← Capa

Tema: Emirados Árabes Unidos

Matérias e notas em que Emirados Árabes Unidos é ator central.

Fluxo

Um relatório confidencial de investigadores da ONU “estabelece de forma conclusiva” que os Emirados Árabes Unidos contrataram mercenários colombianos para lutar pela Força de Apoio Rápido (RSF), segundo o Middle East Eye, que diz ter obtido o documento. Entregue ao Conselho de Segurança na semana passada, o texto descreve como a Global Security Services Group (GSSG), empresa sediada nos Emirados e com laços próximos ao governo, levou os colombianos ao Sudão via Líbia, Somália e Chade. Os investigadores apontam a base da Força Policial Marítima de Puntland, em Bosaso, na Somália, como local de trânsito ou de treinamento antes do envio ao Sudão, e afirmam que os mercenários tiveram “papel significativo” nas operações da RSF no Darfur, sobretudo no cerco e na captura de el-Fasher. Em carta incluída no relatório, os Emirados rejeitam “qualquer alegação de irregularidade em relação ao conflito no Sudão” e dizem levar “muito a sério” as alegações sobre mercenários.

A Bloomberg noticiou planos da petroleira estatal de Abu Dhabi, a Adnoc, para um terceiro duto entre o litoral oeste dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e Fujairah, que abasteceria clientes asiáticos sem passar por Ormuz. O duto atual, Habshan–Fujairah, opera desde 2012 com capacidade de 1,5 milhão de barris por dia, ampliável a 1,8 milhão, e um segundo, o West-East, deve entrar em operação em 2027. A Adnoc declarou à Bloomberg que o relatório não é exato e é “puramente especulativo”.

O contrato de novembro do benchmark de Dubai foi negociado no início da semana com desconto de cerca de US$ 2 por barril em relação ao de dezembro, disseram traders e corretoras à Bloomberg — a primeira vez que a curva do Dubai entra em contango desde julho. O contango, estrutura em que os contratos mais distantes valem mais que os imediatos, indica que a preocupação com falta imediata de petróleo cedeu. Os fluxos físicos vinham subindo havia dois meses, com produtores do Golfo acelerando o transporte navio a navio no Golfo de Omã depois que os petroleiros passam por Ormuz. A oferta maior do Oriente Médio enfraqueceu os preços de Dubai e Murban e aumentou a compra de refinarias asiáticas, sobretudo na Índia, que preferiu cargas adicionais do Oriente Médio a barris russos mais caros, com frete maior.

A ADNOC Gas vai fornecer até 1,6 milhão de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) à TotalEnergies em cinco anos, segundo acordo anunciado nesta terça-feira pela unidade de gás da estatal de Abu Dhabi e pela petroleira francesa. As primeiras entregas de GNL começam ainda neste ano, segundo a TotalEnergies. O OilPrice registra que os fluxos de GNL pelo Estreito de Ormuz estão severamente restringidos há oito meses e que os Emirados Árabes Unidos seguem confiantes na alta da demanda global no longo prazo. O projeto Ruwais LNG, em desenvolvimento em Abu Dhabi, terá capacidade de 9,6 milhões de toneladas por ano, em grande parte já comprometida com compradores da Ásia e da Europa em contratos de longo prazo.

A Shell concordou em vender sua participação de 16,67% no projeto North West Shelf, na Austrália, a subsidiárias da XRG, braço internacional da companhia estatal de petróleo de Abu Dhabi (ADNOC), por US$ 1,45 bilhão, segundo a Reuters, em texto publicado pelo MarketScreener. O negócio deve ser fechado em 2027 e prevê um pagamento contingente adicional vinculado ao cumprimento de metas, além do valor-base. É o primeiro investimento da XRG em gás natural liquefeito (GNL) australiano; o projeto tem capacidade de liquefação de 14,3 milhões de toneladas por ano.

Um rebocador offshore de propriedade dos Emirados Árabes Unidos, o Selat Storm, foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, a noroeste da península de Musandam, e foi visto submergindo parcialmente na noite de domingo. Foi o segundo provável ataque iraniano a um rebocador no estreito desde 18 de outubro, quando um projétil atingiu o rebocador de bandeira holandesa JIF Barracuda.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o Canadá e os Emirados Árabes Unidos por reiterarem reivindicações territoriais sobre Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb, segundo o Tehran Times. Ele classificou as alegações dos Emirados de “descaradas e intervencionistas” e criticou o Canadá por endossá-las em uma declaração conjunta. Baqaei afirmou que “as ilhas de Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb são partes inseparáveis e eternas do território iraniano” e que a repetição de reivindicações “infundadas” não mudará “as realidades geográficas, históricas e legais estabelecidas”.

A costarriquenha Rebeca Grynspan ampliou a liderança na corrida a secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com 11 votos a favor e 4 contra no Conselho de Segurança de 15 membros, o melhor resultado dela em sete votações informais realizadas a portas fechadas nos últimos meses para substituir António Guterres, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Internazionale. A emiratense Lana Nusseibeh, que entrou na disputa, recebeu 7 votos a favor, 6 contra e 2 sem opinião na primeira votação de que participou.

Um superpetroleiro com mais de 2 milhões de barris de petróleo estava entre os três petroleiros que explodiram e pegaram fogo ao passar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz, afirmou nesta sexta-feira a Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Associated Press (AP). A corporação disse que o navio teria batido em uma mina naval. A Marinha de Omã retirou 25 tripulantes do navio mercante Riti, de bandeira panamenha, depois que ele foi atingido e um incêndio começou a bordo, informou o Centro de Segurança Marítima de Omã em comunicado. Os Emirados Árabes Unidos disseram nesta sexta-feira que o vazamento do petroleiro Gem No. 2 foi contido, sem detecção de novo vazamento, com a limpeza continuando na costa atingida, segundo o Jerusalem Post.

Integrantes da diáspora sudanesa e observadores internacionais de direitos humanos denunciaram a candidatura da diplomata emiradense Lana Nusseibeh ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU), citando a negação dela das acusações de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) alimentam a guerra no Sudão com apoio às Forças de Apoio Rápido (RSF), segundo o Guardian; Nusseibeh tem apoio unânime dos Estados do Golfo, mas é acusada de encobrir o apoio à RSF, acusada de genocídio.

Um tribunal dos Emirados Árabes Unidos condenou oito pessoas à prisão perpétua por tráfico de armas e lavagem de dinheiro ligados ao exército do Sudão, segundo a imprensa estatal. A rede entrelaçava negócios de armas, empresas comerciais, transferências bancárias e pagamentos em dinheiro no fornecimento de armas, munição e equipamento militar ao exército sudanês. O tribunal mandou confiscar a munição e os aparelhos de comunicação usados nos crimes e deportar os condenados depois do cumprimento das penas.

O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, teve ligações separadas na terça-feira com seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, e com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, informou o ministério egípcio nesta quarta-feira. Segundo o ministério, os chanceleres egípcio e saudita concordaram em manter a coordenação pelo mecanismo quadrilateral, que inclui Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

A missão permanente do Sudão na Organização das Nações Unidas (ONU) disse ter questões fundamentais sobre a independência, a imparcialidade e a credibilidade de Lana Nusseibeh como candidata ao posto mais alto da organização, em declaração dada com exclusividade ao Middle East Eye. O Sudão classifica a candidatura como tentativa de ‘branquear’ o papel dos Emirados Árabes Unidos na guerra civil sudanesa, segundo o veículo.

Os Emirados Árabes Unidos fecharam algumas praias depois de detectar um vazamento de óleo de um petroleiro no Golfo Pérsico, segundo a Bloomberg. O Ministério da Mudança Climática e Meio Ambiente disse em comunicado que as autoridades detectaram “um vazamento de petroleiro afetando as praias de Umm Al Quwain”, emirado ao norte de Dubai, segundo a Euronews.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o país está pronto para realizar no mês que vem uma reunião trilateral com os Estados Unidos e a Rússia em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, segundo a Xinhua, que cita a agência Interfax-Ucrânia. O encontro no nível das equipes de negociação está previsto para a primeira metade de novembro e depende do lado russo, disse ele em pronunciamento on-line ao Hudson Institute. O Kyiv Independent relatou que as equipes de negociação dos três países vão se reunir em Abu Dhabi em novembro para iniciar conversas de paz.

A França e os Emirados Árabes Unidos retomaram os planos de desenvolver juntos uma versão modernizada do caça Rafale, depois que as conversas ficaram travadas no início do ano, disseram autoridades, segundo o Hindustan Times. O projeto, para o qual o projeto de orçamento francês para 2027 reserva 3 bilhões de euros (US$ 3,36 bilhões), voltou ao topo da agenda após o colapso do projeto conjunto de França e Alemanha para um caça de nova geração, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Euronext. Os Emirados são o maior cliente estrangeiro do Rafale, fabricado pela Dassault Aviation.

Um livro com trechos publicados pela Vanity Fair afirma que Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, teve acesso, durante o primeiro mandato de Trump, a contas bancárias secretas com cerca de US$ 2 bilhões fornecidos pelo dirigente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e pelo integrante da realeza saudita Mohammed bin Salman, segundo o Times of Israel. Uma dessas contas ficava no banco central de Israel e teria sido supervisionada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de acordo com o relato. Kushner negou todas as acusações, assim como o ex-embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que, segundo o livro, ajudou a viabilizar o arranjo.

A diplomata Lana Nusseibeh, dos Emirados Árabes Unidos, entrou nesta quarta-feira na disputa para suceder António Guterres no comando das Nações Unidas, segundo a Reuters. Fontes diplomáticas em Nova York esperam um anúncio oficial em breve da candidatura pelos Emirados, disseram ao Jerusalem Post. Guterres conclui em 31 de dezembro o segundo mandato de cinco anos, e a escolha definirá o décimo secretário-geral da organização.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exibiu um mapa do Oriente Médio ampliado que mostra Israel e os Emirados Árabes Unidos alinhados à RSF, força paramilitar sudanesa acusada de cometer genocídio em Darfur, e a separatistas na Líbia, no Iêmen e na Somalilândia, segundo o Middle East Eye. O mapa integrou a apresentação de domingo da nova doutrina de segurança de Netanyahu, centrada em ataques preventivos e na criação de “zonas de amortecimento” nas fronteiras de Israel.

A agência UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) foi atacado por várias pessoas a bordo de um pequeno barco ao largo de Al Mukalla, no Iêmen, e que a equipe de segurança armada do navio disparou dois tiros de advertência, obrigando o barco a mudar de rumo, segundo o Middle East Eye. Um rebocador que seguia para o sul foi atingido por dois projéteis não identificados a nordeste de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, com um ferido leve, segundo a Mehr News; a UKMTO disse que o rebocador sofreu danos, mas continuou sua rota, e pediu que os navios transitassem com cautela.

O assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Anwar Gargash, disse nesta segunda-feira que atacar a Arábia Saudita mina a segurança dos Emirados e de todos os Estados do Golfo, em meio aos repetidos ataques contra a Arábia Saudita na última semana, segundo o Khaleej Times. Gargash pediu a revitalização da ação conjunta do Golfo, sobretudo nas dimensões de segurança e defesa, e afirmou que a segurança do Golfo é indivisível e que todos são alvos.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) notificou o Congresso na semana passada da aprovação de mais de US$ 2 bilhões em vendas de armas para o Egito, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, segundo o Middle East Eye. O Egito comprará mais de 2.000 mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 lançadores, por cerca de US$ 832 milhões. A compra mais cara do pacote é a dos Emirados Árabes Unidos, de até 10.000 kits guiados a laser APKWS-II, por cerca de US$ 1,04 bilhão; o Kuwait comprará serviços e peças para baterias Patriot por US$ 400 milhões.

O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de mais de 2 bilhões de dólares em sistemas de armas ao Egito, ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos, em notificação ao Congresso na semana passada, segundo o Middle East Eye. A compra mais cara do pacote é dos Emirados: até 10 mil kits do sistema Advanced Precision Kill Weapon System-II (APKWS-II), que transformam foguetes não guiados em munições de precisão, por cerca de 1,04 bilhão de dólares. O Egito foi autorizado a comprar mais de 2 mil mísseis antitanque FGM-148 Javelin e até 200 unidades lançadoras, por cerca de 832 milhões de dólares.

A Arábia Saudita abriu uma apuração de segurança aérea sobre o incidente do voo flydubai FZ1073, ao lado da investigação criminal liderada pelos Emirados, segundo três pessoas próximas do caso, em texto da Reuters republicado pelo Straits Times. O país notificou agências de aviação especializadas no exterior de que conduziria a investigação de segurança sob regras internacionais; o voo estava no espaço aéreo saudita quando o copiloto atacou o comandante com um machado. Israel ofereceu participar de qualquer investigação de segurança liderada pela Arábia Saudita, mas até agora não foi convidado, segundo o chefe da agência israelense de investigação de acidentes aéreos, à Reuters.

O copiloto Hamam al-Hammami, de 29 anos, cidadão omani, foi contido numa suposta tentativa de assumir o controle de um voo da flydubai para Tel Aviv com 182 pessoas a bordo em 30 de setembro e esteve na Nova Zelândia com visto de estudante por 175 dias, de 30 de novembro de 2018 a 23 de maio de 2019, para parte do treinamento de voo, segundo The Guardian, que cita a confirmação da polícia neozelandesa sobre a estadia. O crescimento acelerado da flydubai levanta dúvidas sobre recrutamento e verificação após a tentativa de sequestro, segundo o Wall Street Journal (WSJ), em texto republicado pelo Hindustan Times.

Avaliações iniciais indicam que o copiloto da flydubai acusado de atacar o comandante e tentar assumir o controle de um voo com destino a Israel agiu sozinho, segundo autoridades estadunidenses e um ex-oficial de segurança israelense. Autoridades estadunidenses ressaltam que a investigação do incidente da quarta-feira passada ainda está em estágio inicial. As autoridades dos Emirados, que conduzem a investigação, disseram no sábado que o copiloto supostamente atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir os controles do voo.

O copiloto do voo da flydubai disse em interrogatório que planejava levar a aeronave sequestrada a Tel Aviv e lançá-la contra o terminal do aeroporto Ben Gurion, segundo fontes não identificadas citadas pelo canal israelense Channel 12 e reproduzidas pela TASS. O plano só teria sido frustrado porque o comandante, mesmo ferido, conseguiu abrir a porta da cabine, ainda segundo a TASS. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu uma revisão completa de “todos os aspectos” da segurança de voos civis estrangeiros para Israel após o ataque, de acordo com o The Washington Post.

O copiloto do voo FZ1073 foi identificado como Hamam al-Hammami, omanita que já havia sido barrado de voar em Omã por supostas visões extremistas e transferido para uma função administrativa na Oman Air antes de ser contratado pela flydubai, segundo a Al Jazeera citando a Associated Press. Israel recebeu antecipadamente as listas de tripulantes e passageiros do voo, e as checagens caberiam ao Departamento de Segurança do Ministério dos Transportes e ao Mossad, segundo a Al Jazeera citando o Haaretz. O Irã negou qualquer ligação com o incidente e afirmou que as acusações se baseiam em evidências fabricadas, segundo o Hindustan Times.

Os embarques de cru da região do Golfo voltaram ao nível anterior à guerra entre 1º e 28 de setembro, com ao menos 16,5 milhões de barris por dia, segundo a empresa de inteligência e pesquisa marítima Kpler, em reportagem do Times of India. Antes da guerra, 83% do cru da região cruzava o Estreito de Ormuz; em setembro, 40% foi exportado por oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos (EAU) sem cruzar o estreito. A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que países-membros liberaram 325 milhões de barris de petróleo e derivados de reservas estratégicas, de 400 milhões prometidos em março.

O copiloto do voo da Flydubai de Dubai a Tel Aviv atacou o piloto com um machado de emergência da cabine e tentou assumir o controle da aeronave, segundo o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos. O avião, com mais de 170 pessoas a bordo, caiu 17 mil pés (5.200 metros) duas horas e meia depois de iniciada a viagem. O procurador-geral afirmou que o copiloto “tentou realizar um ataque terrorista”.

O príncipe herdeiro de Dubai, Hamdan bin Mohammed, elogiou a “coragem” do piloto indiano Smit Machchhar por evitar uma possível tragédia no voo FZ1073 da flydubai e visitou o piloto no hospital, onde ele segue em tratamento, segundo o The Hindu. O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que o copiloto usou um machado de emergência para atacar Machchhar e tentou assumir o controle da aeronave, segundo a agência estatal Emirates News Agency (WAM).

O copiloto da Flydubai que atacou o comandante foi identificado como o omaniano Hamam al-Hammami, de 29 anos, segundo a ABC News, citada pela TASS. Uma fonte próxima ao governo dos Emirados acusou Israel de explorar o incidente para fins políticos e de atrasar a retomada dos voos da Flydubai, e afirmou que, segundo autoridades emiratenses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca ligar o ataque ao Irã por motivos políticos antes da eleição em Israel, conforme o Middle East Eye, que cita o Ynet.

O copiloto da Flydubai que autoridades disseram ter quase derrubado um voo com destino a Tel Aviv com 182 pessoas a bordo havia sido barrado de voar por Omã, seu país natal, por preocupações de que tivesse adotado visões extremistas, segundo a Associated Press, em texto republicado pelo The Economic Times. Israel e os Emirados Árabes Unidos acertaram voos de repatriação a partir de sexta-feira para trazer de volta passageiros retidos após a suspensão das rotas comerciais entre os dois países, segundo o The Hindu.

A El Al cancelou dois voos de resgate que ocorreriam nesta sexta-feira (LY974-1, LY972) porque as autorizações de pouso das companhias israelenses foram revogadas, e os Emirados Árabes Unidos (EAU) não concederam permissão de pouso para as duas operações que trariam israelenses retidos para casa. Os voos de resgate foram organizados depois que os Emirados cancelaram todos os voos para Israel, após o ataque de um copiloto em uma rota da flydubai para o aeroporto Ben Gurion, na quarta-feira, segundo o The Times of Israel.

A investigação preliminar da Arábia Saudita sobre o pouso de emergência do voo da Flydubai concluiu que o comandante foi agredido pelo copiloto, informou o Ministério do Interior. O voo FZ1073, de Dubai para Tel Aviv, alternou para o aeroporto de Tabuk, com 174 passageiros e oito tripulantes a bordo, e chegou “em segurança” às 9h45 no horário local (6h45 GMT).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à Fox News que o copiloto do voo da Flydubai passou por doutrinação radical islâmica, dizendo que os investigadores chegaram a essa conclusão a partir das “informações pessoais” do homem. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) disseram que vão liderar a investigação sobre uma eventual ligação do ataque com terrorismo. Um vídeo que circula como uma reportagem da BBC sobre o caso é um deepfake e as alegações que contém não têm fundamento; a BBC nunca exibiu o material, segundo a France24.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, deve pedir no gabinete de segurança a extradição do copiloto do voo da Flydubai que teria tentado derrubar o avião com cerca de 180 pessoas a bordo na quarta-feira, segundo o Hindustan Times, que cita o Jerusalem Post. O suspeito está detido na Arábia Saudita, onde a aeronave com 174 pessoas a bordo, entre elas 27 crianças, fez pouso de emergência em Tabuk na quarta-feira após uma altercação na cabine de comando. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados informou que o procurador-geral Hamad Al Shamsi determinou a formação de uma equipe de membros especializados do Ministério Público para investigar as circunstâncias do caso.

O avião da Flydubai que ia de Dubai a Tel Aviv despencou mais de 17 mil pés (5.200 metros) em menos de dois minutos, cerca de duas horas depois de decolar na quarta-feira, antes que passageiros e tripulação dominassem o agressor e retomassem o controle para pousar em segurança. O passageiro Adam Polovincik, 40 anos, disse à BBC Newshour que abraçou “com força” o filho de seis anos e a filha de três para tentar manter a calma durante o ataque.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que o suspeito de ter tentado derrubar um voo da Flydubai com destino a Israel passou por “doutrinação radical islamista” e não deu detalhes. Questionado sobre quem teria ajudado a radicalizá-lo, disse não saber e afirmou que Israel coopera com a investigação dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Em outra declaração, afirmou ser cedo demais para dizer se o Irã esteve envolvido, mas repetiu a acusação de doutrinação radical islamista. O piloto indiano Smit Machchhar, muito elogiado como um dos heróis do voo, estava em condição estável, segundo a embaixada da Índia na Arábia Saudita.

Um colega piloto descreveu o copiloto do voo da Flydubai como alguém de comportamento religioso extremo: “Rezava em excesso ao longo do dia e se recusava a apertar a mão de mulheres”, disse ao correspondente Yosef Yisrael, do Channel 16. O copiloto ingressou na companhia há oito meses e é de nacionalidade omani. Israel classificou o caso como ataque terrorista, enquanto os Emirados Árabes Unidos (EAU) e a própria Flydubai evitam até agora essa expressão. A companhia cancelou todos os voos para Israel até concluir a sua própria investigação.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) abriram investigação sobre o ataque ao voo FZ1073 da Flydubai, na rota Dubai–Tel Aviv, segundo o G1, a partir da agência France-Presse. O avião levava 174 passageiros quando perdeu cerca de 6.000 metros em dois minutos após o confronto na cabine, segundo o El País. Passageiros entraram na cabine de comando, dominaram o agressor e amarraram suas mãos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que um dos pilotos do voo que partiu dos Emirados Árabes Unidos com destino a Israel esfaqueou o copiloto e aparentou tentar derrubar a aeronave, segundo o The Guardian. O avião despencou cerca de 17 mil pés em dois minutos antes de ser estabilizado, ainda segundo o jornal. O capitão Machchhar, gravemente ferido na facada, reagiu, abriu a porta e permitiu que passageiros e tripulantes dominassem o agressor, evitando um desastre em pleno ar. Netanyahu afirmou que o capitão salvou 174 pessoas, entre israelenses e outras nacionalidades, e o chamou de “verdadeiro herói”, segundo a TASS.

A Flydubai suspendeu temporariamente os voos de e para Israel até a conclusão da investigação do voo FZ 1073, segundo a TASS. Em comunicado, a companhia confirmou que a suspensão vale enquanto a investigação continua, segundo o Middle East Eye. O voo FZ1073, que saiu de Dubai com destino a Tel Aviv, transmitiu sinais de emergência e fez uma descida acentuada antes de desviar para o aeroporto Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, levando 174 passageiros, entre eles 27 crianças, segundo o The Hindu. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou o piloto de “verdadeiro herói” e disse que, apesar de esfaqueado e gravemente ferido, ele reagiu, resistiu, abriu a porta da cabine e permitiu que passageiros e tripulantes dominassem o agressor – evitando uma catástrofe em pleno voo. O site israelense Ynet, citando autoridades israelenses, relatou que o copiloto era de nacionalidade omanense e era suspeito de tentar derrubar a aeronave.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que passageiros e tripulantes impediram uma tentativa de sequestro em pleno voo de um avião da flydubai com destino a Tel Aviv depois que um dos pilotos esfaqueou o outro e tentou derrubar a aeronave, segundo o VINnews. A companhia afirmou que o motivo do confronto entre os pilotos é desconhecido e está sob investigação formal. Os dois pilotos ficaram feridos e foram levados a um hospital após o pouso em Tabuk, segundo autoridades do aeroporto.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, advertiu os Emirados Árabes Unidos contra receber o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo que isso não teria consequências positivas, segundo a agência estatal Mehr News. Em publicação em árabe no X, Rezaei afirmou que, assim como abrigar bases militares dos Estados Unidos (EUA) não trouxe segurança aos Emirados, receber o “açougueiro de Gaza” tampouco teria consequências positivas.

Um voo da FlyDubai de Dubai para Tel Aviv pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, após um incidente durante a rota, com todos os passageiros a salvo, segundo a Al Jazeera. Autoridades israelenses disseram à imprensa local que o desvio ocorreu após uma briga física entre os pilotos, afastando a hipótese de sequestro – o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que não houve alarme de sequestro. O avião levava cerca de 150 pessoas, a maioria israelense, segundo a British Broadcasting Corporation (BBC).

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou na terça-feira a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo o Iran International. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram que Netanyahu esteve no país no domingo e se reuniu com o presidente xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o Israel National News, Netanyahu e a mulher visitaram os EAU no domingo a convite do presidente xeique Mohamed bin Zayed, e a visita tratou do fortalecimento das relações bilaterais e de desafios regionais.

A Arábia Saudita parece estar se reconciliando com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para conter uma ofensiva houthi no Iêmen que ameaça o corredor saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, com drones já atingindo Riad, segundo o Middle East Eye. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman recebeu o vice-presidente emiradense, Mansour bin Zayed, em Riad na terça-feira, no esforço mais visível de reconciliação após divergências sobre Sudão, Iêmen e Somalilândia.

Durante um encontro em Abu Dhabi no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que refutasse o relato de que avisou Israel de um ataque iminente do Hamas, segundo o Middle East Eye. O relato, do jornal israelense Haaretz, dizia que o líder emiradense alertou Netanyahu dias antes do ataque liderado pelo Hamas. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não comentou o relato mais recente e disse manter “canais de comunicação abertos e diretos” com Israel e compartilhar “toda a inteligência relevante”.

A mídia israelense noticiou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos para se reunir com o líder do país, segundo o Middle East Eye. Os canais 12 e KAN e os jornais Haaretz e The Jerusalem Post disseram que foi uma visita de um dia para se encontrar com o presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Duas fontes confirmaram que Netanyahu voou a Abu Dhabi em um avião particular na manhã de domingo e voltou a Israel à noite, segundo o World Israel News, que cita o Channel 12. O gabinete do primeiro-ministro se recusou a dar mais detalhes sobre a reunião.

A Turquia e Omã interromperam os voos de entrada da companhia privada Mahan Air, e os Emirados Árabes Unidos suspenderam todos os voos de companhias aéreas iranianas, segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em publicação no X citada pelo Hindustan Times. Bessent disse que equipes foram enviadas pelo mundo para engajar países e exigir ação contra o regime iraniano e que “esses esforços estão dando resultado”. O Tesouro manteve discussões com mais de 50 países, segundo o Wall Street Journal citado pelo Hindustan Times.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, agradeceu a Reino Unido, Turquia, Omã e Emirados Árabes Unidos pelo apoio à campanha econômica contra o Irã batizada de Operation Economic Outcast, segundo o Middle East Eye. Turquia e Omã suspenderam voos de chegada da companhia privada iraniana Mahan Air, e os Emirados suspenderam todos os voos de companhias iranianas. O banco central dos Emirados bloqueou transações de agências do Bank Melli do Irã. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou ter sancionado 36 alvos por apoiarem o setor de aviação iraniano, usado pelo regime para mover armas, pessoal e carga ilícita.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein estavam entre as delegações que permaneceram nos assentos durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando dezenas de delegações deixaram o plenário, segundo a Agência Anadolu. Influenciadores emiradenses celebraram publicamente a decisão do país de permanecer na sala, relata o Middle East Eye.

Donald Trump reúne nesta terça-feira, 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Catar, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para tratar dos próximos passos da guerra contra o Irã, segundo o Axios, que citou três fontes a par do encontro. Iraque e Jordânia foram incluídos na lista e o Egito pode participar, segundo o The National, de Abu Dhabi. O encontro deve se concentrar nas propostas americanas para uma estratégia de pós-guerra, que a Casa Branca pretende fechar depois das eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Axios. No mesmo painel em que participou o assessor diplomático dos Emirados, Anwar Gargash, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã passou de armar o Hezbollah a armar crescentemente os houthis com drones e mísseis de cruzeiro “muito sofisticados”; Gargash defendeu uma “nova mentalidade” nas relações com Teerã, que segundo ele deveriam ser discutidas também entre iranianos e árabes. Autoridades americanas afirmam que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, recebeu visto para discursar na quarta-feira, 23, e que não há plano de encontro com Trump, segundo a ABC News.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link