← Capa

Tema: Índia

Matérias e notas em que Índia é ator central.

Fluxo

O comissário Anderson, da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), afirmou que nas últimas semanas gurdwaras sikhs na Índia foram alvo de ataques de vigilantes, incluindo tentativas de ferir líderes religiosos. Ele defendeu que o governo dos Estados Unidos vincule a assistência de segurança à resposta do governo indiano à violência que impede o exercício da liberdade religiosa. Outro comissário da USCIRF disse que ataques a locais de culto na Índia, incluindo igrejas, gurdwaras e mesquitas, minam os direitos de liberdade religiosa.

A estatal indiana Oil and Natural Gas Corp. (ONGC) negocia assumir em até seis meses a operação de dois projetos petrolíferos na Venezuela, onde tem mais de US$ 500 milhões a receber em dividendos. O braço internacional ONGC Videsh está em negociações avançadas com autoridades venezuelanas e americanas e espera fechar os acordos em três a seis meses, disse o diretor financeiro Anupam Agarwal. No projeto San Cristobal, a ONGC tem 40% e a estatal venezuelana PDVSA, os outros 60%; a indiana espera assumir a operação integral do campo.

A estatal indiana Hindustan Petroleum Corporation Limited (HPCL) tem dificuldade de contratar navios para cruzar o Estreito de Ormuz e retirar cargas no Golfo, disse o presidente da companhia, Vikas Kaushal, à Bloomberg, e às vezes o navio já está contratado e o armador desiste em cima da hora. Antes da guerra, a HPCL costumava retirar cargas dentro do Golfo; a escassez de embarcações, os prêmios de guerra e a recusa dos armadores em arriscar a travessia a forçaram a comprar no mercado spot e a receber entrega direto nas refinarias. Apesar da recuperação dos fluxos de petróleo pelo Estreito para perto dos níveis anteriores à guerra, compradores seguem com oferta escassa de navios.

O vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Amir Hayat Moghadam, disse à agência ISNA que Índia, China, Iraque e Catar estão isentos das restrições de trânsito no Estreito de Ormuz e que navios desses países passam livremente, sem interceptação americana. Segundo o parlamentar, a isenção aos navios indianos visa permitir a importação de remédios da Índia, e a abertura aos navios chineses busca garantir o apoio político de Pequim. O estreito opera hoje sob duplo bloqueio: o Irã fechou a passagem depois dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, e Washington anunciou semanas depois um bloqueio naval aos portos iranianos.

A Índia anunciou a extensão de uma linha de crédito de US$ 500 milhões para a Guiana, destinada a projetos de estradas, saúde e defesa. O anúncio foi feito pelo chanceler S. Jaishankar em encontro com o presidente guianense, Mohamed Irfaan Ali, à margem da cúpula de chefes de governo da Commonwealth em Saint John’s, Antígua e Barbuda. Os dois países assinaram três acordos, entre eles cooperação em infraestrutura pública digital e a criação de um sistema de pagamentos unificados nos moldes do sistema indiano de pagamentos unificados (UPI). Jaishankar defendeu, na cúpula, que os parceiros da Commonwealth “reduzam risco e diversifiquem” suas cadeias.

O Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções a empresas e indivíduos na Índia e na Turquia acusados de ajudar o Irã a contornar restrições às suas exportações de petróleo e à sua aviação. Na quarta-feira, as medidas atingiram uma “vasta rede criminosa” comandada por Suniel Kumar Sharma e sua mulher, Jaspreet Preeti Shahid, de Chandigarh. Segundo o Tesouro, o esquema remonta a pelo menos 2014 e se apoiava em sites criados para imitar registros marítimos oficiais. Também foi sancionada a turca Fugo Ground Services, que prestava serviços de solo a companhias aéreas iranianas sancionadas que ainda voam à Turquia, entre elas Iran Air Tour e Saha Airlines. As designações integram a “Operação Economic Outcast” do governo Trump, que busca cortar a capacidade do Irã de vender petróleo para financiar a guerra com os Estados Unidos.

O Centro de Coordenação de Crimes Cibernéticos da Índia (I4C) afirmou, em aviso divulgado na quarta-feira, que os ataques têm motivação financeira e são realizados com o auxílio de agentes de inteligência artificial, levando a comprometimento em velocidade de máquina. A agência nomeou quatro ferramentas usadas nos ataques – ARTEX, PentAGI, Cairn e CyberStrikeAI – e pesquisadores de segurança ligaram ao menos duas delas à China, segundo a Reuters, em texto republicado pela rádio WMBD. Segundo a CrowdStrike, a ferramenta chinesa ARTEX vem sendo usada em ataques a bancos sul-coreanos desde o fim de setembro e foi empregada por um grupo ligado à China em campanha contra mais de 200 organizações em ao menos 14 países.

O Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira o indiano Suniel Kumar Sharma, sua mulher Jaspreet Preeti Shahid, outros dois indianos que dirigem empresas do casal e nove entidades ligadas a Sharma, rede que, segundo o departamento, fornecia bandeiras falsas e certificações a navios sancionados que transportavam petróleo iraniano, inclusive a navios que operavam em nome das forças armadas iranianas e de seus grupos aliados. Segundo o Tesouro, o esquema operava de Chandigarh e dizia representar países “de quase todos os continentes, da Guiana a Essuatíni e Laos”. Também foi sancionada a turca Fugo Group Services Inc pelo apoio contínuo ao setor de aviação iraniano. As medidas integram a operação “Economic Outcast”, que busca cortar a capacidade iraniana de vender petróleo para financiar a guerra.

Segundo a OilPrice, que cita a Bloomberg a partir de fontes não identificadas, os ministérios de Carvão, Energia e Ferrovias da Índia trabalham juntos para elevar os estoques de carvão de 18 milhões para 55 milhões de toneladas, com o estoque atual cobrindo só seis dias de geração a carvão ante a exigência de ao menos três semanas de consumo; no mês passado, metade das usinas a carvão tinha estoque criticamente baixo após as chuvas de monção de agosto travarem o transporte a partir dos estados produtores.

Um petroleiro foi atingido por dois projéteis não identificados a nordeste de Lima, em Omã, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que na primeira atualização não tinha relato de vítimas nem de impacto ambiental. O ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou que um objeto aéreo não identificado atingiu um navio comercial ao largo de Omã na segunda-feira e matou um cidadão indiano; outras 13 pessoas foram resgatadas, segundo a pasta. Nos oito meses da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, cerca de duas dezenas de marinheiros foram mortos em ataques a mais de 120 navios comerciais em Ormuz.

O diretor-geral da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP), Shatrujeet Kapur, disse que tropas indianas e chinesas se confrontaram em vários locais ao longo da fronteira de fato em Arunachal Pradesh e que o confronto continua, em declaração a jornalistas no mês passado. “Nos últimos dias surgiu uma situação em que houve um confronto” com tropas chinesas em vários locais de Arunachal, disse ele. O chefe de governo de Arunachal Pradesh, Pema Khandu, reconheceu as transgressões mas minimizou o episódio, dizendo que incidentes assim não são novos e que a situação na fronteira é normal. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, atribuiu os incidentes a ações chinesas.

A Marinha da Índia libertou o navio de pesca Azini de piratas armados e resgatou os 20 tripulantes sem mortos nem feridos, em operação de mais de 48 horas. O navio havia sido sequestrado no mês passado na costa nordeste da Somália e havia o risco de ser usado como “navio-mãe” para novos ataques contra a navegação comercial. Comandos da Marinha foram lançados por paraquedas de precisão de uma aeronave C-17 da Força Aérea indiana, após o navio ser localizado e contido por medidas não cinéticas. O ministro da Defesa, Rajnath Singh, afirmou que a operação foi concluída em 2 de novembro, a mais de 3.000 km de Mumbai. Os 20 tripulantes eram iranianos, segundo a agência Mehr News.

A Primeira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira, 2 de novembro, por 180 votos a favor, dois contrários e nenhuma abstenção, um projeto de resolução sobre controle de armas convencionais nos níveis regional e sub-regional. Índia e Israel foram os únicos países a votar contra o texto, em um órgão de 193 membros. Um representante indiano argumentou que “isso pressupõe que as preocupações de segurança dos Estados param educadamente nas fronteiras regionais. Elas não param”.

As autoridades indianas começaram a evacuar moradores da costa leste com a aproximação do ciclone Murasu, previsto para tocar o solo na madrugada de terça-feira, com cerca de 2 mil evacuados e preparo para mover mais 30 mil, disse Prakhar Jain, diretor-gerente da Autoridade de Gestão de Desastres de Andhra Pradesh, à Reuters. Os estados de Andhra Pradesh e Tamil Nadu devem sofrer o maior impacto; o Murasu deve ser menos intenso que o Arnab, que matou seis pessoas na semana passada, segundo o Departamento Meteorológico da Índia (IMD).

Dezenas de milhares de pessoas se reuniram neste domingo no Ramlila Maidan, em Délhi, em um ato do bloco oposicionista INDIA liderado pelo partido Congresso, de Rahul Gandhi, para exigir a renúncia do comissário-chefe eleitoral da Índia por causa da revisão controversa das listas de eleitores, segundo a BBC. A revisão especial intensiva (SIR, na sigla em inglês) retirou mais de 130 milhões de nomes dos cadernos eleitorais preliminares do país. Líderes da oposição alegam que o processo dá vantagem eleitoral ao Bharatiya Janata Party (BJP), o partido de Modi, e pediram a renúncia e o impeachment do comissário-chefe eleitoral, Gyanesh Kumar; o BJP nega as acusações.

Manifestantes em Nova Délhi carregaram uma faixa de um quilômetro com os nomes de pessoas retiradas dos cadernos eleitorais da Índia, em novo ato da oposição contra a exclusão de quase 130 milhões de nomes, segundo a Al Jazeera. Em Karnataka, a lista final divulgada em 27 de outubro de 2026 registrou 4,54 crore de eleitores (cerca de 45,4 milhões), contra 5,54 crore antes da revisão (55,4 milhões), uma redução de quase 99,76 lakh de votantes (9,98 milhões), segundo o Times of India.

Milhares de pessoas foram às ruas de Nova Delhi neste domingo para pedir a renúncia da chefia eleitoral do país, ocupada por Gyanesh Kumar, por mudanças nas listas de eleitores que, segundo os partidos de oposição, favorecem o partido governista de Narendra Modi. O ato foi liderado por Rahul Gandhi e é o mais recente de mais de um mês de protestos contra a revisão do cadastro eleitoral. A oposição alega que a revisão removeu mais de 130 milhões de nomes e atingiu de forma desproporcional muçulmanos e outras minorias, segundo a Al Jazeera.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) anunciaram a intenção de destinar mais de US$ 85 milhões em apoio técnico e financeiro para ampliar o acesso à inteligência artificial confiável no Indo-Pacífico, segundo o comunicado conjunto da reunião em Atlanta. O texto também registra o compromisso dos Estados Unidos (EUA) de US$ 10 milhões para desenvolver instalações na Índia e em países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para recuperar minerais críticos de resíduos, segundo o Times of India. O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, disse que o Quad deve preservar a liberdade de escolha e cadeias de suprimento seguras e enfrentar práticas não de mercado, sem citar nenhum país, e defendeu uma agenda “mais contemporânea” para o grupo, com abordagem prática.

Partidos de oposição na Índia, liderados por Rahul Gandhi, marcaram para este domingo uma marcha de quase 1,5 km no centro de Nova Delhi até o Ramlila Maidan, área designada para o ato, para pedir a renúncia do chefe da comissão eleitoral, Gyanesh Kumar. A polícia de Delhi cercou o local com agentes munidos de cassetetes e escudos, acompanhados de veículos antimotim, e anunciou desvios de trânsito, segundo a Reuters. Os partidos de oposição realizam manifestações quase diárias desde o mês passado contra Kumar por causa da revisão das listas eleitorais, que críticos dizem favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP), segundo o The Guardian.

Os chanceleres do Quadrilateral Security Dialogue (Quad) manifestaram “grave preocupação” com a coerção econômica, incluindo restrições arbitrárias à exportação e políticas e práticas não mercadológicas que geram sobrecapacidade e perturbam cadeias globais de suprimento em indústrias críticas, na declaração conjunta divulgada após a reunião deste sábado em Atlanta, segundo a Reuters. O texto também enfatizou a “necessidade absoluta de proteger e preservar os direitos e as liberdades de navegação no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb”.

O coordenador do National Citizen Party (NCP), Nahid Islam, acusou em comício em Daca o governo do primeiro-ministro Tarique Rahman de tentar viabilizar um corredor de trânsito indiano pelo país e ameaçou novas manifestações se o tratado das águas do Ganges não for renovado em termos que protejam a parte de Bangladesh, segundo o The Hindu, que cita os jornais Prothom Alo e bdnews24. O tratado, assinado em 12 de dezembro de 1996 com duração de 30 anos, expira em 12 de dezembro e rege a partilha das águas do Ganges na barragem de Farakka, em Bengala Ocidental, na estação seca, de janeiro a maio.

O chanceler da Índia, S. Jaishankar, criticou na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta as interrupções no fornecimento global de petróleo por sanções e pontos de estrangulamento, dizendo que ataques deliberados ao comércio e à infraestrutura de energia são uma estratégia calculada para manter os preços reféns. Ele afirmou que o mundo enfrenta uma crise de energia marcada por imprevisibilidade, custos inacessíveis e desafios de acesso, mais do que por falta de produção, segundo o Hindustan Times.

Pelo menos seis pessoas morreram e o fornecimento de energia em diversas áreas da costa leste da Índia continua interrompido nesta quinta-feira (29), um dia após o ciclone Arnab ter atingido a região. O governo de Andhra Pradesh confirma seis mortos; autoridades locais falam em nove, por eletrocussão e desabamento de árvores e casas. Um cargueiro com bandeira das Ilhas Marshall e 20 tripulantes encalhou na costa de Andhra Pradesh e seguia parado na quinta-feira por causa do mar agitado.

O tratado de 1996 que rege a partilha das águas do Ganges na estação seca na barragem de Farakka, na Índia, 20 km rio acima de Bangladesh, expira em 12 de dezembro, segundo a AFP. Bangladesh precisa de um novo acordo baseado em “benefício e respeito mútuos”, disse à AFP Rashed Al Mahmud Titumir, assessor do primeiro-ministro que chefia um comitê técnico sobre partilha de águas.

Um cidadão saudita e um residente indiano estão entre os dois mortos no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na noite de quarta-feira, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA). Oito pessoas ficaram feridas: sauditas, indianos, iemenitas, bengaleses e nepaleses. A Embaixada da Índia informou que um indiano está entre os mortos e dois indianos ficaram feridos, e o Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou os ataques como “completamente inaceitáveis”.

As importações indianas de petróleo do Oriente Médio saltaram 32% em setembro, para cerca de 2,8 milhões de barris por dia, o maior nível desde fevereiro, com mais barris saindo de Ormuz, segundo a OilPrice. Dados de rastreamento de navios mostram que as compras indianas de petróleo do Oriente Médio voltaram aos níveis anteriores à guerra em setembro, enquanto as refinarias do país reduziram as compras de petróleo russo diante da concorrência com a China, segundo a Reuters.

A maior empresa estatal de refino da Índia, a Indian Oil Corporation (IOC), vai reduzir levemente os volumes de petróleo do Oriente Médio que comprará nos contratos anuais do ano fiscal 2027/2028, que começa em março, em meio à incerteza de oferta na região, segundo o OilPrice, que cita fonte anônima ouvida pela Reuters. A Índia pagou US$ 15,4 bilhões pela importação de petróleo bruto em setembro, alta de 46% sobre os US$ 10,5 bilhões de um ano antes, com a disparada dos preços internacionais e da cesta indiana de importação em meio às tensões reacendidas no Oriente Médio, segundo o OilPrice.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse que restam poucos itens para fechar o acordo comercial bilateral entre Índia e EUA, segundo o The Hindu, e manifestou esperança de que seja selado em breve. Rubio pediu que a Índia amplie o comércio de energia com os EUA e aumente as compras de tecnologias e sistemas estadunidenses, segundo o jornal. Os dois lados saudaram o progresso nas negociações e reafirmaram o compromisso de trabalhar por uma conclusão antecipada, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MEA, na sigla em inglês) citado na reportagem.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades da Índia que respeitem, protejam e cumpram o direito ao protesto pacífico e garantam justiça por violações relatadas, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Segundo relatos citados pelos especialistas, mais de 7.000 jovens, jornalistas, defensores de direitos humanos, advogados e membros de partidos teriam sido detidos arbitrariamente em Nova Délhi e levados a centros remotos, onde teriam tido os celulares confiscados e o material ligado aos protestos apagado. Nos últimos meses, centenas de milhares de estudantes e apoiadores se reuniram de forma pacífica contra decisões sobre o sistema de ensino e, mais recentemente, contra exclusões de listas eleitorais que afetam 130 milhões de pessoas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse em Mumbai que o acordo comercial com a Índia está “muito, muito perto” de ser executado e que resta um pequeno número de itens a fechar, em declaração a jornalistas nesta terça-feira. Rubio reuniu-se com o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar na cidade para aprofundar a cooperação em energia e chegar ao fechamento do acordo. Washington impôs tarifas de até 50% sobre a maioria dos produtos indianos em agosto de 2025 e, por um marco acordado em fevereiro de 2026, a alíquota foi reduzida a 18%, mas as negociações estão travadas desde então. O secretário disse que os EUA vão discutir com a Reliance o refino de petróleo venezuelano e afirmou que a Índia fez progresso substancial na diversificação de suas fontes de energia, segundo o The Hindu.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, chegou à Índia nesta terça-feira, na segunda visita oficial dele ao país neste ano, num giro asiático que mistura diplomacia e comércio, segundo a Agência France-Presse (AFP). Falando em Samarcanda, Rubio disse que Washington e Nova Delhi estão “muito perto” de um acordo, mas um acerto durante a visita parece improvável, segundo a agência.

O número de mortos no pisoteio de sábado em Calcutá, no leste da Índia, subiu para 19, com 25 feridos em tratamento em diferentes hospitais e um em estado crítico, segundo a Xinhua. Cerca de 10 pessoas, entre organizadores e seguranças privados, foram detidas pela polícia de Calcutá para interrogatório, segundo a mesma agência.

A Embaixada da Índia em Riad pediu neste domingo que os indianos na Arábia Saudita sigam as diretrizes de segurança atualizadas das autoridades sauditas para quem recebe alertas de emergência pela Plataforma Nacional de Alerta Precoce para Emergências. As orientações, divulgadas em redes sociais, pedem que as pessoas mantenham a calma, sigam as ordens oficiais e se dirijam ao local seguro mais próximo dentro de um prédio, de preferência um quarto interno longe das janelas, até que o perigo passe, segundo o jornal The Hindu.

O secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, terá conversas na segunda-feira com o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar em Mumbai, centro financeiro da Índia, e depois visitará uma refinaria de petróleo em Jamnagar, no estado ocidental de Gujarat, segundo um comunicado do Departamento de Estado. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, pareceu confirmar a agenda ao dizer que as conversas em Mumbai cobririam energia, comércio e investimento, defesa e tecnologias críticas e emergentes. Rubio chega de Samarcanda, no Uzbequistão, onde vem se reunindo na cúpula C5+1 com cinco Estados da Ásia Central.

Os protestos de rua na Índia neste ano devem superar qualquer nível da última década, segundo o projeto Armed Conflict Location and Event Data (ACLED), citado pelo South China Morning Post (SCMP). Analistas ouvidos pelo jornal dizem que os protestos da juventude e o apoio crescente à oposição formam a pior crise de Modi desde 2014, com os menores de 30 anos representando quase um quarto do eleitorado de 1 bilhão do país.

A Índia rebateu as alegações da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) Gina Romero sobre retaliação e estigmatização de jovens no país, segundo o Hindustan Times. Seis parlamentares democratas dos Estados Unidos (EUA) pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que levante o tema do suposto uso excessivo da força contra estudantes que protestam. A carta dos parlamentares menciona, segundo o Telegraph India, um padrão de repressão, detenções indevidas e uso excessivo da força pelas forças de segurança durante protestos estudantis em Délhi e em outras localidades da Índia.

O petroleiro Unity, detido pela Índia desde maio com marinheiros russos a bordo, será vendido, segundo um parente de um dos tripulantes ouvido pela TASS. Os marinheiros não podem deixar o navio até serem substituídos por outra tripulação, disse o parente. A Índia deteve o Unity em 11 de maio por reivindicações financeiras contra o armador, e o navio, de bandeira de Camarões, está fundeado perto do porto de Paradip, com o caso tramitando no Tribunal Superior do estado de Odisha.

A China disse estar pronta para trabalhar com a Índia para tratar as preocupações econômicas e comerciais de ambos os lados, depois que a ministra das Finanças indiana, Nirmala Sitharaman, criticou as restrições de Pequim ao acesso ao mercado, segundo o The Hindu. A ministra apontou as barreiras não tarifárias como o maior obstáculo ao comércio entre os dois países, e o déficit comercial da Índia com a China chegou a US$ 105,93 bilhões, alta de 20,7% em relação ao ano anterior.

O deputado republicano Michael McCaul disse temer que suspender sanções ao petróleo russo apenas financie a máquina de guerra do Kremlin, em meio ao acordo anunciado por Trump em 10 de outubro para a Rússia fornecer de imediato mais de 300 mil toneladas de diesel aos EUA e ao mercado global, segundo o The Hindu; Trump também anunciou um “cessar-fogo energético” entre Rússia e Ucrânia, com implicações para a Índia, alvo de tarifas de 50% dos EUA por importar petróleo russo.

Três indianos resgatados do navio mercante MV Royad Mammadov, atacado no Mar Negro na segunda-feira, deixaram a Romênia rumo à Índia, segundo a Embaixada da Índia em Bucareste, em informação publicada pelo The Tribune com dados da agência ANI. Dois tripulantes estrangeiros morreram no ataque e os três indianos ficaram feridos e foram resgatados pelas autoridades romenas, conforme o mesmo relato.

O Cockroach Janta Party (CJP) afirmou, em comunicado, que seu fundador, Abhijeet Dipke, e outros dois líderes foram detidos antes de desembarcar de um voo na capital indiana, segundo a Agence France-Presse (AFP). O jornal The Hindu relatou mais de 5 mil manifestantes detidos, número que não foi possível verificar de imediato, segundo a AFP. Antes do protesto, as autoridades fecharam dezenas de estações de metrô, cancelaram mais de 200 trens e suspenderam temporariamente a internet móvel na área do protesto, segundo a AFP.

Trens Mail/Express que chegariam a Nova Délhi e a Hazrat Nizamuddin entre 4h e 14h de 10 de outubro foram cancelados na origem, e a polícia de Délhi pediu à Delhi Metro Rail Corporation (DMRC) o fechamento de 57 estações de metrô para conter o deslocamento de jovens ao protesto, segundo a Press Trust of India (PTI), em texto republicado pelo Rediff. O Cockroach Janata Party convocou a manifestação no Jantar Mantar, no sábado, exigindo a renúncia do comissário eleitoral-chefe Gyanesh Kumar por supostas irregularidades na revisão dos cadernos eleitorais.

As compras indianas de petróleo russo podem criar um novo obstáculo nas negociações de um acordo comercial interino com os Estados Unidos (EUA), segundo a Bloomberg, em texto publicado pelo Mint. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse nesta quinta-feira que um acordo com a Índia não está próximo, citando o petróleo russo como ponto de fricção, segundo a CNBC. Em setembro, as importações indianas de cru russo caíram a cerca de 1,75 milhão de barris por dia, o menor nível desde abril, segundo a PTI, em texto publicado pelo Mint.

O líder oposicionista indiano Rahul Gandhi foi detido pela terceira vez em dois dias durante protesto que pede a renúncia do chefe eleitoral por uma revisão controversa das listas de eleitores, segundo a Al Jazeera, em reportagem que cita AP e Reuters. A Comissão Eleitoral da Índia removeu mais de 130 milhões de nomes das listas eleitorais, com milhões recorrendo das remoções.

A polícia de Délhi deteve nesta terça-feira, 6 de outubro, líderes da oposição, entre eles o líder do Congresso Rahul Gandhi, após bloquear a marcha de protesto deles, segundo a RT Índia. O protesto pedia a renúncia do comissário-chefe de eleições Gyanesh Kumar, por supostas irregularidades na revisão especial intensiva dos cadernos eleitorais, segundo o The Quint. Gandhi e outros parlamentares foram liberados pouco depois, segundo a AFP, em texto republicado pelo Geo TV.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia condenou nesta terça-feira, 6 de outubro, os ataques contra a navegação comercial, os marítimos e a infraestrutura civil, segundo o The Hindu. 11 tripulantes indianos do navio MT On Peace, de bandeira panamenha, ficaram feridos depois que a embarcação foi atingida por um projétil no Estreito de Ormuz. No Mar Negro, dois tripulantes morreram e 11 foram resgatados na segunda-feira, 5 de outubro, após um incêndio no navio comercial MV Royad Mammadov.

A Índia convocou o encarregado de negócios do Paquistão para protestar contra a “facilitação contínua da infiltração ilegal transfronteiriça” e rejeitou como infundadas as acusações do Paquistão sobre o incidente de 2 de outubro no setor de Ferozepur, segundo o NDTV, a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores indiano. O Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por disparos da Força de Segurança de Fronteira (BSF) indiana no setor de Bedian, na fronteira internacional, segundo o Dawn. Os dois países convocaram os diplomatas um do outro pelo incidente de sexta-feira, em que Nova Délhi rejeita a versão de Islamabad sobre a morte de dois civis paquistaneses desarmados, segundo a Al Jazeera.

O chanceler ucraniano Andrii Sybiha disse que a Ucrânia está pronta a considerar a proposta da Índia de cessar-fogo em energia e no Mar Negro, mas apenas nessa combinação, e que ela é a mais ampla entre as quatro propostas recebidas. Sybiha afirmou que as iniciativas vieram da Índia, da Turquia, do Egito e dos Estados Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o primeiro-ministro indiano, Modi, tem “ideias muito boas” para encontrar soluções mutuamente aceitáveis.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por tropas de fronteira indianas, segundo a Al Jazeera. Islamabad pediu à Índia uma investigação “imediata, transparente e crível”, com ação disciplinar e legal contra os responsáveis. O lado indiano diz que a Força de Segurança de Fronteira (BSF) matou dois supostos infiltrados paquistaneses em Tarn Taran, no Punjab, na sexta-feira, segundo autoridades citadas pelo ETV Bharat.

O ativista sikh britânico Jagtar Singh Johal saiu da prisão em Déli depois de nove anos detido, após a alta corte indiana advertir o governo de que seria responsabilizado por desacato caso insistisse em mantê-lo preso apesar da ordem de 18 de setembro que o libertava sob fiança, segundo o The Guardian. A detenção de nove anos por supostas acusações de terrorismo é motivo de tensão diplomática entre Reino Unido e Índia, e ativistas afirmam que o governo britânico não agiu com empenho suficiente para conseguir a sua libertação ou um julgamento completo.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, alertou para uma “grande crise alimentar” nos próximos meses, somada à escassez de fertilizantes que o mundo já observa por causa dos conflitos na Ucrânia e no Irã, segundo o The Hindu. Segundo ele, alguns dos maiores exportadores de grãos não conseguirão escoar seus embarques, sobretudo pelo mar Negro. A declaração foi feita em 28 de setembro, em uma conversa na Asia Society, em Nova York.

O chanceler da Índia, S. Jaishankar, disse em Nova York que o terrorismo transfronteiriço vindo do país vizinho é uma das principais preocupações da Índia e que a falta de compreensão disso pelos parceiros afeta os laços bilaterais, segundo o The Hindu. A fala ocorreu em conversa na Asia Society ao fim da semana de alto nível da 81ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 28 de setembro, e Jaishankar afirmou ainda que há entendimento amplo sobre um acordo comercial com os Estados Unidos (EUA), mas mudanças tarifárias norte-americanas complicam quando concluí-lo.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, defendeu na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliar a representação da Ásia, da África e da América Latina e apoiou as candidaturas de Brasil e Índia a um assento permanente no Conselho de Segurança, segundo o The Hindu. Lavrov disse que a Rússia não pode prever nem permitir novos “assentos ocidentais”, porque o Ocidente já está sobrerrepresentado, e que é preciso atender aos interesses do continente africano, segundo a TASS. Ele falou na sessão da Assembleia Geral em Nova York na noite de sábado, segundo o Indian Express.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que um “praticante em série de terrorismo” deturpou fatos na véspera, numa referência velada ao Paquistão. Jaishankar afirmou que argumentos invocados para normalizar o terrorismo e reivindicar imunidade não prevalecerão. Sobre o conflito no Golfo, o chanceler disse que ataques a navios comerciais e a marítimos em águas internacionais são inaceitáveis.

Na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Índia exerceu seu Direito de Resposta na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), depois de o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, discursar na tribuna. A diplomata indiana Petal Gahlot acusou Islamabad de manter uma política de terrorismo transfronteiriço e avisou que esses atos terão consequências. Segundo a India Today, Gahlot chamou o Paquistão de regime “fantoche” e o acusou de difundir “falsidades” e “enganação”.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, reuniu-se em Nova York com os chanceleres da Rússia, Sergey Lavrov, e do Irã, Abbas Araghchi, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Jaishankar disse ter tratado de temas bilaterais e de cooperação no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com Lavrov. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou, segundo a TASS, que os dois discutiram a crise da Ucrânia e a situação no Oriente Médio. Com Araghchi, o ministro indiano disse ter discutido os desdobramentos do conflito no Golfo.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que qualquer tentativa de bloquear ou desviar a parcela de águas do Paquistão será tratada como ato de guerra, segundo o Dawn. Sharif atribuiu a Donald Trump a mediação do cessar-fogo entre os dois países em maio de 2025 e elogiou sua “liderança resoluta e visionária”, afirmando que ela salvou “centenas de milhões de vidas”. A rádio estatal paquistanesa registrou que Sharif agradeceu a intervenção oportuna de Trump, que segundo ele chegou num momento decisivo, quando dois vizinhos com armas nucleares estavam à beira de uma guerra total.

A Índia disse a Washington que a nova lei de sanções à Rússia e ao Irã pode afetar a relação bilateral e o mercado internacional de energia, segundo a Shafaqna India, citando comunicado do governo indiano. O projeto autoriza o presidente Donald Trump a impor tarifas de até 100% sobre países que compram petróleo e gás russos, com a Índia entre os expostos, conforme repercutido pelo Streamline Feed a partir da Al Jazeera e do Times of India. Nova Délhi afirma que a política energética seguirá guiada pela segurança energética de 1,4 bilhão de pessoas, com fontes diversificadas, segundo o Economic Times.

Índia e Libéria anunciaram a criação de um “grupo de amigos” sobre a segurança da navegação e dos marítimos, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, classificou os ataques à navegação civil como “simplesmente indefensáveis”, citou ações repetidas no Golfo, no Mar Vermelho e nas cercanias e mencionou dois casos recentes: o ataque a um graneleiro de bandeira de Antígua e Barbuda no Golfo de Omã, dois dias antes, que matou um marinheiro indiano, e o ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz, dez dias antes, que deixou um tripulante desaparecido, segundo o Firstpost.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, que as negociações comerciais com a Índia avançam “bem” e que os dois países pretendem concluí-las até a cúpula do Grupo dos Vinte (G20), marcada para 14 e 15 de dezembro de 2026 em Miami, segundo o The Hindu. Carney afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, confirmou a intenção de visitar o Canadá na mesma época, ainda sem data fechada. O canadense disse que quer dobrar o comércio do país fora dos Estados Unidos na próxima década, e as negociações com a Índia fazem parte do esforço de reduzir a dependência de Washington, em meio à deterioração das relações com o governo de Donald Trump, segundo a ANI. As conversas foram relançadas formalmente em março de 2026, depois da ruptura diplomática de 2023 em torno da morte do ativista sique Hardeep Singh Nijjar na Colúmbia Britânica.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o seu governo apoia “fortemente” o Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa (IMEC), como forma de afastar a infraestrutura energética do Oriente Médio de pontos de estrangulamento sob controle iraniano. Falando a líderes do Conselho de Cooperação do Golfo, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Trump afirmou: “Os ataques terroristas do Irã à navegação comercial em países vizinhos mostraram a necessidade de deslocar a infraestrutura energética do Oriente Médio para longe dos postos de controle iranianos. É por isso que o meu governo apoia fortemente o Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa e outros lugares para tirar o petróleo, seja por dutos ou por qualquer outra coisa”, segundo o Hindustan Times e a ANI. O corredor, lançado em 9 de setembro de 2023 na cúpula do Grupo dos Vinte (G20), em Nova Délhi, prevê ligar a Índia ao Golfo e o Golfo à Europa por rotas marítimas, ferroviárias e rodoviárias.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a Suprema Corte reveja a decisão que libertou o pesquisador indiano Badar Khan Suri, da Universidade Georgetown, que defendeu os direitos palestinos e se opôs à guerra de Israel na Faixa de Gaza, de acordo com o The Georgetown Voice e a Al Jazeera. No pedido, registrado como Trump v. Khan Suri, o governo pergunta se a lei de imigração impede um juiz federal de ordenar a soltura de um estrangeiro detido enquanto corre o processo de deportação, e afirma que decisões como a da Quarta Corte de Apelações abrem aos detidos um caminho para contestar a deportação fora da justiça migratória. Suri, que tem visto de intercâmbio J-1, foi detido em março de 2025 por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e passou 58 dias sob custódia; a juíza Patricia Tolliver Giles ordenou a soltura em maio de 2025, e em julho de 2026 a Quarta Corte confirmou, por 2 votos a 1, que ele deve permanecer fora da prisão. O advogado-geral do governo na Suprema Corte (solicitor general), D. John Sauer, escreveu que a decisão da Quarta Corte é “praticamente desastrosa”; a Terceira Corte, em janeiro de 2026, no caso do ativista Mahmoud Khalil, e a Segunda Corte, em julho, no caso de Mohsen Mahdawi, decidiram o oposto, e o Departamento de Justiça pediu que a Suprema Corte aceite também o caso de Khalil. Suri responde ainda a um processo separado, iniciado em 15 de setembro de 2026, que decide se o Departamento de Segurança Interna (DHS) pode deportá-lo.

A Índia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) encerraram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova Délhi, a sétima reunião de alto nível do Diálogo de Energia OPEP-Índia com um compromisso de aprofundar a cooperação em estabilidade do mercado e investimento, e marcaram a próxima rodada para Viena, segundo comunicado do Ministério do Petróleo e Gás Natural da Índia citado pela Business Standard e pela News18. O encontro foi copresidido pelo ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh Puri, e pelo secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais. Puri afirmou que a Índia seguirá como “motor importante da demanda global de energia nas próximas décadas” e defendeu um diálogo contínuo entre produtores e consumidores; Al Ghais disse que “muitas das prioridades energéticas da Índia são prioridades da OPEP”. O diálogo foi lançado em Nova Délhi em 2015 e a oitava reunião será na sede da organização, em Viena, em data ainda não confirmada. A reunião ocorre com o Brent acima de US$ 100 o barril, depois de o conflito interromper o suprimento a grandes consumidores como Índia e China, segundo a Business Standard.

Os maiores refinadores da Índia começaram a procurar cargas alternativas de petróleo para entrega em novembro e podem reduzir as compras de crude russo, depois de a lei de sanções dos Estados Unidos ter elevado o risco de tarifas de até 100% sobre produtos de países que compram energia russa, segundo a Bloomberg, que citou pessoas envolvidas nas conversas. As importações russas já recuaram e devem ficar em cerca de 1,9 milhão de barris por dia em setembro, mais de 35% do total e o menor nível desde abril, segundo dados da Kpler. A Índia é o terceiro maior comprador de crude do mundo e vinha comprando mais da metade das suas importações da Rússia em alguns meses recentes. O Iraque surgiu como principal alternativa: foram 535 mil barris por dia na primeira metade de setembro, contra uma média de 163 mil barris por dia em agosto, também segundo a Kpler. Substituir o volume russo será difícil: o Urals entregue na Índia custava cerca de US$ 133 o barril no fim da semana passada, segundo a Argus Media, e as negociações para cargas de novembro começam na última semana deste mês.

A polícia de Lahore prendeu nesta segunda-feira as três irmãs do ex-primeiro-ministro paquistanês Imran Khan, Aleema Khan, Uzma Khan e Noreen Niazi, por 30 dias sob a Lei de Manutenção da Ordem Pública (MPO), segundo o The Hindu, que cita a AFP, e a ETV Bharat, citando a agência de notícias indiana Press Trust of India (PTI). O vice-comissário de Lahore emitiu no domingo duas ordens separadas de detenção, e as três foram levadas à prisão de Kot Lakhpat. As prisões ocorrem antes de uma marcha nacional do partido paquistanês Movimento pela Justiça (Pakistan Tehreek-e-Insaf, PTI), marcada para 27 de setembro, que pede a libertação de Khan. O partido classificou as detenções como “abuso flagrante de autoridade”.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link