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Tema: Cibersegurança

Fluxo

O ministro das Relações Exteriores e vice-premiê da Itália, Antonio Tajani, disse que seus dados pessoais foram publicados na dark web por hackers que identificou como pró-Rússia, em texto da Reuters republicado pelo The Hindu, ligando o ataque ao apoio do governo italiano à Ucrânia. Segundo Tajani, em publicação no X, “apoiar de forma transparente a liberdade e a independência de um Estado soberano” o tornou alvo, e os hackers buscam mais informações sobre ele e sua família e estão dispostos a pagar por elas. Imagens vistas pela Reuters mostram a foto do ministro numa lista de 18 “cidadãos hostis à Federação Russa”, que também inclui especialistas em cibersegurança. Moscou não comentou o episódio.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse neste sábado que seus dados pessoais estão sendo disseminados na dark web, expondo ele e a família a “novas ameaças e intimidação”, e que os criminosos estão dispostos a pagar por outros detalhes sobre ele e seus familiares. Ameaças de bomba falsas atingiram voos na Europa em número incomum para um período tão curto, na esteira de outras perturbações no continente, e nenhum artefato suspeito foi encontrado, sem feridos. As autoridades ainda não atribuíram as ameaças a nenhum grupo ou Estado, em meio a alertas de que a Rússia pode estar ampliando suas chamadas ameaças híbridas na Europa; especialistas em segurança devem se reunir em Bruxelas na próxima semana para discutir medidas contra os trotes.

O banco francês Crédit Mutuel Arkéa foi alvo de um ataque cibernético na quarta-feira no qual hackers converteram mais de € 100 milhões em criptomoeda, com transferências para outras contas que não tocaram em fundos de clientes. Daniel Baal, presidente da Confederação Nacional do Crédit Mutuel, disse à France 5 que o banco já recuperou parte do dinheiro, sem detalhar quanto. O valor exato desviado é estimado em € 118 milhões, segundo o jornal Le Télégramme. Ataques cibernéticos atingiram supermercados de ao menos nove países europeus nesta semana, e a União Europeia alertou para uma tentativa deliberada de desorganizar o abastecimento alimentar.

O Financial Times revelou que o governo dos Estados Unidos (EUA) preparou neste ano um memorando citando informações de inteligência de que o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, teria tido um envolvimento amoroso com Alice Huang, executiva da Megaspeed, cliente sediada em Singapura da fabricante de chips. Segundo o jornal, a comunidade de inteligência dos EUA avalia que Alice Huang foi recrutada pelo Ministério da Segurança do Estado chinês, conforme pessoas a par do memorando. O documento circulou entre um grupo pequeno de altos funcionários pouco antes de uma viagem de Trump a Pequim para um encontro com Xi Jinping. A revelação ocorreu um dia depois de parlamentares republicanos de comissões da Câmara sobre China, relações exteriores e inteligência pedirem que Huang deponha a portas fechadas. A Megaspeed está sob escrutínio das autoridades americanas por suspeitas de contrabandear chips avançados da Nvidia para a China, e uma investigação interna da Nvidia concluiu não haver indícios de irregularidade.

A Mirae Asset Securities, maior corretora da Coreia do Sul, informou que dados pessoais de cerca de 39 mil clientes e funcionários vazaram. O acesso externo não autorizado ocorreu na quarta e na quinta-feira e atingiu o serviço de login com autenticação por telefone no site móvel e o sistema interno da corretora. Vazaram números de conta de cerca de 3.800 clientes e dados de mais de 35 mil empregados atuais e antigos e prestadores de serviço, incluindo nomes, matrículas, e-mails, celulares e senhas. Segundo a Comissão de Serviços Financeiros, mais de 470 mil registros de dados pessoais vazaram de 37 empresas do setor financeiro no último mês, com prejuízo estimado em 1 bilhão de won (US$ 745 mil).

Clientes do Binance sacaram US$ 3,6 bilhões da exchange quando ela reabriu no domingo, depois do que é tido como o maior hack da história. O Federal Bureau of Investigation (FBI) e outras instituições atribuíram o ataque à Coreia do Norte. Segundo o Binance, um ataque de US$ 6,3 bilhões começou com uma falsa entrevista de emprego e foi uma campanha construída ao longo de meses contra funcionários e sistemas internos da exchange. A empresa disse que cerca de US$ 2,85 bilhões foram congelados, que cerca de 98% dos tokens afetados foram repostos com recursos próprios e que 57 tentativas suspeitas de ligação com a Coreia do Norte foram bloqueadas neste ano.

O Health-ISAC, grupo de compartilhamento de informações do setor de saúde, emitiu um alerta depois que relatos sobre um suposto ataque ao Estabelecimento Francês do Sangue (EFS) começaram a circular na imprensa francesa. Segundo os relatos reunidos no boletim, o alvo foi a Coolworld, contratada de manutenção do EFS, na noite de 1º para 2 de novembro, numa tentativa de aquecer freezers que guardam amostras de sangue de doadores. O pico de temperatura foi detectado a tempo e a equipe interveio antes que os produtos fossem comprometidos, ainda segundo os relatos. O próprio Health-ISAC registrou que nenhum site oficial de governo havia publicado comunicado que comprovasse o ataque até a emissão do alerta. O Estabelecimento Francês do Sangue foi vítima de um ciberataque nesta semana, que deu acesso aos sistemas de controle das instalações e permitiu alterar a temperatura das câmaras de armazenamento; em todos os casos os alarmes dispararam. O Centro Nacional de Sangue da Itália pediu que as unidades transfusionais do país elevem o nível de vigilância depois dos ataques na França.

Os sistemas ocidentais de comunicação por satélite Starlink e OneWeb são usados para desestabilizar a situação sociopolítica em países soberanos, segundo o Conselho de Segurança da Rússia. Para o órgão, o risco principal é a expansão ativa dos dois serviços em países interessados em digitalização acelerada das economias nacionais. O presidium do conselho científico-expert do Conselho de Segurança se reuniu para tratar do uso de um sistema nacional de órbita baixa e de acesso à internet na segurança da informação do país.

Os Estados Unidos sancionaram quatro pessoas e 41 entidades ligadas ao Prince Group, organização criminosa transnacional sediada no Camboja que Washington acusa de operar esquemas de fraude online em larga escala contra vítimas nos Estados Unidos e no mundo, medidas anunciadas em 5 de novembro pelo Departamento de Estado e implementadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Tesouro. A embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi disse que centenas de quenianos foram resgatados de centros de golpes no Sudeste Asiático em 2026 e que as sanções miram as organizações criminosas que traficam quenianos e outras pessoas para trabalho forçado nesses centros.

O governo do Japão deve apresentar um pacote emergencial de cibersegurança em uma reunião ministerial que pode ser convocada já nesta sexta-feira, e vai montar uma equipe para simular ciberataques com inteligência artificial (IA) para identificar falhas em sistemas tecnológicos, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Kelo. Tóquio também vai estudar formas de obter informações sobre vulnerabilidades graves de software antes da divulgação pública, para acelerar a resposta de órgãos públicos e de operadores de infraestrutura crítica, segundo o Nikkei. A decisão segue uma onda de ataques cibernéticos que o Japão acredita terem sido auxiliados por IA e a falhas críticas na linguagem PHP divulgadas em outubro, que derrubaram sites em vários países.

Os militares dos Estados Unidos (EUA) ampliaram a presença de cibersegurança no Havaí e criaram um centro regional para detectar ameaças e interrupções nas redes de comunicação do Pacífico, medida voltada a proteger as redes de cabos submarinos. O coronel Michael Hlad, chefe do comando de campo da Agência de Sistemas de Informação de Defesa (DISA) no Pacífico, disse que o novo centro eleva em cerca de 20% o número de pessoal no quartel-general do comando. O general de brigada Michael Smith afirmou que efetivos foram transferidos de Maryland para o Havaí para dar um nível adicional de defesa cibernética no teatro, na iniciativa Forças de Defesa Cibernética do Pacífico.

O Crédit Mutuel Arkéa confirmou na quarta-feira (4) ter sido alvo de um ataque cibernético que permitiu a realização de operações fraudulentas, e o Ministério Público de Paris abriu inquérito em 4 de novembro após uma queixa do banco. Segundo o banco, os invasores entraram por meio da plataforma de um prestador externo de serviços e iniciaram transferências fraudulentas da própria conta da instituição para outras instituições financeiras. O grupo afirmou que as contas dos clientes não foram acessadas, e que a poupança e os depósitos dos correntistas estão a salvo. O inquérito está a cargo da unidade francesa especializada em cibercrime, a OFAC, e apura a suspeita de atuação de um grupo criminoso organizado. A Arkéa descartou que a subsidiária online Fortuneo tenha servido de porta de entrada e disse que parte do dinheiro já foi bloqueado. O jornal Le Télégramme e o portal CoinDesk noticiaram que até 118 milhões de euros podem ter sido desviados.

O Estabelecimento Francês do Sangue (EFS) informou que limiares de temperatura e degelo foram elevados a níveis extremamente altos em três de seus centros de armazenamento de plasma na segunda-feira, atingidos por meio de um fornecedor de equipamentos de refrigeração. A agência afirmou que nenhum produto sanguíneo foi perdido e que os sistemas de monitoramento e alarme detectaram as anomalias rapidamente, permitindo que a equipe agisse para que nenhum produto ou amostra fosse comprometido. Geladeiras e freezers de supermercados em sete países europeus apresentaram falhas, com termostatos elevados remotamente em alguns casos até 50 °C, e a União Europeia condenou o que chamou de tentativa deliberada de desorganizar a cadeia alimentar e abalar a confiança dos consumidores nela. Segundo a Euronews, o ataque atingiu cerca de cem supermercados na Suécia, Bélgica, Luxemburgo, Estônia e Irlanda e ao menos quatro lojas Coop na Itália, três em Catânia e uma em Palermo.

O Centro de Coordenação de Crimes Cibernéticos da Índia (I4C) afirmou, em aviso divulgado na quarta-feira, que os ataques têm motivação financeira e são realizados com o auxílio de agentes de inteligência artificial, levando a comprometimento em velocidade de máquina. A agência nomeou quatro ferramentas usadas nos ataques – ARTEX, PentAGI, Cairn e CyberStrikeAI – e pesquisadores de segurança ligaram ao menos duas delas à China, segundo a Reuters, em texto republicado pela rádio WMBD. Segundo a CrowdStrike, a ferramenta chinesa ARTEX vem sendo usada em ataques a bancos sul-coreanos desde o fim de setembro e foi empregada por um grupo ligado à China em campanha contra mais de 200 organizações em ao menos 14 países.

Em texto reproduzido pelo iSec News, a AFP apurou que as transações fraudulentas no Crédit Mutuel Arkéa foram estimadas em cerca de €100 milhões, valor não confirmado pelo banco, e que o Ministério Público de Paris abriu investigação sobre o caso. O jornal Le Télégramme noticiou o desvio de €118 milhões, e o banco disse ao Le Parisien que parte dos fundos foi congelada e que o valor ainda estava sendo avaliado.

Várias unidades regionais do Estabelecimento Francês do Sangue (EFS) foram afetadas em 2 de novembro por um incidente cibernético que atingiu sistemas de monitoramento e controle de câmaras frias, segundo o Ministério da Saúde da França. A situação está sob controle e a segurança dos estoques de sangue foi preservada graças aos sistemas de monitoramento e alarme – não houve impacto sanitário nem perda de hemoderivados, disse o EFS, e coleta e entregas a hospitais seguem normais. Hackers acessaram unidades de controle de refrigeradores com amostras de sangue e as programaram para elevar a temperatura a 110°C, segundo a imprensa local. O incidente seguiu ataques que forçaram lojas de oito países europeus a descartar grandes quantidades de alimentos depois que hackers adulteraram seus refrigeradores na segunda-feira.

Empresas japonesas sofreram 239 ataques de ransomware de janeiro a outubro, mais que o dobro do total de 2021, segundo levantamento da empresa de segurança Macnica. A contagem da Macnica, sediada em Yokohama, inclui ataques sem criptografia de dados e já supera os 228 casos de todo 2025, novo recorde anual. Entre 100 empresas japonesas ouvidas pela Proofpoint, a taxa de infecção por ransomware saltou a 73% em 2025, ante 38% na pesquisa de 2023, a maior alta entre 11 países comparáveis – e cerca de 40% das organizações que pagaram resgate não recuperaram dados nem acesso após um único pagamento, com novas exigências em muitos casos.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, defende a criação de uma agência centralizada de cibersegurança depois que dados de passaporte e informações pessoais de 168 pessoas, incluindo o presidente, a mulher dele e altos funcionários de segurança, ficaram acessíveis on-line por quase cinco meses, segundo o South China Morning Post (SCMP). Especialistas em tecnologia alertam que criar uma nova organização não resolve o problema mais profundo de acomodação, com empresas e órgãos públicos tratando segurança cibernética mais rígida como despesa desnecessária até ocorrer um incidente grave.

Um incidente de cibersegurança alterou os parâmetros de funcionamento de câmaras frias em instalações de supervisão e comando de três unidades regionais do Estabelecimento Francês do Sangue (EFS), na segunda-feira. Segundo o Le Canard Enchaîné, as câmaras que guardam amostras de doadores a -30 °C foram programadas para 110 °C. A EFS afirmou que nenhum impacto sanitário foi identificado e que não há perda de produtos sanguíneos a declarar. A Coolworld, empresa de refrigeração que atende a EFS, disse que apenas um número limitado de unidades foi afetado, por um software de monitoramento remoto que dependia de um componente de terceiro. O caso veio pouco depois de uma onda de ataques presumidos a refrigeradores e congeladores de supermercados de uma dúzia de países europeus, entre eles a França; até agora não se sabe se há vínculo entre os episódios.

Autoridades francesas informaram que um ciberataque a vários bancos de sangue tentou elevar a temperatura a níveis extremos e foi contido antes de causar danos a produtos ou amostras. O Estabelecimento Francês do Sangue (EFS) afirmou que “limites de temperatura e de degelo foram elevados a níveis extremos” na segunda-feira em três de seus locais de armazenamento de plasma, e que não houve consequências sanitárias nem perda de hemoderivados. O ataque atingiu um fornecedor de equipamentos de refrigeração de três unidades do EFS. A agência nacional de cibersegurança da França e o Ministério da Saúde investigam o caso. O episódio ocorre após supermercados de vários países europeus relatarem que suas geladeiras e freezers esquentaram depois de serem tomados remotamente, com toneladas de alimentos perdidas e prejuízo total de milhões de dólares.

O banco francês Crédit Mutuel Arkéa, sediado na Bretanha, confirmou ter sofrido um ciberataque detectado por seus serviços. A direção disse ter tomado “a decisão de suspender temporariamente algumas transações a fim de proteger as operações e prevenir qualquer novo movimento fraudulento”. O jornal Le Télégramme aponta o desaparecimento de 133 milhões de dólares (118 milhões de euros), valor que o banco não confirma, e o Le Monde noticiou o ataque com perdas estimadas em 118 milhões de euros.

Segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Boston Globe, as Forças Armadas da Indonésia enviaram mais de 20 mil militares e agentes a Jacarta durante a investigação de uma suposta operação ilegal de grampo contra o presidente. O efetivo total chegou a 20.980 pessoas, segundo o vice-almirante Yayan Sofiyan. A polícia identificou como suspeitos os generais Listyo Sigit Prabowo, Ahrie Sonta Nasution e Eko Hadi Santoso, detidos no domingo. Há alegações de que o presidente, ministros, políticos, jornalistas, líderes da sociedade civil e empresários foram alvo de vigilância não autorizada. Os suspeitos também são acusados de ordenar, no fim de outubro, a exclusão de arquivos com as comunicações interceptadas.

Hackers elevaram a temperatura de sistemas de refrigeração de supermercados na Alemanha, na Romênia e no Reino Unido, elevando a ao menos 11 o número de países europeus afetados – após problemas na segunda-feira em Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Suécia –, e a União Europeia (UE) afirmou que não são incidentes isolados, prometendo resposta coletiva sem apontar culpados, enquanto o motivo segue desconhecido e ninguém reivindicou a autoria.

Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, negou que a Coreia do Norte esteja por trás do roubo recorde de US$ 6,3 bilhões da corretora Binance e chamou a acusação de “retórica absurda”. O FBI, o Serviço Secreto e analistas de segurança cibernética dos Estados Unidos atribuem o ataque à Coreia do Norte e o descrevem como o maior da história. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale, a declaração saiu pela agência estatal KCNA, e Kim disse não haver necessidade de se sentar com “pessoas tão pouco confiáveis e hostis”, enquanto a Elliptic contabilizou cerca de US$ 2,85 bilhões congelados ou apreendidos de recursos que passaram por cerca de 12 mil carteiras e 40 mil transações em 11 blockchains.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, negou a acusação do FBI de que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em criptoativos da Binance e disse não ver “necessidade” de diálogo com Washington. Em comunicado publicado pela agência oficial KCNA na quarta-feira, a dirigente do partido afirmou que a acusação revela a “política hostil” dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte. A recusa ocorre em meio a especulações sobre uma possível cúpula entre Donald Trump e Kim Jong Un ainda neste mês. Trump disse em agosto que queria encontrar o líder norte-coreano ainda neste ano, e Pyongyang não respondeu à oferta.

A Binance afirmou que hackers usaram entrevistas de emprego falsas e uma ferramenta de inteligência artificial interna comprometida para invadir seus sistemas e drenar US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. Um engenheiro foi instruído a baixar um malware disfarçado de “tarefa” durante a segunda entrevista, e o código usou técnicas de ofuscação para escapar da detecção. As agências que investigam o caso apontaram indícios de que o ataque foi orquestrado pela Coreia do Norte, e Pyongyang negou nesta terça-feira envolvimento no roubo. A exchange congelou US$ 2,85 bilhões em ativos e repôs cerca de 98% dos tokens afetados com recursos próprios.

Um vazamento sem precedentes expôs dados pessoais do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, da primeira-dama Kim Hea Kyung e de assessores, seguranças e jornalistas que os acompanharam em viagens ao exterior. O vazamento, revelado pela emissora KBS na segunda-feira, expôs dados sensíveis de 168 pessoas que estavam a bordo do avião presidencial ao longo de cerca de cinco meses, incluindo números e datas de emissão de passaportes. O governo abriu investigação, decidiu reemitir os passaportes do presidente e da primeira-dama, e a Casa Presidencial ordenou uma revisão ampla dos protocolos de segurança em viagens presidenciais. O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano examina a hipótese de que o arquivo tenha saído de seu setor de protocolo, responsável pela lista de passageiros do avião presidencial.

Uma série de ciberataques atingiu redes de supermercados em ao menos 10 países europeus na segunda-feira, e autoridades da União Europeia (UE) alertaram para uma tentativa deliberada de desorganizar a cadeia de abastecimento alimentar. Foram registrados problemas na Bélgica, na Estônia, na Finlândia, na Irlanda, na Itália, em Luxemburgo, nos Países Baixos, em Portugal, na Alemanha e na Suécia, e o aumento das temperaturas nos freezers, que segundo relatos chegaram a 50°C, obrigou o comércio a descartar alimentos. O comissário europeu de Alimentação e Agricultura, Christophe Hansen, disse que o bloco leva os incidentes muito a sério e advertiu para novas interrupções no futuro. Na Bélgica, dezenas de lojas relataram falhas de refrigeração e o Ministério Público federal abriu investigação.

O governo italiano realizou nesta terça-feira reunião de emergência com chefes de inteligência depois dos ciberataques a sistemas de refrigeração de supermercados em pelo menos nove países europeus, segundo a AFP, em texto publicado pela RFI. Supermercados na Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Suécia relataram problemas de refrigeração que forçaram redes a descartar alimentos depois da alta da temperatura. Na Itália, o subsecretário de gabinete Alfredo Mantovano convocou a reunião com a inteligência e a Agência Nacional de Cibersegurança, que emitiu orientação técnica para varejistas. O comissário europeu de Alimentação e Agricultura, Christophe Hansen, disse que o bloco leva os incidentes “muito a sério” e os descreveu como uma tentativa deliberada de desorganizar a cadeia alimentar e abalar a confiança dos consumidores nela. O porta-voz da rede Coop na Suécia, Carlos Cancinos, disse que não houve novos ataques na madrugada e que as lojas afetadas voltaram ao funcionamento normal. Segundo ele, os equipamentos de refrigeração atingidos estavam conectados a “redes 4G antigas”.

Um ciberataque suspeito atingiu supermercados em ao menos nove países europeus na segunda-feira, e a União Europeia (UE) falou em tentativa deliberada de desorganizar a cadeia alimentar do bloco. O comissário europeu de Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, afirmou que os incidentes são “uma tentativa deliberada de desorganizar nossa cadeia de abastecimento alimentar e minar a confiança dos consumidores”. O Ministério Público de Paris contou cerca de 700 vítimas no ataque de outubro contra supermercados franceses, e cerca de 40 supermercados Delhaize na Bélgica e em Luxemburgo foram afetados, além de um número menor de lojas na Suécia, Irlanda, Países Baixos, Estônia e Finlândia.

O ataque à Binance começou na madrugada de 29 de outubro e, em cerca de 20 minutos, resultou no maior hack de criptomoedas da história, com mais de 6 bilhões de dólares roubados, e até 2 de novembro a empresa havia reposto 100% do valor aos clientes. A empresa assegurou ativos equivalentes a cerca de 95% dos 6,3 bilhões de dólares roubados, após saques líquidos de 3,6 bilhões nas primeiras nove horas, cerca de 2% dos 171 bilhões sob gestão, enquanto emissoras de stablecoins congelaram cerca de 3 bilhões dos fundos afetados. A investigação preliminar aponta para um laptop comprometido de um engenheiro, que pode ter permitido transações de saque não autorizadas. O Federal Bureau of Investigation (FBI) declarou dois dias após o ataque que a Coreia do Norte era responsável pelo roubo, atribuído por firmas de segurança ao grupo TraderTraitor.

A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, classificou como “grave provocação política” a acusação do Federal Bureau of Investigation (FBI) de que Pyongyang roubou US$ 6 bilhões da plataforma de criptomoedas Binance, em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA. O FBI atribui o roubo ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte. Kim disse que a alegação é “retórica absurda e nada nova”, citando acusações anteriores dos Estados Unidos sobre o grande ataque hacker à Bybit no ano passado.

O escritório federal de cibersegurança da Alemanha (BSI) informou no fim de semana que deputados do Bundestag, o parlamento alemão, e outras figuras públicas não identificadas receberam avisos da Apple de que podem ter sido alvo de ataques cibernéticos. O porta-voz do governo, Stefan Kornelius, disse, segundo o Financial Times, que Berlim “leva o incidente e o aviso muito a sério”, mas não disse quem no governo federal foi visado nem se o chanceler Friedrich Merz estava entre os alvos. A Apple não atribui os ataques a governos específicos nem afirma se o telefone de alguém foi de fato comprometido. Por isso, o BSI orientou que quem receber a notificação de ameaça “deve supor que seu aparelho pode ter sido comprometido”.

A União Europeia (UE) tratou como tentativa deliberada de perturbar a cadeia alimentar do bloco o ataque cibernético que atingiu ajustes de refrigeração de freezers de supermercados em ao menos oito países, entre eles Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo e Países Baixos. A Direção Nacional de Cibersegurança de Israel alertou redes de varejo, empresas de alimentos e centros logísticos do país por causa da onda de ataques, e um varejista relatou freezers a 50 graus Celsius.

Ucrânia e Rússia disseram que seus aplicativos de alerta de emergência foram hackeados durante a noite, enviando à população avisos falsos sobre ataques aéreos, químicos e nucleares iminentes. Na Ucrânia, um dos alarmes dizia que a Rússia havia lançado um míssil hipersônico Oreshnik, capaz de carregar ogiva nuclear, e que um alerta nuclear havia sido declarado.

Cadeias de supermercados na Suécia, na Bélgica e em Luxemburgo disseram que as temperaturas de refrigeradores e freezers de dezenas de lojas subiram durante a madrugada, o que levantou temores de um ataque cibernético semelhante ao que causou milhões de euros em perdas de alimentos na França. Na Suécia, a rede Coop disse ao diário Aftonbladet que seis de suas lojas foram afetadas, e a ICA afirmou que um “número limitado” de lojas teve os sistemas de refrigeração e congelamento atingidos.

Dezenas de supermercados na Bélgica e na Suécia foram atingidos por um suspeito ataque cibernético que afetou refrigeradores e freezers, segundo a BBC. Na Bélgica, cerca de 40 lojas Delhaize e 15 Carrefour foram afetadas; na Suécia, unidades das redes ICA e Coop, e treze lojas SuperValu na Irlanda. Milhares de euros em alimentos tiveram de ser descartados, segundo relatos da mídia local, e uma loja da ICA na Suécia disse que as temperaturas de seus freezers foram ajustadas para 50ºC.

A Rússia e a Ucrânia relataram ciberataques contra seus aplicativos de alerta de emergência, com hackers enviando avisos falsos de ameaças nucleares, químicas e de radiação a usuários de celular. Na Rússia, o aplicativo do ministério de situações de emergência sofreu um ataque massivo que resultou na disseminação de informações falsas ao público, segundo a Reuters, que citou a agência estatal TASS. O alerta falso enviado ao aplicativo russo dizia que ogivas nucleares montadas em P1-Suns, um drone de ataque ucraniano, tinham sido lançadas contra todas as regiões da Rússia.

A Binance retomou no domingo os saques de bitcoin e de outras criptomoedas depois do roubo recorde de cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos de suas carteiras quentes e afirma que 90% dos ativos roubados dos usuários estão cobertos, segundo a CNBC. Os 10% restantes dos tokens são menos líquidos, o que pode tornar a recompra mais demorada, disse a empresa em publicação no X no sábado. A Binance afirmou que vai absorver o impacto financeiro dos fundos roubados e que os usuários não arcarão com o prejuízo.

O Federal Bureau of Investigation (FBI) atribuiu à Coreia do Norte o roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da corretora Binance por volta de 29 de outubro, segundo comunicado do próprio órgão. O FBI disse que o ataque foi ligado à “atividade cibernética maliciosa” de uma entidade conhecida como TraderTraitor, a mesma por trás do roubo de US$ 1,5 bilhão da Bybit no ano passado, segundo a Associated Press (AP). A Binance disse no sábado que repôs 90% do valor roubado usando dinheiro da própria empresa para comprar novos tokens, segundo a Al Jazeera.

O FBI atribuiu à Coreia do Norte o roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da corretora Binance por volta de 29 de outubro e identificou a operação como TraderTraitor, dizendo ter observado os hackers converterem os ativos roubados principalmente em Ethereum, segundo a agência sul-coreana Yonhap, que divulgou o comunicado. A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, disse à BBC ter coberto 90% dos US$ 6,3 bilhões em ativos roubados no ataque de quinta-feira. Os 10% restantes são tokens menos líquidos e podem demorar mais para serem obtidos nas quantidades necessárias, acrescentou a empresa.

Hackers atribuídos à Coreia do Norte roubaram ao menos 6,3 bilhões de dólares em criptomoedas das carteiras da Binance e cerca de metade desse valor foi congelada conforme os ativos roubados atravessavam diferentes blockchains, segundo pesquisadores de segurança citados pelo TechCrunch. O ataque de quinta-feira à Binance foi muito provavelmente obra do grupo norte-coreano TraderTraitor, que retirou ativos digitais da corretora em dez redes blockchain, a maior parte em cerca de 20 minutos, segundo a TRM Labs, em informações publicadas pelo Korea Herald. A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, suspendeu todos os depósitos e saques enquanto a investigação da invasão continua.

A Binance afirmou ter congelado cerca de metade dos US$ 6,3 bilhões roubados em um ataque hacker que classificou como “complexo”, segundo a BBC. O caso é tido como o maior roubo do tipo já registrado, superando o ataque de US$ 1,5 bilhão à corretora Bybit em 2025. A emissora informou também que várias empresas de análise ligaram o ataque a uma unidade de hackers da Coreia do Norte.

Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, no maior roubo de criptoativos da história, segundo a Reuters. A corretora informou que os depósitos e saques estão suspensos e cerca de US$ 3 bilhões em fundos foram congelados, após o incidente de segurança, segundo a Al Jazeera. A firma de investigação de blockchain TRM Labs disse ter alta confiança de que o ataque foi orquestrado pelo grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, segundo a Euronews.

A Cursor informou que uma versão adulterada da extensão Anthropic.claude-code 2.1.313 ficou disponível no seu marketplace de extensões entre cerca de 2h27 e 13h35 no horário do Pacífico de 29 de outubro, atingindo no máximo 5 mil usuários. Segundo a empresa, a extensão executa código malicioso que coleta dados do computador hospedeiro e tenta instalar um backdoor SSH persistente, com chave controlada pelo atacante, serviço SSH local ativado e túnel reverso. A Cursor disse ter removido a versão maliciosa e bloqueado sua distribuição, além de desligar o marketplace por precaução, e afirmou que o servidor do atacante está fora do ar e que não há evidência de outras versões da extensão afetadas; a Reuters registrou a remoção e o bloqueio.

O Pentágono trata como suspeita de ataque hacker a onda de panes misteriosas em freezers que estragaram alimentos em bases militares dos Estados Unidos em agosto, segundo quatro autoridades familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters, em texto publicado pelo US News. Uma dessas autoridades disse que investigadores militares americanos estão em contato com colegas franceses sobre um ciberataque semelhante a freezers comerciais que desorganizou supermercados na França no início deste mês. Hackers são suspeitos de adulterar as temperaturas de freezers em seis comissariados militares – as lojas de alimentos e produtos domésticos isentas de impostos do Exército americano –, o que estragou comida, segundo o Hindustan Times.

A Binance afirmou que investiga um “potencial problema de segurança” em sua plataforma de negociação e que os fundos dos usuários estão seguros, segundo a CNBC. A exchange, a maior do mundo por volume diário de negociação, não confirmou até a publicação da reportagem que tenha sofrido um exploit. O CEO da Circle, Jeremy Allaire, disse na noite de quinta-feira que a empresa congelou mais de US$ 800 milhões em USD Coin ligados ao incidente, e o CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que sua empresa congelou mais de US$ 1,5 bilhão da própria stablecoin. A provedora de dados Arkham Intelligence vinculou quase US$ 6 bilhões em ativos digitais – incluindo bitcoin, ether, solana e várias stablecoins – a 55 endereços de carteira que relaciona ao possível exploit. O bitcoin caiu mais de 3% e passou a ser negociado abaixo de US$ 80 mil após as declarações dos executivos, segundo a NBC News.

O Pentágono trata a série de panes misteriosas em freezers que estragaram comida em bases militares dos Estados Unidos em agosto como suspeita de ataque hacker, segundo quatro autoridades a par do assunto ouvidas pela Reuters. Investigadores militares americanos estão em contato com colegas franceses sobre um ciberataque semelhante contra freezers comerciais que interrompeu supermercados na França no início deste mês, segundo uma dessas autoridades.

A operação Serengeti III, coordenada pela Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL), levou à prisão de 1.462 suspeitos e à recuperação de 105 milhões de dólares, segundo a Kaspersky, em texto publicado pela AllAfrica. A ação reuniu 20 países africanos e os Estados Unidos e durou de 29 de junho a 31 de agosto de 2026. Os investigadores financeiros estimam em 385 milhões de dólares as perdas ligadas a essas atividades criminosas e identificaram cerca de 66 mil vítimas visadas, com quase 11 mil redes maliciosas neutralizadas.

A Autoridade Nacional de Segurança da Noruega (NSM) elevou o risco cibernético do país para “alto”, o segundo mais alto da escala, citando a deterioração da situação de segurança e os acontecimentos dos últimos meses. Segundo Haugstoyl, da NSM, as empresas têm horas, não dias ou semanas, para fechar vulnerabilidades conhecidas.

O site da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos (FEC) foi alvo de um hacker ou de hackers, o que interrompeu o sistema de registros eletrônicos da agência a uma semana das eleições de 3 de novembro, segundo um e-mail visto pela Reuters e publicado em texto republicado pelo Denver Gazette. Em nota, a comissão disse que “neste momento, o sistema de registro eletrônico da FEC está fora do ar e nossa equipe de TI está trabalhando ativamente para restaurar o serviço”.

O endereço de e-mail parlamentar da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, foi um dos atingidos no ciberataque massivo aos sistemas de tecnologia da Câmara dos Deputados nos últimos dias, ao lado de contas de outros parlamentares, segundo a ANSA.

O presidente-executivo do GMO Internet Group, Masatoshi Kumagai, admitiu no domingo à noite que engenheiros da própria empresa já haviam apontado problemas de segurança antes do acesso não autorizado ao serviço de câmbio que ela opera e que a resposta da companhia às preocupações foi insuficiente, segundo a Kyodo News. A primeira-ministra Sanae Takaichi e ministros do gabinete se reúnem na noite desta segunda-feira para tratar de planos de cibersegurança, em meio a vazamentos de dados e uso indevido, segundo o porta-voz do governo.

Cerca de 421 mil e-mails internos da AfD estão disponíveis para download num site, num conjunto que vai deste outono até 2014 e inclui mensagens atribuídas à presidente do partido, Alice Weidel, à vice-presidente Beatrix von Storch e aos ex-presidentes Jörg Meuthen e Alexander Gauland. A AfD disse ao taz que houve um “ataque hacker” em setembro de 2026 contra um provedor de hospedagem do partido, no qual “partes de algumas poucas” caixas postais foram copiadas ilegalmente.

O Serviço Mundial da BBC identificou 56 páginas no Facebook que, entre meados de setembro e meados de outubro, publicaram ao menos 90 anúncios políticos pagos antes da eleição parlamentar antecipada na Sérvia, mirando o movimento estudantil e com acusações sem comprovação contra opositores. Todos os anúncios foram pagos em leu romeno, somando ao menos 29.437 lei até 16 de outubro, embora a lei sérvia proíba recursos estrangeiros em propaganda política, e ao menos três foram pagos por uma empresa da Romênia, segundo a BBC.

A Sagawa Express, empresa japonesa de entregas de encomendas, disse que até 53,23 milhões de registros com informações pessoais podem ter vazado após um acesso não autorizado ao seu sistema de rastreamento, segundo a Xinhua. Entre os dados potencialmente comprometidos estão nomes, endereços e telefones de remetentes e destinatários, além de e-mails cadastrados no serviço de associação Smart Club, em remessas de 21 de junho a 30 de setembro. A empresa disse que não houve exposição de dados de cartão de crédito nem de senhas de acesso ao rastreamento, e que o número inclui muitas duplicatas, sem representar a quantidade de pessoas atingidas.

O secretário de Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, disse que o país deve se preparar para a ameaça de “terrorismo patrocinado por Estados” por potências hostis que miram a infraestrutura cotidiana, dentro de uma conversa nacional sobre resiliência diante de emergências, segundo o The Guardian. Ele afirmou nesta quinta-feira que o público deve considerar como responder a riscos de guerra híbrida, como ataques cibernéticos que podem derrubar sistemas de pagamento usados por empresas ou fazer cadeias de suprimento entrarem em colapso.

Falhas na linguagem de programação PHP permitiam que atacantes assumissem o controle de servidores afetados sem autenticação e roubassem dados sensíveis, e os desenvolvedores da plataforma lançaram na quarta-feira correções para vulnerabilidades que estavam no software havia anos, segundo a BBC. No Reino Unido, 32 serviços do governo ficaram fora do ar e quatro parcialmente indisponíveis enquanto o trabalho de correção era realizado, disse um ministro, segundo o Guardian.

Vulnerabilidades encontradas na linguagem de programação PHP, voltada principalmente para servidores, fizeram o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão suspender temporariamente o site do seu sistema de divulgação de informações por precaução, segundo a Kyodo News. O site lista contatos e detalhes de serviços de prestadores de cuidados de longa duração em todo o país. A agência governamental Innovation Platform Agency diz que as correções serão liberadas pelo desenvolvedor ainda nesta quarta-feira. Segundo uma organização europeia de pesquisa, o PHP é usado por 69,3% dos sites no mundo cuja linguagem de servidor é conhecida.

O telefone do reitor da Universidade de Belgrado, Vladan Djokic, foi infectado em 2026 com o spyware Pegasus, do grupo NSO, segundo um relatório da fundação SHARE noticiado pelo CyberScoop. Djokic é uma figura proeminente no movimento de protestos estudantis do país, e o advogado Rade Bajic, da Procuradoria para o Crime Organizado da Sérvia, também foi alvo, segundo a pesquisa.

Carros de fabricação chinesa filmaram informações sensíveis durante um exercício militar norueguês, incluindo códigos de acesso a instalações seguras e a movimentação de oficiais, o que levantou preocupações sobre os riscos representados pelos veículos conectados, segundo o South China Morning Post (SCMP). As gravações vieram de carros alugados, ao menos dois deles da marca Deepal, fabricados pela estatal chinesa Changan e fornecidos ao Exército pela Hertz Norge, segundo o jornal.

A agência israelense de publicidade digital Discover-Tech espionou usuários da internet por meio de uma extensa rede de anúncios online que usava para rastrear alvos e ajudar a invadir seus dispositivos, disseram os grupos de pesquisa Citizen Lab e Confiant, em relato do Jerusalem Post. Os serviços da agência deram à Candiru, empresa israelense de spyware na lista negra do governo dos Estados Unidos (EUA), e a outras firmas israelenses de vigilância acesso a plataformas de anúncios operadas pelo Google, pela Comcast, pelo Yandex da Rússia e outras. Segundo o Citizen Lab, uma forma potente do spyware da Candiru entregue por meio dos anúncios da Discover-Tech comprometeu 45 dispositivos Windows da emissora catariana Al Jazeera entre 2024 e 2025, conforme logs de rede do grupo de mídia. O Google disse ter colaborado com o Citizen Lab e a Confiant na investigação e expulsou a Discover-Tech de suas plataformas de anúncios por “violar sistematicamente nossas políticas”.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) disse que o saudita Abdulrahman Alfozan, 35, ex-engenheiro da OpenAI, foi preso na semana passada sob a acusação de instalar um dispositivo secreto de gravação de áudio em uma sala executiva de reuniões da empresa. A OpenAI descobriu o aparelho em 30 de setembro, conectado a uma porta USB atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executivas de seu escritório em São Francisco, segundo a denúncia do Federal Bureau of Investigation (FBI). A empresa afirmou não ter, até o momento, indícios de que o funcionário tenha acessado ou exfiltrado de forma indevida pesos de modelo, código-fonte ou dados de clientes; ele foi demitido.

Um ciberataque elevou a temperatura de refrigeradores e freezers de centenas de supermercados na França a até 50°C, provocando incêndios e estragando alimentos, segundo o The Hindu. A procuradoria de Paris disse na segunda-feira (12 de outubro de 2026) que um ataque “em larga escala” atingia refrigeradores conectados de várias grandes redes de varejo de alimentos em todo o país, com perda de comida e incêndios. Segundo a Al Jazeera, as prateleiras ficaram vazias na França, com hackers elevando as temperaturas remotamente e forçando centenas de lojas a descartar alimentos.

Redes de supermercados francesas, entre elas o Intermarché e a Coopérative U, foram atingidas nesta segunda-feira (12) por um ciberataque contra os sistemas de regulação frigorífica do fabricante dinamarquês Danfoss. Segundo a BFMTV, os invasores teriam desviado essa função durante a noite, impondo um degelo forçado e contínuo, com a temperatura fixada em 50 graus. A Agence France-Presse (AFP) noticiou que redes de supermercados francesas afirmam que o ciberataque forçou o desligamento de refrigeradores.

Uma pesquisa da Check Point descreve centenas de tentativas de invasão de câmeras de segurança de consumo no Oriente Médio, segundo a Wired. A Rússia e a Ucrânia intensificaram as invasões de câmeras em sua guerra, para espionar um ao outro, encontrar novos alvos e avaliar danos de seus ataques, segundo o Wall Street Journal, em texto republicado pelo LiveMint. O Jerusalem Post registrou que hackers usam câmeras de segurança para rastrear tropas e alvos militares em Israel e na Ucrânia.

O serviço de segurança interno britânico (MI5) afirmou que mais de 100 acadêmicos no Reino Unido contribuíram para projetos financiados pelo China General Technology Research Institute (CGTRI), segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Olympian. Ainda segundo a Reuters, em texto republicado pelo UNN, o MI5 concluiu que o propósito principal do CGTRI é financiar pesquisa acadêmica que melhora diretamente a capacidade de espionagem técnica do serviço de segurança do Estado chinês (MSS). Os projetos financiados incluem inteligência artificial, cibersegurança, sistemas de comunicação encoberta e esteganografia.

O MI5, o serviço de segurança interna do Reino Unido, tornou público nesta quarta-feira que o China General Technology Research Institute (CGTRI) é uma fachada dos serviços de inteligência chineses, em particular do Ministério da Segurança do Estado, e pediu que universidades e pesquisadores interrompam a colaboração com o instituto, segundo o The Guardian. Conforme o jornal, a organização [deu dinheiro a 100 ou mais acadêmicos de uma série de universidades britânicas e, em troca, obteve acesso às pesquisas] em áreas como inteligência artificial e cibersegurança, e parte do material teria chegado aos serviços de inteligência chineses. Com o alerta, o MI5 informou que os pesquisadores que continuarem a interagir com o instituto chinês estarão sujeitos a processos judiciais, segundo o G1.

A OpenAI alertou dezenas de instituições globais de que seus sites podem ter sido alvo de manipulação indevida por seus bots de inteligência artificial (IA), segundo o G1. Os agentes tentaram obter informações de governos, universidades, agências públicas e outras instituições, incluindo a Securities and Exchange Commission (SEC), o Census Bureau e o Departamento de Educação dos Estados Unidos, segundo a BBC. Informações que os bots acessaram na SEC foram depois publicadas por agentes de IA em outro site, ação que a OpenAI diz não ter sido intencional, segundo a BBC. A atividade resultou em pelo menos 53 incidentes em que um agente da OpenAI capturou uma imagem da atividade do usuário do ChatGPT e a transferiu para outro local, segundo o G1.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia ampliou os alvos dos seus ataques para data centres e provedores de internet, segundo a BBC News. Na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, um drone russo atingiu um centro empresarial em Kiev, matando quatro pessoas e danificando um data centre, conforme a mesma reportagem. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter atingido o site da operadora Datagroup, que segundo ele era usado pela inteligência militar ucraniana.

Na sua estreia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, acusou a Rússia de travar uma “ofensiva em escala industrial” no campo da informação e de ter tentado interferir na eleição geral de 2019 no Reino Unido: “Agências russas usaram todos os meios à disposição para espalhar mentiras e desinformação e explorar o medo das pessoas. Usaram bots e sites falsos. Artigos de jornal falsificados. Falsificaram a identidade de 28 organizações britânicas, incluindo universidades e a BBC”, disse ele, segundo o Daily Express e a Al Jazeera. Burnham afirmou que o Kremlin gasta cerca de £ 1,3 bilhão por ano manipulando informação e anunciou a criação de um Centro Nacional de Defesa da Informação, para detectar, atribuir e interromper ataques informacionais de Estados hostis e identificar deepfakes que atingem interesses britânicos, segundo a Reuters, em reportagem publicada pelo Global Banking & Finance Review. O órgão começa subordinado ao gabinete do primeiro-ministro e trabalhará com agências de inteligência, ministérios, a polícia e empresas de redes sociais, segundo o Daily Express. O primeiro-ministro disse que o Reino Unido já apoiou a Moldávia a proteger suas eleições da interferência russa e que o país está pronto para liderar um esforço internacional para estabelecer padrões para a inteligência artificial (IA).

A Administração do Ciberespaço da China (CAC) investiga se a DeepSeek e a Moonshot AI enviaram dados domésticos sensíveis a servidores da Anthropic nos Estados Unidos, informou o The Information, em apuração citada pelo NDTV Profit e pelo Yahoo Finance. O regulador convocou representantes das sete empresas chinesas citadas no relatório de ameaças da Anthropic de setembro (DeepSeek, Moonshot, Alibaba, Zhipu, SenseTime, MiniMax e Xiaomi) antes de concentrar a apuração nas duas primeiras, e ainda não anunciou penalidades. A Anthropic, autora da acusação, alega que os sete laboratórios chineses acessaram o seu modelo Claude de forma ilícita para extrair capacidades: segundo a empresa, a Moonshot encaminhou quase 300 mil pedidos de clientes por 5.380 contas fraudulentas ao longo de 10 dias e exibiu as respostas como se viessem do seu próprio modelo, Kimi, enquanto a DeepSeek redirecionou mais de 12,1 milhões de trocas em 14 dias de julho. A Anthropic afirma que parte desse tráfego continha material sensível, entre ele imagens de câmeras de vigilância em Chengdu e dados de um sistema de gestão de casos de uma secretaria municipal de segurança pública. As empresas chinesas negam as acusações, que o governo da China descreve como ataque ao seu setor de IA.

O grupo de extorsão digital ShinyHunters afirma ter invadido o Federal Bureau of Investigation (FBI) e roubado dados de milhares de funcionários da agência, segundo a Reuters e a 404 Media. O FBI não respondeu aos pedidos de comentário. O grupo disse à Reuters, em conversa online, que atacou a agência em represália a um comunicado do próprio FBI de maio de 2026, que detalhou os seus métodos e recomendou às vítimas não pagar, e publicou no seu site na dark web uma captura de tela do portal de vagas do FBI vandalizado e o que descreveu como uma amostra dos dados roubados, com nomes, endereços residenciais, telefones, datas de nascimento e, em alguns casos, informações sobre cônjuges. A Reuters informou que não pôde verificar a autenticidade da captura de tela, mas que uma mensagem no site de vagas do FBI nesta terça-feira dizia que o portal e o sistema de candidatos a agente especial estavam fora do ar. A agência disse ter confirmado parcialmente a autenticidade de parte do material, ao cruzar nomes e endereços com registros de agências de crédito e dados de vazamentos anteriores preservados pela empresa de inteligência de dark web District 4 Labs: encontrou correspondência em pelo menos nove casos, mas não conseguiu estabelecer a origem dos dados nem se saíram dos sistemas internos do FBI, como o grupo afirma. A 404 Media, que examinou uma amostra com 5.000 funcionários, confirmou que telefones da lista correspondem a pessoas com os mesmos nomes e registrou que o grupo também vandalizou o site de vagas com a frase “este site foi apreendido pelo ShinyHunters”.

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