 mil, segundo a TASS.
O governo federal do Paquistão impôs governo federal direto na província de Khyber Pakhtunkhwa, depois de uma reunião de emergência do gabinete, citando o “desengajamento deliberado da luta contra o terrorismo” pela administração provincial, segundo o South China Morning Post. A administração provincial, liderada pelo partido Movimento pela Justiça do Paquistão (PTI), havia recusado a apoiar operações militares intensificadas contra militantes do Tehreek-i-Taliban Pakistan (TTP).
A polícia albanesa está usando balas de borracha e outros equipamentos de controle de distúrbios para dispersar protestos antigovernamentais no centro de Tirana, no quinto dia consecutivo de manifestações em que os participantes tentam ocupar prédios do governo, segundo a TASS, que cita o portal de notícias CNA. Os manifestantes na Albânia protestam pelo quinto dia seguido para exigir a renúncia do primeiro-ministro, segundo o Le Monde.
O Paquistão deteve centenas de integrantes do Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), partido do ex-premiê Imran Khan, depois que o governo central impôs regime de emergência em 11 de outubro em Khyber Pakhtunkhwa, segundo o The Hindu. A província é o reduto do partido, e a medida veio após protestos que pediam a libertação do ex-premiê.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, adiou o que seriam as primeiras eleições legislativas palestinas em quase 20 anos, empurrando a votação para 11 de setembro de 2027, segundo a WAFA, a agência oficial palestina de notícias. O pleito estava marcado para o mês que vem.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse no sábado que seu mandato presidencial termina em 2030 e que a questão de sua saída do cargo está “resolvida e não será discutida”, segundo o Middle East Eye.
Os protestos de rua na Índia neste ano devem superar qualquer nível da última década, segundo o projeto Armed Conflict Location and Event Data (ACLED), citado pelo South China Morning Post (SCMP). Analistas ouvidos pelo jornal dizem que os protestos da juventude e o apoio crescente à oposição formam a pior crise de Modi desde 2014, com os menores de 30 anos representando quase um quarto do eleitorado de 1 bilhão do país.
O presidente de Camarões, Paul Biya, de 93 anos, voltou ao país em 20 de agosto depois de cerca de 10 semanas no exterior. A ausência prolongada alimentou especulações sobre sua saúde e seu paradeiro, inclusive alegações não verificadas de que havia morrido, segundo a Al Jazeera. O retorno levantou expectativas de uma reforma ministerial, mas até 6 de outubro nenhum novo governo havia sido nomeado, e a vice-presidência, restaurada por emenda constitucional em abril, seguia vaga, segundo a mesma reportagem.
O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, culpou “mãos estrangeiras” pelos protestos liderados por estudantes que pedem sua renúncia e se tornaram mais violentos, segundo a Al Jazeera. Numa mensagem em vídeo na sexta-feira, ele disse que há “mãos estrangeiras que não desejam que a Albânia esteja em paz”. A polícia afirmou que 160 pessoas foram detidas por supostos atos de violência na quinta-feira à noite, e os protestos se espalharam para Elbasan, Shkodra e Korca, onde manifestantes quebraram janelas e atearam fogo a lixeiras, segundo a mídia local.
Katie Zacharia deixou o cargo de porta-voz da Casa Branca após cinco dias, segundo relatos. Antes, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que ela deveria reconsiderar a função, segundo a Reuters.
O governo federal da Etiópia criou uma administração interina de seis meses para a região do Tigré, encarregada de restaurar a segurança, reconstruir a infraestrutura danificada e organizar eleições, segundo a AllAfrica. O governo disse que os esforços reiterados para resolver o conflito do Tigré sob o acordo de paz de Pretória fracassaram e culpou a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) por obstruir a implementação.
Os sociais-democratas alemães (SPD) e os Verdes fizeram dos compromissos com Israel uma condição para as conversas de coalizão com o partido de esquerda Die Linke para formar o próximo governo de Berlim, segundo o Middle East Eye. O documento exigido do Die Linke declara o “direito de existência” de Israel inegociável e rejeita boicotes gerais contra Israel.
O parlamento do Paquistão endossou na quinta-feira a decisão do governo federal de impor emergência e governo do governador em Khyber Pakhtunkhwa, segundo o The Hindu. A medida havia sido imposta em 11 de outubro pelo governo de Shehbaz Sharif, que alegou afastamento do governo provincial do contraterrorismo, e foi promulgada pelo presidente, por recomendação do primeiro-ministro, com base nos artigos 232 e 234 da Constituição, segundo a Radio Pakistan.
O parlamento do Iraque aprovou Laith al-Khazali, dirigente sênior do Asaib Ahl al-Haq apoiado pelo Irã e irmão do líder do grupo, Qais al-Khazali, como um dos três vice-primeiros-ministros, concluindo a formação do governo do primeiro-ministro Ali al-Zaidi com a votação de quinta-feira sobre as pastas que estavam vagas. Os Estados Unidos (EUA) designaram o Asaib Ahl al-Haq como organização terrorista estrangeira em 2020 e nomearam os dois irmãos Khazali como “terroristas globais especialmente designados”, citando ataques que incluem uma ação em 2007 que matou cinco soldados dos EUA. Laith al-Khazali foi preso por forças dos EUA em 2007 por acusações ligadas a um ataque a forças dos EUA em Karbala, em janeiro daquele ano.
O ex-presidente Joseph Kabila anunciou em 12 de outubro, em Goma, nova aliança político-militar com o grupo armado M23, apoiado por Ruanda, segundo a France 24. O acerto foi apresentado em coletiva conjunta na residência dele em Goma, cidade sob controle do grupo desde janeiro de 2025, e Kabila chefia a Frente para a Refundação da Nação (FRN), segundo a Deutsche Welle.
O ex-presidente da República Democrática do Congo Joseph Kabila foi nomeado líder de uma nova coalizão rebelde que busca depor o governo, segundo a BBC. A Frente para a Refundação da Nação (FRN) disse que quer coordenar “forças de resistência” para acabar com a “tirania” no país e que perseguirá o objetivo “por todos os meios, inclusive a força”. A coalizão foi anunciada em uma coletiva de imprensa na residência de Kabila em Goma, a maior cidade do leste do país, que está sob controle do M23 desde o ano passado.
Autoridades dos Estados Unidos (EUA) fizeram uma revista de madrugada na casa da deputada Ilhan Omar, em Washington, na segunda-feira, como parte de uma investigação em curso, segundo o Departamento de Justiça. Omar, deputada por Minnesota, disse que “não será silenciada” e classificou a busca em sua casa como parte da campanha de “intimidação” do presidente Donald Trump. Trump disse que a Somália, onde ela nasceu, é “um dos piores países do planeta”.
Autoridades paquistanesas decretaram no domingo estado de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, sob dois artigos constitucionais de segurança, suspendendo na prática o governo provincial do Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI), medida que o gabinete do premiê justificou pelo “afastamento deliberado do governo provincial do combate ao terrorismo”, segundo a Al Jazeera. As medidas foram aprovadas sob os artigos 232 e 234 da Constituição, com conselho tecnocrático de 11 membros e Fakhr Alam nomeado secretário-chefe da província, segundo o Dawn.
A Polônia deteve no domingo um homem acusado de planejar assassinar o premiê Donald Tusk e o vice-premiê e ministro da Defesa Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, após reunião de emergência dos serviços de segurança sobre um possível ataque contra os dois, segundo a DW, com Tusk confirmando a prisão e elogiando a ação “rápida e decisiva” da polícia. O Le Monde atribui a tentativa à extrema direita no título da matéria de 12/10.
O N12 publicou no domingo transcrição em que o ex-chefe de gabinete Tzachi Braverman pede a uma estenógrafa que mude o horário do telefonema Netanyahu–Gil de 6h40 para 6h29 em 7/10/2023, segundo o The Jerusalem Post citando o N12. Segundo a transcrição, Braverman disse “era 6h29, não 6h40. Mude o horário”. O ex-secretário militar Avi Gil acusou Braverman de mandar alterar o horário, segundo o mesmo jornal. A defesa de Braverman nega e diz que a transcrição é falsa, segundo o mesmo jornal.
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, anunciou no domingo estado de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, por proposta do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, destituindo na prática o partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI) de Imran Khan do poder regional, enquanto milhares de apoiadores de Khan seguem em protestos antigoverno e exigem a libertação do ex-premiê da prisão. A província era governada pelo PTI, que teve o governo provincial suspenso após a declaração do estado de emergência.
A polícia da Polônia informou no domingo ter recebido informação sobre um possível plano de ataque contra o primeiro-ministro Donald Tusk e o ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, segundo a Associated Press. Serviços de segurança, polícia e representantes do Ministério do Interior tinham reunião de emergência marcada para as 11h de domingo (9h GMT).
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, declarou emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa em 11 de outubro de 2026, pondo fim ao governo provincial liderado pelo partido do ex-primeiro-ministro preso Imran Khan, segundo o The Hindu.
Gadi Eisenkot, presidente do partido Yashar!, pediu à procuradora-geral Gali Baharav-Miara que decida se indica Tzachi Braverman, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e outros antes das próximas eleições, segundo o The Jerusalem Post. Braverman reconheceu ter alterado o horário registrado de uma conversa entre Netanyahu e o secretário militar na manhã de 7 de outubro, segundo fontes policiais. O ex-secretário militar Avi Gil disse que o horário da ligação foi alterado de 6h40 para 6h29.
O partido da líder da oposição venezuelana María Corina Machado pediu na quinta-feira (8 de outubro) o levantamento imediato da inelegibilidade dela, segundo o Le Monde. Uma ex-magistrada, Bárbara César Siero, disse que dois de seus irmãos e sua cunhada, militares, foram presos em dezembro de 2023 para forçá-la a assinar o documento que declarou Machado inelegível.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (08/10) a expedição de mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos (EUA), segundo a Opera Mundi. A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena é em regime inicial semiaberto, segundo a Revista Oeste.
A Câmara dos Representantes, sediada no leste, elegeu Al-Salhin Abdulnabi presidente na terça-feira, em substituição a Aguila Saleh após quase 12 anos no cargo, e elegeu Tarek al-Ashtar e Mesbah Douma como primeiro e segundo vice-presidentes, respectivamente, segundo a Reuters. O parlamento de 170 membros votou a substituição de Saleh por Al-Salhin Abdulnabi, com o anúncio do porta-voz no X, segundo a Al Jazeera.
O Haiti adiou por tempo indeterminado as eleições previstas para dezembro e fevereiro, segundo o conselho eleitoral citado pela France 24, por exigências técnicas e operacionais enquanto a violência de gangues segue dificultando os preparativos. O primeiro turno do pleito presidencial e do legislativo estava marcado para 13 de dezembro, com o segundo para 21 de fevereiro de 2027. Um membro do conselho confirmou à AFP que a data de 13 de dezembro “não vale mais” e que um novo calendário está em preparo, segundo a France 24, com informações da AFP.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, convidou nesta terça-feira o PTI, partido de Imran Khan, para negociações e pediu que a legenda encerre a longa marcha até Islamabad. O PTI lançou a marcha dois dias antes, a partir de Lakki Marwat, no Khyber-Pakhtunkhwa, para exigir a libertação de Khan, preso desde agosto de 2023. A segunda rodada de conversas havia colapsado em 4 de outubro por causa do impasse sobre o acesso a Khan.
Ninguém que terminou em segundo lugar no primeiro turno de uma eleição presidencial venceu o segundo turno desde a redemocratização de 1985, lembra o El País. Lula, que no domingo teve 45% dos votos contra 47% de Flávio Bolsonaro, prepara uma estratégia para atrair eleitores de centro e mobilizar as massas de abstencionistas.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou eleições antecipadas para 29 de novembro, após uma derrota parlamentar, segundo a BBC. O Partido Popular (PP), conservador, e o Vox, de extrema-direita, votaram contra as medidas de habitação do governo, que buscavam impedir despejos de inquilinos. Sánchez pediu mobilização por uma maioria progressista maior para derrotar as elites e conquistar direitos sociais.
Segundo o The Guardian, apoiadores de Imran Khan começaram uma marcha rumo a Islamabad para exigir sua libertação da prisão, após fracassarem as tentativas do governo de impedir o protesto. O governo fechou Islamabad e barricou as entradas da capital com contêineres e sacos de areia.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou uma eleição geral antecipada em pronunciamento televisionado na manhã de segunda-feira, três dias após partidos de direita barrarem a legislação emergencial de habitação, segundo o The Guardian. O anúncio ocorreu após o Parlamento rejeitar as medidas de alívio habitacional, segundo a Al Jazeera.
O ministro da Educação da França, Edouard Geffray, disse que as condições de segurança não estão cumpridas em entre cerca de 400 e 500 escolas, que ficarão total ou parcialmente fechadas na segunda-feira, enquanto os organizadores convocaram novos protestos em larga escala para terça-feira, por falta de “medidas concretas” do governo. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirma que 1.747 pessoas foram presas na sexta-feira e 24 escolas foram queimadas ou depredadas desde o início dos protestos.
Mais de 5 mil pessoas iniciaram no domingo a marcha do partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), de Imran Khan. A marcha estava originalmente marcada para 27 de setembro e foi adiada para 4 de outubro para permitir negociações entre o governo e a liderança do PTI, segundo a Al Jazeera.
Aulas serão total ou parcialmente suspensas em 400 a 500 escolas na França na segunda-feira porque as condições de segurança “não foram cumpridas”, afirmou o ministro da Educação, Édouard Geffray, no domingo, segundo o The Guardian. O ministro disse que 24 escolas foram incendiadas ou saqueadas e que 78 funcionários da educação ficaram feridos desde o início dos protestos estudantis, na semana passada.
O governo do primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), de Imran Khan, não chegaram a um acordo nas conversas, segundo o Hindustan Times. O PTI decidiu manter a marcha a Islamabad neste domingo, segundo o The Hindu. O governo insistia que o PTI anunciasse primeiro o cancelamento do protesto, e a reunião com o líder preso seria decidida depois, segundo a India Today.
O partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), de Imran Khan, inicia neste domingo uma marcha de vários dias de Lakki Marwat a Islamabad contra o governo federal e o establishment militar, segundo o Hindustan Times, em texto da Asian News International (ANI). A marcha é liderada pelo ministro-chefe de Khyber Pakhtunkhwa, Sohail Afridi, e tem como pauta a libertação de Imran Khan e de outros dirigentes presos do PTI.
Novos protestos por moradia tomaram Madri e outras cidades espanholas neste sábado, um dia depois de o parlamento rejeitar por margem estreita as medidas de alívio aos inquilinos propostas pelo governo, segundo a France 24. O governo apresentou as medidas após protestos nacionais pelo despejo, em maca, de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de um apartamento em Madri onde ela vivia havia cerca de sete décadas.
A polícia de choque entrou em confronto com estudantes na França, onde os protestos da educação se espalham, segundo a BBC. Os protestos estudantis envolvem bloqueios e gás lacrimogêneo, segundo o The New York Times.
O governo federal do Paquistão e líderes do Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), partido do ex-primeiro-ministro preso Imran Khan, mantiveram conversas em 2 de outubro de 2026 para baixar a tensão antes da marcha a Islamabad, segundo o The Hindu. A marcha do PTI a Islamabad está marcada para começar em 4 de outubro, após ser adiada em uma semana. As negociações ocorrem na câmara do presidente da Assembleia Nacional, Sardar Ayaz Sadiq, que facilita o diálogo entre os dois lados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro deixaram de comparecer ao debate final antes do primeiro turno da eleição presidencial de domingo, segundo a Al Jazeera. A TV Globo disse em comunicado que o debate foi cancelado porque duas decisões, uma da corte eleitoral do país e outra da Suprema Corte, criaram incerteza jurídica sobre o evento, ainda segundo a emissora. Um suspeito que tentou pular as grades da Corte e jogou uma mochila sobre um ponto de ônibus foi preso, segundo a Corte, citada pela Al Jazeera.
O Ministério do Interior da França registrou 1.949 prisões na quinta-feira (1º de outubro de 2026) nos protestos estudantis, com incêndios e bloqueios que se espalham pelo país, segundo o ministério, citado pelo The Hindu. Ao todo, 305 agentes ficaram feridos nos confrontos, segundo a mesma apuração.
A Etiópia ordenou o fechamento da sua embaixada na Eritreia e deu 48 horas para 10 diplomatas eritreus deixarem o país, segundo o ChimpReports. Na quinta-feira, a Eritreia disse que rompia os laços diplomáticos com a Etiópia, em resposta à expulsão anterior dos seus diplomatas de Adis Abeba, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Ahram Online. O Ministério das Relações Exteriores da Eritreia afirmou não ter outra opção senão reciprocar e cortar todos os laços: “A Eritreia não tem outra opção senão reciprocar na mesma moeda e cortar todos os laços diplomáticos com a Etiópia, com todos os corolários negativos que isso implica”, disse a pasta em nota no X.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, convocou nesta quinta-feira uma reunião de crise e mandou os ministros cancelarem viagens para lidar com os protestos estudantis, segundo o The Guardian. A polícia contabilizava cerca de 900 manifestações, bloqueios e incidentes relacionados fora dos liceus pelo país, com mais de 160 escolas fechadas. Desde o início dos protestos, centenas de estudantes de liceu, de 15 a 18 anos, foram detidos, incluindo 625 só na quarta-feira, segundo o Ministério do Interior, e mais de 80 policiais e bombeiros e 120 alunos e professores ficaram feridos.
Cerca de 30 universidades aderiram nesta quinta-feira (1º) ao movimento de bloqueio de escolas de ensino médio que se espalha pela França, segundo a Agence France-Presse (AFP). Os estudantes do ensino médio reivindicam principalmente a substituição de professores ausentes e mais recursos para a educação. Na terça-feira, adolescentes incendiaram lixeiras e lançaram projéteis contra a polícia, que respondeu com cassetetes e gás lacrimogêneo, segundo a France24.
O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, renunciou ao cargo afirmando que quer disputar as próximas eleições parlamentares como cidadão comum. Ele anunciou que entregaria as funções na manhã seguinte à presidente da Assembleia Nacional, Ana Brnabic, que assumirá como presidenta interina. A renúncia vem após mais de um ano de protestos liderados por estudantes e crescente descontentamento popular com acusações de corrupção do governo, segundo a BBC.
As forças de segurança francesas detiveram mais de 600 pessoas na quarta-feira, enquanto dezenas de policiais e gendarmes ficaram feridos na escalada dos protestos, que incluíram bloqueios de liceus, segundo o ministro do Interior, em texto da AFP republicado pelo Hindustan Times. O ministro Laurent Nunez afirmou que 625 pessoas foram detidas nos bloqueios, apontou uma “expansão do movimento” e condenou uma “escalada de violência” diante de algumas escolas.
Mais de 400 pessoas, a maioria menores de idade, foram detidas na terça-feira em protestos estudantis em escolas de ensino médio na França, disse o ministro do Interior da França, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC). Pelo menos 400 escolas foram afetadas, com bloqueios motivados por turmas lotadas e falta de professores. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, falou em 440 detidos, dois terços levados à custódia policial.
O Parlamento da Hungria votou na segunda-feira para suspender a imunidade de três deputados, incluindo o primeiro-ministro Péter Magyar, segundo a Associated Press (AP). Magyar é investigado por suspeita de furto menor após supostamente tomar o celular de um homem em briga em boate e jogá-lo no Danúbio em junho de 2024, segundo a AP. Também caíram as imunidades de dois ex-ministros do governo de Orbán, suspeitos de desvio de 17,3 bilhões de forints de fundos públicos e de propinas acima de 12 bilhões de forints, ainda segundo a AP.
O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, renunciou no domingo para tentar se tornar primeiro-ministro na eleição parlamentar antecipada, segundo a Associated Press (AP). Segundo a agência, a eleição deve testar seu governo firme no país balcânico depois de quase dois anos de protestos. A eleição antecipada está marcada para 25 de outubro, e um movimento liderado por estudantes impõe ao seu governo o desafio mais sério em mais de uma década, segundo a Al Jazeera.
A líder social-democrata Magdalena Andersson disse nesta segunda-feira, 28 de setembro, que fracassou em formar governo com os outros três partidos do bloco de esquerda após a eleição geral de 13 de setembro na Suécia. “Com base nas conversas que tive, posso concluir, no conjunto, que neste momento não há possibilidade de eu formar um governo”, disse ela a jornalistas. O presidente do Parlamento deve encarregar outra liderança, provavelmente o primeiro-ministro interino Ulf Kristersson, de tentar formar um governo. O bloco de direita, que inclui os Democratas da Suécia, de extrema direita, perdeu a eleição por 176 a 173 e terá dificuldade para encontrar maioria no Parlamento, segundo o Le Monde.
Centenas de apoiadores de María Corina Machado foram às ruas para exigir seu retorno seguro e eleições presidenciais que poderiam levar a uma transição democrática na Venezuela. Em Caracas, centenas de ativistas de camisa azul-celeste – a cor do partido Vente Venezuela, de Machado – percorreram de moto as principais avenidas no domingo, com atos semelhantes em Valencia, Maracaibo e Mérida, segundo a Al Jazeera. Machado vive no exílio há nove meses e teve planos de retorno frustrados várias vezes; a oposição acusa o governo de bloquear seu retorno, o que as autoridades negam.
A polícia da capital do Paquistão pediu 820 milhões de rupias paquistanesas para uma semana de segurança contra a marcha do Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI) sobre Islamabad, valor que cobriria aluguel de contêineres, acomodação e alimentação de policiais vindos do Punjab e de Sindh. Segundo o Dawn, citando fontes policiais, o adiamento da marcha para 4 de outubro deve dobrar a conta e passar de 1 bilhão de rupias.
O Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI) adiou para 4 de outubro a marcha que sairia de Peshawar em direção a Islamabad, antes marcada para 27 de setembro. O anúncio foi feito pelo chefe de governo de Khyber Pakhtunkhwa, Sohail Afridi, que disse que o comitê político do partido concordou “por unanimidade” com a nova data. A marcha pressiona pela libertação de Imran Khan, preso desde 2023, segundo a Reuters.
As autoridades paquistanesas fecharam as principais rodovias de acesso a Islamabad e posicionaram cerca de 2.000 contêineres em torno da capital e na ponte de Attock, passagem da província de Khyber Pakhtunkhwa, enquanto apoiadores do ex-primeiro-ministro preso Imran Khan planejam marchar para a capital, segundo a Al Jazeera. Dezenas de milhares de policiais foram mobilizados e estradas foram bloqueadas com barricadas, segundo o The Guardian.
Blindado com mais de 1.000 contêineres, muitos reforçados com espigões, e com sacos de areia sobre pontes, o governo do Paquistão fechou os acessos a Islamabad e mobilizou 22 mil policiais e outros agentes de segurança na capital, enquanto bloqueava a rodovia que liga Peshawar a Islamabad, segundo o The Guardian. A liderança do Movimento pela Justiça (PTI), partido do ex-primeiro-ministro Imran Khan, decidiu adiar para 4 de outubro a marcha prevista para 27 de setembro, que sairá de Peshawar rumo à capital, segundo o Dawn. O PTI condiciona a marcha a concessões sobre o tratamento de Khan, preso desde 2023, e afirma que ele está em confinamento solitário, sem atendimento médico adequado e sem contato com a família ou os advogados há meses, segundo o The Guardian.
Qasim Khan, filho do ex-primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan, pediu ao público que evite marchar ou protestar perto da prisão de Adiala em 27 de setembro, segundo o UrduPoint. Ele afirmou que o ato poderia servir de pretexto para uma “contraoperação” dentro da prisão, com risco para a vida do pai, segundo o Republic World.