As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) registraram 11 ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Golfo Arábico nos sete dias até 4 de novembro, incluindo incidentes que deixaram três embarcações afundadas. Foram oito ataques no Estreito de Ormuz e três no Golfo Arábico; três navios seguiram viagem, cinco precisaram de assistência e três afundaram. Uma embarcação tradicional (dhow) foi atingida por um projétil não identificado em 2 de novembro, matando um tripulante, e outras 13 pessoas foram resgatadas pelas autoridades locais. O trânsito combinado no Estreito de Ormuz chegou a 325 passagens no período, com 170 saídas e 155 entradas, contra 277 na semana anterior, e segue cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito. No Mar Vermelho e no Bab el-Mandeb não houve ataques a navios na semana; o último registrado foi em 24 de agosto, 65 dias antes.
Tema: Trânsito
O Ministério Público Europeu abriu nesta sexta-feira investigação sobre possível fraude no uso de fundos europeus destinados à renovação da linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, onde a colisão de dois trens deixou 69 mortos na semana passada. A apuração verifica possível fraude em fundos para a reforma e a melhoria da segurança, da sinalização e dos sistemas de comunicação da linha. Em 18 de janeiro, dois trens de alta velocidade já haviam colidido perto da cidade andaluza de Adamuz, matando 46 pessoas. O ministro dos Transportes, Oscar Puente, que dirigia a pasta nos dois acidentes, apresentou demissão na terça-feira.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou ao cargo e à política de primeira linha para tentar salvar a campanha do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), abalada pelo segundo acidente ferroviário fatal em nove meses. O acidente na província de Toledo matou 69 pessoas e veio nove meses depois de outro semelhante na mesma linha de alta velocidade; o anterior, na linha Madrid-Sevilha, deixou 46 mortos. A Espanha realiza eleições gerais antecipadas em 29 de novembro, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez candidato à reeleição; ele antecipou a data após uma onda de protestos sociais sobre o custo da moradia. Puente anunciou também que renuncia a encabeçar a candidatura socialista por Valladolid.
Óscar Puente renunciou ao Ministério dos Transportes da Espanha seis dias depois da colisão de trens de alta velocidade que matou ao menos 69 pessoas. Ele anunciou a decisão no Congresso, depois de depor sobre o desastre da quarta-feira anterior perto de Urda, ao sul de Madri, quando um trem atingiu a traseira de outro que estava parado na mesma linha. Puente justificou a saída citando dois acidentes graves em menos de um ano e mencionou o de janeiro na mesma linha, que matou 46 pessoas. Também retirou o próprio nome da lista de candidatos às eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro. Segundo Puente, o centro de controle da Adif, gestora estatal da infraestrutura ferroviária, liberou a circulação do trem AVE mesmo com a falha do sistema automático de segurança LZB, e o trem percorreu cerca de 25 km a mais de 160 km/h até a colisão. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas no acidente, além dos 69 mortos.
Piratas somalis sequestraram a embarcação pesqueira iraniana Azini, com 23 pessoas a bordo, e o Centro de Segurança Marítima do Oceano Índico alertou que o navio se aproximava de uma rota comercial e poderia virar base flutuante para novos ataques. O Azini foi tomado na quinta-feira entre Bandar Bayla e Hafun, no nordeste da Somália, disse no domingo um oficial da Força Policial Marítima de Puntland. Segundo o oficial, 12 piratas tomaram o navio, que levava 21 tripulantes iranianos e dois guardas somalis.
Pelo menos 68 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas quando o trem da Renfe atingiu pela traseira um trem parado da Iryo perto de Urda, na província de Toledo, na linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, segundo a CNN. Morreram 24 pessoas no trem da Renfe e 44 no da Iryo, os dois no trajeto entre as duas cidades. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que uma falha de computador afetou o sistema de segurança LZB ao longo de 63 quilômetros e parou automaticamente todos os trens do trecho; a gestora estatal ADIF assumiu o comando manual e autorizou o trem da Renfe a seguir para o sul apesar do sinal vermelho e sem restrição de velocidade, por uma ordem equivocada de um controlador. “Havia um sinal vermelho proibindo o movimento, e ainda assim o trem foi autorizado a prosseguir”, disse Puente. Áudios divulgados pelo El País mostram o controlador mandando o maquinista do AVE retomar a “marcha normal”, em lugar da “marcha à vista” de 40 km/h prevista no protocolo.
O balanço da colisão de trens em Toledo subiu para ao menos 74 mortos, segundo o Ministério dos Transportes da Espanha. A autoridade independente de investigação de acidentes de transporte AITAT publicou um relatório preliminar com o mesmo número, ainda provisório, e o rei Felipe VI lamentou o “terrível acidente” ao visitar com a rainha Letizia um hospital em Toledo onde as vítimas feridas eram atendidas.
A investigação do choque de trens que matou pelo menos 69 pessoas perto de Toledo na manhã de quarta-feira apura por que o controle mandou o maquinista de um AVE da Renfe retomar a viagem depois de uma falha de sinalização, segundo o The Guardian. Os dois trens haviam parado quando o sistema de sinalização falhou; o maquinista do trem estatal foi instruído a reiniciar o percurso e bateu na composição à frente, operada pela Iryo. A ordem para seguir “con marcha normale”, em operação normal e não em velocidade reduzida, foi descrita pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, como uma “decisão inexplicável”.
O trem da estatal Renfe que partiu de Madri em direção a Sevilha, com 397 passageiros a bordo, atingiu a traseira do trem parado da empresa privada Iryo, que levava 147, na manhã de quarta-feira, perto de Urda, na província de Toledo, segundo a BBC. A colisão matou ao menos 69 pessoas e feriu dezenas, e a Espanha iniciou três dias de luto nacional. Áudios entre os maquinistas e o centro de controle divulgados na quinta-feira parecem mostrar que o trem da Renfe recebeu liberação para seguir mesmo com o Iryo parado cerca de 25 km à frente; segundo o ministro dos Transportes, o trem da Renfe foi autorizado a prosseguir por erro. As equipes de emergência seguem os trabalhos no local, com o balanço em 69 mortos, informou a France 24.
Oscar Puente disse a repórteres em Madri que o sinal vermelho foi emitido por uma falha de comunicação por computador, que parou o tráfego automaticamente, e que uma decisão errada recolocou o trem da Renfe em circulação. Ao menos 68 pessoas morreram quando um expresso de alta velocidade atingiu um trem parado na quarta-feira, o segundo acidente ferroviário fatal da Espanha no ano e o mais letal da Europa desde 2013, segundo a France 24. Sánchez disse que a tragédia será investigada e que o país reforçará a segurança da alta velocidade se for preciso, para recuperar a confiança no sistema.
O balanço provisório da colisão de trens em Urda subiu a ao menos 68 mortos, 24 no trem da AVE e 44 no da Iryo, segundo o Le Monde, que cita o anúncio do presidente da região de Castela-Mancha, Emiliano García-Page. O líder socialista espanhol decretou três dias de luto nacional, de quinta a sábado.
A falha no sistema principal de sinalização da linha e a decisão posterior de retomar a circulação manualmente estão no centro das primeiras apurações sobre a colisão de trens em Toledo, que pode ter sido provocada por erro humano, segundo fontes do governo espanhol, conforme o El País. Oito trens foram parados na área após a falha; o centro de controle passou à operação manual e instruiu todos os trens a retomar a marcha. O ministro dos Transportes espanhol apontou uma decisão “inexplicável” como possível causa da colisão, segundo a Xinhua.
O balanço da colisão de trens em Urda, na província de Toledo, subiu a 64 mortos e 58 feridos, segundo a atualização do governo local divulgada nesta quarta-feira. Quarenta dos mortos viajavam no trem da Iryo e 24 no AVE (Alta Velocidad Española) da Renfe, acrescentou o mesmo balanço. O governo regional de Castilla-La Mancha, comunidade onde ocorreu o acidente, confirmou o número de 64 mortos, segundo a BBC. Os serviços de emergência ouvidos pelo El País indicaram que um trem da Renfe bateu na traseira de um trem da Iryo que estava parado na via, e dois vagões caíram por uma ribanceira.
Um trem de alta velocidade bateu na traseira de outro que estava parado, descarrilando dois vagões e matando ao menos 30 pessoas no centro da Espanha, segundo a mídia local, informou a NPR. As autoridades espanholas relataram 10 mortes inicialmente, e a porta-voz da região de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, disse que “esse número certamente vai subir”, segundo a NPR. O acidente envolveu um trem da estatal RENFE e um da privada IRYO.
Pelo menos 10 pessoas podem ter morrido e muitas ficaram feridas na colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha, segundo o The Guardian. Os serviços entre Madri e a Andaluzia, no sul do país, foram suspensos após uma colisão traseira entre duas composições na manhã de quarta-feira. Uma porta-voz do governo local disse à TVE que o número de mortos “quase certamente vai subir”.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta tarde a prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, segundo o Brasil 247. Horas antes, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação até as 19h em cidades de pelo menos nove estados – São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Em Salvador, diligências do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) constataram que menos de 50% da frota de ônibus prevista para dias úteis estava em circulação.
Um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado a sete milhas náuticas da costa de Omã, informou o United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), segundo o Middle East Eye. O navio seguia em trânsito de saída no Estreito de Ormuz e conseguiu continuar a viagem até o próximo porto de escala.
Um trem de passageiros que ia de Karachi a Peshawar descarrilou em Sher Shah, no Punjab, na manhã de terça-feira, matando quatro pessoas e ferindo 30, segundo o The Hindu, que cita a polícia e um porta-voz da Pakistan Railways. Equipes de resgate recuperaram os quatro corpos e retiraram os feridos dos 14 vagões, levados a hospital, segundo o The Hindu, que cita o porta-voz ferroviário.
O Irã e Omã planejam informar em breve um organismo internacional sobre o acordo de corredores seguros de navegação no estreito de Ormuz, segundo o porta-voz Esmaeil Baghaei, em texto da IRNA reproduzido pela TASS. Baghaei disse que as consultas entre Teerã e Mascate foram bem-sucedidas e que as partes chegaram a um acordo sobre as coordenadas geográficas dos corredores.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia condenou nesta terça-feira, 6 de outubro, os ataques contra a navegação comercial, os marítimos e a infraestrutura civil, segundo o The Hindu. 11 tripulantes indianos do navio MT On Peace, de bandeira panamenha, ficaram feridos depois que a embarcação foi atingida por um projétil no Estreito de Ormuz. No Mar Negro, dois tripulantes morreram e 11 foram resgatados na segunda-feira, 5 de outubro, após um incêndio no navio comercial MV Royad Mammadov.
A investigação preliminar da Arábia Saudita sobre o pouso de emergência do voo da Flydubai concluiu que o comandante foi agredido pelo copiloto, informou o Ministério do Interior. O voo FZ1073, de Dubai para Tel Aviv, alternou para o aeroporto de Tabuk, com 174 passageiros e oito tripulantes a bordo, e chegou “em segurança” às 9h45 no horário local (6h45 GMT).
Um superpetroleiro está em chamas no Estreito de Ormuz depois de ser atingido por um míssil, segundo a agência iraniana Fars, em relato publicado pelo Middle East Eye. O ataque ocorreu a oito quilômetros da costa de Omã, informou a Fars, sem atribuir autoria.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) abriram investigação sobre o ataque ao voo FZ1073 da Flydubai, na rota Dubai–Tel Aviv, segundo o G1, a partir da agência France-Presse. O avião levava 174 passageiros quando perdeu cerca de 6.000 metros em dois minutos após o confronto na cabine, segundo o El País. Passageiros entraram na cabine de comando, dominaram o agressor e amarraram suas mãos.
Três petroleiros de bandeira liberiana foram atingidos por projéteis desconhecidos ao transitar pelo Estreito de Ormuz na terça-feira, segundo a Marisks, citada pela Reuters. Os navios cruzavam o estreito com os transponders do Sistema de Identificação Automática (AIS) desligados para evitar detecção, segundo relatório da Marisks divulgado na quarta-feira, e o petroleiro Al Ruwais havia feito transferência ship-to-ship ao largo de Sohar, em Omã, no fim de setembro para descarregar diesel, segundo dados da Kpler, segundo o Middle East Online.
A Flydubai suspendeu temporariamente os voos de e para Israel até a conclusão da investigação do voo FZ 1073, segundo a TASS. Em comunicado, a companhia confirmou que a suspensão vale enquanto a investigação continua, segundo o Middle East Eye. O voo FZ1073, que saiu de Dubai com destino a Tel Aviv, transmitiu sinais de emergência e fez uma descida acentuada antes de desviar para o aeroporto Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, levando 174 passageiros, entre eles 27 crianças, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou o piloto de “verdadeiro herói” e disse que, apesar de esfaqueado e gravemente ferido, ele reagiu, resistiu, abriu a porta da cabine e permitiu que passageiros e tripulantes dominassem o agressor – evitando uma catástrofe em pleno voo. O site israelense Ynet, citando autoridades israelenses, relatou que o copiloto era de nacionalidade omanense e era suspeito de tentar derrubar a aeronave.
Piratas mataram cinco tripulantes do petroleiro MT Honour 25, de bandeira de Palau, antes de as forças de segurança resgatarem o navio na costa da Somália, segundo autoridades somalis. Entre os mortos estavam três do Paquistão, um de Mianmar e um da Índia. O navio, que carregava 18.500 barris de petróleo e havia sido sequestrado em 21 de abril, foi libertado na operação de resgate.
Os aeroportos de Erbil e Sulaimaniya, no Iraque, suspenderam os voos com o Irã a partir desta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, segundo a Reuters. Com Bagdá e Najaf, são quatro os aeroportos iraquianos que cortaram a operação com o país. A medida responde às sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra empresas que negociem com companhias aéreas iranianas após 23 de setembro. Em Najaf, os voos foram paralisados na madrugada de sexta-feira por diretriz do gabinete do primeiro-ministro, disse o diretor do aeroporto à Al Arabiya.
Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que 22 petroleiros, em sua maioria VLCC (very large crude carrier), deixaram o Estreito de Ormuz na semana de 13 de setembro com 42 milhões de barris de cru, com Arábia Saudita e Iraque respondendo por 43% do volume cada um. O VLCC Pinios transferia nesta segunda-feira 2 milhões de barris de cru iraquiano Basrah ao largo de Fujairah para outro VLCC, o New Constant, com destino à China. Ataques dos houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a estatal saudita a ampliar as exportações pelo Estreito neste mês, e não há carregamentos visíveis no porto de Yanbu, no mar Vermelho, desde 16 de setembro.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu três vezes no fim de semana, segundo a Reuters citada pelo TASS, e a Reuters descreve em análise que as transferências em vaivém mantêm o petróleo circulando “a um custo alto”. O Hindustan Times registra escassez de petroleiros pressionando o preço dos combustíveis.
Bamako suspende acordo de trânsito com a Argélia