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Tema: Quênia

Matérias e notas sobre Quênia.

Fluxo

O líder de culto queniano Paul Mackenzie foi condenado a 200 anos de prisão pela morte de 190 crianças deixadas a morrer de fome por ordem dele na floresta de Shakahola. Vinte e oito cúmplices também foram condenados à prisão. O total de corpos confirmados na investigação mais ampla chegou a 448, com cerca de 500 vítimas suspeitas.

O líder da seita queniana Paul Mackenzie foi condenado nesta sexta-feira a 200 anos de prisão pelos assassinatos de 191 pessoas. A pena foi composta de 100 anos por homicídio e 100 anos por crimes ligados à inanição, com as duas séries cumpridas de forma consecutiva. Mais de 400 corpos foram encontrados em covas rasas na floresta de Shakahola depois da prisão do pastor, em 2023. Vinte e oito acusados condenados junto com ele no mês passado também receberam penas de prisão. A acusação pediu a pena de morte para Mackenzie e prisão perpétua para os cúmplices.

Os Estados Unidos sancionaram quatro pessoas e 41 entidades ligadas ao Prince Group, organização criminosa transnacional sediada no Camboja que Washington acusa de operar esquemas de fraude online em larga escala contra vítimas nos Estados Unidos e no mundo, medidas anunciadas em 5 de novembro pelo Departamento de Estado e implementadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Tesouro. A embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi disse que centenas de quenianos foram resgatados de centros de golpes no Sudeste Asiático em 2026 e que as sanções miram as organizações criminosas que traficam quenianos e outras pessoas para trabalho forçado nesses centros.

As autoridades do Quênia, com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Cruz Vermelha queniana, começaram por volta de 31 de outubro a registrar nos abrigos de Harhosa e OMC, no condado de Marsabit, os etíopes que fogem dos confrontos em Moyale, cidade de fronteira administrada em conjunto pelas regiões de Oromia e Somali, com mais de 50 mil travessias desde o fim de outubro, segundo a mídia queniana, e as agências pediram cerca de US$ 8,9 milhões para três meses de resposta, em texto do Addis Standard republicado pelo AllAfrica.

Os confrontos no sul da Etiópia levaram cerca de 50 mil pessoas a atravessar a fronteira para o Quênia desde que os choques começaram na semana passada, segundo as Nações Unidas, que citam autoridades locais. A representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Quênia, Fatima Mohammed-Cole, disse que até 50 mil pessoas cruzaram a fronteira, conforme as autoridades locais. Os combates opõem os exércitos das regiões de Somali e Oromia.

Mais de 14 mil etíopes fugiram de combates mortais no sul da Etiópia para o Quênia, segundo autoridades humanitárias, em meio ao temor de que confrontos entre comunidades rivais tenham matado mais de uma dezena de pessoas, conforme o TRT World. A Cruz Vermelha do Quênia afirmou que mais de 10.900 deslocados estão em seis acampamentos temporários na cidade fronteiriça de Moyale e outros 4 mil estão hospedados com parentes e famílias que os receberam.

A paciente com ebola na Nigéria é uma suíça, mulher de um diplomata suíço, que não viajou ao epicentro do surto atual na República Democrática do Congo (RDC) e acredita-se que tenha se infectado durante uma viagem a Uganda com o marido, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Suíça. O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças investiga se a paciente pode ter tido contato com um paciente de ebola no Quênia, já que os dois viajaram a partir do aeroporto de Entebbe, em Uganda, em 3 de outubro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as investigações continuam para estabelecer a provável fonte de infecção da paciente na Nigéria.

O pastor Paul Mackenzie, líder de um culto apocalíptico queniano ligado a mais de 400 mortes, foi condenado na segunda-feira pelo assassinato de 190 crianças e de um adulto depois de ordenar a seguidores que se deixassem morrer de fome para encontrar Jesus, segundo a Associated Press. A juíza Diana Kavedza concluiu que Mackenzie, líder da Igreja Internacional das Boas Novas, comandava um sistema organizado que usava ensinamentos religiosos para impor o jejum até a morte. A audiência de mitigação será em 30 de outubro, e a sentença está marcada para 6 de novembro.

Um tribunal do Quênia considerou o líder da seita cristã do fim do mundo Paul Mackenzie culpado pelo assassinato de 191 pessoas, todas menos uma delas crianças, informou a BBC. Mackenzie e sua Igreja Internacional da Boa Nova organizaram uma seita que ordenou a seguidores que se deixassem morrer de fome com os filhos para ir ao céu antes do fim do mundo e “encontrar Jesus”, segundo os promotores, citados pelo Al Jazeera. Outros 29 líderes da seita também foram condenados por assassinato no mesmo julgamento, segundo a BBC; todos se declararam inocentes e insistiam que ninguém foi forçado a morrer.

O Quênia confirmou quatro novos casos do vírus Ebola Bundibugyo, elevando o total a sete, incluindo uma morte, e três dos novos casos são profissionais de saúde que atenderam o primeiro paciente do país, segundo o Ministério da Saúde do Quênia, em nota publicada no X no sábado. Os quatro estavam em quarentena quando tiveram sintomas e foram isolados rapidamente.

Uma morte por ebola no Quênia na semana passada acendeu o alerta para a urgência do preparo da África para emergências de saúde pública, com governos do continente comprometendo seus orçamentos nacionais com o setor de saúde, segundo a Inter Press Service (IPS), em texto republicado pelo AllAfrica. O Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que a cepa atual do ebola se espalha tão rápido que, para os profissionais de emergência, é “como combater um mega-incêndio”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a zona de saúde de Alimbongo, na província do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), registrou casos de ebola pela primeira vez, com quatro casos confirmados e duas mortes até 6 de outubro, segundo a Al Jazeera. Ainda segundo a OMS, a RDC somava 8.728 casos confirmados e 4.205 mortes até 6 de outubro. No mesmo dia, o Quênia confirmou seu primeiro caso importado de doença pelo vírus Bundibugyo, também segundo a OMS.

O Quênia anunciou nesta terça-feira a primeira morte por ebola no país, segundo a DW. O paciente viajou por terra até Kampala, capital de Uganda, e depois pegou um voo para Nairóbi em 3 de outubro. O ministro da Saúde disse que 28 pessoas que tiveram contato com o paciente, entre parentes e profissionais de saúde, foram identificadas e seriam colocadas em quarentena. O caso faz do Quênia o quarto país a registrar um caso de ebola no surto atual, declarado na República Democrática do Congo (RDC) em meados de maio.

Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram um manifesto pelo multilateralismo às vésperas da Assembleia Geral da ONU, segundo o G1; a AP registra que a semana de abertura reúne líderes com guerra, IA sem regras e choques climáticos na pauta.

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