Emissoras de TV da Europa receberam ameaças de bomba na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, com evacuações e programação suspensa; a irlandesa RTÉ e a búlgara Nova TV receberam e-mails de um suposto “Mikhail Andropov” com o título “Mensagem ao Ocidente”, que apresentava as ameaças como prelúdio de novas interrupções no continente. Caças escoltaram aviões de Bruxelas para Sófia e de Praga para Bucareste e para Chipre através do espaço aéreo húngaro, segundo o ministro da Defesa da Hungria, Romulusz Ruszin-Szendi, que também disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ordenou uma patrulha aérea perto da fronteira húngaro-romena, o primeiro relato de envolvimento da aliança. No dia anterior, quinta-feira, 5, mais de duas dúzias de voos foram afetados por ameaças falsas na Europa, e a polícia tcheca registrou ameaças a nove voos com partida ou chegada a Praga, sem cancelamentos.
Tema: Hungria
Matérias e notas sobre Hungria.
Uma nova onda de ameaças de bomba afetou ao menos 18 voos de ou para Bulgária, Chéquia, França, Itália, Hungria, Chipre, Romênia, Reino Unido e Portugal nesta sexta-feira, e a Hungria enviou caças três vezes para escoltar voos civis em seu espaço aéreo, segundo o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi. Uma série separada de ameaças contra organizações de mídia na Irlanda interrompeu transmissões e provocou evacuação de equipes e buscas policiais em redações. O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse que a onda de alertas mostra “como pode ser relativamente simples causar desordem e minar o funcionamento normal da sociedade”.
A húngara MOL recebeu licença dos Estados Unidos para trabalho preparatório na compra da participação russa na petrolífera sérvia NIS, segundo a agência TASS. A empresa já havia assinado acordo vinculante com a Gazprom Neft para comprar a fatia de 56,16% da petroleira russa na NIS, conforme comunicado da própria MOL.
A Hungria abriu nesta quarta-feira um banco de dados público online com dezenas de milhares de arquivos da polícia secreta comunista, segundo a Reuters, em texto republicado pela WSAU. O primeiro-ministro Peter Magyar disse que cerca de 60 mil nomes foram tornados públicos e que novos arquivos serão carregados até fevereiro de 2027. “Estamos implementando agora, depois de 36 anos… o que era a promessa da mudança de regime”, afirmou, em entrevista no arquivo. O acervo reúne os nomes de aproximadamente 55 mil a 60 mil informantes recrutados pelos serviços de segurança do Estado entre 1945 e 1989, segundo o Telex. Os arquivos estão longe de completos, porque muitos foram destruídos em 1956, durante o levante antissoviético, e em 1988-1989. Até esta quarta-feira, pessoas comuns só podiam consultar registros sobre si mesmas ou parentes próximos.
Um voo da Wizz Air que ia do aeroporto de Londres Luton a Sófia foi escoltado por um caça húngaro até Budapeste após uma ameaça de bomba em pleno voo. A companhia confirmou depois que a inspeção foi “concluída e nada foi encontrado” e que o avião voltaria a decolar em seguida.
O governo dos Estados Unidos avalia apoiar o ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán como candidato a secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com autoridades abordando Orbán com a proposta e o encorajando a entrar na disputa, diante de interesse demonstrado por ele e sem decisão final, segundo o Jerusalem Post, que cita fontes de três países.
A Hungria bloqueou o passo seguinte no processo de adesão da Ucrânia e da Moldávia à União Europeia (UE), segundo o Kyiv Independent, em texto republicado pelo Byteseu, embora as exigências anteriores dos dois países tivessem sido cumpridas. A agência TASS noticiou o bloqueio.
O governo da Hungria submeteu ao Parlamento, no fim do dia 14 de setembro, um projeto de lei que remove as regras anti-LGBTQ+ implementadas pelo governo nacionalista anterior, de Viktor Orbán, que proibiam a “promoção da homossexualidade” para menores de 18 anos, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Straits Times. O governo de Orbán, derrotado depois de 16 anos numa eleição em abril, promovia uma agenda cristã-conservadora e, em 2021, proibiu a “exibição e promoção da homossexualidade” e a mudança de gênero em conteúdo acessível a menores de 18 anos. A nova ministra da Justiça, Márta Görög, disse em maio que a Hungria precisaria revisar a legislação que restringe o acesso de menores a conteúdo LGBTQ+ depois de o tribunal superior da União Europeia (UE) decidir em abril que as restrições violavam o direito da UE.
O chanceler russo Sergei Lavrov disse que Washington entendeu e reconheceu a posição de Moscou sobre uma possível reunião trilateral sobre a Ucrânia, após tentativas de Kiev de perturbar as eleições da Duma, segundo a TASS. Em outra frente, embaixadores da União Europeia concordaram em retomar a etapa técnica das negociações de adesão da Ucrânia e da Moldávia, paralisadas pela Hungria desde o verão, com possível abertura de dois clusters, segundo a TASS, citando o relatório do relator.
A Hungria deve suspender o veto à fase técnica das negociações de adesão da Ucrânia à União Europeia (UE), com cartas sobre capítulos de mercado interno e concorrência, segundo o Financial Times, em texto citado pela TASS. O apoio político pleno dependeria da aprovação pelo parlamento ucraniano, em 12 de outubro, de uma lei sobre direitos educacionais de minorias, segundo o Financial Times, em texto citado pela TASS.
O Parlamento da Hungria votou na segunda-feira para suspender a imunidade de três deputados, incluindo o primeiro-ministro Péter Magyar, segundo a Associated Press (AP). Magyar é investigado por suspeita de furto menor após supostamente tomar o celular de um homem em briga em boate e jogá-lo no Danúbio em junho de 2024, segundo a AP. Também caíram as imunidades de dois ex-ministros do governo de Orbán, suspeitos de desvio de 17,3 bilhões de forints de fundos públicos e de propinas acima de 12 bilhões de forints, ainda segundo a AP.
O Parlamento húngaro suspendeu a imunidade de Magyar, com 139 votos a favor e nenhum contra e nenhuma abstenção, segundo a agência TASS. Magyar enfrenta a acusação de ter tomado o celular de um homem durante uma briga em uma boate, em junho de 2024, e jogado o aparelho no rio Danúbio. Ele próprio pediu a suspensão da imunidade, dizendo que está pronto a cooperar com os investigadores e que não tem nada a temer.
A chanceler da Hungria, Anita Orban, disse estar pronta para se reunir com o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, para tratar das relações bilaterais, em declaração ao portal Index durante a semana de alto nível da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a TASS; ela afirmou que, apesar de ainda não ter falado com Lavrov, as relações diplomáticas seguem normais.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento da Hungria, Márton Hajdú, do partido Tisza, pediu a congressistas republicanos dos Estados Unidos que o país seja isento da lei de sanções que Donald Trump assinou na sexta-feira, e que autoriza tarifas de até 100% sobre países que compram energia russa ou ajudam a contornar as medidas, segundo o Hungary Today e o Mezha. Hajdú disse que o Tisza tem consciência dos riscos da dependência da energia russa e que o plano para reduzi-la ficará pronto em breve; a Hungria importa cerca de 5 milhões de toneladas de petróleo russo por ano e 4,5 bilhões de metros cúbicos de gás, segundo o Hungary Today. O texto final da lei não nomeia a Hungria, e China, Índia e Turquia aparecem como alvos potenciais.