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Tema: Síria

Matérias e notas sobre Síria.

Fluxo

Uma fonte diplomática síria disse à agência estatal SANA que a Síria não tem planos de enviar forças militares ao Iêmen e chamou de infundados os relatos sobre um possível deslocamento. Segundo a fonte, a cooperação militar com a Arábia Saudita se concentra hoje em treinar forças sírias, ampliar capacidades e trocar experiência militar. Visitas de coordenação de autoridades sauditas à Síria começam no mês que vem, e a cooperação pode evoluir para um acordo de defesa mútua ou para a adesão síria ao Acordo de Defesa Conjunta de Meca, dependendo dos interesses compartilhados dos dois países.

As Forças de Segurança Interna da Síria anunciaram a prisão de duas pessoas suspeitas de ligação com o Hezbollah por um plano de ataque à refinaria de petróleo de Homs, no centro do país, e afirmaram ter apreendido explosivos destinados à operação. O Hezbollah negou categoricamente qualquer envolvimento e afirmou não ter presença nem vínculos organizacionais ou operacionais em território sírio. O anúncio sírio foi feito na terça-feira, um dia depois da visita a Damasco de uma delegação ministerial libanesa chefiada pelo vice-premiê Tarek Mitri. A reportagem é do The Media Line, publicada pelo Jerusalem Post, e afirma não ter conseguido verificar de forma independente as evidências apresentadas pelas autoridades sírias contra os detidos.

A Síria envia assessoria militar e treinamento à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário estadunidense, em texto da Reuters republicado pelo The Straits Times. Equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino, segundo o alto funcionário estadunidense. Um diplomata sírio de alto escalão disse que qualquer sugestão de deslocamento militar nesta fase é prematura e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O pacto de defesa entre os dois países foi assinado em 4 de novembro de 2026, durante a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad, sem que detalhes tenham sido divulgados. Washington pediu que Damasco aja com cautela, argumentando que um envolvimento sírio na guerra do Iêmen pode arrastar o país para o conflito regional mais amplo.

A Síria envia assessores e equipes de treinamento militar à Arábia Saudita e mandou um número limitado de militares ao reino enquanto Riad enfrenta ataques dos houthis do Iêmen, segundo duas fontes militares sírias e um alto funcionário dos Estados Unidos (EUA). O alto funcionário dos EUA disse que as equipes sírias treinam unidades sauditas e iemenitas dentro do reino para melhorar sua eficácia de combate. Um alto diplomata sírio afirmou que “qualquer sugestão de desdobramentos militares nesta fase é prematura” e que o foco da Síria segue na segurança interna, na proteção das fronteiras e na reconstrução. O acordo de cooperação de defesa sírio-saudita assinado na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”, disse o diplomata. Um alto funcionário saudita afirmou que a partilha de experiência com a Síria é “principalmente para reestruturar as forças sírias”, mas que os parceiros sírios ajudam com experiência de combate contra milícias.

Três localidades da província síria de al-Quneitra foram atingidas por artilharia israelense nesta sexta-feira, segundo a TV síria Al-Ikhbariya. Os ataques atingiram as aldeias de Ain Ziwan, Tel Ahmar e al-Samdaniyeh e áreas agrícolas vizinhas; segundo as autoridades locais, várias pessoas ficaram feridas e o número de vítimas ainda está em verificação. As autoridades sírias contabilizaram mais de 200 violações israelenses nas províncias do sul em outubro, incluindo incursões de tropas terrestres, jatos e drones, bombardeios de artilharia e detenções.

A Síria enviou um número limitado de militares à Arábia Saudita para prestar assessoria e treinamento, segundo a Reuters, que citou duas fontes militares sírias e um alto funcionário norte-americano. Segundo essas fontes, conselheiros e equipes de treinamento seguem para o reino para instruir unidades sauditas e iemenitas e melhorar sua eficácia de combate, e dezenas de militares viajaram ao país nas últimas semanas. Um alto diplomata sírio disse à Reuters que “qualquer sugestão de deslocamentos militares neste momento é prematura” e que o foco de Damasco segue em segurança interna, proteção de fronteiras e reconstrução. Ele afirmou que o acordo de cooperação em defesa assinado pelos dois países na quarta-feira “inclui especificamente apoio consultivo, treinamento e troca de experiências”. Síria e Arábia Saudita assinaram o acordo de defesa na quarta-feira, durante a segunda visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Riad em menos de um mês.

As forças israelenses realizaram ataques no sul do Líbano e no sul da Síria, com bombardeios relatados nos dois países. No Líbano, bombardearam o município de al-Tayri, no distrito de Bint Jbeil, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa. Na Síria, dispararam um projétil de artilharia contra terras agrícolas perto da aldeia de al-Samdaniyah al-Sharqiyah, no campo de Quneitra, segundo a emissora estatal Al-Ikhbariya.

A Síria e a Arábia Saudita assinaram nesta quarta-feira um acordo de cooperação em defesa e seis acordos de empréstimo do Fundo Saudita de Desenvolvimento, no valor de US$ 403 milhões, na segunda visita do presidente Ahmed al-Sharaa a Riad em menos de um mês. Os recursos, em condições concessionais, incluem US$ 100 milhões para reequipar instalações de saúde, US$ 60 milhões para habitação danificada, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para a termoelétrica de Aleppo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O Ministério das Relações Exteriores sírio chamou o acordo entre as pastas da Defesa de “mais notável” dos entendimentos, mas não divulgou seus termos. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler Asaad al-Shaibani dizer que o governo avaliava aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, testemunharam a assinatura de vários acordos, entre eles um de cooperação em defesa e mais de US$ 403 milhões em empréstimos para energia, habitação, saúde e infraestrutura da Síria. Os ministérios da Defesa dos dois países assinaram o acordo na quarta-feira, conforme a agência oficial saudita. Os empréstimos do Fundo Saudita para o Desenvolvimento incluem US$ 100 milhões para reerguer e equipar unidades de saúde danificadas, US$ 60 milhões para reparar moradias, US$ 105 milhões para a defesa civil, US$ 90 milhões para reabilitar a usina térmica de Alepo e US$ 30 milhões para sistemas de água em Damasco e Idlib. O acordo de defesa veio dias depois de o chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, dizer que o governo avalia aderir a um pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

O presidente sírio, Ahmad Al Shara, chegou a Riad nesta quarta-feira com uma delegação que incluía os ministros de Relações Exteriores, Defesa, Finanças e Indústria, além do chefe da Direção-Geral de Inteligência, em sua segunda visita ao reino em poucas semanas, depois de uma passagem por Riad em 6 de outubro. Ele e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman assistiram à assinatura de acordos de cooperação militar, energia e infraestrutura, e o Ministério das Relações Exteriores sírio disse que o acordo de defesa foi o mais notável, sem dar detalhes. O pacote incluiu um acordo de cooperação entre os ministérios da Defesa dos dois países. A Síria negocia adesão ao pacto de defesa de Meca, e o chanceler Asaad Al Shibani afirmou no Diálogo de Manama, no Bahrein, que Damasco considera “a segurança no Golfo como parte da sua própria”.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, chegou a Riad nesta quarta-feira em visita oficial e se reuniu com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no palácio Al-Yamamah, segundo a agência de notícias saudita SPA. Ministros e altos funcionários dos dois países participaram do encontro. É a sexta visita de al-Sharaa à Arábia Saudita desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025. As conversas trataram das relações bilaterais e de formas de desenvolver e ampliar a cooperação entre os dois países em diversos campos.

Uma pesquisa do Arab Center for Research and Policy Studies, sediado em Doha, e do Arab Center for Contemporary Syria Studies mostrou que 61% dos entrevistados citam Israel como a principal ameaça à Síria, contra 20% que citam o Irã, 6% a Turquia e 5% os Estados Unidos; os resultados foram publicados na segunda-feira. Cerca de 97% disseram que Israel ameaça a segurança e a estabilidade do Oriente Médio, ante 78% um ano antes. Quase 80% rejeitam reconhecer Israel, ante 74% em 2025, e 74% rejeitam qualquer acordo que não devolva as Colinas de Golã ocupadas. Sobre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, 80% disseram que os ataques iranianos com mísseis a Israel eram justificados, e três quartos afirmaram que Washington fez a guerra em nome de Israel.

O ministro do Trabalho do Líbano, Mohammad Haidar, indicado pelo Hezbollah, visitou a Síria na segunda-feira com outros três ministros libaneses, a primeira vez que um integrante do grupo é formalmente recebido em Damasco desde a queda de Assad. A delegação, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Tarek Mitri, discutiu o retorno de refugiados, segurança de fronteira, educação e cooperação bilateral. Haidar afirmou que a viagem é trabalho ministerial e não tem vínculo partidário.

Forças israelenses avançaram com cinco veículos militares sobre a vila de al-Asbah, na zona rural do sul de Quneitra, segundo relato da Syria TV publicado pelo Middle East Eye. Segundo a Sijil, iniciativa síria que acompanha violações israelenses no país, as forças israelenses cometeram sete violações nesta segunda-feira antes da última incursão, incluindo outras incursões, postos de controle e sobrevoos de aeronaves.

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse no sábado, durante sessão sobre segurança regional no Diálogo de Manamá, no Bahrein, que Damasco avalia entrar na aliança de Meca, pacto de defesa mútua entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Pelo acordo, assinado em 7 de agosto em Meca, um ataque a um dos signatários é tratado como ataque aos três, em arranjo semelhante em princípio ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne 32 países membros. O analista Samy Akil, do Syria Report, disse ao Middle East Eye que as conversas estão em estágio inicial e que é improvável que a Síria se torne o quarto membro do pacto no curto prazo.

O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado no Diálogo de Manama, no Bahrein, que estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca, segundo a Al Jazeera. O Pacto Conjunto de Defesa de Meca foi assinado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão na cidade saudita de Meca, em agosto, e prevê que um ataque a um dos países seja considerado ataque aos três. A Arab News também ouviu o chanceler sírio, para quem Damasco avalia entrar na aliança de defesa que vincula Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.

O chanceler da Síria, Asaad al-Shaibani, disse neste sábado que Damasco avalia aderir ao pacto de defesa de Meca, que reúne Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, segundo o Dawn; a TRT World também noticiou a declaração. No Diálogo de Manama, no Bahrein, ele afirmou: “As discussões estão em curso para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca”. O Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto, permite que os três membros tratem um ataque armado contra um deles como ataque contra todos.

O chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, afirmou neste sábado que Israel realizou mais de 1.000 ataques contra a Síria em menos de dois anos, matando dezenas de pessoas, segundo a Anadolu. A declaração foi feita em uma sessão sobre segurança regional do Diálogo de Manama 2026, segundo a agência estatal síria SANA. Ele pediu o retorno às linhas anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a aplicação do Acordo de Desengajamento de 1974.

Jordânia e Síria acordaram na terça-feira criar um comitê conjunto de segurança para investigar os ataques aéreos jordanianos no sul da Síria e reforçar a coordenação, segundo o TRT World. Sete pessoas morreram e três ficaram feridas nos ataques de segunda-feira, segundo a TV Al Ekhbariya citando a diretoria de saúde de Daraa, e o Exército da Jordânia disse que os alvos pertenciam a grupos ligados ao ataque de sexta-feira contra fiéis numa igreja em Hamoud, na província de Karak.

A Jordânia afirmou nesta segunda-feira que sua Força Aérea bombardeou esconderijos que descreveu como de militantes no sul da Síria, depois de concluir que os autores do ataque mortal a uma igreja na semana passada tinham ligação com grupos terroristas que atuam na região, segundo o Jerusalem Post. Não houve comentário imediato das autoridades sírias, e não ficou claro se os ataques foram feitos em coordenação com Damasco. A agência Xinhua também registrou os ataques aéreos da Jordânia contra os responsáveis pelo ataque à igreja.

Forças israelenses mataram a tiros um homem com deficiência na aldeia de Jamla, no campo oeste de Daraa, onde haviam posicionado atiradores em telhados, na madrugada desta quinta-feira, segundo a agência estatal síria Agência Árabe Síria de Notícias (SANA), citada pela Al Jazeera. O corpo da vítima foi levado ao Hospital Nacional de Daraa, acrescentou a agência. O Exército israelense não comentou o caso de imediato. Em uma incursão nesta quinta-feira na aldeia de Turnejeh, no campo de Quneitra, as forças israelenses revistaram casas e detiveram uma pessoa, segundo a SANA.

A Síria e o Grupo Banco Mundial anunciaram um acordo para criar um fundo com vários doadores para apoiar a recuperação e a reconstrução do país, segundo a agência de notícias SANA, citada pela TASS. O fundo prevê financiamento concessional, garantias de investimento e apoio técnico, além de fortalecer a capacidade institucional do país.

A Al Jazeera apurou que há ao menos 51 sírios ainda detidos dentro de Israel, muitos deles primeiro na prisão militar de Sde Teiman e depois transferidos para unidades administradas pelo Serviço Prisional de Israel. Em setembro, o centro sírio Sijil, que monitora a atividade israelense, documentou 280 violações israelenses do acordo de 1974 entre os dois países, incluindo incursões, raides e prisões, além de fogo de artilharia e de metralhadora, segundo a Al Jazeera.

O banco central da Síria disse neste domingo que emitiu sua primeira carta de crédito em 14 anos, para viabilizar um acordo de fornecimento de derivados de petróleo entre a Syrian Petroleum Company e a Saudi Aramco, segundo o Jerusalem Post. O banco afirmou que a transação foi arranjada em coordenação com um grande banco estadunidense que não nomeou, abrindo um canal para financiar importações de petróleo e liquidar pagamentos pelo sistema bancário formal.

O Conselho para uma América Segura classificou o Kuwait como o país do Oriente Médio mais provável a aderir aos Acordos de Abraão, seguido pelo Líbano e pela Síria, segundo o Jerusalem Post, em texto do Media Line. O relatório “Expansion Opportunities: Middle East Analysis”, de 8 de outubro, avaliou nove países de maioria muçulmana sem relações diplomáticas formais com Israel. O Líbano ficou em segundo lugar após assinar em junho o “Acordo-Quadro Trilateral” mediado pelos Estados Unidos; a Síria, em terceiro, após conversas aceleradas no pós-Assad.

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o impacto contínuo de operações militares israelenses sobre civis no sul da Síria, incluindo invasões a casas, restrição de movimento, assédio, detenção arbitrária e destruição de meios de vida. O escritório da ONU continua a documentar a detenção de sírios por forças israelenses e informou que 49 sírios seguem sob custódia israelense, total que não foi verificado de forma independente e abrangente. Segundo o Middle East Eye, Israel fez 280 incursões armadas na Síria em setembro, o maior número mensal do ano.

A Reuters noticiou que a Síria avalia prestar assistência militar à Arábia Saudita, incluindo ajuda defensiva ou o envio de forças para combater os houthis ao lado de tropas iemenitas apoiadas por Riad. O assessor de mídia do presidente sírio Ahmad Al Shara, Ahmad Zaidan, negou os relatos e chamou de mentira qualquer pedido saudita por forças sírias na Arábia Saudita ou no Iêmen. A chancelaria síria condenou os ataques houthis a instalações civis sauditas, incluindo os aeroportos internacionais de Abha e Rei Khalid, que mataram três pessoas e feriram 36.

A Síria pediu uma investigação “independente e transparente” sobre o naufrágio do cargueiro Alfa Watan, cobrando respostas sobre o destino dos 10 tripulantes – nove sírios e um egípcio – que seguem desaparecidos, informou a Al Jazeera. O navio, de bandeira togolesa, afundou na zona econômica exclusiva da Bulgária na terça-feira.

Bassam al-Hassan é financiado e protegido por autoridades estadunidenses e libanesas, segundo investigação da BBC. A ele foram oferecidos residência, proteção e ajuda com necessidades de vida em troca de informações, sobretudo sobre o jornalista Austin Tice. Autoridades de dois ramos do novo governo sírio disseram à BBC querer Hassan de volta para julgamento, mas que as autoridades americanas querem mantê-lo no Líbano.

A mídia estatal síria relatou uma explosão em Beit Jinn, a oeste de Damasco, segundo a Mehr News em inglês.

A TV síria Al-Ikhbariah informou que forças israelenses bombardearam terras agrícolas entre Buraiqa e Kodana, no sul de Quneitra, segundo o Middle East Eye. Síria, Catar e Jordânia denunciaram a retomada das escavações de Israel no projeto “Sofa 53”, na província síria de Quneitra. O Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmou que a retomada da escavação perto da linha de separação com o Golã sírio ocupado era uma “violação flagrante” do acordo de 1974.

As usinas Deir Ali, Nasiriyah e Tishreen saíram de operação após uma explosão em uma linha de gás na termelétrica de Tishreen, segundo a agência estatal síria SANA. O desligamento das três usinas vai reduzir temporariamente a geração de energia e aumentar as horas de racionamento. Um gasoduto na província oriental de Deir Ezzor, que faz fronteira com o Iraque, explodiu e pegou fogo após a explosão de uma válvula de isolamento, interrompendo o fluxo de gás para estações de energia, em episódio que as autoridades sírias atribuem a sabotagem, segundo o The National.

O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse que não pode considerar a normalização com Israel enquanto os direitos dos sírios forem usurpados e citou como preocupações centrais os territórios ocupados por Israel desde dezembro de 2024 e as Colinas de Golã, em painel do centro de análise Atlantic Council, com sede em Washington, à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo o Middle East Eye. Ele afirmou que as negociações com Israel chegaram a “quase 90%” de entendimento antes de recuos israelenses e que Damasco trata o Golã como território sírio, cuja soberania não está em negociação, segundo o The Jerusalem Post. Sharaa disse ainda que a Rússia mantinha 170 bases na Síria e hoje opera duas, ambas destinadas ao treinamento das forças sírias, segundo o Middle East Eye.

A Síria registrou neste mês uma série de explosões em depósitos de armas e munições, e o Ministério da Defesa do país diz investigar as causas dos episódios. A mais recente ocorreu na madrugada desta segunda-feira num depósito de armas em al-Eis, ao sul de Alepo, e feriu ao menos quatro pessoas, segundo a Al Jazeera. Na sexta-feira, uma explosão em Ayyash, a oeste de Deir ez-Zor, matou 11 militares, segundo o Ministério da Defesa, citado pela agência estatal síria SANA, que informou que o funeral dos mortos foi realizado no sábado. Em 9 de setembro, outra explosão num depósito temporário de armas e restos de guerra em Sarmada, na província de Idlib, matou 14 militares e feriu mais de dez pessoas, entre elas civis, segundo o ministério. A Al Jazeera cita um levantamento da agência Reuters segundo o qual ao menos 16 explosões do tipo atingiram instalações de armazenamento de armas desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Parte dos episódios foi atribuída a condições inadequadas de armazenamento; analistas ouvidos pela Al Jazeera divergem sobre as causas e dizem não haver até agora evidência de sabotagem.

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