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Tema: Reino Unido

Fluxo

A organização the3million entrou com ação no Tribunal Superior na sexta-feira contra o Home Office, por suposto descumprimento do acordo de retirada do Brexit, depois que quase 1.500 cidadãos da União Europeia (UE) perderam total ou parcialmente o direito de viver no Reino Unido. Segundo a petição, a decisão de retirar direitos de quem tinha status pré-estabelecido foi tomada sem as proteções processuais exigidas pelo acordo de retirada. Entre os afetados está um engenheiro ítalo-brasileiro de 33 anos que vive em Londres desde 2018.

A DataVita prometia que o projeto de data center de inteligência artificial em Lanarkshire consumiria 1 GW de fontes renováveis, o equivalente à produção de um pequeno reator nuclear ou do maior parque eólico britânico, mas revisou o plano e agora diz que os data centers serão “plenamente servidos pela rede”, com a possibilidade de parques solares e eólicos se conectarem no futuro. A empresa segue com £ 202 milhões em dinheiro público, na forma de garantias do fundo nacional de riqueza britânico. O projeto, peça central da estratégia de IA do Reino Unido, deveria trazer 3.400 empregos com um data center de 500 MW para a vila de Chapelhall, nos arredores de Airdrie.

As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) registraram 11 ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Golfo Arábico nos sete dias até 4 de novembro, incluindo incidentes que deixaram três embarcações afundadas. Foram oito ataques no Estreito de Ormuz e três no Golfo Arábico; três navios seguiram viagem, cinco precisaram de assistência e três afundaram. Uma embarcação tradicional (dhow) foi atingida por um projétil não identificado em 2 de novembro, matando um tripulante, e outras 13 pessoas foram resgatadas pelas autoridades locais. O trânsito combinado no Estreito de Ormuz chegou a 325 passagens no período, com 170 saídas e 155 entradas, contra 277 na semana anterior, e segue cerca de 65% abaixo dos níveis anteriores ao conflito. No Mar Vermelho e no Bab el-Mandeb não houve ataques a navios na semana; o último registrado foi em 24 de agosto, 65 dias antes.

Uma nova onda de ameaças de bomba afetou ao menos 18 voos de ou para Bulgária, Chéquia, França, Itália, Hungria, Chipre, Romênia, Reino Unido e Portugal nesta sexta-feira, e a Hungria enviou caças três vezes para escoltar voos civis em seu espaço aéreo, segundo o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi. Uma série separada de ameaças contra organizações de mídia na Irlanda interrompeu transmissões e provocou evacuação de equipes e buscas policiais em redações. O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse que a onda de alertas mostra “como pode ser relativamente simples causar desordem e minar o funcionamento normal da sociedade”.

Um médico britânico que testou positivo para ebola enquanto trabalhava na República Democrática do Congo voltou ao Reino Unido para tratamento especializado e está em uma unidade de isolamento de alto nível do hospital Royal Free, em Hampstead, no norte de Londres. É o primeiro caso de um cidadão britânico contaminado pelo vírus no surto atual, o segundo maior já registrado, para o qual uma organização humanitária enviou o médico. O surto, declarado em maio pelo Ministério da Saúde da RD Congo, passou de 10 mil casos e 5 mil mortes. Ele se espalhou para o Quênia e Uganda, no leste da África, e no mês passado a Nigéria confirmou um caso em sua capital, Abuja. A Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) afirma que os protocolos de prevenção e controle de infecção do órgão e do serviço de saúde britânico limitam o risco de transmissão adiante, e que o risco ao público em geral permanece baixo.

Russell Brand foi considerado culpado nesta quinta-feira de um estupro e de três agressões sexuais por um júri do Tribunal de Southwark, em Londres. Ele foi absolvido de duas das três acusações de estupro e da tentativa de atentado ao pudor. O juiz Joel Bennathan determinou a prisão preventiva, afirmou que a condenação implica “pena de prisão significativa” e marcou a sentença para segunda-feira. O júri, formado por oito homens e quatro mulheres, deliberou por mais de oito horas ao longo de dois dias; as denúncias de seis mulheres abrangem o período de 1999 a 2009.

O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 4%, em 5 de novembro. O banco atribuiu a alta à disrupção no transporte e no suprimento de energia causada pelo conflito no Oriente Médio, que elevou o preço da energia e as contas de combustível e de serviços públicos das famílias. A inflação está em 3,5% e o banco projeta cerca de 5% em meados de 2027 como efeito indireto dos preços da energia. Foi o primeiro aumento da taxa básica britânica em mais de três anos.

A Comissão de Negócios, Inovação, Ciência e Comércio da Câmara dos Comuns concluiu que o governo britânico hoje não cumpre nenhum dos dez testes para reduzir riscos com precisão nas cadeias de minerais críticos, propõe clubes de compradores aliados para dividir novas minas e fundições de até US$ 3 bilhões cada e uma Facilidade de Finanças para Minerais Críticos, e o presidente Liam Byrne afirmou que “os minerais críticos são o alfa da nova economia”. A comissão ouviu que a China domina o refino de sete categorias de minerais e que só a demanda britânica por lítio cresceria 45 vezes até 2030.

Líderes da Commonwealth reunidos em Antígua anunciaram que o Reino Unido aderiu a um diálogo “estruturado, com prazo definido, inclusivo e de boa-fé” sobre os “danos históricos” do tráfico transatlântico de africanos escravizados. O parágrafo consta do comunicado final de 18 páginas da cúpula, em que os líderes “acolhem o acordo do governo do Reino Unido” para o diálogo. O primeiro-ministro Andy Burnham abriu a possibilidade de um pedido formal de desculpas em nome do Reino Unido, mas descartou reparações diretas. O prazo do diálogo será acordado depois, embora o chanceler Ed Miliband tenha sugerido que deve concluir em cerca de um ano.

Líderes da extrema direita europeia começaram a se distanciar de Donald Trump depois da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas em geral evitaram criticar diretamente o presidente, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O líder do Reagrupamento Nacional francês, Jordan Bardella, disse que o segundo mandato de Trump foi menos isolacionista que o primeiro, de 2017 a 2021, e que “a intervenção americana em relação ao Irã carrega consequências muito pesadas” para as economias do mundo, sem mencionar Trump como responsável pela decisão. O líder do Vox espanhol, Santiago Abascal, fez pouco esforço para moderar seu afastamento de Trump e disse a jornalistas que está “na Espanha e não em Michigan”, e que “importa muito pouco” o que acontece em outros lugares. O líder do partido britânico Restore Britain, Rupert Lowe, atribuiu a derrota republicana à decisão de atacar o Irã, que chamou de “erro catastrófico”, e escreveu em sua publicação no X: “O que esta guerra alcançou? Absolutamente nada que valha a pena.” Lowe não incluiu no texto o nome do presidente que iniciou a guerra.

Um profissional de saúde britânico infectado por ebola na República Democrática do Congo (RDC) será evacuado para o Reino Unido, em estado estável, com chegada prevista para quarta ou quinta-feira, segundo documento oficial visto pela Reuters. O governo britânico confirmou que um cidadão britânico na RDC testou positivo e afirmou que o risco ao público do Reino Unido segue baixo. É o primeiro caso de um britânico ligado ao surto atual, e o paciente havia sido enviado à RDC por uma organização humanitária. O surto na RDC é o segundo maior registrado, com mais de 10 mil casos confirmados e quase 5 mil mortes até o fim de outubro.

O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, classificou o resultado como “muito boa notícia para a democracia americana”, dizendo que é mais uma prova de que, em uma democracia, o povo escreve a própria história. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que os eleitores rejeitaram ódio, sexismo, negacionismo climático e privilégios de elite, e que a onda de extrema direita “não está mais crescendo: está se desfazendo”. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) “precisa se tornar mais europeia para poder continuar transatlântica”, e que a Alemanha assume mais responsabilidade e mais encargos na aliança. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que o mundo tem agora a oportunidade de se unir em torno do custo de vida e manifestou esperança de reabertura do Estreito de Ormuz. A chanceler austríaca, Beate Meinl-Reisinger, afirmou que a segurança e a prosperidade austríacas e europeias não podem depender de como votam pessoas no Kansas ou em Iowa.

A mais alta corte do Reino Unido ouviu nesta quarta-feira o recurso contra a proibição do Palestine Action, grupo que o governo britânico classifica como organização terrorista, enquanto a polícia prendia manifestantes do lado de fora. O advogado da fundadora do grupo argumentou que apenas 3 de 385 atos da organização cruzam o limiar legal de terrorismo. Vinte e cinco manifestantes foram presos do lado de fora da Suprema Corte sob suspeita de expressar apoio a uma organização proscrita, segundo a Polícia Metropolitana. A corte ouviu que mais de 3 mil pessoas foram presas desde que a proibição entrou em vigor, e que a Alta Corte considerou a proibição ilegal em fevereiro, decisão derrubada pela Corte de Apelação em junho.

O governo britânico passou a ser questionado na Justiça pela recomendação de que as escolas adotem a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), numa ação aberta na segunda-feira pelo Good Law Project. Sete das 11 ilustrações da definição incluem referências a Israel. O diretor executivo do grupo, Jo Maugham, disse que regras que confundem crítica a Israel com antissemitismo podem estar entre os motores do antissemitismo. O grupo judeu britânico Na’amod afirmou que “alunos judeus devem estar seguros na escola, e o antissemitismo tem de ser levado a sério. A definição da IHRA não faz esse trabalho”.

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu, em três rodadas de votação, Dapo Akande, do Reino Unido, e mais quatro juízes para a Corte Internacional de Justiça (CIJ), para mandatos de nove anos a partir de 6 de fevereiro de 2027. Akande recebeu 129 votos, numa eleição em que a maioria absoluta era de 97. Foram reeleitos Mahmoud Daifallah Hmoud, da Jordânia, e Phoebe N. Okowa, do Quênia, e eleitos François Alabrune, da França, e Rena Lee, de Singapura. Akande será o primeiro juiz britânico na corte desde 2018 e deve integrar o tribunal que julga o caso da África do Sul contra Israel por violação da Convenção sobre Genocídio em Gaza.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou que o plano do Reino Unido de fazer alguns refugiados esperar até 30 anos para pedir assentamento levanta preocupações significativas. O governo manteve a espera de até 30 anos para quem chegou por rotas irregulares e criou uma isenção que permite a cuidadores pedir residência permanente após cinco anos. O ACNUR disse que prazos longos de assentamento, autorizações de permanência curtíssimas e limites ao acesso à cidadania podem minar a segurança dos refugiados e sua capacidade de integração.

A Suprema Corte do Reino Unido começou nesta quarta-feira a julgar o recurso da cofundadora do Palestine Action, Huda Ammori, contra a designação do grupo como organização terrorista. A audiência está marcada para quarta e quinta-feira. A permissão para recorrer foi concedida apenas quanto ao argumento de compatibilidade da proscrição com os artigos 10 e 11 da Convenção Europeia de Direitos Humanos; o argumento sobre a interpretação e a aplicação da política do Ministério do Interior foi recusado. A proscrição foi anunciada ao Parlamento em 23 de junho de 2025 e entrou em vigor em 5 de julho de 2025, sob a Lei de Terrorismo de 2000. Mais de 300 apoiadores do grupo foram presos pela polícia de Londres no sábado por exibir cartazes com o slogan proibido. A defesa sustenta que apenas três das 385 ações do grupo em cinco anos foram avaliadas como atendendo à definição de terrorismo.

O professor Dapo Akande foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça (CIJ). O Reino Unido não tinha juiz na corte havia quase uma década, e Akande terá mandato de nove anos. Nove candidatos disputavam as cinco vagas em eleição simultânea do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, na qual era preciso maioria absoluta nas duas casas. A eleição foi tratada como uma grande vitória diplomática britânica, quase dez anos depois de o juiz anterior não conseguir a reeleição.

A ajuda britânica aos países da Commonwealth que tinham programas bilaterais cairá de £ 546 milhões em 2024-25 para £ 131 milhões em 2028-29. Desse total, £ 68 milhões vão para a Nigéria, deixando £ 63 milhões para os demais países. Serra Leoa cai de quase £ 30 milhões para £ 5 milhões, Ruanda de quase £ 30 milhões para £ 5 milhões e a Tanzânia de £ 60 milhões em 2025-26 para £ 5 milhões em 2028-29. Ao menos 26 países da Commonwealth foram impedidos de receber recursos do fundo Darwin, cerca de £ 40 milhões por ano para projetos de natureza.

Hongkongueses que migram ao Reino Unido pelo British National (Overseas), o BN(O), ficarão isentos do plano de dobrar para dez anos o período de qualificação para a residência permanente, segundo anúncio oficial. A isenção mantém exigências mais rígidas de inglês e de antecedentes criminais, além das condições já existentes: cinco anos de residência contínua e aprovação no teste Life in the UK. Na segunda-feira, a secretária do Interior, Shabana Mahmood, apresentou os planos de reforma das regras de imigração, pelos quais os migrantes deixariam de obter o direito de viver permanentemente no país de forma quase automática após cinco anos.

A Drax anunciou planos de construir um centro de dados de inteligência artificial no terreno de sua usina de biomassa em North Yorkshire, usando a capacidade excedente da planta, em parceria com a Radiant, segundo o City AM, em texto republicado pelo OilPrice. A primeira fase prevê até 100 megawatts até 2028 e a segunda mais 500 megawatts até 2031, com capacidade total acima de um gigawatt e investimento potencial superior a 20 bilhões de libras, dos quais 2,5 bilhões na primeira etapa. As ações da Drax subiram 8,5% para 877 pence na manhã de terça-feira, maior alta do índice FTSE 250.

Na abertura da cúpula da Commonwealth, o rei Charles III chamou o tráfico transatlântico de escravizados de “injustiça monstruosa”. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, discute um pedido formal de desculpas com líderes do bloco, mas descartou pagar as reparações financeiras exigidas por países caribenhos: disse no fim de semana que está aberto a pedir perdão. O Reino Unido vai destinar 40 milhões de libras a infraestrutura caribenha e mantém um plano de alívio de dívida para os países mais pobres da Commonwealth.

O governo britânico apresentou ao Parlamento o modelo de “assentamento merecido”, que acaba com a concessão quase automática da residência permanente depois de cinco anos. Quem ganha mais de 50.271 libras por ano e parte dos servidores públicos, como médicos, enfermeiros e professores, poderá se assentar em cinco anos; os demais passam a esperar 10 anos como padrão. A secretária do Interior, Shabana Mahmood, disse que o status de residência permanente “até agora era dado quase automaticamente” e que, a partir de hoje, “precisa ser conquistado”. Quem violou regras de imigração terá de esperar pelo menos 20 anos para se assentar, e quem chegou em pequenos barcos ou por outra via clandestina enfrenta espera adicional de 10 anos, podendo chegar a 30. As novas regras entram em vigor no ano que vem e não atingem quem já tem status de residência permanente.

A União Europeia (UE) e o Reino Unido concluíram o acordo para remover as verificações pós-Brexit sobre importações e exportações de alimentos e produtos de origem animal, de salsichas e queijos a couro e flores. O acordo sanitário e fitossanitário (SPS) não deve ser implementado antes do primeiro trimestre de 2028, após um atraso de seis meses na segunda cúpula UE-Reino Unido, agora marcada para 20 de novembro. O comércio britânico com a Europa caiu um terço desde 2019. O acordo deve eliminar a exigência de certificados sanitários de exportação, que custam cerca de £200 por remessa.

A chamada Coalizão dos Dispostos faz em 9 de novembro de 2026 seu primeiro exercício militar de grande escala na Polônia, em Nowa Deba, no sudeste do país, com cerca de 2.800 soldados de 10 países na região de fronteira com a Ucrânia. O exercício Koalicja vai até 22 de novembro. França e Reino Unido são os principais contribuintes, ao lado de Estônia, Lituânia, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Suécia e Bélgica. A aliança, liderada por França e Reino Unido, reúne 36 países e não inclui os Estados Unidos.

A Comunidade do Caribe (Caricom) reafirmou na cúpula da Comunidade das Nações (Commonwealth) em Antígua e Barbuda, aberta neste domingo, a exigência de que o Reino Unido assuma sua responsabilidade institucional pela escravidão e pague compensações. O primeiro-ministro de Santa Lúcia e presidente pro tempore do bloco, Philip J. Pierre, disse em comunicado que reparações morais e compensações econômicas não podem ficar fora das negociações nem ser substituídas por um pedido simbólico de desculpas, e o Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III não pedirá desculpas em nome do país.

O Reino Unido está aberto a um pedido formal de desculpas pelo seu papel no tráfico transatlântico de escravos, mas rejeita pagar reparações. Em artigo no Guardian antes de uma cúpula de líderes da Commonwealth em que o tema deve dominar, Andy Burnham foi mais longe do que qualquer primeiro-ministro anterior ao oferecer um pedido formal de desculpas pelo papel britânico no tráfico transatlântico de escravos, mas rejeitou as demandas de países caribenhos e de ativistas por reparações financeiras, mantendo a posição de governos anteriores de que os britânicos de hoje não podem ser responsabilizados pelo passado.

O Partido Trabalhista, que governa o Reino Unido, decidiu encerrar a cooperação com o Partido Verde em 11 conselhos na Inglaterra depois que os verdes adotaram no mês passado a política de que “o sionismo é racismo”. Em votação de militantes na conferência anual do partido, em outubro, os verdes se tornaram o primeiro grande partido britânico a reconhecer o sionismo como forma de racismo e a defender um Estado palestino único e democrático, com direitos iguais para todos os grupos étnicos e religiosos, em vez da solução de dois Estados.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã designou o MI6, serviço de inteligência externo do Reino Unido, como grupo hostil e a Marinha Real e a Real Força Aérea (RAF) como organizações terroristas, em medida recíproca contra os britânicos, segundo o Tehran Times. Conforme o ministério, a decisão responde a ações britânicas do último ano, entre elas o envolvimento do país na guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã com bases militares, instalações e apoio logístico.

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas numa manifestação no sábado diante da embaixada dos Estados Unidos (EUA), depois que manifestantes expressaram apoio ao Palestine Action, grupo pró-palestino proscrito no Reino Unido, segundo o Jerusalem Post. O ato foi organizado pelo grupo ativista Defend Our Juries, que faz campanha contra a decisão do governo britânico de proibir o Palestine Action.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou no domingo que designou a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido como “organizações terroristas”, segundo o Hindustan Times, que cita a Iran International. O ministério também classificou o MI6, o serviço de inteligência externa britânico, como “grupo hostil”. A declaração caracterizou a medida como um passo recíproco à designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como organização terrorista pelos Estados Unidos (EUA).

A polícia de Londres prendeu 139 pessoas neste sábado em protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em apoio ao grupo banido Palestine Action, número acima das 48 detenções divulgadas mais cedo no mesmo ato. A maioria dos detidos expressou apoio a uma organização proscrita, segundo comunicado da Polícia Metropolitana de Londres citado pela AP News. A Al Jazeera registrou ao menos 139 presos depois que manifestantes desafiaram o aviso para não comparecer ao ato contra a proscrição do Palestine Action.

A polícia de Londres prendeu 48 pessoas neste sábado em protesto de apoiadores do Palestine Action em frente à embaixada dos Estados Unidos (EUA), dias antes da audiência de dois dias na Suprema Corte sobre o veto ao grupo, segundo o Middle East Eye. A maioria das prisões foi por “expressar apoio a uma organização proscrita”, informou a polícia. Quase 4 mil pessoas foram presas por suposto apoio ao Palestine Action desde que o governo britânico o enquadrou nas leis antiterrorismo, em julho de 2025.

A Polícia Metropolitana de Londres avisou que quem comparecer neste sábado a uma manifestação de apoio à Palestine Action nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos será preso, “como parte de uma operação policial robusta”. A polícia afirma que expressar apoio ao grupo é crime previsto na Lei de Terrorismo, após a proibição da organização em junho de 2025, decisão mantida pela Corte de Apelação em junho de 2026.

O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue 70% abaixo dos níveis anteriores ao conflito, segundo avaliação semanal da UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), agência marítima britânica. Nos sete dias até 28 de outubro, o órgão registrou 277 trânsitos no estreito, sendo 155 de entrada e 122 de saída. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a UKMTO contabiliza 88 incidentes em Ormuz, com ao menos 35 ataques a navios em outubro, o pior mês desde o começo do conflito.

A foto oficial de família que abre a reunião de chanceleres do G20 foi cancelada nos Estados Unidos depois que Austrália, Reino Unido e vários países se recusaram a aparecer ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov, segundo o The Guardian. O secretário de Estado, Marco Rubio, desfez a imagem depois que delegações europeias, o Reino Unido e a Austrália avisaram que boicotariam ou deixariam o registro cerimonial. Diplomatas europeus se recusaram a posar para a foto oficial com Lavrov, o que levou os anfitriões estadunidenses a cancelar a imagem planejada, informou a BBC.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta quinta-feira que o Reino Unido está “fazendo tudo o que pode” para apoiar a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio ao impacto da guerra do Irã, segundo o Middle East Eye.

Promotores britânicos acusaram dois cidadãos britânicos com base na Lei de Segurança Nacional por um incidente no mês passado na base aérea de Fairford, e a polícia afirma que os dois são suspeitos de ajudar o Irã, segundo a CNN. A base havia sido usada por bombardeiros B-1 dos Estados Unidos em ataques contra o Irã, e os aviões foram retirados por razões de segurança pouco depois de cinco homens serem presos nos arredores da base, na madrugada de 27 de setembro.

Funcionários britânicos começaram conversas com a União Europeia (UE) sobre uma relação de longo prazo que pode incluir a volta da livre circulação, disse o secretário de Negócios do Reino Unido, segundo o Guardian. O foco das negociações é a cúpula da UE em novembro, para fechar um acordo que alivie algumas restrições comerciais e um acordo de mobilidade juvenil, segundo o jornal. O The Independent afirma que o Reino Unido já mantém conversas sobre um possível retorno à liberdade de circulação.

Dois homens foram acusados de crimes contra a segurança nacional após a investigação de um suposto plano terrorista perto da base aérea de RAF Fairford, no Reino Unido, segundo o Guardian. Um deles, de 24 anos, foi acusado de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro, segundo a BBC. As acusações foram feitas com base na Lei de Segurança Nacional (National Security Act), segundo a BBC.

O Reino Unido sancionou 15 comandantes seniores das Forças de Apoio Rápido (RSF) e das Forças Armadas do Sudão (SAF) por suspeita de atrocidades, incluindo violência sexual ligada ao conflito, e destinou 5 milhões de libras ao apoio a sobreviventes dessa violência no Sudão. As medidas incluem proibição de viagem e congelamento de bens, com o objetivo declarado de que “os horrores ocorridos em El Fasher sejam conhecidos pelo mundo”, segundo o Ministério das Relações Exteriores britânico.

O gabinete do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, está dividido sobre aprovar a perfuração em Rosebank, a oeste de Shetland, um projeto de £ 8,7 bilhões que a operadora diz que bombearia cerca de 69 mil barris por dia no pico, segundo o OilPrice. De um lado está a segurança energética; do outro, os compromissos climáticos do governo.

O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, disse que o Reino Unido precisa estar pronto para a guerra em 1.000 dias, enquanto o governo orienta os britânicos a estocar comida enlatada e garrafas de água, segundo o The Independent. “Isso nos dá pouco mais de 1.000 dias para cumprir nossa missão: estar prontos com nossos aliados para lutar e vencer”, disse ele.

Tempestades atingiram o norte da Europa neste domingo e cortaram a energia de mais de 150 mil casas, forçaram o cancelamento de centenas de voos e silenciaram redes de telefonia, segundo a AFP. Autoridades dos países disseram que mais de 82 mil casas no Reino Unido, quase 60 mil na França e pelo menos 10 mil na Alemanha tiveram o fornecimento cortado pela passagem das tempestades Boelo e Austen em menos de 24 horas uma da outra. O aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, cancelou dezenas de voos no domingo; a AFP contou cerca de 90 voos cancelados no site do aeroporto, com destino principalmente a cidades europeias como Paris, Roma e Dublin.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu que Israel deve apoiar a Argentina na questão das Ilhas Malvinas, segundo o jornal britânico The Telegraph, em relato do Ynetnews. A decisão foi motivada pelas sanções que o Reino Unido impôs há cerca de um mês a assentamentos israelenses, e o jornal ressaltou que a medida equivale a apoio a negociações, sem reconhecimento formal da soberania argentina.

Pequim criticou o que chamou de observações irresponsáveis do Reino Unido depois que um relatório semestral britânico afirmou que a lei de segurança nacional de Hong Kong reduziu ainda mais a abertura que sustentou o sucesso da cidade, segundo o South China Morning Post. O secretário de Relações Exteriores, Ed Miliband, disse estar profundamente preocupado e perturbado com a manutenção da prisão do ex-barão da mídia Jimmy Lai Chee-ying, condenado a 20 anos por crimes de segurança nacional.

O secretário de Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, disse que o país deve se preparar para a ameaça de “terrorismo patrocinado por Estados” por potências hostis que miram a infraestrutura cotidiana, dentro de uma conversa nacional sobre resiliência diante de emergências, segundo o The Guardian. Ele afirmou nesta quinta-feira que o público deve considerar como responder a riscos de guerra híbrida, como ataques cibernéticos que podem derrubar sistemas de pagamento usados por empresas ou fazer cadeias de suprimento entrarem em colapso.

Falhas na linguagem de programação PHP permitiam que atacantes assumissem o controle de servidores afetados sem autenticação e roubassem dados sensíveis, e os desenvolvedores da plataforma lançaram na quarta-feira correções para vulnerabilidades que estavam no software havia anos, segundo a BBC. No Reino Unido, 32 serviços do governo ficaram fora do ar e quatro parcialmente indisponíveis enquanto o trabalho de correção era realizado, disse um ministro, segundo o Guardian.

Os termos de referência da revisão encomendada pelo governo britânico sobre antissemitismo nas escolas, vistos pelo Middle East Eye, dizem que o trabalho usará a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que é amplamente criticada por, supostamente, ser usada para atingir críticas a Israel. Segundo relatos amplamente divulgados, professores poderiam ser instruídos a não usar crachás pró-Palestina, incluindo o símbolo da melancia, embora o relatório não deva recomendar uma proibição geral dos crachás, de acordo com o Middle East Eye.

O Reino Unido vai enviar caças Typhoon da Força Aérea Real à Arábia Saudita para ajudar a defender o reino contra ataques dos houthis, anunciou o governo britânico nesta terça-feira, segundo a DW. O Ministério da Defesa britânico afirmou que as aeronaves vão proteger cidades sauditas e infraestrutura crítica contra drones e mísseis e que não farão ataques ofensivos contra alvos houthis no Iêmen. Em Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, rebeldes houthis atingiram uma área residencial nesta terça-feira, matando duas adolescentes, segundo o Times of Israel, que destacou o alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o cerco deixa civis em risco grave.

A polícia britânica prendeu novamente dois homens sob suspeita de auxiliar o serviço de inteligência do Irã no caso do suposto complô contra uma base aérea americana na Inglaterra, informou a polícia nesta terça-feira. Segundo o Comando de Polícia Antiterrorismo, os dois têm 24 e 25 anos – um britânico e um com dupla nacionalidade britânica e iraniana – e foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. A investigação trata de um suposto complô terrorista em 27 de setembro contra a base de RAF Fairford, no oeste da Inglaterra, usada em bombardeios ao Irã durante a guerra deste ano.

Múltiplos serviços do Google Cloud enfrentavam interrupções graves de rede no data center europeu da empresa em Londres nesta terça-feira, segundo o site de status dos serviços da companhia. O banco digital britânico Revolut disse que enfrentava interrupção em vários serviços, que uma fonte próxima do caso atribuiu à pane do Google Cloud. O Google afirmou que o incidente começou às 06h08 GMT de terça-feira.

O Conselho Europeu advertiu que empresas que se envolverem na construção do assentamento E1, na Cisjordânia ocupada, podem enfrentar consequências legais, econômicas e reputacionais, segundo o Middle East Eye. A advertência veio dias antes do prazo de 19 de outubro para lances em uma das licitações da obra. O plano conecta assentamentos da Cisjordânia a Jerusalém Oriental ocupada e, na prática, cortaria a Cisjordânia ao meio, inviabilizando um Estado palestino, segundo o veículo. O alerta veio depois que sanções britânicas contra assentamentos israelenses, incluindo sanções a entidades que financiam a construção, entraram em vigor no início desta semana.

Dois letões residentes no Reino Unido, de 32 e 26 anos, foram presos por volta das 2h de quinta-feira depois de serem encontrados dentro da base RAF Molesworth, em Cambridgeshire, que abriga o Centro de Fusão de Inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o Centro Conjunto de Operações de Inteligência dos Estados Unidos (EUA) para a Europa, segundo o The Guardian. A investigação começou quatro horas antes, quando a polícia militar encontrou um veículo abandonado perto da instalação, e a polícia achou depois um pequeno buraco na cerca do perímetro, segundo o The Hindu. Os dois foram presos inicialmente sob suspeita de invasão de local proibido e dano criminal e, em seguida, sob suspeita de violar a seção 4 da Lei de Segurança Nacional de 2023, por entrar em local proibido com finalidade prejudicial ao Reino Unido, e acabaram liberados sob fiança, com condições rígidas, enquanto a investigação prossegue.

Israel disse na quinta-feira que o consulado britânico em Jerusalém Oriental deixou de funcionar nessa condição e que 20 funcionários deixarão o país, no que a Associated Press (AP) descreve como o maior atrito diplomático entre os dois aliados em décadas. A disputa começou no mês passado, quando o Reino Unido proibiu o comércio com assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, que a Organização das Nações Unidas (ONU) e boa parte da comunidade internacional consideram ilegais. A placa na parte externa do consulado foi retirada, mas o Reino Unido diz que o prédio segue aberto e que uma equipe reduzida continuará prestando “serviços vitais” e trabalhando com palestinos.

O Reino Unido pôs em vigor na quinta-feira novos regulamentos que ampliam de forma significativa seus poderes de sanção, permitindo mirar construtoras, incorporadoras e instituições financeiras que apoiam a expansão de assentamentos na Cisjordânia, segundo o Jerusalem Post. A medida passou a valer quatro dias antes do prazo para a apresentação de lances de construção na área E1, entre Jerusalém e Maaleh Adumim, em meio a uma disputa diplomática entre Israel e o Reino Unido.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reúne nesta quarta-feira (14 de outubro de 2026) com o primeiro-ministro britânico Andy Burnham em Londres, onde o Reino Unido busca reafirmar o apoio à Ucrânia, inclusive com a promessa de um novo pacote de mísseis terra-ar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. O pacote anunciado é de 45 milhões de libras (US$ 59,60 milhões) em mísseis terra-ar usados contra drones russos a jato, com 10 milhões de libras adiantados para atender a uma necessidade urgente na Ucrânia. O Reino Unido disse que não apoia o acordo entre os Estados Unidos (EUA) e a Rússia sobre diesel e pediu que os aliados mantenham a pressão econômica sobre Moscou.

Mais de 100 soldados britânicos e reservistas locais treinaram por seis dias nas Malvinas no início de outubro, em um exercício que incluiu uma marcha noturna de aproximadamente 32 quilômetros e uma operação de assalto anfíbio, com desembarque de tropas a partir do mar, segundo o jornal britânico The Times, em texto publicado pelo G1. O presidente argentino, Javier Milei, voltou a afirmar que o território está sob “ocupação estrangeira ilegal” e ameaçou tomar medidas para avançar na disputa.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que o Irã ampliou seus alvos no Reino Unido para instalações militares e que o suposto plano contra a base da RAF em Fairford, administrada pelos Estados Unidos (EUA), não foi um caso isolado, segundo o Los Angeles Times. McCallum disse ainda que as autoridades britânicas fizeram mais de 50 prisões em “operações ligadas ao Irã” nos últimos 12 meses, conforme o The Hill.

O Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa das “acusações” que ligam o país a um suposto plano contra a base aérea de Fairford, no Reino Unido, informou nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo o Middle East Eye. A pasta exigiu que o governo britânico apresente “o quanto antes” os documentos e as provas que sustentam as acusações e afirmou que, caso contrário, a República Islâmica do Irã “reconsiderará seriamente” as relações bilaterais.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, confirmou que a Rússia tentou interferir no referendo do Brexit, por meio de redes sociais e reportagens de televisão, mas disse que isso não significa que o Kremlin tenha tido impacto no resultado. Na atualização anual de ameaças, McCallum afirmou que a RT e a Sputnik, veículos em inglês de propriedade russa, atuaram com força na época do referendo, com matérias enviesadas contra a migração e contra a União Europeia (UE), e citou trolls com contas falsas. A Downing Street disse que ficou confirmado que a Rússia interferiu na eleição geral de 2019 e que é “inconcebível que não tenha interferido” em 2016.

O chefe do serviço de inteligência interno britânico MI5, Ken McCallum, disse que a Rússia segue como o “agressor número um” e que as missões operacionais de combate ao terrorismo e às ameaças estatais estão em escala praticamente igual, segundo a BBC News. Ele afirmou que o MI5 fez mais de 50 prisões no último ano por atividades ligadas ao Irã. McCallum disse ainda que o Irã tenta atingir instalações militares no Reino Unido e que o complô suspeito contra uma base aérea operada pelos Estados Unidos (EUA), em setembro, “não é único”, segundo a ABC News, em texto distribuído pela Associated Press (AP).

O primeiro-ministro Andy Burnham disse ao Parlamento que a avaliação britânica é de que o episódio na base da Força Aérea Real (RAF) em Fairford foi “altamente provavelmente coordenado no Irã e quase certamente dirigido” pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), e que o Reino Unido aplicará novas sanções contra Teerã e a Guarda em decorrência do episódio, segundo o The Guardian. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as acusações britânicas, chamando-as de complô de bandeira falsa para promover uma campanha anti-Irã, segundo a Mehr News.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que a Rússia interferiu no referendo do Brexit e alertou que atividades semelhantes ocorrem na França e na Alemanha. Burnham afirmou ter recebido a resposta clara de que houve interferência. Ele não deu detalhes sobre o tipo ou a extensão da atividade de Moscou no referendo. É a primeira vez que um premiê britânico afirma que a Rússia tentou influenciar a votação de 2016.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse ao Parlamento que é altamente provável que as ameaças à base RAF Fairford tenham sido coordenadas no Irã e quase certamente dirigidas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Burnham afirmou que o Reino Unido imporia novas sanções contra Teerã e a Guarda Revolucionária em razão do episódio, com mais informações a serem divulgadas em atualização da ministra do Interior, Shabana Mahmood. Cinco homens de Londres foram até Whelford, vila ao lado de uma base usada pela força aérea dos Estados Unidos (EUA), em três vans brancas pouco depois da meia-noite de 27 de setembro, e foram liberados sob fiança um dia depois, após a polícia não encontrar bombas ou explosivos. Uma semana depois, os EUA retiraram 12 bombardeiros B-1 da base, em meio a relatos de preocupação com um possível ataque de drones contra uma instalação usada para atacar o Irã durante a guerra no Oriente Médio na primavera e no verão.

A Autoridade Geral de Aviação Civil prorrogou a suspensão das operações no aeroporto internacional King Khalid, em Riad, para concluir os procedimentos necessários de verificação da segurança das instalações e da prontidão operacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Middle East Eye. Um novo ataque atingiu o aeroporto internacional de Riad no domingo, um dia depois de outro ataque ao aeroporto ter matado ao menos 12 pessoas e ferido mais de 300, segundo a France24. Funcionários do governo dos Estados Unidos (EUA) na Arábia Saudita passaram a precisar de autorização especial para usar os aeroportos de Riad, Jeddah e Dammam, segundo a Sputnik. O Reino Unido atualizou no domingo sua orientação oficial para desaconselhar viagens não essenciais a todos os aeroportos na Arábia Saudita, exceto o de Medina.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ligou para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, no sábado, o mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sugeriu que o líder ucraniano deveria ser substituído por se recusar a fechar um acordo com Moscou, segundo a RT. Mais cedo no sábado, Trump acusou Zelenskyy de buscar “criar problemas para o mundo” com os ataques contínuos à infraestrutura energética russa, incluindo refinarias. “Sugiro que arranjem um novo líder capaz de fechar um acordo”, disse.

Dois homens acusados de realizar vigilância hostil a mando do Irã contra a embaixada de Israel em Londres, a sinagoga mais antiga do Reino Unido e outros alvos israelenses ou judaicos declararam-se inocentes nesta sexta-feira. Nematollah Shahsavani, 41 anos, com dupla nacionalidade iraniano-britânica, e Alireza Farasati, 22 anos, iraniano, compareceram ao tribunal Old Bailey, em Londres, e negaram uma acusação única sob a Lei de Segurança Nacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. A dupla teria reunido informações e feito reconhecimento em julho e agosto de 2025, com uma lista de alvos que incluía a embaixada, o consulado de Israel e a sinagoga Bevis Marks.

O Reino Unido escolheu o Audere Group como parceiro para instalar um centro de negócios dedicado em Kiev, dando às empresas britânicas uma base permanente, segundo o Ministério da Defesa britânico. O centro dará acesso direto a dados do campo de batalha e visa a parcerias industriais de defesa, no âmbito da Parceria de 100 Anos. Ele se apoia em mais de 40 grandes parcerias industriais Reino Unido-Ucrânia já estabelecidas.

Dois homens letões, de 32 e 36 anos, residentes no Reino Unido, foram presos às 2h dentro da base de Molesworth da Força Aérea Real (RAF), numa investigação que começou quatro horas antes. Os suspeitos foram presos também sob suspeita de infração à Seção 4 da Lei de Segurança Nacional de 2023 – entrar em local proibido com propósito prejudicial ao Reino Unido. A base abriga o Centro de Fusão de Inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Centro Conjunto de Operações de Inteligência dos Estados Unidos (EUA) para a Europa, segundo o The Guardian.

O chanceler israelense Gideon Sa’ar disse que acabou o tempo de contenção diante de atos hostis contra o Estado de Israel, na quinta-feira. Israel retirou representantes britânicos do Centro Internacional de Apoio a Gaza, em Kiryat Gat, encerrou atividades de treinamento britânico de forças da Autoridade Palestina e barrou 12 autoridades eleitas e outros cidadãos britânicos acusados por Israel de atividade antissemita ou anti-Israel, segundo o Jerusalem Post.

A polícia britânica concordou que os mandados de busca que obteve em imóveis ligados a Andrew Mountbatten-Windsor foram emitidos ilegalmente e devem ser anulados. O juiz Nicholas Hilliard, da Alta Corte, disse que a Thames Valley Police cometeu um “erro significativo” ao pedir os mandados, e que a anulação não encerra a investigação, segundo a Al Jazeera.

O Reino Unido aplicou sanções antirrussas contra 26 pessoas físicas e jurídicas, segundo a lista atualizada no site do Foreign Office, citada pela agência TASS. As restrições atingiram as empresas Zarubezhneft e INK-Capital, o banco Capital Credit e empresários e firmas do Canadá, China, Quirguistão e Países Baixos. Londres também impôs sanções a 12 navios mercantes.

A polícia britânica acusou nesta quinta-feira um membro da Royal Navy de delitos sob a Lei de Segurança Nacional por supostamente obter informação protegida e preparar sua divulgação em benefício de uma potência estrangeira, segundo a Reuters. O acusado é Teddy Young, de 24 anos, que responderá por dois delitos e deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Westminster ainda nesta quinta-feira. A polícia não nomeou a potência estrangeira. A polícia disse que as acusações não estão ligadas à investigação recente sobre um incidente na base aérea de RAF Fairford, que autoridades dos Estados Unidos disseram envolver um possível ataque de drone iraniano.

A polícia britânica prendeu na terça-feira o sétimo suspeito no âmbito de uma investigação ampliada sobre um suposto plano apoiado pelo Irã para atacar uma base aérea que abriga bombardeiros dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. A prisão é a sétima ligada ao incidente na base, segundo a France 24.

Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters que o temor de um plano iraniano de ataque com drones à base aérea de Fairford levou o país a retirar seus bombardeiros B-1 da base britânica, em texto publicado pelo Middle East Eye. O Irã negou qualquer envolvimento no suposto plano em Fairford, a base europeia preferida dos bombardeiros norte-americanos, segundo o Middle East Eye.

Quinta-feira marca 30 dias desde a ordem do chanceler israelense Gideon Saar para fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental, uma retaliação à onda de sanções do Reino Unido contra assentamentos israelenses ilegais, segundo a Al Jazeera. O ex-cônsul britânico Vincent Fean disse à Al Jazeera que Israel age de forma ilícita e não tem o direito de interferir nas relações diplomáticas entre o Reino Unido e o Estado da Palestina. Relatos citados pela Al Jazeera afirmaram que o Reino Unido poderia expulsar 27 diplomatas israelenses caso o fechamento do consulado avance.

A polícia britânica prendeu um cidadão britânico de 22 anos em Westminster nesta terça-feira, o sétimo suspeito ligado ao incidente de Fairford, segundo a TASS. A polícia antiterrorismo diz que o detido está conectado a uma atividade ocorrida perto da RAF Fairford, segundo a Al Jazeera. Os seis presos anteriores por suspeita de terrorismo no mesmo caso foram todos liberados sob fiança. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que seu governo retirou os bombardeiros B-1 da base por causa do que descreveu como “algumas ameaças”, segundo a Al Jazeera.

O chanceler da Argentina, Pablo Quirno, disse que impedir a exploração de petróleo offshore das Malvinas faz parte da estratégia de recuperação pacífica da soberania, em discurso a uma plateia que incluía o embaixador britânico. Quirno acusou o Reino Unido de se recusar a negociar e de avançar com o projeto Sea Lion, na Bacia Norte das Malvinas. Em 28 de setembro, Milei deu ao Reino Unido um prazo de duas semanas para parar o projeto ou enfrentar arbitragem e uma decisão vinculante pelo Anexo VII da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os EUA retiraram os bombardeiros de RAF Fairford por causa de “algumas ameaças” à base, segundo a BBC. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o país mantém plena confiança na segurança de todas as suas bases e que as autoridades britânicas têm cooperado desde o incidente.

O Reino Unido ameaçou expulsar um diplomata israelense para cada um dos 27 diplomatas britânicos cujo status diplomático no consulado seria encerrado, caso Israel feche o consulado britânico em Jerusalém Oriental, segundo a Al Jazeera. Israel ordenou o fechamento do consulado até 8 de outubro, em retaliação às sanções britânicas contra assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O Foreign Office não negou o relato do Ynet e disse que não comentaria especulações, segundo o The Guardian.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse ter confiança de que o Irã esteve por trás do incidente na base de Fairford, no Reino Unido, e vinculou a retirada dos bombardeiros B-1 ao episódio, dizendo que foi por excesso de cautela para proteger os militares, segundo a TASS. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que não vincularia diretamente a remoção dos B-1 ao incidente, segundo a Al Jazeera. Cinco britânicos foram presos perto da base sob suspeita de preparar atos terroristas e liberados sob fiança; um sexto homem, com dupla nacionalidade britânico-iraniana, também foi liberado sob fiança, segundo a Al Jazeera.

O Pentágono confirmou que retirou seus bombardeiros da base RAF Fairford, supostamente cerca de uma dúzia de B-1, de volta para suas bases nos Estados Unidos, segundo a BBC. O governo britânico insistiu que RAF Fairford é segura, após a retirada de todos os bombardeiros norte-americanos da base.

Todos os bombardeiros estratégicos B-1 da Força Aérea dos Estados Unidos (EUA) foram retirados da base de Fairford, no Reino Unido, e retornaram aos EUA depois do incidente ocorrido lá na semana passada, segundo a agência TASS, que cita o Wall Street Journal. O relato é atribuído pelo jornal a autoridades não identificadas do governo dos EUA. A France 24 confirma a retirada total dos bombardeiros da base britânica no centro de um ataque terrorista suspeito.

O centro britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou um possível bombardeio a um petroleiro perto da costa do Iêmen, segundo a TASS. O relato aponta um incidente a 60 milhas náuticas ao sul de Al Mukha; o responsável de segurança da companhia disse que o petroleiro avistou múltiplas explosões nas proximidades da embarcação. A tripulação está em segurança e não houve impacto ambiental relatado, e o nome do navio e seu porto de registro não foram divulgados.

O Reino Unido avalia impor tarifas sobre carros elétricos chineses, diante da preocupação de que Pequim esteja inundando o mercado com veículos subsidiados pelo Estado, segundo a Reuters. Ministros britânicos estão prontos para igualar a tarifa de 45% da União Europeia sobre carros elétricos chineses, noticiou o Times. Um porta-voz do governo britânico disse à Reuters que nenhuma tarifa foi imposta aos elétricos chineses.

Os Estados Unidos retiraram todos os bombardeiros da base aérea de RAF Fairford, na Inglaterra, e os realocaram para suas bases de origem nos Estados Unidos, após uma investigação sobre uma suposta trama terrorista contra a instalação, segundo o The Guardian. A base, operada pelos norte-americanos, havia sido usada para lançar ataques contra o Irã, conforme o Times of India.

Um juiz do tribunal de imigração conhecido como Upper Tribunal anulou a decisão do Ministério do Interior britânico de barrar mães e crianças em Gaza de se reunirem com familiares no Reino Unido, ao considerar que a ministra do Interior agiu de forma ilegal na aplicação da política a duas famílias. As duas famílias são mães jovens com cinco filhos, entre as duas, de até sete anos, que vivem em tendas em Gaza e tentam se reunir com os maridos que receberam status de refugiados no Reino Unido. O Ministério do Interior disse que vai recorrer.

Um sexto homem detido na investigação do suposto plano terrorista na base aérea de Fairford, da Força Aérea Real britânica (RAF), foi liberado sob fiança, segundo o Guardian. O detido tem 25 anos e dupla nacionalidade britânica e iraniana e foi preso por suspeita de preparar atos terroristas, com base na seção 5 da Lei do Terrorismo de 2006. A polícia antiterrorismo afirmou que foi encontrada uma quantidade de gasolina, mas nenhum artefato explosivo, nas vans que provocaram o alerta perto da base aérea.

Dois iranianos acusados de preparar um ataque com artefato explosivo caseiro contra a comunidade judaica de Manchester apontaram como potenciais alvos, entre outros, o museu judaico da cidade e a sinagoga de Heaton Park, segundo o Guardian. Rahman Salehi, 34 anos, de Salford, e Salam Ahmadyan, 36 anos, de Liverpool foram acusados na sexta-feira de preparar um ato de terrorismo ou de ajudar outro a praticá-lo. Segundo a acusação, a dupla estava em contato com um terceiro, também avaliado como iraniano, que dirigiu e coordenou o plano e enviou instruções para montar um artefato explosivo caseiro.

Um homem de 25 anos com dupla nacionalidade britânica e iraniana foi preso em Westminster por suspeita de preparação de atos terroristas ligada ao incidente na base RAF Fairford, disse a polícia antiterror, segundo a BBC. Cinco homens na faixa dos 20 anos presos perto da base no domingo seguem em liberdade sob fiança, ainda segundo a BBC. A base RAF Fairford abriga pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos (EUA), segundo o The Jerusalem Post.

O tratado assinado pelo Reino Unido e Maurício em 22 de maio de 2025 prevê soberania mauriciana sobre o arquipélago de Chagos, com direitos britânicos sobre a base militar de Diego Garcia por um período inicial de 99 anos, segundo a Al Jazeera. O acordo ainda não entrou em vigor, em meio à oposição do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e ao travamento legislativo britânico. Entre 1968 e 1973, o Reino Unido removeu cerca de 1.400 a 1.700 chagossianos das ilhas.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador britânico em Teerã por causa de acusações do primeiro-ministro britânico contra o país, que considera infundadas, segundo a agência iraniana Mehr News. O vice-chanceler para Assuntos Políticos, Majid Takht-Ravanchi, recebeu Hugo Shorter em reunião no ministério nesta quinta-feira para transmitir o protesto, e Teerã rejeitou como “infundadas e sem fundamento” as acusações britânicas que ligam o país a uma suposta trama de sabotagem na base militar de Fairford, pedindo explicação oficial.

O ativista sikh britânico Jagtar Singh Johal saiu da prisão em Déli depois de nove anos detido, após a alta corte indiana advertir o governo de que seria responsabilizado por desacato caso insistisse em mantê-lo preso apesar da ordem de 18 de setembro que o libertava sob fiança, segundo o The Guardian. A detenção de nove anos por supostas acusações de terrorismo é motivo de tensão diplomática entre Reino Unido e Índia, e ativistas afirmam que o governo britânico não agiu com empenho suficiente para conseguir a sua libertação ou um julgamento completo.

O acordo de um ano entre França e Reino Unido para devolver migrantes que cruzam o Canal da Mancha ilegalmente em pequenos barcos chegou ao fim, informou o Ministério do Interior britânico na quarta-feira. O pacto foi fechado no ano passado, sob o governo de Keir Starmer, então primeiro-ministro britânico, como parte de uma reaproximação pós-Brexit e para aliviar a tensão entre os vizinhos. Segundo números britânicos, cerca de 1.500 pessoas haviam sido devolvidas à França e pouco menos que isso foram aceitas pelo Reino Unido, noticiou a RFI, com base na AFP.

Um drone russo atingiu uma escola em Kiev nesta quinta-feira, quando crianças e funcionários estavam abrigados nos refúgios, e não havia relatos imediatos de vítimas, disse o prefeito Vitali Klitschko. Outros dois drones russos atingiram uma ponte importante que liga o leste e o oeste da capital, forçando a suspensão do metrô e do transporte público de superfície. O órgão regulador nuclear ucraniano informou que um drone russo atingiu na quarta-feira o terreno de uma instalação de pesquisa nuclear em Kiev, provocando um incêndio sem danos ao reator de testes. O Reino Unido anunciou um novo pacote de 31 sanções contra a Rússia, destinado a conter o financiamento do “cofre de guerra” do Kremlin, de propagandistas e de torturadores.

O serviço de segurança interno britânico (MI5) afirmou que mais de 100 acadêmicos no Reino Unido contribuíram para projetos financiados pelo China General Technology Research Institute (CGTRI), segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Olympian. Ainda segundo a Reuters, em texto republicado pelo UNN, o MI5 concluiu que o propósito principal do CGTRI é financiar pesquisa acadêmica que melhora diretamente a capacidade de espionagem técnica do serviço de segurança do Estado chinês (MSS). Os projetos financiados incluem inteligência artificial, cibersegurança, sistemas de comunicação encoberta e esteganografia.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que o Reino Unido pode eventualmente voltar à União Europeia, enquanto seu governo examina opções para reformular a relação com o bloco uma década depois do referendo do Brexit, segundo a RT. Em entrevista à BBC na quarta-feira, ele afirmou que o Brexit fez “mais mal do que bem” e que o arranjo atual trava o crescimento econômico.

O governo britânico anunciou que o acordo piloto “um entra, um sai” com a França, que devolvia parte dos migrantes que cruzam o Canal da Mancha, foi encerrado. Um programa-piloto entre Reino Unido e França que buscava conter o número de pessoas que atravessam o Canal da Mancha em pequenos barcos rumo à Grã-Bretanha foi encerrado, informou o governo britânico nesta quarta-feira. Um porta-voz do Ministério do Interior britânico disse que o piloto, que removia solicitantes de asilo em troca de um número igual de migrantes legais, não processa mais novos casos.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que há “fortes indícios” de que o Irã teve participação nos acontecimentos que levaram à prisão de cinco homens perto da base aérea de RAF Fairford, em Gloucestershire, no âmbito de uma investigação de terrorismo. Os cinco homens, na faixa dos 20 anos e moradores de Londres, foram presos na zona rural de Gloucestershire, perto da base, depois que uma moradora que voltava para casa de carro viu uma série de vans e homens mascarados e chamou a polícia. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse na terça-feira que Washington acredita no envolvimento de “um ator estrangeiro” nos acontecimentos de domingo à noite na base, usada por aviões dos EUA em missões contra o Irã.

O MI5, o serviço de segurança interna do Reino Unido, tornou público nesta quarta-feira que o China General Technology Research Institute (CGTRI) é uma fachada dos serviços de inteligência chineses, em particular do Ministério da Segurança do Estado, e pediu que universidades e pesquisadores interrompam a colaboração com o instituto, segundo o The Guardian. Conforme o jornal, a organização [deu dinheiro a 100 ou mais acadêmicos de uma série de universidades britânicas e, em troca, obteve acesso às pesquisas] em áreas como inteligência artificial e cibersegurança, e parte do material teria chegado aos serviços de inteligência chineses. Com o alerta, o MI5 informou que os pesquisadores que continuarem a interagir com o instituto chinês estarão sujeitos a processos judiciais, segundo o G1.

Os últimos militares britânicos e estadunidenses deixaram o Iraque, encerrando uma presença militar de mais de uma década no país, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC). As Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) anunciaram nesta quarta-feira que concluíram a retirada de todas as suas tropas do Iraque, encerrando uma missão de 12 anos, segundo a France 24. O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, disse que o fim da missão da coalizão marca a transição do Iraque para uma fase em que o país assume plena responsabilidade, segundo a BBC.

Três navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida no estreito de Ormuz em 29 de setembro, informou o United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), órgão britânico de operações de comércio marítimo, segundo a agência russa TASS. Entre as embarcações estão um petroleiro de petróleo bruto e um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL), conforme o Hindustan Times, que também cita a UKMTO. Até o momento, não há relato de vítimas, e os nomes e os portos de registro dos navios não foram divulgados.

O primeiro-ministro do Catar disse, em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que quem é responsável pela situação em Gaza é “criminoso de guerra” e que nada justifica os atos, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que mais de 1.400 moradores de Gaza foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Ele ainda condicionou o fim da guerra com o Irã a acordo sobre o direito de Teerã à energia nuclear pacífica com remoção das sanções, liberdade de navegação no Estreito de Ormuz segundo o direito internacional e reforma dos arranjos regionais de segurança.

Marco Rubio disse que o incidente na base aérea britânica de RAF Fairford “claramente envolveu” um ator estrangeiro, segundo o The New York Times. A polícia contraterrorista britânica informou na terça-feira que não encontrou explosivos nas três vans usadas pelos cinco homens presos sob suspeita de planejar um ato terrorista perto de uma base usada por bombardeiros estadunidenses para atacar o Irã. Os homens foram detidos na madrugada do domingo, depois que três vans foram vistas perto de RAF Fairford, uma base de propriedade britânica, segundo a Associated Press.

A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que uma embarcação foi atingida por um aparente projétil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, na noite de segunda-feira, provocando um incêndio, segundo o Middle East Eye. Segundo o Mehr News, o incêndio foi apagado, a tripulação estava a salvo e a embarcação seguiu viagem. A UKMTO disse que não houve impacto ambiental relatado e que a extensão dos danos à embarcação ainda estava sendo avaliada.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, confirmou que o Reino Unido avalia desafiar a ordem israelense de fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental ocupada, dizendo que o governo não quer que isso aconteça, segundo o Middle East Eye. O governo israelense ordenou o fechamento do consulado em retaliação a sanções britânicas contra assentamentos ilegais, com prazo até 8 de outubro, segundo o mesmo veículo. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem direito legal de executar o plano de fechar o consulado em Jerusalém Oriental, em parecer ao Foreign Office britânico, segundo o Guardian.

O presidente da Argentina, Milei, ameaçou lançar uma contestação legal contra o governo britânico caso não seja interrompida a exploração de petróleo na costa das Ilhas Malvinas, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC). Milei disse ter instruído a chancelaria e as equipes jurídicas a iniciar um processo de arbitragem contra o Reino Unido pelo que chamou de saque ilegal de recursos por meio do projeto Sea Lion, na bacia Norte das Malvinas, segundo a France 24. As empresas do projeto, a israelense Navitas e a britânica Rockhopper, rejeitaram as ameaças argentinas e afirmaram ter licenças de exploração válidas emitidas pelo Reino Unido.

A polícia britânica informou que os cinco detidos perto da base aérea de Fairford são cidadãos britânicos, de Londres, e todos foram liberados sob fiança sem acusação imediata, segundo o The Guardian. Para o jornal, a ausência de acusação imediata sugere que eles não são considerados uma ameaça grave e violenta. O Irã afirmou que bases usadas pelos Estados Unidos (EUA) para atacá-lo, incluindo Fairford, seriam alvos legítimos. Segundo o The Guardian, segue em aberto a questão de saber se o Irã teve participação no suposto plano.

Os cinco detidos perto da base aérea de Fairford, da Royal Air Force (RAF), no Reino Unido, serão liberados sob fiança, mas seguem sob investigação, segundo a polícia britânica, em informação da Associated Press (AP) republicada pelo The Boston Globe. Os cinco são britânicos de Londres, na casa dos 20 anos, informou a polícia antiterrorista. O comando do policiamento antiterrorista britânico afirmou que a libertação sob fiança ocorre “após entrevistas e investigações extensas”, e os detidos seguem sujeitos a condições rígidas, segundo a Al Jazeera. A embaixada do Irã em Londres condenou as “especulações fabricadas” que ligam Teerã ao caso, em comunicado citado pela Al Jazeera.

Israel afirmou que pretende fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental em 8 de outubro, em resposta à proibição ampla ao comércio de bens dos assentamentos israelenses anunciada neste mês pelo chanceler britânico, Ed Miliband, segundo o Guardian. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem o direito legal de fechar o consulado. A missão britânica em Jerusalém data de 1838, mais de 100 anos antes da criação do Estado de Israel, e é separada da embaixada em Tel Aviv.

85 famílias de Whelford, a cerca de 1,6 km da base aérea de Fairford, da Royal Air Force (RAF), foram retiradas de casa na madrugada de domingo após alerta sobre veículos suspeitos, segundo a AFP. A polícia prendeu cinco homens sob suspeita de preparar ato terrorista perto da base, sem confirmar a natureza ou a origem da ameaça, segundo a AFP. Em março, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a usar Fairford para operações defensivas específicas contra o Irã e, desde então, bombardeiros norte-americanos usam a pista, segundo a AFP.

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que lidera a investigação de um incidente ocorrido de madrugada perto da base RAF Fairford, em Gloucestershire, com cinco homens presos por suspeita de preparar ato terrorista, segundo o Le Monde. Os cinco foram presos inicialmente por suspeita de delitos previstos na Lei de Explosivos perto de uma base aérea no sudoeste da Inglaterra usada pela Força Aérea dos Estados Unidos. RAF Fairford também está sendo usada pelos Estados Unidos para ataques contra instalações de mísseis iranianos que miram navios no Estreito de Ormuz, segundo a France 24.

Em 27 de setembro de 2026, a polícia de Gloucestershire prendeu vários homens por suspeita de delitos previstos na Lei de Explosivos e evacuou imóveis na área de Whelford, onde declarou incidente grave, segundo o The Guardian. A equipe especializada em explosivos do Exército britânico examina vários veículos, informou a France 24. A emissora France 24 informou que o governo britânico autorizou os Estados Unidos a usar a Royal Air Force (RAF) Fairford para ataques contra locais de mísseis iranianos que atingem navios no Estreito de Ormuz.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, agradeceu a Reino Unido, Turquia, Omã e Emirados Árabes Unidos pelo apoio à campanha econômica contra o Irã batizada de Operation Economic Outcast, segundo o Middle East Eye. Turquia e Omã suspenderam voos de chegada da companhia privada iraniana Mahan Air, e os Emirados suspenderam todos os voos de companhias iranianas. O banco central dos Emirados bloqueou transações de agências do Bank Melli do Irã. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou ter sancionado 36 alvos por apoiarem o setor de aviação iraniano, usado pelo regime para mover armas, pessoal e carga ilícita.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os ataques ucranianos a navios mercantes e petroleiros russos e de bandeira estrangeira, inclusive embarcações com vínculos com os Estados Unidos e navios mercantes turcos atingidos por drones, motivaram as ações de retaliação da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS. Peskov disse também que Moscou não tem pressa para nomear novos embaixadores no Reino Unido e na França, porque faltam relações bilaterais normais com os dois países, segundo a TASS.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, exonerou Andrei Kelin do cargo de embaixador na Grã-Bretanha, posto que ocupava desde novembro de 2019, por decreto publicado nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, segundo a TASS. A chancelaria russa confirmou o fim do mandato planejado de Kelin e disse que Putin nomeará um substituto “no devido tempo”, segundo o Moscow Times.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler do Reino Unido, Ed Miliband, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, informa a Mehr News Agency. Miliband disse que o Reino Unido “não tolerará intimidação, ameaças ou atividade hostil em solo britânico” e pediu desescalada e diplomacia em vez de prolongar a guerra, ressaltando a importância de reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a BBC. Autoridades iranianas afirmam que Washington tem de quatro a cinco dias para responder às condições de Teerã para a reabertura, segundo o The Guardian.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, que não apoia o acordo que transfere ao Maurício a soberania sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, e chamou o entendimento de “terrível” e “ridículo”, segundo o The Guardian. A declaração veio no primeiro encontro dele com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde Trump disse que a relação com Londres está “mais para cima” do que com o antecessor, Keir Starmer, e chamou Burnham de “empresário nato”. As palavras mais duras ficaram para Chagos: “Não apoio. Acho terrível. Foi um acordo terrível”, disse ele, que afirmou que o premiê britânico vai “olhar” o assunto, segundo o Jerusalem Post e a Associated Press (AP). Pelo entendimento, o Reino Unido cede a soberania do arquipélago ao Maurício e arrenda por 99 anos a ilha de Diego Garcia, onde mantém uma base militar conjunta com os Estados Unidos; a ratificação está parada desde abril de 2026, quando o governo norte-americano retirou o apoio, e Londres havia recusado ceder a base para os primeiros ataques dos Estados Unidos contra o Irã, em fevereiro, segundo a Press Association.

Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.

A ministra da Cultura da Jamaica, Olivia Grange, informou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, à Câmara dos Deputados do país que o rei Charles III encaminhou ao Comitê Judicial do Conselho Privado a petição jamaicana por reparação pela escravidão, protocolada em 7 de setembro de 2026 em nome do povo jamaicano, segundo o Jamaica Gleaner e o The Guardian. A petição pediu ao rei, que segue como chefe de Estado da Jamaica, uma opinião consultiva da mais alta corte do país sobre três questões: se a escravização de africanos na Jamaica era legal sob o direito comum inglês, se violou o direito internacional e se o Reino Unido tem obrigação legal de oferecer reparação. Grange classificou a decisão como muito relevante, segundo o The Guardian. A Jamaica aguarda agora as instruções do Conselho Privado sobre os próximos passos do caso, e o procurador-geral do país se prepara para conduzi-lo, segundo o Jamaica Gleaner. O Comitê Judicial do Conselho Privado, que assessora o monarca britânico, é a última instância de apelação da Jamaica e de outros países da Comunidade das Nações.

Na sua estreia na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, acusou a Rússia de travar uma “ofensiva em escala industrial” no campo da informação e de ter tentado interferir na eleição geral de 2019 no Reino Unido: “Agências russas usaram todos os meios à disposição para espalhar mentiras e desinformação e explorar o medo das pessoas. Usaram bots e sites falsos. Artigos de jornal falsificados. Falsificaram a identidade de 28 organizações britânicas, incluindo universidades e a BBC”, disse ele, segundo o Daily Express e a Al Jazeera. Burnham afirmou que o Kremlin gasta cerca de £ 1,3 bilhão por ano manipulando informação e anunciou a criação de um Centro Nacional de Defesa da Informação, para detectar, atribuir e interromper ataques informacionais de Estados hostis e identificar deepfakes que atingem interesses britânicos, segundo a Reuters, em reportagem publicada pelo Global Banking & Finance Review. O órgão começa subordinado ao gabinete do primeiro-ministro e trabalhará com agências de inteligência, ministérios, a polícia e empresas de redes sociais, segundo o Daily Express. O primeiro-ministro disse que o Reino Unido já apoiou a Moldávia a proteger suas eleições da interferência russa e que o país está pronto para liderar um esforço internacional para estabelecer padrões para a inteligência artificial (IA).

Donald Trump disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que a relação com o Reino Unido está melhor do que sob o antecessor Keir Starmer, e criticou o acordo que transfere a soberania do arquipélago de Chagos, no oceano Índico, para Maurício, mantendo sob arrendamento a ilha de Diego Garcia, onde funciona a base militar conjunta dos dois países. “Não apoio. Acho terrível. Foi um acordo terrível”, disse Trump, segundo o The Guardian, que registra que Burnham acenou com a cabeça quando o presidente dos Estados Unidos disse que o primeiro-ministro britânico “vai olhar de novo” o texto. O The Jerusalem Post relata que Trump elogiou Burnham como “empresário nato” e disse que os dois trataram de “tudo, de Rolls-Royce a energia e imigração”. Burnham havia reafirmado na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, ao primeiro-ministro de Maurício, Navin Ramgoolam, o compromisso de levar adiante a transferência, segundo o Middle East Eye. O acordo foi fechado por Starmer, e a tramitação que o implementa está parada desde abril de 2026 pela oposição da Casa Branca.

A Ineos paralisou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a produção de três fábricas de químicos em Hull, no nordeste da Inglaterra, e atribuiu a decisão ao preço do gás no Reino Unido, que segundo a empresa está 12 vezes acima do nível dos Estados Unidos e oito vezes acima do da China. Duas unidades do complexo de Saltend já pararam e a terceira será desligada nos próximos dias, segundo o The Guardian e o Yorkshire Post. A empresa afirma que cerca de mil empregados em Saltend são afetados e que outros três mil postos qualificados na região de Humber podem ser atingidos; não há demissões previstas. As plantas produzem ácido acético, anidrido acético e acetato de etila, e são as últimas unidades de acetils em escala mundial da Europa. O preço do gás natural britânico dobrou entre julho e setembro e chegou ao maior nível desde dezembro de 2022, movimento que o Yorkshire Post liga à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e à interrupção do suprimento de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz.

O Reino Unido vai enviar um avião-tanque Voyager da Real Força Aérea (RAF) para dar reabastecimento aéreo “defensivo” aos caças da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que disse ter aceitado um pedido saudita de apoio militar. O aparelho, baseado na base britânica de Acrotíri, no Chipre, deve começar a operar nos próximos dias e a missão é “limitada no tempo”, segundo a BBC News, que registra que se trata de uma única aeronave e que o apoio se restringe a defender o país de drones e mísseis, sem respaldar ataques ao Iêmen. O ministro da Defesa, Luke Pollard, afirmou à Sky News, segundo o Middle East Eye, que a decisão responde à “segurança nacional” britânica e que “em tempos perigosos, bons amigos ficam juntos”. A Arábia Saudita já tem, além do Voyager, o sistema de defesa antiaérea Sky Sabre, e os houthis reivindicaram nos últimos dias ataques com drones e mísseis balísticos contra Riad e instalações energéticas na costa do mar Vermelho. O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR) projetou que cerca de 230 mil deslocados no Iêmen e outros 10 mil refugiados no Djibuti podem precisar de ajuda humanitária nos próximos meses, segundo o porta-voz Babar Baloch, citado pelo Middle East Eye.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, faz nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e se reúne pela primeira vez com Donald Trump à margem do encontro, com a Ucrânia, os riscos e as oportunidades da inteligência artificial (IA) e o custo da guerra no Oriente Médio na agenda, segundo a Associated Press. Burnham, no cargo desde julho, disse que buscará “pontos em comum” com Trump e que os dois “encontraram uma conexão” em duas conversas telefônicas; em 2017, como prefeito de Greater Manchester, ele disse que o presidente dos Estados Unidos não seria bem-vindo na cidade e, em 2019, afirmou que se recusaria a receber Trump. Ele deve pedir a Trump que envie mísseis interceptadores para reforçar a defesa aérea da Ucrânia antes de mais um inverno de guerra, e o governo britânico quer discutir como restabelecer a livre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, em fevereiro de 2026, segundo a AP. O fechamento da rota elevou o preço do petróleo e complica a economia britânica.

Operadores de usinas nucleares civis dos Estados Unidos compraram 13 milhões de unidades de trabalho de separação (SWU) de serviços de enriquecimento em 2025, a um preço médio de US$ 108,70 por SWU; 77% vieram de fornecedores estrangeiros, e a Rússia respondeu por 26% desses SWU de origem estrangeira – à frente da França (18%), do Reino Unido (14%) e dos Países Baixos (8%), segundo o relatório anual de comercialização de urânio da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA). A lei americana de 2024 que proíbe a importação de urânio russo autoriza o Departamento de Energia a conceder exceções quando não houver fornecimento alternativo, e essa autoridade expira em janeiro de 2028; novos projetos de enriquecimento nos Estados Unidos e entre aliados não devem alcançar escala comercial antes de 2029, segundo a Bloomberg. A Foreign Policy noticiou nesta terça-feira que a Rússia segue como maior fornecedor de serviços de enriquecimento das usinas americanas.

O Reino Unido e os Estados Unidos dispararam pela primeira vez um torpedo a partir de um veículo submarino não tripulado, em vez de um submarino tripulado, anunciou o governo britânico nesta segunda-feira, 21 de setembro. Segundo o comunicado de Londres, o disparo real ocorreu em águas britânicas na semana passada, no âmbito da aliança entre Austrália, Reino Unido e Estados Unidos (AUKUS), e “marca um avanço importante no futuro da tecnologia de submarinos” dos três países. O torpedo pesado, desenvolvido em conjunto pelos Estados Unidos e pela Austrália, foi lançado de um drone submarino de 12 metros de comprimento fabricado no Reino Unido e batizado XV Excalibur. Em 2025, um centro de operações na Austrália, a mais de 16 mil quilômetros da base do veículo em Plymouth, assumiu o controle remoto do XV Excalibur durante o exercício Talisman Sabre, segundo a Marinha Real britânica. Sidharth Kaushal, pesquisador sênior do centro de análise Royal United Services Institute (RUSI), disse à agência AFP que o teste é “digno de nota” e que “o emprego de uma carga letal ilustra que sistemas não tripulados podem desempenhar papéis que vão além da vigilância”. O anúncio saiu no dia em que o primeiro-ministro, Andy Burnham, viajou a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, onde terá seu primeiro encontro com Donald Trump desde que assumiu o cargo, em julho, e anunciará uma “nova parceria de IA e autonomia” com Washington, segundo o governo britânico.

A província canadense da Colúmbia Britânica processou nesta segunda-feira a OpenAI nos Estados Unidos por causa do ataque a tiros numa escola de Tumbler Ridge em fevereiro, que matou oito pessoas, entre elas cinco estudantes do secundário local, segundo o The New York Times e a agência canadense The Canadian Press. A procuradora-geral da província, Niki Sharma, disse que a empresa não avisou a polícia sobre interações alarmantes entre o atirador, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, e o chatbot ChatGPT, e que a OpenAI se recusou a mostrar as conversas a funcionários provinciais que as pediram. A ação, protocolada na Justiça Federal de São Francisco, inclui o fundador e presidente-executivo da empresa, Sam Altman, como réu individual, e acusa os réus de negligência, de “ajudar e instigar um ataque com armas de fogo em massa” e de responsabilidade por produto defeituoso; pede julgamento por júri e indenização para reconstruir a escola secundária da cidade. “Uma única ligação telefônica para a Polícia Montada Real do Canadá (RCMP) poderia ter evitado a tragédia”, afirma a ação. Sharma disse que escreveu a autoridades federais pedindo mudanças no Código Penal para responsabilizar empresas de inteligência artificial (IA) por condutas criminais decorrentes das suas tecnologias. Sobreviventes e testemunhas processam a OpenAI separadamente, e a empresa sustenta que baniu a conta do atirador em junho de 2025 e que o conteúdo não atingia o limite para acionar as autoridades, segundo a CBC.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que autorizou o reabastecimento aéreo dos caças sauditas para ajudar a conter os houthis e a manter o petróleo do Golfo em circulação, na primeira missão militar do seu governo, segundo o The Guardian. Ele afirmou que vai usar o primeiro encontro com Donald Trump, nesta terça-feira, para pedir a desescalada do conflito com o Irã. O Reino Unido já mantém na Arábia Saudita o sistema de defesa aérea Sky Sabre, e os houthis avançaram para áreas vizinhas do estreito de Bab al-Mandab, rota alternativa de exportação do petróleo saudita.

A segunda pane do controle de tráfego aéreo britânico em duas semanas deixou mais de 200 voos cancelados no Reino Unido nesta segunda-feira, segundo a empresa de análise de aviação Cirium. A provedora NATS (Serviços Nacionais de Tráfego Aéreo) atribuiu a falha a um problema de conectividade no centro de Prestwick, na Escócia, e sustenta que o caso não tem relação com a pane de software de 8 de setembro, que levou ao cancelamento de mais de 2 mil voos. A Ryanair pediu a renúncia do presidente-executivo da NATS, Martin Rolfe, e disse que mais de 25 mil de seus passageiros seriam afetados; a Jet2 cobrou “ação, responsabilidade e resiliência de verdade”.

O Ministério Público britânico (CPS) acusou formalmente Vincent Brown, que já se chamou Vincent Bajinya, de 65 anos, por um crime de conduta acessória ao genocídio e seis crimes de conduta acessória a homicídio como crime contra a humanidade, com base na seção 52 da Lei do Tribunal Penal Internacional de 2001, a primeira vez que o Reino Unido apresenta acusações ligadas ao genocídio contra os tutsis em Ruanda, em 1994. O órgão afirma que ele teria dirigido e incitado atos de homicídio e genocídio praticados por terceiros, que mora em Islington, no norte de Londres, e que a decisão veio depois da análise de um inquérito da equipe de crimes de guerra da Polícia Metropolitana; ele deve comparecer à Corte de Magistrados de Westminster nesta terça-feira, 22 de setembro. O CPS diz que os processos estão ativos e pede que não haja relatos, comentários ou compartilhamento de informação que possam prejudicá-los, segundo o próprio CPS, a BBC e a Reuters.

A agência britânica Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” quando entrava no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira; dois tripulantes tiveram ferimentos leves e o navio seguiu para o próximo porto por meios próprios, sem impacto ambiental relatado. A UKMTO não divulgou a identidade do navio nem a origem do projétil e disse que as autoridades investigam, segundo a Associated Press (AP) e a agência Anadolu. O boletim do Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), ligado à UKMTO, registra quatro incidentes de segurança com navios mercantes no estreito entre 14 e 18 de setembro, três deles causados por projéteis não identificados.

A provedora britânica de controle de tráfego aéreo NATS (Serviços Nacionais de Tráfego Aéreo) informou que uma falha técnica no centro de Prestwick, na Escócia, restringe o tráfego e atrasa voos que partem de aeroportos escoceses ou seguem para o norte do Reino Unido, segundo a Associated Press e a BBC; aeroportos ao sul de Manchester seguem sem impacto relevante, diz a empresa. A NATS afirma que o problema não tem relação com a pane de software de 8 de setembro, que levou ao cancelamento de mais de 2 mil voos, e a companhia aérea easyJet declarou que a nova falha “questiona mais uma vez a resiliência” dos sistemas da empresa.

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), agência britânica que monitora o tráfego marítimo, informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil não identificado” durante trânsito de entrada no Estreito de Ormuz e que dois tripulantes sofreram ferimentos leves, segundo a Mehr News, que cita a agência; a UKMTO orientou os navios a transitar com cautela.

França e Canadá reforçaram laços em resposta às provocações de Trump, segundo o Le Monde, e um ministro canadense defendeu à BBC que o Reino Unido se “junte” ao Canadá numa nova aliança europeia.

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