O ministro do Petróleo do Níger, Hamadou Tini, recebeu em 1º de novembro, em Agadez, 53 caminhões-tanque argelinos com combustível encomendado pela estatal Sonidep. O comboio levou cerca de 1,65 milhão de litros de derivados de petróleo e percorreu aproximadamente 2 mil quilômetros desde a região argelina de Adrar. A compra foi feita pela Sonidep sob acordo com a Sonatrach, com preços abaixo do mercado internacional. O ministro disse que ser produtor de petróleo bruto não garante autossuficiência em produtos refinados. O governador de Agadez, general Ibra Boulama, disse que a região enfrenta essas dificuldades há seis meses.
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O Parlamento argelino aprovou o envio de unidades do Exército ao Níger, missão apresentada como proteção de infraestrutura econômica, em particular instalações petrolíferas da estatal Sonatrach no país vizinho. É a primeira vez em décadas que Argel envia tropas ao exterior – o último envio havia sido em 1973, em apoio ao Egito –, e mandato, efetivo, local e regras de engajamento não foram divulgados.
Um primeiro comboio de soldados argelinos foi visto no norte do Níger no fim de semana, uma semana depois de o Parlamento da Argélia aprovar o envio de tropas ao país vizinho. Segundo a RFI, cerca de sessenta caminhões-tanque argelinos com combustível, escoltados por soldados argelinos, cruzaram a fronteira e foram recebidos por integrantes das Forças Armadas do Níger. O Parlamento argelino aprovou o envio em 25 de outubro, abrindo caminho para a primeira missão militar da Argélia no exterior desde a guerra árabe-israelense de 1973. O destino do comboio é relatado de forma divergente: a RFI fala da cidade de Agadez, enquanto o Soufan Center registra que o comboio teria chegado a Arlit em 30 de outubro. O senador argelino Belkacem Boulghiti afirmou que as tropas vão proteger infraestrutura econômica e instalações petrolíferas de empresas argelinas, e que a Argélia não envia soldados para guerrear no Níger. A estatal argelina Sonatrach, o governo do Níger e a Nigerian National Petroleum Corporation desenvolvem conjuntamente um gasoduto de 4.000 km para levar gás nigeriano pelo Níger e pela Argélia até a Europa. O Marrocos promove um gasoduto rival por rota atlântica com as mesmas reservas de gás nigeriano, e os Emirados Árabes Unidos aceitaram apoiar financeira e tecnicamente o projeto.
A rivalidade entre Argélia e Marrocos se projeta mais ao sul, para o Sahel, aponta o Middle East Eye. Na região, o Mali, o Burquina Fasso e o Níger, unidos na Aliança dos Estados do Sahel (AES), tentam diversificar seus parceiros enquanto se afastam de vários de seus antigos aliados ocidentais, segundo o veículo.
A Argélia vai enviar tropas ao Níger, na primeira mobilização militar do país fora das suas fronteiras desde o envio de forças ao Egito na guerra árabe-israelense de 1973, segundo a BBC. A câmara alta do Parlamento argelino aprovou a medida em sessão de emergência no domingo, com 148 dos 174 senadores a favor, e a câmara baixa referendou a decisão depois, segundo a AFP. As tropas devem proteger instalações de energia no norte do Níger, perto da fronteira com a Líbia, incluindo o gasoduto planejado para levar gás nigerino à Argélia. O número de soldados e a data do envio não foram anunciados.
O Conselho da Nação, a câmara alta do parlamento da Argélia, aprovou neste domingo uma proposta de enviar tropas ao vizinho Níger para proteger instalações de energia, segundo o TRT World. Um senador que falou à AFP sob condição de anonimato disse que 148 dos 174 assentos votaram a favor, e a câmara baixa deve votar a proposta ainda neste domingo. A Al Jazeera relatou uma aprovação unânime. Segundo o TRT World, um envio ao exterior seria a primeira operação militar argelina do tipo desde que o país mandou tropas apoiar o Egito na guerra árabe-israelense de 1973. O projeto está ligado ao Gasoduto Transaariano (TSGP), que levaria gás natural da Nigéria pelo Níger e pela Argélia até o mercado europeu.
12 pessoas foram mortas num ataque a ônibus no norte do Níger, segundo a Xinhua. O ataque a dois ônibus entre Arlit e Agadez deixou ao menos 11 mortos em 20 de outubro, com um militar entre as vítimas, segundo o Panafrican Press – os números das duas fontes divergem.
Níger, Mali e Burkina Faso, governados por juntas militares, retomaram no sábado o diálogo com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bloco do qual se retiraram há mais de 18 meses, segundo a France 24. Os dois lados concordaram em criar um grupo de trabalho conjunto para elaborar um acordo-quadro de cooperação que oriente as relações futuras entre a CEDEAO e a Aliança dos Estados do Sahel (AES), conforme a BBC. A primeira sessão da reunião ministerial do diálogo sobre cooperação entre a CEDEAO e a Confederação AES ocorreu em Dacar, no Senegal, em 17 de outubro de 2026, segundo o comunicado final publicado pelo bloco.
Uma erupção de petróleo bruto e gás no Níger foi classificada pelo Ministério do Petróleo como incidente ambiental de gravidade excepcional, caracterizado pela projeção de grandes quantidades de petróleo bruto e gás a mais de 10 metros de altura, segundo o Le Monde. Segundo o ministério, a erupção, a primeira do tipo no país, ocorreu em 25 de setembro no leste desértico do Níger, não deixou mortos, mas dois empregados foram hospitalizados e atendidos após ferimentos. O incidente ocorreu no poço Goumeri W8, no bloco petrolífero de Agadem, a cerca de 1.700 km de Niamey, operado pela CNPC Niger Petroleum S.A., filial local da chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC).
A Argélia enviou caças ao Níger no fim de agosto para conter uma tentativa de golpe em Niamei, disse o presidente Abdelmadjid Tebboune, segundo a Al Jazeera. O Ministério da Defesa argelino afirmou que duas patrulhas de Su-30 pousaram no aeroporto de Niamei, acompanhadas de um reabastecedor, a pedido das autoridades nigerinas, segundo a AeroTime.