O Egito reabriu neste sábado sua embaixada em Trípoli após 12 anos de ausência, em aproximação com a administração baseada no oeste da Líbia, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores no Cairo. O Cairo vinha sendo um dos principais apoiadores do comandante militar do leste líbio, Khalifa Haftar, rival do governo sediado em Trípoli. A sede histórica da embaixada estava fechada desde janeiro de 2014, quando o Egito alegou razões de segurança diante da deterioração da situação no país, e o chanceler Badr Abdelatty reabriu o prédio na presença de El-Taher El-Baour, ministro interino das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Líbia.
Tema: Magrebe
A bandeira russa foi hasteada em território do Saara Ocidental controlado pela Frente Polisário, em gratidão pela posição de Moscou no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito, disse ao Sputnik Mohamed Yeslem Beissat, chefe da delegação da Polisário que visitou Moscou na primavera. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o país não poderia apoiar uma iniciativa que retirasse do povo do Saara Ocidental o direito de voto.
O desenhista e grafiteiro Yasser Mounbir foi condenado em primeira instância em Casablanca a quatro anos de prisão por insulto ao rei, com multa de 40 mil dirhams, e a defesa anunciou apelação.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou para o risco de escalada militar no Saara Ocidental depois do encerramento da missão de paz de 35 anos da entidade no território disputado, segundo a TRT World. A ONU afirmou que a saída da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) não anula o direito inalienável do povo do território à autodeterminação.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas não adotou resolução para estender a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), cujo mandato expira em 31 de outubro de 2026. O projeto apresentado pelos Estados Unidos recebeu 11 votos a favor, 1 veto da Rússia e 3 abstenções, segundo as Nações Unidas. A proposta norte-americana também teria rebatizado a força de MINURSO para MINUSO, retirando o R de referendo sobre a autodeterminação do território, segundo a Deutsche Welle.
Rússia e Estados Unidos vetaram mutuamente as resoluções rivais sobre o Saara Ocidental no Conselho de Segurança nesta sexta-feira, deixando a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) sem renovação um dia antes do fim do mandato, segundo a Reuters, em texto republicado pelo The Star. O texto americano consolidaria o plano de autonomia do Marrocos como única base das negociações e reduziria o componente militar da missão. A resolução russa, que prorrogava o mandato por um ano sem mudanças, foi vetada pelos Estados Unidos.
Dez anos após a morte de Mouhcine Fikri detonar os protestos do Rife, seis lideranças do Hirak seguem presas, entre elas Nasser Zefzafi, condenado a 20 anos, segundo o Middle East Eye. O movimento nasceu da morte do peixeiro Fikri, esmagado num caminhão de lixo em Al Hoceima em 28 de outubro de 2016 ao tentar recuperar o pescado confiscado, segundo o veículo.
A polícia tunisiana disparou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Ettadhamen, subúrbio de Túnis, após a morte de um detido por suspeita de tráfico, segundo a Al Jazeera. Em Jebiniana, na província de Sfax, a polícia entrou em confronto com manifestantes após a morte de um homem que parentes dizem ter morrido ao ser perseguido por forças de segurança, ainda segundo a Al Jazeera.
A Câmara dos Representantes da Líbia, sediada no leste do país, aprovou por unanimidade na terça-feira o memorando de entendimento assinado em 27 de novembro de 2019 com a Turquia, que delimita as áreas de jurisdição marítima dos dois países no Mediterrâneo, segundo a TRT World. O texto foi assinado pelo então Governo de Acordo Nacional líbio, reconhecido internacionalmente à época. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, comemorou a decisão nesta quarta-feira. “Espero que esta decisão importante seja benéfica”, disse, segundo a TRT World.
O rei Felipe VI e a rainha Letizia visitam Ceuta meses depois de mais de 70 mil migrantes terem chegado vindos do Marrocos, informou a France 24. A visita dividiu os moradores e pode reacender tensões diplomáticas com o Marrocos, que reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla.
As autoridades argelinas anunciaram no domingo a prisão de 61 marroquinos no início do mês sob suspeita de planejar “atos de sabotagem”, segundo o Hespress, com a AFP. A Direção-Geral da Segurança Nacional (DGSN) afirmou que os 61, entre eles um ex-soldado do Exército marroquino, “se preparavam para cometer atos de sabotagem que atentam contra a segurança e a ordem pública”. O Le Monde registrou as mesmas prisões.
Oito fabricantes israelenses de armas, incluindo as três gigantes Israel Aerospace Industries (IAI), Elbit Systems e Rafael, participam pela primeira vez do Marrakech Air Show de 2026, segundo o Middle East Eye. Marrocos e Israel formalizaram laços em 2020 sob um acordo de normalização mediado pelos Estados Unidos (EUA), em troca do reconhecimento por Washington da reivindicação marroquina sobre o Saara Ocidental. Centenas de pessoas protestaram em frente ao Parlamento, em Rabat, contra o aprofundamento dos laços com Israel no primeiro dia da feira.
Quatro pessoas foram presas depois que drones atingiram a estação de petróleo de Zawiya, no oeste da Líbia, e provocaram um incêndio, segundo o Guardian. Três líbios detidos foram ligados a Saddam Haftar, filho do senhor da guerra líbio Khalifa Haftar, alvo de alegações de ter comandado uma “célula terrorista” que lançou ataques com drones contra instalações de combustível e usinas. O Governo de Unidade Nacional, sediado em Trípoli, diz que trabalhar com Saddam Haftar é “impossível”. O tanque atingido continha cerca de 4,5 milhões de litros de combustível.
O rei de Marrocos nomeou na terça-feira a prefeita de Marraquexe, Fatima Ezzahra El Mansouri, como a primeira mulher primeira-ministra do país, após a vitória do partido dela, o Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), de centro-direita, nas eleições parlamentares da semana passada. O PAM conquistou 97 das 395 cadeiras da Câmara dos Representantes – 31 a mais que o segundo colocado, segundo o Dawn. “Pela primeira vez na história do nosso país, uma mulher assume a responsabilidade de chefiar o governo”, afirmou El Mansouri.
Fatima Zahra El Mansouri foi nomeada a primeira mulher a chefiar o governo do Marrocos, depois que seu partido centrista Autenticidade e Modernidade (PAM) obteve o maior número de cadeiras nas eleições parlamentares da semana passada, segundo a BBC News. A nomeação foi feita pelo rei Mohammed VI e faz dela apenas a segunda mulher a liderar um governo no mundo árabe, depois de Najla Bouden, na Tunísia.
O Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM) venceu as eleições legislativas do Marrocos com 97 das 395 cadeiras da Câmara dos Representantes, segundo os resultados finais anunciados pelo Ministério do Interior. O partido ficou longe das 198 cadeiras necessárias para a maioria absoluta e precisará construir uma coalizão com outros partidos para governar. A Associated Press confirmou o número a partir do Ministério do Interior.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discutiu com o chanceler de Marrocos, Nasser Bourita, o desenvolvimento das relações bilaterais e a resolução de crises na região com base na Carta da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O encontro ocorreu em Nova York, durante a semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU. Os dois ministros reafirmaram a manutenção da coordenação em política externa sobre temas urgentes da agenda regional, inclusive para resolver a questão do Saara Ocidental e outros conflitos em curso por meios político-diplomáticos.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, atribuiu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a uma falha do controle de fronteira de Marrocos a entrada em massa de migrantes na cidade autônoma espanhola de Ceuta, no norte da África. Ele disse que a Espanha investiga o que ocorreu em julho e que pediu ao governo marroquino “ações e também respostas, porque também está claro que o seu controle de fronteira falhou”, em entrevista à emissora norte-americana CNN em Nova York, segundo a Agence France-Presse (AFP) e o Le Monde. Mais de 70 mil migrantes entraram em Ceuta em 30 e 31 de julho de 2026, numa corrida sem precedentes que deixou mortos, segundo a AFP. A maior parte retornou a Marrocos nas horas seguintes; alguns milhares permaneceram no enclave, onde a situação se deteriorou, com episódios de violência e manifestações quase diárias de moradores. Um relatório da polícia espanhola ao qual a agência teve acesso afirma que o número de policiais marroquinos em torno da passagem de fronteira era “claramente menor que o habitual” e que os agentes “não fizeram nenhuma tentativa séria” de conter a onda, com base em imagens de satélite, vídeos de fontes abertas e depoimentos de migrantes. Em 3 de setembro de 2026, ao falar ao Parlamento, Sánchez já havia dito que Madri precisava pedir a Marrocos “explicações e mudanças” para evitar uma repetição, e afirmado que não havia “prova sólida” de que o país tivesse organizado a entrada em massa, segundo a AFP e o Le Monde.