A Fundação Hind Rajab (HRF) apresentou queixa criminal nos Países Baixos contra o ex-soldado israelense-americano Noam Himmelman por suposta participação em ataques a escolas que abrigavam deslocados palestinos, detenções em massa e destruição de residências em Gaza. A queixa foi protocolada em 4 de novembro no Ministério Público neerlandês, sob a Lei de Crimes Internacionais, e aponta Himmelman como ex-integrante do Batalhão Netzah Yehuda, atualmente em Amsterdã. A fundação alega que ele esteve envolvido em crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio durante a guerra em Gaza.
Tema: Países Baixos
Matérias e notas em que Países Baixos é ator central.
Ativistas invadiram em Amsterdã o terreno do data center que a Microsoft planeja construir, alegando consumo de energia e água, e nos Estados Unidos (EUA) eleitores de 10 estados aprovaram restrições: de 41 medidas na cédula, 40 limitavam a instalação de data centers, segundo acompanhamento da Redbud Consulting. A votação também derrubou as ações de empresas ligadas a inteligência artificial e data centers, à espera de uma regulação mais dura com o Congresso liderado pelos democratas.
Ativistas do grupo holandês de ação direta Geef Tegengas invadiram o canteiro de obras de um data center da Microsoft em Westpoort, em Amsterdã, entraram em confronto com a polícia, e alguns subiram num guindaste, acenderam sinalizadores e amarraram balões de hélio a equipamentos. A polícia holandesa informou na noite de sexta-feira que deteve entre 150 e 200 pessoas por suspeita de invasão. Um policial ficou levemente ferido, segundo comunicado da polícia à emissora pública NOS. A coalizão Stop Dirty Data Centres anunciou ações em 16 países na sexta-feira e no sábado, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Dawn. Protestos menores ocorreram no centro de Bristol, no Reino Unido, diante de um data center em Berlim, em frente ao parlamento polonês em Varsóvia e na praça central de Zagreb. A dona do terreno, a Pure Data Centres, apoiada pela Oaktree, do grupo Brookfield, planeja investir mais de US$ 1 bilhão no projeto e disse estar comprometida com o diálogo com as partes interessadas locais.
Mais de 100 ativistas invadiram um canteiro de obras de data center da Microsoft em Amsterdã, escalaram guindastes e penduraram faixas contra a inteligência artificial (IA). A ação marca o início de dois dias de protestos coordenados em 16 países contra a rápida expansão da infraestrutura de IA.
Cerca de 100 manifestantes entraram nesta sexta-feira no canteiro de obras de um data center da Microsoft nos arredores de Amsterdã, segundo uma testemunha da Reuters, enquanto o grupo Geef Tegengas falava em 500 pessoas no local. A polícia de choque foi mobilizada perto de Sloterdijk e fez várias prisões; a prefeita havia proibido a manifestação, e os organizadores tentaram furar as barreiras policiais. Os atos integram dois dias de protestos coordenados contra data centers em vários países europeus, em 6 e 7 de novembro. Segundo o Geef Tegengas, o empreendimento consumirá eletricidade equivalente à de todas as casas de Amsterdã e pode atrasar a construção de 30 mil moradias.
A Holanda desistiu de participar da Eurovisão 2027. A emissora pública NPO confirmou a retirada do festival, citando “sensibilidades” em torno da participação de Israel, segundo a Al Jazeera. O anúncio desta terça-feira reverte uma decisão de setembro de voltar ao concurso, segundo a AP News, em texto republicado pelo U.S. News.
Tempestades atingiram o norte da Europa neste domingo e cortaram a energia de mais de 150 mil casas, forçaram o cancelamento de centenas de voos e silenciaram redes de telefonia, segundo a AFP. Autoridades dos países disseram que mais de 82 mil casas no Reino Unido, quase 60 mil na França e pelo menos 10 mil na Alemanha tiveram o fornecimento cortado pela passagem das tempestades Boelo e Austen em menos de 24 horas uma da outra. O aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, cancelou dezenas de voos no domingo; a AFP contou cerca de 90 voos cancelados no site do aeroporto, com destino principalmente a cidades europeias como Paris, Roma e Dublin.
As vendas da ASML para a China cresceram 109% no terceiro trimestre ante os três meses anteriores, segundo resultados financeiros divulgados nesta quarta-feira. A fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores espera que a China responda por cerca de 20% de suas vendas totais neste ano, após os embarques ao mercado mais do que dobrarem no trimestre anterior, apesar da pressão dos Estados Unidos (EUA) por restrições mais duras à exportação de máquinas de fabricação de chips menos avançadas.
A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.
Mais de 5.000 pessoas participaram, em Amsterdã, de uma manifestação nacional contra o avanço da militarização pelas autoridades holandesas, segundo a emissora pública holandesa NOS, que citou os organizadores, em relato da agência estatal russa TASS. Após um ato na Praça Dam, os manifestantes marcharam pelo centro de Amsterdã até o Museumplein.
Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.
Operadores de usinas nucleares civis dos Estados Unidos compraram 13 milhões de unidades de trabalho de separação (SWU) de serviços de enriquecimento em 2025, a um preço médio de US$ 108,70 por SWU; 77% vieram de fornecedores estrangeiros, e a Rússia respondeu por 26% desses SWU de origem estrangeira – à frente da França (18%), do Reino Unido (14%) e dos Países Baixos (8%), segundo o relatório anual de comercialização de urânio da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA). A lei americana de 2024 que proíbe a importação de urânio russo autoriza o Departamento de Energia a conceder exceções quando não houver fornecimento alternativo, e essa autoridade expira em janeiro de 2028; novos projetos de enriquecimento nos Estados Unidos e entre aliados não devem alcançar escala comercial antes de 2029, segundo a Bloomberg. A Foreign Policy noticiou nesta terça-feira que a Rússia segue como maior fornecedor de serviços de enriquecimento das usinas americanas.
Os Países Baixos se preparam para sanções dos Estados Unidos contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), que podem ser anunciadas já nesta segunda-feira, segundo a Associated Press (AP), que ouviu funcionários diplomáticos e de governo sob anonimato; o The Wall Street Journal noticiou que Washington prepara restrições econômicas amplas contra a instituição. As medidas seriam uma escalada da campanha do governo Trump contra o tribunal, que já atingiu mais de uma dúzia de funcionários, entre eles metade dos juízes em exercício, e que o secretário de Estado, Marco Rubio, descreveu como uma campanha para “desmantelar a ameaça” representada pela corte. Haia estuda meios de manter o pagamento de salários e a proteção de testemunhas e pediu um prazo de seis meses antes que as sanções entrem em vigor. As medidas são retaliação às investigações do tribunal sobre autoridades dos Estados Unidos e de Israel, que não integram a corte, e a Venezuela e o Chade anunciaram nos últimos meses que vão deixar o órgão.