A comissão eleitoral nomeada pelos militares de Mianmar agendou para 4 de abril eleições suplementares em 55 circunscrições vagas, incluindo áreas afetadas pela guerra civil, segundo a Reuters em texto republicado pelo Hindustan Times. Várias cadeiras em disputa ficam em municípios da região de Sagaing e nos estados de Chin e Shan, onde forças de resistência antimilitar têm forte presença, com o estado de Rakhine de fora. O partido apoiado pelos militares, Partido da Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP), controla 84% do parlamento bicameral após a eleição geral de dezembro e janeiro, criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como farsa.
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Matérias e notas sobre Mianmar.
A Corte Internacional de Justiça anunciou que lerá em 19 de novembro, às 8h GMT, sua sentença no caso movido por Gâmbia contra Mianmar por supostas violações da Convenção sobre Genocídio. Será o primeiro julgamento de genocídio da Corte em mais de uma década e apenas o terceiro na história do tribunal. Gâmbia sustenta que a ofensiva de 2017 das forças de Mianmar forçou ao menos 730 mil rohingyas a fugir para Bangladesh, o que constituiria genocídio; Mianmar nega e diz que foi uma campanha legítima contra o terrorismo.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) vai proferir em 19 de novembro a sentença do caso em que a Gâmbia acusa Mianmar de genocídio contra a minoria muçulmana rohingya, anunciou a corte nesta terça-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pelo U.S. News. Os juízes começam a ler o acórdão às 8h GMT de 19 de novembro. A Gâmbia sustenta que a ofensiva de 2017 das forças do governo de Mianmar, que forçou ao menos 730 mil rohingyas a buscar refúgio em Bangladesh, constituiu genocídio. Mianmar nega as acusações e classifica a ofensiva como campanha antiterrorista legítima. Será o primeiro julgamento de genocídio da corte em mais de uma década e o terceiro na história do tribunal. A Gâmbia abriu o caso em 2019, e o resultado tende a influenciar processos futuros, entre eles o que a África do Sul abriu em 2023 contra Israel por genocídio em Gaza, acusação que Israel nega.
Mianmar trava a segunda guerra de drones mais intensa do mundo, depois do conflito entre Rússia e Ucrânia, segundo o El País. Um relatório da London School of Economics (LSE) chega à mesma conclusão e aponta a guerra em Mianmar como a segunda mais intensa em ataques de drones depois da invasão russa da Ucrânia. A junta militar, que tomou o poder em 2021, é responsável por sete em cada dez ataques de drones no país, numa guerra com uma oposição dividida em dezenas de grupos armados.
O filho de Aung San Suu Kyi disse que ela parecia razoavelmente saudável após falar com a líder detida nesta quinta-feira, pela primeira vez em mais de cinco anos, segundo o The Hindu. Suu Kyi, de 81 anos, está em prisão domiciliar na capital, Naypyidaw, onde permanece desde que foi deposta no golpe militar de 2021, segundo as autoridades de Mianmar.
Min Aung Hlaing recebeu em Kuala Lumpur, na semana passada, recepção com tapete vermelho e guarda de honra, segundo a Al Jazeera. Anwar prometeu ajudar a reintegrar Mianmar na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), bloco que barrou Min Aung Hlaing de reuniões de alto nível por se recusar a cumprir o plano de paz.
O governo Trump iniciou conversas diretas com o governo instalado pelos militares em Mianmar, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, em reversão da política de isolamento após o golpe de 2021. Michael Vance reuniu-se com Min Aung Hlaing em Naypyitaw em 15 e 16 de setembro. O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) disse dialogar com todos os grupos em Mianmar sobre temas de interesse norte-americano e que é preciso cessar a violência e libertar presos políticos.
O líder de Mianmar, Min Aung Hlaing, visitará a Malásia nos próximos dias, disse o premiê Anwar Ibrahim nesta terça-feira, 6 de outubro, segundo o Channel NewsAsia (CNA). A pauta deve ser o plano da Malásia, anunciado em julho, de devolver cerca de 5 mil cidadãos de Mianmar. O primeiro grupo de quase 1.500 repatriados chegou a Mianmar no domingo, sem que a Malásia informasse quantos rohingyas estavam entre eles.
O total de mortos no ataque aéreo militar a um mercado de Kyauktaw, no oeste do estado de Rakhine, em Mianmar, subiu para 50 em 29 de setembro, segundo dois agentes humanitários locais no terreno, citados pela Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. O socorrista Wai Hun Aung disse que o número de mortos chegou a 50 e que 58 pessoas ficaram feridas. Testemunhas afirmaram que aviões militares atingiram o centro comercial ribeirinho de Kyauktaw, no oeste de Mianmar, por volta do meio-dia de segunda-feira (05h30 GMT).
A Malásia começou na terça-feira a deportar cerca de 1.500 cidadãos de Mianmar em programa de repatriação, primeira fase de um plano que pode chegar a 5 mil pessoas, segundo a Reuters. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou que as condições atuais não sustentam um retorno seguro e sustentável e que não participou da identificação dos repatriados, enquanto o Ministério do Interior malaio disse que a medida envolve 1.476 cidadãos identificados pelo governo de Mianmar.
Um ataque aéreo do Exército de Mianmar perto de um mercado em território controlado por rebeldes no oeste do estado de Rakhine matou pelo menos 49 pessoas e feriu outras 58 na segunda-feira, segundo o Exército Arakan e um socorrista, informou o Times of India. A Associated Press (AP) noticiou o mesmo balanço de 49 mortos e 58 feridos, atribuído ao grupo rebelde e a um socorrista. Segundo o Exército Arakan, um caça lançou duas bombas perto de um mercado local por volta do meio-dia, matando vendedores, compradores e pedestres.
Pelo menos 33 pessoas morreram num ataque aéreo militar que atingiu um mercado em Kyauktaw, no estado de Rakhine, em Mianmar, segundo a Al Jazeera. O ataque atingiu uma área controlada pela oposição no estado, onde dezenas de pessoas foram mortas.