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Tema: Educação

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) processou a Universidade Estadual da Pensilvânia, acusando-a de violar a lei federal ao oferecer mensalidade estadual a estudantes indocumentados e negar a mesma tarifa a cidadãos de outros estados. O órgão pede uma ordem judicial que impeça a universidade de manter a política e de adotar no futuro regras que deem tratamento preferencial a indocumentados. Segundo o secretário-assistente da Divisão Civil, Brett Shumate, o Congresso decidiu que estados e instituições públicas não podem dar benefícios de mensalidade a imigrantes ilegais sem estendê-los a todos os cidadãos. A ação de quinta-feira eleva a 27 o total de processos do órgão contra políticas do tipo, incluindo seis com decisões favoráveis ao governo federal.

A professora Sahar Abushbeika explicava ciências a alunos da terceira série quando uma bala israelense a atingiu na parte inferior das costas, segundo o Middle East Eye, sangrando diante dos estudantes; o menino Amir Abusneimah, de nove anos, foi ferido no ombro quando a bala atravessou a tenda usada como sala de aula no leste de Khan Younis, atingiu o quadro e ricocheteou no menino. Mais de 97% das escolas da Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas, e os turnos dão cerca de três horas de aula por dia, três dias por semana; um ataque aéreo israelense atingiu na terça-feira a entrada da University College of Applied Sciences em Mawasi Khan Younis, matando três palestinos e ferindo 11, entre eles estudantes; só em outubro, ao menos 14 estudantes de 6 a 16 anos foram mortos, além de quatro professores e três funcionários universitários; e desde 7 de outubro de 2023 ao menos 19.200 alunos e 1.386 universitários foram mortos, segundo o Ministério da Educação e Ensino Superior palestino.

Cerca de 40 mil estudantes estavam em greve em 57 escolas da Dinamarca, com 12 mil a 13 mil na manifestação de Copenhague, segundo os organizadores. Sob a palavra de ordem “Já basta”, 11 associações de estudantes do ensino médio e superior marcharam da praça da Prefeitura de Copenhague até o Parlamento contra o corte no auxílio-educação proposto para liberar recursos para gastos com defesa. O projeto do governo de centro-esquerda prevê acabar com o auxílio-educação (SU) para estudantes que moram com os pais e cuja renda familiar anual passe de 700 mil coroas dinamarquesas (US$ 104 mil). Segundo o Ministério do Ensino Superior, cerca de 14 mil estudantes devem perder o auxílio e 8 mil ter redução. Os protestos estudantis começaram na França e se espalharam por outros países europeus nas últimas semanas.

O governo britânico passou a ser questionado na Justiça pela recomendação de que as escolas adotem a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), numa ação aberta na segunda-feira pelo Good Law Project. Sete das 11 ilustrações da definição incluem referências a Israel. O diretor executivo do grupo, Jo Maugham, disse que regras que confundem crítica a Israel com antissemitismo podem estar entre os motores do antissemitismo. O grupo judeu britânico Na’amod afirmou que “alunos judeus devem estar seguros na escola, e o antissemitismo tem de ser levado a sério. A definição da IHRA não faz esse trabalho”.

O Ministério do Interior da França contabilizou 779 detenções no sábado, “sem incidente maior na segunda parte da noite”, segundo a RFI. O dirigente do grupo estudantil “Lyceens!”, Pierre Sourzat, disse que alguns liceus serão bloqueados a partir de segunda-feira, 2 de novembro de 2026, quando os estudantes voltam de duas semanas de férias, segundo o The Hindu. A campanha de bloqueios será retomada na segunda-feira, disse ele, para quem as propostas do governo não foram longe o suficiente.

Centenas de milhares de manifestantes, em sua maioria jovens, voltaram às ruas em toda a França no sábado, no terceiro fim de semana seguido de atos sobre custo de vida e educação, segundo a Associated Press (AP). O governo francês estimou 320 mil manifestantes no país no sábado, menos do que nos protestos anteriores, e cerca de 70 mil policiais e gendarmes foram mobilizados, com as marchas em Paris desviadas para a periferia da capital.

Mais de 160 mil pessoas são esperadas neste sábado em manifestações na Alemanha, segundo os organizadores, em um movimento liderado por jovens e inspirado em protestos em outros países da Europa para exigir melhor educação e custos de vida menores. Os atos, organizados pelo grupo Gen Z regelt, estão previstos em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. O grupo afirma que se opõe ao alistamento militar obrigatório e quer mais investimento em educação.

O coletivo Gen Z Regelt convocou protestos em cidades alemãs para 31 de outubro, com mais de 150 mil pessoas inscritas segundo relatos, segundo a TRT World. O grupo pede mais verba para a educação, ação climática mais forte e uma divisão mais justa dos custos sociais, e nas demandas ao chanceler Merz e ao seu governo de coalizão defende “dinheiro para escolas em vez de cortes” e “uma vida acessível”.

Cerca de oito milhões de crianças estão fora do sistema educacional no Sudão e o ensino público corre risco de colapso, disse o Comitê de Professores do Sudão, segundo a AllAfrica. A greve de professores no estado de Cartum entrou no segundo dia consecutivo, com forte adesão em Karari, Bahri e East Nile, segundo comunicado do comitê divulgado na terça-feira.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos designou os Institutos Confúcio, centros culturais financiados pela China em universidades, como ameaça à segurança nacional, segundo a Al Jazeera. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que 80 novas “células de propaganda” surgiram em 30 universidades com nomes e estatutos diferentes e “a mesma missão: roubar propriedade intelectual e infiltrar a mente dos estudantes norte-americanos”, e que o Pentágono desmantelou sistematicamente todas essas organizações nos últimos dois meses.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (EUA) designou como ameaça à segurança nacional os Institutos Confúcio, centros culturais financiados pela China em campi universitários, disse nesta sexta-feira o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Segundo ele, “80 novas células de propaganda em 30 universidades surgiram com nomes e estatutos diferentes, mas com a mesma missão: roubar propriedade intelectual e infiltrar a mente dos estudantes estadunidenses”. Hegseth disse que o departamento desmantelou sistematicamente todas essas organizações nos últimos dois meses, segundo o Guardian.

O Azerbaijão barrou a entrada de 31 cidadãos turcos por comentários em redes sociais que as autoridades alegam ameaçar a segurança nacional do país e defender a derrubada do governo de Baku, segundo o Middle East Eye. A decisão aprofunda a disputa aberta no mês passado, quando o Azerbaijão proibiu o uso do véu em escolas primárias e secundárias. A medida gerou protestos na Turquia e virou crise diplomática, segundo o veículo.

Os termos de referência da revisão encomendada pelo governo britânico sobre antissemitismo nas escolas, vistos pelo Middle East Eye, dizem que o trabalho usará a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que é amplamente criticada por, supostamente, ser usada para atingir críticas a Israel. Segundo relatos amplamente divulgados, professores poderiam ser instruídos a não usar crachás pró-Palestina, incluindo o símbolo da melancia, embora o relatório não deva recomendar uma proibição geral dos crachás, de acordo com o Middle East Eye.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades da Índia que respeitem, protejam e cumpram o direito ao protesto pacífico e garantam justiça por violações relatadas, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Segundo relatos citados pelos especialistas, mais de 7.000 jovens, jornalistas, defensores de direitos humanos, advogados e membros de partidos teriam sido detidos arbitrariamente em Nova Délhi e levados a centros remotos, onde teriam tido os celulares confiscados e o material ligado aos protestos apagado. Nos últimos meses, centenas de milhares de estudantes e apoiadores se reuniram de forma pacífica contra decisões sobre o sistema de ensino e, mais recentemente, contra exclusões de listas eleitorais que afetam 130 milhões de pessoas.

Milhares de estudantes foram às ruas nesta sexta-feira (16) em Roma, Milão, Bolonha e Turim para exigir melhorias estruturais na educação pública e protestar contra o governo da premiê Giorgia Meloni, segundo o Opera Mundi. Grupos estudantis denunciaram a deterioração progressiva da infraestrutura escolar e exigiram que os 13 bilhões de euros destinados a gastos militares sejam redirecionados para a educação. Representantes da Opposizione Studentesca d’Alternativa anunciaram uma greve geral para 30 de outubro, e os organizadores estimam que 400 mil pessoas participaram dos protestos em toda a Itália. Segundo o sindicato policial Siulp, pelo menos 18 agentes ficaram feridos durante a marcha diante do Ministério da Educação.

No Azerbaijão, meninas com véu foram barradas de escolas, o que provocou protestos incomuns com participação de crianças, segundo a Deutsche Welle (DW). Em 12 de outubro, o Ministério do Interior disse que 37 pessoas foram detidas em conexão com os protestos. Alunas e professoras relatam ter sido barradas, e uma professora do ensino fundamental foi demitida por se recusar a retirar o véu, conforme o relato de um familiar.

Manifestantes invadiram o prédio do Ministério da Educação da Albânia durante a noite e atearam fogo no interior, segundo a polícia, que contabilizou 16 prisões. Centenas de estudantes se reuniram, atiraram pedras contra o ministério e exigiram melhores condições universitárias e a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, segundo a Al Jazeera. Dezenas de milhares de estudantes tomaram as ruas de Tirana na quarta-feira, incendiando um prédio do governo e dois bancos e atirando pedras contra a polícia durante um protesto contra o aumento dos custos da educação e a corrupção, segundo a Reuters, em texto publicado pelo Brasil 247.

Mais de 160 mil colegiais, estudantes e sindicalistas foram às ruas em cidades de toda a França conforme os protestos sobre o ensino médio chegavam à terceira semana, segundo o The Guardian. O Ministério do Interior francês contou 161.500 manifestantes nesta terça-feira, depois de mais de 260 mil na terça-feira anterior e 75 mil na quinta-feira. A ativista sueca Greta Thunberg participou de um protesto no início do dia em frente ao Lycée Paul Éluard, em Saint-Denis, subúrbio de Paris, e disse: “Os jovens não estão sendo incluídos na conversa.” A polícia de choque disparou gás lacrimogêneo no fim das marchas em Nantes e perto da região de Montparnasse, em Paris, e cerca de 90% das universidades francesas tiveram as atividades interrompidas, segundo o jornal.

A França se preparava nesta terça-feira (13 de outubro de 2026) para novas manifestações nacionais em apoio a estudantes que protestam há semanas contra condições precárias nas salas de aula, com autoridades e participantes receosos de mais violência, segundo o The Hindu. As manifestações de quinta-feira (8 de outubro de 2026) levaram mais de 70 mil pessoas às ruas em todo o país, com cerca de 500 presos. Na segunda-feira (12 de outubro de 2026), apenas 130 dos 3.700 liceus franceses estavam fechados, segundo o Ministério da Educação, que afirmou que “o número de fechamentos de escolas está caindo... a violência está se intensificando”.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu uma resposta abrangente do governo no fim de outubro e rejeitou acusações de repressão policial, enquanto os estudantes pressionam por mais recursos, reparos nos prédios e mais professores. Mais de seis mil pessoas foram levadas à custódia policial nas últimas semanas e centenas de escolas fecharam; a maioria dos detidos são menores sem antecedentes criminais. O Ministério da Educação Nacional informou que 224 escolas estavam totalmente fechadas e 151 reabriam parcialmente, com base em números projetados.

O governo da França prometeu 3 mil professores substitutos nos próximos dias para as escolas com maior necessidade, primeiro sinal de concessão aos estudantes adolescentes que protestam, segundo a BBC. O ministro da Educação, Édouard Geffray, prometeu mobilizar os 3 mil substitutos para responder à crise nos liceus, noticiou a France 24. O governo diz que 6.877 pessoas foram presas desde o início dos protestos, 86% delas menores de 18 anos.

A polícia francesa fez mais de 6.600 prisões desde o fim de setembro, quando estudantes, a maioria menores de 18 anos, começaram a protestar por mais verbas para a educação, segundo o Ministério do Interior. Nesta quinta-feira, alunos barricaram com lixeiras o liceu Hélène Boucher, no nordeste de Paris, antes de a polícia avançar com gás lacrimogêneo, segundo a Associated Press. O Ministério da Educação disse que 375 escolas estavam total ou parcialmente fechadas na quinta-feira. A Al Jazeera registrou o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água contra estudantes em Paris.

O governo Donald Trump abriu uma investigação histórica por fraude no visto J-1 contra nove universidades dos Estados Unidos (EUA), com intimações já expedidas, segundo o Departamento de Trabalho, em reportagem do South China Morning Post. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo inspetor-geral Anthony D’Esposito, em evento ao lado do vice-presidente J.D. Vance, e cita Harvard, Yale, Stanford, Brown, University of Pittsburgh, UC Davis, Caltech, Arizona State University e Massachusetts Institute of Technology (MIT). O governo apontou a China como foco, com o alerta de que Pequim não precisaria invadir laboratórios se as instituições deixassem as portas abertas.

Estudantes do ensino médio na França se preparavam para um novo dia de protestos nesta quinta-feira, com bloqueios em centenas de escolas desde o fim de setembro, segundo a AFP, em texto publicado pela Pakistan TV. Os protestos, no segundo dia de mobilização massiva na semana, denunciam falta de professores, grades horárias sobrecarregadas e salas deterioradas. Mais de 6.500 pessoas, na maioria menores, foram presas desde o início da mobilização, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Standard.

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