Uma fonte diplomática síria disse à agência estatal SANA que a Síria não tem planos de enviar forças militares ao Iêmen e chamou de infundados os relatos sobre um possível deslocamento. Segundo a fonte, a cooperação militar com a Arábia Saudita se concentra hoje em treinar forças sírias, ampliar capacidades e trocar experiência militar. Visitas de coordenação de autoridades sauditas à Síria começam no mês que vem, e a cooperação pode evoluir para um acordo de defesa mútua ou para a adesão síria ao Acordo de Defesa Conjunta de Meca, dependendo dos interesses compartilhados dos dois países.
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As Forças de Segurança Interna da Síria anunciaram a prisão de duas pessoas suspeitas de ligação com o Hezbollah por um plano de ataque à refinaria de petróleo de Homs, no centro do país, e afirmaram ter apreendido explosivos destinados à operação. O Hezbollah negou categoricamente qualquer envolvimento e afirmou não ter presença nem vínculos organizacionais ou operacionais em território sírio. O anúncio sírio foi feito na terça-feira, um dia depois da visita a Damasco de uma delegação ministerial libanesa chefiada pelo vice-premiê Tarek Mitri. A reportagem é do The Media Line, publicada pelo Jerusalem Post, e afirma não ter conseguido verificar de forma independente as evidências apresentadas pelas autoridades sírias contra os detidos.
A Síria envia assessoria militar e treinamento à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário estadunidense, em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino, segundo o alto funcionário estadunidense. Um diplomata sírio de alto escalão disse que qualquer sugestão de deslocamento militar nesta fase é prematura e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O pacto de defesa entre os dois países foi assinado em 4 de novembro de 2026, durante a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad, sem que detalhes tenham sido divulgados. Washington pediu que Damasco aja com cautela, argumentando que um envolvimento sírio na guerra do Iêmen pode arrastar o país para o conflito regional mais amplo.
A Síria envia assessores e equipes de treinamento militar à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino enquanto Riad enfrenta ataques dos houthis do Iêmen, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário dos Estados Unidos (EUA). O alto funcionário dos EUA disse que as equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino para melhorar sua eficácia de combate. Um alto diplomata sírio afirmou que “qualquer sugestão de desdobramentos militares nesta fase é prematura” e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O acordo de cooperação de defesa sírio-saudita assinado na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”, disse o diplomata. Um alto funcionário saudita afirmou que a partilha de experiência com a Síria é “principalmente para reestruturar as forças sírias”, mas que os parceiros sírios ajudam com experiência de combate contra milícias.
Três localidades da província síria de al-Quneitra foram atingidas por artilharia israelense nesta sexta-feira, segundo a TV síria Al-Ikhbariya. Os ataques atingiram as aldeias de Ain Ziwan, Tel Ahmar e al-Samdaniyeh e áreas agrícolas vizinhas; segundo as autoridades locais, várias pessoas ficaram feridas e o número de vítimas ainda está em verificação. As autoridades sírias contabilizaram mais de 200 violações israelenses nas províncias do sul em outubro, incluindo incursões de tropas terrestres, jatos e drones, bombardeios de artilharia e detenções.
A Síria enviou um número limitado de militares à Arábia Saudita para prestar assessoria e treinamento, segundo a Reuters, que citou duas fontes militares sírias e um alto funcionário norte-americano. Segundo essas fontes, conselheiros e equipes de treinamento seguem para o reino para instruir unidades sauditas e iemenitas e melhorar sua eficácia de combate, e dezenas de militares viajaram ao país nas últimas semanas. Um alto diplomata sírio disse à Reuters que “qualquer sugestão de deslocamentos militares neste momento é prematura” e que o foco de Damasco segue em segurança interna, proteção de fronteiras e reconstrução. Ele afirmou que o acordo de cooperação em defesa assinado pelos dois países na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”. Síria e Arábia Saudita assinaram o acordo de defesa na quarta-feira, durante a segunda visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad em menos de um mês.
Na manhã de 22 de outubro, forças de segurança sírias invadiram casas e lojas em Rankous, na região de Qalamoun, detendo 45 pessoas e matando cinco. O Ministério do Interior sírio afirmou que as vítimas tinham vínculos com o Estado Islâmico, sustentavam “ideias extremistas” e haviam “declarado o Estado sírio infiel”. Segundo moradores, três das vítimas estavam desarmadas e duas abriram fogo contra as forças de segurança, matando dois agentes.
As forças israelenses realizaram ataques no sul do Líbano e no sul da Síria, com bombardeios relatados nos dois países. No Líbano, bombardearam o município de al-Tayri, no distrito de Bint Jbeil, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa. Na Síria, dispararam um projétil de artilharia contra terras agrícolas perto da aldeia de al-Samdaniyah al-Sharqiyah, no campo de Quneitra, segundo a emissora estatal Al-Ikhbariya.
A Síria e a Arábia Saudita assinaram nesta quarta-feira um acordo de cooperação em defesa e seis acordos de empréstimo do Fundo Saudita de Desenvolvimento, no valor de US$ 403 milhões, na segunda visita do presidente Ahmed al-Sharaa a Riad em menos de um mês. Os recursos, em condições concessionais, incluem US$ 100 milhões para reequipar instalações de saúde, US$ 60 milhões para habitação danificada, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para a termoelétrica de Aleppo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O Ministério das Relações Exteriores sírio chamou o acordo entre as pastas da Defesa de “mais notável” dos entendimentos, mas não divulgou seus termos. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler Asaad al-Shaibani dizer que o governo avaliava aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, testemunharam a assinatura de vários acordos, entre eles um de cooperação em defesa e mais de US$ 403 milhões em empréstimos para energia, habitação, saúde e infraestrutura da Síria. Os ministérios da Defesa dos dois países assinaram o acordo na quarta-feira, conforme a agência oficial saudita. Os empréstimos do Fundo Saudita para o Desenvolvimento incluem US$ 100 milhões para reerguer e equipar unidades de saúde danificadas, US$ 60 milhões para reparar moradias, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para reabilitar a usina térmica de Alepo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, dizer que o governo avalia aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
O presidente sírio, Ahmad Al Shara, chegou a Riad nesta quarta-feira com uma delegação que incluía os ministros de Relações Exteriores, Defesa, Finanças e Indústria, além do chefe da Direção-Geral de Inteligência, em sua segunda visita ao reino em poucas semanas, depois de uma passagem por Riad em 6 de outubro. Ele e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman assistiram à assinatura de acordos de cooperação militar, energia e infraestrutura, e o Ministério das Relações Exteriores sírio disse que o acordo de defesa foi o mais notável, sem dar detalhes. O pacote incluiu um acordo de cooperação entre os ministérios da Defesa dos dois países. A Síria negocia adesão ao pacto de defesa de Meca, e o chanceler Asaad Al Shibani afirmou no Diálogo de Manama, no Bahrein, que Damasco considera “a segurança no Golfo como parte da sua própria”.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, chegou a Riad nesta quarta-feira em visita oficial e se reuniu com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no palácio Al-Yamamah, segundo a agência de notícias saudita SPA. Ministros e altos funcionários dos dois países participaram do encontro. É a sexta visita de al-Sharaa à Arábia Saudita desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025. As conversas trataram das relações bilaterais e de formas de desenvolver e ampliar a cooperação entre os dois países em diversos campos.
Uma pesquisa do Arab Center for Research and Policy Studies, sediado em Doha, e do Arab Center for Contemporary Syria Studies mostrou que 61% dos entrevistados citam Israel como a principal ameaça à Síria, contra 20% que citam o Irã, 6% a Turquia e 5% os Estados Unidos; os resultados foram publicados na segunda-feira. Cerca de 97% disseram que Israel ameaça a segurança e a estabilidade do Oriente Médio, ante 78% um ano antes. Quase 80% rejeitam reconhecer Israel, ante 74% em 2025, e 74% rejeitam qualquer acordo que não devolva as Colinas de Golã ocupadas. Sobre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, 80% disseram que os ataques iranianos com mísseis a Israel eram justificados, e três quartos afirmaram que Washington fez a guerra em nome de Israel.
As autoridades sírias afirmaram ter prendido dois integrantes de uma célula do Hezbollah e apreendido explosivos que seriam usados na refinaria de Homs, a última instalação em operação depois da guerra civil. A agência estatal SANA noticiou o plano frustrado no domingo, e no início de outubro Damasco havia relatado sabotagens contra um oleoduto e depois um gasoduto.
O ministro do Trabalho do Líbano, Mohammad Haidar, indicado pelo Hezbollah, visitou a Síria na segunda-feira com outros três ministros libaneses, a primeira vez que um integrante do grupo é formalmente recebido em Damasco desde a queda de Assad. A delegação, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Tarek Mitri, discutiu o retorno de refugiados, segurança de fronteira, educação e cooperação bilateral. Haidar afirmou que a viagem é trabalho ministerial e não tem vínculo partidário.
Forças israelenses avançaram com cinco veículos militares sobre a vila de al-Asbah, na zona rural do sul de Quneitra, segundo relato da Syria TV publicado pelo Middle East Eye. Segundo a Sijil, iniciativa síria que acompanha violações israelenses no país, as forças israelenses cometeram sete violações nesta segunda-feira antes da última incursão, incluindo outras incursões, postos de controle e sobrevoos de aeronaves.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse no sábado, durante sessão sobre segurança regional no Diálogo de Manamá, no Bahrein, que Damasco avalia entrar na aliança de Meca, pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Pelo acordo, assinado em 7 de agosto em Meca, um ataque a um dos signatários é tratado como ataque aos três, em arranjo semelhante em princípio ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne 32 países membros. O analista Samy Akil, do Syria Report, disse ao Middle East Eye que as conversas estão em estágio inicial e que é improvável que a Síria se torne o quarto membro do pacto no curto prazo.
Os serviços especiais da Síria afirmaram ter descoberto um plano terrorista contra uma refinaria de petróleo na cidade de Homs, segundo a agência TASS. Com os detidos foram apreendidos coletes suicidas, artefatos explosivos improvisados, equipamento eletrônico para detonação remota e mapas detalhados da instalação.
O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado no Diálogo de Manama, no Bahrein, que estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca, segundo a Al Jazeera. O Pacto Conjunto de Defesa de Meca foi assinado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão na cidade saudita de Meca, em agosto, e prevê que um ataque a um dos países seja considerado ataque aos três. A Arab News também ouviu o chanceler sírio, para quem Damasco avalia entrar na aliança de defesa que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.
Guardas de fronteira da Jordânia barraram 14 homens armados que tentavam entrar no norte do país vindos da Síria, informaram as forças armadas em comunicado neste sábado. O grupo tentou se infiltrar na sexta-feira sob fogo pesado e confronto direto, com número considerável de baixas entre os armados, e o restante fugiu de volta para a Síria, segundo as forças armadas, em texto da Reuters republicado pelo Arab News.
O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado que Damasco avalia aderir ao pacto de defesa de Meca, que reúne Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, segundo o Dawn; a TRT World também noticiou a declaração. No Diálogo de Manama, no Bahrein, ele afirmou: “As discussões estão em curso para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca”. O Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto, permite que os três membros tratem um ataque armado contra um deles como ataque contra todos.
O chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, afirmou neste sábado que Israel realizou mais de 1.000 ataques contra a Síria em menos de dois anos, matando dezenas de pessoas, segundo a Anadolu. A declaração foi feita em uma sessão sobre segurança regional do Diálogo de Manama 2026, segundo a agência estatal síria SANA. Ele pediu o retorno às linhas anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a aplicação do Acordo de Desengajamento de 1974.
A Síria afirmou na quarta-feira que um jihadista francês foi morto em um tiroteio com as forças de segurança no noroeste do país, a mais recente violência envolvendo combatentes estrangeiros desde que as novas autoridades sírias assumiram o poder, segundo o The Hindu.
Jordânia e Síria acordaram na terça-feira criar um comitê conjunto de segurança para investigar os ataques aéreos jordanianos no sul da Síria e reforçar a coordenação, segundo o TRT World. Sete pessoas morreram e três ficaram feridas nos ataques de segunda-feira, segundo a TV Al Ekhbariya citando a diretoria de saúde de Daraa, e o Exército da Jordânia disse que os alvos pertenciam a grupos ligados ao ataque de sexta-feira contra fiéis numa igreja em Hamoud, na província de Karak.
A Força Aérea da Jordânia bombardeou no sul da Síria alvos que descreve como esconderijos terroristas, ligados ao ataque a uma igreja ortodoxa grega em Karak, segundo o Arab News. O governo sírio diz que civis foram mortos. Na Jordânia, sete pessoas foram mortas em um ataque a um funeral, segundo a BBC.
A Síria fechou nesta terça-feira a passagem de Nassib com a Jordânia, suspendendo o tráfego de passageiros e o comércio nos dois sentidos, segundo a Anadolu. A Defesa Civil síria disse ter recuperado os corpos de sete pessoas – três homens, uma mulher e três crianças, segundo a Al Jazeera. O Exército da Jordânia disse que os ataques na Síria foram lançados “em coordenação com o governo sírio”, o que a Síria negou.
Novas regras anunciadas no início de outubro pelo Ministério da Educação da Síria restringem certos cursos das duas novas faculdades de defesa e segurança exclusivamente a homens, e quase todos no caso da universidade de segurança, segundo a Deutsche Welle (DW). As faculdades são a Universidade Nacional de Ciências da Defesa e a Universidade Síria de Ciências da Segurança. A decisão gerou controvérsia dentro e fora do país.
A Jordânia afirmou nesta segunda-feira que sua Força Aérea bombardeou esconderijos que descreveu como de militantes no sul da Síria, depois de concluir que os autores do ataque mortal a uma igreja na semana passada tinham ligação com grupos terroristas que atuam na região, segundo o Jerusalem Post. Não houve comentário imediato das autoridades sírias, e não ficou claro se os ataques foram feitos em coordenação com Damasco. A agência Xinhua também registrou os ataques aéreos da Jordânia contra os responsáveis pelo ataque à igreja.
As forças israelenses mataram um homem com deficiência durante uma incursão no sul da Síria nesta quinta-feira, disseram as autoridades sírias, segundo o Middle East Eye.
Forças israelenses mataram a tiros um homem com deficiência na aldeia de Jamla, no campo oeste de Daraa, onde haviam posicionado atiradores em telhados, na madrugada desta quinta-feira, segundo a agência estatal síria Agência Árabe Síria de Notícias (SANA), citada pela Al Jazeera. O corpo da vítima foi levado ao Hospital Nacional de Daraa, acrescentou a agência. O Exército israelense não comentou o caso de imediato. Em uma incursão nesta quinta-feira na aldeia de Turnejeh, no campo de Quneitra, as forças israelenses revistaram casas e detiveram uma pessoa, segundo a SANA.
Tropas israelenses entraram na aldeia de Jamlah, na zona rural oeste de Daraa, com atiradores em telhados e buscas em casas, segundo a Anadolu, um dia após tanques israelenses bombardearem os arredores da aldeia de Abidin, no oeste de Daraa, ainda segundo a Anadolu. O Observatório Sírio de Direitos Humanos registrou uma patrulha israelense de dois veículos na região de Wadi al-Raqad, no oeste de Daraa, segundo o Middle East Eye.
Um alto funcionário do governo sírio disse ao Jerusalem Post que Damasco teme que grupos armados drusos lancem nos próximos dias uma ofensiva contra as forças do governo na província meridional de Sueida, com incentivo e apoio de Israel. O funcionário afirmou que o reconhecimento aéreo israelense sobre Sueida e áreas vizinhas se intensificou, junto com mais voos de reconhecimento sobre Damasco e o sul da Síria.
A Síria e o Grupo Banco Mundial anunciaram um acordo para criar um fundo com vários doadores para apoiar a recuperação e a reconstrução do país, segundo a agência de notícias SANA, citada pela TASS. O fundo prevê financiamento concessional, garantias de investimento e apoio técnico, além de fortalecer a capacidade institucional do país.
A Al Jazeera apurou que há ao menos 51 sírios ainda detidos dentro de Israel, muitos deles primeiro na prisão militar de Sde Teiman e depois transferidos para unidades administradas pelo Serviço Prisional de Israel. Em setembro, o centro sírio Sijil, que monitora a atividade israelense, documentou 280 violações israelenses do acordo de 1974 entre os dois países, incluindo incursões, raides e prisões, além de fogo de artilharia e de metralhadora, segundo a Al Jazeera.
Uma explosão atingiu o gasoduto de Jbessa, no sul da província de Hasakah, no fim da tarde, horas depois de danos a um duto que transporta derivados de petróleo da cidade costeira de Baniyas a Homs causarem um vazamento de combustível, informou a Al Jazeera, citando a SANA. A estatal Syrian Petroleum Company disse que o gasoduto foi alvo de um “ataque de sabotagem”, segundo a SANA.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou nesta quinta-feira que falou com o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, e afirmou ter parado os massacres de drusos na Síria no ano passado. Segundo Netanyahu, a conversa foi muito curta e muito dura, e o massacre parou.
O Exército israelense prendeu mais de 200 pessoas no sul da Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, segundo o Centro Sijil, que monitora a atividade israelense na Síria, em reportagem do France 24 Observers. Testemunhas denunciam prisões arbitrárias, e ex-detentos e seus familiares manifestam preocupação com as condições de detenção.
O banco central da Síria disse neste domingo que emitiu sua primeira carta de crédito em 14 anos, para viabilizar um acordo de fornecimento de derivados de petróleo entre a Syrian Petroleum Company e a Saudi Aramco, segundo o Jerusalem Post. O banco afirmou que a transação foi arranjada em coordenação com um grande banco estadunidense que não nomeou, abrindo um canal para financiar importações de petróleo e liquidar pagamentos pelo sistema bancário formal.
O Conselho para uma América Segura classificou o Kuwait como o país do Oriente Médio mais provável a aderir aos Acordos de Abraão, seguido pelo Líbano e pela Síria, segundo o Jerusalem Post, em texto do Media Line. O relatório “Expansion Opportunities: Middle East Analysis”, de 8 de outubro, avaliou nove países de maioria muçulmana sem relações diplomáticas formais com Israel. O Líbano ficou em segundo lugar após assinar em junho o “Acordo-Quadro Trilateral” mediado pelos Estados Unidos; a Síria, em terceiro, após conversas aceleradas no pós-Assad.
O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o impacto contínuo de operações militares israelenses sobre civis no sul da Síria, incluindo invasões a casas, restrição de movimento, assédio, detenção arbitrária e destruição de meios de vida. O escritório da ONU continua a documentar a detenção de sírios por forças israelenses e informou que 49 sírios seguem sob custódia israelense, total que não foi verificado de forma independente e abrangente. Segundo o Middle East Eye, Israel fez 280 incursões armadas na Síria em setembro, o maior número mensal do ano.
O governo islamita da Síria barrou mulheres de vários cursos universitários e técnicos, excluindo-as de engenharia militar, direito, ciências sociais, gestão e economia na Universidade Nacional de Ciências da Defesa, o que a formanda Israa Salloum rejeitou dizendo à AFP que ninguém tem o direito de forçá-la a escolher um curso ou de excluí-la de outro, segundo a RT.
A Reuters noticiou que a Síria avalia prestar assistência militar à Arábia Saudita, incluindo ajuda defensiva ou o envio de forças para combater os houthis ao lado de tropas iemenitas apoiadas por Riad. O assessor de mídia do presidente sírio Ahmad Al Shara, Ahmad Zaidan, negou os relatos e chamou de mentira qualquer pedido saudita por forças sírias na Arábia Saudita ou no Iêmen. A chancelaria síria condenou os ataques houthis a instalações civis sauditas, incluindo os aeroportos internacionais de Abha e Rei Khalid, que mataram três pessoas e feriram 36.
O general sírio Bassam al-Hassan, que dirigiu o programa de armas químicas da Síria e foi assessor sênior do ex-presidente Bashar al-Assad, vive no Líbano sob proteção dos Estados Unidos (EUA) desde a queda do governo Assad, no fim de 2024, segundo investigação conjunta da National Public Radio (NPR) e da British Broadcasting Corporation (BBC) divulgada nesta quinta-feira, por ter fornecido informações sobre o sequestro do jornalista norte-americano Austin Tice.
A Síria pediu uma investigação “independente e transparente” sobre o naufrágio do cargueiro Alfa Watan, cobrando respostas sobre o destino dos 10 tripulantes – nove sírios e um egípcio – que seguem desaparecidos, informou a Al Jazeera. O navio, de bandeira togolesa, afundou na zona econômica exclusiva da Bulgária na terça-feira.
A Síria avalia dar assistência militar à Arábia Saudita na guerra contra os houthis – com opções que incluem ajuda defensiva ou envio de forças sírias em apoio a tropas iemenitas apoiadas pelos sauditas – embora o assessor de mídia do presidente sírio negue que Riad tenha pedido o envio de forças, segundo o Jerusalem Post.
Bassam al-Hassan é financiado e protegido por autoridades estadunidenses e libanesas, segundo investigação da BBC. A ele foram oferecidos residência, proteção e ajuda com necessidades de vida em troca de informações, sobretudo sobre o jornalista Austin Tice. Autoridades de dois ramos do novo governo sírio disseram à BBC querer Hassan de volta para julgamento, mas que as autoridades americanas querem mantê-lo no Líbano.
Tropas israelenses bombardearam no fim da quarta-feira os arredores de uma aldeia na província de Quneitra, no sul da Síria, segundo a agência Sana – dois projéteis de artilharia caíram em áreas agrícolas ao redor de Al-Samdaniya Al-Sharqiya, sem deixar feridos.
A mídia estatal síria relatou uma explosão em Beit Jinn, a oeste de Damasco, segundo a Mehr News em inglês.
O Exército israelense matou um homem no sul da Síria na manhã de segunda-feira, em meio a incursões contínuas no país, segundo o Middle East Eye. O Exército alegou que o homem tentou entrar em um de seus postos militares e que as tropas abriram fogo e o mataram, segundo o Middle East Eye.
A TV síria Al-Ikhbariah informou que forças israelenses bombardearam terras agrícolas entre Buraiqa e Kodana, no sul de Quneitra, segundo o Middle East Eye. Síria, Catar e Jordânia denunciaram a retomada das escavações de Israel no projeto “Sofa 53”, na província síria de Quneitra. O Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmou que a retomada da escavação perto da linha de separação com o Golã sírio ocupado era uma “violação flagrante” do acordo de 1974.
As forças israelenses abriram fogo de artilharia contra uma zona desmilitarizada na província de Quneitra, no sul da Síria, segundo a agência TASS, que cita o canal Al Mayadeen. Os impactos foram registrados na zona rural perto da represa de Al-Mantara, sem relato de vítimas civis, de acordo com a TASS. As forças israelenses também bombardearam uma área a sudeste da cidade de Al-Rafid, na zona rural do sul de Quneitra, no sudoeste da Síria, segundo a Anadolu Agency.
O Exército de Israel disparou três projéteis contra a área da barragem de Al-Mantara, em Quneitra, no sul da Síria, na quarta-feira, sem relato imediato de vítimas ou danos, segundo a imprensa síria citada pela Anadolu Ajansı.
As usinas Deir Ali, Nasiriyah e Tishreen saíram de operação após uma explosão em uma linha de gás na termelétrica de Tishreen, segundo a agência estatal síria SANA. O desligamento das três usinas vai reduzir temporariamente a geração de energia e aumentar as horas de racionamento. Um gasoduto na província oriental de Deir Ezzor, que faz fronteira com o Iraque, explodiu e pegou fogo após a explosão de uma válvula de isolamento, interrompendo o fluxo de gás para estações de energia, em episódio que as autoridades sírias atribuem a sabotagem, segundo o The National.
Pelo menos sete pessoas foram mortas e quatro ficaram feridas, duas em estado crítico, depois de atiradores não identificados abrirem fogo contra um veículo perto da ponte de Masyaf, em Homs, segundo a Diretoria de Mídia de Homs, citada pelo Middle East Eye.
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse que não pode considerar a normalização com Israel enquanto os direitos dos sírios forem usurpados e citou como preocupações centrais os territórios ocupados por Israel desde dezembro de 2024 e as Colinas de Golã, em painel do centro de análise Atlantic Council, com sede em Washington, à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo o Middle East Eye. Ele afirmou que as negociações com Israel chegaram a “quase 90%” de entendimento antes de recuos israelenses e que Damasco trata o Golã como território sírio, cuja soberania não está em negociação, segundo o The Jerusalem Post. Sharaa disse ainda que a Rússia mantinha 170 bases na Síria e hoje opera duas, ambas destinadas ao treinamento das forças sírias, segundo o Middle East Eye.
A Síria registrou neste mês uma série de explosões em depósitos de armas e munições, e o Ministério da Defesa do país diz investigar as causas dos episódios. A mais recente ocorreu na madrugada desta segunda-feira num depósito de armas em al-Eis, ao sul de Alepo, e feriu ao menos quatro pessoas, segundo a Al Jazeera. Na sexta-feira, uma explosão em Ayyash, a oeste de Deir ez-Zor, matou 11 militares, segundo o Ministério da Defesa, citado pela agência estatal síria SANA, que informou que o funeral dos mortos foi realizado no sábado. Em 9 de setembro, outra explosão num depósito temporário de armas e restos de guerra em Sarmada, na província de Idlib, matou 14 militares e feriu mais de dez pessoas, entre elas civis, segundo o ministério. A Al Jazeera cita um levantamento da agência Reuters segundo o qual ao menos 16 explosões do tipo atingiram instalações de armazenamento de armas desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Parte dos episódios foi atribuída a condições inadequadas de armazenamento; analistas ouvidos pela Al Jazeera divergem sobre as causas e dizem não haver até agora evidência de sabotagem.