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Tema: Filipinas

Matérias e notas sobre Filipinas.

Fluxo

O analista filipino Rommel Banlaoi, presidente da Sociedade Filipina de Estudos de Segurança Internacional, disse que as Filipinas consideram abrir outro processo contra a China e que as autoridades já preparam a documentação legal necessária. O novo caso poderia pedir compensação por destruição ambiental e perdas econômicas e tratar de supostas violações de direitos soberanos e da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS). Banlaoi avalia que Manila deve esperar, pois preside a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) neste ano e seguem as negociações sobre o código de conduta no Mar do Sul da China, e que qualquer ação exige o aval do presidente Ferdinand Marcos Jr.

Luiz Inácio Lula da Silva embarca na manhã de segunda-feira, 9, para viagem que inclui a Turquia, onde participa da cúpula de líderes da COP31, e as Filipinas, onde fará a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao país, no ano em que os dois países completam 80 anos de relações diplomáticas – com reuniões reservadas e ampliadas com o presidente Ferdinand Marcos Jr., além de almoço oficial e fórum empresarial no dia 14. O bloco reúne população superior a 700 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) combinado de 4,25 trilhões de dólares, e é a primeira viagem internacional de Lula depois de reeleito para o quarto mandato.

O chanceler chinês, Wang Yi, disse em ligação telefônica com a secretária de Relações Exteriores das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, feita a pedido dela, que as relações entre os dois países enfrentam “interferência maliciosa”. Wang afirmou que “um punhado” de políticos filipinos ataca e difama a China por preconceito político e interesse próprio e cruzou “linhas vermelhas” de Pequim. Lazaro afirmou que as Filipinas dão grande importância à relação com a China, mantêm a política de uma só China e estão dispostas a tratar as questões marítimas por diálogo e consulta.

A guarda costeira da China realizou um exercício com canhões de água e drones perto de dois recifes disputados no centro do atrito com as Filipinas no Mar do Sul da China, segundo o South China Morning Post. O treino simulou um barco pesqueiro estrangeiro entrando nas águas de Second Thomas e Sabina para “pesca ilegal”.

O grupo de ataque do porta-aviões Liaoning, da China, passou da primeira cadeia de ilhas e chegou às águas mais ao sul das Filipinas antes de seguir a nordeste na sexta-feira, um movimento que sugere a intenção de se posicionar mais perto dos exercícios conjuntos de Estados Unidos e Japão, segundo o South China Morning Post (SCMP). O canal filipino BNC, citado pelo jornal, informou que o grupo chegou a cerca de 25 milhas náuticas (46 km) a leste-sudeste da ilha de Balut, o ponto mais ao sul do país. O grupo tem quatro navios, entre eles os destróieres lança-mísseis Wuxi e Anshan, do Tipo 055, e o Huainan, do Tipo 052D. Segundo o SCMP, o porta-aviões USS Theodore Roosevelt participa do exercício Keen Sword no Mar das Filipinas, ao lado de navios do Japão, Austrália, Canadá e França.

O governo das Filipinas ofereceu nesta sexta-feira uma recompensa de 50 milhões de pesos (US$ 786 mil) pela captura do senador Ronald “Bato” dela Rosa, ex-chefe da polícia do país, segundo o South China Morning Post (SCMP), em texto da agência France-Presse (AFP). “A partir de hoje, o senador Bato será considerado armado e perigoso. Estamos oferecendo uma recompensa de 50 milhões de pesos (US$ 786 mil) por sua captura”, disse o secretário do Interior, Juanito Victor Remulla, em entrevista coletiva. Dela Rosa é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que tornou público em maio o mandado de prisão expedido em novembro de 2025. O ex-presidente Rodrigo Duterte, de quem dela Rosa foi o principal executor da campanha antidrogas, vai a julgamento em 30 de novembro por crimes contra a humanidade, entre eles assassinato e tentativa de assassinato.

As Filipinas convocaram o embaixador da China em Manila depois que ele disse que Pequim poderia vencer facilmente um conflito entre os dois países, informou a TRT World. A chanceler filipina, Maria Theresa Lazaro, transmitiu ao embaixador Jing Quan “séria preocupação e forte objeção” às declarações públicas de 15 de outubro, segundo o veículo. O embaixador disse que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha e afirmou que Pequim não escolherá a força: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força, e amamos a paz”, disse ele.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., e seu governo protestaram, na sexta-feira (16 de outubro), contra falas do embaixador chinês em Manila, Jing Quan, e as chamaram de “ameaça velada de uso da força”, o mais recente atrito da disputa territorial entre os dois países no mar do Sul da China, segundo o The Hindu. O embaixador disse que a caracterização era “absurda” e que as Filipinas deveriam se sentir afortunadas por ter a China como vizinha: “Se quisermos usar a força, podemos vencer facilmente. Mas não, não escolheremos a força e amamos a paz”.

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