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A sessão bicameral que deveria aceitar ou rejeitar a renúncia de Santiago Peña ficou sem quórum nesta quinta-feira, depois que os senadores do Partido Colorado deixaram o plenário.

A votação foi interrompida com a contagem já desfavorável ao oficialismo colorado, e os legisladores abandonaram o recinto, deixando sem quórum a plenária convocada para tratar da renúncia. O presidente do Senado, Basilio Núñez, fez chamada nominal, mas não reuniu os 41 senadores necessários para dar continuidade à sessão. Como a legislação paraguaia exige que a renúncia presidencial seja aceita pelas duas Casas do Congresso, a ausência de deliberação no Senado mantém Peña no exercício do mandato. Os deputados também aprovaram por 48 votos a 30 a abertura de procedimento de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana. Senadores ouvidos pela emissora paraguaia ABC Color afirmaram que os trabalhos devem ser retomados nesta sexta-feira, quando o processo de impeachment também poderá entrar em discussão. Peña disse em carta que vai se apresentar e exercer o direito de defesa: «Diante da continuidade do processo de impeachment, vou me apresentar e exercer meu direito de defesa. Farei isso com argumentos e provas, em respeito à Constituição e às instituições da República.» Também afirmou que o pagamento aos correntistas do Ueno não pode ficar condicionado ao desfecho do seu caso: «O pagamento aos correntistas não pode ficar condicionado ao que acontecer comigo.»

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