Debretsion Gebremichael é o “grande derrotado” da fase de enfrentamentos armados que sacode a Etiópia desde o fim de setembro, segundo o Le Monde: ao lançar uma ofensiva contra o governo federal, ele pretendia consolidar as posições da Frente Popular de Libertação do Tigré (FPLT), partido que dirige desde 2017. Em 16 de outubro, o gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed anunciou a instalação de uma nova administração interina no Tigré, encarregada de organizar eleições em seis meses. Combatentes do FPLT e das Forças de Defesa do Tigré tiveram de recuar para zonas montanhosas do Tigré, onde mantêm ações de guerrilha. Segundo “várias fontes” citadas pelo jornal, o próprio Debretsion estaria refugiado na Eritreia, país que hoje apoia a rebelião tigré.
Tema: Eritreia
Matérias e notas sobre Eritreia.
A Etiópia instalou uma nova administração em Tigray, atingido pelo conflito depois que as forças federais repeliram os combatentes tigrínios, mas as tensões com a Eritreia continuam a alimentar o temor de uma guerra regional mais ampla, segundo a DW.
Um acordo de paz assinado em novembro de 2022 encerrou dois anos de combates brutais no estado etíope do Tigray, mas as disputas sobre poder político, território e desarmamento de grupos armados seguem sem solução, segundo o The Hindu. Com Adis Abeba e Asmara novamente em lados opostos, conflitos em curso em outras partes da região e tensões altas do outro lado do mar Vermelho, há temores de um contágio mais amplo da violência, segundo a Reuters.
A Etiópia acusou a Eritreia de uma “invasão total” de sua região norte do Tigré e avisou que vai se defender, segundo a BBC. Em carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o chanceler etíope, Gedion Timothewos, chamou a entrada de tropas de “ato flagrante de agressão” e disse que forças eritreias avançaram até 60 km dentro do Tigré; a Eritreia respondeu que enfrenta uma “guerra de agressão não provocada” do vizinho. Para o The New York Times, os dois países, antes aliados, estão à beira da guerra.
A Etiópia acusou a vizinha Eritreia de “invasão total” do Tigré e disse que vai se defender, segundo carta ao Conselho de Segurança citada pela ONU News. A Eritreia rejeitou a acusação, e seu ministro da Informação disse que o país enfrenta uma “guerra de agressão não provocada”. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar profundamente preocupado com relatos da presença de forças eritreias no norte da Etiópia.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu a cessação imediata das hostilidades em Tigray, Afar e Amhara e o retorno ao diálogo no âmbito do Acordo de Pretoria, em comunicado emitido na sexta-feira à noite em Nova York por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, segundo a ONU News. Ainda segundo a ONU News, relatos da imprensa apontam que a Etiópia acusou a vizinha Eritreia de invasão total de Tigray e advertiu que vai se defender.
Drones atribuídos a forças do governo etíope atingiram tropas, veículos e munição eritreus perto da cidade de Adigrat, no norte da Etiópia, entre a noite de quarta e a manhã de quinta, segundo o The Media Line, em texto publicado pelo Jerusalem Post. Em carta de 8 de outubro ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, acusou a Eritreia de invadir território etíope e exigiu a retirada das tropas. A Eritreia pediu no sábado ao Conselho que condene a “declaração de guerra” da Etiópia, alertando que ela pode desestabilizar a região, segundo a AFP, em texto publicado pela LBC.
Uma fonte de segurança estrangeira estimou em 5 mil a 8 mil o número de soldados da Eritreia presentes no Tigré, segundo a AFP, citada pela DW, que afirma que diversas fontes confirmaram a presença de forças armadas eritreias na Etiópia. A Etiópia escreveu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo a retirada imediata das tropas eritreias do seu território, dizendo não ter outra opção senão se defender, segundo a Reuters, citada pela DW.
A Etiópia e a Eritreia acusaram-se mutuamente de iniciar uma guerra de agressão nesta sexta-feira, num momento em que um conflito interno etíope ameaça se transformar em guerra regional, segundo a France 24, em texto com a AFP. Uma fonte de segurança estrangeira, que falou sob anonimato, estimou à AFP entre 5 mil e 8 mil soldados eritreus presentes no Tigré. Testemunhas disseram à AFP que os rebeldes perderam outras duas cidades na região, Shire e Adigrat.
A Etiópia disse ao Conselho de Segurança da ONU que forças da Eritreia, incluindo unidades mecanizadas, avançaram até 37 milhas (cerca de 60 quilômetros) no seu território norte, segundo a Africa Today News New York. A carta diz que a presença das tropas aciona o direito inerente à legítima defesa da Etiópia e descreve a incursão como uma “invasão total”. Moradores de Adigrat disseram à BBC que soldados eritreus cruzaram para o norte da Etiópia rumo à área de confrontos no Tigré.
Drones da Etiópia atingiram unidades do Exército da Eritreia na cidade de Adigrat, no Tigré, na madrugada de 8 de outubro, segundo a agência russa TASS. Um morador local afirmou que vários caminhões militares eritreus foram destruídos.
Forças federais da Etiópia entraram em Mekelle, capital do Tigré, após a retirada dos rebeldes da cidade, em combates que na prática encerraram o cessar-fogo de Pretória de 2022, com relatos de tropas da Eritreia no norte do Tigré, após a Etiópia fechar a embaixada na Eritreia e expulsar diplomatas em 1º de outubro, acusando Asmara de atos hostis e envolvimento nos combates, segundo a Al Jazeera.
Tropas da Eritreia entraram na Etiópia, o que faz temer um confronto direto com Adis-Abeba, segundo o Le Monde. Nos últimos dias, as tropas se posicionaram em torno de uma cidade na região norte do Tigré, disseram uma autoridade local e moradores, após duas semanas de conflito interno que ameaça uma guerra regional mais ampla, segundo a AFP, em texto publicado pelo Modern Ghana.
Egito, Eritreia, Somália e Sudão pediram soluções políticas e pacíficas em meio à escalada dos conflitos na região, segundo a Al Jazeera, em declaração conjunta no domingo após reunião em New Alamein City, no Egito; a declaração disse ainda que o controle do Mar Vermelho deve permanecer com os Estados costeiros.
A Eritreia cortou todos os laços diplomáticos com a Etiópia em retaliação, dizendo que não teve opção além de retribuir na mesma medida. A decisão veio depois de a Etiópia ordenar o fechamento da sua embaixada na Eritreia e declarar 10 diplomatas eritreus persona non grata. O rompimento acontece enquanto combates renovados no norte da Etiópia levantam temores de um conflito regional mais amplo, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC).
A Etiópia ordenou o fechamento da sua embaixada na Eritreia e deu 48 horas para 10 diplomatas eritreus deixarem o país, segundo o ChimpReports. Na quinta-feira, a Eritreia disse que rompia os laços diplomáticos com a Etiópia, em resposta à expulsão anterior dos seus diplomatas de Adis Abeba, segundo a Agence France-Presse (AFP), em texto publicado pelo Ahram Online. O Ministério das Relações Exteriores da Eritreia afirmou não ter outra opção senão reciprocar e cortar todos os laços: “A Eritreia não tem outra opção senão reciprocar na mesma moeda e cortar todos os laços diplomáticos com a Etiópia, com todos os corolários negativos que isso implica”, disse a pasta em nota no X.
O chefe do Exército da Etiópia acusou o Egito e o Sudão de apoiar uma nova aliança de grupos armados que tenta remover o primeiro-ministro Abiy Ahmed, segundo a Euronews. O marechal Birhanu Jula disse que nem a Eritreia nem a Frente de Libertação do Povo Tigré (FLPT) conseguiria nada sozinha sem apoio externo, segundo a France 24. A acusação ocorre com a retomada dos combates no norte da Etiópia, segundo a Euronews.