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Ucrânia retoma ataques a refinarias russas às vésperas da eleição nos EUA

Kiev atingiu três refinarias e um posto de bombeamento entre 30 de outubro e 2 de novembro, após duas semanas de pausa, e expôs o limite da pressão de Trump antes da votação

A Ucrânia retomou em 30 de outubro de 2026 os ataques contra refinarias russas após duas semanas sem operações desse tipo.

O primeiro alvo foi a refinaria de Novokuibyshevsk, na região de Samara.

A unidade pertence ao grupo energético russo Rosneft.

Foi o primeiro ataque ucraniano a uma refinaria desde 15 de outubro.

A capacidade da planta é de cerca de 8,8 milhões de toneladas de petróleo por ano.

Na noite seguinte, drones atingiram a zona industrial de Ufa, onde fica a planta Bashneft-Novoil.

A capacidade de refino primário dessa unidade é de cerca de sete milhões de toneladas por ano.

Na noite posterior, o alvo foi a refinaria de Kstovo, na região de Nizhny Novgorod.

Um incêndio na unidade durante a madrugada foi noticiado pela mídia estatal russa.

A planta de Kstovo tem capacidade projetada de cerca de 17 milhões de toneladas por ano.

As três unidades somam cerca de 33 milhões de toneladas anuais, o equivalente a aproximadamente 10% da capacidade de refino da Rússia, segundo estimativa do canal Dnipro Osint.

A estimativa vem de análise de fontes abertas e não de órgão oficial russo, segundo a mesma publicação.

O governador de Nizhny Novgorod, Gleb Nikitin, afirmou que mais de cem drones foram destruídos sobre a região.

Segundo o governador, uma instalação industrial no distrito de Kstovo sofreu danos significativos.

O balanço preliminar não registrou vítimas, afirmou o governador.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado 212 drones ucranianos em 16 regiões, na Crimeia e sobre os mares Negro e de Azov.

O número consta de comunicado militar russo e não foi confirmado de forma independente.

Análise de imagens de satélite da Bloomberg indicou anomalia térmica compatível com fogo no posto de bombeamento de petróleo de Samara, a partir de dados do sistema de monitoramento de incêndios da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

A trégua humanitária na cidade ocupada de Oleshky terminou em 1 de novembro de 2026, segundo o Guardian.

Autoridades ucranianas disseram ao jornal Kyiv Independent que nunca concordaram com um pedido de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, para uma pausa de 30 dias nos ataques.

O Kremlin afirmou que Kiev está “simplesmente ignorando” a vontade dos Estados Unidos, segundo o Guardian.

Volodimir Zelensky evitou reconhecer os ataques às refinarias.

Ele afirmou que as forças ucranianas atingiram uma empresa da indústria de defesa na região de Rostov que fabricava mísseis.

Ele afirmou ainda que um sistema Pantsir foi destruído na operação.

O presidente ucraniano justificou as ações como retaliação à campanha russa contra instalações de energia em cidades vulneráveis.

Quatro regiões ucranianas foram atingidas pela Rússia durante a noite, com cortes de energia em centenas de milhares de residências, segundo o Guardian.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou Kiev a interromper os ataques e atribuiu a eles a alta do diesel no país, segundo o Guardian.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou em 30 de outubro a possível venda de 500 mísseis Patriot à Ucrânia por US$ 2,1 bilhões.

A compra será custeada por aliados e parceiros.

Nenhum recurso dos Estados Unidos está envolvido na venda, segundo o comunicado do Departamento de Estado.

Zelensky alertou em 2 de novembro de 2026 que a Rússia prepara um ataque maciço centrado na votação dos Estados Unidos da terça-feira seguinte.

Ele afirmou que Moscou tenta explorar a atenção voltada às eleições para atingir a infraestrutura de energia ucraniana, segundo a emissora dos Estados Unidos.

Ele declarou que o petróleo russo vai arder enquanto a guerra continuar, em publicação na rede X, segundo a mesma emissora.

Nenhuma reação pública da Casa Branca aos ataques aparece nas fontes consultadas.

A oferta de suspensão em troca de mísseis foi apresentada por Zelensky e não há confirmação de Washington nas fontes consultadas.

O episódio marca o limite da pressão dos Estados Unidos sobre o aliado – às vésperas da votação.

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