← Capa

Tema: Fronteiras marítimas

Fluxo

O analista filipino Rommel Banlaoi, presidente da Sociedade Filipina de Estudos de Segurança Internacional, disse que as Filipinas consideram abrir outro processo contra a China e que as autoridades já preparam a documentação legal necessária. O novo caso poderia pedir compensação por destruição ambiental e perdas econômicas e tratar de supostas violações de direitos soberanos e da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS). Banlaoi avalia que Manila deve esperar, pois preside a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) neste ano e seguem as negociações sobre o código de conduta no Mar do Sul da China, e que qualquer ação exige o aval do presidente Ferdinand Marcos Jr.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou na sexta-feira, 6, que um navio de bandeira francesa pretendia fazer pesquisa científica marinha e lançar cabos dentro da plataforma continental turca no Mediterrâneo Oriental sem autorização de Ancara – segundo o ministério, os avisos de navegação emitidos pela Grécia e pela administração cipriota grega para a operação foram cancelados pela Turquia, que diz que os limites externos da plataforma foram notificados à Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de março de 2020 e que o consentimento exigido pelo direito do mar não foi concluído para o trecho dentro dessa área; a TRT World noticiou que Ancara afirma que o navio planeja pesquisa não autorizada na região.

Altos funcionários de defesa de Israel, da Grécia e do Chipre se reuniram nesta quinta-feira em Atenas e declararam nulo o acordo marítimo ratificado entre a Turquia e a Líbia, anunciou o Ministério da Defesa israelense. Os três ministérios afirmaram que o memorando marítimo, ratificado pela Câmara dos Representantes da Líbia em 20 de outubro, fere direitos soberanos de terceiros países, ignora normas internacionais sobre jurisdição marítima e não pode ter efeito legal sobre outros Estados. No mesmo encontro, os países decidiram criar um grupo de trabalho trilateral para as indústrias de defesa, com desenvolvimento e produção conjuntos e interoperabilidade entre as Forças Armadas. A cooperação é apresentada como pilar central da parceria, apoiada na declaração conjunta adotada quando os líderes dos três países se encontraram em Jerusalém, em 22 de dezembro de 2025.

O chanceler chinês Wang Yi disse à chanceler filipina Theresa Lazaro que a relação bilateral sofre “interferência maliciosa” de políticos filipinos e que Manila deve ser “cautelosa nas palavras e atos” sobre o Mar do Sul da China; Lazaro classificou o telefonema de terça à noite como “franco e construtivo”, com defesa de diálogo diplomático e gestão das diferenças com base no respeito mútuo, em conversa que veio após o secretário de Defesa filipino chamar a China de “criadora de problemas” e o embaixador chinês em Manila responder que Pequim não escolheria a força – incluindo, segundo um funcionário filipino, a possível retomada das conversas sobre exploração conjunta de petróleo e gás em Reed Bank.

A China ampliou a presença marítima em torno de Taiwan, enviando patrulhas da guarda costeira das aproximações leste da ilha a águas perto de Quemoy e da ilha remota de Dongsha, informou o South China Morning Post. A Administração da Guarda Costeira de Taiwan disse no fim do sábado que mobilizou o navio de patrulha Jian para sombrear a formação chinesa, liderada pelo Hushi. Taipei classificou as patrulhas como tentativa de “fabricar uma presença administrativa fictícia” e afirmou que as ações de Pequim violam o direito internacional e minam a paz e a estabilidade regionais.

A Guarda Costeira de Taiwan disse que a China está assediando navios com a sua mais recente patrulha na costa leste da ilha e tentando exercer uma jurisdição fictícia. Duas embarcações chinesas participaram da operação, e a Guarda Costeira enviou embarcações próprias para acompanhar, segundo a Reuters, em texto publicado pelo The Hindu. A Guarda Costeira afirmou que as tentativas chinesas de assediar navios no mar por comunicação de rádio são uma “clara expansão de poder que viola o direito internacional, mina a paz e a estabilidade regionais e se afasta da realidade”.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse que, até 31 de outubro, suas forças redirecionaram 144 navios comerciais para garantir o cumprimento do bloqueio naval contra o Irã. Em publicação no X, o Centcom afirmou que as embarcações foram redirecionadas “para garantir o cumprimento” e que o porta-aviões George Washington apoia a aplicação do bloqueio, segundo o Middle East Eye.

A guarda costeira da China realizou um exercício com canhões de água e drones perto de dois recifes disputados no centro do atrito com as Filipinas no Mar do Sul da China, segundo o South China Morning Post. O treino simulou um barco pesqueiro estrangeiro entrando nas águas de Second Thomas e Sabina para “pesca ilegal”.

O porta-contêineres Contship Jet, de propriedade grega e operado pela israelense ZIM Integrated Shipping Services, foi atingido por ao menos três embarcações-drone não tripuladas e afundou no Mar Negro, segundo o Globes. O navio havia partido de Haifa, e os 421 contêineres que levava afundaram com ele. A tripulação foi resgatada ilesa. Os 18 tripulantes, 14 filipinos e quatro ucranianos, foram levados ao porto búlgaro de Varna, segundo o Israel Hayom. A ZIM afirmou que o navio era pequeno, fretado e não próprio, que os tripulantes foram evacuados em segurança e que a estimativa inicial de dano financeiro é mínima, conforme disse a empresa ao Globes.

O parlamento do leste da Líbia, a Câmara dos Representantes alinhada a Haftar em Benghazi, ratificou em 20 de outubro o acordo marítimo de 2019 com a Turquia, e os dois governos rivais do país agora reconhecem a fronteira que corre entre Creta e Chipre, segundo o OilPrice. A linha deixa as ilhas gregas da área sem mar além das águas territoriais, e Ancara busca o mesmo tipo de acordo com Damasco.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito afirmou na quarta-feira que o memorando assinado entre a Turquia e o governo do leste da Líbia, liderado por Khalifa Haftar, “é nulo e sem efeito, não tem efeito legal, e que sua ratificação pela Câmara de Representantes líbia não acarreta consequência jurídica alguma para o Egito”. Na terça-feira, o governo do leste da Líbia aprovou o acordo com a Turquia que estabelece uma fronteira marítima entre os dois países apesar da presença de ilhas gregas, sobretudo Creta, entre as costas. O chanceler turco Hakan Fidan rejeitou as críticas do Egito, da Grécia e de Israel.

Israel condenou na quarta-feira a decisão do parlamento do leste da Líbia, a parte dividida do país, de ratificar um memorando de entendimento com a Turquia sobre demarcações marítimas no Mediterrâneo, segundo o Times of Israel. A chancelaria israelense afirmou que o acordo fere os direitos soberanos de seus aliados próximos na região e que, mais uma vez, a Turquia trabalha para desestabilizar o Mediterrâneo oriental. O Egito reiterou que o memorando “é nulo” e “não possui efeito jurídico”.

A Câmara dos Representantes da Líbia, sediada no leste do país, aprovou por unanimidade na terça-feira o memorando de entendimento assinado em 27 de novembro de 2019 com a Turquia, que delimita as áreas de jurisdição marítima dos dois países no Mediterrâneo, segundo a TRT World. O texto foi assinado pelo então Governo de Acordo Nacional líbio, reconhecido internacionalmente à época. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, comemorou a decisão nesta quarta-feira. “Espero que esta decisão importante seja benéfica”, disse, segundo a TRT World.

O parlamento do leste da Líbia aprovou nesta terça-feira um acordo de fronteiras marítimas com a Turquia, e a Grécia condenou rapidamente o texto, chamando-o de violação do direito internacional, segundo a Reuters, em texto republicado pelo ThePrint. Atenas afirmou que o acordo “segue ilegal, nulo e sem efeito, contraria o direito internacional do mar e fere os direitos soberanos dos Estados da região”. Na mesma reportagem, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia recebeu com satisfação a decisão do parlamento líbio e afirmou que o acordo respeita os direitos e interesses mútuos dos dois países sob o direito internacional e os princípios da equidade.

O Parlamento da Líbia reverteu sua posição e aprovou por unanimidade o memorando de entendimento sobre delimitação de jurisdição marítima no Mediterrâneo assinado com a Turquia, segundo a TRT World. O porta-voz do Parlamento, Abdullah Bliheg, anunciou que a Casa também revogou por unanimidade a Resolução nº 1 de 2020, que recusava ratificar os dois memorandos com a Turquia, e a Resolução nº 6 de 2020, que pedia o rompimento de laços políticos com Ancara, segundo o Alwasat News. O memorando foi assinado entre o antigo Governo de Acordo Nacional e a Turquia.

Doze migrantes morreram na segunda-feira ao tentar atravessar o mar Egeu, seis deles, cujos corpos foram encontrados depois que o barco colidiu com uma embarcação policial, segundo autoridades citadas pelo The Hindu. Na colisão ao largo de Lesbos, um bebê e quatro mulheres estão entre os seis mortos, disse um oficial da guarda costeira à AFP. Os outros seis mortos – cinco homens e uma mulher – estavam em um barco pequeno que virou ao largo de Samos; outras 14 pessoas foram resgatadas, uma delas um suposto organizador iraniano.

As Filipinas convocaram o embaixador da China em Manila depois que ele disse que Pequim poderia vencer facilmente um conflito entre os dois países, informou a TRT World. A chanceler filipina, Maria Theresa Lazaro, transmitiu ao embaixador Jing Quan “séria preocupação e forte objeção” às declarações públicas de 15 de outubro, segundo o veículo. O embaixador disse que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha e afirmou que Pequim não escolherá a força: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força, e amamos a paz”, disse ele.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, e seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, expressaram preocupação com as tensões no sul da Península Arábica e no estreito de Bab el-Mandeb durante conversas no Bahrein, segundo a Anadolu Agency. Os dois destacaram a importância da segurança marítima e da passagem sem obstáculos de embarcações por vias navegáveis internacionais, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Ambos os lados também ressaltaram a importância da cooperação contínua no formato OPEP+.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., e seu governo protestaram, na sexta-feira (16 de outubro), contra falas do embaixador chinês em Manila, Jing Quan, e as chamaram de “ameaça velada de uso da força”, o mais recente atrito da disputa territorial entre os dois países no mar do Sul da China, segundo o The Hindu. O embaixador disse que a caracterização era “absurda” e que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força e amamos a paz”.

Seis navios foram atacados em 10 dias no mar Negro por drones suspeitos de serem russos (entre eles o Able e o Chelsea-3), uma escalada do conflito marítimo que pressiona as fronteiras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), segundo o The Guardian. Até quinta-feira, os ataques já alcançavam o espaço aéreo e as águas territoriais da Romênia; o Alfa Watan, de propriedade turca e com destino ao porto romeno de Sulina, foi atingido por drones aéreos e navais suspeitos de serem russos. Dois navios-tanque de produtos químicos, o Wine Trader e o Yara J, foram atacados e ficaram em chamas, e mais sete marinheiros seguiam desaparecidos.

A agência UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) foi atacado por várias pessoas a bordo de um pequeno barco ao largo de Al Mukalla, no Iêmen, e que a equipe de segurança armada do navio disparou dois tiros de advertência, obrigando o barco a mudar de rumo, segundo o Middle East Eye. Um rebocador que seguia para o sul foi atingido por dois projéteis não identificados a nordeste de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, com um ferido leve, segundo a Mehr News; a UKMTO disse que o rebocador sofreu danos, mas continuou sua rota, e pediu que os navios transitassem com cautela.

Caças F-16 romenos abateram dois drones sobre o mar Negro cerca de 20 km a sudeste da cidade de Sulina, minutos depois de eles terem entrado ilegalmente no país, segundo o Le Monde. O Ministério da Defesa romeno informou que dois F-16 da Força Aérea Romena engajaram os drones, segundo a TRT World. Ao menos sete cargueiros foram atingidos por drones no mar Negro em outubro, diante das costas da Romênia e da Bulgária, membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), deixando dois mortos e ao menos 25 desaparecidos, segundo o The Hindu; o presidente romeno, Nicușor Dan, disse em Bruxelas que dois drones atingiram embarcações, sem dizer de quem eram, e advertiu que haverá uma reação do Estado romeno.

Um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, segundo relato recebido pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), citado pelo Middle East Eye.

60 países apoiaram nesta segunda-feira (12) uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional, segundo o G1. O documento foi assinado por países-membros da União Europeia (UE), Austrália, Japão e Reino Unido, entre outros. Desde o começo da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã, a cobrança de tarifas para a navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada.

O assessor presidencial russo Nikolay Patrushev disse em Pequim que a expansão da extração de recursos naturais exige que Rússia e China protejam juntas o transporte marítimo, segundo a agência TASS. Patrushev afirmou que os dois países podem remodelar o mapa geoeconômico global e proteger melhor o comércio marítimo contra riscos externos, incluindo escalada militar, pirataria e sanções. O chanceler chinês Wang Yi disse na segunda-feira que a confiança mútua estratégica entre os dois países se fortaleceu ainda mais, a cooperação em todas as áreas está mais estável e a cooperação multilateral ficou mais próxima.

A United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) disse nesta segunda-feira que reclassificou como ataque um incidente nas proximidades do fundeadouro de Sohar, em Omã, depois de confirmar que o navio-tanque foi atingido por um drone, segundo o Jerusalem Post, em texto da Reuters. O ministro indiano Sarbananda Sonowal disse que nove tripulantes indianos foram resgatados e estão a salvo e que dois indianos seguem desaparecidos, com as buscas da guarda costeira local em curso.

Três indianos resgatados do navio mercante MV Royad Mammadov, atacado no Mar Negro na segunda-feira, deixaram a Romênia rumo à Índia, segundo a Embaixada da Índia em Bucareste, em informação publicada pelo The Tribune com dados da agência ANI. Dois tripulantes estrangeiros morreram no ataque e os três indianos ficaram feridos e foram resgatados pelas autoridades romenas, conforme o mesmo relato.

Egito, Eritreia, Sudão e Somália emitiram uma declaração conjunta após se reunirem no Novo Alamein, no Egito, afirmando “o princípio da liberdade de navegação” e que “a governança do Mar Vermelho é responsabilidade exclusiva dos Estados ribeirinhos”. O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, renovou o apelo por acesso ao Mar Vermelho, dizendo que o país sem litoral vai trabalhar para garantir uma saída para o mar.

Um navio mercante afundou e a tripulação está desaparecida após um ataque com drones no Mar Negro, segundo autoridades búlgaras. Um segundo navio, que levava grãos, foi atingido dentro da zona econômica exclusiva da Bulgária, disse o primeiro-ministro Rumen Radev. Os 18 tripulantes do segundo navio foram resgatados. Os ataques ocorreram por volta das 03h00 (23h00 GMT), a cerca de 112 km (70 milhas) da cidade costeira de Byala, no leste da Bulgária, e envolveram drones aéreos e marítimos, disse Radev. O navio que afundou navegava sob bandeira do Togo.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, insistiu que o país sem litoral precisa ter acesso ao Mar Vermelho, apesar do conflito no norte. No Parlamento, ele disse que, pelo princípio de dar e receber, a Etiópia trabalhará diligentemente para garantir uma saída para o mar. Quatro dos cinco países que margeiam o Mar Vermelho – Egito, Eritreia, Sudão e Somália – se reuniram no domingo, segundo a Al Jazeera.

Forças do governo do Iêmen internacionalmente reconhecido retomaram Dhubab, ao norte de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, sob cobertura da coalizão saudita, segundo o Times of India. O porta-voz da coalizão saudita, o major-general Turki al-Malki, disse que 100 caças apoiam as forças do governo e que a coalizão garantiu a proteção aérea do estreito. A escalada matou ao menos 959 pessoas e feriu mais de 4.200, com cerca de 174.097 deslocados dentro do Iêmen, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Forças pró-governo do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita dizem ter assegurado o estreito de Bab al-Mandab no início de uma grande ofensiva contra os houthis, segundo a BBC. Um porta-voz militar iemenita disse que as Brigadas Gigantes e as forças National Shield cercam combatentes houthis em Dhubab, cidade costeira do mar Vermelho, depois de tomar o aeroporto e cortar a estrada para a cidade portuária de Moca. A mídia controlada pelos houthis negou que as forças do governo tenham avançado na área de Dhubab. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita disse que seus caças destruíram mais de 300 alvos de alto valor em ataques de apoio à ofensiva, segundo a BBC.

O centro britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou um possível bombardeio a um petroleiro perto da costa do Iêmen, segundo a TASS. O relato aponta um incidente a 60 milhas náuticas ao sul de Al Mukha; o responsável de segurança da companhia disse que o petroleiro avistou múltiplas explosões nas proximidades da embarcação. A tripulação está em segurança e não houve impacto ambiental relatado, e o nome do navio e seu porto de registro não foram divulgados.

Pelo menos três navios-tanque foram atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz e nos arredores desde 1º de outubro, segundo alertas da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Em um balanço semanal divulgado em 2 de outubro, a UKMTO informou 91 incidentes de danos a embarcações desde fevereiro. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que o bloqueio estadunidense ao Estreito de Ormuz é “inabalável” e que o presidente Donald Trump tem “todas as opções de que precisa sobre a mesa” caso o Irã continue a “jogar” com o estreito, segundo a Associated Press, em relato publicado pelo Times of Israel.

O comandante de um petroleiro relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido a quatro milhas náuticas a leste de Omã, segundo o Middle East Eye, citando as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). A agência britânica de segurança marítima informou que toda a tripulação está a salvo e que não há impacto ambiental relatado até o momento, e orientou as embarcações a transitar com cautela. O Türkiye Today informou, citando uma agência britânica de segurança marítima, que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado ao transitar pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira, com incêndio a bordo.

O acordo de um ano entre França e Reino Unido para devolver migrantes que cruzam o Canal da Mancha ilegalmente em pequenos barcos chegou ao fim, informou o Ministério do Interior britânico na quarta-feira. O pacto foi fechado no ano passado, sob o governo de Keir Starmer, então primeiro-ministro britânico, como parte de uma reaproximação pós-Brexit e para aliviar a tensão entre os vizinhos. Segundo números britânicos, cerca de 1.500 pessoas haviam sido devolvidas à França e pouco menos que isso foram aceitas pelo Reino Unido, noticiou a RFI, com base na AFP.

Três navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida no estreito de Ormuz em 29 de setembro, informou o United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), órgão britânico de operações de comércio marítimo, segundo a agência russa TASS. Entre as embarcações estão um petroleiro de petróleo bruto e um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL), conforme o Hindustan Times, que também cita a UKMTO. Até o momento, não há relato de vítimas, e os nomes e os portos de registro dos navios não foram divulgados.

A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que uma embarcação foi atingida por um aparente projétil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, na noite de segunda-feira, provocando um incêndio, segundo o Middle East Eye. Segundo o Mehr News, o incêndio foi apagado, a tripulação estava a salvo e a embarcação seguiu viagem. A UKMTO disse que não houve impacto ambiental relatado e que a extensão dos danos à embarcação ainda estava sendo avaliada.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou a alegação de que o Irã controla totalmente o Estreito de Ormuz, afirmando, em publicação no X, que tais alegações “são falsas” e que o Irã “não tem marinha porque as forças estadunidenses a afundaram”. Segundo o CENTCOM, mais de um bilhão de barris de petróleo passaram recentemente pelo estreito, o que demonstraria que o Irã não controla a via marítima, informou o Middle East Eye.

A QatarEnergy prorrogou os avisos de força maior e não conseguirá entregar cargas de gás natural liquefeito (GNL) à italiana Edison nem a alguns clientes asiáticos enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado, segundo a Reuters. A Edison disse que a QatarEnergy cancelará mais seis cargas, elevando o total de embarques não entregues a 35. O Catar exportou apenas 18 cargas de GNL até o fim de agosto, contra 509 no mesmo período do ano passado, segundo a empresa de inteligência de dados ICIS.

Os houthis do Iêmen enviaram uma carta ao braço de política externa da União Europeia (UE) dizendo que não pretendem atacar navios europeus no mar Vermelho, segundo o Middle East Eye, que relata a informação a partir do Financial Times. A carta foi enviada depois de o grupo capturar o porto de Mokha e o lado iemenita do estreito de Bab al-Mandeb; os houthis afirmam que seu bloqueio no mar Vermelho vale apenas contra a Arábia Saudita e o governo iemenita reconhecido internacionalmente, informa o Middle East Eye.

Índia e Libéria anunciaram a criação de um “grupo de amigos” sobre a segurança da navegação e dos marítimos, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, classificou os ataques à navegação civil como “simplesmente indefensáveis”, citou ações repetidas no Golfo, no Mar Vermelho e nas cercanias e mencionou dois casos recentes: o ataque a um graneleiro de bandeira de Antígua e Barbuda no Golfo de Omã, dois dias antes, que matou um marinheiro indiano, e o ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz, dez dias antes, que deixou um tripulante desaparecido, segundo o Firstpost.

A alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Externos e Política de Segurança, Kaja Kallas, disse ter tratado com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Nova York, dos caminhos diplomáticos para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã e para a reabertura plena do Estreito de Ormuz. “Antes da guerra não havia pedágios nem taxas de trânsito, e não deve haver nenhum depois”, escreveu ela no X, segundo a LaPresse e a ANI. “A navegação tem de ser livre e sem impedimentos, tanto no Estreito de Ormuz quanto no Estreito de Bab el-Mandeb.” Kallas afirmou ainda ter levantado com Araghchi a repressão interna no Irã, entre ela o aumento acentuado de execuções e de sentenças de morte.

Combatentes houthis avançam para tomar as montanhas de Kahboub, nas províncias de Taiz e Lahij, que separam a costa do mar Vermelho do sul do Iêmen ainda controlado pelo governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo cinco fontes militares iemenitas ouvidas pela Reuters na segunda-feira, 21 de setembro. Os combates se concentram nos arredores do distrito montanhoso de Al-Wazi’iyah, em Taiz, e em Ras al-Ara, na costa do oceano Índico, entre a foz do mar Vermelho, tomada pelo grupo na semana passada, e a base do governo em Áden; o objetivo é proteger a retaguarda das forças houthis em torno do estreito de Bab al-Mandab e abrir novas frentes, segundo as fontes. O relatório de situação nº 4 do Escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Iêmen, de 20 de setembro, registra 674 mortos e 2.998 feridos no período de 6 de agosto a 18 de setembro, e 122.297 deslocados – em 17.852 famílias, até 15 de setembro, em oito províncias –, citando a Unidade Executiva para a Gestão dos Acampamentos de Deslocados do Iêmen. A agência France-Presse, citando a emissora al-Masirah, ligada aos houthis, informou que ataques sauditas mataram seis pessoas em Mocha, entre elas duas crianças e uma mulher; a Arábia Saudita não comentou.

A emissora al-Masirah, controlada pelos houthis, afirmou nesta segunda-feira que aviões sauditas atingiram um mercado público e uma escola no distrito de Dhubab, no sudoeste do Iêmen, matando ao menos uma pessoa, segundo a agência chinesa Xinhua. Dhubab fica ao sul do porto de Mocha, no mar Vermelho, e perto do estreito de Bab al-Mandab, onde os houthis tomaram áreas costeiras neste mês. O Middle East Eye divulgou imagens distribuídas pelo grupo, que segundo os houthis mostram o ataque; a Arábia Saudita não comentou. O Exército do governo iemenita, apoiado por Riad, afirma que sua campanha aérea na mesma faixa costeira mira combatentes e equipamentos houthis.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que autorizou o reabastecimento aéreo dos caças sauditas para ajudar a conter os houthis e a manter o petróleo do Golfo em circulação, na primeira missão militar do seu governo, segundo o The Guardian. Ele afirmou que vai usar o primeiro encontro com Donald Trump, nesta terça-feira, para pedir a desescalada do conflito com o Irã. O Reino Unido já mantém na Arábia Saudita o sistema de defesa aérea Sky Sabre, e os houthis avançaram para áreas vizinhas do estreito de Bab al-Mandab, rota alternativa de exportação do petróleo saudita.

A agência britânica Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” quando entrava no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira; dois tripulantes tiveram ferimentos leves e o navio seguiu para o próximo porto por meios próprios, sem impacto ambiental relatado. A UKMTO não divulgou a identidade do navio nem a origem do projétil e disse que as autoridades investigam, segundo a Associated Press (AP) e a agência Anadolu. O boletim do Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), ligado à UKMTO, registra quatro incidentes de segurança com navios mercantes no estreito entre 14 e 18 de setembro, três deles causados por projéteis não identificados.

Combatentes houthis avançavam nesta segunda-feira para tomar alturas estratégicas na província de Taiz, no Iêmen, para cortar o litoral do mar Vermelho das forças restantes do governo apoiado pela Arábia Saudita, segundo a Reuters. O The New York Times noticiou que o governo de Donald Trump preparou ataques aéreos contra o grupo no domingo, a pedido do príncipe herdeiro saudita, e que Trump os cancelou no último momento, com as bombas já sendo carregadas nos aviões; a Reuters não conseguiu confirmar o relato e o Comando Central dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentário. O The Hindu informou, citando fontes, que Trump não prometeu apoio militar ao presidente iemenita Rashad al-Alimi em ligação telefônica, apesar do pedido.

Aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam o distrito de Hayfan, na província de Taiz, no Iêmen, informou a televisão al-Masirah, controlada pelos houthis, segundo o Middle East Eye; o canal não divulgou vítimas nem danos. O ataque ocorre enquanto as forças houthis avançam pelo oeste do país e afirmam controlar boa parte do litoral do mar Vermelho, aproximando-se do estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas centrais do comércio marítimo mundial. O dirigente houthi Mohamed al-Bukhaiti disse à Associated Press (AP) que o grupo pode lutar em várias frentes se Estados estrangeiros entrarem no conflito, e que as operações no mar Vermelho têm como alvo a Arábia Saudita. Ele afirmou que navios americanos e de outros países não estão entre os alvos. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que as hostilidades no Iêmen deslocaram ao menos 125 mil pessoas desde o início de setembro, segundo o Middle East Eye.

O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos no combate ao terrorismo, Ben Saul, concluiu que os ataques aéreos dos Estados Unidos a embarcações acusadas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico violam o direito internacional e podem constituir crimes contra a humanidade, segundo a BBC. A nota de balanço divulgada nesta segunda-feira pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU afirma que, desde 2 de setembro do ano passado, houve pelo menos 68 ataques americanos fora das águas territoriais do país, com mais de 220 mortos, e conclui que “há motivos razoáveis para acreditar que os 68 ataques relatados, que mataram 223 pessoas, constituíram crimes contra a humanidade de assassinato sob o direito internacional consuetudinário”. Saul sustenta que os alvos, mesmo identificados como membros de grupos designados terroristas pelos Estados Unidos, não lançaram um ataque armado contra o país que autorizasse legítima defesa, e que o tráfico é matéria de aplicação da lei. O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) informou dois dias antes que matou quatro pessoas num ataque a uma embarcação no Caribe e afirmou que a operação eliminou quatro “narco-terroristas”; o governo americano não apresentou evidência definitiva de que as embarcações atingidas transportavam drogas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, diz que a operação, batizada de Southern Spear, serve para retirar “narco-terroristas” do hemisfério. Em 1º de setembro, peritos da ONU já haviam pedido o fim dos ataques e afirmado que eles podem constituir crimes contra a segurança marítima, o que daria a outros países jurisdição para investigar e processar os responsáveis.

O comandante do Distrito do Ártico da Guarda Costeira dos Estados Unidos, contra-almirante Bob Little, disse em Oslo que navios chineses navegaram em zonas marítimas ao largo do Alasca, passaram pelas ilhas Aleutas, entraram no Estreito de Bering e chegaram tão ao norte quanto o Polo Norte, segundo a Reuters; ele falava em um encontro sobre segurança do Ártico e afirmou que os americanos respondem “ativamente a atividades de competidores num Ártico cada vez mais disputado”. Em julho, a Guarda Costeira informou que monitorou os navios de pesquisa Xue Long e Xue Long 2 na travessia da zona econômica exclusiva americana no mar de Bering, com o navio Munro na Operação Frontier Sentinel, a primeira vez no ano em que embarcações chinesas foram acompanhadas nesse percurso. A Guarda Costeira afirma que pesquisa científica marinha dentro da zona econômica exclusiva exige autorização prévia dos Estados Unidos.

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), agência britânica que monitora o tráfego marítimo, informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil não identificado” durante trânsito de entrada no Estreito de Ormuz e que dois tripulantes sofreram ferimentos leves, segundo a Mehr News, que cita a agência; a UKMTO orientou os navios a transitar com cautela.

A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) afirma ter derrubado mais um drone americano MQ-1 sobre o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News e o Middle East Eye; a alegação é da própria IRGC e não teve confirmação independente.

Cerca de uma dúzia de navios cruzaram o Estreito de Ormuz ao longo do fim de semana, segundo o Middle East Eye e a Mehr News; a Reuters relata que o tráfego segue muito abaixo do normal, com embarcações passando “a conta-gotas”.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link