O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que, um ano depois, as autoridades japonesas “não agiram em nada” para corrigir as declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan, evitando a questão sem demonstrar sinceridade. Segundo Guo, as graves dificuldades atuais nas relações entre os dois países recaem inteiramente sobre a responsabilidade japonesa. O orçamento militar japonês para 2026 superou 9 trilhões de ienes, cerca de 56,8 bilhões de dólares, impulsionado pela antecipação da meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos de defesa.
Tema: Estreito de Taiwan
Um Congresso controlado pelos democratas deve aumentar a pressão sobre o presidente Donald Trump para acelerar a aprovação da venda de US$ 14 bilhões em armas a Taiwan, segundo análise do South China Morning Post, e apresentar projetos que demonstrem apoio à ilha e impeçam o presidente de “vendê-la”. O pacote está parado há meses, e Trump já sugeriu usá-lo como “moeda de negociação” nas conversas mais amplas com Pequim, enquanto parlamentares dos dois partidos assinavam cartas pedindo à Casa Branca que aprovasse e notificasse formalmente a venda de imediato. Um analista ouvido pelo jornal disse que, se o provável próximo presidente da Câmara, Hakeem Jeffries, “cruzar a linha vermelha” na questão, espera-se que Pequim adote contramedidas fortes.
O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou nesta quinta-feira que a ilha sempre teve apoio bipartidário nos Estados Unidos e que o Congresso continuará ajudando a reforçar sua capacidade de defesa, ao ser perguntado sobre vendas de armas após as eleições de meio de mandato, em texto da Reuters publicado pelo Investing.com. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou em dezembro passado US$ 11 bilhões em armas para Taiwan, a maior venda já feita, mas um segundo pacote de cerca de US$ 14 bilhões está parado. Após se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em maio, Trump chamou o pacote parado de uma boa “moeda de troca” que mantinha “em suspenso”. Koo disse que Taiwan seguirá em contato com o Congresso e com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para garantir que as vendas de armas avancem conforme o cronograma.
As Forças Armadas de Taiwan querem adquirir mais de 1.400 drones costeiros de vigilância e reconhecimento, mais de 200 mil drones costeiros de ataque e 1.320 embarcações de superfície não tripuladas de ataque em uma só direção. O Parlamento aprovou em 27 de agosto a lei que prevê 240 bilhões de novos dólares taiwaneses em seis anos, com prioridade de compra para sistemas não tripulados de produção nacional de baixo custo e alto desempenho. A empresa norte-americana Maritime Tactical Systems anunciou que a guarda costeira taiwanesa comprará 25 de suas embarcações não tripuladas, fabricadas nos Estados Unidos e em Taiwan, e o país quer se tornar um polo asiático de produção de drones sem componentes chineses, aproveitando a liderança em inteligência artificial e semicondutores.
A China ampliou a presença marítima em torno de Taiwan, enviando patrulhas da guarda costeira das aproximações leste da ilha a águas perto de Quemoy e da ilha remota de Dongsha, informou o South China Morning Post. A Administração da Guarda Costeira de Taiwan disse no fim do sábado que mobilizou o navio de patrulha Jian para sombrear a formação chinesa, liderada pelo Hushi. Taipei classificou as patrulhas como tentativa de “fabricar uma presença administrativa fictícia” e afirmou que as ações de Pequim violam o direito internacional e minam a paz e a estabilidade regionais.
O comandante do Exército dos Estados Unidos (EUA) no Pacífico, general Ronald Clark, afirmou que a janela de 2027 para uma possível invasão chinesa de Taiwan segue válida como referência de prontidão. “A questão é: a janela ainda é válida? A resposta para nós é sim”, disse ele na terça-feira em uma conferência do setor no Havaí, segundo o Breaking Defense; segundo o comandante, o Exército do Pacífico posiciona equipamentos, material e pessoal de forma rotacional na primeira e na segunda cadeias de ilhas a oeste da linha internacional de data, com a meta de estar pronto até 2 de abril de 2027.
O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, acusou a China de travar guerra cognitiva ao marcar o aniversário da entrega da ilha com imagens de satélite de Taipé e pôster militar, segundo a Reuters.
A mídia estatal e as Forças Armadas da China continental fizeram neste domingo uma campanha coordenada para marcar o Dia da Restauração de Taiwan, aniversário do fim do domínio japonês, informa o South China Morning Post (SCMP). A emissora estatal China Central Television (CCTV) divulgou um vídeo de 42 segundos com imagens aéreas de Taiwan captadas pela constelação comercial de satélites Jilin-1 e a legenda “Esta é a província de Taiwan da China”.
A Guarda Costeira de Taiwan identificou o barco de pesca suspeito de integrar uma milícia como Minfudingyu 07902, que chegou a cerca de 2,7 milhas náuticas fora das águas restritas da ilha em 16 de agosto, confirmando detalhes de reportagem da Reuters, segundo o The Hindu.
O Ministério da Defesa de Taiwan confirmou pela primeira vez verba para o Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos (EUA) enviar um general reformado e observadores aos jogos de guerra Han Kuang, segundo o South China Morning Post (SCMP). Foram alocados 82,4 milhões de dólares taiwaneses (2,5 milhões de dólares americanos) para o programa de 2026 e 2027, com 41,219 milhões neste ano.
Taiwan afirmou neste domingo, 18 de outubro, que afastou 16 embarcações chinesas, entre navios da guarda costeira, de pesquisa e de pesca, envolvidas em operações simultâneas que a guarda costeira da ilha chama de “assédio marítimo”. Segundo o comunicado, um número “incomumente grande” de embarcações chinesas participou das operações coordenadas em torno da ilha principal de Taiwan e de Pratas, ilha disputada a sudoeste.
Taiwan vai adquirir por NT$ 46,55 milhões (US$ 1,45 milhão) um sistema de inteligência artificial (IA) que analisa em minutos imagens de satélite de 100 km² e identifica navios, aeronaves e lançadores de mísseis do Exército de Libertação Popular, segundo o South China Morning Post, que cita o Ministério da Defesa da ilha. O contrato entrou em vigor em 25 de setembro, e o sistema deve ficar pronto no fim de abril.
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, disse no sábado que Taiwan busca dissuadir a guerra ampliando seu gasto em defesa. No discurso do Dia Nacional, ele afirmou que o objetivo do aumento do investimento em defesa nacional é dissuadir a guerra e não provocá-la, segundo o Japan Times.
O ministro de tecnologia do Paraguai, Gustavo Villate, disse na quinta-feira que as sanções impostas por Pequim só vão acelerar os projetos conjuntos com Taiwan e escreveu em uma publicação nas redes sociais que a relação com Taipé “nunca estará na mesa de negociação”. Na segunda-feira, a China sancionou Villate e o chanceler de Belize por causa dos laços dos dois países com Taiwan, território que Pequim reivindica como seu.
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, disse no Dia Nacional que o objetivo do aumento do gasto em defesa é dissuadir a guerra, não provocar. O governo de Lai reservou o recorde de NT$ 1,1 trilhão (US$ 34,5 bilhões) em gasto de defesa para 2027, mais de 3% do PIB. Lai afirmou que a China segue pressionando com atividades militares e de zona cinzenta para alterar o status quo no Estreito de Taiwan.
Japão e Estados Unidos (EUA) vão ensaiar neste mês a movimentação de mísseis antinavio, defesas aéreas e redes de comunicação para ilhas próximas a Taiwan, em um exercício militar ampliado, segundo o South China Morning Post.
O Parlamento Europeu aprovou uma posição mais dura em relação à China, descrevendo-a como facilitadora decisiva da Rússia e pedindo presença naval contínua e exercícios conjuntos na área do Estreito de Taiwan, segundo o South China Morning Post. O relatório pede ação rápida para conter a política industrial de Pequim, que descreve como ameaça existencial à União Europeia. A votação teve 454 votos a favor, 86 contra e 110 abstenções.
Wanying “Heather” Zhang, corretora de imóveis de 34 anos na Califórnia, foi presa no aeroporto de Los Angeles em 4 de outubro de 2026 ao se preparar para embarcar em um voo para Xangai, acusada de atuar como agente não registrada de um governo estrangeiro, segundo o Hindustan Times. O Federal Bureau of Investigation (FBI) afirma que ela viajou a Seattle em 2025 a mando de autoridades chinesas e depois enviou fotos, vídeo e informações de placas de carro do filho do líder de Taiwan e da família dele, segundo o The Hindu. A pessoa vigiada seria Ting-Yu Lai, engenheiro na faixa dos 30 anos que vive nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos entregaram a Taiwan os dois primeiros caças novos F-16V Block 70, de um lote de 66 aeronaves aprovadas para venda por Washington em 2019, segundo a Russia Today (RT). As duas aeronaves chegaram na sexta-feira.
Os dois primeiros caças F-16V Block 70 de um lote de 66 aeronaves de fabricação norte-americana encomendadas por Taiwan em 2019 pousaram na Base Aérea de Chihhang, perto de Taitung, na costa leste montanhosa da ilha, ao meio-dia de sexta-feira no horário local. As aeronaves voaram via Havaí e Guam, segundo a DW, e os jatos, fabricados pela Lockheed Martin como parte de uma venda de US$ 8 bilhões acertada há sete anos, têm aviônicos e radares avançados.
Os dois primeiros caças F-16V Block 70 de Taiwan devem chegar em poucos dias, segundo o legislador Wang Ting-yu, do Partido Progressista Democrático (DPP). Wang afirmou que as duas aeronaves decolaram do Havaí e vão pousar na base aérea de Chihhang, em Taitung, na sexta-feira ou no sábado. A venda de 66 F-16V Block 70 foi aprovada pelos Estados Unidos em 2019, com entregas originalmente previstas para começar em 2023.
O ministro da Defesa de Taiwan disse que as vendas de armas dos Estados Unidos à ilha seguem inalteradas e que Taipei continua em conversas com Washington sobre acordos específicos, na terça-feira, 29 de setembro de 2026, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo The Hindu. Um pacote recorde de 14 bilhões de dólares em armas para a ilha, no entanto, continua paralisado. Os Estados Unidos pausaram o pacote de 14 bilhões após a cúpula de maio em Pequim entre Trump e Xi Jinping, e a China pressionou Washington a suspender as vendas de armas à ilha, segundo a AP, em texto publicado pelo Mercury News.
Taiwan pretende quadruplicar o estoque de munição de combate de 30 para 120 dias num programa de seis anos de NT$ 27,59 bilhões, segundo o Taipei Times. O Ministério da Defesa alocou NT$ 7,3 bilhões ao programa depois que o Yuan Executivo o aprovou em 3 de setembro, segundo o jornal. O programa precisa ser acelerado para repor munição consumida em exercícios, mais frequentes nos últimos anos, segundo o diretor de planejamento estratégico, tenente-general Huang Wen-chi, citado pelo jornal.
O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan classificou como distorção dos fatos as declarações do presidente da China, Xi Jinping, a Donald Trump em Washington sobre a reunificação nacional e a integridade territorial chinesas, segundo a Reuters. Segundo o ministério, trata-se da “abordagem chinesa consistente de distorcer os fatos e apresentar unilateralmente sua posição e suas reivindicações”, e só o povo taiwanês decide o futuro da ilha; Taiwan também acusou a China de perturbar a paz e a estabilidade, informa o G1. Xi havia pedido a Trump que os Estados Unidos mantenham a “posição correta” de oposição à independência de Taiwan, ainda segundo a Reuters.
O presidente da China, Xi Jinping, chega a Washington nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para uma visita de Estado de três dias, com conversas formais na quinta-feira, 24, e visita ao Arquivo Nacional dos Estados Unidos na sexta-feira, 25, e deve pressionar o presidente Donald Trump a interromper a venda de armas a Taiwan, invocando o terceiro dos comunicados conjuntos assinados pelos dois países em 1982, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par das conversas. Naquele comunicado, Washington afirmou que pretendia reduzir gradualmente as vendas de armas a Taiwan e que não buscava vendas de longo prazo a Taipé; um memorando do então presidente Ronald Reagan anexado ao texto condicionava essa disposição ao compromisso chinês de resolver as diferenças com Taiwan por meios pacíficos. Um pacote de cerca de US$ 14 bilhões em armas para Taiwan está parado há meses. Depois da cúpula com Xi em Pequim, em maio de 2026, Trump disse que mantinha o pacote em espera e o descreveu como “uma ficha de negociação muito boa”, segundo a Reuters. As fontes disseram que a China também pediu que os Estados Unidos interrompam entregas de armas já encomendadas pela ilha, e ofereceu ajuda para pressionar o Irã na guerra no Oriente Médio em troca de concessões. O South China Morning Post, citando fontes, informou que Washington considera adiar o anúncio de novas vendas de armas a Taiwan para depois da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em novembro, em Shenzhen, e da cúpula do Grupo dos 20 (G20), em dezembro, na Flórida; uma das fontes disse que Trump cogitou adiar a decisão até o fim de 2028 ou janeiro de 2029, mas recuou diante da oposição de críticos da aproximação com Pequim. Em Taipé, o Le Monde registrou a avaliação de Su Tzu-yun, pesquisadora do Instituto de Pesquisa de Defesa e Segurança Nacional: “Precisamos ficar alertas, mas sem pânico, porque o interesse geopolítico dos Estados Unidos continua sendo manter a China à distância de Taiwan”. O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan disse acompanhar de perto as conversas.
Duas embarcações da Marinha da Nova Zelândia – a fragata Te Mana e o navio-tanque Aotearoa – cruzaram o Estreito de Taiwan na sexta-feira, 18 de setembro, como parte de um deslocamento de três meses pelo Indo-Pacífico, informou a Força de Defesa do país nesta segunda-feira, 21. O primeiro-ministro Christopher Luxon chamou a passagem de “atividade de rotina”, feita “em águas internacionais” e conforme o direito internacional, e disse não esperar reação da China, maior parceiro comercial neozelandês. O Ministério da Defesa da China não respondeu de imediato a um pedido de comentário, e o Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que o estreito é uma via internacional e que não divulga por iniciativa própria as movimentações de forças aliadas. A Reuters informou, com base numa fonte, que o Aotearoa foi acompanhado por forças chinesas quando cruzou o estreito em novembro de 2025.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reúne-se nesta terça-feira, 22 de setembro, com Donald Trump à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, dois dias antes da cúpula do presidente dos Estados Unidos com Xi Jinping, na Casa Branca, segundo o The Japan Times e a agência Reuters. Takaichi quer levar a Trump as posições do Japão sobre Taiwan e comércio, para que ele não se incline à conciliação com a China, segundo o The Japan Times. A Reuters lembra que a primeira-ministra irritou Pequim em 2025 ao afirmar que Tóquio poderia ser arrastada para um conflito em torno de Taiwan, e que analistas apontam o receio de que Trump ofereça concessões a Xi em troca de um resultado econômico que possa exibir antes das eleições de meio de mandato de novembro. Takaichi, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e Trump discursam na Assembleia Geral nesta terça-feira, segundo a Reuters.
Taiwan iniciou as obras de um parque de empacotamento avançado de semicondutores ancorado pela TSMC, segundo a Reuters.
Negociadores dos EUA e da China fazem as rodadas preparatórias finais antes da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, segundo o The Hindu, que também registra a proposta americana de um “diálogo sobre IA”. O New York Times aponta as vendas de armas a Taiwan como o ponto capaz de desfazer o entendimento.
Pequim condiciona a visita de Xi Jinping a Washington, em 24/09, ao congelamento de novas vendas de armas a Taiwan, segundo a Kyodo; nenhum funcionário chinês confirmou a vinculação.
Taipé eleva alerta em quatro ilhotas do estreito