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Tema: Levante

Fluxo

As Forças de Segurança Interna da Síria anunciaram a prisão de duas pessoas suspeitas de ligação com o Hezbollah por um plano de ataque à refinaria de petróleo de Homs, no centro do país, e afirmaram ter apreendido explosivos destinados à operação. O Hezbollah negou categoricamente qualquer envolvimento e afirmou não ter presença nem vínculos organizacionais ou operacionais em território sírio. O anúncio sírio foi feito na terça-feira, um dia depois da visita a Damasco de uma delegação ministerial libanesa chefiada pelo vice-premiê Tarek Mitri. A reportagem é do The Media Line, publicada pelo Jerusalem Post, e afirma não ter conseguido verificar de forma independente as evidências apresentadas pelas autoridades sírias contra os detidos.

Exército, Polícia, Shin Bet (agência de segurança interna de Israel) e Guarda de Fronteiras estão em alerta máximo antes dos eventos do Shabbat Chayei Sarah em Hebron, com cerca de 20 mil israelenses esperados na comunidade judaica da cidade. O 101º Batalhão da Brigada de Paraquedistas recebeu a responsabilidade principal pela proteção da comunidade. A Brigada da Judeia realizou na quinta-feira um exercício multiagências de várias horas simulando emergências simultâneas em Hebron, Kiryat Arba e nas colinas do sul de Hebron. Forças israelenses fecharam várias lojas de propriedade palestina e restringiram a circulação de moradores palestinos antes da visita.

As forças israelenses realizaram ataques no sul do Líbano e no sul da Síria, com bombardeios relatados nos dois países. No Líbano, bombardearam o município de al-Tayri, no distrito de Bint Jbeil, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa. Na Síria, dispararam um projétil de artilharia contra terras agrícolas perto da aldeia de al-Samdaniyah al-Sharqiyah, no campo de Quneitra, segundo a emissora estatal Al-Ikhbariya.

Um oficial jordaniano foi morto e outro ficou ferido num ataque com faca em Amã, e o suspeito foi preso. Investigações preliminares indicaram que o atacante pretendia e planejava realizar um “ataque terrorista” contra agentes de segurança pública, segundo a diretoria de segurança pública da Jordânia. Menos de duas semanas antes, em 23 de outubro, homens armados abriram fogo durante um funeral numa igreja na província de Karak, matando nove pessoas e ferindo 40.

Autoridades do ministério das Finanças de Israel foram surpreendidas pelo anúncio de Trump do fim da ajuda militar americana, segundo o Times of Israel, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Um funcionário disse que nenhum documento formal do gabinete do primeiro-ministro foi enviado sobre o encerramento: “O ministério sabia da intenção de encerrar, mas foi surpreendido pela intenção de fazê-lo imediatamente.” Funcionários do ministério da Defesa e os militares também foram surpreendidos pelo anúncio, segundo o mesmo relato.

O Catar negou interferência nas eleições de Israel e classificou as acusações de ridículas e perigosas em igual medida. “O Catar não deveria ser usado como bode expiatório pelas falhas políticas de certos políticos israelenses”, afirma a nota do país, segundo o Jerusalem Post.

Forças militares de Israel iniciaram nesta sexta-feira (23/10) uma operação para evacuar e demolir residências nas cidades de Hebron e Halhul, na Cisjordânia, segundo o Opera Mundi. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o Exército vai passar casa por casa e demolir imóveis numa operação em escala não vista na Cisjordânia ocupada em décadas, segundo o Guardian. Conforme a RT, ele afirmou ter instruído as forças de segurança a bloquear imediatamente a cidade de Hebron e a preparar o bloqueio total de toda a área de Judeia e Samaria, na designação do governo israelense, a partir de hoje. O ataque a tiros que motivou a resposta deixou cinco israelenses feridos e dois supostos atacantes palestinos mortos pelas forças de segurança israelenses, segundo autoridades israelenses citadas pela BBC.

É provável que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) comece a se retirar da zona da chamada Linha Azul, patrulhada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 31 de dezembro de 2026. A missão tem 7.565 capacetes-azuis de 46 países, segundo a DW. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou para a necessidade de “evitar o vácuo que a retirada da UNIFIL poderia criar, caso ela ocorresse sem acordo sobre uma nova força internacional que a substitua”.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, teria mantido uma reunião sigilosa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma visita não anunciada a Israel na segunda-feira, segundo o Axios, citado pelo Times of Israel a partir de duas fontes com conhecimento do encontro. O encontro teria ocorrido na base aérea de Ovda, no sul de Israel, onde estão estacionados caças e aviões de reabastecimento estadunidenses, segundo as mesmas fontes.

Os Estados Unidos (EUA) emitiram alertas de segurança datados de 18 de outubro cobrindo 12 locais do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Kuwait, Jordânia, Bahrein, Omã, Irã, Catar, Iraque, Líbano, Iêmen e Israel/Jerusalém, pedindo aos estadunidenses na região que redobrem a vigilância, acompanhem as operações das companhias aéreas e se preparem para cancelamentos de voos, fechamentos de espaço aéreo e mudanças súbitas de planos de viagem. Os avisos citam o risco de as hostilidades se ampliarem para além de sua área imediata e alertam que o Irã e grupos que lhe dão apoio podem atacar interesses estadunidenses no exterior. A embaixada dos EUA nos Emirados Árabes Unidos pediu aos cidadãos no Oriente Médio que exerçam vigilância redobrada diante da escalada na região, segundo o Middle East Eye. Os alertas, por si, não confirmam que aeroportos tenham fechado nem que voos tenham sido cancelados.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse ao chanceler francês Jean-Noël Barrot que, caso se mostre impossível estender o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), o país acolhe qualquer arranjo que garanta uma presença internacional no sul, evite um vácuo e não coloque o exército libanês em contato direto com o exército israelense, segundo o Times of Israel. A visita de dois dias de Barrot a Beirute teve como tema mecanismos de presença internacional no sul, palco de repetidos conflitos entre Israel e o Hezbollah.

A fotojornalista do Washington Post, Heidi Levine, é uma das duas pessoas feridas e levadas a hospitais na região de Ramallah durante o ataque de colonos israelenses à colheita anual de azeitonas da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, na sexta-feira, segundo médicos palestinos citados pela Reuters, em texto republicado pelo Al-Monitor. Dezenas de colonos mascarados, vestidos de preto, queimaram oliveiras e atiraram pedras contra palestinos num ataque coordenado à colheita da vila. O Le Monde relata que a jornalista do Washington Post foi espancada por colonos.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, telefonou nesta quinta-feira ao presidente do Líbano, Joseph Aoun, e tratou da apreensão de centenas de quilos de explosivos do Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. Rubio pediu que Aoun responsabilize quem ordenou, financiou e dirigiu o envio e disse que devolver os explosivos ao Hezbollah “está fora de questão”. Aoun pediu a Rubio que pressione Israel a interromper os ataques ao sul do Líbano, segundo a Presidência libanesa, em nota no X citada pelo Middle East Eye.

O Irã instruiu o Hezbollah a elevar o nível de prontidão militar para um possível confronto, segundo fontes libanesas de segurança e militares citadas pelo site emiradense Erem News, em relato do Jerusalem Post. Todos os membros em tempo integral do Hezbollah que recebem salário mensal foram convocados, com a ressalva de que as instruções eram apenas preparativos para um cenário de curto prazo, sem decisão final de ir à guerra. Nas últimas duas semanas, o Hezbollah lançou ao menos três drones e dispositivos de coleta de inteligência em direção à zona de segurança no sul do Líbano, segundo a Rádio do Exército de Israel. Israel tentou interceptar os três artefatos e conseguiu derrubar apenas um, segundo o relatório da mídia hebraica reproduzido pelo Cradle.

Um ataque de drone israelense contra um grupo de palestinos na Cidade de Gaza matou um homem e feriu dezenas, segundo a agência Wafa, citada pelo Middle East Eye. O ataque atingiu o grupo de civis perto da escola Ibad al-Rahman, na rua al-Jalaa, no noroeste da cidade.

Quatro palestinos morreram nesta quarta-feira em ataques israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas, em texto da AFP republicado pelo Arab News, dias depois do aniversário da declaração de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA). Dois jovens morreram quando as forças israelenses atingiram um veículo perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, e o Hospital Nasser. O Exército israelense não deu detalhes imediatos sobre os ataques.

Israel ainda não autorizou que o contrato da primeira base do Conselho de Paz (Board of Peace) em Gaza avance, dois meses depois de ele ter sido emitido, segundo o Guardian, que cita uma pessoa com conhecimento direto do caso. A organização, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025 e chefida pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, emitiu no início de agosto seu primeiro contrato de construção para Gaza: a Arkel International, sediada na Louisiana, construiria um posto militar para 150 militares internacionais, vanguarda de uma força internacional de estabilização. Empreiteiros e caminhões não estão autorizados a cruzar para Gaza e começar a obra. “Israel não vai abrir a fronteira”, disseram.

O grão-mufti de Jerusalém e dos Territórios Palestinos e chefe do Conselho Supremo de Fatwa, xeque Muhammad Ahmad Hussein, emitiu na terça-feira uma fatwa que proíbe a compra de produtos de oliva de colonos, em resposta à escalada da violência de colonos, em especial contra oliveiras nesta safra de colheita, segundo o gabinete do mufti. Pela decisão, é proibido comprar produtos de oliva “roubados de árvores palestinas e vendidos por colonos, devido aos grandes males envolvidos”.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar mais território no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do rio Litani, caso o Hezbollah se una a um ataque do Irã, durante uma visita à zona-tampão das Forças de Defesa de Israel (IDF). “Se o Hezbollah se juntar ao Irã em um ataque a Israel, receberá um golpe pesado e perderá território adicional no sul do Líbano, nas áreas de Nabatieh e do Litani, que se tornarão parte de uma zona de segurança israelense permanente – a IDF está preparada para lançar uma invasão ampliada”, disse. Katz afirmou ainda que “mais de 1 milhão de xiitas ficarão deslocados no Líbano”.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na segunda-feira que não acredita que a China e a Rússia estejam ajudando o Irã de modo algum, contrariando relatórios de inteligência dos EUA dos últimos meses. Segundo duas pessoas informadas sobre o assunto, avaliações de inteligência dos EUA apontam que Rússia e China fornecem apoio militar a Teerã, na forma de imagens de satélite para fins de mira e de componentes para armas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) controlarão o território do rio Jordão ao mar, durante visita à linha de separação na Cisjordânia: “Estamos protegendo a área do rio Jordão ao mar. Nosso país, nosso controle”, declarou, segundo o Jerusalem Post. Na mesma visita, chamou o campo de Tulkarm de reduto terrorista e rejeitou a ordem da Suprema Corte sobre o retorno de palestinos deslocados: “Ouvi que alguém na Suprema Corte diz que os moradores deveriam ser trazidos de volta. Esses não são moradores; são terroristas.”

Forças libanesas apreenderam 500 quilos de explosivos com bolas de metal e pregos em um veículo em um posto de controle em Dahr al-Baidar, no vale do Bekaa, e prenderam duas pessoas ligadas ao Hezbollah, segundo o Jerusalem Post. O ministro da Justiça do Líbano questionou se os explosivos eram para uso interno ou para criar novos pretextos para arrastar o Líbano a novas guerras, segundo a MTV Lebanon, citada pelo Jerusalem Post. O Hezbollah anunciou nesta terça-feira compensação de US$ 14 mil para deslocados, e deputados libaneses passaram a questionar a origem dos fundos.

Forças israelenses feriram uma criança com munição real em ataques em Ramallah e Al-Bireh, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestino. Tropas entraram em vários escritórios de organizações não governamentais (ONGs) palestinas e no pátio do Complexo Médico da Palestina, segundo o Middle East Eye. A Wafa identificou dois jornalistas feridos: Khaled Mattawa, da Palestine TV, com ferimento na mão causado por bomba de som, e Firas Lotfi, da Sky News Arabia, com ferimento no pé por estilhaço.

As forças israelenses invadiram múltiplos locais na Cisjordânia ocupada desde a noite de segunda-feira, invadindo casas e detendo ao menos três homens palestinos, segundo fontes locais citadas pelo Middle East Eye. As operações atingiram a cidade de Qalqilyah; a cidade de Idhna, a oeste de Hebron; a área de al-Jalajel, em Hebron; a vila de Tal, a sudoeste de Nablus; a cidade de Madama, ao sul de Nablus; e a cidade de al-Yamun, a oeste de Jenin, entre outros pontos, segundo o mesmo veículo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta segunda-feira vítimas da explosão de uma munição de fragmentação do Hezbollah no norte de Israel, entre elas o estudante Eitan Masouri, de 14 anos, que contou ao premiê ter percebido que estava ferido, visto um amigo ferido e tentado ajudá-lo, segundo o The Jerusalem Post. O chefe do conselho regional da Alta Galileia, Asaf Langleben, exigiu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) façam buscas em áreas abertas a caminhantes depois que uma munição não detonada do Hezbollah matou uma pessoa e feriu 24, segundo o The Jerusalem Post, e disse que as trilhas na região vão continuar.

Uma explosão causada por um artefato não detonado no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, feriu cerca de 20 pessoas, segundo a Al Jazeera. O Magen David Adom informou que atendia oito feridos em estado grave e moderado, além de outros em estado leve, após a explosão que a polícia disse ter ocorrido perto da comunidade de Neot Mordechai. O Jerusalem Post relatou 12 feridos, incluindo dois em estado grave, em um balanço inicial.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) adotaram na segunda-feira a decisão que cria uma nova missão de apoio no Líbano, para assessorar as forças militares e de segurança interna do país, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Jerusalem Post. Conforme o Conselho da UE, a missão terá mandato inicial de três anos. A missão vai assessorar e assistir as Forças Armadas Libanesas e as Forças de Segurança Interna a reforçar o controle territorial, a segurança de fronteiras e a segurança interna, afirmou Kaja Kallas, em declarações citadas pela Anadolu e reproduzidas pelo Middle East Monitor. Kallas disse que a missão não substitui a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e que não pode haver vácuo de segurança quando a UNIFIL deixar o Líbano.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na noite deste domingo ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), ao chefe do Shin Bet e ao procurador-geral uma investigação ampla sobre os participantes do documentário “NAZA”, segundo o i24NEWS. Netanyahu pediu que os envolvidos sejam processados por supostos crimes graves de segurança da informação, difamação criminosa e dano aos interesses diplomáticos e de segurança de Israel. O documentário traz depoimentos anônimos de 24 pessoas apresentadas como militares e pessoal de inteligência israelenses, com acusações sobre o uso de inteligência artificial em operações de alvo e as consequências para civis.

O banco central da Síria disse neste domingo que emitiu sua primeira carta de crédito em 14 anos, para viabilizar um acordo de fornecimento de derivados de petróleo entre a Syrian Petroleum Company e a Saudi Aramco, segundo o Jerusalem Post. O banco afirmou que a transação foi arranjada em coordenação com um grande banco estadunidense que não nomeou, abrindo um canal para financiar importações de petróleo e liquidar pagamentos pelo sistema bancário formal.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou a laureada do Nobel da Paz, Navi Pillay, de “intolerante” e o comitê do prêmio de “equivocado”, segundo o Jerusalem Post. O gabinete do premiê disse que o comitê perdeu a bússola moral ao conceder sua maior honraria a quem constrói a carreira inventando e propagando libelos de sangue contra o único Estado judeu. O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou as conclusões de genocídio de Pillay.

Uma autoridade israelense de segurança disse ao site Walla que o Hamas mostra sinais de preparar ataques contra forças israelenses, segundo o Jerusalem Post. A inteligência israelense identificou indícios de que o Hamas planeja confrontar tropas ao longo da Linha Amarela, segundo a mesma autoridade. Questionada sobre a possibilidade de um confronto em larga escala antes das eleições israelenses de 27 de outubro, a autoridade avaliou a probabilidade como baixa.

A Air France concordou em aplicar uma ordem israelense que impede pilotos e comissários de bordo de certas nacionalidades em voos para Israel, incluindo profissionais de países de maioria muçulmana, segundo investigação do Mediapart noticiada pelo Middle East Eye. As restrições cobrem 31 nacionalidades, incluindo argelinos, tunisianos, iranianos e paquistaneses, e afetam também franceses com dupla nacionalidade. O Ministério dos Transportes de Israel emitiu a diretiva em 1º de outubro, exigindo que tripulantes em espaço aéreo israelense não tenham nacionalidade de país sem relações diplomáticas com Israel, segundo a emissora israelense N12.

Centenas de médicos protestaram diante da cúpula da Associação Médica Mundial (WMA), em Roterdã, e pediram a suspensão da Associação Médica de Israel (IMA), segundo a Al Jazeera. No sábado, 81 profissionais de saúde tiraram os jalecos e os penduraram em uma fila diante da assembleia da WMA, em Roterdã, cada um com o nome de um profissional palestino de saúde mantido sob detenção israelense. A campanha IMA OUT! disse ter entregado uma petição com mais de 6.500 assinaturas de profissionais de saúde de todo o mundo pedindo a suspensão.

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com o impacto contínuo de operações militares israelenses sobre civis no sul da Síria, incluindo invasões a casas, restrição de movimento, assédio, detenção arbitrária e destruição de meios de vida. O escritório da ONU continua a documentar a detenção de sírios por forças israelenses e informou que 49 sírios seguem sob custódia israelense, total que não foi verificado de forma independente e abrangente. Segundo o Middle East Eye, Israel fez 280 incursões armadas na Síria em setembro, o maior número mensal do ano.

Um ataque israelense feriu seis pessoas no nordeste do Líbano na sexta-feira, perto da fronteira com a Síria, e Israel disse ter como alvo um “terrorista sírio” que planejava ataques contra Israel. O exército israelense afirmou ter atingido Yusuf Ali al-Hassoun, que, segundo Tel Aviv, operava sob direção do regime iraniano.

A União Europeia apoia prorrogar o mandato da UNIFIL, a força de paz da ONU no sul do Líbano, disse na quinta-feira a chefe de política externa do bloco, Kaja Kallas, segundo a AFP, em texto publicado pelo Türkiye Today. Kallas disse esperar que os chanceleres da UE estabeleçam formalmente a nova missão na segunda-feira, 12 de outubro. A nova missão militar da UE no Líbano deve ter um componente permanente de cerca de 100 militares, segundo o Rapporteur.

Sete pessoas foram mortas em ataques israelenses separados em Gaza, seis delas na Cidade de Gaza, segundo a defesa civil de Gaza, administrada pelo Hamas. Segundo a mesma defesa civil, duas pessoas, uma mulher e uma criança, foram mortas e outras ficaram feridas quando aeronaves israelenses bombardearam um prédio residencial na Cidade de Gaza. O Exército israelense afirmou que três das vítimas eram “operativos militares”. O Middle East Eye registrou sete mortos em ataques israelenses separados em Gaza.

David Milstein, assessor do embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, usou o cargo para anular relatórios sobre atividades israelenses na Cisjordânia e apresentar o governo Netanyahu sob luz favorável a Washington, segundo o New York Times, em reportagem publicada pelo Jerusalem Post nesta quinta-feira. A reportagem se baseia em 12 fontes anônimas que trabalham com Milstein ou interagem com ele em Jerusalém e Washington. Huckabee refutou a reportagem e criticou a ausência de qualquer fonte nomeada.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) notificou o Congresso na semana passada da aprovação de mais de US$ 2 bilhões em vendas de armas para o Egito, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, segundo o Middle East Eye. O Egito comprará mais de 2.000 mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 lançadores, por cerca de US$ 832 milhões. A compra mais cara do pacote é a dos Emirados Árabes Unidos, de até 10.000 kits guiados a laser APKWS-II, por cerca de US$ 1,04 bilhão; o Kuwait comprará serviços e peças para baterias Patriot por US$ 400 milhões.

Um relatório de agosto de especialistas da CIA avalia que Israel corre risco de colapso interno ou guerra civil por tensões entre israelenses, segundo o Middle East Eye, que cita o Drop Site News. O documento situa o quadro volátil às vésperas das eleições israelenses de 27 de outubro, nas quais o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu luta por seu futuro político. Entre os pontos mais divisivos está a isenção de serviço militar de longa data dos ultraortodoxos.

O Reino Unido ameaçou expulsar um diplomata israelense para cada um dos 27 diplomatas britânicos cujo status diplomático no consulado seria encerrado, caso Israel feche o consulado britânico em Jerusalém Oriental, segundo a Al Jazeera. Israel ordenou o fechamento do consulado até 8 de outubro, em retaliação às sanções britânicas contra assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O Foreign Office não negou o relato do Ynet e disse que não comentaria especulações, segundo o The Guardian.

A TV síria Al-Ikhbariah informou que forças israelenses bombardearam terras agrícolas entre Buraiqa e Kodana, no sul de Quneitra, segundo o Middle East Eye. Síria, Catar e Jordânia denunciaram a retomada das escavações de Israel no projeto “Sofa 53”, na província síria de Quneitra. O Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmou que a retomada da escavação perto da linha de separação com o Golã sírio ocupado era uma “violação flagrante” do acordo de 1974.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a decisão do Comitê Eleitoral Central de vetar as listas árabes Joint List e Ra'am da eleição de 27 de outubro, segundo o Times of Israel. A corte também reverteu, por 7 a 2, o veto ao deputado Ofer Cassif, da Joint List, do Hadash, conforme o mesmo veículo. A decisão mantém os cidadãos palestinos de Israel, cerca de 20% da população, na disputa, após críticos acusarem o comitê de dois pesos e duas medidas, informou a Al Jazeera.

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, elogiou no sábado o capitão indiano Smit Machchhar e os outros passageiros que dominaram o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai, que supostamente tentou derrubar a aeronave, segundo o Hindustan Times. Landau escreveu que queria expressar seu máximo respeito e admiração ao piloto e aos passageiros, em maioria israelenses, por evitarem o que teria sido um dos mais horríveis atentados do mundo. Passageiros do voo afirmaram que a tripulação pediu que desamarrassem o copiloto omanita que atacou o comandante e que não sabiam o motivo, segundo o Hindustan Times.

Israel lançou uma nova onda de demolições de olivais na Cisjordânia ocupada, com ordens militares de arranque de árvores às vésperas da colheita da azeitona, que costuma começar em outubro, segundo o Middle East Eye. De acordo com a Comissão de Resistência a Assentamentos e ao Muro, 55 ordens do tipo foram emitidas entre o início do ano e setembro, afetando cerca de 2.373 dunams, contra 47 ordens sobre 1.613 dunams em todo o ano de 2025.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta sexta-feira que Israel imporá um preço muito alto a qualquer potência por trás do incidente do voo da FlyDubai, segundo a France 24. A aeronave levava 174 pessoas e fez um pouso de emergência na Arábia Saudita depois que o copiloto aparentemente esfaqueou o piloto, segundo a France 24. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ouvia que o Irã estava envolvido e que o país será atingido “com muita força” se for o caso, sem apresentar evidências, segundo a France 24. Netanyahu admitiu na quinta-feira que havia uma brecha na fiscalização de pilotos de países sem relações diplomáticas com Israel, segundo o Hindustan Times.

A França aprovou 35 novas vendas de equipamento militar a Israel entre maio e setembro de 2026, segundo pesquisa dos grupos de direitos humanos Palestinian Youth Movement e Urgence Palestine. Os itens incluem sistemas de refrigeração para tanques e lançadores de mísseis, viseiras de capacete para pilotos de helicópteros e de caças, conectores, equipamentos eletrônicos e sistemas de vigilância, todos destinados a subsidiárias da Elbit Systems, segundo o relatório obtido pelo Middle East Eye.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à Fox News que o copiloto do voo da Flydubai passou por doutrinação radical islâmica, dizendo que os investigadores chegaram a essa conclusão a partir das “informações pessoais” do homem. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) disseram que vão liderar a investigação sobre uma eventual ligação do ataque com terrorismo. Um vídeo que circula como uma reportagem da BBC sobre o caso é um deepfake e as alegações que contém não têm fundamento; a BBC nunca exibiu o material, segundo a France24.

Colonos israelenses mataram a tiros Mashhour Shaher Yassin, de 51 anos, durante um ataque à vila de Yasuf, no distrito central de Salfit, na Cisjordânia, segundo a Agência de Notícias e Informação Palestina (WAFA). O diretor do Hospital Governamental de Salfit, Mohammad Al-Ramahi, disse que Yassin morreu em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque dos colonos. A Reuters, citando autoridades palestinas, informou que colonos israelenses mataram um palestino e feriram outro na vila de Yasuf, na Cisjordânia ocupada, na quinta-feira.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, deve pedir no gabinete de segurança a extradição do copiloto do voo da Flydubai que teria tentado derrubar o avião com cerca de 180 pessoas a bordo na quarta-feira, segundo o Hindustan Times, que cita o Jerusalem Post. O suspeito está detido na Arábia Saudita, onde a aeronave com 174 pessoas a bordo, entre elas 27 crianças, fez pouso de emergência em Tabuk na quarta-feira após uma altercação na cabine de comando. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados informou que o procurador-geral Hamad Al Shamsi determinou a formação de uma equipe de membros especializados do Ministério Público para investigar as circunstâncias do caso.

O avião da Flydubai que ia de Dubai a Tel Aviv despencou mais de 17 mil pés (5.200 metros) em menos de dois minutos, cerca de duas horas depois de decolar na quarta-feira, antes que passageiros e tripulação dominassem o agressor e retomassem o controle para pousar em segurança. O passageiro Adam Polovincik, 40 anos, disse à BBC Newshour que abraçou “com força” o filho de seis anos e a filha de três para tentar manter a calma durante o ataque.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que o suspeito de ter tentado derrubar um voo da Flydubai com destino a Israel passou por “doutrinação radical islamista” e não deu detalhes. Questionado sobre quem teria ajudado a radicalizá-lo, disse não saber e afirmou que Israel coopera com a investigação dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Em outra declaração, afirmou ser cedo demais para dizer se o Irã esteve envolvido, mas repetiu a acusação de doutrinação radical islamista. O piloto indiano Smit Machchhar, muito elogiado como um dos heróis do voo, estava em condição estável, segundo a embaixada da Índia na Arábia Saudita.

Um colega piloto descreveu o copiloto do voo da Flydubai como alguém de comportamento religioso extremo: “Rezava em excesso ao longo do dia e se recusava a apertar a mão de mulheres”, disse ao correspondente Yosef Yisrael, do Channel 16. O copiloto ingressou na companhia há oito meses e é de nacionalidade omani. Israel classificou o caso como ataque terrorista, enquanto os Emirados Árabes Unidos (EAU) e a própria Flydubai evitam até agora essa expressão. A companhia cancelou todos os voos para Israel até concluir a sua própria investigação.

A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.

As usinas Deir Ali, Nasiriyah e Tishreen saíram de operação após uma explosão em uma linha de gás na termelétrica de Tishreen, segundo a agência estatal síria SANA. O desligamento das três usinas vai reduzir temporariamente a geração de energia e aumentar as horas de racionamento. Um gasoduto na província oriental de Deir Ezzor, que faz fronteira com o Iraque, explodiu e pegou fogo após a explosão de uma válvula de isolamento, interrompendo o fluxo de gás para estações de energia, em episódio que as autoridades sírias atribuem a sabotagem, segundo o The National.

A Flydubai suspendeu temporariamente os voos de e para Israel até a conclusão da investigação do voo FZ 1073, segundo a TASS. Em comunicado, a companhia confirmou que a suspensão vale enquanto a investigação continua, segundo o Middle East Eye. O voo FZ1073, que saiu de Dubai com destino a Tel Aviv, transmitiu sinais de emergência e fez uma descida acentuada antes de desviar para o aeroporto Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, levando 174 passageiros, entre eles 27 crianças, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou o piloto de “verdadeiro herói” e disse que, apesar de esfaqueado e gravemente ferido, ele reagiu, resistiu, abriu a porta da cabine e permitiu que passageiros e tripulantes dominassem o agressor – evitando uma catástrofe em pleno voo. O site israelense Ynet, citando autoridades israelenses, relatou que o copiloto era de nacionalidade omanense e era suspeito de tentar derrubar a aeronave.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta quarta-feira que o incidente com o voo da FlyDubai que pousou em Tabuk, na Arábia Saudita, foi uma tentativa de ataque terrorista, segundo o G1. Ben-Gvir disse que um “terrorista” queria derrubar o avião e matar israelenses a bordo. O capitão e o copiloto foram encontrados feridos e levados ao hospital, informou o Le Monde com a Agence France-Presse (AFP). A aeronave perdeu altitude de quase 34 mil pés, às 05h21 GMT, para menos de 17 mil pés, às 05h22 GMT, segundo o Flightradar24.

Cerca de 100 colonos invadiram Jalud, ao sul de Nablus, logo após a meia-noite, e atacaram as casas da família Toubasi, segundo o Middle East Eye. A família havia retornado à casa horas antes do ataque, depois que um tribunal israelense ordenou ao Exército que garantisse o retorno, segundo o mesmo veículo. Mais de 100 israelenses bloquearam estradas, queimaram pneus e arremessaram pedras contra agentes de segurança, além de incendiar estruturas, veículos e outros bens de palestinos na área, segundo o Israel National News.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, confirmou que o Reino Unido avalia desafiar a ordem israelense de fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental ocupada, dizendo que o governo não quer que isso aconteça, segundo o Middle East Eye. O governo israelense ordenou o fechamento do consulado em retaliação a sanções britânicas contra assentamentos ilegais, com prazo até 8 de outubro, segundo o mesmo veículo. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem direito legal de executar o plano de fechar o consulado em Jerusalém Oriental, em parecer ao Foreign Office britânico, segundo o Guardian.

A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.

A Comissão Central de Eleições de Israel votou em 23 de setembro para barrar os principais partidos árabes do país das eleições do mês que vem para o Knesset, segundo o The Hindu. O veto atinge o Ra’am, de Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, aliança dos partidos árabes Hadash, Ta’al e Balad, segundo a Al Jazeera. Uma pesquisa do Canal 12 publicada na terça-feira projetava sete cadeiras para a Lista Conjunta e cinco para o Ra’am, contra 50 do atual bloco de coalizão de Netanyahu.

Durante um encontro em Abu Dhabi no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que refutasse o relato de que avisou Israel de um ataque iminente do Hamas, segundo o Middle East Eye. O relato, do jornal israelense Haaretz, dizia que o líder emiradense alertou Netanyahu dias antes do ataque liderado pelo Hamas. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não comentou o relato mais recente e disse manter “canais de comunicação abertos e diretos” com Israel e compartilhar “toda a inteligência relevante”.

Israel afirmou que pretende fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental em 8 de outubro, em resposta à proibição ampla ao comércio de bens dos assentamentos israelenses anunciada neste mês pelo chanceler britânico, Ed Miliband, segundo o Guardian. O ex-procurador-geral Dominic Grieve avaliou que Israel não tem o direito legal de fechar o consulado. A missão britânica em Jerusalém data de 1838, mais de 100 anos antes da criação do Estado de Israel, e é separada da embaixada em Tel Aviv.

A Suprema Corte de Israel anulou por unanimidade a proibição do governo a visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha a prisioneiros de segurança palestinos, segundo o Times of Israel. A corte afirmou que o Estado não apresentou fundamento jurídico para a proibição geral, vigente desde 7 de outubro de 2023, segundo o Times of Israel. A justificativa central do governo era a negação de visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza, justificativa que não se aplica mais, segundo o Times de Israel.

Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, disse neste domingo que Israel foi incapaz de quebrar o grupo, em cerimônia que marcou dois anos desde que Israel matou o líder de longa data Hassan Nasrallah, segundo o Middle East Eye. Qassem afirmou que o Hezbollah demonstrou que Israel e seus soldados “foram incapazes de alcançar seus objetivos de quebrar a resistência, acabar com sua existência, consolidar a ocupação israelense e estabelecer assentamentos no Líbano”, em discurso televisionado em um encontro nos subúrbios ao sul de Beirute. Qassem disse que “a Palestina e a libertação da nossa terra seguem como nossa prioridade”, na cerimônia de aniversário das mortes de Nasrallah e Safieddine, segundo a Mehr News.

Os caças israelenses retomaram no sábado os ataques contra áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani, segundo a TASS, que cita o portal Janoubia. Os ataques aéreos miraram abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud. Segundo a Mehr News, o sul do Líbano registrou nas últimas horas ataques aéreos e de artilharia israelenses, e o fogo da artilharia cobriu Al-Mansouri, Eastern Zotar, Barashit, Kafrtbanit e Beit Yahoun.

O exército israelense lançou bombas de fósforo branco nos arredores do município de Zawtar al-Sharqiyah, perto de Nabatiyeh, no sul do Líbano, segundo o Middle East Eye, que cita um relatório da agência estatal libanesa National News Agency (NNA). Não há confirmação israelense independente do episódio, e a informação não foi verificada de forma independente.

O Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, disse que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) não tem lugar no território, mas membros do conselho se reuniram várias vezes com autoridades da agência, informa o Associated Press. O ex-comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que membros do comitê tecnocrático palestino querem trabalhar com a agência, e um funcionário do BoP confirmou os encontros.

Os aeroportos internacionais de Damasco e Alepo estão abertos a voos noturnos depois que Israel suspendeu em silêncio o bloqueio à ativação de equipamentos de navegação, informa o Middle East Eye a partir de autoridades regionais. Segundo um funcionário regional citado pela publicação, o governo israelense havia ameaçado abater as aeronaves pequenas que fariam os voos de calibração.

O comissário-geral cessante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse em Genebra, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, que a agência precisa integrar a solução política para a população que atende e advertiu que a UNRWA está perto do colapso, com o financiamento de serviços de água, saúde e educação previsto só até setembro, segundo o Geneva Solutions. Em 1º de julho de 2026, o Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, já havia dito que a UNRWA “não tem lugar” no futuro do território, segundo o Jerusalem Post.

Cerca de 100 manifestantes foram detidos pela polícia de Nova York nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, no protesto contra Benjamin Netanyahu diante da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), antes do discurso do primeiro-ministro de Israel na Assembleia Geral. Entre os detidos estão a atriz Susan Sarandon, vencedora do Oscar, e a atriz Hannah Einbinder, da série Hacks, e centenas de pessoas bloquearam o trânsito nas ruas em volta da ONU ao longo do dia. O ato foi organizado pelo Jewish Voice for Peace, grupo judeu norte-americano crítico da ocupação israelense.

Dezenas de delegados se retiraram do plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) quando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tomou o palco nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, num protesto registrado em vídeo. No discurso que se seguiu, Netanyahu defendeu as campanhas militares de Israel no Irã, em Gaza e em outras frentes do Oriente Médio, rejeitou a acusação de genocídio e disse que o país vai continuar lutando: “Vamos vencer. Não temos outra escolha.”

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou como “absurdo grotesco” a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da ONU de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia, segundo a agência France-Presse, reproduzida pelo Channel NewsAsia. O comunicado israelense afirma que militantes do Hamas atacam judeus “quase todos os dias” na Judeia e Samaria, nome que Israel usa para a Cisjordânia, e que “a ignorância não é desculpa para apagar o sangue deles”. O The Jerusalem Post registra que o ministro das Finanças Bezalel Smotrich acusou Macron de mentir e citou a morte de um israelense de nacionalidade francesa, pai de seis filhos, num ataque atribuído ao Hamas na Cisjordânia no domingo, 20 de setembro de 2026, dois dias antes do discurso. Macron falou em francês, e as traduções publicadas variam entre “nunca atuou” e “nunca causou problemas” na Cisjordânia; ele criticou as violações diárias no território e chamou a situação humanitária em Gaza de “um espetáculo que envergonha todos nós”.

O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse que não pode considerar a normalização com Israel enquanto os direitos dos sírios forem usurpados e citou como preocupações centrais os territórios ocupados por Israel desde dezembro de 2024 e as Colinas de Golã, em painel do centro de análise Atlantic Council, com sede em Washington, à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo o Middle East Eye. Ele afirmou que as negociações com Israel chegaram a “quase 90%” de entendimento antes de recuos israelenses e que Damasco trata o Golã como território sírio, cuja soberania não está em negociação, segundo o The Jerusalem Post. Sharaa disse ainda que a Rússia mantinha 170 bases na Síria e hoje opera duas, ambas destinadas ao treinamento das forças sírias, segundo o Middle East Eye.

O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) lançou uma petição que pede a suspensão da participação de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), endereçada ao presidente da 81ª Assembleia Geral, Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, e defende que Israel seja tratado como a África do Sul da era do apartheid. Divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, durante o debate geral da Assembleia, a petição alega que Israel violou o direito internacional, descumpriu resoluções e decisões de órgãos das Nações Unidas e da Corte Internacional de Justiça e atacou instalações e funcionários da ONU, segundo a agência de notícias palestina WAFA.

Um ataque aéreo israelense atingiu al-Khiam, no sul do Líbano, durante a noite desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, danificando linhas de transmissão e deixando sem energia toda a área de Nabaa el-Hamas, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pelo Middle East Eye. Uma explosão de grande porte em al-Khiam, no distrito de Nabatieh, foi sentida em todo o sul do país, ainda segundo a agência. Na terça-feira, 22 de setembro, a artilharia israelense atingiu as cidades de Al-Mansouri e Baraachit, e forças israelenses avançaram sobre Al-Mansouri com veículos militares e tratores, detonando casas do Quarto Bairro que haviam sido preparadas com explosivos, conforme o relato da NNA.

A Anistia Internacional pediu que a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) suspendam a associação de futebol de Israel, afirmando que a participação da seleção israelense na Liga das Nações da UEFA, cuja fase de grupos começa em 24 de setembro de 2026, é “inconcebível” enquanto clubes sediados em assentamentos ilegais seguirem nas ligas nacionais de Israel. Steve Cockburn, diretor da Anistia Internacional para a Europa, disse que UEFA e FIFA “deveriam ter suspendido” a entidade israelense há muito tempo, por sua recusa em excluir clubes dos assentamentos, no comunicado publicado pela própria organização (Anistia Internacional), reproduzido pelo Arab News. Israel está no Grupo B, com Áustria, Irlanda e Kosovo; os jogos entre Irlanda e Israel foram marcados para sedes neutras na Hungria e na Sérvia, com portões fechados, depois de a Federação de Futebol da Irlanda pedir a suspensão do time israelense. A FIFA decidiu em março de 2026 não agir contra a entidade israelense, e a Associação de Futebol da Palestina recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, C$ 100 milhões em ajuda internacional aos palestinos: C$ 80 milhões em assistência humanitária e C$ 20 milhões para capacitação em paz e segurança, segundo o Politico e a Reuters. O anúncio foi feito à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), antes de uma reunião de Carney com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler saudita, príncipe Faisal bin Farhan, sobre a solução de dois Estados e a implementação da Resolução 2803 do Conselho de Segurança, o plano apoiado pelos Estados Unidos para encerrar o conflito regional. O primeiro-ministro canadense criticou o plano israelense de expansão do assentamento E1, na Cisjordânia, e disse que o Canadá restringiu a importação de bens produzidos em assentamentos israelenses.

Restrições israelenses mantêm paradas na Jordânia mais de 900 cadeiras de rodas doadas por duas entidades de caridade australianas para crianças feridas em Gaza, segundo a emissora pública australiana ABC News, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Dois carregamentos da Kids on Wheels Alliance, de Nova Gales do Sul, chegaram à Jordânia em fevereiro de 2025 e um terceiro, da Wheelchairs for Kids, da Austrália Ocidental, em outubro de 2025; os três seguem em armazéns da Organização Hachemita de Caridade da Jordânia (JHCO). A JHCO diz que o bloqueio vem da agência israelense de coordenação da ajuda a Gaza, o Coordenador das Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), e uma fonte do governo de Israel negou que um pedido de entrada das cadeiras tenha sido rejeitado. A COGAT não respondeu às perguntas da ABC sobre as doações australianas e afirmou, em resposta geral, ter autorizado a entrada de milhares de cadeiras de rodas na Faixa durante a guerra.

Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.

O Conselho de Ministros da Espanha autorizou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o pedido de extradição dos Estados Unidos contra o ativista e doador James Cox Chambers Jr., conhecido como Fergie Chambers, 41 anos, avance para a fase judicial, decisão que a sua defesa chama de “precedente perigoso” para a causa palestina, segundo o Middle East Eye. Chambers foi preso em 10 de julho de 2026 em Ibiza, a pedido de Washington, e segue detido preventivamente em Madri. A acusação, mantida sob sigilo, imputa a ele lavagem de dinheiro internacional, tumulto e conspiração para tumulto, ligados a transferências de cerca de US$ 7,5 milhões a uma empresa na Tunísia e a protestos de 2023 em instalações de um fabricante israelense de armas em New Hampshire e Massachusetts, segundo o The National e o The Straits Times, que publicou um despacho da Reuters. É a primeira vez que os Estados Unidos pedem a extradição de um cidadão por suposto apoio ao Hamas, segundo o The National. A porta-voz do governo espanhol, Elma Saiz, disse que a decisão é “puramente processual” e que a palavra final será do gabinete do primeiro-ministro Pedro Sánchez, depois do exame da Audiência Nacional, o tribunal espanhol que analisa pedidos de extradição. O advogado principal de Chambers, Baltasar Garzón, afirmou: “A Espanha não pode defender o direito internacional, os direitos do povo palestino e a proteção de quem presta ajuda humanitária e, ao mesmo tempo, permitir que avance um pedido de extradição que mostra sinais claros de perseguição política pelo governo dos Estados Unidos”. O partido Sumar, parceiro júnior da coalizão de governo, pediu que o pedido fosse rejeitado; a deputada Ione Belarra, do Podemos, chamou Chambers de “o primeiro preso político da história da Espanha por apoiar a Palestina”. A defesa afirma que as transferências financiaram projetos humanitários em Gaza, entre eles uma padaria e uma clínica médica.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia. “O absurdo grotesco da declaração de Emmanuel Macron é estarrecedor”, diz a nota, reproduzida pelo Middle East Eye e pelo Jewish News Syndicate (JNS). A nota cita a morte de Netanel Shukrun, cidadão francês e pai de seis filhos, que o gabinete descreve como assassinado a tiros no carro por um “terrorista do Hamas” no domingo, 20 de setembro de 2026, véspera do Yom Kippur, na Cisjordânia ocupada, região que o governo israelense chama de Judeia e Samaria. “Com o seu último suspiro, ele disse ao filho para correr”, afirma o texto. “Terroristas do Hamas realizam ataques contra judeus quase todos os dias. Assassinaram incontáveis civis israelenses na Judeia e Samaria.” Macron havia chamado as cenas em Gaza de “vergonhosas. Vergonha para todos nós”, e dito que “todos os que afirmam que a segurança de Israel exige a violação da soberania de todos os seus vizinhos cometem um erro fatal”, conforme o Middle East Eye. Netanyahu deve discursar na ONU na quinta-feira, 24 de setembro de 2026.

Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no seu último discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que os países devem resistir ao “retorno à lei da selva” nas relações internacionais, num momento em que “a retórica da derrota abre caminho ao abuso de poder dos impérios”. “A questão que se coloca é se queremos viver nesse estado de natureza, com uma espécie de retorno à lei da selva, ou numa sociedade internacional civilizada”, afirmou, segundo a France 24, que reproduziu o discurso com a AFP, e a DW. Sobre Gaza, Macron bateu na tribuna e disse que “as cenas, o espetáculo, são vergonhosos. Vergonha para todos nós”: “De que vale a nossa credibilidade se permanecermos inativos em Gaza? Alguns afirmam que a paz foi alcançada, mas isso não abriu as entregas humanitárias.” Ele defendeu o respeito aos “direitos legítimos” dos palestinos como “pré-requisito de segurança” para os palestinos e para Israel, e disse que “todos os que afirmam que a segurança de Israel exige a violação da soberania de todos os seus vizinhos cometem um erro fatal”. Na Ucrânia, propôs uma “dupla moratória”: a suspensão dos ataques de ambos os lados contra a infraestrutura energética e civil e um compromisso equivalente no mar Negro, que permita “liberar os embarques de grãos”. “O inverno está chegando”, disse. Ao tratar de inteligência artificial (IA), pediu que os países unam recursos para construir “um modelo de fronteira de código aberto”, sem dependência de “uma das grandes potências”: “Não quero que ninguém se torne vassalo de uma das grandes potências”, afirmou, citando Índia, Brasil, Singapura, países africanos e os Estados do Golfo como parceiros possíveis.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, acusou Israel nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, de manter uma “mentalidade genocida” contra os palestinos, em discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, durante o qual a delegação israelense deixou o plenário e representantes palestinos aplaudiram, segundo a Al Jazeera. “Apesar desse chamado cessar-fogo, mais de 1.300 civis foram assassinados em Gaza”, disse Erdoğan, que descreveu o território como “o campo de concentração mais desumano e mais vergonhoso do nosso tempo” e afirmou que “ninguém com humanidade, misericórdia ou consciência pode fechar os olhos”. Segundo a Agência Anadolu, ele pediu que a reconstrução de Gaza comece “sem perder tempo” e conclamou os países membros a aumentar a pressão sobre Israel. Na mesma fala, Erdoğan disse que a ONU não cumpre o dever de preservar a paz e a segurança e que a organização “sangra” na Palestina, no Líbano e no Sudão, e lamentou a ausência do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem Washington negou visto pelo segundo ano consecutivo. O TRT World registra que ele também acusou Israel de estender a ofensiva à Síria, ao Líbano, ao Iêmen, ao Irã e ao Catar.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em vídeo publicado nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na rede social X, que vai usar o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcado para quinta-feira, 24 de setembro, para defender os militares do país e “dizer a verdade” sobre o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem acusou de apoiar o Hamas e de incitar distúrbios contra os judeus da cidade, segundo o The Jerusalem Post e o The Times of India. “Que vergonha, senhor Mamdani”, disse Netanyahu. “Que vergonha por apoiar os monstros terroristas do Hamas que massacraram o nosso povo.” A fala responde a uma entrevista de Mamdani à CNN na segunda-feira, 21 de setembro, na qual o prefeito voltou a chamar Netanyahu de “criminoso de guerra” e “arquiteto de um genocídio horrível” e defendeu que o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro seja cumprido.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a cidade de Gaza será evacuada e destruída se um único israelense for sequestrado, e disse que o Exército não fará retiradas parciais dos 63% do território que ocupa até que o Hamas seja desarmado. A fala foi feita no memorial da Guerra do Yom Kippur, em Jerusalém, segundo a Agence France-Presse, o The Jerusalem Post e a i24NEWS. “Se um único soldado ou civil israelense for sequestrado, toda a cidade de Gaza, com as suas casas e torres do terror, será evacuada para o sul com o seu milhão de residentes”, disse Katz, dirigindo o aviso ao Hamas e, explicitamente, aos governos do Irã e da Turquia. A prefeitura de Gaza estima 1,1 milhão de moradores na cidade.

O governo de Donald Trump notificou informalmente comissões do Congresso dos Estados Unidos de um pacote de US$ 2,8 bilhões em armas para Israel que inclui 40 mil bombas de 907 quilos, sendo 20 mil MK-84 e 20 mil BLU-117, informou o The Washington Post, que citou um funcionário do governo sob anonimato, junto com a Reuters. Se for adiante, será a maior venda única dessas munições a Israel em anos recentes e superará a transferência de 2025, de quase US$ 3 bilhões, que continha mais de 35,5 mil bombas do tipo e foi aprovada depois que o governo dispensou a revisão do Congresso. A maior parte do pacote seria financiada pelo Financiamento Militar Estrangeiro, mecanismo pelo qual Washington entrega o dinheiro e Israel compra as armas do próprio país. O pacote inclui ainda 20 mil ogivas perfurantes I-2000, projetadas para atravessar estruturas subterrâneas reforçadas. Veículos como o Al Jazeera somam as ogivas às bombas e chegam a 60 mil artefatos, enquanto a descrição do The Washington Post separa as duas categorias. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que não comenta vendas pendentes antes da notificação formal ao Congresso, e os senadores Bernie Sanders e Chris Van Hollen disseram que vão trabalhar para bloquear a venda. O negócio não está fechado e entregas desse porte podem levar anos.

A lei de anistia geral do Líbano segue suspensa por decisão do Conselho Constitucional, que acolheu por maioria em 10 de setembro o pedido do bloco Forte Líbano, do deputado Gebran Bassil, e bloqueou os efeitos do texto até o julgamento final, previsto para o início de outubro, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA) e o The New York Times. A suspensão impede a soltura dos detentos que seriam beneficiados, e presos protestaram contra a decisão, alguns em greve de fome, segundo o The New York Times. A lei, aprovada pelo Parlamento em 12 de agosto de 2026 e assinada pelo presidente Joseph Aoun, é a primeira anistia geral desde 1991: converte penas de morte em prisão perpétua, reduz a prisão perpétua a 17 “anos de prisão” – equivalentes a nove meses cada – e manda soltar quem está detido há mais de 12 anos sem julgamento, segundo a AFP e a revista New Arab. O caso mais citado no debate é o do xeque Ahmad al-Assir, condenado à morte pelos confrontos de Abra, em 2013, nos quais morreram 18 soldados do Exército libanês. Bassil sustenta que o texto anistia autores de homicídio, estupro e ataques contra o Exército e defende uma lei restrita aos islamistas presos sem julgamento; o primeiro-ministro Nawaf Salam é o principal defensor da anistia.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta segunda-feira ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que o país precisa de uma força internacional sob o guarda-chuva da ONU no sul depois do fim do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro citado pela Agence France-Presse (AFP). Segundo o comunicado, Salam afirmou que a presença deve “assegurar a continuidade das funções de monitoramento, informação e ligação”, contribuir para preservar a estabilidade e apoiar a extensão da autoridade do Estado libanês sobre todo o território. A UNIFIL tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e o mandato termina em 31 de dezembro, depois de o Conselho de Segurança ter decidido no ano passado, sob pressão dos Estados Unidos, encerrar a missão criada em 1978. Israel mantém tropas numa “zona de segurança” autodeclarada de cerca de 10 quilômetros de profundidade no sul do Líbano, e o presidente Joseph Aoun disse à AFP na semana passada que a melhor opção continua sendo prorrogar o mandato da UNIFIL; França e Itália defendem uma coalizão multinacional sucessora.

Um júri de Vermont condenou nesta segunda-feira Jason Eaton, de 51 anos, por tentativa de homicídio contra três estudantes universitários palestinos baleados em Burlington em novembro de 2023. O júri rejeitou a tese de insanidade da defesa, que sustentava que Eaton agia seguindo ordens que atribuía à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e ao serviço de inteligência externo de Israel, o Mossad, transmitidas por rádio FM. Hisham Awartani ficou paralítico da cintura para baixo, e Tahseen Aliahmad e Kinnan Abdalhamid foram feridos. A pena pode chegar à prisão perpétua.

Centenas de milhares de crianças voltaram às aulas presenciais em Gaza no sábado, pela primeira vez em quase três anos, em prédios danificados e tendas, segundo a Reuters. Autoridades de educação de Gaza dizem que cerca de 660 mil alunos ficaram privados de ensino presencial e regular durante a guerra, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirma que 98% das escolas do território foram destruídas ou danificadas. Segundo Ibrahim Ramadan, diretor de educação de Khan Younis Leste, o conflito matou cerca de 22 mil estudantes e mais de 770 trabalhadores da educação, incluindo 532 professores – números de autoridade local, sem verificação independente.

A aviação e a artilharia israelenses voltaram a bombardear nesta segunda-feira o sul do Líbano, atingindo aldeias dos distritos de Tiro, Nabatieh, Bint Jbeil e Marjayoun, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) e a agência Anadolu. No domingo, conforme as duas agências, munições de fósforo incendiaram olivais e pomares de citros em Majdal Zoun, no distrito de Tiro, e três tanques Merkava avançaram até Deir Mimas, bloquearam a entrada da cidade e danificaram postes de comunicação. O presidente libanês, Joseph Aoun, já havia dito que as operações israelenses minam o acordo-quadro de junho patrocinado pelos Estados Unidos, que prevê a passagem gradual do sul do país para o Exército libanês.

A Tunísia prendeu pelo menos 11 pessoas que participaram no sábado, em Túnis, de uma manifestação para exigir a libertação de quatro ativistas pró-Palestina detidos desde março, segundo o advogado Ghassen Besbes, que representa parte dos presos, e o grupo Maghreb Sumud, que fala em 13 prisões. Nenhum número oficial foi divulgado e a cifra exata segue indefinida. O advogado Fedy Snene disse que um juiz prorrogou a detenção dos manifestantes por 48 horas e que eles foram interrogados sobre palavras de ordem entoadas no protesto. Os quatro ativistas presos desde março são acusados de lavagem de dinheiro por causa do financiamento da Global Sumud Flotilla, que tentou levar ajuda humanitária a Gaza em 2025 e foi interceptada por Israel; um deles, Wael Naouar, está em greve de fome desde 16 de agosto, segundo a Al Jazeera. As informações sobre as prisões são do Middle East Eye e da AFP.

A Síria registrou neste mês uma série de explosões em depósitos de armas e munições, e o Ministério da Defesa do país diz investigar as causas dos episódios. A mais recente ocorreu na madrugada desta segunda-feira num depósito de armas em al-Eis, ao sul de Alepo, e feriu ao menos quatro pessoas, segundo a Al Jazeera. Na sexta-feira, uma explosão em Ayyash, a oeste de Deir ez-Zor, matou 11 militares, segundo o Ministério da Defesa, citado pela agência estatal síria SANA, que informou que o funeral dos mortos foi realizado no sábado. Em 9 de setembro, outra explosão num depósito temporário de armas e restos de guerra em Sarmada, na província de Idlib, matou 14 militares e feriu mais de dez pessoas, entre elas civis, segundo o ministério. A Al Jazeera cita um levantamento da agência Reuters segundo o qual ao menos 16 explosões do tipo atingiram instalações de armazenamento de armas desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Parte dos episódios foi atribuída a condições inadequadas de armazenamento; analistas ouvidos pela Al Jazeera divergem sobre as causas e dizem não haver até agora evidência de sabotagem.

Forças israelenses invadiram antes do amanhecer a cidade de Biddu, a noroeste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, e detiveram ao menos 53 palestinos, segundo a Al Jazeera. A Governadoria de Jerusalém disse à agência France-Presse (AFP) que a operação atingiu “dezenas de jovens” e que casas foram transformadas em centros de interrogatório; o prefeito de Biddu, Nazmi Mansour, afirmou que a cidade foi tomada por dezenas de jipes militares e centenas de soldados. É a terceira incursão em Biddu desde que um morador suspeito de matar a tiros um colono israelense no domingo foi preso; o Exército israelense disse à AFP que verificava os relatos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou no sábado vídeos e fotos de uma visita aos túneis de escavação sob a Cidade Velha de Jerusalém, abaixo do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, dizendo estar “muito perto do Santo dos Santos” e que os israelenses “estão aqui e sempre estarão”; na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, entrou no complexo para as orações de Yom Kippur, e no domingo cerca de 570 colonos passaram pelos pátios até as 10h locais, segundo a Governadoria de Jerusalém, órgão palestino. Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Egito condenaram as entradas; o Ministério das Relações Exteriores jordaniano falou em “violação flagrante do status quo histórico e jurídico” e lembrou que o Waqf islâmico, ligado a Amã, é o custodiante legal do local. O Hamas classificou a visita de Netanyahu aos túneis como “agressão flagrante” à identidade do santuário. Analistas ouvidos pela Al Jazeera dizem que a divulgação tem motivação eleitoral, com Netanyahu atrás nas pesquisas para a eleição de outubro.

Forças israelenses montaram um posto de controle no sul da Síria, segundo o Mehr News, e explosões atingiram um depósito de munições do exército sírio perto de Aleppo, ferindo quatro pessoas, conforme o Hindustan Times e a Al Jazeera.

Ataques israelenses atingiram a região de Nabatieh, no Líbano, incluindo uma equipe de ambulância, segundo o Middle East Eye, e localidades da área de Tiro, segundo o Mehr News. As duas fontes atribuem os ataques a Israel.

As autoridades de Gaza anunciaram um plano para demolir 255 prédios danificados pela guerra, segundo o Middle East Eye, enquanto o ano letivo recomeça em escolas atingidas, relatado pelo G1 e pela Al Jazeera. O Ministério da Saúde de Gaza, citado pelo Mehr News, informa um total acumulado de 73.913 mortos desde o início da guerra – número da autoridade local, sem verificação independente.

Um israelense foi morto a tiros perto do assentamento de Halamish, na Cisjordânia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino, segundo a Reuters, a France24, o New York Times, o Hindustan Times e o Mehr News. Benjamin Netanyahu ordenou a demolição da casa do atirador, relata o Times of India. No mesmo dia, forças israelenses detiveram 27 palestinos numa incursão a uma vila da Cisjordânia, segundo a Wafa citada pelo Middle East Eye, e colonos incendiaram um veículo palestino e tentaram levar uma criança, relata o mesmo veículo.

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