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Tema: Brasil

Matérias e notas sobre Brasil.

Fluxo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Pedro Alliana, empossado na sexta-feira após o impeachment de Santiago Peña, e o convidou a visitar Brasília. Alliana respondeu à mensagem neste sábado, agradecendo a saudação. Em seu primeiro pronunciamento, o novo presidente prometeu que os prejudicados pelo fechamento do Ueno Bank “serão totalmente compensados” e anunciou um plano para racionalizar gastos públicos. A falência do banco causou prejuízos de US$ 1,2 bilhão e afetou três milhões de paraguaios. O ex-presidente Santiago Peña chegou à Procuradoria-Geral neste sábado para depor; os promotores informaram na sexta-feira que as acusações ainda estavam sendo definidas e poderiam incluir tráfico de influência. Peña foi transferido na madrugada de sexta para sábado para o Regimiento Escolta Presidencial, instalação militar em Assunção, por motivos de segurança, após protesto em frente à sua casa.

Moradores de Itacaré, no litoral sul da Bahia, impediram que um grupo de turistas israelenses destruísse um mural de solidariedade ao povo palestino, produzido coletivamente por artistas, estudantes e integrantes da comunidade local, segundo o Opera Mundi. O mural foi organizado pela Frente Palestina do Sul da Bahia como parte de uma mobilização em defesa do chamado “turismo ético”.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o advogado Heriberto de Miranda Jordão Filho por racismo depois que ele pediu a remoção de judeus de cargos de direção do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e o fechamento da federação judaica local. Ele foi sentenciado a dois anos de prisão em regime aberto, pena substituída por prestação de serviços à comunidade, e disse que vai recorrer, segundo a Folha de S.Paulo. O juiz também impôs multa de 10 dias-multa e indenização de R$ 3 mil por dano moral coletivo. O caso remonta a uma reunião do instituto em 20 de março de 2024, transmitida pelo YouTube, na qual ele leu carta pedindo o afastamento de todos os judeus, sionistas e não sionistas, da direção e das presidências de comissões.

Luiz Inácio Lula da Silva embarca na manhã de segunda-feira, 9, para viagem que inclui a Turquia, onde participa da cúpula de líderes da COP31, e as Filipinas, onde fará a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao país, no ano em que os dois países completam 80 anos de relações diplomáticas – com reuniões reservadas e ampliadas com o presidente Ferdinand Marcos Jr., além de almoço oficial e fórum empresarial no dia 14. O bloco reúne população superior a 700 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) combinado de 4,25 trilhões de dólares, e é a primeira viagem internacional de Lula depois de reeleito para o quarto mandato.

Dois indígenas e uma quilombola tomaram posse na carreira diplomática brasileira, em cerimônia realizada na quarta-feira no Palácio Itamaraty, em Brasília. Helen Jaine Gomes Borgens, Marcelo Kariri Menezes e Idjahure Achkar Terena integram a turma 2026-2028 do Instituto Rio Branco, composta por 60 profissionais, entre eles 17 pessoas negras, sete pessoas com deficiência, dois indígenas e uma quilombola. Helen é natural da comunidade quilombola do Retiro, em Goiás, e construiu sua trajetória acadêmica a partir da educação pública.

A mineradora Energy Fuels tem 19 áreas requeridas para extração mineral na Bahia, e 12 delas estão dentro da Área de Preservação Ambiental Ponta da Baleia-Abrolhos, região que concentra a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. A empresa já detém 16.977 hectares em direitos minerários nos municípios de Caravelas, Alcobaça e Prado, no chamado Projeto Bahia. Em junho de 2026, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou um empréstimo de US$ 725 milhões à Energy Fuels para ampliar o processamento de minerais críticos no país. Cerca de 165 moradores do povoado de Barra de Caravelas assinaram em setembro um abaixo-assinado contra a exploração de minérios na região.

O Banco Central do Paraguai começou nesta sexta-feira a devolver os recursos depositados no Ueno Bank, instituição que sofreu intervenção depois de uma crise que bloqueou contas e deixou milhares de correntistas sem acesso ao próprio dinheiro. A restituição alcança mais de 722 mil clientes e também beneficia brasileiros com depósitos no banco, mas os pagamentos dependem da situação cadastral e financeira de cada cliente e ocorrem em etapas.

Lula afirmou a interlocutores que “está na hora de Trump levar o Brasil a sério”, sem ter se pronunciado oficialmente sobre a vitória democrata na Câmara e no Senado. O presidente quer destravar negociações comerciais e reduzir tarifas que atingem 47,3% das exportações brasileiras aos Estados Unidos (EUA).

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou a lista de 27 minerais em três faixas de prioridade, com terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio na faixa alta, e a lei prevê até R$ 7 bilhões em incentivos a projetos de processamento e transformação. A medida integra a estruturação de uma política nacional para ampliar a participação do Brasil no mercado internacional de minerais estratégicos.

Brasil, México, Uruguai e Nicarágua condenaram o bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos contra Cuba na plenária da 30ª Cúpula Ibero-Americana, em Madri, nesta quinta-feira – o chanceler Mauro Vieira rejeitou o corte do fornecimento de energia à ilha e disse que a era dos protetorados já passou, enquanto o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que Washington impôs um cerco energético equivalente a um bloqueio naval, com sanções secundárias a quem comercia com a ilha, segundo o Opera Mundi.

Quatorze ações legais coordenadas foram protocoladas nesta quinta-feira em quatro jurisdições europeias contra a JBS, seus bancos, gestores de ativos, contadores e advogados, por suposto crime de desmatamento na cadeia da carne, segundo o Centro Europeu para Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR). Doze queixas foram enviadas a reguladores financeiros do Reino Unido, da Irlanda, da Alemanha e dos Países Baixos; as outras duas são criminais, contra a controladora JBS N.V. nos Países Baixos e contra a JBS Global (UK) Limited no Reino Unido. A coalizão atribui à JBS vínculo com mais de 6,5 milhões de hectares desmatados na Amazônia brasileira entre 1988 e julho de 2025, somando fornecedores diretos e indiretos, segundo o The Grocer. A JBS declarou que não teve acesso às queixas completas e que monitora fornecedores de gado na Amazônia com imagens de satélite e georreferenciamento desde 2010, bloqueando fazendas ligadas a desmatamento ilegal.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva acompanha a crise no Paraguai e tem como principal preocupação evitar novos episódios de instabilidade política e social após a renúncia de Santiago Peña, segundo o Brasil 247. Assessores do governo afirmam, sob reserva, que o Brasil não tinha interesse na saída de Peña, apesar do alinhamento dele com Trump, e que Lula e Peña mantinham boa relação. O Planalto aponta disputa interna no Partido Colorado, após o rompimento de Peña com o grupo de Horacio Cartes, e a crise bancária como fatores do desgaste.

A Coalizão Jurídica Transnacional (TLC) apresentou nesta quarta-feira 14 denúncias por suspeita de lavagem de dinheiro contra a JBS, seus financiadores e prestadores de serviços, com notificações a agências reguladoras na Holanda, na Alemanha, na Irlanda e no Reino Unido. As denúncias se baseiam em investigação encomendada à organização AidEnvironment, que associou a cadeia de fornecedores diretos e indiretos da empresa a mais de 6,5 milhões de hectares desmatados na Amazônia desde 1988, e a JBS diz que não pode se manifestar sem acesso à metodologia do estudo.

A presidência brasileira da COP30 apresentou dois Mapas do Caminho internacionais para acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Os documentos abordam os dois maiores vetores da mudança climática – a energia, com 75% das emissões, e a perda florestal, com 11% –, mas são contribuições voluntárias e não prescritivas, sem obrigações, metas nacionais ou mecanismos de prestação de contas, segundo a TNC Brasil. O financiamento anual para florestas precisa saltar dos US$ 84,5 bilhões registrados em 2023 para mais de US$ 300 bilhões em 2030.

O plenário do Senado aprovou em dois turnos nesta terça-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, mantendo a versão enviada pela Câmara dos Deputados e deixando de fora a redução da maioridade penal. O placar foi de 73 votos a zero no primeiro turno e 75 a zero no segundo. A proposta inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, sistema criado por lei em 2018 que prevê a integração entre os órgãos de segurança dos diferentes níveis de governo. Eram necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada turno para aprovar a mudança constitucional.

A Rystad Energy cortou o pipeline anunciado de data centers no Brasil de 21 GW para cerca de 7 GW, citando incerteza regulatória, congestionamento severo da rede e acesso limitado a energia confiável. As isenções do regime Redata (Lei 15.504/2026), sancionado em setembro, não são automáticas nem permanentes: são temporárias e condicionadas ao cumprimento de critérios operacionais. Segue pendente a decisão sobre se a geração a gás natural conta como energia de baixa emissão. O PL 3716/2026, que redistribui os custos de integração de armazenamento em baterias dos geradores para todos os usuários do sistema, tramita em regime de urgência no Congresso e precisa ser aprovado antes do primeiro leilão de capacidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em dezembro.

O governo brasileiro apresentou nesta terça-feira o primeiro roteiro global para a eliminação gradual de combustíveis fósseis, com a tese de que os países podem romper a dependência de carvão, petróleo e gás sem esperar novas tecnologias, segundo o Guardian. Os documentos não são vinculantes, não trazem prazos nem marcos e deixam a cada país o diagnóstico da própria dependência de fósseis antes de escolher as políticas. Entre as medidas sugeridas estão cortar com urgência a queima e a liberação de gás nos locais de extração, reduzir subsídios a fósseis e ampliar a geração renovável. O roteiro sobre florestas estima a necessidade de cerca de US$ 300 bilhões por ano até 2030 e de US$ 500 bilhões por ano até 2050, contra cerca de US$ 85 bilhões disponíveis por ano atualmente. André Corrêa do Lago, presidente da conferência do clima da ONU (COP30), disse que os roteiros são documentos de implementação e devem ser assumidos pelos ministérios da Fazenda, dos Transportes, da Energia e da Infraestrutura de cada país. O professor Joeri Rogelj, do Imperial College London, afirmou que os roteiros são valiosos, mas não indicam o ritmo de mudança necessário por não trazerem cronograma nem parâmetros-chave.

Segundo o G1, o sistema migratório argentino registrou três entradas de Flávio Bolsonaro na mesma van – às 22h37 com passaporte italiano, às 22h40 com carteira de motorista e às 23h11 com passaporte brasileiro. O senador havia deixado o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a entrega dos passaportes à Polícia Federal (PF); na outra van estavam o motorista, o advogado Roberto Jorge Alexandre e o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-oficial do serviço de inteligência de Israel.

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começou a valer para as relações comerciais entre Brasil e Noruega neste domingo, 1º de novembro, segundo o Valor Econômico. Considerados os produtos agrícolas e industriais, quase 99% do valor das exportações brasileiras para o bloco, 99,8% no caso da Noruega, terá acesso em livre comércio. De janeiro a setembro de 2026, a balança comercial entre Brasil e Noruega atingiu US$ 1,7 bilhão, com superávit de US$ 290,6 milhões, segundo o Poder360.

O índice de popularidade digital da Quaest Consultoria mostrou Lula subindo de 70,7 para 83,3 pontos em quatro dias, enquanto Flávio Bolsonaro teve variação menor e chegou a 80,4 pontos, segundo o Brasil 247. A virada digital veio depois que o deputado federal André Janones assumiu a coordenação da mobilização nas redes, segundo a reportagem.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o político brasileiro Flávio Bolsonaro pode permanecer no país pelo tempo que quiser, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Times of India. “Ele pode ficar aqui o quanto quiser”, disse Trump, segundo a agência. “Na minha opinião, a eleição foi uma desgraça.” Segundo a Reuters, Bolsonaro entrou nos EUA sob o status de “humanitarian parole”, geralmente concedido por período limitado, tipicamente um ano.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o governo de Donald Trump não ajudou o candidato presidencial derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro, a fugir para os Estados Unidos depois de ele perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não facilitamos nada”, disse Rubio a repórteres no sábado em Atlanta, na Geórgia, onde estavam reunidos diplomatas do Grupo dos 20 (G20). Trump disse que Bolsonaro “foi tratado de forma muito injusta, muito injusta” e que “pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, em declaração a repórteres na residência dele na Flórida no sábado.

Uma investigação de uma agência de segurança do Brasil, revelada pela CNN Brasil na sexta-feira, aponta que um ex-agente do Mossad naturalizado cidadão dos Estados Unidos ajudou Flávio Bolsonaro a deixar o país descumprindo uma ordem judicial, segundo o Jerusalem Post, que cita a reportagem. De acordo com o jornal, o ex-agente chegou ao Brasil em 19 de outubro e acompanhou o senador de Brasília até a fronteira, atravessando a Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, em uma van; a família seguiu em um jato Gulfstream G400 da companhia argentina Baires Fly, que reabasteceu em Guayaquil e pousou na manhã de quarta-feira no aeroporto executivo de Opa-locka, perto de Miami. O Departamento de Estado havia informado que Flávio e a família receberiam vistos dos Estados Unidos antes da chegada dele a Miami. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o país, e a Polícia Federal (PF) afirmou não ter encontrado registro oficial de saída dele pelos postos de controle fronteiriço. O Itamaraty convocou o representante da Argentina para exigir esclarecimentos sobre o possível envolvimento do governo de Javier Milei, ainda segundo o Jerusalem Post.

O assessor internacional do presidente da República, embaixador Celso Amorim, disse ao UOL que Brasil e Argentina vivem o pior momento da história de suas relações e que o governo de Javier Milei “quebrou o protocolo mínimo para as relações diplomáticas”. Em entrevista ao UOL, Amorim disse que não haverá “bate-boca” com Milei e que o rebaixamento da representação diplomática brasileira em Buenos Aires, e vice-versa, não deve ser revertido no curto prazo. “Olhe, é tudo inédito e péssimo. É o pior momento da relação Argentina-Brasil, mas não por nossa causa. Nós não fizemos nenhuma agressão à Argentina”, afirmou.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o governo dos Estados Unidos não participou dos preparativos da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, segundo o G1: “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”. Rubio confirmou que o presidente Donald Trump autorizou entrada condicional (parole) caso Flávio chegasse a um ponto de entrada nos Estados Unidos: “O presidente deixou claro que, se ele chegasse aos Estados Unidos por um ponto de entrada, receberia autorização de entrada condicional (parole). E foi isso que aconteceu”.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fechou na sexta-feira, 30 de outubro, um acordo de exclusividade com o grupo chinês Huaxin Building Materials para negociar a venda da CSN Cimentos Brasil, segundo o Brazil Stock Guide. A proposta avalia o negócio de cimento em R$ 12,7 bilhões em valor de empresa (enterprise value), dentro do programa de venda de ativos da siderúrgica para reduzir sua dívida. De acordo com a empresa, a Huaxin apresentou a proposta mais atraente no processo competitivo aberto em março de 2026.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil pediu explicações à Argentina na tarde de quinta-feira, depois que o ex-candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro passou pelo país a caminho de Miami, segundo uma fonte diplomática que pediu anonimato por não ter autorização para tratar do assunto publicamente. O diretor do departamento de América do Sul da pasta, João Marcelo, recebeu em uma reunião breve a encarregada de negócios argentina, María Emilia Cortés.

O ex-candidato presidencial conservador Flavio Bolsonaro disse nesta sexta-feira que fugiu do Brasil para os Estados Unidos porque era vítima de perseguição no próprio país, depois de perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ABC News, ele deixou o Brasil na terça-feira e chegou à Flórida na quarta-feira em um jato privado, após passar por Argentina e Equador. Bolsonaro contou que a polícia o informou na segunda-feira que seus passaportes seriam revogados.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, coincidiram nesta sexta-feira na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, o primeiro encontro no mesmo ambiente desde a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA, investigado por corrupção depois de perder a eleição no Brasil, segundo a EFE, em texto republicado pelo Infobae. Rubio e Vieira compartilharam a mesa da reunião de ministros de Exteriores, que tem os EUA como anfitriões, mas não mantiveram encontro bilateral. Segundo interlocutores do governo brasileiro, não havia, a princípio, previsão de reunião bilateral entre os dois, conforme informou o UOL.

Parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) cobraram que Trump reconheça o resultado da eleição brasileira e criticaram suas declarações sobre o pleito, em comunicado da Bancada Congressista Progressista (CPC) assinado por Greg Casar, Ilhan Omar e Jesús García, segundo o G1. “A parceria entre Trump e Bolsonaro para contestar o resultado das eleições precisa acabar imediatamente”, diz o texto, que exige que os EUA se juntem ao restante do mundo no reconhecimento do resultado.

O Itamaraty convocou nesta quinta-feira (29/10) a encarregada de negócios da embaixada argentina em Brasília, a ministra-conselheira Emilia Cortés, para cobrar esclarecimentos sobre a possível participação do governo de Javier Milei na fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos (EUA), com passagem pelo território argentino. A diplomata foi recebida na tarde da mesma quinta-feira pelo chefe do Departamento do Mercosul do Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, em Brasília, segundo o G1. A rota começou na noite de terça-feira (27), quando Flávio e a família entraram na Argentina depois de cruzarem a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, tem prevista reunião bilateral com o secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, durante o encontro de chanceleres do G20 nesta sexta-feira (30), em Atlanta, na Geórgia, segundo o G1. Será a primeira reunião de alto escalão entre Brasil e EUA desde as eleições de domingo e desde que o senador Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA, e Washington ainda não reconheceu o resultado da eleição brasileira, de acordo com o G1.

A companhia aérea Baires Fly diz que o voo que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos (EUA) foi pago com US$ 150 mil transferidos da conta de uma empresa em um banco americano para um banco argentino, segundo o The Hindu, em texto da AFP. O intermediário tem passaportes americano e argentino, e o chefe da empresa, Luis Grande, se recusou a revelar a identidade dele. Grande, que falou por telefone da Flórida, disse ter sido contratado por um corretor que conhece há 10 anos e que mora nos EUA: “Fui contratado por um corretor que conheço há 10 anos, que mora nos Estados Unidos”. O New York Times e o Wall Street Journal relataram que o avião teria sido fretado por Jason Miller, assessor de Donald Trump, ainda segundo a reportagem.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou manifestações oficiais e saudações de pelo menos 107 países ao segundo turno da eleição brasileira, realizado no domingo 25, conforme o painel do tribunal divulgado pela Carta Capital. O painel também registra o reconhecimento formal de 11 grandes organismos e blocos multilaterais ao pleito brasileiro. China, Rússia, Índia, África do Sul, Irã, Japão, Alemanha, França, Espanha, Portugal e Reino Unido estão entre os países que enviaram manifestações de reconhecimento e congratulações, segundo a Opera Mundi.

O candidato derrotado Flavio Bolsonaro saiu do Brasil em direção aos Estados Unidos, onde se declarou o verdadeiro presidente do país, segundo a AFP. Rogerio Marinho, que coordenou a campanha de Flavio Bolsonaro, disse não haver evidência de fraude eleitoral, como alegado pelo candidato derrotado, ainda segundo a AFP.

O senador Flávio Bolsonaro desembarcou com a família no aeroporto executivo Miami-Opa Locka, na Flórida, pouco depois das 9h de quarta-feira, e o governo de Donald Trump está emitindo vistos para ele e para a família, segundo uma autoridade do Departamento de Estado ouvida pela ABC News. Em nota divulgada na tarde de quarta-feira, ele agradeceu ao governo da Argentina e a Trump por ajudá-lo a deixar o Brasil e disse: “Não fugi do Brasil”. Também alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição de domingo. Trump disse a repórteres que “deu a ele um passe para entrar no país.”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice, André Mendonça, buscam se distanciar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de uma carta em que o candidato derrotado questiona o resultado da eleição presidencial de 2026, segundo o Brasil 247. Poucas horas depois da divulgação da carta, na noite de quarta-feira (28), Nunes Marques publicou uma nota em defesa da integridade do processo eleitoral, sem mencionar Flávio Bolsonaro nominalmente. O jurista Lenio Streck avalia que a carta pode configurar falsificação de selo público e que é preciso apurar “se o emblema foi empregado para conferir aparência oficial a uma declaração particular e quem foi responsável por essa utilização”, segundo a CartaCapital.

Donald Trump reiterou que não vai se envolver no caso de Flávio Bolsonaro após a fuga dele do Brasil. A tentativa de Flávio de se apresentar como o verdadeiro presidente eleito do Brasil provocou desconforto nos bastidores do governo dos Estados Unidos, segundo o Brasil 247. Na Itália, o deputado Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, pediu explicações aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior sobre as cidadanias italianas de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

Deputados do PT acionaram a Polícia Federal (PF) para investigar quem organizou, financiou e facilitou a saída do senador Flávio Bolsonaro do país, mesmo diante de uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Opera Mundi. Conforme o Brasil de Fato, o senador atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira, e embarcou 40 minutos depois num jatinho particular que fez escala no Equador. Ainda segundo o Brasil de Fato, deputados opositores argentinos acusaram o governo de Javier Milei de ter facilitado a fuga e cobraram o reconhecimento da vitória de Lula.

O senador Flávio Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se declara o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, enviada dos Estados Unidos, para onde deixou o país, segundo a Opera Mundi. Questionado se concordava com a afirmação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu que não vai se envolver: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, disse, segundo o G1. O G1 registra que o documento saiu em formato de imagens, com agradecimentos a líderes internacionais, entre eles Trump, e que o senador publicou depois uma nova versão.

O chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reúnem na sexta-feira (30) e no sábado (31) em Atlanta, à margem da reunião de chanceleres do G20 presidida neste ano pelos americanos, segundo o G1. O Departamento de Estado já informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitirá a entrada deles no país, após ele deixar o Brasil com a derrota nas eleições presidenciais.

A deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, disse à Opera Mundi que a oposição apresenta nesta quarta-feira no Congresso um pedido de acesso à informação pública sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina. “É evidente que Milei colaborou”, afirmou a deputada. A Direção Nacional de Migrações informou, na madrugada desta quarta-feira, que Flávio, a esposa e as duas filhas atravessaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira.

O avião com o senador Flávio Bolsonaro e a família pousou em Miami depois de deixar Guayaquil, no Equador, segundo o Brasil 247. O Guardian, que acompanhava o deslocamento, registrou que o jato havia partido de Guayaquil rumo à Flórida, com chegada prevista para o meio da manhã desta quarta-feira. Antes do pouso, Donald Trump disse que a família é formada por “gente boa” e que “a eleição foi muito estranha”, acrescentando que a considerou “terrível”, ao voltar de um evento de campanha no Texas.

O governo argentino confirmou que o senador Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira brasileira na noite de terça-feira (27/10) e embarcou em um avião particular com destino ao Equador, segundo a Opera Mundi. Quarenta minutos depois, às 23h30, o senador, a esposa e as duas filhas embarcaram em Puerto Iguazú em um Gulfstream G400 da empresa Baires Fly, com destino informado a Guayaquil, segundo o Brasil de Fato. De Guayaquil, o jatinho decolou às 6h22 no horário de Brasília, com previsão de chegada ao aeroporto executivo de Opa-locka, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, citado pelo Brasil de Fato.

Flávio Bolsonaro e três familiares foram registrados pela Migração argentina cruzando a fronteira às 22h50 de terça-feira, segundo o G1 – o acréscimo sobre a saída do Brasil, os vistos dos Estados Unidos (EUA) e o cancelamento dos passaportes já publicados no Fluxo. Às 23h30, o grupo embarcou num voo privado da Baires Fly com destino declarado de Guayaquil, no Equador. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aprovaria a ida de Flávio aos EUA: “Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível”.

A polícia do Brasil cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro depois que ele não cumpriu a ordem de entregar os documentos, no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro que ele nega, segundo a BBC. Na segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia ordenado a entrega dos passaportes à polícia em 24 horas. Um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que o governo Trump vai emitir vistos para o senador e a sua família e permitir a entrada deles no país, depois de veículos de imprensa noticiarem que ele fugiu do Brasil após perder a eleição presidencial, segundo a Al Jazeera.

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “vergonhosa” a fuga do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro e disse que o bolsonarista vai “lamber bota dos Estados Unidos”, segundo o Brasil de Fato. Flávio, sua esposa e as duas filhas deixaram o Brasil e seguiram para os Estados Unidos depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu a entrega dos passaportes e o proibiu de sair do país, conforme o relato do veículo nesta terça-feira (27).

O Departamento de Estado dos Estados Unidos vai conceder vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitir a entrada deles no país, segundo uma autoridade sênior do órgão informou à Associated Press (AP), depois da derrota do senador no fim de semana para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, a Reuters e o jornal The New York Times informaram, citando fontes anônimas, que ele deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos – caso investigado pela Polícia Federal (PF) –, e o governo Trump não informou se o senador já está em território estadunidense.

O governo da Argentina afirmou nesta terça-feira que não emitirá nenhum reconhecimento à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição brasileira, segundo o Opera Mundi. Na resposta, o governo argumentou que, quando Javier Milei foi eleito em 2023, “não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada”, e que, por enquanto, “não há nenhum comunicado que vamos fazer”, segundo a Carta Capital. O governo disse ainda que comércio e Mercosul não devem ser afetados: “São dois povos irmãos, comercializam, trabalham no Mercosul, não deveria ser afetado”.

O prazo para o candidato derrotado à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, entregar os passaportes comum e diplomático venceu ao meio-dia desta terça-feira, e não estava claro se ele havia cumprido a ordem, segundo a AP. A polícia brasileira cancelou os passaportes depois que ele descumpriu a ordem de entregar os documentos, segundo a BBC. Autoridades argentinas disseram à BBC não haver registro de entrada dele por nenhum posto de fronteira.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal (PF) abrir inquérito para apurar possível interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, sobretudo por meio de financiamento oculto de campanha, segundo o Opera Mundi. A decisão, noticiada pela Agência Brasil, manda esclarecer a natureza das tratativas entre representantes da Rockbridge Network e Tallis Gomes e Pedro Sang, inclusive eventual vínculo entre recursos, serviços ou outras vantagens economicamente aferíveis e a campanha eleitoral. Também pede que se apure o possível vínculo entre apoio eleitoral e interesse econômico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros.

O senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal, PL) teria deixado o Brasil na noite de ontem (26) rumo à Argentina, em um voo privado, para seguir viagem aos Estados Unidos, segundo noticiou nesta madrugada o site argentino Infobae. O coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a informação. Ontem, a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes, comum e diplomático, em até 24 horas, seguindo determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Donald Trump disse nesta segunda-feira que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro “pareceu outra eleição fraudada”, segundo o Korea Herald. O Partido Liberal (PL) disse mais tarde no mesmo dia que reconhece o resultado do segundo turno, em nota assinada por Valdemar Costa Neto, e menos de 35 mil votos, cerca de 0,03% do total, foram dados nas duas horas extras de votação ordenadas pelo Supremo, segundo análise do professor Pedro Burgos, do Insper.

Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que vai “organizar a oposição” ao governo de Lula e repetiu que pretende pedir a anulação da eleição, com o argumento de que a extensão do horário de votação no domingo favoreceu o petista, ainda que ele próprio tenha pedido a medida, em vídeo publicado no Instagram e citado pela France 24. O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não recuou do pedido de anulação mesmo tendo defendido a prorrogação do horário.

No primeiro pregão depois da vitória de Lula no segundo turno, o real caiu 12% contra o dólar e a bolsa brasileira interrompeu as negociações por 30 minutos, quando o índice Bovespa recuou 10% em relação ao fechamento anterior e acionou o mecanismo de interrupção (circuit breaker). Os contratos futuros do Bovespa caíam quase 15%, segundo a Al Jazeera. Donald Trump disse que a eleição no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar qualquer indício de irregularidade.

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira, em Santana do Livramento, o uruguaio Pedro Antonio Mato Narbondo, condenado pela Justiça italiana por sequestro, tortura e morte de quatro cidadãos italianos durante a ditadura militar uruguaia, segundo o G1. A prisão perpétua aplicada pela Corte de Apelação de Milão foi convertida em 30 anos, já que o Brasil não prevê essa pena. Segundo o subprocurador-geral da República Artur Gueiros, é a primeira vez que um agente de um regime ditatorial cumprirá pena de prisão no Brasil por violações de direitos humanos.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas eleições presidenciais, em mensagem publicada pelo serviço de imprensa do Kremlin nesta segunda-feira, segundo o Brasil de Fato. Na carta, que chama o brasileiro de “prezado amigo”, Putin elogiou os esforços de Lula na proteção da soberania brasileira e dos “legítimos interesses no cenário global”. O presidente russo disse ainda que Moscou e Brasília seguirão trabalhando em estreita colaboração para fortalecer a cooperação bilateral em todas as áreas e a interação construtiva na Organização das Nações Unidas (ONU), no BRICS, no G20 e em outras estruturas multilaterais.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras e defendeu a manutenção de relações de cooperação entre os dois países, apesar das diferenças políticas e ideológicas, segundo o Brasil 247. “Na campanha presidencial colombiana, o presidente Lula apoiou abertamente Iván Cepeda e eu ganhei. Na campanha brasileira, apoiei Bolsonaro e Lula ganhou. Nem Lula decide pelos colombianos nem eu decido pelos brasileiros. O POVO DECIDE!”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 12 das 26 capitais estaduais no segundo turno, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em 14, segundo o Brasil 247. No Rio de Janeiro, Lula conquistou 51,54% dos votos válidos no segundo turno, depois de Flávio ter liderado a disputa na capital no primeiro turno, com 47,88%. Em São Paulo, o presidente chegou a 55,50% dos votos válidos no segundo turno, depois de terminar o primeiro turno à frente, com 46,58% contra 42,13%.

A apuração do segundo turno presidencial brasileiro começou no domingo, depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação por duas horas, atendendo a pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A campanha alegou que autoridades de várias cidades restringiam o acesso de eleitores ao transporte público. Com a prorrogação, os votos de quase 160 milhões de brasileiros passaram a ser contados, com resultados esperados nas horas seguintes, segundo a Al Jazeera.

Lula e Flávio Bolsonaro pediram a prorrogação da votação do segundo turno por motivos diferentes – o presidente citou a retirada de ônibus de circulação em São Paulo e em cidades do Nordeste, e disse que 40% dos ônibus saíram de serviço na capital paulista; o senador citou as fortes chuvas no Sul e no Sudeste – e o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido, estendendo a votação em todo o país até as 19h no horário local e citando “a gravidade dos fatos narrados”, segundo a AFP. Uma corte eleitoral regional determinou a prisão do secretário de transportes de Salvador por não oferecer transporte gratuito no dia da eleição.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta tarde a prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, segundo o Brasil 247. Horas antes, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação até as 19h em cidades de pelo menos nove estados – São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Em Salvador, diligências do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) constataram que menos de 50% da frota de ônibus prevista para dias úteis estava em circulação.

Brasileiros votam neste domingo no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta um retorno inédito ao poder, e o senador Flávio Bolsonaro, que venceu o primeiro turno por 47% a 45% em 4 de outubro, segundo a France 24. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou a substituição de 900 urnas eletrônicas entre as 8h e as 12h, o equivalente a 0,16% das 499.248 em uso, e a Polícia Federal (PF) registrou 22 pessoas detidas por suspeita de crimes eleitorais em ao menos 17 estados, segundo o Brasil de Fato. São Paulo liderou as trocas, com 163 urnas, seguido por Paraná (103), Rio de Janeiro (95) e Minas Gerais (75). No primeiro turno, em 4 de outubro, foram 1.904 substituições no mesmo período, e nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação manual.

Uma pesquisa do Instituto Colectta publicada neste sábado 24, véspera do segundo turno, aponta Lula com 50,3% dos votos válidos, ante 49,7% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico, segundo a Carta Capital. O levantamento se baseia em 3.000 entrevistas presenciais realizadas na sexta-feira 23 em 101 municípios das 27 unidades da Federação, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Nos votos totais, Lula marca 46,5%, contra 46% de Flávio; 4,4% indicam voto em branco ou nulo e 3,1% não sabem ou não responderam.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rival de direita Flávio Bolsonaro fizeram um debate mais diplomático que o habitual a dois dias do segundo turno, embora nenhum dos dois tenha aberto mão das alfinetas, segundo a TRT World. Flávio venceu o primeiro turno com 47% dos votos, contra 45% de Lula. No debate, Lula contestou o plano do rival de passar a “motosserra” nos gastos públicos ao estilo do argentino Javier Milei.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para Meta e X explicarem suspeitas de favorecimento a Flávio Bolsonaro, segundo o Opera Mundi. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva exige que as empresas detalhem os critérios usados para recomendar publicações políticas, distribuir propaganda eleitoral e retirar conteúdos do ar. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou indícios de tratamento desigual nas eleições e questiona a falta de transparência da Meta sobre os preços cobrados, segundo o Brasil 247.

Duas pesquisas divulgadas nesta sexta-feira, a dois dias do segundo turno, dão ao senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), 52% dos votos válidos contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O levantamento da Alfa Inteligência dá Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, segundo o Brasil 247. A pesquisa Real Time Big Data repete os números e classifica a disputa como empate técnico, conforme o Brasil de Fato: a diferença de quatro pontos está no limite da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. O segundo turno será no domingo, dia 25.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “a gente vai provar agora que a gente vai derrotar o império digital” e que a Meta “vai ter que ser reinventada porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade o tempo todo”, numa referência à empresa e à big tech. O presidente defendeu uma “regulamentação sem censura” em que “qualquer crime na internet seja tratado como crime da vida real”.

A pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22/10) mostra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro empatados com 50% dos votos válidos cada um, a três dias do segundo turno da eleição presidencial. Nos votos totais, Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula, 46%; outros 5% pretendem votar em branco ou nulo, e 2% estão indecisos. O instituto entrevistou 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, grupo de WhatsApp em apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão determina que a empresa explique quais critérios técnicos usa para diferenciar uma “mobilização legítima” de um “comportamento coordenado potencialmente irregular”. Parlamentares dos Estados Unidos cobraram explicações da Meta após denúncias de que a inteligência artificial do WhatsApp recusava criar imagens de Lula e aceitava as de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o G1.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta quinta-feira o pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para suspender o envio de notificações e mensagens oficiais do governo Lula (PT) por WhatsApp e pelo sistema Gov.br, segundo a CartaCapital. Ao analisar o pedido, Cueva afirmou que as mensagens apresentadas têm conteúdo aparentemente informativo, sem referências à candidatura, pedidos de voto ou manifestações de apoio eleitoral.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a desqualificação do adversário Flávio Bolsonaro antes do turno final da eleição presidencial, no domingo, por suposta interferência da empresa de redes sociais Meta, segundo a BBC. Um relatório liderado pelo relator especial da ONU para a liberdade de expressão citou interrupções temporárias da conta de campanha de um candidato, diferenças de engajamento, alcance e visualizações, e restrições a publicações dessa campanha no Instagram. A Meta negou tratamento desigual e afirmou que cumpriria ordem judicial brasileira para tratar Bolsonaro e Lula de forma igual.

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento conjunto que autoriza a abertura total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, segundo o Brasil de Fato. O texto pede que o ministro André Mendonça requisite ainda nesta quinta-feira os dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e a quebra abrange os últimos oito anos.

A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição afirmou que o candidato do PT aceitou as condições do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para a quebra do sigilo bancário e telefônico dele próprio e de seus parentes, desde que o adversário cumpra o que está no pedido protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o coordenador da campanha, Camilo Santana. “Todas as condicionantes que ele colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo”, disse Santana. Entre as exigências do PL estão a abertura do sigilo telefônico do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a divulgação de informações sobre o cartão corporativo da Presidência, segundo a Carta Capital.

A Quaest divulgará no sábado 24, véspera do segundo turno, sua última pesquisa de intenção de voto sobre a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com 3.702 entrevistas presenciais realizadas entre sexta e sábado e margem de erro de dois pontos percentuais, segundo a Carta Capital. A sondagem mais recente do instituto, publicada na quarta-feira 21, mostrou empate técnico, com 45% para Flávio e 44% para Lula; brancos e nulos somam 9%, e 2% dos entrevistados se dizem indecisos, segundo o mesmo veículo.

Um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu nesta quarta-feira (21) sobre o possível impacto de medidas adotadas pela Meta nas eleições brasileiras, em comunicado difundido no dia, segundo a Opera Mundi. O documento relata a atuação questionável das ferramentas de inteligência artificial da empresa, o bloqueio do impulsionamento de publicações nos perfis vinculados a Lula no Instagram e diferenças nas recomendações de canais no WhatsApp, e levanta dúvidas sobre a igualdade de condições durante a campanha.

A equipe de Flávio Bolsonaro protocolou sua própria petição acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “abuso de poder” pela disseminação em massa de publicações do governo no WhatsApp durante a campanha, segundo o Hindustan Times, que cita a AFP. No mesmo dia, a campanha de Lula disse que pedirá na quarta-feira a desqualificação do rival por suposta interferência eleitoral da Meta. Flávio teve 47% dos votos no primeiro turno, contra 45% do presidente, e as pesquisas apontam empate técnico antes do segundo turno de domingo.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai pedir nesta terça-feira a inelegibilidade do rival Flávio Bolsonaro por suposta interferência eleitoral da gigante de tecnologia Meta, segundo uma fonte ouvida pela Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pela France 24. A Justiça deu à Meta, na segunda-feira, 24 horas para comprovar que cumpre a ordem de tratar as duas campanhas de forma igual, sob ameaça de multa diária de cerca de US$ 200 mil. A Meta nega ter agido para favorecer um dos lados, mas disse antes que alguns anúncios da campanha de Lula foram desativados por engano por causa de erros técnicos.

Eleitores indecisos que acompanharam o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), relataram desconforto com a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o Opera Mundi. O maior engajamento entre os participantes ocorreu diante da proposta de Lula de que ambos abrissem os sigilos bancário e telefônico, incluindo os de seus familiares, antes do segundo turno.

O primeiro debate do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começou na noite deste domingo (18), na TV Bandeirantes, em São Paulo. A AFP registrou que os dois fariam o primeiro confronto direto no domingo, uma semana antes do segundo turno. No primeiro turno, segundo o Brasil de Fato, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula; a votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na sexta-feira (16/10) novas regras para identificar canais de WhatsApp vinculados a campanhas eleitorais, em meio à disputa judicial sobre o canal Exército do Lula, que reúne mais de quatro milhões de seguidores, e a denúncias de possível favorecimento político nas plataformas da Meta. Por unanimidade, a resolução estabelece seis critérios de vinculação, determina o registro na Justiça Eleitoral dos canais enquadrados e responsabiliza campanhas e administradores pela legalidade das publicações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (15), em entrevista à TV Globo, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) aterrorizam comunidades brasileiras, mas rejeitou o enquadramento das facções como organizações terroristas nos termos defendidos pelo governo dos Estados Unidos (EUA), segundo o Brasil 247. Lula disse ter entregue ao presidente dos EUA, Donald Trump, proposta escrita de cooperação contra o crime organizado e o narcotráfico com base na experiência da Polícia Federal.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou à Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta quarta-feira (14/10) uma denúncia sobre a atuação da Meta contra sua campanha à reeleição, segundo o Opera Mundi. A denúncia inclui um fato novo que veio à tona nesta terça-feira (13/10), quando influenciadores de esquerda perceberam que a inteligência artificial do WhatsApp se recusava a produzir materiais sobre Lula, mas permitia a produção do mesmo material a favor de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A Meta reconheceu falhas técnicas envolvendo publicações e anúncios da campanha de Lula, mas negou interferência eleitoral em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro.

A campanha de Lula acusou a Meta de restringir a distribuição de conteúdo, inclusive impedindo o impulsionamento de posts no Instagram e com interrupção na contagem de visualizações, segundo a France24, que cita a Agence France-Presse (AFP). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas para a Meta esclarecer se reduziu o alcance das postagens e explicar as irregularidades relatadas, enquanto o escritório da Meta no Brasil negou as acusações, chamando-as de “simplesmente falsas”. Lula disputa o segundo turno de 25 de outubro contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou no domingo um rally massivo na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo mais dias de folga para trabalhadores, às vésperas do segundo turno contra Flávio Bolsonaro, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. As pesquisas apontam Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como favorito no segundo turno de 25 de outubro.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a Meta de interferência eleitoral em 11 de outubro de 2026, depois que seus conteúdos nas plataformas da empresa foram supostamente bloqueados. Antes do primeiro turno vencido por Flávio Bolsonaro, os perfis de Lula e de outros líderes de esquerda sumiram da busca do Instagram, segundo a France 24. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas para a Meta esclarecer se reduziu o alcance de posts da campanha de Lula, segundo o The Hindu. A Meta negou as acusações e as chamou de “simplesmente falsas” e sem respaldo nos fatos, segundo a France 24.

O assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o “Escudo das Américas” lançado pelo presidente Donald Trump tenta impor ao Brasil um “cerco” e uma “dominação absoluta” sob o argumento “falso” de combater o crime organizado, segundo o G1. A coalizão reúne presidentes de países latino-americanos mais alinhados a Trump, a exemplo de Javier Milei, da Argentina, Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo o G1. Auxiliares diretos de Lula afirmam que a medida foi “muito grave” e representa uma “porta de entrada” para ações militares na região, a exemplo do que aconteceu na Venezuela e na Colômbia, segundo o G1.

A pouco mais de duas semanas do segundo turno, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em 9 de outubro cortes de impostos sobre combustíveis e ampliação de subsídios para reduzir os preços dos combustíveis. Um novo decreto zera impostos federais sobre a importação e a venda de gasolina por 30 dias, com possibilidade de prorrogação. O governo também dará subsídio adicional de 1,40 real por litro aos importadores de diesel por 30 dias, além do subsídio de 2,12 reais já vigente.

O Ministério Público brasileiro abriu uma ação na Justiça contra a filial brasileira da petroleira Shell, atribuindo-lhe responsabilidade pelas chuvas torrenciais que atingiram o sul do país em 2024, segundo o Le Monde. A acusação atribui à Shell 2% das emissões históricas mundiais de gases de efeito estufa associadas à exploração, à produção e à comercialização de combustíveis fósseis, segundo o Le Monde. O Ministério Público pede 270 milhões de reais por danos ambientais e morais climáticos, além do mesmo valor por danos materiais, segundo o Le Monde.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ligou para o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e o convidou a visitar o país, informou o gabinete de Netanyahu nesta sexta-feira (9). No comunicado, o gabinete afirmou que “os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países… como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países sul-americanos”. Segundo o Times of Israel, o gabinete confirmou que o telefonema ocorreu na noite anterior.

Um site que vende criptomoedas está distribuindo tokens, ativos digitais trocáveis por dinheiro, a usuários que compartilharem mensagens favoráveis ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, esquema denunciado pela coligação de Lula à Procuradoria-Geral Eleitoral com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suspeita de abuso de poder econômico, enquanto a campanha de Flávio diz desconhecer a autoria do site e nega ter contratado perfis, segundo o Opera Mundi.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência do Brasil, disse que pretende aderir ao Escudo das Américas em um eventual governo. A iniciativa, articulada pelo governo de Donald Trump, reúne países latino-americanos em uma frente de cooperação na área de segurança. Em carta enviada nesta terça-feira, 12 deputados democratas norte-americanos acusaram o governo de Donald Trump de tentar influenciar a eleição no Brasil. No documento, os parlamentares citam a revogação do visto da embaixadora brasileira e planos para enviar duas autoridades para questionar o sistema brasileiro.

Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial brasileira e vai ao segundo turno em 25 de outubro na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 44,2%, segundo o Guardian. O governo Lula reduziu o desmatamento na Amazônia em quase 50%, mas o sucesso não se traduziu em tração eleitoral para candidatos pró-floresta na mesma votação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o segundo turno das eleições no Brasil deve ser muito acirrado, em declaração na Casa Branca antes de viagem a Nebraska, segundo o G1. Trump elogiou a apuração no mesmo dia, citando que 125 milhões de pessoas votaram e que os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, e usou o caso para atacar a contagem de votos nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro teve 47,1% dos votos válidos contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, com 98% das urnas apuradas, segundo o El País em inglês. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno em 25 de outubro, segundo o France 24 em inglês. Michelle Bolsonaro foi a candidata mais votada na disputa pelo Senado pelo Distrito Federal, segundo o France 24 em inglês.

As urnas fecharam no Brasil neste domingo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscando um quarto mandato não consecutivo e Flávio Bolsonaro disputando no campo bolsonarista, segundo a Deutsche Welle. Com 10% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tinha 51% dos votos e Lula, 40,8%, segundo o tribunal eleitoral, conforme a Deutsche Welle. Uma vitória de Flávio Bolsonaro estenderia a onda de vitórias da direita alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina, enquanto a reeleição de Lula criaria problemas para Washington, segundo a emissora britânica BBC.

O Brasil realiza neste domingo o primeiro turno da eleição presidencial, com a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com pesquisas apontando provável segundo turno, segundo a DW. O primeiro turno das eleições gerais define presidente, governadores, a Câmara, um terço do Senado e assembleias regionais, segundo a Mehr News Agency. Se nenhum candidato a cargo executivo obtiver maioria absoluta, o segundo turno será em 25 de outubro, segundo a mesma agência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rival Flávio Bolsonaro encerraram no sábado as campanhas antes da eleição de domingo, marcada por escândalos e troca de acusações. Pesquisas indicam que nenhum dos dois deve vencer no primeiro turno e que ambos estão em empate estatístico para o segundo turno de 25 de outubro, segundo a France 24, com a AFP.

A embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies, disse que a embaixada australiana também fecharia na sexta-feira, citando o alerta dos Estados Unidos, e orientou australianos a evitar instalações diplomáticas norte-americanas. A embaixada dos Estados Unidos afirmou, em comunicado na quinta-feira, que suspenderia os serviços consulares a partir de sexta e orientou cidadãos estadunidenses que buscassem assistência a não visitar a embaixada, os consulados ou outras instalações diplomáticas. A polícia disse que a operação decorreu de cooperação com agências de inteligência estrangeiras e que os investigadores não encontraram evidências que corroborassem a ameaça inicialmente reportada, nem identificaram suspeitos ligados a organizações criminosas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só ele barra o retorno dos fascistas ao poder: “Se não fosse eu enfrentando esses fascistas, eles ganhariam outra eleição facilmente. Sou eu que estou no caminho deles.” Pesquisas na véspera da eleição de domingo indicam Lula com cerca de 45% dos votos e Flávio Bolsonaro com 40%, segundo o Datafolha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro deixaram de comparecer ao debate final antes do primeiro turno da eleição presidencial de domingo, segundo a Al Jazeera. A TV Globo disse em comunicado que o debate foi cancelado porque duas decisões, uma da corte eleitoral do país e outra da Suprema Corte, criaram incerteza jurídica sobre o evento, ainda segundo a emissora. Um suspeito que tentou pular as grades da Corte e jogou uma mochila sobre um ponto de ônibus foi preso, segundo a Corte, citada pela Al Jazeera.

O advogado-geral Jorge Messias pediu que as autoridades investiguem suposto financiamento dos Estados Unidos a causas de extrema direita no Brasil, segundo a Al Jazeera. O pedido veio um dia depois de o jornal britânico The Guardian publicar reportagem segundo a qual o governo de Donald Trump planejava destinar US$ 1 milhão a grupos civis de direita contrários ao Supremo Tribunal Federal. Messias disse que a ingerência estrangeira “não pode ser tolerada” e que o relato era “um alerta importante para a soberania brasileira”.

Brasil e Estados Unidos (EUA) acordaram formar um grupo de trabalho para discutir as tarifas estadunidenses sobre produtos brasileiros e outros temas bilaterais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O acordo seguiu uma reunião do chanceler Mauro Vieira e do ministro Márcio Elias Rosa com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em Milwaukee, à margem de uma reunião de ministros de comércio do Grupo dos 20. Washington anunciou uma tarifa de 25% da Seção 301 sobre certos produtos brasileiros em 15 de julho, seguida de uma medida em 23 de julho que impôs 12,5% adicionais sobre certas importações brasileiras.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro, em movimento inédito feito na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, segundo o The Hindu. Na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente declarou que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, em recado à pressão dos Estados Unidos. O país vota em 4 de outubro, e Lula lidera Flávio por cinco pontos nas pesquisas de primeiro turno.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou uma comitiva estrangeira formada por representantes de ao menos três países que vai acompanhar a votação do próximo domingo (4) no Brasil, quando os eleitores vão às urnas votar para presidente, governador, senador e deputados. Conforme a OEA, integram a comitiva, entre outros, José Miguel Insulza, ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, e Eladio Loizaga, ex-ministro das Relações Exteriores do Paraguai, segundo o G1.

Lula ampliou a liderança no primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 37% do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa BTG/Nexus citada pela Reuters. Em um eventual segundo turno, Lula teria 46% contra 44% de Bolsonaro – empate dentro da margem de erro. A pesquisa anterior do mesmo instituto trazia Lula com 40% e Bolsonaro com 37% no primeiro turno.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, defendeu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliar a representação da Ásia, da África e da América Latina e apoiou as candidaturas de Brasil e Índia a um assento permanente no Conselho de Segurança, segundo o The Hindu. Lavrov disse que a Rússia não pode prever nem permitir novos “assentos ocidentais”, porque o Ocidente já está sobrerrepresentado, e que é preciso atender aos interesses do continente africano, segundo a TASS. Ele falou na sessão da Assembleia Geral em Nova York na noite de sábado, segundo o Indian Express.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Donald Trump, em peça de televisão exibida na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, de querer “colonizar” o Brasil para capturar os recursos naturais do país, interferindo na eleição presidencial de outubro de 2026, segundo o The Guardian; na peça de um minuto, a narradora afirma que Flávio Bolsonaro é “o candidato de Trump” e que o presidente dos Estados Unidos quer “colonizar o Brasil, tomar as nossas riquezas, roubar o nosso futuro e nos deixar para trás”; o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou interferência e afirmou, em nota de agosto citada pelo jornal, que qualquer insinuação de que Washington atua para minar a eleição de uma nação democrática é uma “mentira infundada”.

Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que “a democracia brasileira pertence aos brasileiros” e que o Brasil “não pertence ao quintal de ninguém”, numa referência às pressões dos Estados Unidos sobre a eleição de 4 de outubro de 2026, na qual busca um quarto mandato não consecutivo, segundo a Al Jazeera e o G1. Lula afirmou que a América Latina vive um ressurgimento de “ambições hegemônicas” e de interferência estrangeira em eleições, e disse que a ONU falha em impedir guerras, com credibilidade “nunca tão baixa”, responsabilizando o Conselho de Segurança e o poder de veto de seus membros. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para deter o fluxo de armas e dinheiro que alimenta o crime”, afirmou. O discurso saiu no mesmo dia em que Donald Trump usou a tribuna para dizer que Washington recorrerá à sua “potência militar incomparável” se necessário para proteger interesses dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, segundo trechos divulgados pela Casa Branca.

A Interpol elegeu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, por 118 votos, o brasileiro Valdecy Urquiza como secretário-geral da organização, segundo a agência oficial russa TASS, que citou a coletiva de Vladimir Kolokoltsev, ministro do Interior da Rússia, em Pequim. Urquiza era diretor de Cooperação Internacional da Polícia Federal brasileira. Fonte: Interpol.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em entrevista à CNN, que Donald Trump “age como imperador” na condução das negociações sobre as tarifas impostas ao Brasil, e afirmou que o governo estuda quais produtos americanos entrariam numa lista de reciprocidade. “É uma forma de governar com a qual não concordo. Ele tem um jeito de governar baseado em ‘sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer’”, disse, segundo a CNN Brasil. Lula afirmou que prefere o diálogo e que não quer uma guerra tarifária, mas que, se não houver acordo, “teremos de tomar providências, pois temos uma lei aprovada por unanimidade em nosso Congresso”. O Brasil notificou Washington em agosto sobre a abertura do processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica, e as duas partes retomaram as conversas sobre as tarifas em 31 de agosto, com base na Seção 301 da legislação americana. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as sobretaxas de 25% e de 12,5% anunciadas em julho atingem, somadas, 23,1% das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Lula está em Nova York e discursa na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram um manifesto pelo multilateralismo às vésperas da Assembleia Geral da ONU, segundo o G1; a AP registra que a semana de abertura reúne líderes com guerra, IA sem regras e choques climáticos na pauta.

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