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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, que renunciaria ao cargo, mas a saída ainda não foi aceita pelo Congresso, de modo que ele segue formalmente na Presidência e terá de apresentar sua defesa aos senadores no julgamento de impeachment marcado para as 10h de Brasília desta sexta-feira.

O cronograma do Senado prevê a apresentação da defesa, a análise das provas, as alegações finais e a votação esperada para a noite; são necessários dois terços dos votos dos senadores para a destituição. A oposição manteve o processo para evitar que uma renúncia aceita sem condenação política garanta a Peña o posto de senador vitalício, prerrogativa constitucional concedida a ex-presidentes eleitos democraticamente. Se a renúncia for aceita, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir a Presidência; a Câmara rejeitou a abertura do processo de impeachment contra ele. A crise começou após a intervenção no Ueno Bank, instituição da qual Peña foi acionista por meio de uma holding até março de 2025.

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