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Tema: Ruanda

Matérias e notas sobre Ruanda.

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Os Estados Unidos vão retirar a África do Sul e Ruanda da Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA) a partir de 1º de janeiro de 2027, segundo o representante comercial Jamieson Greer, que afirmou que Donald Trump informou o Congresso e os governos dos dois países. Greer justificou a saída citando políticas que “incluem, mas não se limitam a, barreiras que minam o comércio e o investimento americanos e práticas que representam ameaça aos interesses de segurança nacional e de política externa dos Estados Unidos na região”. Gregory Meeks e Jeanne Shaheen afirmaram, em nota do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, que a decisão corre o risco de minar ainda mais os interesses econômicos americanos e de entregar à China uma vantagem estratégica. Os dois pediram que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e a Casa Branca negociem de boa-fé com o governo sul-africano durante o período de notificação de 60 dias.

A National Basketball Association (NBA) retirou a equipe do exército de Ruanda, a Armée Patriotique Rwandaise (APR), da Basketball Africa League (BAL) por causa das sanções dos EUA impostas ao país em março. Mark Tatum escreveu que a APR seguirá “inelegível para competir na BAL enquanto essas sanções estiverem em vigor”. Na semana anterior, os EUA impuseram novas sanções ao Ministério da Defesa de Ruanda por seu apoio ao grupo rebelde M23, que controla partes do leste da República Democrática do Congo.

O representante comercial dos Estados Unidos (EUA), Jamieson Greer, disse na segunda-feira que Washington pretende suspender a África do Sul e Ruanda do acesso isento de tarifas ao mercado americano pela Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA), com a África do Sul como a maior beneficiária, exportando cerca de 1,7 bilhão de dólares em mercadorias em 2025, citando barreiras ao comércio e ao investimento americanos, corrupção e ameaças à segurança nacional e à política externa americana, além da ação sul-africana contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) por genocídio – o governo sul-africano disse ter recebido aviso prévio de 60 dias para a retirada dos benefícios a partir de 1º de janeiro de 2027, com o ministro do Comércio, Parks Tau, afirmando que a decisão não define a relação mais ampla entre os dois países e que a solução dependerá da disposição de ambos para negociar, e que cerca de 10% das exportações aos Estados Unidos entraram pela AGOA em 2025, ante 28% em 2024.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, notificou o Congresso da intenção de excluir Ruanda e a África do Sul do programa de preferências comerciais AGOA (African Growth and Opportunity Act) a partir de 1º de janeiro de 2027, alegando barreiras ao comércio e ao investimento americanos e preocupações com segurança nacional e política externa na região. A revisão anual concluiu que os governos dos dois países adotam práticas incompatíveis com os critérios de elegibilidade, afirmou o representante comercial Jamieson Greer.

A Ruanda liberou pelo menos 533 pessoas condenadas por crimes do genocídio de 1994 contra os tutsis depois que cumpriram as penas de prisão, segundo o ministro das Relações Exteriores, Olivier Nduhungirehe, que falou na sexta-feira. O ministro da Unidade Nacional e Engajamento Cívico, Jean Damascene Bizimana, disse que o grupo passou por treinamento de reabilitação antes da soltura, para se preparar para o retorno à sociedade. Mais de 100 mil pessoas foram condenadas por crimes cometidos durante o genocídio de 1994, segundo a TRT World.

A chanceler da República Democrática do Congo (RDC) disse à AFP nesta quinta-feira que as sanções dos Estados Unidos a Ruanda se justificam, porque Kigali não retirou suas tropas do território congolês como prometeu, em texto republicado pelo Hindustan Times. Os Estados Unidos impuseram na quarta-feira sanções ao Ministério da Defesa de Ruanda e a uma instituição financeira do país por supostos vínculos com o grupo armado M23, que combate na RDC.

O Tesouro dos Estados Unidos sancionou o Ministério da Defesa de Ruanda e a Zigama Credit and Savings Society, instituição financeira ruandesa que, segundo o órgão, teve papel central em facilitar o apoio de Ruanda ao Movimento 23 de Março (M23) e ao seu braço político, a Aliança do Rio Congo. Segundo a BBC, o Tesouro afirma que o ministério ruandês dirigiu milhares de soldados para lutar ao lado do M23 no leste da República Democrática do Congo (RDC), fornecendo armas, equipamentos, logística e treinamento.

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