O rei da Malásia, Sultan Ibrahim, advertiu que qualquer tentativa de contestar sua ordem que converte a pena de Najib Razak em prisão domiciliar pode configurar desafio a seu decreto. A transferência, prevista para sexta-feira, foi suspensa depois que a Procuradoria-Geral levantou dúvidas sobre a interpretação jurídica do perdão real e de uma decisão judicial. O perdão real de setembro condicionava a prisão domiciliar ao pagamento de multa de 50 milhões de ringgit (US$ 12 milhões), quitada pelo partido de Najib. Najib, ex-primeiro-ministro, está preso desde 2022, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em caso ligado ao escândalo do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB).
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O partido UMNO pagou os 50 milhões de ringgit – cerca de US$ 12 milhões – exigidos como condição do perdão real que permite a Najib Razak cumprir o resto da pena em prisão domiciliar. A legenda disse ter concluído os pagamentos no Tribunal Superior de Kuala Lumpur e encerrado o fundo de arrecadação pública aberto para a multa. O rei Sultan Ibrahim concedeu o perdão condicional em setembro; Najib, de 73 anos, foi preso por seu papel no escândalo do fundo soberano 1MDB.
A Comissão Eleitoral da Malásia marcou para 12 de dezembro a eleição estadual de Sarawak, com inscrição de candidaturas em 28 de novembro, voto antecipado em 8 de dezembro e campanha de 14 dias, segundo o presidente da comissão, Ramlan Harun. Mais de 2,05 milhões de eleitores aptos escolherão 82 deputados estaduais, e a campanha termina em 11 de dezembro. O governista Gabungan Parti Sarawak, do estado rico em petróleo em Bornéu, é pilar do governo federal de Anwar Ibrahim, com 23 deputados. A liderança de Sarawak busca mais autoridade sobre a indústria petrolífera por meio da estatal Petros, cujo papel na distribuição de gás é disputado pela Petronas. A corte federal marcou cinco dias de audiências a partir de 25 de janeiro de 2027 sobre petições da Petronas e do governo de Sarawak contra as leis estaduais e federais do petróleo, segundo a agência estatal Bernama.
A Korea Aerospace Industries (KAI) entregou os dois primeiros caças leves FA-50 à Malásia, sob contrato de 2023 para o fornecimento de 18 jatos ao país do sudeste asiático. As duas aeronaves FA-50M partiram da sede da empresa em Sacheon na quinta-feira e chegaram à base aérea de Kuantan no domingo.
A alfândega da Malásia apreendeu 30 servidores equipados com chips avançados de inteligência artificial (IA) por suspeita de violação de controle de exportação: a carga, avaliada em cerca de 50 milhões de ringgit (US$ 12,2 milhões), foi interceptada na zona de livre comércio do principal aeroporto do país em 15 de outubro, após ter sido falsamente declarada como composta de componentes elétricos para reexportação a outro país asiático sem a licença exigida. A Malásia passou a exigir licença para exportação, trânsito e transbordo de chips de IA de origem estadunidense sob pressão dos EUA para evitar o desvio de tecnologia sensível à China por terceiros países.
As autoridades alfandegárias encontraram em 15 de outubro 30 unidades de servidores com chips avançados de IA numa inspeção na zona de livre comércio do aeroporto internacional de Kuala Lumpur, segundo o South China Morning Post. Os servidores – falsamente declarados como componentes eletrônicos e transportados via Malásia para que não houvesse restrições na exportação ao destino seguinte, segundo a alfândega citada pelo jornal – foram ligados a um sindicato já envolvido neste ano em cinco casos cujo valor total supera US$ 24 milhões, disseram autoridades citadas pelo TRT World.
O líder de Mianmar, Min Aung Hlaing, visitará a Malásia nos próximos dias, disse o premiê Anwar Ibrahim nesta terça-feira, 6 de outubro, segundo o Channel NewsAsia (CNA). A pauta deve ser o plano da Malásia, anunciado em julho, de devolver cerca de 5 mil cidadãos de Mianmar. O primeiro grupo de quase 1.500 repatriados chegou a Mianmar no domingo, sem que a Malásia informasse quantos rohingyas estavam entre eles.
A Malásia começou na terça-feira a deportar cerca de 1.500 cidadãos de Mianmar em programa de repatriação, primeira fase de um plano que pode chegar a 5 mil pessoas, segundo a Reuters. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou que as condições atuais não sustentam um retorno seguro e sustentável e que não participou da identificação dos repatriados, enquanto o Ministério do Interior malaio disse que a medida envolve 1.476 cidadãos identificados pelo governo de Mianmar.