Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia pediram em declaração conjunta à Comissão Europeia o encerramento dos tratados de proteção de investimentos com a Rússia ainda vigentes em 17 Estados-membros. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Estônia, os tratados são usados para influenciar a política da União Europeia (UE) a favor da Rússia e ameaçam a segurança econômica do bloco. O ministério afirma que os textos incentivam o investimento na Rússia e permitem que pessoas sob sanções acionem tribunais internacionais contra Estados-membros e contra a própria UE. O chanceler estoniano, Margus Tsahkna, disse que a tarefa da UE é garantir que “o isolamento internacional da Rússia seja mantido sem concessões”.
Tema: Letônia
O governo da Letônia chefiado pelo primeiro-ministro Andris Kulbergs renunciou nesta terça-feira, mas permanece em exercício até a formação de um novo gabinete. Pela lei letã, o governo em fim de mandato é considerado renunciante quando o parlamento recém-eleito realiza sua primeira sessão. A renúncia é um procedimento previsto, porque o gabinete tem mandato de confiança apenas do parlamento anterior. A aliança Lista Unida, de Kulbergs, venceu 41 das 100 cadeiras na eleição de 3 de outubro, sem maioria para governar sozinha.
As Forças Armadas da Letônia alertaram brevemente nesta segunda-feira para uma ameaça no espaço aéreo em duas regiões e ativaram caças de policiamento aéreo da OTAN, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Street Insider, e depois declararam o perigo encerrado, com o objeto que estaria em solo na Letônia, perto da fronteira com a Rússia.
Dois letões residentes no Reino Unido, de 32 e 26 anos, foram presos por volta das 2h de quinta-feira depois de serem encontrados dentro da base RAF Molesworth, em Cambridgeshire, que abriga o Centro de Fusão de Inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o Centro Conjunto de Operações de Inteligência dos Estados Unidos (EUA) para a Europa, segundo o The Guardian. A investigação começou quatro horas antes, quando a polícia militar encontrou um veículo abandonado perto da instalação, e a polícia achou depois um pequeno buraco na cerca do perímetro, segundo o The Hindu. Os dois foram presos inicialmente sob suspeita de invasão de local proibido e dano criminal e, em seguida, sob suspeita de violar a seção 4 da Lei de Segurança Nacional de 2023, por entrar em local proibido com finalidade prejudicial ao Reino Unido, e acabaram liberados sob fiança, com condições rígidas, enquanto a investigação prossegue.
A Letônia encomendou 84 veículos de combate da espanhola GDELS-Santa Bárbara Sistemas por cerca de 800 milhões de euros, com entrega de todos até 2029, segundo o Middle East Eye. Os blindados Mednieks levam torres não tripuladas UT30 MK2 produzidas pela israelense Elbit Systems, apesar do embargo de armas que a Espanha declarou contra Israel no ano passado.
A Lista Unida, partido centrista e pró-Ucrânia do primeiro-ministro letão Andris Kulbergs, venceu a eleição parlamentar do país por ampla margem, informou a Al Jazeera. Segundo a Reuters, o partido governista conquistou a maior vitória desde que a Letônia recuperou a independência, em 1991, e deve manter o poder e formar uma coalizão pró-Ucrânia.
Pesquisas de boca de urna publicadas pela emissora pública letã LSM deram à Lista Unida, partido de centro-direita do primeiro-ministro Andris Kulbergs, a liderança com 35,6 por cento na eleição parlamentar de sábado. A União de Verdes e Agricultores, parceira da coalizão, apareceu com 3,7 por cento, abaixo do limite de cinco por cento para entrar no Parlamento.
As urnas abriram na Letônia em uma eleição marcada pela ameaça de segurança percebida da Rússia e pelo aperto do custo de vida, segundo a Al Jazeera. Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão aptas a votar na 11ª eleição parlamentar desde a independência da União Soviética, em 1991.
A União Europeia (UE) fechou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o acordo que renova por três anos as sanções contra quase 3 mil pessoas e empresas acusadas de sustentar a guerra da Rússia na Ucrânia e retira da lista os bilionários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, depois de a Letônia ceder e optar pela abstenção construtiva, segundo a Euronews e o The Guardian. A presidência irlandesa do Conselho da UE confirmou o “compromisso difícil” poucas horas antes do prazo de meia-noite: a renovação passa de seis meses para 36 meses, até 22 de setembro de 2029. Segundo diplomatas ouvidos pela Euronews, a França ligou a retirada de Usmanov à libertação de dois nacionais franceses presos no Azerbaijão, e a Eslováquia vetou a permanência de Fridman na lista; o The Guardian registra que Luxemburgo pediu o mesmo tratamento para Fridman, que move uma ação de US$ 16 bilhões contra o grão-ducado pelo congelamento de seus ativos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, chamou a decisão de inaceitável e agradeceu publicamente à Letônia pela resistência.
A Letônia bloqueou o compromisso que renovaria as sanções da União Europeia (UE) contra quase 3 mil pessoas e empresas ligadas à guerra da Rússia na Ucrânia, e os embaixadores dos 27 voltam a se reunir na manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em uma última tentativa antes de as listagens expirarem à meia-noite, segundo o Euractiv e o The Guardian. O impasse começou com a exigência da França de retirar da lista o empresário russo-uzbeque Alisher Usmanov, por razões que Paris descreve como de “segurança nacional” e que diplomatas ligam à libertação de dois nacionais franceses detidos no Azerbaijão; a saída do também empresário Mikhail Fridman passou a ser pedida por Luxemburgo, alvo de uma arbitragem de US$ 16 bilhões movida por ele, segundo o The Guardian, enquanto a Eslováquia vetava a permanência dele na lista. Em troca das retiradas, Paris e Bratislava aceitaram ampliar o prazo de renovação de seis meses para três anos, concessão que não convenceu Riga. Sem unanimidade até a meia-noite, cerca de 3 mil congelamentos de bens e proibições de viagem caem de uma vez. As sanções setoriais contra a economia russa, renovadas por um ano em junho, não são afetadas por esse impasse.
A Letônia é o bloqueio de última hora ao pacote que renovaria as sanções da União Europeia (UE) contra quase 3 mil pessoas e empresas acusadas de sustentar a guerra da Rússia na Ucrânia, segundo o The Guardian. O primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs, escreveu na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que “estender as sanções por 36 meses seria o passo certo”, mas que não pode aceitar que o preço seja retirar da lista os bilionários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman. Sem acordo, as sanções caducam no fim desta terça-feira, 22 de setembro de 2026; uma prorrogação curta de uma semana, já usada uma vez, aparece como saída provável. França e Eslováquia pedem as retiradas, e o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, chamou a proposta de “inaceitável”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que todas as sanções ocidentais são ilegais e devem ser revogadas.