O Senado do Paraguai declarou Santiago Peña culpado por “mau desempenho de suas funções” e o destituiu da Presidência com 44 votos dos presentes, em julgamento político realizado na ausência do presidente.
No curso do processo, o Senado havia rejeitado por 39 votos a 3 o pedido de adiamento da apresentação de sua defesa. O Congresso se preparava para empossar o vice-presidente Pedro Alliana como novo presidente. No mesmo dia, o Banco Central do Paraguai começou a pagar adiantamentos aos correntistas do Ueno Bank, cuja intervenção deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeou a crise política; o índice de solvência do banco caiu para 5,56%, menos da metade dos 12% exigidos pela legislação paraguaia.