Dois homens uigures, de 26 e 35 anos, presos na Tailândia há mais de uma década, escreveram cartas divulgadas na semana passada pedindo para não serem enviados à China. “Sempre ficamos preocupados que a China nos leve de volta. Não somos terroristas”, escreveu um deles, em carta compartilhada por Kannavee Suebsang, ex-parlamentar e fundador da Peace Rights Foundation, grupo de direitos humanos que representa os dois. Nesta quarta-feira, os dois disseram à Comissão Nacional de Direitos Humanos da Tailândia que não querem voltar à China, segundo fonte com conhecimento direto da reunião que pediu anonimato por medo de retaliação. O chefe do Conselho de Segurança Nacional da Tailândia, Chaipruak Doungprapat, disse que sua agência não decidirá sobre a deportação, ao contrário do caso dos 40 uigures enviados à China no ano passado, e que o processo passará pelos tribunais, onde os dois poderão se defender.
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O chefe do Conselho de Segurança Nacional da Tailândia, Chaipruak Doungprapat, afirmou que a China precisa apresentar um pedido formal de extradição e que a decisão sobre os dois uigures passará pelos tribunais, com direito de defesa dos dois homens. O conselho não decidirá a deportação por conta própria, diferente do caso dos 40 uigures enviados de volta à China no ano passado. Os dois foram libertados da prisão no fim de outubro e estão no centro de detenção migratória de Suan Plu, em Bangkok. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, defendeu nesta quarta-feira a cooperação bilateral contra crimes transfronteiriços, incluindo a imigração ilegal, e não comentou se Pequim já apresentou um pedido de extradição.
Centenas de manifestantes se reuniram em Phuket para pedir às autoridades da Tailândia o fim das atividades do movimento Chabad no país e ação contra supostas atividades econômicas ilegais de estrangeiros, incluindo organizações ligadas a Israel, segundo o Times of Israel. O protesto ocorreu dias depois de a Tailândia revogar a cidadania do rabino Yosef Chaim Kantor, chefe do Chabad no país, por ele usar o passaporte americano em viagens ao exterior.
O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, teria revogado a cidadania do rabino-chefe do país, Yosef Chaim Kantor, por ele continuar usando o passaporte dos Estados Unidos para entrar e sair de países, em violação da lei tailandesa. Kantor, nascido nos Estados Unidos e radicado na Tailândia desde 1993, obteve a cidadania tailandesa em 2013 pelo processo de naturalização, segundo o Times of Israel.
Manifestantes em Bangcoc pediram que instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) priorizem financiamento climático e reformas tributárias que beneficiem os cidadãos mais pobres, em vez de exigir austeridade, segundo o South China Morning Post (SCMP). O protesto apresentou seis exigências ao FMI e ao Banco Mundial, entre elas o cancelamento de dívidas e maior supervisão pública, segundo o Khaosod English.