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Tema: Ásia Oriental

Fluxo

O Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) divulgou diretrizes para a escolha dos delegados ao 21º Congresso Nacional, que será realizado no segundo semestre de 2027 em Pequim, com supervisão de todo o processo eleitoral e tolerância zero a violações de regras, disciplina e leis. O texto pediu que qualquer infração seja investigada e punida com firmeza. O Comitê Central também citou casos anteriores de compra de votos e de campanha antecipada como exemplos a serem usados em campanhas educativas. O congresso vai eleger um novo Comitê Central e é esperado com uma ampla renovação da cúpula política e militar do país.

Um astronauta paquistanês integrará a tripulação da Shenzhou-24 e será o primeiro estrangeiro a bordo da estação espacial chinesa, segundo a mídia estatal chinesa. Segundo a Agência Espacial Tripulada da China, ele fará um voo curto em órbita e retornará à Terra na Shenzhou-23; a data de lançamento não foi divulgada. A missão será o primeiro voo conjunto de astronautas chineses e estrangeiros na história do programa tripulado chinês. Dois candidatos paquistaneses, Muhammad Zeeshan Ali e Khurram Daud, começaram o treinamento ao lado de colegas chineses neste ano, e um deles seria escolhido especialista de carga para um voo de curta duração. O voo faz parte de acordo assinado por China e Paquistão em fevereiro de 2025.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que, um ano depois, as autoridades japonesas “não agiram em nada” para corrigir as declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan, evitando a questão sem demonstrar sinceridade. Segundo Guo, as graves dificuldades atuais nas relações entre os dois países recaem inteiramente sobre a responsabilidade japonesa. O orçamento militar japonês para 2026 superou 9 trilhões de ienes, cerca de 56,8 bilhões de dólares, impulsionado pela antecipação da meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos de defesa.

Stephen Orlins, presidente do Comitê Nacional de Relações Estados Unidos (EUA)–China, disse em discurso por vídeo em Sanya, em Hainan, que o secretário de Guerra Pete Hegseth e o almirante Samuel Paparo, do Comando do Pacífico, podem visitar a China “em breve”, o que seria útil para estabelecer contato. O Pentágono e o Comando do Pacífico disseram não ter anúncios a fazer no momento, enquanto Washington negocia há meses uma possível visita, talvez antes do fim do ano. Orlins alertou ainda que o Mar do Sul da China – mais do que Taiwan – se tornou o ponto com maior risco de um choque militar acidental entre as duas potências.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a retomada dos canais de comunicação entre as duas Coreias, incluindo os contatos militares diretos, para evitar acidentes ou erros de cálculo. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que Guterres segue preocupado com a situação na península coreana e com uma possível escalada na Zona Desmilitarizada. A tensão na fronteira aumentou após a explosão de uma mina em 21 de setembro dentro da Zona Desmilitarizada, que feriu três militares sul-coreanos, dois deles com gravidade. Uma investigação conjunta do Exército sul-coreano e do Comando da ONU concluiu que a explosão foi causada por minas antipessoal plantadas deliberadamente pela Coreia do Norte, que nega responsabilidade.

O Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) divulgou uma circular para a eleição dos delegados ao 21º congresso nacional do partido, com o Departamento de Organização encarregado dos preparativos. Serão eleitos 2.360 delegados por 38 unidades eleitorais em todo o país. O 21º congresso será realizado no segundo semestre de 2027, em Pequim, conforme decisão da quinta sessão plenária do 20º Comitê Central, no fim de outubro. Xi Jinping convocou reuniões do Comitê Permanente do Bureau Político e do Bureau Político para estudar o assunto e definir requisitos gerais, objetivos e tarefas do processo. A eleição dos delegados começou no sábado e deve terminar até o fim de junho do ano que vem.

Um ano depois das declarações da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre Taiwan no Parlamento, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que as autoridades japonesas não demonstraram qualquer sinceridade nem agiram para refletir sobre seus erros e corrigi-los, e que as dificuldades graves nas relações entre os dois países são inteiramente responsabilidade do lado japonês. No mesmo dia, Takaichi disse a repórteres em Tóquio que o Japão segue comprometido com uma relação “estratégica e mutuamente benéfica” com a China e descreveu Pequim como “vizinho importante”, segundo a agência Kyodo. Desde as declarações de Takaichi, a China impôs uma série de medidas retaliatórias, entre avisos de viagem que desaconselham visitas ao Japão, restrições às importações de frutos do mar japoneses e cotas de exportação de terras raras usadas na indústria de alta tecnologia.

O ex-deputado prodemocracia Au Kam San foi condenado nesta sexta-feira a 12 anos e meio de prisão em Macau, no primeiro caso de segurança nacional da cidade, após julgamento a portas fechadas. O tribunal o considerou culpado de subverter o poder do Estado, quebra de confidencialidade e estabelecimento de contato com organizações externas para cometer atos que ameaçam a segurança nacional. A prisão dele no ano anterior marcou o primeiro processo publicamente conhecido sob a lei de segurança nacional de Macau, em vigor desde 2009; Au foi deputado por 20 anos, até deixar o cargo em 2021.

A Câmara dos Representantes do Japão aprovou nesta sexta-feira, em votação acelerada, projeto que corta o imposto sobre consumo de alimentos e bebidas de 8% para 1% por dois anos a partir de abril e cria um benefício em dinheiro vinculado à renda para trabalhadores de baixa renda. O benefício começa com valor equivalente a 1% da arrecadação do imposto e terá implantação plena no ano fiscal de 2029. A perda de arrecadação é estimada em cerca de 10 trilhões de ienes (US$ 63 bilhões) em dois anos, sem clareza sobre como o governo vai compensá-la. A coalizão governista não tem maioria na Câmara dos Conselheiros, o que torna difícil o caminho no Senado, e partidos de oposição se manifestaram contra a aprovação.

O sábado marca um ano da fala da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, de que um ataque a Taiwan poderia levar as Forças de Autodefesa a agir em apoio aos Estados Unidos (EUA), e o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as relações entre os dois países enfrentam “sérias dificuldades”, com “a responsabilidade inteiramente do lado japonês”. O porta-voz Guo Jiakun disse que não houve progresso no último ano e que as autoridades japonesas “se esquivam” do assunto. No mesmo dia, Takaichi disse em Tóquio que seu governo quer promover a relação estratégica e mutuamente benéfica com a China, “uma vizinha importante”. Desde as falas, a China recomendou aos cidadãos que não viajem ao Japão, proibiu a importação de frutos do mar japoneses e restringiu a exportação de terras raras.

O Tribunal de Primeira Instância de Macau condenou nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, o ex-deputado Au Kam-san, de 69 anos, a 12 anos e seis meses de prisão por subversão do poder estatal e conluio com entidades estrangeiras, no primeiro julgamento de segurança nacional da região. O julgamento a portas fechadas em setembro foi o primeiro desde que a lei local entrou em vigor em 2009, e o tribunal afirmou que Au auxiliou organizações estrangeiras hostis a coletar e divulgar proposições políticas. Um diplomata da União Europeia (UE) teve a entrada na sala negada, e a Human Rights Watch disse que a condenação envia uma mensagem intimidante e pediu a Portugal e à UE que pressionem pela libertação imediata.

O comando militar dos Estados Unidos (EUA) em Okinawa estenderá até 7 de dezembro o toque de recolher da meia-noite às 5h para militares abaixo do posto de sargento. A decisão ocorre após a prisão de outro fuzileiro por suspeita de dirigir embriagado durante o toque de recolher, decretado depois da prisão de Devin Ballard por suspeita de roubo e assassinato de uma mulher em Naha. Sargentos e postos superiores não estão sujeitos à extensão, mas todos os militares ficam proibidos de comprar ou consumir álcool fora da base após a meia-noite.

O contágio asiático do tombo de Wall Street abriu a sexta-feira no vermelho: o índice Nikkei caiu abaixo da linha dos 60 mil pontos pela primeira vez desde maio e ampliou as perdas para mais de 4%. O Kospi sul-coreano despencou mais de 8%, com a negociação interrompida por 20 minutos, na esteira do recuo de 5,5% do Nasdaq e de 3 trilhões de dólares apagados do valor das empresas do S&P 500, segundo a Reuters em texto republicado pelo Investing.com – no Japão, a abertura 5% abaixo teve a Panasonic perdendo mais de 10% e a Hitachi quase 8%, com democratas em campanha para frear data centers e a expansão da inteligência artificial.

O governo japonês estuda declarar explicitamente uma exceção aos seus três princípios não nucleares na Estratégia de Segurança Nacional a ser revisada até o fim do ano, medida que aparentemente busca reforçar a eficácia da dissuasão nuclear americana que protege o Japão, segundo uma fonte a par do assunto. A opção principal em análise é dizer no documento que o Japão permitiria a entrada de armas nucleares no país em situação de emergência, retomando uma posição exposta por um ministro das Relações Exteriores no Parlamento em 2010 e endossada por governos sucessivos, inclusive o da primeira-ministra Sanae Takaichi. O governo tende a manter os três princípios sem revisão, e a redação final deverá ser negociada entre o Partido Liberal Democrata (PLD), parte de cujos membros resiste a mexer nos princípios, e o parceiro de coalizão Partido da Inovação do Japão, mais favorável à mudança. No mês passado, Takaichi disse em comissão parlamentar que havia “espaço para consideração” sobre como os próximos documentos de segurança devem tratar a dissuasão ampliada americana.

A Justiça de Hong Kong condenou nesta quinta-feira o ativista Joshua Wong a mais 10 anos de prisão sob a lei de segurança nacional imposta por Pequim. O juiz William Tam descontou três anos por confissão e atenuantes e fixou a pena em 10 anos, o mínimo legal para crime grave. Wong já cumpria pena de quatro anos e oito meses por outro caso de segurança nacional e tinha previsão de ser solto em janeiro; os dois meses restantes dessa pena serão cumpridos em simultâneo com a nova condenação, segundo o juiz. Tam escreveu que a conspiração do réu com outras pessoas só terminou porque ele foi condenado em 23 de novembro de 2020 por duas infrações ligadas a reunião ilegal e ficou em prisão preventiva; não houve desistência dele. O consulado dos Estados Unidos em Hong Kong afirmou que Wong está “injustamente preso” desde o fim de 2020 e pediu sua libertação imediata.

O principal diplomata da China, Wang Yi, recebeu em Pequim uma delegação chefiada por Kim Song-nam, chefe de assuntos internacionais do Partido dos Trabalhadores da Coreia, segundo o SCMP. Wang afirmou que a China está pronta a executar “resolutamente” o consenso central dos líderes dos dois partidos e dos dois países e a levar os laços a um desenvolvimento mais profundo e substantivo. A visita ocorreu pouco depois do quinto plenário do partido, o principal evento do calendário político chinês neste ano.

O governo do Japão estuda incluir na Estratégia de Segurança Nacional, a ser revisada até o fim do ano, uma menção de exceção aos três princípios não nucleares, segundo relato da Kyodo publicado pelo Kyoto Shimbun. A formulação em estudo segue a resposta dada em 2010 pelo então chanceler Okada Katsuya e admitiria a entrada de armas nucleares em emergência como exceção ao princípio de “não permitir a introdução”, sem revisar os três princípios em si. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse em outubro, na comissão de orçamento da Câmara Baixa, que a dissuasão estendida dos Estados Unidos e a resposta de Okada têm “margem de exame” na revisão – e o jornal aponta o risco de nova reação da China, que acusa o governo Takaichi de “novo militarismo”.

A Procuradoria-Geral do Povo da China indiciou o ex-membro do Politburo Ma Xingrui sob a acusação de receber subornos, segundo a agência estatal Xinhua. Promotores em Yichang, cidade da província central de Hubei, acusaram Ma de usar seus cargos de direção para receber subornos “excepcionalmente grandes” e obter benefícios para outros. Ma havia sido nomeado ao Politburo em 2022 e sua queda tornou-se pública em abril, quando as autoridades informaram que ele era investigado por violações graves da disciplina partidária e das leis nacionais.

Um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, na viagem de Trump à Ásia em novembro parece cada vez mais improvável após a derrota eleitoral republicana, segundo analistas. Kim Yo Jong sinalizou na quarta-feira que Pyongyang “não tem necessidade de se sentar cara a cara com pessoas tão pouco confiáveis e hostis”. Um eventual encontro era especulado em torno da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, marcada para 18 e 19 de novembro. Especialistas apontam que o controle democrata do Congresso pode dificultar a obtenção de submarinos de propulsão nuclear pela Coreia do Sul e limitar um acordo de Trump com o Norte.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, defende a criação de uma agência centralizada de cibersegurança depois que dados de passaporte e informações pessoais de 168 pessoas, incluindo o presidente, a mulher dele e altos funcionários de segurança, ficaram acessíveis on-line por quase cinco meses, segundo o South China Morning Post (SCMP). Especialistas em tecnologia alertam que criar uma nova organização não resolve o problema mais profundo de acomodação, com empresas e órgãos públicos tratando segurança cibernética mais rígida como despesa desnecessária até ocorrer um incidente grave.

A Coreia do Norte testou nesta quarta-feira um sistema de mísseis antiaéreos de novo projeto e realizou um exercício de ataque com mísseis de cruzeiro, segundo a agência estatal KCNA. O teste confirmou as especificações técnicas e a confiabilidade dos novos materiais e dos modos de guiagem do míssil, além da capacidade do sistema de identificar e rastrear alvos. Uma subunidade do comando de mísseis de cruzeiro estratégicos de longo alcance, no leste do país, atingiu um alvo que simulava um aeroporto. O relatório da KCNA parece confirmar anúncio do Ministério da Defesa da Coreia do Sul de que Pyongyang disparou vários mísseis na direção do mar a partir da área de Sondok, na costa leste, no quarto lançamento norte-coreano em um mês.

O Ministério da Defesa do Japão estimou em cerca de 80 trilhões de ienes (cerca de US$ 507 bilhões) o custo do plano quinquenal de defesa que começa no ano fiscal de 2027, quase o dobro do valor do plano atual. O número é preliminar: por restrições orçamentárias, o governo deve revisar as compras de equipamentos e outros gastos e ajustar o total para perto da faixa superior de 70 trilhões de ienes (cerca de US$ 443,5 bilhões). O novo gasto deve financiar compras como uma grande quantidade de drones, segundo fonte a par do assunto. A revisão ocorre com prazo até o fim do ano para a atualização de três documentos-chave de segurança do país.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse que Pequim mantém contato com as partes sobre um encontro entre os líderes de China, Rússia e Estados Unidos. A cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) está marcada para Shenzhen em 18 e 19 de novembro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a agenda de um possível encontro dos líderes na China está sendo acertada com os lados chinês e norte-americano: “Está sendo acertada agora”. Peskov descartou, por ora, continuidade das conversas na cúpula do Grupo dos 20 (G20) em Miami: “Não, isso está fora de questão por enquanto”.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim está em comunicação com as partes sobre uma reunião de cúpula entre Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump à margem da reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, nos dias 18 e 19 de novembro. A porta-voz Mao Ning não deu detalhes sobre o possível encontro, segundo a EFE, em texto republicado pelo ABC Color. O Kremlin havia dito em 21 de outubro que a reunião estava sendo preparada; segundo o Financial Times, autoridades dos três países mantinham conversas sérias havia dias sobre a organização do primeiro encontro trilateral dos chefes de Estado, e o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que há trabalho em curso na organização do encontro.

A China parece estar testando no mar um novo trimarã furtivo, segundo fotografia que circula em redes sociais, no que pode ser mais um esforço para desenvolver plataformas navais não convencionais, de acordo com o South China Morning Post. A imagem surgiu primeiro no Weibo no domingo e mostra uma embarcação com proa invertida de casco perfurante, desenho de três cascos e superfícies angulares que podem reduzir sua assinatura de radar. O jornal ressaltou que a hora e o local da foto não foram verificados de forma independente e que as especificações, a função pretendida e a situação operacional do barco seguem desconhecidas.

A Coreia do Norte testou uma ogiva de dispersão para um míssil de cruzeiro estratégico, informou a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), em relato da agência sul-coreana Yonhap. O teste de segunda-feira foi supervisionado por Kim Jong-sik, membro da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores. O instituto de ogivas do país afirmou que a ogiva de dispersão de porte médio pode “transformar em cinzas” uma área de 5 a 6 hectares. No sábado, o país havia testado uma bomba de fragmentação para mísseis balísticos táticos e prometido equipar suas unidades com vários tipos de ogivas de fragmentação até o fim do ano.

O governo do Japão e a coalizão governista avaliam fixar o gasto de defesa dos cinco anos a partir de abril de 2027 entre 70 trilhões e 80 trilhões de ienes (US$ 457 bilhões a US$ 508 bilhões), cerca de 1,8 vez os 43 trilhões de ienes do plano atual, segundo o South China Morning Post (SCMP), que cita fontes ouvidas pela Reuters. Parte do dinheiro deve financiar compras como grandes quantidades de drones, e a fraqueza do iene elevou o custo da aquisição de equipamentos, disse uma das fontes.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse após reunião com chanceleres do Grupo dos Vinte (G20) em Atlanta que o presidente Donald Trump segue aberto a conversas com o líder norte-coreano Kim Jong Un, mas nenhuma reunião foi agendada. A Coreia do Norte denunciou o exercício combinado Coreia do Sul–Estados Unidos Iron Mace, que integra capacidades convencionais sul-coreanas e nucleares norte-americanas. O exercício foi uma simulação de mesa na sede do Estado-Maior Conjunto em Seul, de 29 de setembro a 2 de outubro, para dissuadir ameaças norte-coreanas. Pyongyang afirmou que sua dissuasão nuclear se fortalecerá em ritmo cada vez mais rápido.

A Guarda Costeira de Taiwan disse que a China está assediando navios com a sua mais recente patrulha na costa leste da ilha e tentando exercer uma jurisdição fictícia. Duas embarcações chinesas participaram da operação, e a Guarda Costeira enviou embarcações próprias para acompanhar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. A Guarda Costeira afirmou que as tentativas chinesas de assediar navios no mar por comunicação de rádio são uma “clara expansão de poder que viola o direito internacional, mina a paz e a estabilidade regionais e se afasta da realidade”.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) manifestaram “grave preocupação” com o uso de restrições comerciais e outras medidas que consideram coerção econômica, sem nomear o país, e se comprometeram a fornecer mais de US$ 85 milhões em assistência técnica e financeira para ampliar o acesso à inteligência artificial confiável no Indo-Pacífico, segundo a Kyodo News. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que o grupo “não é uma coalizão anti-China nem anti-ninguém” e que o comunicado conjunto tratava de comportamentos e atividades que, segundo ele, “vêm repetidamente de um país”.

A Administração de Mísseis da Coreia do Norte testou em 31 de outubro uma ogiva de bomba de fragmentação destinada a mísseis balísticos táticos, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). O teste avaliou a adaptação ao combate e a potência da ogiva. A agência afirma que a ogiva Standard Type 2 é capaz de reduzir a cinzas uma área de 12 a 13 hectares com sua potência de densidade máxima. Analistas citados pela Reuters dizem que os testes podem fazer parte dos esforços de modernização do Exército norte-coreano, que ganhou experiência em guerra moderna ao enviar tropas para a guerra da Ucrânia ao lado da Rússia, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Straits Times.

Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão reafirmaram o compromisso com a “completa desnuclearização” da Coreia do Norte em encontro na sexta-feira à margem da reunião de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler sul-coreano, Cho Hyun, e o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, prometeram a implementação integral das resoluções do Conselho de Segurança, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O chanceler do Japão, Toshimitsu Motegi, exigiu nesta sexta-feira a libertação imediata do japonês detido na província de Sakhalin, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão, em reunião de cerca de 30 minutos com o chanceler russo, Sergei Lavrov, à margem da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, que começou às 13h35 no horário local. Segundo a Reuters, em texto republicado pelo site WQXC, a Rússia afirmou neste mês ter detido um jornalista japonês na sua região do Extremo Oriente de Sakhalin sob suspeita de espionagem.

A guarda costeira da China realizou um exercício com canhões de água e drones perto de dois recifes disputados no centro do atrito com as Filipinas no Mar do Sul da China, segundo o South China Morning Post. O treino simulou um barco pesqueiro estrangeiro entrando nas águas de Second Thomas e Sabina para “pesca ilegal”.

Kim Jong-un colocou o desenvolvimento de drones e a incorporação de inteligência artificial a sistemas de armas entre as prioridades centrais da modernização militar da Coreia do Norte, na mostra Unmanned Aeronautical Technology Development 2026, segundo a TASS. A mostra, realizada em 29 de outubro, exibiu drones multiuso para missões estratégicas e tático-operacionais, drones kamikaze de ataque e outros sistemas de combate, conforme a agência estatal russa.

Os chanceleres da Coreia do Sul, dos Estados Unidos (EUA) e do Japão se reúnem nesta sexta-feira nos Estados Unidos para discutir temas da Península Coreana, cooperação em segurança econômica e a resposta a Pyongyang, segundo autoridades citadas pela Yonhap – a avaliação inclui os lançamentos recentes de mísseis do Norte e o estreitamento dos laços entre Pyongyang e Pequim após a visita recente de Kim Jong-un à China. O chanceler sul-coreano Cho Hyun se encontrará em Atlanta na sexta-feira com o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi, segundo o Korea Herald, enquanto Seul tenta administrar temas sensíveis na aliança com Washington.

Kim Jong-un acompanhou uma exposição de tecnologia aérea não tripulada e uma demonstração de armas com drones suicidas, mísseis de cruzeiro e um lançador múltiplo de 600 milímetros, informou a agência estatal KCNA segundo a Yonhap. O lançador, conhecido como “Sniper”, foi exibido em exercício de tiro pela primeira vez em público, e a KCNA afirmou que mísseis ar-terra disparados de drones suicidas e de drones multipropósito, junto com mísseis de cruzeiro, atingiram um alvo numa ilha “com 100% de precisão” – alegação da agência estatal, sem verificação independente. Em discurso, Kim pediu a expansão rápida das capacidades aéreas não tripuladas do país e avanços em tecnologia aérea não tripulada e inteligência artificial de defesa.

A Coreia do Norte disparou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar na costa leste na quinta-feira, lançados por volta das 12h30 (horário local) na região de Wonsan e com percurso de cerca de 250 km, informou o Estado-Maior Conjunto (JCS) da Coreia do Sul, segundo o G1. O Estado-Maior sul-coreano disse que analisa outras especificações em coordenação com os Estados Unidos, segundo a Yonhap. O lançamento ocorre cerca de uma semana depois de Seul propor conversas militares com Pyongyang, em meio a tensões pela explosão de mina terrestre de 21 de setembro que feriu três soldados sul-coreanos, informou a Yonhap.

Estados Unidos e Japão acordaram instalar no Japão uma planta de montagem final e inspeção do míssil ar-ar de médio alcance avançado (AMRAAM), segundo a NPR. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, em coletiva de imprensa na noite de quarta-feira na província filipina de Cebu, onde se encontrou com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Os mísseis a serem produzidos no esforço conjunto chamado Operação Supercharge são essenciais para os caças F-35, disse Koizumi.

Kim Ju-ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong-un, está consolidando o status de sucessora designada, e Pyongyang vem retratando-a cada vez mais como futura líder militar, segundo o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul (NIS, na sigla em inglês), em declaração desta quinta-feira reportada pelo Korea Herald.

O chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, pediu desculpas nesta quinta-feira e anunciou a renúncia da secretária de Habitação, Winnie Ho, depois que a investigação sobre o incêndio mais letal da cidade em décadas apontou fiscalização regulatória inadequada, segundo a France 24. O fogo começou em novembro passado, atingiu sete edifícios de um complexo residencial num distrito suburbano ao norte e matou 168 pessoas, deslocando milhares, ainda segundo a France 24. Segundo o South China Morning Post, o relatório atribuiu o incêndio à combinação de um cigarro aceso com materiais combustíveis abundantes e concluiu que a empreiteira PC&E e a consultora Will Power estavam “plenamente cientes” dos riscos de incêndio.

Os Estados Unidos proibiram na quarta-feira as importações de três empresas chinesas de genômica por seu suposto papel em viabilizar o trabalho forçado de uigures e outras minorias étnicas em Xinjiang, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com. A BGI Genomics, a MGI Tech e a Shenzhen BGI Technology, que os EUA dizem ser também conhecida como BGI Group, foram incluídas na lista de entidades da lei de prevenção ao trabalho forçado uigur, segundo o Departamento de Segurança Interna.

A ex-vice-premiê chinesa Liu Yandong morreu de doença na quarta-feira, aos 80 anos, segundo o South China Morning Post. O obituário oficial divulgado pela Xinhua a descreveu como “dirigente destacada” do trabalho de frente unida do Partido Comunista, da educação, da ciência e tecnologia, da saúde e dos assuntos de mulheres e crianças, ainda segundo o jornal.

A Indonésia destacou ônibus equipados com cilindros de oxigênio em uma cidade da ilha de Bornéu, onde moradores sufocam com a fumaça dos incêndios florestais, que não dá sinal de trégua. Mais de 300 mil pessoas em sete províncias foram atingidas por infecções respiratórias entre agosto e outubro, segundo o Ministério da Saúde da Indonésia, citado pela AFP em texto publicado pelo Malay Mail.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, iniciou nesta segunda-feira um giro de cinco dias pela Ásia, com escala em Singapura antes de visitas ao Japão e à Coreia do Sul, segundo a DW. Merz viaja acompanhado de 30 empresários de alto escalão de indústria, tecnologia, defesa e energia e deve se reunir com o primeiro-ministro de Singapura, Lawrence Wong, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual acusa Seul de fabricar a explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal norte-coreana Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), citada pela Al Jazeera. A carta foi entregue no domingo pelo representante permanente do país na ONU e chama o episódio de “movimento sinistro de obstrução para rotular o caso como ‘invasão militar’”, dizendo que as alegações sul-coreanas são uma “farsa para fugir da responsabilidade pela escalada da tensão na península coreana”. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul havia enviado uma carta ao presidente do Conselho de Segurança pedindo que o Norte assumisse a responsabilidade pela explosão na zona desmilitarizada, segundo o Korea Herald. Seul atribui a explosão de 21 de setembro na zona desmilitarizada a minas norte-coreanas.

O assessor do Kremlin, Yury Ushakov, disse que Moscou, Pequim e Washington estão “basicamente” preparados para um encontro entre Vladimir Putin, Xi Jinping e Donald Trump à margem da cúpula do Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e que os preparativos para a reunião já começaram, segundo a Sputnik. A cúpula será em Shenzhen, na China, em 18 e 19 de novembro, de acordo com a agência.

Kim Jong-un voltou à Coreia do Norte por via terrestre no sábado, depois de visitar o memorial da Guerra da Coreia em Dandong, na fronteira com a China, e atravessou uma ponte recém-inaugurada entre os dois países, num gesto visto como símbolo do esforço de Pequim e Pyongyang para ampliar os laços comerciais bilaterais, segundo o G1. A imprensa estatal norte-coreana descreveu o vínculo como “inquebrável”, e Kim agradeceu ao povo chinês, que ajudou “nossa revolução com sangue”, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

O líder norte-coreano Kim Jong-un entrou na China neste sábado pela nova ponte sobre o rio Yalu, na cidade fronteiriça de Dandong, em visita não anunciada confirmada pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, segundo o Korea Herald. É a primeira viagem de Kim à China desde setembro de 2025, quando assistiu em Pequim ao desfile militar dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A agência sul-coreana Yonhap noticiou a chegada a Dandong pela nova ponte, segundo a Kyodo News.

O tufão Champi passou por Taiwan neste sábado, matando uma pessoa e ferindo mais de 500, com ventos fortes e chuva torrencial que derrubaram árvores, interromperam voos e cortaram a energia de milhares de casas, segundo o Times of India. O corpo de bombeiros de Taiwan registrou 527 feridos e manteve o número de mortos em um, um homem arrastado pelas ondas na ilha Liuqiu. A estatal de energia Taipower informou que mais de 167 mil casas ficaram sem eletricidade em algum momento.

O tufão Champi atingiu Taiwan, matou uma pessoa e feriu ao menos 350, enquanto as autoridades alertavam para “ventos destrutivos” e orientavam a população a ficar em casa, segundo a Al Jazeera. A tempestade passou pelo nordeste da ilha na sexta-feira, derrubou árvores, fechou o comércio e as escolas, cortou a energia de milhares de residências e forçou mais de 4.300 pessoas a deixar suas casas.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul pediu conversas militares urgentes com a Coreia do Norte para aliviar a tensão na fronteira e evitar confrontos militares acidentais, pouco depois de Pyongyang cortar a linha direta militar entre os dois países e declarar que não buscará mais diálogo nem unificação com o adversário, segundo a TRT World. Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, disse que os alto-falantes de propaganda voltados ao Sul estarão prontos para reiniciar em dias ao longo de toda a fronteira, segundo o Guardian. Segundo a TRT World, ela afirmou que “novos meios de resposta entrarão em alerta de serviço em toda a linha da fronteira sul” e que os alto-falantes “ficarão de prontidão em questão de dias”.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reiterou na segunda-feira que Seul deve retomar em data próxima o controle operacional em tempo de guerra (OPCON, na sigla em inglês), informou a Yonhap. O Pentágono afirmou ao veículo que a transição “segue sendo um processo baseado em condições, acordado mutuamente pelos Estados Unidos (EUA) e pela República da Coreia”. O comandante das forças dos EUA na Coreia, general Xavier Brunson, disse que “as condições mudaram”, citando os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, e indicou que a mudança pede novos padrões para a transferência.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) anunciou sanções contra cinco entidades chinesas sob a Lei de Proteção da Propriedade Intelectual Americana (PAIPA), por suspeita de roubo de segredos comerciais de empresas estadunidenses. Entre os alvos estão a Shanghai Zhisuan Technology, fundada pelo ex-engenheiro de software do Google Ding Linwei, a empresa de capital de risco MiraclePlus e três entidades ligadas, segundo o South China Morning Post.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, fez uma oferenda ritual ao santuário de Yasukuni, enquanto quatro ministros de seu gabinete, entre eles o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, visitaram o local, segundo o China Daily. Pequim protestou formalmente junto a Tóquio e descreveu o santuário como “ferramenta espiritual e símbolo do militarismo japonês”. O South China Morning Post noticiou que a China criticou Takaichi pela oferenda e alertou para a “remilitarização”.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., e seu governo protestaram, na sexta-feira (16 de outubro), contra falas do embaixador chinês em Manila, Jing Quan, e as chamaram de “ameaça velada de uso da força”, o mais recente atrito da disputa territorial entre os dois países no mar do Sul da China, segundo o The Hindu. O embaixador disse que a caracterização era “absurda” e que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força e amamos a paz”.

As Forças de Autodefesa do Japão e os militares dos Estados Unidos (EUA) farão de 19 a 29 de outubro o exercício conjunto de grande escala Keen Sword 27 em vários locais do Japão, com cerca de 45 mil e 12 mil efetivos, respectivamente, e participação também de Austrália, Canadá, França, Alemanha, Países Baixos, Nova Zelândia e Filipinas, segundo a Xinhua.

O Japão recorre cada vez mais a empresas estrangeiras para acelerar a modernização militar, buscando tecnologia, conhecimento e capacidade de produção no exterior para tapar lacunas de defesa que podem se mostrar críticas num eventual conflito regional envolvendo a China, segundo o South China Morning Post (SCMP). O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, confirmou na sexta-feira passada que o país assinou um contrato para comprar drones interceptadores da startup ucraniana SkyFall, segundo o SCMP.

A Coreia do Norte diz ter testado em 14 de outubro dois tipos de mísseis de cruzeiro estratégicos lançados de submarino no Mar do Leste, segundo a SBS News. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), via SBS, afirmou que o teste verificou a prontidão de mobilização dos sistemas de combate submarino e a capacidade de execução de missão estratégica da Marinha, e a mídia estatal publicou fotos do que disse ser o teste de quarta-feira, segundo a DW.

A Coreia do Sul manterá o apoio à Ucrânia “como membro responsável da comunidade internacional”, apesar de uma disputa diplomática, segundo o South China Morning Post. A disputa envolve a divulgação pública, pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da transferência de prisioneiros norte-coreanos durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 23 de setembro.

Diplomatas seniores, autoridades do governo e comandantes militares dos Estados Unidos (EUA) no Indo-Pacífico se reuniram em Tóquio no início deste mês, em um encontro que uma fonte descreveu como pouco usual, antes da viagem planejada do presidente Donald Trump à China em novembro. Segundo o Chosun Ilbo, observadores avaliam que o encontro buscou revisar as estratégias dos EUA em relação à China e à Coreia do Norte. No dia 8, diplomatas seniores do Departamento de Estado e 10 embaixadores dos EUA em países asiáticos visitaram o Ministério das Relações Exteriores do Japão, onde se reuniram com o chanceler Toshimitsu Motegi.

O ministro de Emergências da Rússia, Alexander Kurenkov, chegou à Coreia do Norte para tratar de cooperação em prevenção e gestão de desastres, segundo a TASS. Uma delegação do Ministério de Emergências russo visitou Pyongyang para discutir formas de ampliar a cooperação em gestão de desastres, informou a mídia estatal norte-coreana nesta segunda-feira. Os dois ministérios planejam assinar um plano de ação conjunta para 2027-2029, segundo a TASS.

China impôs a partir de segunda-feira sanções ao ministro das Comunicações do Paraguai e ao chanceler de Belize por causa dos laços dos dois países com Taiwan, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale. As medidas incluem veto de vistos de entrada em Hong Kong e Macau e proibição de que organizações e indivíduos chineses façam transações, cooperação ou outras atividades, segundo o ministério, em dois avisos.

O relatório Trafficking in Persons (TIP) 2026 do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), divulgado em 8 de outubro, rebaixou Hong Kong do Tier 2 Watch List para o Tier 3, segundo o Times of India. O governo de Hong Kong rejeitou a avaliação, chamando-a de “totalmente infundada” e acusando Washington de duplo padrão. Segundo o relatório, as autoridades de Hong Kong investigaram 11 casos de tráfico de pessoas em 2025, todos de trabalho forçado, ante sete em 2024.

A China e o Laos inauguraram um centro conjunto de apoio e treinamento no aeroporto de Ban Keun, a cerca de 50 quilômetros a noroeste da capital Vientiane, segundo a Voz da América (VOA) News. Imagens de satélite de 30 de setembro mostraram oito aeronaves e mais de 20 veículos militares no local, segundo um relatório da Reuters citado pela VOA News. O Ministério da Defesa da China afirma que o centro é destinado a ajudar o Laos a fortalecer o treinamento de pilotos da Força Aérea.

O governo Trump iniciou conversas diretas com o governo instalado pelos militares em Mianmar, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, em reversão da política de isolamento após o golpe de 2021. Michael Vance reuniu-se com Min Aung Hlaing em Naypyitaw em 15 e 16 de setembro. O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) disse dialogar com todos os grupos em Mianmar sobre temas de interesse norte-americano e que é preciso cessar a violência e libertar presos políticos.

Detalhes do suposto assassinato pelo fuzileiro Devin Jacob Ballard, de 20 anos, provocaram protesto diante da embaixada dos Estados Unidos em Tóquio, segundo a CGTN, e autoridades militares dos EUA em Okinawa impuseram restrições de deslocamento aos seus militares. A vítima foi identificada como Anna Yagi, de 39 anos, moradora de Naha, a capital da província, e a autópsia indicou morte por estrangulamento, segundo a CGTN, citando a polícia local. O chefe das forças dos Estados Unidos no Japão, Benjamin Watson, ordenou nesta quarta-feira uma restrição fora da base por 30 dias a partir de 9 de outubro, proibindo saídas entre meia-noite e 5h, segundo a CGTN. O governador eleito de Okinawa, Genta Koja, anunciou que viajará a Tóquio nesta quarta-feira para apresentar um protesto oficial ao governo central, segundo a CGTN.

Um fuzileiro naval norte-americano de 20 anos lotado em Okinawa foi preso no domingo sob suspeita de roubar e matar uma moradora, segundo o Times of India. A suspeita envolve a morte de Anna Yagi, de 39 anos, e o furto de carteira e mochila num hotel em Naha na madrugada de sábado. O Ministério das Relações Exteriores do Japão disse que apresentaria um protesto ao embaixador norte-americano, George Glass.

A Coreia do Norte disse ter lançado no sábado, do leste do país, um míssil de alcance intermediário que atingiu um alvo a 1.000 km no mar, em treino supervisionado por Kim Jong Un, segundo o The Hindu, em texto da agência Reuters. O exército da Coreia do Sul disse no sábado ter detectado o lançamento de um míssil balístico e avaliado que ele voou mais de 700 km em direção ao mar a leste. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) afirmou que o treino visava adestrar tropas que operam um sistema de arma estratégica hipersônica e avaliar a confiabilidade, a eficiência e a mobilidade da dissuasão de guerra do país.

A Coreia do Norte anunciou neste sábado ter testado um míssil de alcance intermediário com inteligência artificial incorporada, segundo o G1. No comunicado, Pyongyang afirma que o míssil foi capaz de mudar sozinho sua trajetória de voo em baixa altitude. As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que o disparo percorreu mais de 700 quilômetros em direção ao mar, ao largo da costa leste. Segundo a irmã do líder, Kim Yo-jong, Kim Jong-un supervisionou pessoalmente o exercício, em comunicado citado pela Sputnik.

Três soldados sul-coreanos foram feridos por minas cerca de 10 metros ao sul da linha de demarcação militar, segundo a Deutsche Welle (DW). A Coreia do Sul acusou o Norte de plantar minas ao sul da linha, uma violação do armistício, e exigiu um pedido de desculpas, segundo a DW. O Comando da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ter concluído que houve violação do Acordo de Armistício. O Norte rejeitou as acusações do Sul como uma farsa encenada pelo próprio Sul, segundo a DW.

Os dois primeiros caças F-16V Block 70 de Taiwan devem chegar em poucos dias, segundo o legislador Wang Ting-yu, do Partido Progressista Democrático (DPP). Wang afirmou que as duas aeronaves decolaram do Havaí e vão pousar na base aérea de Chihhang, em Taitung, na sexta-feira ou no sábado. A venda de 66 F-16V Block 70 foi aprovada pelos Estados Unidos em 2019, com entregas originalmente previstas para começar em 2023.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ameaçou adotar medidas adicionais não especificadas se a Ucrânia não apresentar um pedido público de desculpas por ter revelado que dois prisioneiros de guerra norte-coreanos foram enviados ao Sul, segundo a BBC. O presidente sul-coreano expressou irritação com a Ucrânia por comentários do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pareceram revelar um acordo secreto, segundo a Al Jazeera. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, descreveu a situação como um mal-entendido diplomático e disse que Kiev trabalha para resolvê-la, segundo a BBC.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos desacelerou o licenciamento de peças de avião para a China e avaliou novos limites a embarques da Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC), usando as cadeias de suprimentos aeroespaciais para ganhar alavanca nas negociações comerciais, segundo a Reuters. O movimento integra o esforço de Washington para afrouxar o controle de Pequim sobre minerais de terras raras necessários a um amplo leque de indústrias americanas, entre elas a de veículos, a de chips e a aeroespacial.

O serviço de segurança interno britânico (MI5) afirmou que mais de 100 acadêmicos no Reino Unido contribuíram para projetos financiados pelo China General Technology Research Institute (CGTRI), segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Olympian. Ainda segundo a Reuters, em texto republicado pelo UNN, o MI5 concluiu que o propósito principal do CGTRI é financiar pesquisa acadêmica que melhora diretamente a capacidade de espionagem técnica do serviço de segurança do Estado chinês (MSS). Os projetos financiados incluem inteligência artificial, cibersegurança, sistemas de comunicação encoberta e esteganografia.

A polícia de Hong Kong prendeu duas pessoas, entre elas um jornalista, por suposta atuação “com intenção sediciosa”, segundo a Agence France-Presse (AFP). A imprensa local identificou os detidos como o jornalista independente Tang Ho-wing e a ativista Lee Ying-chi. Eles foram detidos para investigação sob uma lei de segurança nacional local aprovada em 2024.

O total de mortos no ataque aéreo militar a um mercado de Kyauktaw, no oeste do estado de Rakhine, em Mianmar, subiu para 50 em 29 de setembro, segundo dois agentes humanitários locais no terreno, citados pela Agence France-Presse (AFP), em texto republicado pelo Kuwait Times. O socorrista Wai Hun Aung disse que o número de mortos chegou a 50 e que 58 pessoas ficaram feridas. Testemunhas afirmaram que aviões militares atingiram o centro comercial ribeirinho de Kyauktaw, no oeste de Mianmar, por volta do meio-dia de segunda-feira (05h30 GMT).

Um ataque aéreo do Exército de Mianmar perto de um mercado em território controlado por rebeldes no oeste do estado de Rakhine matou pelo menos 49 pessoas e feriu outras 58 na segunda-feira, segundo o Exército Arakan e um socorrista, informou o Times of India. A Associated Press (AP) noticiou o mesmo balanço de 49 mortos e 58 feridos, atribuído ao grupo rebelde e a um socorrista. Segundo o Exército Arakan, um caça lançou duas bombas perto de um mercado local por volta do meio-dia, matando vendedores, compradores e pedestres.

O prefeito da cidade de Kadena, na província japonesa de Okinawa, visitou na segunda-feira o Escritório de Defesa de Okinawa, do Ministério da Defesa do Japão, para protestar contra o armazenamento previsto do sistema de mísseis de médio alcance Typhon, dos Estados Unidos (EUA), na base aérea de Kadena, informou a China Global Television Network (CGTN). Segundo o Ministério da Defesa do Japão, o Exército dos EUA vai armazenar temporariamente o sistema Typhon e o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS) na base aérea de Kadena, em Okinawa, a partir de meados de outubro. O Typhon inclui lançadores, mísseis e um centro de operações de bateria e pode disparar mísseis SM-6 e Tomahawk.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou que a aprovação dos Estados Unidos (EUA) para a construção do primeiro submarino nuclear sul-coreano é “um desenvolvimento perigoso” que acrescenta nova instabilidade à região, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Segundo o ministério, a medida é mais uma demonstração de proliferação nuclear dos EUA por meio do pacto AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos). A declaração foi publicada pela mídia estatal, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, disse nesta segunda-feira que medidas “apropriadas, substanciais e correspondentes” serão tomadas se for confirmado que a explosão dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ) foi causada por minas plantadas pela Coreia do Norte. Dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos e um terceiro sofreu ferimentos leves, segundo a Yonhap. O general de brigada Hwang Ju-bong, chefe da divisão de operações terrestres do Estado-Maior Conjunto, disse em coletiva de imprensa periódica que o comando recebeu o testemunho de que o que as tropas viram era semelhante a uma mina terrestre de caixa de madeira.

O vice-chanceler russo Andrey Rudenko disse que a Rússia não confia nas promessas do Japão de retirar os sistemas de mísseis dos Estados Unidos depois que os exercícios militares conjuntos terminarem e advertiu que tais ações não ficarão sem resposta, segundo a TASS. Em entrevista ao jornal Izvestia, Rudenko afirmou que as autoridades japonesas prometeram que os mísseis supostamente seriam removidos depois do fim dos exercícios. Segundo relatos anteriores, os Estados Unidos deveriam posicionar em Kyushu sistemas terrestres Typhon, destinados a lançar mísseis de alcance intermediário e curto, além de lançadores HIMARS, em exercícios realizados de junho a setembro.

O embaixador dos Estados Unidos em Pequim, David Perdue, disse, em entrevista à Fox News, que o presidente Donald Trump perguntou a Xi Jinping se ele queria comprar armas americanas. A declaração foi feita ao responder sobre a posição do governo quanto à independência de Taiwan, segundo o Daily Beast. Trump e Xi concordaram em se reencontrar na cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, em novembro, e na do Grupo dos 20 (G20), em Miami, em dezembro, segundo o Council on Foreign Relations.

Os sistemas de mísseis Typhon vão continuar no Japão depois dos exercícios. Segundo a agência russa TASS, o Ministério da Defesa do Japão informou que os Typhon desdobrados no campo de aviação de Kanoya, na província de Kagoshima, nos exercícios de junho e setembro, serão transferidos para armazenamento na base aérea de Kadena, em Okinawa, até meados de outubro, em aeronaves de transporte C-17. O ministério afirmou que o lado americano explicou que guardar o equipamento em Kadena não é um desdobramento permanente no Japão. Para o Daily Sun, a presença mais longa do Typhon no país cria uma rede distribuída de capacidades de ataque, de defesa aérea e de designação de alvos que complica as operações militares chinesas em torno de Taiwan.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que o comércio com a China chegou a US$ 240 bilhões e continua crescendo, informa a TASS. Putin afirmou que pretende participar da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, na China, a depender da situação interna, segundo a TASS, e que a Rússia saúda qualquer acordo positivo entre a China e os Estados Unidos, conforme a Sputnik.

O tufão Dujuan deixou quatro mortos e seis desaparecidos no leste do Japão, nas províncias de Chiba e Kanagawa, além de 22 feridos, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA), citada pelo The Japan Times e pela Jiji Press. Chiba registrou três das mortes. O tufão, o 25º do ano no país, derrubou a energia de dezenas de milhares de casas e obrigou mais de 1,6 milhão de pessoas na região de Tóquio a deixar as áreas de risco, informou a BBC News. O temporal também trouxe chuvas recordes: a ilha de Oshima acumulou 832 milímetros em 48 horas, mais que o dobro da média de todo o mês de setembro, segundo a emissora pública japonesa NHK. A agência meteorológica japonesa rebaixou ou levantou nesta terça-feira a maior parte dos avisos de chuva forte e deslizamento.

O tufão Dujuan deixou ao menos quatro pessoas mortas e 22 feridas no Japão, informou a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA), citada pela Agence France-Presse (AFP) nesta terça-feira, 22 de setembro: três mortes na província de Chiba e uma em Kanagawa, ambas vizinhas de Tóquio. As buscas por seis desaparecidos em deslizamentos de terra continuavam na manhã desta terça. Mais de 45 mil residências seguiam sem energia em Chiba e 460 casas foram danificadas. O número de mortos, contabilizado em dois na noite de segunda-feira, 21 de setembro, subiu com o avanço das equipes de resgate. A tempestade se afastou da costa e seguia para o oceano Pacífico na manhã desta terça, o que levou a Agência Meteorológica do Japão a suspender ou rebaixar a maior parte dos alertas de chuva forte e de deslizamento. A ilha de Oshima registrou 832 milímetros de chuva em 48 horas, mais que o dobro da média de todo o mês de setembro, informou a emissora pública NHK, e o bairro de Edogawa, em Tóquio, teve 282,5 milímetros em 24 horas, recorde local. A primeira-ministra Sanae Takaichi adiou em cerca de quatro horas a partida para Nova York e chegou à cidade na noite de segunda-feira, relatou a agência Kyodo; ela se reúne nesta terça com Donald Trump.

Duas embarcações da Marinha da Nova Zelândia – a fragata Te Mana e o navio-tanque Aotearoa – cruzaram o Estreito de Taiwan na sexta-feira, 18 de setembro, como parte de um deslocamento de três meses pelo Indo-Pacífico, informou a Força de Defesa do país nesta segunda-feira, 21. O primeiro-ministro Christopher Luxon chamou a passagem de “atividade de rotina”, feita “em águas internacionais” e conforme o direito internacional, e disse não esperar reação da China, maior parceiro comercial neozelandês. O Ministério da Defesa da China não respondeu de imediato a um pedido de comentário, e o Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que o estreito é uma via internacional e que não divulga por iniciativa própria as movimentações de forças aliadas. A Reuters informou, com base numa fonte, que o Aotearoa foi acompanhado por forças chinesas quando cruzou o estreito em novembro de 2025.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reúne-se nesta terça-feira, 22 de setembro, com Donald Trump à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, dois dias antes da cúpula do presidente dos Estados Unidos com Xi Jinping, na Casa Branca, segundo o The Japan Times e a agência Reuters. Takaichi quer levar a Trump as posições do Japão sobre Taiwan e comércio, para que ele não se incline à conciliação com a China, segundo o The Japan Times. A Reuters lembra que a primeira-ministra irritou Pequim em 2025 ao afirmar que Tóquio poderia ser arrastada para um conflito em torno de Taiwan, e que analistas apontam o receio de que Trump ofereça concessões a Xi em troca de um resultado econômico que possa exibir antes das eleições de meio de mandato de novembro. Takaichi, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e Trump discursam na Assembleia Geral nesta terça-feira, segundo a Reuters.

A Coreia do Norte confirmou nesta terça-feira que o que a Coreia do Sul identificou como dois mísseis balísticos de curto alcance no domingo foi um teste de um “novo sistema de armas de combate”, feito na presença de Kim Jong-un, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). Kim chamou o teste de “demonstração inquestionável de tecnologia de defesa avançada” e de “clara renovação na modernização das forças armadas”, e disse que os adversários do país entenderão melhor o que o avanço tecnológico significa em termos militares, segundo a agência estatal. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul havia informado que os dois disparos, feitos da área de Wonsan com cerca de três horas de intervalo, voaram cerca de 450 quilômetros e mais de 600 quilômetros. O Norte não especificou o tipo de arma testada.

Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul reafirmaram nesta segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o compromisso com a desnuclearização “completa” da Coreia do Norte e pediram que Pyongyang retome o diálogo, segundo o Departamento de Estado e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. O comunicado conjunto dos chanceleres Marco Rubio, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun também reiterou o compromisso dos três com a defesa do Japão e da Coreia do Sul e manifestou apoio à “participação significativa de Taiwan” em organizações internacionais, segundo a Reuters. A declaração sai três dias antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington, marcada para quinta-feira, 24 de setembro.

O tufão Dujuan deixou duas pessoas mortas no Japão, em deslizamentos de terra nas províncias de Chiba e Kanagawa, segundo governos locais citados pela imprensa japonesa, entre ela a agência Kyodo, e pela Agence France-Presse (AFP). Na madrugada desta terça-feira, a tempestade já se afastava da costa e seguia para o mar, a nordeste, com ventos mais fracos, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA). A Japan Airlines cancelou 135 voos e a All Nippon Airways (ANA), 140, e mais de nove mil residências ficaram sem energia perto de Tóquio, segundo a AFP. A chuva obrigou ao fechamento antecipado do Tokyo Game Show, uma das maiores feiras de videogames do mundo, na segunda-feira, último dia do evento, e à suspensão de um festival de música e de uma partida de beisebol em Chiba.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, leva nesta terça-feira à Assembleia Geral da ONU uma proposta faseada para o programa nuclear da Coreia do Norte: parar o avanço das capacidades nucleares e de mísseis, depois reduzi-las e, por fim, desmontá-las, segundo a Associated Press (AP) e o Korea Herald. Lee afirma que a desnuclearização não se alcança no curto prazo e que a pressão por sanções agravou o problema, e oferece três compromissos a Pyongyang: respeito ao sistema do Norte, nenhuma unificação por absorção e nenhuma intenção hostil, segundo o Korea Herald e o Inquirer. Em entrevista ao The New York Times, ele defendeu a flexibilização das sanções ao Norte, segundo o próprio jornal. O discurso vem depois de Kim Jong-un dizer, num pronunciamento no domingo, que não há motivo para não se sentar com Washington caso os Estados Unidos abandonem a exigência de desnuclearização, e de repetir que o Norte nunca abrirá mão do arsenal, segundo a AP. Lee também pediu ao Conselho de Segurança que amplie os assentos de membros não permanentes, segundo a Bloomberg.

O tufão Dujuan avançava nesta segunda-feira pela costa leste do Japão, levando as autoridades a orientar a evacuação de mais de 1,9 milhão de pessoas e a cancelar centenas de voos, segundo a BBC. É o 25º tufão da temporada e não deve tocar o solo, mas deve trazer chuva recorde perto de Tóquio, com alertas de deslizamento nas províncias de Tóquio, Chiba, Kanagawa e Shizuoka, segundo o The Independent. A Agence France-Presse (AFP) relatou mais de 1 milhão de pessoas sob avisos de evacuação e apagões na costa leste, e a agência americana United Press International (UPI) registrou a paralisação de trens e a suspensão de voos na região central do país.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que Washington propôs à China um mecanismo de notificação mútua de incidentes de inteligência artificial que ameacem a segurança nacional, para Donald Trump e Xi Jinping avaliarem no encontro dos dois em Washington nesta semana, segundo a NBC News, a CNN e a Al Jazeera. Bessent afirmou que as duas partes discutiram a criação de um diálogo bilateral sobre IA com ênfase em segurança nacional, e que “passar da opacidade para mais transparência entre a potência número um e a número dois em IA no mundo é muito importante”. A agência estatal chinesa Xinhua confirmou que Bessent e o vice-premiê He Lifeng trataram de temas “relacionados à IA”, sem mencionar a proposta americana. O que dispararia uma notificação não foi divulgado.

O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que Xi Jinping fará visita de Estado aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro, a convite de Donald Trump. A Associated Press (AP) informou que Trump vai receber Xi na Base Conjunta Andrews, na chegada de quarta-feira, e que o jantar de Estado está marcado para quinta-feira; segundo a agência, a primeira visita de Estado de um líder chinês em mais de uma década tem na pauta comércio, terras raras e inteligência artificial, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, se reúne no fim de semana com o vice-premiê He Lifeng.

A China expulsou do Partido Comunista e do Exército o general Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC) e oficial de mais alta patente do país, e Liu Zhenli, chefe do Estado-Maior Conjunto. A agência estatal Xinhua informou que os dois foram acusados de deslealdade, de formar facções e de receber “quantias excepcionalmente grandes” de dinheiro, e que os processos foram enviados aos órgãos judiciais militares para revisão e acusação, segundo a Reuters. A expulsão ainda depende de ratificação do plenário do Comitê Central do partido, e o anúncio saiu três dias antes da viagem de Xi Jinping a Washington e semanas antes do plenário de outubro sobre disciplina interna.

A Coreia do Norte afirmou que novas sanções não podem bloquear seu desenvolvimento, segundo a KCNA citada pela Reuters.

A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em um intervalo de três horas pelo Mar do Leste, segundo o G1, o Hindustan Times, o The Hindu, a CGTN World e a Reuters. Seul e Tóquio acompanham o episódio e Washington descartou ameaça imediata, conforme o G1.

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