O governo brasileiro apresentou nesta terça-feira o primeiro roteiro global para a eliminação gradual de combustíveis fósseis, com a tese de que os países podem romper a dependência de carvão, petróleo e gás sem esperar novas tecnologias, segundo o Guardian.
Os documentos não são vinculantes, não trazem prazos nem marcos e deixam a cada país o diagnóstico da própria dependência de fósseis antes de escolher as políticas. Entre as medidas sugeridas estão cortar com urgência a queima e a liberação de gás nos locais de extração, reduzir subsídios a fósseis e ampliar a geração renovável. O roteiro sobre florestas estima a necessidade de cerca de US$ 300 bilhões por ano até 2030 e de US$ 500 bilhões por ano até 2050, contra cerca de US$ 85 bilhões disponíveis por ano atualmente. André Corrêa do Lago, presidente da conferência do clima da ONU (COP30), disse que os roteiros são documentos de implementação e devem ser assumidos pelos ministérios da Fazenda, dos Transportes, da Energia e da Infraestrutura de cada país. O professor Joeri Rogelj, do Imperial College London, afirmou que os roteiros são valiosos, mas não indicam o ritmo de mudança necessário por não trazerem cronograma nem parâmetros-chave.