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Tema: Multialinhamento

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O secretário-geral da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), Taalatbek Masadykov, disse que o Conselho de Segurança Coletiva pode considerar invocar o artigo 25 do estatuto da organização contra a Armênia se a pauta correspondente for aprovada. O artigo prevê que, se um Estado-membro não cumprir em dois anos as obrigações de pagamento ao orçamento da organização, o Conselho adote resolução sobre a retenção do direito de indicar cidadãos do país para cargos de cota e sobre a privação de voto nos órgãos até a quitação integral da dívida.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) anunciaram a intenção de destinar mais de US$ 85 milhões em apoio técnico e financeiro para ampliar o acesso à inteligência artificial confiável no Indo-Pacífico, segundo o comunicado conjunto da reunião em Atlanta. O texto também registra o compromisso dos Estados Unidos (EUA) de US$ 10 milhões para desenvolver instalações na Índia e em países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para recuperar minerais críticos de resíduos, segundo o Times of India. O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, disse que o Quad deve preservar a liberdade de escolha e cadeias de suprimento seguras e enfrentar práticas não de mercado, sem citar nenhum país, e defendeu uma agenda “mais contemporânea” para o grupo, com abordagem prática.

Os chanceleres do G20 encerraram dois dias de conversas em Atlanta sem consenso sobre temas centrais, entre eles a guerra da Rússia contra a Ucrânia, e sem comunicado conjunto, segundo o South China Morning Post. O grupo recorreu a uma declaração da presidência, resumindo os debates e listando prioridades como energia, segurança alimentar e liberdade de navegação, divulgada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, após o fim dos encontros. Rubio disse que não fingiria que os países estão perto de soluções universalmente aceitas para os problemas, mas que há governos trabalhando juntos em cadeias de suprimento e minerais críticos.

A terceira cúpula Rússia-África, no Kremlin, adotou a Declaração da 3ª Cúpula Rússia-África, a declaração de cooperação no uso civil de tecnologias de inteligência artificial e o plano de ação do fórum de parceria para 2027-2029, segundo o Kremlin. A declaração conjunta prevê soberania e segurança energética, reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para refletir as realidades geopolíticas atuais e ampliação do uso de moedas nacionais nos pagamentos mútuos, segundo a Sputnik África.

A Turquia sedia nesta quinta e sexta-feira, em Ancara, uma cúpula da Organização dos Estados Túrquicos (OTS) sob o lema “Século Túrquico: unidade em língua, pensamento e ação”, com o presidente Recep Tayyip Erdogan como anfitrião, segundo a TRT World. Os chefes de Estado devem adotar a Declaração de Ancara e uma série de decisões voltadas a aprofundar a cooperação e reforçar o quadro institucional do bloco.

Líderes parlamentares dos países do BRICS expressaram “profunda preocupação” com a escalada de tensões e hostilidades na Ásia Ocidental e criticaram as “medidas coercitivas unilaterais” e as “sanções econômicas unilaterais” impostas na região como contrárias ao direito internacional, segundo o The Hindu. A declaração conjunta defendeu uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e afirmou o direito do povo palestino à autodeterminação, à liberdade e a um Estado independente e soberano.

A terceira cúpula Rússia-África será realizada em Moscou em 28 e 29 de outubro, sob a presidência do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente da União Africana (UA), Évariste Ndayishimiye, presidente do Burundi, segundo o Kremlin. Representantes de quase 50 países africanos vão participar, incluindo chefes de Estado e de governo e líderes das associações de integração do continente, segundo o Kremlin. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que a cúpula levará a decisões e resultados importantes, segundo a Sputnik.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, propôs um novo formato “CEI + Irã” na sua primeira participação como convidado especial na cúpula da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), no Turcomenistão, apresentando o Irã como rota natural da Ásia Central ao mar. Pezeshkian disse que os portos do sul do Irã, notadamente Chabahar, podem ligar a região ao sul da Ásia, à África e à Europa. Segundo a Mehr News Agency, Pezeshkian afirmou que a diplomacia regional não deve se limitar a reuniões, devendo servir de ferramenta de gestão de crises, diálogo, prevenção da escalada e cooperação prática.

A 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) abre nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o seu debate geral, em Nova York, sob o tema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que entrega a todos”, com o secretário-geral António Guterres apresentando o relatório anual da organização ao lado do presidente da Assembleia, o bengalês Khalilur Rahman, segundo a ONU e a La Voce di New York. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em primeiro lugar, seguido de Donald Trump, na ordem que reserva a abertura ao Brasil; o ucraniano Volodymyr Zelensky e o iraniano Masoud Pezeshkian, que fala na quarta-feira, 23 de setembro, estão entre os mais aguardados. Segundo a G1, Guterres fará um apelo pela própria sobrevivência da ONU, que enfrenta cortes de verbas e críticas lideradas por Trump, e Lula deve defender o multilateralismo e a soberania nacional. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, falará por vídeo, depois de os Estados Unidos lhe negarem o visto, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reduziu a viagem a Nova York ao dia do seu discurso, na quinta-feira, 24 de setembro, segundo a La Voce di New York.

Sete países e a União Europeia (UE) lançaram nesta segunda-feira, 21 de setembro, em Nova York, a cúpula inaugural dos “Parceiros pelo Multilateralismo” (P4M), grupo que se apresenta como defensor de uma ordem internacional baseada na ONU e distante da política de superpotências. A declaração conjunta “A joint commitment to multilateralism, international law, peace and prosperity” tem como copatrocinadores iniciais Austrália, Barbados, Brasil, Canadá, UE, Índia e Quênia, segundo o gabinete do primeiro-ministro do Canadá, e foi co-presidida pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, pelos primeiros-ministros William Ruto (Quênia), Anthony Albanese (Austrália), Mia Mottley (Barbados) e Mark Carney (Canadá) e pelos chanceleres Mauro Vieira (Brasil) e Subrahmanyam Jaishankar (Índia), segundo a UN WebTV. O texto afirma que a interdependência econômica “vem sendo usada como fonte de alavancagem”, aponta a tríplice crise planetária e o avanço da inteligência artificial entre os desafios que exigem cooperação e defende a reforma das instituições multilaterais, inclusive pelo processo UN80. No discurso de abertura, Jaishankar disse que a “crise dos quatro F” – combustível, alimentos, fertilizantes e finanças – “não pode ser deixada a si mesma”, segundo o Times Now. Em editorial conjunto no Financial Times, Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ruto e Carney escreveram que o P4M não será outro bloco exclusivo nem uma burocracia internacional, e citaram o maior número de conflitos armados entre Estados desde 1946, em 35 países, em 2025, segundo o The Hindu.

Na véspera do seu último discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o secretário-geral António Guterres disse à Al Jazeera que o estado do mundo “está piorando”, com o Conselho de Segurança paralisado pelas divisões geopolíticas e um “ambiente de impunidade” em que potências médias acreditam poder fazer o que quiserem. Ele citou o efeito combinado da guerra na Ucrânia sobre as exportações de alimentos, fertilizantes e energia pelo mar Negro, somado às dificuldades no Estreito de Ormuz e no Bab al-Mandeb e aos ataques a instalações petrolíferas na região, como devastador para as economias em desenvolvimento. Guterres, que deixa o cargo em 31 de dezembro, afirmou que o Conselho de Segurança “ainda representa essencialmente o mundo da Segunda Guerra Mundial” e defendeu reformas. Segundo a TASS, mais de 70 líderes mundiais e 45 chefes de Estado participam da semana de alto nível; a NPR registra que esta é a última assembleia de Guterres como secretário-geral.

França e Canadá reforçaram laços em resposta às provocações de Trump, segundo o Le Monde, e um ministro canadense defendeu à BBC que o Reino Unido se “junte” ao Canadá numa nova aliança europeia.

Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram um manifesto pelo multilateralismo às vésperas da Assembleia Geral da ONU, segundo o G1; a AP registra que a semana de abertura reúne líderes com guerra, IA sem regras e choques climáticos na pauta.

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