← Capa

Tema: Liberdade de imprensa

Fluxo

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês) e outras 16 organizações pediram às autoridades da Tunísia a libertação imediata do jornalista Zied el-Heni e o fim do assédio judicial contra ele. El-Heni foi condenado em 27 de outubro a quatro anos de prisão e cinco de vigilância policial por quatro acusações ligadas a terrorismo. As entidades pedem a anulação das condenações, o arquivamento das acusações ligadas ao trabalho jornalístico e o fim do uso de leis criminais e antiterrorismo para silenciar a imprensa.

A Justiça do Irã condenou à morte Amirhossein Mousavi, preso há quase dois anos, por “corrupção na Terra” em razão da atividade online da conta “James B. Dean”, em julgamento presidido pelo juiz Abolghasem Salavati, conhecido por proferir sentenças de execução, segundo o advogado Reza Shafakhah e grupos de direitos humanos. A organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, atribuiu a condenação à “dissidência online” do acusado contra as autoridades iranianas, com confirmação também da agência HRANA.

Yoani Sánchez, diretora do 14ymedio, foi detida por agentes da Segurança do Estado nesta quinta-feira em Havana, ao sair de casa no bairro de Nuevo Vedado para fazer compras, segundo o próprio veículo. A jornalista avisou a redação por mensagem após ser interceptada, e seu paradeiro é desconhecido, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). A detenção ocorre após o arresto de outros jornalistas em Cuba na mesma semana, liberados horas depois, entre eles Adelth Bonne Gamboa e a freelancer Camila Acosta.

O Tribunal de Magistrados de Tel Aviv decidiu que o jornalista e ativista político palestino Abed Abou Shhadeh, preso nesta semana, ficará sob custódia até domingo, 8 de novembro. Ele foi detido depois que forças de segurança israelenses invadiram sua casa em Jaffa durante a noite de terça-feira, com cerca de 15 agentes, alguns deles mascarados, que apreenderam aparelhos eletrônicos e livros diante dos dois filhos. A polícia pediu prorrogação de oito dias da prisão por suspeita de “contato com agente estrangeiro”, e a organização de direitos legais Adalah, que integra a defesa, disse que vai recorrer. O fundador da Adalah, Hassan Jabareen, afirmou que “não há prova” de que o jornalista tenha recebido dinheiro de alguém e que a busca em sua casa não encontrou nada.

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na terça-feira, em primeira discussão, o projeto de reforma parcial da Lei Constitucional contra o Ódio, por solicitação do Executivo. A reforma troca penas de prisão por multas e trabalho comunitário e cria procedimentos administrativos claros para a aplicação da norma; o texto abandona a palavra “ódio” e passa a se chamar Lei para a Convivência Democrática, a Paz e a Convivência. A deputada opositora Amelia Belisario afirmou que a norma “serviu para perseguir a dissidência”. A organização não governamental Espacio Público alertou que a reforma mantém mecanismos que podem restringir a liberdade de expressão, ao deixar os procedimentos sancionatórios sob o ministério com competência em justiça.

A Autoridade de Mídia da Etiópia anunciou em 2 de novembro a suspensão por prazo indeterminado das licenças impressa e online do Reporter, o último jornal amárico de propriedade privada do país, acusando-o de violar leis e ética de mídia e de publicar conteúdo contra o interesse nacional; em outubro, policiais à paisana detiveram os jornalistas Samuel Getachew e Amanuel Gebremedhin, presos por oito dias, segundo a Human Rights Watch (HRW), em texto republicado pelo AllAfrica.

Trabalhadores da televisão e do rádio públicos tchecos fizeram greve de um dia nesta terça-feira contra o plano do governo de cortar o financiamento e transferi-lo ao orçamento estatal, que classificam como tentativa de prejudicar a independência e a viabilidade das emissoras. As emissoras receberiam cerca de 15% menos dinheiro do que hoje, o que provavelmente levaria a demissões, produção limitada e cancelamento de programas. O projeto passou por votação preliminar no mês passado e aguarda novo debate no parlamento. O primeiro-ministro Andrej Babiš nega tentativa de controlar a mídia e diz que a mudança cumpre a promessa de campanha de aliviar a carga financeira sobre a população: “Não há uma disputa sobre a democracia. Ninguém quer assumir a mídia pública ou colocá-la sob controle do Estado”, afirmou. Michal Kubal, chefe de redação da TV Tcheca, afirmou que a greve é inédita na história da mídia pública de serviço do país. A greve tem apoio de sindicatos, reitores de universidades, igrejas, organizações internacionais de mídia e centenas de atletas.

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicado na segunda-feira alerta que 86% dos crimes contra a imprensa seguem impunes, com mais de 1.600 jornalistas assassinados no mundo nos últimos vinte anos, alta de 20% nos últimos três anos; o Oriente Médio segue de longe a região mais perigosa, com 97 jornalistas mortos nos últimos dois anos, muitos ligados à guerra em Gaza.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) contabilizou 189 jornalistas assassinados no mundo em 2024 e 2025, o maior número desde o biênio 2014/2015, quando registrou 215 casos. Do total, 127 mortes (67%) ocorreram em países que são zonas de conflito, alta de 24% ante o biênio 2022/2023. A Palestina concentrou 62 mortes, um terço do total.

Um total confirmado de 189 jornalistas e outros trabalhadores da mídia perderam a vida em 2024-2025, 20% a mais que no biênio anterior e o maior número desde 2014-2015, segundo o relatório bienal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A taxa de impunidade chegou a 86% em 2024-2025, primeira alta em mais de uma década, e 127 dos mortos, 67% do total, estavam em zonas de conflito. Ataques com drones mataram 50 jornalistas, 40% das mortes em zonas de conflito, ameaça que a Unesco classificou de perturbadora.

O editor-chefe da Novaya Gazeta, Sergei Sokolov, anunciou em vídeo publicado nesta sexta-feira que o jornal deixa de existir, dizendo que as autoridades e os serviços especiais russos forçaram a redação a encerrar o trabalho, segundo o Guardian. Ainda de acordo com o Guardian, Sokolov foi levado para interrogatório neste mês e as autoridades russas revistaram sua casa em um processo criminal que envolve um colega, o jornalista Oleg Roldugin, preso em abril.

A jornalista Lina Attalah foi libertada da custódia após o pagamento de uma multa de 3 milhões de libras egípcias (US$ 53,4 mil), disse seu advogado, Hassan al-Azhari, segundo o Le Monde. A Justiça egípcia ordenou o fechamento do Mada Masr e multou Attalah em 3 milhões de libras egípcias (US$ 53,4 mil) por operar um site sem licença, informou a Al Jazeera. Durante os procedimentos de soltura, ela soube que havia sido condenada à revelia em 2024 a um ano de prisão, sob acusações de publicar notícias falsas e operar um site sem licença.

Seis cidadãos processaram Donald Trump nesta segunda-feira argumentando que o veto a jornalistas na Casa Branca viola o direito do público à informação independente. A ação sustenta que, quando Trump barra redações da Casa Branca, não são apenas os direitos dos veículos que ficam feridos. Diferentemente de processos anteriores contra o presidente, os autores são cidadãos comuns, o que desloca o foco dos repórteres para os consumidores da notícia e implica um universo maior de interessados, segundo a PBS.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, confirmou neste sábado que pode transferir o corpo de imprensa da Casa Branca para outro local, em uma postagem em rede social, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com. Ele negou a informação de que planejava remover a sala de imprensa para restaurar uma piscina histórica no local, dizendo que nunca “pensou sequer em fazer coisa tão estúpida”. O New York Times relatou que Trump pediu em agosto à então porta-voz Karoline Leavitt que transferisse as coletivas da sala de imprensa James S. Brady, ideia que nunca foi executada.

O Estado de Israel disse ao Tribunal Superior de Justiça que jornalistas deveriam seguir impedidos de entrar em Gaza sem escolta militar, citando riscos de segurança, segundo o Jerusalem Post. Em pedido de 27 de setembro, a Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) argumentou que as condições mudaram de forma substancial, inclusive com acordos que permitem a trabalhadores humanitários internacionais entrar e circular em Gaza.

O Washington Post condenou o espancamento de sua fotojornalista Heidi Levine e o roubo de seus equipamentos por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e pediu investigação completa e consequências por parte das autoridades, em nota do editor-executivo Matt Murray citada pela RT. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas documentou ao menos 16 incidentes envolvendo 35 jornalistas palestinos, israelenses e internacionais só nos primeiros oito meses de 2026, número já acima do registrado em 2025.

A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.

A agência israelense de publicidade digital Discover-Tech espionou usuários da internet por meio de uma extensa rede de anúncios online que usava para rastrear alvos e ajudar a invadir seus dispositivos, disseram os grupos de pesquisa Citizen Lab e Confiant, em relato do Jerusalem Post. Os serviços da agência deram à Candiru, empresa israelense de spyware na lista negra do governo dos Estados Unidos (EUA), e a outras firmas israelenses de vigilância acesso a plataformas de anúncios operadas pelo Google, pela Comcast, pelo Yandex da Rússia e outras. Segundo o Citizen Lab, uma forma potente do spyware da Candiru entregue por meio dos anúncios da Discover-Tech comprometeu 45 dispositivos Windows da emissora catariana Al Jazeera entre 2024 e 2025, conforme logs de rede do grupo de mídia. O Google disse ter colaborado com o Citizen Lab e a Confiant na investigação e expulsou a Discover-Tech de suas plataformas de anúncios por “violar sistematicamente nossas políticas”.

A polícia turca invadiu na manhã desta quarta-feira a sede da Halk TV em Istambul, interrompeu as transmissões ao vivo e impediu a entrada de funcionários, segundo o Committee to Protect Journalists (CPJ). A emissora disse no X que as autoridades designaram um administrador para assumir o controle da Halk TV e, segundo relatos de imprensa, a operação está ligada a uma investigação criminal contra o proprietário, Cafer Mahiroğlu. A polícia prendeu 11 funcionários e assumiu o controle da TV de oposição, segundo o G1 Mundo.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) deteve em Sakhalin um repórter do Hokkaido Shimbun sob suspeita de espionagem, segundo a Jiji Press, em texto republicado pelo Nippon.com. O detido é um cidadão japonês, correspondente em Yuzhno-Sakhalinsk, capital da região de Sakhalin, e teria sido transferido para Moscou. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse lamentar que Tóquio use correspondentes para espionagem, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Japan Times.

Forças israelenses feriram uma criança com munição real em ataques em Ramallah e Al-Bireh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestino. Tropas entraram em vários escritórios de organizações não governamentais (ONGs) palestinas e no pátio do Complexo Médico da Palestina, segundo o Middle East Eye. A Wafa identificou dois jornalistas feridos: Khaled Mattawa, da Palestine TV, com ferimento na mão causado por bomba de som, e Firas Lotfi, da Sky News Arabia, com ferimento no pé por estilhaço.

O Talibã suspendeu os serviços de rádio FM da BBC no Afeganistão, alegando “violações repetidas” da emissora, sem detalhar quais, segundo o porta-voz do Ministério da Informação e Cultura do governo talibã, Khubib Ghufran, à Reuters. A BBC confirmou a suspensão e disse trabalhar com as autoridades afegãs para resolver a situação, citando os milhões de pessoas que dependem dela para obter informação precisa em todo o país.

Colonos israelenses armados espancaram na terça-feira o fotógrafo da Agence France-Presse (AFP) Jaafar Ashtiyeh, de 58 anos, que precisou de atendimento hospitalar enquanto cobria a violência contínua de colonos contra agricultores de oliveiras na Cisjordânia, segundo a AFP. Ashtiyeh sofreu hematomas na cabeça e no tronco e foi levado de ambulância a um hospital; os agressores também levaram seu equipamento de câmera. A agressão ocorreu apesar da presença de ao menos uma dezena de soldados israelenses a cerca de 500 metros, segundo o fotógrafo John Wessels, que também foi ameaçado com uma arma de fogo. A direção global de notícias da AFP condenou o ataque e exigiu uma investigação completa.

A polícia de Hong Kong prendeu duas pessoas, entre elas um jornalista, por suposta atuação “com intenção sediciosa”, segundo a Agence France-Presse (AFP). A imprensa local identificou os detidos como o jornalista independente Tang Ho-wing e a ativista Lee Ying-chi. Eles foram detidos para investigação sob uma lei de segurança nacional local aprovada em 2024.

Ataques israelenses na noite de quarta-feira mataram um palestino de 33 anos e feriram outras pessoas, incluindo um menor, na rua Salah al-Din, ao norte de Khan Younis, segundo o Middle East Eye, citando a agência Wafa. O escritório de mídia do governo de Gaza informou que o jornalista palestino Muhammad Abdel Aziz al-Najjar foi morto em outro ataque na quarta-feira.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos argumentou a um tribunal federal que o presidente pode restringir o acesso de jornalistas à Casa Branca, inclusive por causa do teor da cobertura, e que “o acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito”, segundo a manifestação protocolada na noite de terça-feira, 22 de setembro de 2026, e noticiada pelo Times of India. O documento afirma que a administração pode negar entrada em áreas restritas por “razões de discriminação de ponto de vista” e que a Primeira Emenda não cria para os jornalistas um direito de acesso. A manifestação responde à ação da CNN, da MS NOW e do Politico, que tiveram as credenciais recolhidas no sábado, 19 de setembro, e pedem a restauração em liminar, com audiência marcada para esta quarta-feira, 23 de setembro, diante do juiz federal Timothy Kelly, segundo o Times of India, a Associated Press e a MS NOW. A Casa Branca deu às três redações até sexta-feira, 25 de setembro, para contestar a decisão e os fatos que ela cita, e as cartas mencionam reportagens sobre um bunker sob a ala leste da Casa Branca, sobre o estoque de interceptadores de defesa antimísseis dos Estados Unidos e sobre investigações de vazamento do FBI, segundo o Times of India.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à jornalista da CNN Kaitlan Collins, na manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, ao entrar na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York: “Você não deveria estar aqui me cobrindo. Você disse que não ia me cobrir.” A jornalista havia perguntado quando terminaria a guerra com o Irã, citando uma pesquisa segundo a qual dois terços dos norte-americanos não acham que o país está vencendo o conflito, e respondeu que a ONU havia credenciado a emissora para o evento, segundo a CNBC, o The Guardian e o USA Today. O episódio ocorre depois de Trump anunciar, na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, a retirada das credenciais de três veículos na Casa Branca – a própria CNN, a MS NOW e o Politico –, acusados, sem indicação de reportagens específicas, de publicar “FICTION and LIES”. A medida passou a valer no sábado, 19 de setembro, quando agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos, a agência federal que faz a segurança do presidente, recolheram os passes dos jornalistas dos três veículos. Na segunda-feira, 21 de setembro, as três empresas entraram com ação na Justiça federal em Washington alegando violação da Primeira Emenda da Constituição; o juiz federal Timothy Kelly, indicado por Trump, determinou que o Departamento de Justiça responda ao pedido de liminar e marcou uma audiência por teleconferência para quarta-feira, 23 de setembro. Das cinco redes de televisão que dividem a cobertura conjunta da Casa Branca – ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC –, quatro decidiram suspender a cobertura do pool, segundo a CNBC.

Uma gravação de seis segundos apresentada como o momento em que o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, foi atingido por um míssil houthi circulou em redes sociais a partir de 20 de setembro de 2026 e é gerada por inteligência artificial, segundo a checagem da agência France-Presse publicada em 22 de setembro de 2026. A busca reversa de imagens localizou uma versão mais longa do vídeo publicada em 19 de março de 2026 pelo político iemenita Ali Hussein Al-Bujairi, marcada pela própria plataforma X como “mídia manipulada”; a checagem aponta indícios de origem sintética, entre eles um homem que atravessa uma porta de vidro no terceiro segundo e um telefone celular que flutua ao lado do ouvido de outro homem no 11º segundo. Não houve relato oficial de ataque ao aeroporto: a coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado o míssil, e o fogo de 19 de setembro de 2026 consumiu um tanque de combustível da Saudi Aramco num pátio vizinho ao terminal, segundo o The Jakarta Post e a BBC. A checagem da emissora alemã Deutsche Welle, de 17 de setembro de 2026, identificou outro clipe, de nove segundos e mais de 340 mil visualizações, apresentado como ataques a Abha e também gerado por inteligência artificial, além de um vídeo de emboscada que é material de abril de 2024 com narração de uma partida de futebol de 2018 sobreposta; nos dois casos, a plataforma de detecção Hive Moderation apontou origem sintética. A checagem da Deutsche Welle observa que a dificuldade de observar o conflito de forma independente deixa espaço para esse tipo de conteúdo, e a verificação do Misbar, de 21 de setembro de 2026, tratou do mesmo vídeo do aeroporto de Riad.

O juiz federal Timothy Kelly determinou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos responda até esta terça-feira, 22 de setembro, ao pedido de liminar da CNN, do MS NOW e do Politico contra o banimento dos três veículos da Casa Branca, e marcou audiência por videoconferência para quarta-feira, 23, às 15h30 em Washington (16h30 em Brasília), segundo a CNBC. Os veículos pedem a restauração imediata das credenciais permanentes de acesso retiradas em 18 de setembro, quando foram proibidos de entrar no complexo; a ação sustenta violação da Primeira Emenda e do devido processo legal.

As quatro redes de televisão dos Estados Unidos que dividem com a CNN a cobertura da Casa Branca – ABC, CBS, Fox News e NBC – deixaram de transmitir os eventos designados como cobertura de pool do presidente, em apoio à CNN, barrada do prédio pela Casa Branca, segundo o The Guardian e o Hindustan Times. “A partir de hoje o pool de TV não vai cobrir os eventos designados como cobertura de pool do presidente”, escreveu Bryan Boughton, chefe do escritório da Fox News em Washington e presidente do pool, em e-mail aos membros do consórcio, citado pelo The Guardian. “Não haverá pool substituto.” O pool é o arranjo pelo qual as cinco emissoras se revezam na cobertura dos eventos presidenciais e distribuem o material às demais. Sem ele, a cerimônia de inauguração do novo heliponto da Casa Branca, na segunda-feira, 21 de setembro, foi ao ar sem áudio: na transmissão oficial, os comentários de Donald Trump foram abafados pelo som do motor do helicóptero, segundo o Hindustan Times. As cinco redes, a CNN incluída, assinaram nota conjunta: “O público tem interesse vital em receber informação precisa e independente sobre o seu governo. Nenhuma administração deve restringir um veículo de imprensa por discordar da sua cobertura.” O Washington Post avisou que vai reter a publicação das fotos de eventos presidenciais até depois da meia-noite no horário do leste, e o New York Times disse que não publicaria nem distribuiria, nesta segunda-feira, as imagens do pool de fotografia da Casa Branca, de acordo com o Hindustan Times. O pool de texto, rádio e agências seguiu acompanhando os deslocamentos do presidente.

A Casa Branca lançou nesta segunda-feira um canal de transmissão contínua chamado “TRUMP TV: The Essentials Station”, com programação iniciada às 19h no horário de Washington (20h em Brasília) e disponível no site oficial do governo americano e no canal dele no YouTube, segundo o Hindustan Times. A descrição do canal diz que ele reúne “os maiores momentos” do governo de Donald Trump, com vídeos, discursos e destaques transmitidos “24 horas por dia, atualizados em tempo real”. O lançamento ocorreu dois dias depois de Trump banir a CNN, a MS NOW e o Politico do acesso à Casa Branca, e no mesmo dia em que a Casa Branca retirou a CNN da escala do pool de televisão, deixando o pool sem rede designada para os eventos presidenciais, segundo a própria emissora.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira no Gracie Mansion, residência oficial do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e elogiou o adversário que já havia chamado de “meu pequeno comunista”: “Espero que você seja um grande prefeito”, disse Trump na entrevista coletiva após cerca de uma hora de conversa fechada, segundo a AFP, o Hindustan Times e o USA Today. Foi o terceiro encontro dos dois desde a eleição de Mamdani. O prefeito afirmou ter levado ao presidente a situação dos haitianos que perderam o Estatuto de Proteção Temporária (TPS) e ficam sujeitos à deportação; Trump reconheceu que o tema foi levantado e não assumiu compromisso. Os dois acordaram iniciar conversas técnicas entre a Prefeitura e a Casa Branca sobre o financiamento federal do projeto de 12 mil moradias sobre o pátio ferroviário de Sunnyside Yard, no Queens, que Mamdani estima em mais de US$ 21 bilhões em repasses federais. Mamdani disse que avisou a Trump que toda a imprensa seria bem-vinda na coletiva, no mesmo dia em que as grandes redes de televisão mantêm o boicote à cobertura do presidente.

O gabinete do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, divulgou nesta segunda-feira os termos do acordo que a Paramount Skydance fechou com 12 estados para destravar a fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros. Discovery, noticiada mais cedo por Bloomberg e Reuters. O texto, que depende de homologação judicial, obriga a companhia a lançar ao menos 30 filmes por ano durante cinco anos, sendo 20 em circuito amplo nos dois primeiros anos, a investir US$ 1,5 bilhão adicionais em produção nos Estados Unidos e a criar um fundo de US$ 47,5 milhões para trabalhadores deslocados, além de manter negociações separadas de canais a cabo, para preservar a concorrência, e de aceitar um monitor independente. A Paramount também concordou com um conselho de independência editorial para a CNN e a CBS. “O acordo não é um voto de apoio a esta fusão”, disse Bonta, que liderou a ação dos estados em julho, depois de o Departamento de Justiça ter aprovado a operação em junho.

A ação movida pela CNN, pela MS NOW e pelo Politico contra o banimento dos três veículos da Casa Branca foi distribuída ao juiz federal Timothy Kelly, nomeado para a Justiça Federal de Washington por Donald Trump em 2017 e que já decidiu contra o presidente num caso envolvendo a imprensa, segundo o The Hill e o USA Today. Trump reagiu no Truth Social dizendo que os veículos “sortearam um grande juiz” e que Kelly “foi, infelizmente, nomeado por ‘TRUMP’”, numa referência à decisão do magistrado que restaurou a credencial do então correspondente da CNN Jim Acosta, em 2018. “Em outras palavras, quase sem dúvida e, como sempre, vamos recorrer”, escreveu o presidente. O governo americano sustenta que o acesso à Casa Branca é um privilégio e não um direito, e a ação pede que a Justiça declare o banimento inconstitucional e restabeleça as credenciais dos repórteres.

O pool fotográfico da Casa Branca aderiu nesta segunda-feira ao boicote das redes de televisão e decidiu não publicar nem distribuir imagens dos eventos do presidente Donald Trump até a meia-noite, segundo o The Guardian e a BBC. O Washington Post, o The New York Times e a Associated Press anunciaram a medida como parte de um “esforço coletivo” em apoio à CNN, ao Politico e ao MS NOW, barrados na Casa Branca na sexta-feira depois de Trump acusar as três de escreverem “ficção e mentiras”. As cinco redes que formam o pool de televisão – CNN, Fox News, ABC, NBC e CBS – já haviam suspendido a cobertura dos eventos presidenciais, e sem o áudio do pool os telespectadores viram Trump discursar em silêncio na inauguração do heliporto da Casa Branca. A CNN, o Politico e o MS NOW entraram com ação na Justiça Federal nesta segunda-feira; Trump chamou as empresas de “palhaços de terceira categoria” e disse que o governo vai recorrer “quase sem dúvida”.

A Paramount Skydance fechou nesta segunda-feira um acordo com a Califórnia e mais onze estados que contestavam na Justiça a fusão com a Warner Bros. Discovery, informaram a Bloomberg e a Reuters. Segundo a Bloomberg, os estados conseguiram conselhos editoriais independentes para a CBS e a CNN; o Los Angeles Times informa que o acordo prevê US$ 1,5 bilhão em produção na Califórnia e o compromisso de não vender os dois estúdios. Na quinta-feira, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) autorizou investidores estrangeiros a deter 49,5% do capital da empresa – 38,5 pontos vêm de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, que entram com US$ 24 bilhões e ficam sem direito a voto.

As cinco grandes redes de televisão que formam o pool de imprensa da Casa Branca, CNN, Fox News, ABC, NBC e CBS, decidiram deixar de cobrir os eventos do presidente Donald Trump, e CNN, MS NOW e Politico processaram o governo nesta segunda-feira para recuperar o acesso ao prédio, segundo a Deadline e o Politico. O presidente do pool e chefe da sucursal da Fox News em Washington, Bryan Boughton, informou aos assinantes que “a partir de hoje, o pool de TV não cobrirá eventos designados como cobertura de pool do presidente” e que não haverá substituto para a CNN, barrada na sexta-feira junto com o Politico e o MS NOW. A ação, protocolada na Justiça Federal do Distrito de Columbia, pede liminar para restabelecer as credenciais e cita o diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, a chefe de gabinete, Susan Wiles, e o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran.

CNN, MS NOW e Politico informaram nesta segunda-feira que vão processar o governo dos Estados Unidos pela retirada das credenciais de seus jornalistas na Casa Branca, segundo a Associated Press (AP), a Reuters e a agência France-Presse (AFP). As três redações disseram em nota conjunta que notificaram o governo e que entram com a ação na Justiça federal de Washington para proteger os direitos garantidos pela Primeira Emenda, e que o caso pode ter audiência de urgência ainda nesta semana. As credenciais foram retiradas na sexta-feira sem aviso prévio nem processo administrativo, segundo as empresas. O presidente Donald Trump escreveu na rede Truth Social que a medida é “uma investida contra as NOTÍCIAS FALSAS”, e não contra a imprensa livre, “que eu prezo”. A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) pediu a restauração imediata do acesso e afirmou que um critério usado para excluir um veículo por causa de sua cobertura pode ser aplicado a qualquer outro no futuro.

A CNN, a MS NOW e a Politico entraram nesta segunda-feira com uma ação contra o governo de Donald Trump para derrubar o banimento dos três veículos da Casa Branca, segundo a CNBC e a Variety; as empresas pedem liminar para restabelecer as credenciais dos jornalistas, apreendidas no sábado, segundo a Reuters e a BBC.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link