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Tema: El Salvador

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As autoridades haitianas confirmaram na sexta-feira a morte do chefe de gangue Mathias Saintil, depois de o primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé escrever no X que havia “um chefe de gangue a menos”. Um relatório da Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos visto pela Reuters afirma que Saintil sofreu ferimentos graves no abdômen num ataque de drone no bairro Boston, controlado por gangues na periferia de Porto Príncipe, na noite de quinta-feira, e morreu no dia seguinte durante o tratamento. O governo haitiano informou que Saintil morreu em razão dos ferimentos sofridos numa operação com drones das forças de segurança em Cité-Soleil, e que é a primeira vez que um chefe de gangue armada morre numa ação desse tipo no país. Segundo a Reuters, a morte é um dos maiores golpes à liderança das gangues haitianas desde 2024, numa campanha de segurança que envolve autoridades haitianas e tropas salvadorenhas recém-desdobradas, com eleições recém-adiadas. O anúncio coincidiu com manifestações de milhares de pessoas em Porto Príncipe e outras cidades em apoio aos soldados salvadorenhos chegados duas semanas antes.

Centenas de haitianos se reuniram em Canaan, ao norte de Porto Príncipe, para protestar contra a presença de mais de 2 mil militares salvadorenhos no país. El Salvador enviou mais de 2 mil soldados ao Haiti para resgatar quatro nacionais desaparecidos havia quase duas semanas; os quatro militares da Força de Supressão de Gangues (GSF) voltavam à base em um veículo blindado quando foram emboscados. O ministério das Relações Exteriores de El Salvador afirmou que a operação de larga escala teve apoio de vários países e organizações internacionais. Lideranças locais denunciaram incursões na planície de Cul-de-Sac e alertaram que as operações armadas colocam civis em risco. A violência de gangues armadas no Haiti já deslocou 1,5 milhão de pessoas e afeta a vida de 6 milhões de haitianos.

A Associação das Nações Unidas-Haiti (UNA-Haiti) denunciou às Nações Unidas bombardeios e ataques com armamentos pesados contra bairros civis por tropas de El Salvador enviadas ao Haiti pelo presidente Nayib Bukele, e pediu a abertura de uma investigação sobre possíveis mortes de civis, incluindo crianças, em operações em Croix-des-Bouquets, Canaan e Plaine du Cul-de-Sac, segundo o Opera Mundi. Bukele negou as acusações: em publicação na rede social X, no sábado (31 de outubro de 2026), afirmou que as tropas de seu país não dispõem de bombas e que os helicópteros de ataque chegaram ao Haiti somente na quinta-feira (29 de outubro), depois do período indicado na denúncia.

O governo de Nayib Bukele anunciou o envio de mais de 2 mil soldados ao Haiti, em comunicado divulgado após uma conversa por telefone com o primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, segundo a CNN en Español. O reforço ocorre após o desaparecimento de quatro soldados salvadorenhos que atuam em força da Organização das Nações Unidas (ONU) de repressão a gangues, conforme a DW. Bukele disse que os quatro podem estar sendo mantidos como reféns por grupos criminosos e anunciou uma operação militar para localizá-los, segundo a RT Brasil.

Bukele ligou para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Trump, na terça-feira para se certificar de que não haveria objeção a uma escalada militar de grande porte no Haiti, à qual o governo haitiano deu aval, e ouviu “Faça o que tiver de fazer”, segundo fontes informadas sobre a conversa. El Salvador anunciou na quarta-feira o envio de até 2 mil soldados ao Haiti, número que pode dobrar ou triplicar, segundo as mesmas fontes.

Quatro militares salvadorenhos da Força de Repressão das Gangues (FRG), missão da ONU que atua no Haiti desde abril, estão desaparecidos desde a noite de domingo (18), depois que o veículo em que estavam foi emboscado no bairro de Santo, em Croix-des-Bouquets, na região metropolitana de Porto Príncipe. Depois de quatro dias de operação, os soldados ainda não foram localizados. A FRG informou que “vários integrantes da gangue foram mortos e outros foram feridos durante os enfrentamentos” e que quatro pessoas da força ficaram feridas. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, disse na quarta-feira (21) que os quatro são técnicos de aviação e que a missão salvadorenha no Haiti tem “apenas pilotos e técnicos”, dedicados à evacuação médica.

O governo do Haiti disse que a libertação dos salvadorenhos sequestrados por gangues é “prioridade absoluta” e que todos os recursos necessários estão sendo mobilizados, em comunicado que chama os reféns de “soldados sequestrados”, segundo a AP News. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou na quarta-feira ter lançado uma operação militar para resgatar os quatro técnicos de aviação salvadorenhos sequestrados no Haiti, segundo a mesma reportagem.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou na quarta-feira uma operação militar para resgatar quatro técnicos de aviação salvadorenhos sequestrados por gangues no Haiti, segundo a Associated Press (AP). Quatro técnicos desapareceram após uma emboscada de gangues armadas nos arredores de Porto Príncipe, segundo autoridades de segurança. Segundo a AP, os quatro fugiram de um veículo em chamas na área de Santo, em Croix-des-Bouquets, e ficaram sem paradeiro; Bukele exigiu a devolução dos reféns vivos e ilesos e disse que a missão salvadorenha é só de pilotos e técnicos para evacuações médicas.

Mais de um ano depois de serem expulsos dos Estados Unidos e enviados a El Salvador sob um acordo que os dois governos nunca publicaram, 11 salvadorenhos seguem sem paradeiro conhecido, e as famílias deles exigem saber onde estão detidos, segundo investigação do consórcio The Deportation Project, coordenado pela Forbidden Stories, da qual participam a RFI e o G1. Os homens chegaram a San Salvador em voos militares fretados pelo governo de Donald Trump entre março e abril de 2025, nos mesmos aviões que levaram 252 venezuelanos, todos apresentados pelos dois governos como criminosos perigosos. Foram levados ao Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), a prisão de segurança máxima construída na ofensiva de Nayib Bukele contra as gangues, e ficaram incomunicáveis, sem advogado e sem processo. Os venezuelanos voltaram para casa quatro meses depois; os salvadorenhos continuaram presos. Organizações de direitos humanos estabeleceram que 36 salvadorenhos estavam naqueles voos, e as famílias identificaram 11 deles. Os termos do acordo apareceram em setembro de 2025, quando documentos da administração Trump vieram a público numa ação coletiva movida pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e pela Democracy Forward: Washington havia concordado em pagar US$ 4,76 milhões para que El Salvador mantivesse venezuelanos e salvadorenhos no Cecot. A Human Rights Watch (HRW) encontrou registros nos Estados Unidos por crimes violentos ou potencialmente violentos para apenas 10% dos salvadorenhos. Em junho de 2026, El Salvador confirmou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que Elmer Concepción Romero Janes, um dos 11, estava incomunicável na prisão de Santa Ana, sem dizer de que era acusado, e a procuradoria entregou à família dele um certificado de que ele não tem antecedentes criminais no país. Advogados que representam nove das 11 famílias identificadas denunciaram o Estado salvadorenho por desaparecimento forçado. “O crime começa nos Estados Unidos e continua em El Salvador”, disse Kelvi Zambrano, um desses advogados. O governo de El Salvador não respondeu aos pedidos de acesso às prisões nem às perguntas do consórcio.

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