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Tema: Sahel

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Um primeiro comboio de soldados argelinos foi visto no norte do Níger no fim de semana, uma semana depois de o Parlamento da Argélia aprovar o envio de tropas ao país vizinho. Segundo a RFI, cerca de sessenta caminhões-tanque argelinos com combustível, escoltados por soldados argelinos, cruzaram a fronteira e foram recebidos por integrantes das Forças Armadas do Níger. O Parlamento argelino aprovou o envio em 25 de outubro, abrindo caminho para a primeira missão militar da Argélia no exterior desde a guerra árabe-israelense de 1973. O destino do comboio é relatado de forma divergente: a RFI fala da cidade de Agadez, enquanto o Soufan Center registra que o comboio teria chegado a Arlit em 30 de outubro. O senador argelino Belkacem Boulghiti afirmou que as tropas vão proteger infraestrutura econômica e instalações petrolíferas de empresas argelinas, e que a Argélia não envia soldados para guerrear no Níger. A estatal argelina Sonatrach, o governo do Níger e a Nigerian National Petroleum Corporation desenvolvem conjuntamente um gasoduto de 4.000 km para levar gás nigeriano pelo Níger e pela Argélia até a Europa. O Marrocos promove um gasoduto rival por rota atlântica com as mesmas reservas de gás nigeriano, e os Emirados Árabes Unidos aceitaram apoiar financeira e tecnicamente o projeto.

A rivalidade entre Argélia e Marrocos se projeta mais ao sul, para o Sahel, aponta o Middle East Eye. Na região, o Mali, o Burquina Fasso e o Níger, unidos na Aliança dos Estados do Sahel (AES), tentam diversificar seus parceiros enquanto se afastam de vários de seus antigos aliados ocidentais, segundo o veículo.

A Argélia vai enviar tropas ao Níger, na primeira mobilização militar do país fora das suas fronteiras desde o envio de forças ao Egito na guerra árabe-israelense de 1973, segundo a BBC. A câmara alta do Parlamento argelino aprovou a medida em sessão de emergência no domingo, com 148 dos 174 senadores a favor, e a câmara baixa referendou a decisão depois, segundo a AFP. As tropas devem proteger instalações de energia no norte do Níger, perto da fronteira com a Líbia, incluindo o gasoduto planejado para levar gás nigerino à Argélia. O número de soldados e a data do envio não foram anunciados.

O Conselho da Nação, a câmara alta do parlamento da Argélia, aprovou neste domingo uma proposta de enviar tropas ao vizinho Níger para proteger instalações de energia, segundo o TRT World. Um senador que falou à AFP sob condição de anonimato disse que 148 dos 174 assentos votaram a favor, e a câmara baixa deve votar a proposta ainda neste domingo. A Al Jazeera relatou uma aprovação unânime. Segundo o TRT World, um envio ao exterior seria a primeira operação militar argelina do tipo desde que o país mandou tropas apoiar o Egito na guerra árabe-israelense de 1973. O projeto está ligado ao Gasoduto Transaariano (TSGP), que levaria gás natural da Nigéria pelo Níger e pela Argélia até o mercado europeu.

O Ministério da Justiça de Burkina Faso informou nesta terça-feira que a junta que governa o país reinstaurou a pena de morte, abolida em 2018, após voto unânime do legislativo não eleito, segundo a AFP, em texto republicado pela Nampa. O novo código penal que reintroduz a pena capital “visa reforçar a ordem pública, consolidar os valores fundamentais da nação e garantir a segurança das pessoas e dos bens”, afirmou o ministério.

Um ataque de militantes afiliados ao grupo Estado Islâmico matou 48 pessoas na região de Ménaka, no leste do Mali, no fim de semana, disse um deputado à Associated Press (AP). Segundo Moussa Ag Acharatoumane, líder tuaregue e membro do Conselho Nacional de Transição, os combatentes do Estado Islâmico na Província do Sahel (ISSP) atacaram de domingo à noite até segunda de manhã, e entre as vítimas havia crianças e idosos.

Níger, Mali e Burkina Faso, governados por juntas militares, retomaram no sábado o diálogo com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bloco do qual se retiraram há mais de 18 meses, segundo a France 24. Os dois lados concordaram em criar um grupo de trabalho conjunto para elaborar um acordo-quadro de cooperação que oriente as relações futuras entre a CEDEAO e a Aliança dos Estados do Sahel (AES), conforme a BBC. A primeira sessão da reunião ministerial do diálogo sobre cooperação entre a CEDEAO e a Confederação AES ocorreu em Dacar, no Senegal, em 17 de outubro de 2026, segundo o comunicado final publicado pelo bloco.

Homens armados em motocicletas mataram ao menos 40 civis no Mali, atacando acampamentos que abrigam sobretudo membros da comunidade daoussahaque, segundo fontes de segurança e comunitárias citadas pelo The Hindu. O Hindustan Times registra mais de 40 civis mortos no mesmo episódio, também atribuindo o balanço a fontes de segurança e comunitárias.

As forças do Mali e o Africa Corps russo fizeram 47 ataques com drones que mataram 94 civis entre abril e agosto, contra 22 ataques e 44 mortos no mesmo período do ano anterior, em ações descritas como aparentemente indiscriminadas, incluindo o de 19 de agosto contra um mercado de gado em Bandiagara que matou seis homens, segundo dados do monitor Armed Conflict Location and Event Data Project (ACLED) citados em relatório da Human Rights Watch (HRW), em texto do Times of India.

Uma erupção de petróleo bruto e gás no Níger foi classificada pelo Ministério do Petróleo como incidente ambiental de gravidade excepcional, caracterizado pela projeção de grandes quantidades de petróleo bruto e gás a mais de 10 metros de altura, segundo o Le Monde. Segundo o ministério, a erupção, a primeira do tipo no país, ocorreu em 25 de setembro no leste desértico do Níger, não deixou mortos, mas dois empregados foram hospitalizados e atendidos após ferimentos. O incidente ocorreu no poço Goumeri W8, no bloco petrolífero de Agadem, a cerca de 1.700 km de Niamey, operado pela CNPC Niger Petroleum S.A., filial local da chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC).

O Exército do Mali, apoiado por forças paramilitares russas, reentrou na cidade de Kidal, no norte, forçando a retirada dos separatistas tuaregues, segundo a Deutsche Welle. A Frente de Libertação de Azawad disse que decidiu fazer uma retirada estratégica e controlada de Kidal, sem combate direto, citando uso desproporcional de meios aéreos por mercenários russos do Africa Corps. O governo de transição do Mali afirmou, em comunicado lido na TV estatal, que a retomada foi feita por forças aéreas e terrestres com apoio do Africa Corps russo, segundo a Associated Press.

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, disse esperar a presença dos líderes nacionais do Sahel na cúpula Rússia-África, marcada para 28 e 29 de outubro em Moscou, segundo a agência estatal TASS. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que o diálogo com a Confederação dos Estados do Sahel avança rapidamente e cita as consultas realizadas em 8 de julho em Niamei.

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