O parlamentar Mansour Abbas, chefe do partido árabe tradicionalista Ra’am, recusou-se a chamar o Hamas de organização terrorista nas consultas com o presidente Isaac Herzog nesta quinta-feira, citando o desejo de continuar sendo uma “ponte” com os palestinos e o risco pessoal para ele e sua família. Abbas recomendou Gadi Eisenkot, que fez do reconhecimento do Hamas como organização terrorista uma condição para os partidos que quiserem entrar num governo liderado por ele. A Herzog, Abbas disse: “Somos uma ponte. Não destruam essa ponte. Não nos transformem em apoiadores do terror ou traidores”, e pediu espaço para proteger a si e à família, chamando o assunto de “questão de vida ou morte”.
Tema: Hamas
As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Shin Bet anunciaram na quarta-feira que sete “operativos” palestinos foram mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza nesta semana, incluindo Jamal Abu Saeed, descrito como chefe de operações da inteligência militar do Hamas e responsável por manter o refém Omer Shem Tov. Segundo a IDF, Abu Saeed atuava para restaurar as capacidades do Hamas, em “violação sistemática do cessar-fogo”.
O ex-chefe do Exército israelense Herzi Halevi disse, em Nova York no domingo, que o ataque de 7 de outubro de 2023 foi uma falha que poderia ter sido evitada, mas que não houve absolutamente nenhuma traição interna, segundo o Times of Israel.
O aparato de defesa de Israel aplica uma política sem precedentes na Faixa de Gaza que concede imunidade a prefeitos e altos funcionários dos sistemas governamental e municipal do Hamas, segundo o Jerusalem Post. Fontes militares disseram ao Walla que a decisão de não atacar os chefes das autoridades locais do Hamas vem do receio de que matá-los leve ao colapso das instituições de governo em Gaza e a um caos civil com o qual Israel acabaria tendo de lidar, de acordo com o jornal.
O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, fixou quatro condições para a formação de um novo governo, entre elas reconhecer o Hamas como organização “terrorista” e se comprometer a desmantelar suas capacidades militares e de governo em Gaza, segundo o Middle East Eye.
O Exército de Israel afirmou nesta sexta-feira, em comunicado, que matou dois comandantes do Hamas em um ataque aéreo na área de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, no dia anterior. Um deles foi identificado como Ihab Jamil Abu Taqiya, comandante de esquadra do braço militar do Hamas, que, segundo o comunicado, esteve envolvido na manutenção de reféns israelenses no início da guerra. O relato é da Xinhua.
O Exército israelense realizou uma nova série de ataques na Faixa de Gaza e afirma que eles mataram quatro membros do Hamas e da Jihad Islâmica, segundo o serviço de imprensa militar citado pela TASS.
Dirigentes do Hamas em Gaza transmitiram ao coordenador humanitário da ONU na Faixa, Ramiz Alakbarov, uma mensagem de que o grupo está pronto para realizar outro ataque como o de 7 de outubro de 2023, e pediram que ela fosse entregue a Israel, segundo o Times of Israel, que cita a Ynet. A mensagem foi repassada ao chefe de ligação do Exército israelense com os palestinos, o major-general Yoram Halevy, que escreveu uma carta urgente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa, Israel Katz, na qual afirma que se trata de uma ameaça incomum, que nunca havia sido transmitida com esse nível de franqueza e crueza. O trecho da carta foi publicado no sábado à noite pelo Canal 13, segundo o mesmo veículo.
O Exército de Israel lançou na área de Hebron uma operação que deve durar vários dias, com buscas sistemáticas por infraestrutura e armas e o interrogatório de dezenas de suspeitos, após um ataque mortal do Hamas na manhã de sexta-feira, segundo comunicado conjunto do Exército e do Shin Bet (Serviço de Segurança de Israel). Segundo o Jerusalem Post, as buscas se concentram na área de onde partiram os atacantes. O Exército, o Shin Bet, a Polícia de Fronteiras e a Administração Civil realizam “buscas direcionadas e minuciosas” no local “para localizar e desmontar infraestrutura e armas do terrorismo, e para interrogar muitas dezenas de suspeitos”, segundo o Times of Israel.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter instruído as forças de segurança a isolar imediatamente Hebron e a preparar o fechamento total da Cisjordânia a partir de sexta-feira, segundo a Associated Press (AP). A ordem veio horas depois de um ataque perto de Hebron que deixou ao menos cinco feridos, alguns em estado grave, segundo a agência. Netanyahu atribuiu o ataque ao Hamas e disse que o grupo “planejava um grande atentado destinado a assassinar civis inocentes”.
Oficiais militares seniores de Israel apresentaram às contrapartes dos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Hamas não pretende se desarmar e está reconstruindo suas forças na Faixa de Gaza em preparação para uma possível retomada dos combates, informou o diário Haaretz nesta quinta-feira, segundo o Times of Israel. De acordo com o relatório, as Forças de Defesa de Israel (FDI) avaliam que o Hamas não entregará suas armas a um organismo internacional e só poderia ser desarmado por operações militares, inclusive entrando em áreas de Gaza hoje fora do controle israelense.
Um ataque israelense a um apartamento em Gaza matou duas pessoas e feriu outras, segundo a Associated Press. O Exército israelense diz que o alvo era um militante do Hamas.
A ex-vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Kamala Harris, criticou a resposta do governo do ex-presidente Joe Biden à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza durante a Asan Memorial Lecture de 2026, em Seul, na quarta-feira. Harris disse que os EUA precisavam honrar sua obrigação com o direito internacional e que a resposta do governo Biden foi uma falha nesse aspecto. Ela criticou também o governo atual, sob o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que o governo “oferece a Netanyahu um cheque em branco”.
Autoridades dos Estados Unidos (EUA) e representantes do Board of Peace preparam uma vistoria de campo e um mapeamento em Gaza para identificar locais onde integrantes do Hamas entregariam armas no plano de 20 pontos de Trump, segundo o Walla, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Israel aprovou a entrada em Gaza de uma empresa americana, sob o Board of Peace, para identificar locais de entrega de armas do Hamas, segundo a emissora pública Kan, em texto republicado pelo Times of Israel.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter atingido três depósitos de armas do Hamas, um centro de comando e um local de lançamento de mísseis na Faixa de Gaza, segundo a TASS. As FDI disseram ter emitido avisos prévios à população e usado munições de precisão e vigilância aérea, conforme a mesma fonte.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, adiou no sábado as eleições legislativas previstas para o mês seguinte para 11 de setembro de 2027 e convocou a eleição presidencial para a mesma data, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Jerusalem Post. A França pediu que as autoridades palestinas revertam a decisão e organizem eleições legislativas e presidenciais por toda a Palestina o quanto antes, segundo a mesma reportagem. O Hamas endossou a decisão de Abbas de adiar as eleições do Conselho Legislativo, originalmente marcadas para 28 de novembro, para 11 de setembro de 2027, segundo o The Jerusalem Post.
Uma autoridade israelense de segurança disse ao site Walla que o Hamas mostra sinais de preparar ataques contra forças israelenses, segundo o Jerusalem Post. A inteligência israelense identificou indícios de que o Hamas planeja confrontar tropas ao longo da Linha Amarela, segundo a mesma autoridade. Questionada sobre a possibilidade de um confronto em larga escala antes das eleições israelenses de 27 de outubro, a autoridade avaliou a probabilidade como baixa.
A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, disse ter se reunido duas vezes com o ex-líder do Hamas Ismail Haniyeh no Catar para organizar uma visita a reféns israelenses em Gaza, segundo o The Jerusalem Post. Spoljaric disse que o CICV não teve acesso aos reféns.
A ex-chefe do centro de pesquisas do Shin Bet, Neomi Neumann, afirmou que o Hamas ainda controla Gaza, segundo o Jerusalem Post, citando a KAN News. Ela afirmou que o Hamas gera entre 2 e 5 milhões de dólares por dia com impostos pesados sobre mercadorias na Faixa de Gaza, e que “boicota parte da ajuda humanitária e vende os produtos a preços altos no mercado negro”.
Jared Kushner marcou um ano do acordo sobre o plano de 20 pontos de Trump para Gaza, dizendo que houve progresso significativo na implementação no último ano, segundo o Jerusalem Post. Entre os marcos citados estão o retorno dos 20 reféns vivos a Israel em outubro de 2025, a devolução dos restos do último refém em janeiro de 2026 e a formação de uma administração palestina tecnocrática para Gaza. Kushner afirmou que a ajuda humanitária a Gaza aumentou significativamente desde o cessar-fogo e que o Hamas assinou em julho uma estrutura de desarmamento por fases, ainda não plenamente implementada.
O Exército israelense anunciou ter matado Muhammad Muhsen Nimr Yazji, comandante do Batalhão Shati do Hamas, em ataques na Cidade de Gaza na segunda-feira, segundo o Jerusalem Post. O anúncio foi feito na noite de quinta-feira. Yazji manteve como reféns Emily Damari, Romi Gonen e Matan Angrest, segundo os militares. Em ataques separados na terça-feira, o Exército disse ter matado Muhammad Fawzi Muhammad Awad Gamal, do Batalhão Daraj Tuffah do Hamas.
Israel marca nesta quarta-feira o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, semanas antes de uma eleição geral e após um cessar-fogo em Gaza no ano passado, segundo a France24. O ataque matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP) com base em números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.200 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza. Desde o cessar-fogo, forças israelenses mataram mais de 1.430 pessoas em Gaza, segundo o ministério do território.
O Ministério da Defesa de Israel disse que 1.318 integrantes das forças de segurança israelenses foram mortos desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, em serviço ou em consequência de acidente, doença ou suicídio, segundo o Middle East Eye.
Israel afirmou no sábado que tentou matar o dirigente máximo do Hamas na Faixa de Gaza, Ali al-Amoudi, em ataque aéreo a um apartamento. Autoridades locais dizem que o ataque matou cinco pessoas, e um funcionário do hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, disse à AFP que o hospital recebeu ao amanhecer os corpos de cinco pessoas e uma série de feridos no bairro de Rimal. O Exército israelense disse que visava matar al-Amoudi, descrito como braço direito de Yahya Sinwar, o chefe do Hamas morto, e envolvido no planejamento do ataque de 7 de outubro.
O governo de Donald Trump anunciou sanções contra três indivíduos supostamente ligados ao grupo militante islamista Hamas e contra duas entidades beneficentes sediadas na França, segundo o The Guardian. Investigadores alegam que a rede movimentou mais de US$ 2 milhões ao Hamas “por meio de fachadas beneficentes enganosas e canais de criptomoedas”. Todos os bens dos sancionados nos Estados Unidos estão bloqueados e devem ser reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que 170 palestinos mortos na Faixa de Gaza e identificados como jornalistas após a morte eram membros de grupos armados, segundo o The Times of Israel. Segundo as Forças de Defesa, 118 atuavam na ala militar do Hamas e 49 na Jihad Islâmica Palestina, dois nos Comitês de Resistência Popular e um nas Brigadas dos Mujahidin.
O Exército de Israel matou Izz al-Din al-Beik, chefe da ala armada do Hamas no norte da Faixa de Gaza, segundo a Al Jazeera, citando fontes palestinas e oficiais israelenses. Al-Beik foi morto em ataque contra um prédio residencial no bairro Nassr, na Cidade de Gaza, na madrugada de terça-feira, segundo médicos e fontes do Hamas. Fontes locais identificaram os dois palestinos mortos no ataque como al-Beik e Muhannad Abu Foul, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz afirmaram que al-Beik era um comandante, segundo a Anadolu (AA).
Durante um encontro em Abu Dhabi no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que refutasse o relato de que avisou Israel de um ataque iminente do Hamas, segundo o Middle East Eye. O relato, do jornal israelense Haaretz, dizia que o líder emiradense alertou Netanyahu dias antes do ataque liderado pelo Hamas. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não comentou o relato mais recente e disse manter “canais de comunicação abertos e diretos” com Israel e compartilhar “toda a inteligência relevante”.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou um vídeo em que ameaça matar o dirigente do Hamas Hassan Salameh, preso, segundo a Al Jazeera.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara um possível caso no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para usar como alavanca na escalada da disputa entre os dois, segundo o i24NEWS, citado pela RT. Segundo a RT, Netanyahu teria instruído uma equipe interministerial israelense e o chefe do Departamento de Direito Internacional a preparar um dossiê focado sobretudo em supostos ataques contra minorias curdas, além de acusações de financiamento do Hamas pelo governo Erdogan. A medida seguiria o pedido da Turquia no mês passado de um alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu, depois de um tribunal turco emitir mandado de prisão por acusações que incluem genocídio pela interceptação da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, no início deste ano.
O ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que o Hamas teria enviado um aviso a Israel antes do ataque de 7 de outubro de 2023, com a mensagem transmitida por um canal do Shin Bet, segundo o Times of India. Para Gallant, o aviso partiu do líder do Hamas, Yahya Sinwar, que advertiu que iria “shake the prisons”. Gallant afirmou à Army Radio que soube primeiro dessas advertências por reportagens, conforme citação do The Jerusalem Post.
O líder do Hamas, Khalil al-Hayya, disse à emissora catari Al-Araby que a eleição israelense não trará mudança para os palestinos e que “nosso povo sofreu nas mãos de todos os partidos israelenses”, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo South China Morning Post. Ele disse que o Hamas se recusa a permitir que o sangue, o sofrimento e a causa do povo palestino sirvam de combustível para as eleições israelenses. A eleição em Israel está marcada para 27 de outubro.
O Hamas condenou a decisão do Board of Peace de não trabalhar com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de afirmar que a agência não terá papel em Gaza. Em publicação no X, o Board disse que só trabalhará com parceiros confiáveis, que entreguem resultados para a população de Gaza e contribuam para uma Gaza desradicalizada, e que a UNRWA não passa nesses critérios. A Associated Press informou na sexta-feira que membros do Board se mostraram nos bastidores mais dispostos a trabalhar com a UNRWA do que a posição pública sugeria.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou como “absurdo grotesco” a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da ONU de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia, segundo a agência France-Presse, reproduzida pelo Channel NewsAsia. O comunicado israelense afirma que militantes do Hamas atacam judeus “quase todos os dias” na Judeia e Samaria, nome que Israel usa para a Cisjordânia, e que “a ignorância não é desculpa para apagar o sangue deles”. O The Jerusalem Post registra que o ministro das Finanças Bezalel Smotrich acusou Macron de mentir e citou a morte de um israelense de nacionalidade francesa, pai de seis filhos, num ataque atribuído ao Hamas na Cisjordânia no domingo, 20 de setembro de 2026, dois dias antes do discurso. Macron falou em francês, e as traduções publicadas variam entre “nunca atuou” e “nunca causou problemas” na Cisjordânia; ele criticou as violações diárias no território e chamou a situação humanitária em Gaza de “um espetáculo que envergonha todos nós”.
Um ataque aéreo israelense atingiu al-Khiam, no sul do Líbano, durante a noite desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, danificando linhas de transmissão e deixando sem energia toda a área de Nabaa el-Hamas, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pelo Middle East Eye. Uma explosão de grande porte em al-Khiam, no distrito de Nabatieh, foi sentida em todo o sul do país, ainda segundo a agência. Na terça-feira, 22 de setembro, a artilharia israelense atingiu as cidades de Al-Mansouri e Baraachit, e forças israelenses avançaram sobre Al-Mansouri com veículos militares e tratores, detonando casas do Quarto Bairro que haviam sido preparadas com explosivos, conforme o relato da NNA.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia. “O absurdo grotesco da declaração de Emmanuel Macron é estarrecedor”, diz a nota, reproduzida pelo Middle East Eye e pelo Jewish News Syndicate (JNS). A nota cita a morte de Netanel Shukrun, cidadão francês e pai de seis filhos, que o gabinete descreve como assassinado a tiros no carro por um “terrorista do Hamas” no domingo, 20 de setembro de 2026, véspera do Yom Kippur, na Cisjordânia ocupada, região que o governo israelense chama de Judeia e Samaria. “Com o seu último suspiro, ele disse ao filho para correr”, afirma o texto. “Terroristas do Hamas realizam ataques contra judeus quase todos os dias. Assassinaram incontáveis civis israelenses na Judeia e Samaria.” Macron havia chamado as cenas em Gaza de “vergonhosas. Vergonha para todos nós”, e dito que “todos os que afirmam que a segurança de Israel exige a violação da soberania de todos os seus vizinhos cometem um erro fatal”, conforme o Middle East Eye. Netanyahu deve discursar na ONU na quinta-feira, 24 de setembro de 2026.
Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em vídeo publicado nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na rede social X, que vai usar o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcado para quinta-feira, 24 de setembro, para defender os militares do país e “dizer a verdade” sobre o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem acusou de apoiar o Hamas e de incitar distúrbios contra os judeus da cidade, segundo o The Jerusalem Post e o The Times of India. “Que vergonha, senhor Mamdani”, disse Netanyahu. “Que vergonha por apoiar os monstros terroristas do Hamas que massacraram o nosso povo.” A fala responde a uma entrevista de Mamdani à CNN na segunda-feira, 21 de setembro, na qual o prefeito voltou a chamar Netanyahu de “criminoso de guerra” e “arquiteto de um genocídio horrível” e defendeu que o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro seja cumprido.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a cidade de Gaza será evacuada e destruída se um único israelense for sequestrado, e disse que o Exército não fará retiradas parciais dos 63% do território que ocupa até que o Hamas seja desarmado. A fala foi feita no memorial da Guerra do Yom Kippur, em Jerusalém, segundo a Agence France-Presse, o The Jerusalem Post e a i24NEWS. “Se um único soldado ou civil israelense for sequestrado, toda a cidade de Gaza, com as suas casas e torres do terror, será evacuada para o sul com o seu milhão de residentes”, disse Katz, dirigindo o aviso ao Hamas e, explicitamente, aos governos do Irã e da Turquia. A prefeitura de Gaza estima 1,1 milhão de moradores na cidade.