← Capa

Tema: Argentina

Matérias e notas sobre Argentina.

Fluxo

O papa Leão XIV pediu neste sábado que os povos da América do Sul superem as divisões entre seus países, em celebração na fronteira entre o Uruguai e a Argentina que reuniu dezenas de milhares de pessoas. O pontífice percorreu cerca de 378 km de Montevidéu a Paysandú, cidade que recebeu um papa pela primeira vez. A viagem dura 12 dias e passa por Uruguai, Argentina e Peru até 17 de novembro; no domingo, ele segue para a Argentina, onde se encontra com o presidente Javier Milei. Leão XIV desembarcou no Uruguai na sexta-feira, em Montevidéu, onde foi recebido pelo presidente Yamandú Orsi e discursou na praça da Independência, segundo a Folhapress, em texto publicado pelo Valor.

O papa Leão XIV iniciou nesta sexta-feira sua primeira viagem apostólica à América do Sul, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. A primeira parada é Montevidéu, onde o pontífice permanece de 6 a 8 de novembro, passando também por Paysandú e Florida. A viagem ocorre poucas semanas depois de o papa passar por uma cirurgia para retirar um câncer de pulmão.

O papa Leão XIV começa nesta sexta-feira uma viagem de 6 a 17 de novembro por Uruguai, Argentina e Peru. O roteiro abre pelo Uruguai, país menos católico e mais secular da região, três semanas após a cirurgia de câncer de pulmão que colocou a viagem em dúvida. O itinerário inclui a visita a um bairro afetado pela violência de gangues em Montevidéu e missas em Paysandú, a 375 quilômetros da capital, e na cidade de Florida, a cerca de 100 quilômetros. O pontífice cumpriu o período de convalescença de 14 dias exigido pelos médicos após a cirurgia de 13 de outubro, segundo a chefe de comunicação do Vaticano.

Cerca de 32,3 mil empresas, o equivalente a 6% do total de companhias do país, fecharam na Argentina entre dezembro de 2023 e julho de 2026, segundo levantamento do centro de estudos Fundar. A produção industrial caiu 3,2% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Economistas avaliam que o país provavelmente entrou em recessão técnica no terceiro trimestre de 2026, após dois períodos consecutivos de contração da atividade.

Uma investigação de uma agência de segurança do Brasil, revelada pela CNN Brasil na sexta-feira, aponta que um ex-agente do Mossad naturalizado cidadão dos Estados Unidos ajudou Flávio Bolsonaro a deixar o país descumprindo uma ordem judicial, segundo o Jerusalem Post, que cita a reportagem. De acordo com o jornal, o ex-agente chegou ao Brasil em 19 de outubro e acompanhou o senador de Brasília até a fronteira, atravessando a Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, em uma van; a família seguiu em um jato Gulfstream G400 da companhia argentina Baires Fly, que reabasteceu em Guayaquil e pousou na manhã de quarta-feira no aeroporto executivo de Opa-locka, perto de Miami. O Departamento de Estado havia informado que Flávio e a família receberiam vistos dos Estados Unidos antes da chegada dele a Miami. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o país, e a Polícia Federal (PF) afirmou não ter encontrado registro oficial de saída dele pelos postos de controle fronteiriço. O Itamaraty convocou o representante da Argentina para exigir esclarecimentos sobre o possível envolvimento do governo de Javier Milei, ainda segundo o Jerusalem Post.

O assessor internacional do presidente da República, embaixador Celso Amorim, disse ao UOL que Brasil e Argentina vivem o pior momento da história de suas relações e que o governo de Javier Milei “quebrou o protocolo mínimo para as relações diplomáticas”. Em entrevista ao UOL, Amorim disse que não haverá “bate-boca” com Milei e que o rebaixamento da representação diplomática brasileira em Buenos Aires, e vice-versa, não deve ser revertido no curto prazo. “Olhe, é tudo inédito e péssimo. É o pior momento da relação Argentina-Brasil, mas não por nossa causa. Nós não fizemos nenhuma agressão à Argentina”, afirmou.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil pediu explicações à Argentina na tarde de quinta-feira, depois que o ex-candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro passou pelo país a caminho de Miami, segundo uma fonte diplomática que pediu anonimato por não ter autorização para tratar do assunto publicamente. O diretor do departamento de América do Sul da pasta, João Marcelo, recebeu em uma reunião breve a encarregada de negócios argentina, María Emilia Cortés.

O Itamaraty convocou nesta quinta-feira (29/10) a encarregada de negócios da embaixada argentina em Brasília, a ministra-conselheira Emilia Cortés, para cobrar esclarecimentos sobre a possível participação do governo de Javier Milei na fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos (EUA), com passagem pelo território argentino. A diplomata foi recebida na tarde da mesma quinta-feira pelo chefe do Departamento do Mercosul do Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, em Brasília, segundo o G1. A rota começou na noite de terça-feira (27), quando Flávio e a família entraram na Argentina depois de cruzarem a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

A companhia aérea Baires Fly diz que o voo que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos (EUA) foi pago com US$ 150 mil transferidos da conta de uma empresa em um banco americano para um banco argentino, segundo o The Hindu, em texto da AFP. O intermediário tem passaportes americano e argentino, e o chefe da empresa, Luis Grande, se recusou a revelar a identidade dele. Grande, que falou por telefone da Flórida, disse ter sido contratado por um corretor que conhece há 10 anos e que mora nos EUA: “Fui contratado por um corretor que conheço há 10 anos, que mora nos Estados Unidos”. O New York Times e o Wall Street Journal relataram que o avião teria sido fretado por Jason Miller, assessor de Donald Trump, ainda segundo a reportagem.

Deputados do PT acionaram a Polícia Federal (PF) para investigar quem organizou, financiou e facilitou a saída do senador Flávio Bolsonaro do país, mesmo diante de uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Opera Mundi. Conforme o Brasil de Fato, o senador atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira, e embarcou 40 minutos depois num jatinho particular que fez escala no Equador. Ainda segundo o Brasil de Fato, deputados opositores argentinos acusaram o governo de Javier Milei de ter facilitado a fuga e cobraram o reconhecimento da vitória de Lula.

A deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, disse à Opera Mundi que a oposição apresenta nesta quarta-feira no Congresso um pedido de acesso à informação pública sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina. “É evidente que Milei colaborou”, afirmou a deputada. A Direção Nacional de Migrações informou, na madrugada desta quarta-feira, que Flávio, a esposa e as duas filhas atravessaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira.

O governo argentino confirmou que o senador Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira brasileira na noite de terça-feira (27/10) e embarcou em um avião particular com destino ao Equador, segundo a Opera Mundi. Quarenta minutos depois, às 23h30, o senador, a esposa e as duas filhas embarcaram em Puerto Iguazú em um Gulfstream G400 da empresa Baires Fly, com destino informado a Guayaquil, segundo o Brasil de Fato. De Guayaquil, o jatinho decolou às 6h22 no horário de Brasília, com previsão de chegada ao aeroporto executivo de Opa-locka, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, citado pelo Brasil de Fato.

Flávio Bolsonaro e três familiares foram registrados pela Migração argentina cruzando a fronteira às 22h50 de terça-feira, segundo o G1 – o acréscimo sobre a saída do Brasil, os vistos dos Estados Unidos (EUA) e o cancelamento dos passaportes já publicados no Fluxo. Às 23h30, o grupo embarcou num voo privado da Baires Fly com destino declarado de Guayaquil, no Equador. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aprovaria a ida de Flávio aos EUA: “Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível”.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina fecharam nesta terça-feira (27) um acordo que pode liberar cerca de US$ 900 milhões ao país, segundo o G1. O repasse ainda depende da aprovação do conselho executivo da instituição. O valor faz parte do programa de financiamento de US$ 20 bilhões firmado entre a Argentina e o FMI em 2025 e está ligado à terceira revisão do programa, em que o fundo verifica o cumprimento das metas acertadas com o país. O FMI afirmou que as reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho e que o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano.

O governo da Argentina afirmou nesta terça-feira que não emitirá nenhum reconhecimento à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição brasileira, segundo o Opera Mundi. Na resposta, o governo argumentou que, quando Javier Milei foi eleito em 2023, “não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada”, e que, por enquanto, “não há nenhum comunicado que vamos fazer”, segundo a Carta Capital. O governo disse ainda que comércio e Mercosul não devem ser afetados: “São dois povos irmãos, comercializam, trabalham no Mercosul, não deveria ser afetado”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu que Israel deve apoiar a Argentina na questão das Ilhas Malvinas, segundo o jornal britânico The Telegraph, em relato do Ynetnews. A decisão foi motivada pelas sanções que o Reino Unido impôs há cerca de um mês a assentamentos israelenses, e o jornal ressaltou que a medida equivale a apoio a negociações, sem reconhecimento formal da soberania argentina.

A Argentina declarou cinco grupos criminosos e guerrilhas da América Latina como organizações terroristas, entre eles o cartel mexicano de Sinaloa, segundo a Associated Press (AP). A resolução inclui ainda a Nueva Familia Michoacana, também do México, e o grupo equatoriano Los Tiguerones. A AP registra que a medida segue a política de segurança dos Estados Unidos, principal aliado argentino na região.

Mais de 100 soldados britânicos e reservistas locais treinaram por seis dias nas Malvinas no início de outubro, em um exercício que incluiu uma marcha noturna de aproximadamente 32 quilômetros e uma operação de assalto anfíbio, com desembarque de tropas a partir do mar, segundo o jornal britânico The Times, em texto publicado pelo G1. O presidente argentino, Javier Milei, voltou a afirmar que o território está sob “ocupação estrangeira ilegal” e ameaçou tomar medidas para avançar na disputa.

O chanceler da Argentina, Pablo Quirno, disse que impedir a exploração de petróleo offshore das Malvinas faz parte da estratégia de recuperação pacífica da soberania, em discurso a uma plateia que incluía o embaixador britânico. Quirno acusou o Reino Unido de se recusar a negociar e de avançar com o projeto Sea Lion, na Bacia Norte das Malvinas. Em 28 de setembro, Milei deu ao Reino Unido um prazo de duas semanas para parar o projeto ou enfrentar arbitragem e uma decisão vinculante pelo Anexo VII da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS).

O governo da Argentina lançou um programa de cidadania por investimento, apresentado pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de Gabinete, Diego Santilli, durante o evento Argentina Week, em Paris, com inscrições a partir do quarto trimestre de 2026, segundo a DW. Em nota, o Ministério da Economia disse que o anúncio integra a abertura internacional do país e reformas para atrair capital.

O presidente da Argentina, Milei, ameaçou lançar uma contestação legal contra o governo britânico caso não seja interrompida a exploração de petróleo na costa das Ilhas Malvinas, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC). Milei disse ter instruído a chancelaria e as equipes jurídicas a iniciar um processo de arbitragem contra o Reino Unido pelo que chamou de saque ilegal de recursos por meio do projeto Sea Lion, na bacia Norte das Malvinas, segundo a France 24. As empresas do projeto, a israelense Navitas e a britânica Rockhopper, rejeitaram as ameaças argentinas e afirmaram ter licenças de exploração válidas emitidas pelo Reino Unido.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link