O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou recompensa de até US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã. O programa Rewards for Justice, do Departamento de Estado, ofereceu também a possibilidade de realocar quem fornecer os dados. O comunicado citou a “falta de conformidade” do Irã com as salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a perda da “continuidade do conhecimento” da agência sobre a produção e o estoque de componentes-chave, como as centrífugas nucleares.
Tema: Nuclear
O governo dos Estados Unidos (EUA) ofereceu na sexta-feira US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã, com possibilidade de reassentamento para quem fornecer dados sobre instalações, equipamentos e integrantes da comunidade científica, incluindo o deslocamento de qualquer um desses elementos. A oferta é do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que anunciou a recompensa por informações sobre o programa nuclear iraniano, e ocorre em meio a rumores de que o presidente Donald Trump possa ordenar novos bombardeios de grandes proporções contra o programa.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) anunciou uma recompensa de até US$ 20 milhões e a possibilidade de realocação para quem fornecer informações sobre o programa nuclear do Irã, por meio do programa Rewards for Justice. A oferta abrange informações sobre instalações, equipamentos e pessoal ligados ao programa, com envio de denúncias por Signal, Telegram e Tor.
O plano do Catar para o Estreito de Ormuz tem sequência definida: os Estados Unidos (EUA) suspenderiam de imediato o bloqueio naval no estreito e liberariam parte dos US$ 8 bilhões em ativos iranianos congelados em troca de visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às instalações nucleares bombardeadas, com o Irã abrindo a via no segundo dia por rota negociada com Omã para registro conjunto na Organização Marítima Internacional (IMO). Dois diplomatas regionais disseram que o Catar aguarda resposta de Teerã a uma proposta que troca um passo limitado no programa nuclear por alívio de sanções e possível liberação de fundos congelados.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, está envolvido pessoalmente há duas semanas em conversas indiretas com o Irã para obter um novo cessar-fogo e reiniciar as negociações nucleares, segundo o Axios, que citou duas fontes, em relato publicado pela TRT World. Vance fala quase diariamente com o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e com outros mediadores. Há duas semanas, enviou carta a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, propondo volta às negociações diretas; autoridades iranianas disseram que a carta criou impulso positivo. Os mediadores discutiram uma reunião técnica de nível de trabalho entre os dois lados nos próximos dias, que ainda não ocorreu.
O programa Rewards for Justice, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, oferece até US$ 20 milhões e possível realocação por informações sobre o programa nuclear do Irã, incluindo instalações, equipamentos e pessoal científico, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). O Departamento de Estado justificou a recompensa alegando descumprimento iraniano das salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que teria feito a agência perder a “continuidade de conhecimento” sobre a produção e o inventário de componentes como centrífugas. Segundo autoridades dos dois países, o Irã analisa propostas apresentadas pelo Catar, principal mediador, para tratar das divergências com Washington sobre o programa nuclear.
Imagens de satélite de novembro mostram escavações e novas edificações na base militar de Garmdareh, em Karaj, e na base de Shahroud, no norte do Irã, segundo analistas da empresa britânica de inteligência MAIAR que revisaram as fotos. Ao menos 12 outros sítios militares, entre complexos de mísseis e bases aéreas, apresentam sinais de reparos. Telhados novos foram erguidos sobre prédios destruídos na base de mísseis de Kermanshah, no oeste do país, perto da fronteira com o Iraque, e o entulho foi removido do complexo militar de Parchin, a leste da capital. Perto de Qom, junto ao complexo subterrâneo de enriquecimento de urânio de Fordo, bombardeado várias vezes por Estados Unidos (EUA) e Israel, analistas identificaram novas construções e escavações na entrada de túneis. O ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Jim Lamson disse que as escavações perto de Shahroud podem estar ligadas à produção de mísseis. Um porta-voz do Pentágono afirmou anteriormente que os EUA “destruíram até 90% da base industrial de drones, mísseis balísticos e navais do Irã” e “degradaram significativamente” a capacidade do país de lançar ataques com drones e mísseis. Para Mark Cancian, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o objetivo é se defender melhor de ataques futuros, e o Irã prioriza reconstruir a capacidade militar em vez de recuperar a economia.
Os Estados Unidos e o Irã estão potencialmente perto de um avanço nas negociações para um acordo que encerre a guerra em grande parte suspensa entre os dois países, segundo a Bloomberg, em reportagem citada pelo Times of Israel. Autoridades dizem que o Irã analisa propostas que preveem limitar seu programa nuclear. A Fox News reportou que os militares disseram a Trump que favorecem condições, a partir de 9 de novembro, para um novo ataque.
As autoridades de saúde do Irã seguem distribuindo pastilhas de iodo a moradores de Bushehr, cidade que abriga a única usina nuclear em operação do país, dentro de um plano de emergência lançado antes da guerra de junho de 2025. Foram 180 mil pastilhas distribuídas por decisão das autoridades de gestão de crises. O programa é restrito aos moradores de Bushehr e serve para evitar a absorção de iodo radioativo em caso de incidente nuclear ou radiológico.
O gabinete do emir do Catar afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o emir Tamim bin Hamad Al Thani discutiram por telefone os esforços catarisas para resolver as diferenças entre as partes e fechar um acordo abrangente para encerrar o conflito. Autoridades do Catar têm circulado entre Doha e Teerã para ajudar a superar as diferenças, inclusive sobre a atividade nuclear iraniana e o bloqueio naval americano aos portos do Irã. Segundo a Bloomberg, citada pelo Middle East Eye, Teerã estuda agora propostas sobre seu programa nuclear que antes não estava disposto a discutir, conforme um diplomata a par das conversas. Depois da eleição, Trump disse não ter planos imediatos de lançar ataques contra o Irã, e o Brent caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde setembro.
O Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta nuclear por meio do Catar, que só será discutida depois que Washington cumprir sete exigências de Teerã, segundo um alto funcionário iraniano. As condições incluem o fim das sanções americanas, a liberação de ativos congelados e reparações de guerra; o secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que Teerã não abrirá o Estreito de Ormuz nem negociará enquanto as sete condições não forem cumpridas. Donald Trump afirmou que preferiria não destruir o restante do país, se possível, mas que talvez tenha de fazê-lo: “Você vai saber em breve”. O presidente disse que os iranianos “não vão fazer nada sem a nossa aprovação” e que não terão arma nuclear, e que os Estados Unidos estão “engatilhados” caso precisem concluir a operação.
A mídia estatal chinesa exibiu na quinta-feira mísseis da série Dongfeng, entre eles o DF-61, com capacidade nuclear e alcance intercontinental, e o DF-100, míssil de cruzeiro supersônico de longo alcance raramente mostrado, para marcar um aniversário importante. Oito avisos aos navegantes aéreos emitidos na quarta-feira delimitaram quatro áreas de perigo temporárias no norte e no noroeste da China para quinta-feira, o que apontava para um possível teste de míssil balístico intercontinental pela força de foguetes, conforme post do fórum Sino Defence. Os avisos não especificaram a finalidade, e o South China Morning Post afirmou não poder verificar de forma independente posts de redes sociais que sugeriram um teste de míssil balístico intercontinental seguido de interceptação de meio curso. O dia 5 de novembro marcou o 66º aniversário do primeiro lançamento bem-sucedido do DF-1, míssil balístico de curto alcance superfície-superfície, em 1960, a partir do sítio de Jiuquan.
O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI, na sigla em inglês), Mohammad Eslami, disse que as ameaças de Washington contra sítios nucleares iranianos refletem desespero crescente. Eslami chamou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em português), Rafael Grossi, de “agente obediente” dos adversários do Irã por repassar informações sobre o programa nuclear. Sobre uma eventual saída do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP, na sigla em português), disse que a decisão é estratégica e de competência soberana do país.
Trump e seus assessores trataram do Irã pela primeira vez desde a eleição e avaliam três opções – novos ataques, estrangulamento econômico ou acordo com concessões –, enquanto mediadores do Catar discutem uma proposta de dois dias com suspensão do bloqueio naval e reabertura do Estreito de Ormuz, e o iraniano Mohsen Rezaei fala em sete condições sem as quais nem Ormuz abre nem há negociação. Em Moscou, Rezaei disse que foram discutidas questões regionais, o período pós-guerra e arranjos de segurança regional.
O Ministério da Indústria do Japão ordenou na sexta-feira que a Chubu Electric melhore as operações após a manipulação de dados sísmicos na análise para religar reatores, com a empresa já tendo retirado os pedidos para as unidades 3 e 4 de Hamaoka, em Shizuoka, e com o então presidente Kingo Hayashi, o chairman Satoru Katsuno e o ex-presidente Akihisa Mizuno deixando os cargos em setembro. A investigação apontou que dados de apoio apresentados como se documentassem um método de seleção que não foi usado foram criados depois do fato.
Questionado sobre relatos de que negociadores iranianos analisam uma nova proposta para limitar o programa nuclear, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que o Irã não fará nada sem aprovação de Washington: «Eles não vão fazer nada sem a nossa aprovação… não faz diferença o que estão analisando. Eles não vão ter uma arma nuclear.» Trump disse que os Estados Unidos vão decidir se querem ir além e certificar que o Irã nunca terá a bomba, e que preferiria não destruir o resto do país, mas talvez tenha de fazê-lo: «Agora vamos tomar uma decisão… Queremos ir além… e certificar… para que isso nunca aconteça de novo. Preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez tenha de fazer isso. Vocês saberão em breve.» A jornalistas, repetiu que o Irã não pode fazer nada em relação ao seu programa nuclear sem aprovação dos Estados Unidos.
O Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta nuclear por intermédio do Catar, a ser discutida só depois que Washington cumprir sete exigências, texto que Washington estaria analisando, disse uma autoridade iraniana de alto escalão, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Middle East Eye.
O Irã analisa “propostas concretas” de mediadores sobre o futuro do seu programa nuclear nas negociações com os Estados Unidos em Doha, no Catar, segundo o New York Times em texto republicado pelo Jerusalem Post. O jornal citou cinco autoridades informadas sobre as conversas, entre elas uma americana e duas iranianas, que não detalharam o conteúdo das propostas.
O governo japonês estuda declarar explicitamente uma exceção aos seus três princípios não nucleares na Estratégia de Segurança Nacional a ser revisada até o fim do ano, medida que aparentemente busca reforçar a eficácia da dissuasão nuclear americana que protege o Japão, segundo uma fonte a par do assunto. A opção principal em análise é dizer no documento que o Japão permitiria a entrada de armas nucleares no país em situação de emergência, retomando uma posição exposta por um ministro das Relações Exteriores no Parlamento em 2010 e endossada por governos sucessivos, inclusive o da primeira-ministra Sanae Takaichi. O governo tende a manter os três princípios sem revisão, e a redação final deverá ser negociada entre o Partido Liberal Democrata (PLD), parte de cujos membros resiste a mexer nos princípios, e o parceiro de coalizão Partido da Inovação do Japão, mais favorável à mudança. No mês passado, Takaichi disse em comissão parlamentar que havia “espaço para consideração” sobre como os próximos documentos de segurança devem tratar a dissuasão ampliada americana.
O Instituto de Energia Atômica do Vietnã (Vinatom) e uma subsidiária da Rosatom, estatal nuclear russa que conduz o desenvolvimento do Centro Internacional de Pesquisa MBIR, assinaram na terça-feira memorando de entendimento para cooperar em pesquisa nuclear e explorar a entrada do país no consórcio internacional do centro, segundo o South China Morning Post (SCMP). O memorando dá a especialistas vietnamitas acesso à infraestrutura do reator de nêutrons rápidos MBIR. O Vietnã prepara seu primeiro programa nuclear: a usina de Ninh Thuan 1, na província de Khanh Hoa, será construída pela Rosatom e deve começar a operar entre 2030 e 2035. Em março, Rússia e Vietnã assinaram acordo intergovernamental para a usina, que prevê dois reatores de projeto russo com capacidade somada de 2.400 megawatts (MW). O banco Vietnã-Rússia, peça do financiamento, consta da lista de sanções do Tesouro dos Estados Unidos, o que pode complicar os arranjos financeiros do projeto, segundo relatório da Geofor Analytics citado pelo SCMP.
O governo do Japão estuda incluir na Estratégia de Segurança Nacional, a ser revisada até o fim do ano, uma menção de exceção aos três princípios não nucleares, segundo relato da Kyodo publicado pelo Kyoto Shimbun. A formulação em estudo segue a resposta dada em 2010 pelo então chanceler Okada Katsuya e admitiria a entrada de armas nucleares em emergência como exceção ao princípio de “não permitir a introdução”, sem revisar os três princípios em si. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse em outubro, na comissão de orçamento da Câmara Baixa, que a dissuasão estendida dos Estados Unidos e a resposta de Okada têm “margem de exame” na revisão – e o jornal aponta o risco de nova reação da China, que acusa o governo Takaichi de “novo militarismo”.
Um número crescente de clérigos e autoridades iranianas pressiona os líderes do país a rever o compromisso de não buscar armas nucleares, segundo o New York Times, em texto citado pelo Jerusalem Post. O especialista Mohammad Ghaderi disse ao jornal que defender a saída do Tratado de Não Proliferação (TNP), antes opinião minoritária, virou posição majoritária em Teerã, e o analista Mohammad Ali Shabani afirmou que o tabu religioso sobre a arma caiu – “falta saber se haverá mudança estratégica ou política”. O presidente Masoud Pezeshkian e o ex-presidente Hassan Rouhani seguem defendendo uma doutrina nuclear pacífica, segundo o jornal.
O deputado Manouchehr Mottaki, ex-chanceler e membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, disse que a Casa votaria por unanimidade pela revisão da permanência do Irã no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) se o líder supremo pedisse, segundo a agência Mehr. Mottaki afirmou que os deputados recebem cerca de 200 mensagens por dia pedindo a saída do tratado e que considera chegada a hora de discutir a saída, ressalvando que a decisão cabe ao líder supremo. A Frente Paydari, do ex-negociador nuclear Saeed Jalili, divulgou comunicado pedindo a saída do Irã do tratado e argumentando que as guerras recentes mostram que o país precisa de armas nucleares para dissuasão. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse em 31 de outubro que o futuro do Irã como parte do tratado era incerto. Em 1º de novembro, o chanceler Abbas Araghchi reiterou que o Irã é membro do TNP e cumpre seus compromissos no tratado.
O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, voltou a pedir, em seminário em Tóquio na terça-feira, discussão sobre a revisão dos Três Princípios Não Nucleares e defendeu considerar a introdução de submarinos de propulsão nuclear, segundo o Kyodo News. Koizumi disse que é preciso criar um ambiente em que as políticas de segurança necessárias possam ser discutidas de forma aberta e franca, sem preconceitos, e que, conforme o país revisa seus três documentos de segurança até o fim do ano, a sociedade como um todo deve construir uma compreensão comum sobre a ameaça nuclear. Os três princípios determinam que o Japão não possui, não produz e não permite a introdução de armas nucleares, e a Estratégia de Segurança Nacional em vigor afirma que essa política permanece inalterada. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse ao Parlamento em outubro que o governo aprofundaria “considerações concretas e realistas” sobre a possível introdução de submarinos nucleares para as Forças de Autodefesa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país não vê necessidade de usar armas nucleares contra o Irã, em entrevista telefônica à Politico, segundo a TASS. “Não preciso disso. Já os derrubamos em 90%”, declarou.
O inquérito público sobre o acordo de submarinos nucleares de US$ 368 bilhões classificou o AUKUS como a pior, mais arriscada e mais cara decisão de defesa já tomada por um governo australiano, recomendando seu encerramento imediato e a suspensão dos planos de novas bases, e afirmou que a Austrália corre risco de ser arrastada para um conflito militar com a China, estimando US$ 180 bilhões adicionais para lidar com o rejeito nuclear.
Donald Trump disse na noite de segunda-feira, em entrevista à Fox News, que os Estados Unidos podem ter de atacar a instalação enterrada sob o Monte Pickaxe, na região de Isfahan, ao sul de Natanz. Segundo ele, a operação pode ser feita “em uma hora”, “a qualquer momento”. O presidente também minimizou o conflito com o Irã: “Isto não é uma guerra. É uma guerra muito suave”. Dois funcionários norte-americanos disseram que os ataques de segunda-feira contra a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, foram defensivos. Trump afirmou que novos ataques podem ocorrer se não houver acordo, mas que há “uma chance muito boa” de que o acordo saia.
Os presidentes Lee Jae Myung e Recep Tayyip Erdogan acertaram em Seul ampliar a cooperação em energia nuclear e em defesa, com a assinatura de um memorando sobre financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas. Segundo Lee, a cooperação no projeto da usina nuclear de Sinop, na Turquia, “vem avançando sem entraves”. Na defesa, os dois países concordaram em ampliar a produção conjunta e a cooperação tecnológica e em explorar oportunidades para que empresas dos dois lados entrem juntas em mercados de terceiros. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado.
Autoridades dos Estados Unidos admitiram ter lançado ataques contra a ilha iraniana de Queixome, no Estreito de Ormuz, e disseram à CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, que a ofensiva foi limitada e respondia a disparos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) contra uma aeronave americana. A agência estatal Irna registrou várias explosões na ilha na segunda-feira. Segundo o New York Times, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) tem plano para atacar o Irã já nesta quarta-feira, depois das eleições de meio de mandato, quando três porta-aviões estiverem na região. Parte do gabinete quer mais tempo de sanções e de bloqueio americano, dizendo que a pressão econômica acabaria derrubando o governo do Irã; outros oficiais veem pouca perspectiva de colapso sem novos ataques. Trump disse ao Axios não ter pressa: “De um jeito ou de outro, faremos alguma coisa, mas não há pressa. Nós os enfraquecemos financeiramente.” Em entrevista à Fox News, afirmou que os EUA “talvez precisem atacar Pickaxe”, um local ligado ao programa nuclear iraniano.
A administração da usina nuclear de Zaporizhzhia, sob controle russo, afirmou nesta terça-feira que um drone ucraniano matou duas pessoas em um carro, entre elas uma funcionária da usina, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider. O comunicado não indica onde ocorreu o ataque e afirma que a funcionária é a terceira morta em duas semanas e a 13ª desde abril. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou na semana passada que um funcionário da usina havia sido morto, sem dar detalhes. A Ucrânia não comentou a acusação. Forças russas tomaram a usina, a maior da Europa, com seis reatores, nas primeiras semanas da invasão iniciada em fevereiro de 2022. A instalação está desligada, e o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, pede repetidamente contenção militar no entorno.
O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, voltou a pedir um debate aberto e franco sobre armas nucleares no país, em simpósio em Tóquio, segundo a agência estatal russa TASS, que cita a Kyodo. “Precisamos criar condições para que as medidas de segurança necessárias para o Japão possam ser discutidas de forma aberta e franca”, disse ele. A declaração ocorre durante a revisão da estratégia de segurança nacional, que também envolve os três princípios não nucleares: não possuir, não produzir e não introduzir armas nucleares no território japonês. Koizumi voltou a deixar aberta a possibilidade de equipar a Marinha japonesa com submarinos nucleares.
Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram em Seul um memorando sobre cooperação no financiamento de projetos nucleares para apoiar a participação de empresas sul-coreanas nas novas usinas nucleares turcas. Lee afirmou que a cooperação no projeto da usina de Sinop, incluindo avaliações de sítio e a atuação de um grupo de trabalho conjunto, está “avançando bem” sob o memorando de cooperação nuclear assinado em novembro de 2025. O projeto prevê a segunda usina nuclear da Turquia, no litoral norte do Mar Negro, com a estatal Korea Electric Power Corporation buscando participar. Os dois países também concordaram em aprofundar a cooperação em defesa, com ampliação da produção conjunta e da cooperação tecnológica e exploração conjunta de oportunidades em mercados de terceiros por empresas dos dois países. Os governos assinaram ainda um acordo sobre recursos naturais e mineração e preveem um canal intergovernamental para diversificar as cadeias de minerais críticos. O comércio bilateral atingiu recorde de US$ 10,7 bilhões no ano passado, segundo Lee, depois de superar US$ 10 bilhões pela primeira vez em 2023, uma década após a entrada em vigor do acordo de livre-comércio de 2013.
Os presidentes da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, traçaram em Seul um plano de cooperação que vai de energia nuclear, indústria de defesa e infraestrutura a tecnologias avançadas, biotecnologia e energia. “Hoje, nossos dois países desenharam um projeto de prosperidade mútua em diversas áreas”, disse Lee. Erdogan chamou a relação bilateral de “aliança de sangue”, lembrando a participação turca na Guerra da Coreia de 1950-53. Os dois países completam 70 anos de relações diplomáticas em 2027.
Donald Trump disse à Fox News que os Estados Unidos podem ir atrás da Montanha Pickaxe, complexo nuclear subterrâneo suspeito no Irã, se não houver acordo – a operação poderia ser feita em uma hora –, e não descartou retomar a guerra, mas disse que há uma boa chance de acordo. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post, que os dois países estão longe de um entendimento para encerrar a guerra e que Teerã não aceitará as exigências excessivas de Washington, enquanto Mohammad Bagher Ghalibaf disse em pronunciamento televisionado que a bola está agora com os Estados Unidos para evitar a guerra.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que Washington fez progresso nas conversas com o Irã e que ele e o presidente Donald Trump estão otimistas sobre um acordo negociado. Questionado sobre um prazo para o Irã antes de uma retomada dos ataques, respondeu: “Não, não estabelecemos prazos.” Vance condicionou o acordo a um compromisso firme e verificável de que o Irã não reconstrua o programa nuclear. Trump afirmou que o Irã quer um acordo o quanto antes e que isso pode acontecer.
O Irã apresentou nesta segunda-feira um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os Estados Unidos, encurtando um processo que se previa levar sete dias, e condicionou a reabertura a que Washington aceite suas exigências. Entre elas estão o encerramento das operações militares em todas as frentes, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos, o descongelamento de ativos do Irã mantidos no exterior e a suspensão das sanções contra o setor petrolífero do país.
O Irã rejeitou a transferência do seu urânio enriquecido para o exterior e condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos e ao atendimento das exigências de Teerã, segundo o Tehran Times. Questionado se a possibilidade de transferir o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã para outro país foi levantada nas conversas e se o país poderia concordar, a resposta foi negativa, segundo o Al-Monitor.
Tucker Carlson afirmou que Donald Trump e Benjamin Netanyahu estariam planejando um ataque nuclear contra o monte Pickax, no Irã, onde a inteligência israelense diz que o governo iraniano retomou seu programa de enriquecimento de urânio. Segundo Carlson, o programa estaria em túneis sob 300 pés de granito maciço, e só um ataque nuclear os atravessaria. Ele disse que Netanyahu telefona a Trump todos os dias sobre o assunto e que uma ofensiva nuclear norte-americana tornaria uma terceira guerra mundial inevitável.
Ucrânia e Rússia disseram que seus aplicativos de alerta de emergência foram hackeados durante a noite, enviando à população avisos falsos sobre ataques aéreos, químicos e nucleares iminentes. Na Ucrânia, um dos alarmes dizia que a Rússia havia lançado um míssil hipersônico Oreshnik, capaz de carregar ogiva nuclear, e que um alerta nuclear havia sido declarado.
O Irã afirma, segundo a Sputnik, que não está discutindo a remoção de seu urânio altamente enriquecido para países terceiros. Uma minuta preliminar noticiada prevê transferir o estoque de urânio enriquecido do país para um terceiro país acordado ou reduzir seu nível de enriquecimento, com a China possivelmente como fiadora.
Em declaração conjunta, Pequim e Mascate pediram que os Estados Unidos (EUA) e o Irã retomem o diálogo e cheguem a um “acordo abrangente que inclua a questão nuclear”. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o enviado especial do país para o Oriente Médio visitará Irã, Omã e Arábia Saudita neste mês, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Mehr News.
A Coreia do Norte condenou o exercício bilateral Iron Mace, que integra a capacidade nuclear dos Estados Unidos (EUA) às forças convencionais sul-coreanas, e prometeu acelerar o arsenal nuclear como política “imutável”. Em comunicado assinado por Kim Jong-sik, o país também mirou os exercícios Hoguk, Freedom Flag e Keen Sword, este último um exercício conjunto dos EUA com o Japão.
O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que uma futura guerra com os Estados Unidos (EUA) poderia durar mais que o conflito anterior e que o presidente americano não ditaria o momento nem as condições do fim. O presidente Donald Trump disse que ainda precisa “cuidar” de um ou dois alvos no Irã, citando a montanha Pickaxe, e repetiu que pode dar a Teerã “o martelo”. O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebbi, afirmou que num conflito com os EUA não há limitações geográficas e que foi definido um amplo teatro para causar dano ao inimigo. O comentarista Tucker Carlson afirmou sem provas que Trump poderia decidir em dias um ataque nuclear contra o Irã e alegou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pressiona por isso diariamente.
A Rússia e a Ucrânia relataram ciberataques contra seus aplicativos de alerta de emergência, com hackers enviando avisos falsos de ameaças nucleares, químicas e de radiação a usuários de celular. Na Rússia, o aplicativo do ministério de situações de emergência sofreu um ataque massivo que resultou na disseminação de informações falsas ao público, segundo a Reuters, que citou a agência estatal TASS. O alerta falso enviado ao aplicativo russo dizia que ogivas nucleares montadas em P1-Suns, um drone de ataque ucraniano, tinham sido lançadas contra todas as regiões da Rússia.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a Coreia do Sul pode se tornar parceira no desenvolvimento da usina nuclear planejada de Sinop, segundo a Reuters, em entrevista à agência Yonhap. Erdogan classificou a Coreia do Sul como importante parceira potencial no projeto e pediu cooperação bilateral mais ampla em tecnologias avançadas, defesa, logística e outros setores, segundo a Yonhap.
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse após reunião com chanceleres do Grupo dos Vinte (G20) em Atlanta que o presidente Donald Trump segue aberto a conversas com o líder norte-coreano Kim Jong Un, mas nenhuma reunião foi agendada. A Coreia do Norte denunciou o exercício combinado Coreia do Sul–Estados Unidos Iron Mace, que integra capacidades convencionais sul-coreanas e nucleares norte-americanas. O exercício foi uma simulação de mesa na sede do Estado-Maior Conjunto em Seul, de 29 de setembro a 2 de outubro, para dissuadir ameaças norte-coreanas. Pyongyang afirmou que sua dissuasão nuclear se fortalecerá em ritmo cada vez mais rápido.
O deputado Manouchehr Mottaki disse que o parlamento iraniano votará unanimemente pela revisão da permanência do país no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) se houver pedido nesse sentido, e que a decisão cabe ao Comandante-em-Chefe, o Líder. Mottaki, ex-ministro das Relações Exteriores, deu a declaração à TV nacional na noite deste domingo.
O Irã admite que pode revisar sua doutrina nuclear, embora afirme que nenhuma decisão oficial foi tomada. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, disse que “até agora, nenhuma decisão oficial foi tomada pelo governo ou pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional para mudar a doutrina nuclear”, segundo o Opera Mundi. Rezaei confirmou também que uma nova mensagem, encaminhada por intermediários norte-americanos, chegou ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, com tom diferente do das comunicações anteriores. O chanceler Abbas Araghchi disse esperar que Washington prefira “a diplomacia em vez de outros caminhos” e que o Irã está pronto tanto para a defesa quanto para a diplomacia, segundo o Hindustan Times. As tratativas indiretas têm mediação de Catar e Paquistão e tratam do programa nuclear iraniano, das sanções impostas por Washington e da segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, falou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enquanto Washington se preparava para retomar os ataques ao Irã, segundo o Wall Street Journal. A ligação ocorreu depois de Trump discutir opções de retomada de operações militares com o alto comando, entre eles o chefe do Comando Central (CENTCOM), almirante Brad Cooper, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Trump disse que restam “um ou dois” locais a serem tratados no programa nuclear iraniano, entre eles Pickaxe Mountain, e que os EUA podem fazê-lo “em dez minutos”. “Temos um plano para isso e podemos executá-lo muito rapidamente”, afirmou. Questionado sobre uma nova ofensiva, ele não confirmou nem descartou a possibilidade, segundo o Brasil 247.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, sugeriu que o país pode sair do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) caso as hostilidades militares contra a República Islâmica recomecem, segundo a Sputnik. Rezaei disse que a prioridade do Irã na área nuclear é discutir os seus direitos em vez de aceitar restrições, e que não está claro se o país continuaria parte do tratado caso uma guerra estoure no futuro.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que as forças americanas destruíram boa parte do aparato militar do Irã. Ainda falta “cuidar” de um ou dois alvos, entre eles o suspeito complexo nuclear subterrâneo conhecido como Pickaxe Mountain, segundo a TRT World. “Destruímos a parte nuclear deles. Ainda temos de cuidar, eu diria, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em 10 minutos”, disse Trump a repórteres na residência dele na Flórida. “Provavelmente é só olhar o Pickaxe Mountain, e é preciso cuidar daquilo. Podemos fazer tudo isso muito rápido.” Ainda segundo a TRT World, o governo iraniano nega repetidamente que o local abrigue operações nucleares. Trump repetiu que Washington não tem pressa em retomar os ataques porque considera ter dizimado as forças armadas e o programa atômico do Irã.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que estudou a carta do vice-presidente dos Estados Unidos (EUA) e ainda não a respondeu. Segundo ele, nenhuma decisão séria foi tomada sobre uma mudança na doutrina nuclear do país, embora o debate continue, informou a Mehr News, mídia estatal iraniana.
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse neste sábado à mídia estatal que o país debate se mantém o banimento de longa data das armas nucleares caso as hostilidades recomecem, e que nenhuma decisão foi tomada sobre qualquer mudança, segundo o Middle East Eye. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã não tem planos de conversar com autoridades dos Estados Unidos (EUA) e classificou como infundados os relatos que apontavam o contrário. Araghchi disse ainda que o Irã examinou com atenção uma mensagem enviada pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao alto funcionário de segurança Mohsen Rezaei, e que o assunto segue em análise pelas autoridades competentes, segundo a agência oficial IRNA.
O deputado iraniano Mahmoud Nabavian defendeu neste sábado a saída do Irã do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e a mudança da doutrina nuclear do país, segundo a Al Jazeera, somando-se a pedidos semelhantes de outros parlamentares e figuras públicas. O parlamentar Ebrahim Rezaei, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, disse que 10 propostas de retirada do tratado foram registradas no parlamento e que a saída está em análise, conforme a agência Fars.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à Al Jazeera que Teerã concordou em reduzir para dois dias o prazo de implementação do plano de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Segundo ele, o Irã exige o reconhecimento da rota de navegação discutida com Omã e o fechamento das demais. Uma delegação iraniana chegou ao Catar para discutir propostas de mediadores sobre o programa nuclear, e o chanceler afirmou que não há planos de reunião com autoridades dos Estados Unidos (EUA) no momento.
O diplomata iraniano Nasser Kanaani criticou o que chamou de tentativa de colonialistas de retirar dos países seus poderes, ao reagir a declarações do primeiro-ministro britânico sobre o acordo nuclear do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News.
Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão reafirmaram o compromisso com a “completa desnuclearização” da Coreia do Norte em encontro na sexta-feira à margem da reunião de chanceleres do G20 (Grupo das 20 maiores economias) em Atlanta. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler sul-coreano, Cho Hyun, e o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, prometeram a implementação integral das resoluções do Conselho de Segurança, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
A Coreia do Norte classificou como “violação flagrante de sua soberania” a declaração conjunta de um grupo de países que monitora a aplicação de sanções contra Pyongyang e disse que o texto nasce da hostilidade dos Estados Unidos (EUA) e do Ocidente, segundo a agência estatal KCNA. “Sanções e pressão podem funcionar com os fracos, mas nunca conosco”, disse um porta-voz não identificado do Ministério das Relações Exteriores à KCNA, para quem “o complô estereotipado de sanções dos EUA e do Ocidente” não altera a posição da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) como Estado com armas nucleares.
O líder interino da oração de sexta-feira em Teerã, Mohammad Javad Haj Ali Akbari, descreveu os apelos para revisar a doutrina nuclear do Irã como uma demanda nacional crescente, enraizada na experiência da população com a conduta do Ocidente e na necessidade de reforçar a dissuasão, segundo o Tehran Times. Ele citou pesquisas anteriores em que mais de 70% dos entrevistados apoiaram a revisão da doutrina. O clérigo disse que a decisão final cabe ao Líder e pediu que universidades e especialistas elaborem estudos e propostas.
O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, enviou na semana passada uma carta pessoal a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária, na qual manifestou disposição de se encontrar pessoalmente com ele para discutir o fim da guerra por meio de negociações, segundo o Jerusalem Post. Conforme autoridades citadas pelo Foreign Policy, a carta afirma que o interesse central dos EUA “é garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear” e descreve o interesse iraniano como “reconstruir a economia devastada pela guerra e pelas sanções” e “preservar a soberania nacional”. Caso as duas partes concordem em se encontrar, Istambul ou Doha seriam os locais mais prováveis.
O diretor-executivo da estatal russa de energia nuclear Rosatom, Alexey Likhachev, afirmou que funcionários da usina nuclear de Zaporozhye são alvo deliberado das tropas ucranianas, segundo a TASS.
A Rússia disparou na quarta-feira, 28, um míssil balístico RSM-56 Bulava de um submarino nuclear Generalissimo Suvorov que estava no mar de Okhotsk, informou o Ministério da Defesa russo, segundo o G1. O míssil pode carregar ogiva nuclear de focos múltiplos.
Um porta-voz do Kremlin disse à Al Jazeera que Moscou está pronta a mediar entre Irã e Estados Unidos se for solicitada, segundo o Middle East Eye. O mesmo porta-voz afirmou que a Rússia está disposta a receber o urânio enriquecido do Irã caso o material continue a travar as negociações.
O Savannah River Site, perto de Aiken, declarou emergência de área do sítio no fim da tarde de quarta-feira (28), depois que um incêndio foi reportado no Laboratório Nacional de Savannah River. O fogo já foi extinto e não houve registro de contaminação fora da instalação afetada, segundo o comunicado do próprio sítio. O Savannah River é um grande sítio nuclear do Departamento de Energia dos Estados Unidos (EUA), na Carolina do Sul.
Mediadores regionais liderados pelo Catar tentam convencer o Irã a permitir o retorno de inspetores das Nações Unidas (ONU) aos locais nucleares bombardeados em troca de algum alívio de sanções dos Estados Unidos (EUA), segundo a Axios. Os mediadores tentam um acordo diplomático para retomar as negociações entre os EUA e o Irã e evitar a retomada da guerra após as eleições de meio de mandato americanas, segundo a TASS.
O Catar apresentou ao Irã uma proposta que, segundo relatos, daria a inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) acesso a instalações nucleares iranianas bombardeadas em rodadas anteriores de combates em troca de algum alívio de sanções dos Estados Unidos, conforme o Times of Israel. Uma autoridade iraniana sênior disse à Reuters, citada pelo Middle East Eye, que o país não tem como trabalhar com o que foi apresentado e que Teerã não mostrará flexibilidade na questão nuclear.
O diretor da Rosatom, Alexey Likhachev, disse que a empresa vai elevar a 700 o número de especialistas nucleares russos na usina de Bushehr, no sul do Irã, segundo a Mehr News. Um acordo foi assinado para o terreno de várias novas unidades, e está previsto que mais de 500 pessoas sejam somadas aos 192 especialistas russos que hoje atuam na construção e nos serviços da usina.
O submarino nuclear estratégico Generalissimo Suvorov, da Frota do Pacífico, lançou em teste um míssil balístico intercontinental Bulava a partir de posição submersa no Mar de Okhotsk contra o campo de Chizha, na região de Arkhangelsk, segundo o Ministério da Defesa da Rússia citado pela TASS. O lançamento ocorreu conforme o plano de treinamento de combate, com a tripulação do submarino estratégico classe Borei-A Projeto 955A, segundo o ministério.
O Primeiro Comitê da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por 150 votos a 7 a resolução de desarmamento nuclear liderada pelo Japão, com votos contrários incluindo China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, segundo o Japan Times. Foi o 33º ano consecutivo de aprovação de uma resolução do tipo, segundo o jornal, e o texto afirma que a Coreia do Norte não pode ser reconhecida como Estado com armas nucleares, cobrando o retorno ao Tratado de Não Proliferação (TNP) e às salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse a Vladimir Putin que Irã, Rússia e outros países da região podem resolver os problemas locais sem a interferência dos Estados Unidos, segundo a TASS. Segundo a TRT World, Pezeshkian disse que o comércio entre os dois países cresce “dia a dia” e que as ações dos EUA na região facilitam maior cooperação com países submetidos a sanções unilaterais dos EUA: “Nossas trocas estão se expandindo e crescendo dia a dia.” A Rússia cumpre todos os seus compromissos nos projetos no Irã e a construção da usina nuclear de Bushehr segue em curso, segundo o Mehr News.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse que uma das áreas de maior preocupação é o material nuclear que o Irã declarou no passado, que inclui 440 kg de urânio altamente enriquecido, e que essas questões seguem pendentes há mais de cinco anos, segundo a TRT World. Em declaração ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Grossi afirmou que a usina de Bushehr é a única exceção em que inspetores da agência realizam atividades de verificação.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse nesta segunda-feira que as autoridades de Kiev intensificaram ataques direcionados contra a usina nuclear de Zaporíjia e a cidade vizinha de Energodar, segundo a agência Sputnik. Questionada sobre a situação da usina, Zakharova descreveu Energodar como a cidade onde moram os funcionários da central, que seguem trabalhando “nas condições mais difíceis”, e a declaração não detalhou datas, locais ou alvos dos ataques.
Donald Trump disse que tem uma decisão a tomar sobre o Irã: “acabar com aquilo de vez, o que seria muito fácil, ou fechar um acordo”, segundo o Hindustan Times. O presidente afirmou que todos os sítios nucleares iranianos estão sob vigilância e que, se houver qualquer movimento no local, os Estados Unidos sabem exatamente o que fazer: “mas não haverá”.
O Japão estuda incluir nos três documentos centrais de segurança, que serão revisados, o estudo e a pesquisa da possibilidade de introduzir um submarino de propulsão nuclear, segundo o The Japan Times. O governo japonês avalia iniciar uma investigação sobre se deve adquirir submarinos de propulsão nuclear como parte da próxima atualização periódica da estratégia de defesa, segundo o Nikkei Asia.
A Rússia nega planos de retirar os funcionários que trabalham na usina nuclear de Bushehr, no Irã, segundo o Middle East Eye.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que existe a possibilidade de um novo ataque ao Irã, que talvez aconteça "amanhã", e que também há a possibilidade de um "acordo grande, bonito", ao responder a jornalistas sobre o tema, segundo o Hindustan Times. Ele afirmou que o objetivo é impedir de forma permanente que o Irã venha a desenvolver uma arma nuclear e que uma operação anterior com bombardeiros B-2 não teria garantido um resultado duradouro – "tenho que tornar isso permanente" –, conforme o TRT World. O Irã, por sua vez, negou ter oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval dos EUA, e a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que Teerã não apresentou nenhuma proposta nova aos mediadores paquistaneses, segundo o Times of India.
O Irã e outros 11 países advertiram que ataques contra instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) jamais podem ser aceitos como norma, segundo a Press TV. “Instalações nucleares jamais devem, sob nenhuma circunstância, ser objeto de ataque ou de ameaça de ataque”, disseram os países em declaração conjunta apresentada na sexta-feira na Primeira Comissão da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi assinado por Bielorrússia, Burkina Faso, China, Cuba, Eritreia, Irã, Nicarágua, Níger, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Zimbábue.
A França e o Reino Unido realizaram a primeira simulação conjunta de ataque aéreo nuclear, com caças Rafale franceses numa missão simulada chamada “Rummy”, escoltados por Typhoon da Real Força Aérea britânica, segundo o Times of Israel. O exercício ocorre enquanto Paris e Londres aprofundam a coordenação nuclear em meio à crescente tensão com a Rússia.
A missão do Irã junto aos organismos da ONU em Viena criticou o que descreveu como o fracasso contínuo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em condenar os ataques dos Estados Unidos e do “regime sionista” às instalações nucleares iranianas, segundo a agência iraniana Mehr News.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã anunciou que prepara a revelação de uma nova arma apelidada de “Pai de Todas as Bombas”, em resposta a ameaças dos Estados Unidos (EUA) de usar a mais potente bomba convencional contra instalações nucleares iranianas, dizendo por meio do porta-voz Hossein Mohabi estar nos estágios preparatórios da revelação, segundo o Jerusalem Post, que cita o Young Journalists Club. Autoridades de defesa dos EUA prepararam uma série de opções para o presidente considerar enquanto avalia escalada militar no Irã, disseram fontes ao ABC News, segundo a ABC News.
Os Estados Unidos e Israel traçaram planos de novos ataques ao Irã para depois das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo o New York Times em texto republicado pelo Times of Israel, com alvos prováveis em instalações de energia, instalações nucleares e arsenais de mísseis e drones – o detalhe novo depois dos relatos de veto estadunidense e de voos até a fronteira. O secretário de Defesa estadunidense Pete Hegseth se reuniu com o premiê Benjamin Netanyahu em Israel nesta semana para discutir os novos ataques, segundo o Jerusalem Post.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao Jerusalem Post ter alertas da inteligência militar e do Mossad de que o Irã e seus aliados avaliam formas de influenciar as eleições. “Temos alertas claros que recebemos da inteligência militar, do Mossad, de que o Irã e seus aliados consideram formas de influenciar as eleições”, afirmou. Netanyahu também disse que, cerca de um ano atrás, o Irã estava à beira de desenvolver várias bombas atômicas, e estimou que o país ainda teria mais de mil mísseis.
O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse ao chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, que nenhum material nuclear enriquecido sairá do país, por ser patrimônio nacional para uso interno, segundo a TV estatal citada pelo The Hindu. Teerã mantém que não entregará a nenhum país o material enriquecido a 60%, perto do limiar de 90% para a bomba, mas insinuou a possibilidade de diluí-lo dentro das fronteiras iranianas, segundo o Korea Herald.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse nesta terça-feira ao chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em visita, que Teerã não permitirá que material nuclear saia do país, segundo a televisão estatal iraniana. “Nem um pouquinho de material nuclear enriquecido sairá do Irã. Esses materiais são um ativo importante e riqueza nacional do povo iraniano, destinados ao uso dentro do país”, afirmou Rezaei, de acordo com o Times of Israel. O Iran International também registrou a declaração no encontro com Munir.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter conversado com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no domingo sobre a necessidade de derrubar o regime do Irã. Segundo Netanyahu, desmontar o governo iraniano é a chave para impedir que o país reconstrua seu programa nuclear e o chamado Eixo da Resistência.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discutiu esforços de mediação e desdobramentos regionais com o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, em Teerã, segundo a Nournews, citada pelo Jerusalem Post. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, disse a Munir que “nem uma partícula de urânio enriquecido sairá do Irã”, segundo o Mehr News. Ainda segundo o Jerusalem Post, Rezaei afirmou que Teerã não negocia até que suas condições sejam cumpridas.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta segunda-feira estar aberto a uma reunião trilateral com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, durante sua visita à China no mês que vem, com armas nucleares na pauta. “Teríamos essa reunião para falar de armas nucleares e desnuclearização”, disse a jornalistas fora da Casa Branca. “Se o presidente Xi quiser, eu a teria.”
O vice-presidente estadunidense, JD Vance, disse que Washington busca um compromisso “de longo prazo” e “verificável” de que o Irã não reconstruirá seu programa nuclear, ao afirmar que os Estados Unidos “em alguns aspectos venceram de forma decisiva” a guerra contra o Irã e destruíram seu programa nuclear, segundo o Middle East Eye. Vance atribuiu a alta dos preços ao fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã e a ataques a navios-tanque: “Nunca houve uma situação como essa”, disse, em que um país tenta “estrangular por completo o abastecimento mundial de energia”.
A situação na usina nuclear de Zaporozhye e na cidade de Energodar segue tensa, com atividade de drones ucranianos apesar do cessar-fogo local em torno da usina termelétrica de Zaporozhye, segundo a TASS. O cessar-fogo local, mediado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), foi anunciado em 15 de outubro pelo diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachev.
O diretor do Departamento de Não Proliferação e Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Oleg Postnikov, disse que ideias de atalho ao “zero nuclear” são contraproducentes, por implicarem o abandono imediato das armas nucleares e a declaração de sua ilegalidade, segundo a agência russa TASS. Segundo o diplomata, o progresso real só vem com medidas cuidadosamente equilibradas e graduais, que não ponham em risco a segurança de ninguém e ajudem a reforçar a estabilidade global.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse na Armênia que o Irã não busca armas nucleares e classificou como mentiras a propaganda destrutiva contra o país, segundo o Middle East Eye. “Estivemos sempre prontos para conversar; eles acham que podem nos fazer nos render, mas não cederemos à força”, disse.
Os Estados Unidos conversam com a Rússia e a China sobre um caminho para a desnuclearização, disse o presidente Donald Trump. Trump afirmou que os Estados Unidos e a Rússia têm cada um mais de 4.000 ogivas e que a China, com cerca de 620, pode alcançá-los em cinco anos.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, descartou o uso de armas nucleares contra o Irã e disse que a mãe de todas as bombas em discussão é convencional, descrita por ele como apenas uma bomba extremamente grande, segundo o TRT World. Trump também levantou a possibilidade de novos ataques a instalações nucleares iranianas, incluindo o local subterrâneo suspeito conhecido como Pickaxe Mountain, e disse não ver operação com tropas terrestres estadunidenses.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na quinta-feira que Washington mantém conversas com Moscou e Pequim para a desnuclearização dos países com os maiores estoques de armas nucleares, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Em entrevista ao Newsmax, Trump disse esperar que a China alcance os EUA nos próximos cinco anos.
As Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) desenvolveram novos planos de ataque que incluem o possível uso da chamada “mãe de todas as bombas” contra a infraestrutura de energia e os locais nucleares do Irã, segundo a CNN, em texto republicado pela KWWL. O relatório afirmou que os planejadores militares incluíram a arma entre as opções para atingir alvos iranianos, inclusive Pickaxe Mountain, segundo a SANA, que citou a CNN.
A Rússia discute com Bangladesh a construção de uma nova fase de unidades de alta capacidade na usina nuclear de Rooppur, segundo a RT, que cita o diretor-geral da Rosatom, Aleksey Likhachev. A primeira unidade da usina deve ser ligada à rede elétrica nacional até o fim de novembro. A usina tem dois reatores de projeto russo, com capacidade combinada de 2.400 megawatts, e Moscou financia US$ 11,9 bilhões em empréstimos estatais para o projeto.
O submarino nuclear Novosibirsk, da Frota do Pacífico, disparou mísseis de cruzeiro Oniks e Kalibr contra alvos marítimos e costeiros ao largo de Kamchatka, segundo o Ministério da Defesa da Rússia. Os mísseis atingiram um alvo a 1.200 km de distância, segundo Moscou.
O analista norte-coreano Pak Ju Won escreveu à Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) que os Estados Unidos (EUA) estariam facilitando o armamento nuclear do Japão ao apoiar a intenção de Tóquio de adquirir submarinos de propulsão nuclear, com a meta final de criar as condições para adquirir armas nucleares, segundo a TASS.
Os militares dos Estados Unidos (EUA) desenvolveram planos de ataque contra o Irã que incluem o uso da bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), segundo a CNN em texto republicado pelo Jerusalem Post. Os planos prevêem o uso da arma contra infraestrutura energética iraniana e instalações nucleares, incluindo Pickaxe Mountain, caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das operações de combate, segundo autoridades dos Estados Unidos citadas pela CNN.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o país vai atingir o Irã “com força”: “Espere para ver o que faremos com o Irã. Vamos atingi-los com força”, afirmou, segundo o The Jerusalem Post. Trump disse também que as instalações nucleares iranianas seguem soterradas sob “milhares de toneladas de rocha”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na semana passada sobre a possibilidade de uma nova campanha militar contra o Irã antes das eleições para o Knesset, no fim de outubro, segundo a Axios, em reportagem citada pelo Jerusalem Post. Altas autoridades dos EUA disseram à Axios que Netanyahu citou supostos esforços iranianos para reconstruir capacidade nuclear como motivo para novos ataques.
Kim Jong Un visitou um museu da indústria de defesa que exibe um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar os Estados Unidos (EUA), em relato da Korean Central News Agency (KCNA), segundo a KCNA, em texto citado pelo Jerusalem Post. O relato saiu um dia depois de Trump dizer que pode se encontrar com Kim em viagem planejada à Ásia, com cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) na China em meados de novembro, e a Coreia do Norte disse ter testado na segunda-feira um míssil balístico tático para confirmar a modernização de um componente-chave não especificado, segundo a KCNA, em texto citado pelo Jerusalem Post.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as relações entre Rússia e Irã se baseiam em confiança mútua, inclusive no que diz respeito ao programa nuclear iraniano, segundo a TASS. Segundo a agência, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que a proposta de transferir o urânio enriquecido iraniano para território russo permanecia na mesa.
O diretor da estatal nuclear russa Rosatom, Alexey Likhachev, disse no domingo que o número de funcionários da empresa na usina de Bushehr, no Irã, chegou a 135. Segundo ele, nove funcionários chegaram na véspera para manutenção programada da Unidade 1, que está atualmente operacional.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que a oferta de Moscou para transferir o urânio altamente enriquecido do Irã para a Rússia continua válida como possível saída para o impasse, segundo a TASS. O assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que Trump acolheu o envolvimento de Moscou na solução em torno de Teerã, segundo a TASS.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou o presidente francês, Emmanuel Macron, de duplo padrão sobre dissuasão nuclear, segundo a Mehr News. Em publicação no X, Baghaei citou uma fala de Macron durante um teste de míssil balístico capaz de levar ogiva nuclear, de que, para ser livre, é preciso ser temido, e, para ser temido, é preciso ser poderoso. Segundo Baghaei, Macron afirma sobre o Irã, que nunca buscou adquirir armas nucleares, que o país “jamais deve possuir armas nucleares. Nem hoje, nem em cinco anos, nem em dez anos. Nunca”.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país “não precisa se preocupar agora” porque impediu o Irã de ter uma arma nuclear e que a guerra terminará em breve, em discurso numa celebração do Dia de Colombo na Casa Branca. Trump alegou que 28 milhões de barris de petróleo foram “retirados” na quinta-feira e que os preços do diesel vão despencar. Uma fonte iraniana de alto escalão disse à Agência de Telégrafos da Rússia (TASS) que o Irã não vai se conter na resposta a novos ataques dos EUA e de Israel.
O governo de Nikol Pashinyan suspendeu um acordo de cooperação nuclear com os Estados Unidos (EUA) e se comprometeu a entregar à Rosatom a construção do reator de nova geração da Armênia, segundo o Eurasianet, em texto publicado pelo OilPrice. De acordo com o Eurasianet, um contrato com a Rosatom complicaria o TRIPP, rota de trânsito apoiada pelos EUA no centro do processo de paz entre Armênia e Azerbaijão, à qual Rússia e Irã se opõem.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) fará seu exercício anual de dissuasão nuclear Steadfast Noon a partir de 13 de outubro de 2026, na Itália, com 17 países e sem armas reais, segundo a própria aliança. As manobras vão de 13 a 23 de outubro, com 17 Estados-membros, conforme a RT.
O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), Mohammad Eslami, disse que estão descartadas inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em instalações nucleares iranianas atacadas por forças dos Estados Unidos (EUA) ou ameaçadas de ataques. Eslami afirmou que a cooperação com a AIEA é proibida por lei e que a agência põe em risco a segurança do país e de seus especialistas, segundo a TASS.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o conflito com o Irã terminará em breve, com queda dos preços globais do petróleo, e que já não há ameaça de arma nuclear no Irã, segundo a TASS.
Uma autoridade iraniana citada por veículos ocidentais disse que não há negociação nuclear em curso entre Washington e Teerã, segundo o Mehr News. A fonte colocou como linha vermelha o reconhecimento dos Estados Unidos do direito do Irã ao enriquecimento nuclear e disse que não haverá flexibilidade nesse ponto. A declaração responde ao vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que afirmou em 5 de outubro que Teerã precisa reduzir significativamente o enriquecimento nuclear.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, disse em entrevista à Reuters que o Irã precisa fazer uma redução “significativa” da capacidade de enriquecimento nuclear para atender às exigências dos Estados Unidos e encerrar a guerra de sete meses, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Hindu. Qualquer acordo exigiria que o Irã reduzisse a capacidade de enriquecimento, e não apenas prometesse cortes futuros, disse Vance após viagem de campanha no Alasca, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. O presidente Donald Trump disse avaliar encerrar o conflito com o Irã “da maneira amigável”, segundo a TASS.
A França testou na terça-feira pela primeira vez o novo míssil balístico M51.3 com capacidade nuclear, variante do M51, lançado do submarino nuclear Le Vigilant na costa da Bretanha, segundo o Ministério da Defesa francês. O míssil não levava ogiva e caiu no Atlântico Norte, a centenas de quilômetros de qualquer costa. O presidente Emmanuel Macron fez uma aparição inesperada no lançamento, segundo o Le Monde.
O parlamento da Lituânia aprovou nesta terça-feira, em primeira leitura, uma emenda constitucional que retira da Constituição a proibição de armas de destruição em massa, informou a LRT. A votação teve 106 votos a favor, 18 contra e seis abstenções. A votação final não pode ocorrer antes de pelo menos três meses. A TASS descreveu a votação como a remoção da proibição de implantação de armas nucleares no país.
A estatal nuclear russa (Rosatom) diz que dois prédios da usina de Zaporozhye – o laboratório e a instalação de rejeitos radioativos – foram atacados à noite, com danos no telhado, segundo a agência TASS. O chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, disse não haver ameaça à segurança nuclear, segundo a agência TASS.
O porta-voz Esmaeil Baghaei disse que o Irã conhece a proposta russa de transferir urânio enriquecido para a Rússia, mas decidirá com base nos interesses nacionais, segundo a TASS. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em 1º de outubro que a proposta de Moscou seguia na mesa.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as elites iranianas mantêm discussões sérias sobre a possibilidade de o país deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), informou a TASS. Segundo ele, Teerã continua cumprindo todas as suas obrigações do tratado por ora, e o ministério acatará a decisão das autoridades competentes. Deputados iranianos, por sua vez, pressionam por uma moção de urgência para a saída do tratado, segundo a Tasnim News Agency.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar convencido de que o Irã abandonou quaisquer planos de adquirir armas nucleares, segundo a TASS. Trump acrescentou que ainda tem de tomar uma decisão sobre o Irã, sem dar detalhes, e afirmou que o país foi derrotado e que o conflito pode terminar bem ou mal.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, disse em entrevista à emissora iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) que a Ucrânia precisará adotar estatuto neutro e não nuclear, rejeitar sua linha nacionalista e reconhecer as quatro novas regiões russas para um acordo político duradouro, segundo a TASS. Medvedev afirmou que Rússia e Irã desenvolvem atividades conjuntas na defesa e dão grande importância a isso, e que o Irã tem papel central em garantir a segurança do Estreito de Ormuz por geografia e direito internacional.
O vice-representante permanente da China na ONU, Sun Lei, afirmou na Assembleia Geral que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares e que seu direito legítimo ao uso pacífico da energia nuclear deve ser respeitado, segundo a RT News. A China e a Rússia bloquearam uma resolução apresentada pelos Estados Unidos para estender o mandato de um painel de vigilância de sanções da ONU sobre o Irã, segundo a RT News.
O embaixador da Rússia junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mikhail Ulyanov, rejeitou o pedido dos Estados Unidos para que o Irã abandone o programa nuclear, segundo a Mehr News Agency. Ulyanov afirmou que o Irã não é obrigado a abandonar o programa, que é um direito inalienável do país.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, admitiu ser possível que eleitores punam candidatos republicanos nas próximas legislativas por causa da guerra contra o Irã, segundo o Middle East Eye. Perguntado por repórteres se é aceitável que o Irã tenha uma arma nuclear, Trump respondeu que “100% das pessoas” dizem não, “incluindo no mundo todo”.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a oferta de transferir parte do urânio enriquecido do Irã para a Rússia continua sobre a mesa e que todos haviam concordado inicialmente, segundo a TASS. Putin disse ainda esperar a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções ao Irã, segundo a agência.
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que Washington garanta reparações integrais aos afetados pelos testes nucleares dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall, segundo o The Hindu. O arquipélago foi palco de 67 testes nucleares estadunidenses entre 1946 e 1958, cujos efeitos ambientais e de saúde persistem, e o Tribunal de Reclamações Nucleares local fixou a compensação total a ser paga em mais de US$ 2,3 bilhões.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 30 de setembro, US$ 200 bilhões em investimentos sul-coreanos em energia no país, incluindo US$ 54 bilhões destinados a um projeto de gás natural liquefeito no Alasca discutido há anos, segundo o Le Monde, em texto com a agência France-Presse (AFP). O anúncio inclui oito novas usinas nucleares e uma grande usina a gás no Texas, com apoio do governo sul-coreano, segundo o jornal. Os investimentos dão sequência ao acordo comercial de julho de 2025, quando Seul concordou em investir US$ 350 bilhões nos EUA e ampliar as compras de energia estadunidense – o acordo fixou tarifas de 15% sobre produtos sul-coreanos.
A embaixada da Rússia na Irlanda afirmou em comunicado nesta quarta-feira que Moscou estaria pronta a usar todo o seu arsenal, incluindo armas nucleares, para defender Kaliningrado caso a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tente isolar o território, segundo o Kyiv Independent. A embaixada disse que a Otan prepara um bloqueio aéreo e naval da região, sem apresentar provas nem identificar a origem da informação. Um documento russo entregue à aliança e obtido pela Reuters afirma que Moscou usaria “todo o arsenal” para defender Kaliningrado, segundo o G1. A Otan confirmou ter recebido um “documento informal” da embaixada da Rússia na Bélgica com o alerta sobre Kaliningrado, segundo a RTE.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, chamou Kim Jong-un de amigo e minimizou o arsenal nuclear norte-coreano, segundo a Al Jazeera. A declaração foi dada em Washington na terça-feira em resposta à pergunta sobre por que Pyongyang pode ter armas nucleares e o Irã não, segundo a Al Jazeera.
A Embaixada da Rússia na Irlanda afirmou, segundo a agência TASS, que a Rússia está pronta para usar todo o seu arsenal, incluindo armas nucleares, para defender o seu território caso países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tentem isolar a região de Kaliningrado do resto do país. A missão diplomática disse que há informações de que a Otan prepara um bloqueio aéreo e naval de Kaliningrado e da região de Kaliningrado.
O diretor-geral da estatal russa Rosatom, Alexey Likhachev, disse que a Rússia negocia com o Irã a construção de novas usinas nucleares de pequena ou grande capacidade, segundo a TASS.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que a guerra com o Irã terminará “muito em breve”, que o Irã “não terá uma arma nuclear” e está “fracassando muito mal”, segundo a TASS. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fez um apelo direto aos estadunidenses, afirmando que o governo dos Estados Unidos sob Trump “deve ser mudado”, em mensagem divulgada cinco semanas antes das eleições de meio de mandato, segundo a Al Jazeera.
As conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra de sete meses seguem com o Catar como mediador, à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e a proposta de Teerã condiciona o início de conversas amplas de paz, incluindo o programa nuclear, à reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a Al Jazeera.
O Kremlin declarou que não gostaria que o Irã deixasse o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e espera que o país permaneça parte importante e responsável do tratado, que considera a pedra angular do regime de não proliferação, segundo a TASS. O vice-presidente do Parlamento iraniano, Ali Nikzad, afirmou que Teerã avalia retirar-se do TNP, segundo a mesma agência.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou que a aprovação dos Estados Unidos (EUA) para a construção do primeiro submarino nuclear sul-coreano é “um desenvolvimento perigoso” que acrescenta nova instabilidade à região, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Straits Times. Segundo o ministério, a medida é mais uma demonstração de proliferação nuclear dos EUA por meio do pacto AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos). A declaração foi publicada pela mídia estatal, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou ter oferecido ao Irã alívio de sanções e a liberação de fundos congelados em troca de concessões nucleares. Na Truth Social, ele disse que não ofereceu nada e chamou a reportagem do Axios de farsa, conforme o Middle East Eye. A versão que Trump rebate partiu do jornalista Barak Ravid, que escreveu no X que o presidente estaria disposto a aliviar as sanções e a descongelar ativos iranianos em troca do cumprimento das exigências estadunidenses sobre o programa nuclear, citando um funcionário dos EUA não identificado, segundo a TASS.
A proposta que Donald Trump rejeitou previa que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz e retomasse as negociações nucleares em troca do fim do bloqueio naval, de alívio nas restrições às exportações de petróleo iraniano, da liberação de ativos congelados e de um cessar-fogo que incluiria o fim das operações de Israel no Líbano, segundo a RT. Trump disse a repórteres que Teerã quer um acordo porque “está perdendo feio” sob o bloqueio americano.
Bangladesh e os Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação estratégica em energia nuclear civil, para aprofundar a cooperação no uso pacífico da energia nuclear. O documento foi assinado em Nova York na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Rehan Asad, assessor de ciência e tecnologia da primeira-ministra de Bangladesh, e Jacob Helberg, subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, segundo o The Hindu. O memorando registra a posição comum de que toda cooperação nuclear civil deve seguir os mais altos padrões de segurança, salvaguardas e não proliferação.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defenderam a diplomacia em encontro à margem da 81ª Assembleia Geral, na sexta-feira. Segundo a agência iraniana Mehr News Agency, Pezeshkian rejeitou como ilusão e calúnia as acusações de que Teerã busca armas nucleares e afirmou que o Irã quer conhecimento e tecnologia nuclear pacíficos e rejeita armas nucleares. Guterres disse que o Irã apresentou propostas nas últimas semanas e expressou esperança de resultados em breve. O encontro na sede da ONU, em 25 de setembro, foi registrado em fotografia da AP.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país permitirá o retorno dos inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o Middle East Eye. A fala faz parte da proposta iraniana sobre o Estreito de Ormuz, segundo a CBS News.
A proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o programa nuclear em sete dias condiciona o acordo ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, à isenção de sanções sobre a venda de petróleo iraniano e a um cessar-fogo que inclua o Líbano, segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, detalhou a proposta em 24 de setembro, em um encontro fechado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo um participante do encontro. Pezeshkian recebeu o primeiro-ministro do Catar em 25 de setembro; o Catar atuou como mediador, inclusive durante horas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos na ONU nesta semana.
Uma avaliação sigilosa da inteligência dos Estados Unidos concluiu que a Arábia Saudita não descartou desenvolver arma nuclear, segundo o The Washington Post, em texto republicado pela RT. O acordo nuclear assinado em julho, conhecido como Seção 123, abre a base legal para empresas estadunidenses e prevê enriquecimento inicialmente limitado abaixo de 5%, que poderá subir a até 20% após estudos adicionais. O Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos “não apoiam nem apoiarão” um programa saudita de arma nuclear.
Os Estados Unidos mantêm conversas positivas e construtivas com o Irã por meio de mediadores, incluindo temas nucleares, segundo um funcionário estadunidense citado pelo Middle East Eye. Uma autoridade da Casa Branca disse à CNN que a administração mantém “conversas positivas e construtivas por meio dos mediadores”, segundo a Al Jazeera. As declarações respondem ao plano de sete dias apresentado por Teerã, que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, inclusive Gaza e Líbano, e a reabertura do Estreito de Ormuz no último dia, segundo a Al Jazeera, citando o The New York Times.
Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em reportagem reproduzida pelo Middle East Eye, que o Irã não mostrará flexibilidade no programa nuclear mesmo que os Estados Unidos aceitem a sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz, que prevê o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. O mesmo funcionário, que falou sob anonimato, afirmou que a via seguirá fechada até que “todas as condições do Irã” sejam atendidas por Washington.
A inteligência dos Estados Unidos avalia que a Arábia Saudita não descartou desenvolver armas nucleares, segundo o Washington Post.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, abriu o seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, com uma réplica direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no dia anterior havia chamado o Irã de maior patrocinador estatal do terrorismo, segundo a ONU News. Pezeshkian defendeu que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos: “Para o nosso povo doente é cura e tratamento, para o setor agrícola é segurança alimentar, para as indústrias é avanço e progresso”, disse ele, segundo a ONU News.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que vai tomar “as medidas necessárias” para salvaguardar seus interesses nacionais, em resposta ao que chamou de abordagem injustificada e hostil da Colômbia, segundo a Sputnik. A reação vem depois de Bogotá romper as relações diplomáticas com Teerã, decisão em vigor desde 19 de setembro de 2026, segundo a Sputnik, que citou a segurança nacional colombiana, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução do Irã às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O papa Leão XIV abriu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Paris, uma visita de quatro dias à França com um alerta: um “paraíso das máquinas” ameaça minar o que é humano. No Palácio do Eliseu, diante do presidente Emmanuel Macron e de diplomatas, o pontífice questionou o sentido do ser humano na era da inteligência artificial (IA) e reafirmou a oposição do Vaticano às armas nucleares, segundo a agência Associated Press, no The Hindu. A programação inclui vigília com jovens, vésperas em Notre-Dame e missa na Place de la Concorde sob esquema de segurança de nível olímpico, com cerca de um milhão de pessoas esperadas, segundo a Associated Press.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse à Fox News que o país rejeita a bomba nuclear por decreto religioso, informa a DW. Pezeshkian levou um tom diplomático a Nova York durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e Teerã apresentou a Washington uma proposta para retomar as negociações, enquanto a Casa Branca confirmou que conversas positivas e construtivas seguem por intermediários, segundo a DW.
O representante permanente da Rússia nas organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, chamou de “vergonhosa” a resolução do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reporta o Irã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e acusou os países ocidentais de “irresponsabilidade completa” dentro do organismo, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, segundo a TASS, citada pela News-Pravda. A resolução, apresentada por Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, foi adotada em 9 de setembro de 2026 por 23 votos a favor, três contra e oito abstenções, com Rússia, China e Níger na oposição, e pede ao diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que reporte o Irã ao Conselho de Segurança e à Assembleia Geral das Nações Unidas, informa a AFP, em texto publicado pelo Khaleej Times. Segundo a AFP, é a primeira vez em 20 anos que o Irã é reportado ao Conselho de Segurança por falhas no cumprimento das obrigações de reporte nuclear.
A Colômbia rompeu relações diplomáticas com o Irã com efeito em 19 de setembro de 2026, segundo o Rio Times, que citou a rádio colombiana Caracol e o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país. O governo listou violações de direitos humanos, supostos laços de Teerã com grupos terroristas e narcoterroristas, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e manteve as relações consulares, segundo a emissora estatal venezuelana teleSUR, que também citou o comunicado da chancelaria.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que cabe aos Estados Unidos decidir quando termina a guerra entre os dois países e negou que Teerã busque a bomba nuclear, em entrevista à Fox News exibida em 24 de setembro de 2026 e repercutida por The Hindu. Ele afirmou que o Irã aceita diluir o urânio sob verificação externa – e os preços do petróleo Brent caíram com a expectativa de trégua, segundo o Middle East Eye.
Marine Le Pen disse não querer que a França entre em guerra com nenhuma potência nuclear, lembrando que a Rússia é uma potência nuclear, segundo a TASS; em entrevista, ela afirmou que, sob sua presidência, a França não contribuiria com ajuda financeira à Ucrânia.
O deputado Hossein-Ali Haji Deligani disse no plenário do Parlamento do Irã no domingo, 20 de setembro de 2026, que um projeto de lei com tripla urgência, mecanismo que permite tramitação acelerada, para retirar o país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) foi entregue à mesa diretora e aguarda o aval do presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, para ser submetido a debate, segundo a Press TV, o Mehr News e o Türkiye Today. “Dadas as circunstâncias que o país enfrenta e a agressão que o inimigo lançou contra nós em duas ocasiões, permanecer no TNP não nos traz nada além de prejuízos”, afirmou ele, citando o encaminhamento do caso iraniano ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), formado por 35 membros, por suposta falta de cumprimento do regime de inspeções, decisão que Rússia e China contestaram. O secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional, o major-general Mohsen Rezaei, disse no sábado, 19 de setembro de 2026, que o país mantém o compromisso de não produzir armas nucleares, mas que a saída do tratado é uma possibilidade diante das ameaças dos Estados Unidos e de Israel. O Iran International registrou que propostas semelhantes circulam há meses e a direção do Parlamento as mantém fora do plenário, e que nem o líder supremo Mojtaba Khamenei nem o Conselho Superior de Segurança Nacional se pronunciaram sobre a busca de uma arma nuclear, defendida em declarações separadas por parlamentares linha-dura.
Donald Trump disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que tem “uma grande decisão a tomar” sobre o Irã: fechar um acordo que permita a Teerã se reconstruir, ou “aniquilar a República Islâmica, e fazê-lo rápido”, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Al-Monitor, e a IANS. O presidente dos Estados Unidos disse prever um acordo “logo depois da eleição” legislativa de 3 de novembro de 2026 e pediu que outros países imponham o “isolamento econômico completo” do Irã até que ele abandone o programa nuclear, pare de atacar navios comerciais e encerre o apoio a grupos armados. Ele afirmou que a capacidade iraniana de fabricar mísseis e drones “quase acabou” e que a inflação no país passa de 300%, número que não atribuiu a nenhuma fonte.
O Parlamento da Lituânia aprovou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o fim da proibição de instalar armas nucleares no território do país, por 99 votos a favor, cinco abstenções e 13 contrários. A emenda ao artigo 137 da Constituição ainda precisa de duas votações separadas por três meses — a primeira em 6 de outubro, a segunda em 12 de janeiro —, com no mínimo 94 dos 141 deputados.
Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul reafirmaram nesta segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o compromisso com a desnuclearização “completa” da Coreia do Norte e pediram que Pyongyang retome o diálogo, segundo o Departamento de Estado e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. O comunicado conjunto dos chanceleres Marco Rubio, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun também reiterou o compromisso dos três com a defesa do Japão e da Coreia do Sul e manifestou apoio à “participação significativa de Taiwan” em organizações internacionais, segundo a Reuters. A declaração sai três dias antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington, marcada para quinta-feira, 24 de setembro.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, leva nesta terça-feira à Assembleia Geral da ONU uma proposta faseada para o programa nuclear da Coreia do Norte: parar o avanço das capacidades nucleares e de mísseis, depois reduzi-las e, por fim, desmontá-las, segundo a Associated Press (AP) e o Korea Herald. Lee afirma que a desnuclearização não se alcança no curto prazo e que a pressão por sanções agravou o problema, e oferece três compromissos a Pyongyang: respeito ao sistema do Norte, nenhuma unificação por absorção e nenhuma intenção hostil, segundo o Korea Herald e o Inquirer. Em entrevista ao The New York Times, ele defendeu a flexibilização das sanções ao Norte, segundo o próprio jornal. O discurso vem depois de Kim Jong-un dizer, num pronunciamento no domingo, que não há motivo para não se sentar com Washington caso os Estados Unidos abandonem a exigência de desnuclearização, e de repetir que o Norte nunca abrirá mão do arsenal, segundo a AP. Lee também pediu ao Conselho de Segurança que amplie os assentos de membros não permanentes, segundo a Bloomberg.