O governo da Irlanda considera “provável” que os episódios façam parte de uma campanha coordenada destinada a provocar perturbações. Nesta sexta-feira, mais de 20 voos foram afetados, entre eles 11 com origem ou destino em Praga, quatro com destino a Madri e quatro aviões em voo sobre a França; nenhum explosivo foi encontrado. O chefe da polícia de Londres, Mark Rowley, comparou o cenário às falsas ameaças registradas no período de atuação do Exército Republicano Irlandês (IRA) e pediu cautela contra reações exageradas.
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Matérias e notas sobre Irlanda.
Três prédios de mídia em Dublin foram evacuados nesta sexta-feira após alertas de bomba: os da RTÉ no campus de Montrose, o escritório do Irish Independent e a Marconi House, onde funcionam a Newstalk e a Today FM. Em toda a Europa, ao menos 18 voos receberam alertas de bomba na sexta, depois de ao menos 22 na quinta, em meio a preocupações de que as ameaças façam parte de uma campanha coordenada para perturbar o tráfego aéreo. O governo irlandês disse que ainda não se sabe se a autoria é individual ou coordenada, mas que “parece provável que se trate de uma campanha coordenada de perturbação”. Os episódios ocorrem antes da cúpula da Comunidade Política Europeia em Dublin, na próxima semana, que deve trazer 55 chefes de Estado à Irlanda. O primeiro-ministro Micheál Martin disse que as autoridades vão identificar os autores e responsabilizá-los.
O governo da Irlanda afirmou que as ameaças falsas de bomba enviadas a veículos de imprensa irlandeses eram provavelmente parte de uma campanha coordenada de perturbação. A RTÉ, a Virgin Media, a rádio Newstalk e o Irish Independent receberam ameaças que se revelaram falsas, e a polícia foi enviada às sedes. O governo disse que ainda não se sabe quem é responsável pelas ameaças, se indivíduos ou um esforço centralizado, e que a polícia atua com autoridades militares, cibernéticas, aeronáuticas e europeias. O Eurocontrol registrou ameaças contra 14 voos na quinta-feira, 0,05% dos quase 26,3 mil voos da rede europeia naquele dia, e sete na terça-feira. Na Hungria, o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi, disse que caças escoltaram três aviões de passageiros em uma hora. O gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, informou quatro novas ameaças contra aeronaves em território francês, com pousos em Orly. Nenhum item suspeito foi encontrado e ninguém ficou ferido.
Uma nova onda de ameaças de bomba afetou ao menos 18 voos de ou para Bulgária, Chéquia, França, Itália, Hungria, Chipre, Romênia, Reino Unido e Portugal nesta sexta-feira, e a Hungria enviou caças três vezes para escoltar voos civis em seu espaço aéreo, segundo o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi. Uma série separada de ameaças contra organizações de mídia na Irlanda interrompeu transmissões e provocou evacuação de equipes e buscas policiais em redações. O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse que a onda de alertas mostra “como pode ser relativamente simples causar desordem e minar o funcionamento normal da sociedade”.
O grupo extremista russo “Male State”, apontado nas ameaças de bomba falsas a aeroportos italianos desta semana, negou qualquer ligação com os alertas que causaram transtornos de voos na Europa, enquanto novos casos atingiram um voo da Ryanair de Roma para Lisboa e um da Wizz Air de Praga para Roma, desviado para Veneza. Ameaças também foram enviadas a organizações de imprensa irlandesas, provocando evacuações, e o governo da Irlanda falou em “campanha coordenada de perturbação”. O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, alertou para uma “estratégia para aumentar o caos”. O primeiro e-mail foi enviado na quinta-feira às 07h21, com o assunto “warning of a threat”, e foi endereçado a setores da empresa que administra os aeroportos de Roma, a Aeroporti di Roma (ADR), e a contas do aeroporto de Fiumicino. O grupo foi banido na Rússia em 2021 e seu fundador, Vladislav Pozdnyakov, é tido como residente no exterior.
Um voo da Aer Lingus de Dublin para Roma com mais de 150 passageiros foi desviado para a base aérea militar de Évreux-Fauville, na França, após alerta de bomba transmitido pelo controle de tráfego aéreo, e pousou pouco depois das 10h escoltado por caças, por ordem do governo francês. A polícia do Aeroporto de Incheon reforçou a segurança diante da série de ameaças contra mais de uma dúzia de voos na Europa. Nenhum material perigoso ou suspeito foi encontrado e ainda não se sabe se as ameaças estão ligadas nem quem está por trás delas.
Um Airbus A320 que fazia o voo da Aer Lingus entre Dublin e Roma foi desviado nesta quinta-feira para a base aérea de Évreux, no departamento de Eure, após um alerta de bomba. O gabinete do primeiro-ministro francês informou que a situação é acompanhada em tempo real, conforme os procedimentos previstos.
A Federação de Futebol de Israel acusou o técnico da seleção da Irlanda, Heimir Hallgrímsson, de “hipocrisia e estupidez” por comentários sobre os próximos jogos entre os dois países pela Liga das Nações. Israel pretende apresentar queixa à União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) contra a Irlanda por causa das declarações do técnico sobre “genocídio”.
Dezenas de supermercados na Bélgica e na Suécia foram atingidos por um suspeito ataque cibernético que afetou refrigeradores e freezers, segundo a BBC. Na Bélgica, cerca de 40 lojas Delhaize e 15 Carrefour foram afetadas; na Suécia, unidades das redes ICA e Coop, e treze lojas SuperValu na Irlanda. Milhares de euros em alimentos tiveram de ser descartados, segundo relatos da mídia local, e uma loja da ICA na Suécia disse que as temperaturas de seus freezers foram ajustadas para 50ºC.
A Câmara baixa do parlamento da Irlanda aprovou por 79 votos a 71 o projeto que retira a exigência de aval da Organização das Nações Unidas (ONU) para o envio de militares irlandeses ao exterior, segundo a France 24. Hoje, três etapas – apelidadas de “trava tripla” – precisam ser cumpridas antes que mais de 12 integrantes das forças de defesa irlandesas sejam enviados a qualquer missão: o aval do governo, o do parlamento e o da ONU, este último a ser eliminado. O texto também eleva de 12 para 50 o número de soldados que podem ser deslocados sem aprovação parlamentar. A oposição alertou que a medida ameaça a neutralidade militar histórica do país.
Jogadores da Irlanda usaram braçadeiras pretas em reconhecimento aos palestinos mortos em Gaza e curvaram a cabeça durante o hino nacional de Israel, segundo a Al Jazeera. A partida da Liga das Nações terminou em empate de 1 a 1, em campo neutro e com os portões fechados.
A seleção da República da Irlanda vai disputar no domingo a partida contra Israel pela Liga das Nações da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), em Debrecen, na Hungria, depois que o plantel votou por maioria significativa pela realização do jogo, disse neste sábado o diretor-executivo da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), David Courell, segundo o Middle East Eye. A votação ocorreu após relatos de que alguns jogadores, entre eles o goleiro Gavin Bazunu, haviam considerado recusar o jogo em protesto contra as ações israelenses em Gaza, informou o Telegraph. A entrevista coletiva e o treino da Irlanda um dia antes do primeiro dos jogos contra Israel foram adiados no sábado, em meio ao crescimento da pressão por boicote, segundo a agência Associated Press, em texto republicado pelo Local10.
A Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda multou o Google em 403 milhões de euros nesta segunda-feira por uso indevido de dados de localização de usuários e ordenou que a empresa adeque o tratamento ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) em seis meses. O regulador concluiu que o Google violou o GDPR entre maio de 2018 e fevereiro de 2020 nas funções de Atividade na Web e em Apps, Histórico de Localização e Precisão de Localização, em matéria de legalidade, equidade, transparência e retenção. É a quarta maior multa da autoridade irlandesa e a primeira de porte contra o Google; a investigação foi aberta em fevereiro de 2020 depois de queixas de organizações de consumidores de oito países europeus, reunidas na Organização Europeia de Consumidores (BEUC). O Google afirmou que o caso trata de políticas históricas já atualizadas. No mesmo dia venceu o prazo de 60 dias dado pela Comissão Europeia para a empresa cumprir a decisão de 890 milhões de euros sob o Regulamento dos Mercados Digitais (DMA).
A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) multou o Google em €403 milhões por falhas no tratamento de dados de localização, após inquérito aberto em 2020 a partir de queixas de organizações europeias de defesa do consumidor, segundo a Reuters; a autoridade determinou que a empresa regularize o tratamento em seis meses, e a multa é a quarta maior da DPC desde o RGPD, segundo o TheJournal.ie.