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Tema: Catar

Matérias e notas em que Catar é ator central.

Fluxo

O plano do Catar para o Estreito de Ormuz tem sequência definida: os Estados Unidos (EUA) suspenderiam de imediato o bloqueio naval no estreito e liberariam parte dos US$ 8 bilhões em ativos iranianos congelados em troca de visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às instalações nucleares bombardeadas, com o Irã abrindo a via no segundo dia por rota negociada com Omã para registro conjunto na Organização Marítima Internacional (IMO). Dois diplomatas regionais disseram que o Catar aguarda resposta de Teerã a uma proposta que troca um passo limitado no programa nuclear por alívio de sanções e possível liberação de fundos congelados.

O primeiro-ministro e chanceler do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, disse que os esforços de mediação seguem ativos para evitar uma escalada regional e que a crise com o Irã “não pode ficar sem solução”. Em entrevista pública na Universidade de Oxford, ele afirmou que o Catar trabalhou nas últimas semanas com colegas da administração dos EUA que têm “intenções genuínas” de conter e desescalar a situação e que, graças também a “vozes sábias em Teerã”, a situação foi impedida de sair de controle. Ele disse que “nunca haverá um acordo de paz perfeito” e reconheceu que a mediação está menos intensa: “talvez agora estejam ocupados com outras questões. Não está tão ativa como há alguns dias”, acrescentando que o engajamento “não parou e não vai parar”.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, está envolvido pessoalmente há duas semanas em conversas indiretas com o Irã para obter um novo cessar-fogo e reiniciar as negociações nucleares, segundo o Axios, que citou duas fontes, em relato publicado pela TRT World. Vance fala quase diariamente com o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, e com outros mediadores. Há duas semanas, enviou carta a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, propondo volta às negociações diretas; autoridades iranianas disseram que a carta criou impulso positivo. Os mediadores discutiram uma reunião técnica de nível de trabalho entre os dois lados nos próximos dias, que ainda não ocorreu.

O Escritório Internacional de Mídia do Catar negou que o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman Al Thani tenha dito que os Estados Unidos (EUA) e o Irã não chegaram a um acordo para encerrar a guerra, classificando as informações de falsas e enganosas. O órgão afirmou que as falas do primeiro-ministro foram “deliberadamente distorcidas por aqueles que se beneficiam da continuidade da guerra e da instabilidade em nossa região”. Segundo o comunicado, o primeiro-ministro disse que os dois lados seguem trabalhando por um acordo.

O gabinete do emir do Catar afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o emir Tamim bin Hamad Al Thani discutiram por telefone os esforços catarisas para resolver as diferenças entre as partes e fechar um acordo abrangente para encerrar o conflito. Autoridades do Catar têm circulado entre Doha e Teerã para ajudar a superar as diferenças, inclusive sobre a atividade nuclear iraniana e o bloqueio naval americano aos portos do Irã. Segundo a Bloomberg, citada pelo Middle East Eye, Teerã estuda agora propostas sobre seu programa nuclear que antes não estava disposto a discutir, conforme um diplomata a par das conversas. Depois da eleição, Trump disse não ter planos imediatos de lançar ataques contra o Irã, e o Brent caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde setembro.

A QatarEnergy assinou dois contratos de longo prazo com a Cheniere para comprar até 4 milhões de toneladas anuais de gás natural liquefeito (GNL), com validade até 2054. A estatal catariana também fechou um acordo de longo prazo para comprar até 3 milhões de toneladas anuais do projeto Louisiana LNG, da Woodside, em construção. O ministro da Energia, Saad al-Kaabi, disse que os volumes adicionais tornam a QatarEnergy a maior compradora de GNL dos Estados Unidos. A empresa estimou que os ataques destruíram 17% da capacidade de exportação de GNL do país e causaram uma perda estimada de US$ 20 bilhões em receita anual, e precisou declarar força maior de até cinco anos em alguns contratos de longo prazo por causa do bloqueio da rota de exportação.

A QatarEnergy assinou acordo de 20 anos para comprar 3 milhões de toneladas por ano de gás natural liquefeito (GNL) das instalações da Woodside na Louisiana e, uma semana antes, fechou contratos com a Cheniere de até 4 milhões de toneladas por ano até 2054, segundo a Reuters, em texto republicado pelo gCaptain. As entregas começam em 2030 e 2031 e farão do Catar o maior comprador de GNL americano. Diferentemente dos vizinhos do Golfo, o Catar não tem rota viável de exportação de GNL além do Estreito de Ormuz. O presidente-executivo da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, disse à Reuters que espera assinar novos acordos de suprimento com produtores dos Estados Unidos e de outros países neste ano. A empresa declarou força maior sobre entregas de GNL em março, depois que a guerra com o Irã levou ao bloqueio de Ormuz e a ataques às instalações de Ras Laffan; a medida vale até dezembro.

Segundo o OilPrice, o Japan-Korea Marker, referência asiática do gás natural liquefeito (GNL), passou de US$ 31 por milhão de unidades térmicas britânicas (BTU) neste mês e chegou a superar US$ 33, contra pouco mais de US$ 9 em janeiro. A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã custou ao mundo cerca de 60 bilhões de metros cúbicos de oferta de GNL nos oito meses até outubro. A QatarEnergy fechou dois contratos de longo prazo para comprar gás dos Estados Unidos, de 4 milhões de toneladas anuais com a Cheniere Energy e 3 milhões com a Woodside Energy, o que a tornará a maior compradora estrangeira de GNL dos Estados Unidos, segundo a Reuters. O consumo global de gás caiu 1%, ou 35 bilhões de metros cúbicos, nos nove primeiros meses do ano.

O Catar afirma que trabalha por um acordo interino entre Estados Unidos e Irã para evitar a retomada dos combates, enquanto diplomatas tentam aproximar as duas partes. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse na terça-feira que os dois países seguem comprometidos com as negociações e analisam propostas de mediadores, inclusive do Catar. Al-Ansari alertou que nova escalada pode complicar as negociações, depois de novos ataques dos Estados Unidos à ilha iraniana de Qeshm na terça-feira.

A Europa entra na temporada de aquecimento com os níveis mais baixos de gás natural armazenado em mais de uma década, e as condições apertadas do mercado global podem se prolongar bem adentro de 2027, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). Nos países da União Europeia, os estoques entram na temporada 2026-27 nos menores níveis desde 2013. A interrupção efetiva dos fluxos de gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz reduziu os carregamentos do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. A AIE projeta queda de 3%, ou quase 20 bilhões de metros cúbicos, na oferta global de GNL em 2026. A QatarEnergy estendeu a força maior sobre as entregas de GNL à maioria dos clientes até o fim de dezembro de 2026, segundo a OilPrice.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollahi, apresentou um plano com cinco condições para uma segurança duradoura, entre elas o fim das hostilidades em todas as frentes, o levantamento total das sanções e o descongelamento de ativos iranianos e o pagamento de reparações de guerra, segundo a agência Tasnim. O plano também pede reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz e garantias contra agressões futuras num marco de segurança regional para a Ásia Ocidental. O porta-voz da chancelaria do Catar, Majed al-Ansari, disse que uma delegação catariana se reuniu por mais de três horas com autoridades iranianas em Teerã na segunda-feira e que os dois lados analisam a proposta do Catar. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter abatido dois drones de reconhecimento MQM-170 dos Estados Unidos (EUA) ao sul de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do estreito, enquanto a Marinha da Guarda Revolucionária informou ao Brasil de Fato que os dois MQM-170 foram capturados intactos por guerra eletrônica, sem serem destruídos. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a resposta militar do Irã a qualquer erro de cálculo do inimigo será imprevisível.

Um porta-voz militar iraniano advertiu que qualquer novo ataque dos Estados Unidos (EUA) terá resposta mais dura e mais ampla que as retaliações anteriores de Teerã. Segundo ele, uma nova guerra não ficaria limitada à Ásia Ocidental, e instalações, equipamentos, pessoal e interesses dos EUA em qualquer local ao alcance do Irã poderiam virar alvos. Na trilha diplomática, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, disse que os esforços para aproximar EUA e Irã seguem em curso e que os dois países estudam propostas.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que os contatos com os Estados Unidos para encerrar a guerra de oito meses continuam, depois que dias de conversas com mediadores catarianos terminaram com propostas alteradas mas sem avanço, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Investing.com, e afirmou que a base do diálogo segue sendo a proposta iraniana de sete passos, agora condensada para ser cumprida em dois dias.

Mediadores catarianos e autoridades iranianas fizeram duas rodadas de conversas na semana passada, e as tratativas avançaram rumo a um marco em que o Irã interromperia os ataques no Estreito de Ormuz em troca de os Estados Unidos levantarem o bloqueio aos portos iranianos, segundo dois funcionários. No domingo, negociadores iranianos estavam em Doha no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos para tentar fechar um acordo que encerre a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo um funcionário a par das discussões.

O navio de gás natural liquefeito (GNL) Al Mayeda, que levava carga do Catar para o Paquistão, foi atingido por objetos não identificados perto do Estreito de Ormuz, apesar de relatos de que as autoridades paquistanesas tinham aval prévio do Irã para a passagem segura. A transportadora catari Nakilat confirmou em comunicado que o ataque ocorreu na noite de 30 de outubro, sem feridos entre a tripulação nem dano ambiental relatado, e dados de navegação indicam que o navio mudou de rumo e voltou em direção ao Golfo.

Negociadores iranianos deixaram Doha no domingo após três dias consecutivos de consultas com mediadores catari por um acordo para encerrar a guerra dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Arab News. Um oficial com conhecimento das conversas disse à agência nesta segunda-feira que a saída não se deveu a dificuldades nas tratativas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira que avalia uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os EUA cumprirem suas condições.

A Yamaha anunciou que não disputará o GP do Catar de MotoGP no próximo fim de semana por preocupações com a segurança no Oriente Médio, decisão que pode render punição à equipe. A equipe disse que não identificou motivos suficientes para mudar suas restrições corporativas de viagem ao Oriente Médio, em meio à orientação do governo japonês contra viagens não essenciais à região. A MotoGP afirmou não acreditar que a decisão reflita “as garantias extensivas oferecidas a todos os participantes do campeonato”.

Líderes do Golfo se reuniram no Catar para tentar evitar uma nova escalada na guerra entre Estados Unidos e Irã, segundo a NPR. O Catar liderou nas últimas 72 horas uma mediação intensa para evitar uma nova rodada de possíveis ataques americanos ao Irã depois das eleições de meio de mandato de terça-feira, e a incerteza mantém toda a região do Golfo em tensão.

A Arábia Saudita condenou neste domingo o ataque contra um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) do Catar no Golfo e pediu ação internacional urgente para proteger a navegação e os suprimentos globais de energia, segundo o Arab News. O navio Al-Mayeda, da Qatar Gas Transport Company, foi atingido na noite de sexta-feira; a empresa disse em comunicado que nenhum tripulante se feriu e que não houve dano ambiental relatado. Em publicação no X, o ministério das Relações Exteriores reiterou sua “rejeição a todas as violações que ameaçam a segurança e a proteção da navegação marítima e dos suprimentos globais de energia”.

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, investiga a suspeita de que um deputado da Lista Árabe Conjunta no Knesset recebeu milhares de shekels do Catar, quantia que depois teria sido usada pelo partido na campanha eleitoral, segundo o Jerusalem Post. Nesta fase, os investigadores afirmam não ter provas de como o dinheiro foi de fato usado e dizem não estar claro que evidência sugere que os recursos vieram do Catar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, escreveu no X: “Negamos categoricamente as alegações de que o Catar interferiu nas eleições israelenses ou financiou qualquer atividade destinada a influenciar seu resultado.”

Negociadores iranianos estavam em Doha neste domingo no terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores catarianos, informou a Reuters, segundo o Mehr News. O chanceler Abbas Araghchi confirmou, em entrevista na noite anterior, que seu auxiliar foi enviado a Doha para as conversas, de acordo com o Mehr News. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, disse no sábado, 31 de outubro de 2026, que Trump ainda não decidiu se lançará novos ataques contra o Irã, mas que prefere resolver o conflito pela via diplomática, segundo o The Hindu.

Os chanceleres dos Estados Unidos (EUA) e do Irã disseram que um fim diplomático para a guerra ainda é possível, sem conversas diretas entre os dois países planejadas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã só decidirá se as conversas serão diretas ou indiretas depois que Washington aceitar suas condições. As declarações vieram após mais de 12 horas de discussões entre enviados iranianos e catarianos em Teerã na sexta-feira, segundo a Reuters, em texto republicado pela CGTN.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz incluem levantar as sanções impostas após o memorando de Islamabad, reduzir as forças dos Estados Unidos na região, restaurar as isenções de petróleo e liberar os fundos iranianos congelados, inclusive os que estão no Catar. Araghchi afirmou que há conversas com mediadores do Catar sobre um plano para reabrir o Estreito em dois dias caso os Estados Unidos cumpram essas condições, segundo a Al Jazeera.

O Mossad entrou na investigação do Shin Bet sobre suposta influência estrangeira na eleição nacional desta semana, relataram veículos israelenses. Segundo o Jerusalem Post, o Mossad atuará nas áreas sob sua competência, entre elas a possibilidade de o Catar estar por trás de pagamentos ao aparato da Lista Conjunta. A Comissão Central de Eleições afirma reiteradamente que o escopo da investigação é limitado e que os resultados da votação de terça-feira, que produziu novo impasse parlamentar, não estão em questão.

A QatarEnergy está comprando gás natural liquefeito (GNL) de longo prazo dos Estados Unidos e de outros fornecedores como parte de uma estratégia para montar um hedge de comercialização e arbitragem que gere receita caso as exportações pelo Estreito de Ormuz sejam interrompidas, segundo a Reuters. “Num cenário em que há um fechamento do estreito, que é a contingência real que buscamos, você veria imediatamente um pico no preço do gás e conseguiria gerar para a QatarEnergy uma receita que de outro modo não seria gerada”, disse o CEO Saad al-Kaabi.

O Catar negou interferência nas eleições de Israel e classificou as acusações de ridículas e perigosas em igual medida. “O Catar não deveria ser usado como bode expiatório pelas falhas políticas de certos políticos israelenses”, afirma a nota do país, segundo o Jerusalem Post.

O Catar apresentou ao Irã uma proposta que, segundo relatos, daria a inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) acesso a instalações nucleares iranianas bombardeadas em rodadas anteriores de combates em troca de algum alívio de sanções dos Estados Unidos, conforme o Times of Israel. Uma autoridade iraniana sênior disse à Reuters, citada pelo Middle East Eye, que o país não tem como trabalhar com o que foi apresentado e que Teerã não mostrará flexibilidade na questão nuclear.

Mediadores do Catar apresentaram ao Irã no domingo uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos (EUA) e Israel, e Teerã deve responder até o fim da semana, disse nesta quarta-feira um funcionário informado das negociações, segundo a Reuters, em texto republicado pelo Al Arabiya English. A minuta prevê um cronograma de sete dias que trata das preocupações de Teerã e de Washington e lista medidas diárias de confiança que cada lado deve tomar, segundo o mesmo funcionário.

O emir do Catar se reuniu com o presidente do Irã para revisar o estado atual das relações entre Teerã e Doha, segundo a Mehr News. Os dois lados destacaram a importância de ampliar as relações políticas e econômicas e de usar as capacidades existentes para elevar o nível da cooperação bilateral, segundo a agência.

O Catar trabalha num acordo entre os Estados Unidos e o Irã com concessões mútuas em até cinco dias, segundo o New York Times, citado pela Sputnik, que ouviu fontes diplomáticas. Pelo esboço, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz ao tráfego comercial e os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio naval a portos iranianos, conforme a reportagem. O principal obstáculo é a decisão sobre quando exatamente cada lado fará as concessões.

O Catar e a França pediram a retirada completa de Israel de Gaza sob os arranjos acordados de cessar-fogo e o fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada, segundo o TRT World. Os dois países reafirmaram a necessidade de restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz sem restrições nem taxas, segundo nota conjunta do Palácio do Eliseu. Macron e o emir Tamim bin Hamad Al Thani defenderam a aplicação integral do cessar-fogo em Gaza e uma saída diplomática para as tensões com o Irã, segundo a Al Jazeera.

Turquia, Catar, Paquistão e Indonésia assinaram nesta quarta-feira em Doha um memorando de entendimento para produção conjunta de equipamento militar e cooperação ampliada em treinamento, pesquisa e desenvolvimento, segundo o Middle East Eye. O Ministério da Defesa da Turquia disse que o acordo será conhecido como “Badr deal”, referência à Batalha de Badr, de 624, e que tem importância militar e econômica significativa. A Reuters, citando o ministério turco, fala em acordo para ampliar a cooperação em defesa e reforçar as capacidades defensivas dos quatro países.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da França, Emmanuel Macron, discutiram no Palácio de Lusail, em Doha, formas de reforçar a cooperação econômica, de investimento e de defesa, segundo a TRT World. A turnê francesa pelo Golfo, de 19 a 21 de outubro, tem como objetivo, segundo a presidência da França, consolidar parcerias estratégicas e econômicas com os países do Golfo e apoiar iniciativas multilaterais para restaurar a estabilidade regional e proteger a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

Uma minuta vista pela Reuters prevê que o Catar construa duas usinas a gás em três anos e que a QatarEnergy forneça o combustível sob um contrato de gás natural liquefeito (GNL) de 20 anos, com financiamento privado no lugar de dinheiro público libanês, segundo o OilPrice. O programa inclui duas usinas de ciclo combinado de 825 megawatts, uma em Deir Ammar, no norte, e outra em Zahrani, no sul.

A Guarda Revolucionária do Irã relatou que um segundo superpetroleiro atingiu uma mina naval e pegou fogo no Estreito de Ormuz no sábado, e a marinha iraniana informou o incêndio de um petroleiro no mar de Omã, segundo a Al Jazeera. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a “grande maioria” das tentativas de ataque do Irã a navios no estreito fracassou e que a via segue aberta, e o porta-voz Tim Hawkins disse à Fox News que cerca de 97% das embarcações que tentaram cruzar o estreito o fizeram sem ser atingidas, muitas com proteção militar americana, segundo o Middle East Eye. O chanceler Abbas Araghchi disse que Teerã apresentou um plano concreto de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, transmitido por meio do Catar, segundo a TV estatal Press TV, citada pelo Middle East Eye; à RT, ele disse que, cumpridas as condições necessárias, o estreito pode ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias, em troca do fim do bloqueio naval, do alívio das restrições às exportações de petróleo iraniano e da liberação de ativos iranianos congelados.

A agência israelense de publicidade digital Discover-Tech espionou usuários da internet por meio de uma extensa rede de anúncios online que usava para rastrear alvos e ajudar a invadir seus dispositivos, disseram os grupos de pesquisa Citizen Lab e Confiant, em relato do Jerusalem Post. Os serviços da agência deram à Candiru, empresa israelense de spyware na lista negra do governo dos Estados Unidos (EUA), e a outras firmas israelenses de vigilância acesso a plataformas de anúncios operadas pelo Google, pela Comcast, pelo Yandex da Rússia e outras. Segundo o Citizen Lab, uma forma potente do spyware da Candiru entregue por meio dos anúncios da Discover-Tech comprometeu 45 dispositivos Windows da emissora catariana Al Jazeera entre 2024 e 2025, conforme logs de rede do grupo de mídia. O Google disse ter colaborado com o Citizen Lab e a Confiant na investigação e expulsou a Discover-Tech de suas plataformas de anúncios por “violar sistematicamente nossas políticas”.

A Turquia, o Catar e o Kuwait condenaram os ataques houthis a aeroportos sauditas no início da semana, que mataram três sauditas e danificaram propriedades, segundo o Middle East Eye. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia denunciou “nos termos mais fortes” os ataques ao aeroporto internacional de Abha, no sul, e ao aeroporto internacional Rei Khalid, segundo a mesma reportagem.

Um petroleiro a 51 milhas náuticas ao norte de Madinat ash Shamal, no Qatar, relatou ter sido atingido por múltiplos projéteis, com vítimas, segundo a agência britânica UKMTO – que disse que as autoridades investigam o caso e orientou cautela no trânsito, sem informar a origem do navio.

Os Estados Unidos enviaram uma bateria Patriot extra à Arábia Saudita para proteger uma instalação petrolífera importante e outra ao Catar para proteger uma instalação de gás natural, segundo a Axios, em relato publicado pelo Middle East Eye. Os aliados do Golfo, entre eles Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, já operam suas próprias baterias, mas contam com Washington para proteção adicional, já que vêm sofrendo o peso da retaliação iraniana a ataques dos Estados Unidos e de Israel.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi recebeu em Doha, por meio de mediadores do Catar, a resposta dos Estados Unidos (EUA) ao plano de sete dias para gerar confiança, segundo a Arab News. A principal divergência é o sequenciamento do plano, que busca retomar em versão ampliada um memorando de entendimento assinado em junho, segundo a Arab News. O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã diz que Teerã busca a paz defendendo seus direitos, sua segurança e seus interesses, segundo a Mehr News.

O primeiro-ministro do Catar disse, em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que quem é responsável pela situação em Gaza é “criminoso de guerra” e que nada justifica os atos, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que mais de 1.400 moradores de Gaza foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Ele ainda condicionou o fim da guerra com o Irã a acordo sobre o direito de Teerã à energia nuclear pacífica com remoção das sanções, liberdade de navegação no Estreito de Ormuz segundo o direito internacional e reforma dos arranjos regionais de segurança.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Al-Ansari, disse que o prolongamento do conflito armado entre Estados Unidos (EUA) e Irã no Oriente Médio e a instabilidade regional trazem consequências graves para a economia internacional, segundo a agência TASS. Al-Ansari acrescentou que a região fornece ao mundo produtos energéticos e também itens importantes para a segurança alimentar internacional, como a ureia, e para a indústria, como o hélio, os petroquímicos e o alumínio.

Mediadores do Catar devem conversar com o chanceler iraniano Abbas Araghchi em Nova York e, separadamente, com o lado dos Estados Unidos (EUA) na segunda ou terça-feira, disse à Reuters um funcionário a par das negociações, em texto republicado pelo The Business Standard. A agência semioficial ISNA confirmou depois que Araghchi se reunirá com os mediadores na manhã de segunda-feira, no horário de Nova York, também no texto do The Business Standard. As conversas devem tratar de uma versão revisada da proposta de sete dias que o Irã apresentou na semana passada à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Reuters.

A QatarEnergy prorrogou os avisos de força maior e não conseguirá entregar cargas de gás natural liquefeito (GNL) à italiana Edison nem a alguns clientes asiáticos enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado, segundo a Reuters. A Edison disse que a QatarEnergy cancelará mais seis cargas, elevando o total de embarques não entregues a 35. O Catar exportou apenas 18 cargas de GNL até o fim de agosto, contra 509 no mesmo período do ano passado, segundo a empresa de inteligência de dados ICIS.

Uma fonte próxima à delegação do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que não há plano de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos em Nova York, segundo a Mehr News, que cita a IRNA. A fonte disse que as posições do Irã foram transmitidas aos Estados Unidos na terça-feira pelo mediador do Catar e que Teerã aguarda a resposta norte-americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao Axios que espera mais conversas com o Irã nesta semana e que Teerã quer um acordo, segundo a RT. Trump confirmou também que a retomada das hostilidades em larga escala com o Irã segue sobre a mesa.

O Estreito de Ormuz tem hoje apenas alguns navios por dia, navegando por conta e risco próprios ou escoltados pela Marinha dos Estados Unidos, uma fração mínima do tráfego que passava pela via antes dos primeiros ataques ao Irã no início de 2026, segundo o El País, em reportagem de 27 de setembro de 2026. O Catar, segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), foi forçado a cancelar a maior parte de suas vendas à União Europeia (UE) e à Ásia, alegando “força maior” com o fechamento de Ormuz. As reservas continentais de GNL, essenciais para a indústria e o aquecimento, estão no menor nível em mais de uma década, cerca de 20 pontos percentuais abaixo do normal para esta época do ano.

O Irã tratou a reabertura do Estreito de Ormuz como execução de um memorando de entendimento já firmado com Washington. Segundo a agência russa TASS, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse à CBS que a retomada do transporte normal por Ormuz deve seguir o memorando de entendimento entre Teerã e Washington e que o Irã segue comprometido com o texto e disposto a implementá-lo. Segundo a Sputnik Globe, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã enviou a Washington, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o estreito e retomar as negociações se os Estados Unidos cumprirem as condições acertadas, e pelo plano o estreito reabriria no sexto dia e as conversas sobre um acordo final começariam no sétimo. Ainda segundo a TASS, Pezeshkian condicionou um encontro com Donald Trump a que os Estados Unidos demonstrem que não pretendem derrubar o governo iraniano. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), os chanceleres de Oma e do Irã discutiram esforços para garantir a navegação segura em Ormuz.

A proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o programa nuclear em sete dias condiciona o acordo ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, à isenção de sanções sobre a venda de petróleo iraniano e a um cessar-fogo que inclua o Líbano, segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, detalhou a proposta em 24 de setembro, em um encontro fechado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo um participante do encontro. Pezeshkian recebeu o primeiro-ministro do Catar em 25 de setembro; o Catar atuou como mediador, inclusive durante horas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos na ONU nesta semana.

O Irã transmitiu aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira o chanceler iraniano Abbas Araghchi na Organização das Nações Unidas (ONU): se as condições necessárias forem atendidas, o estreito pode ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias. O prazo só começa quando os Estados Unidos aceitarem o plano – “se aceitarem amanhã, os sete dias começam amanhã”, afirmou. Segundo Teerã, as medidas exigidas de Washington já estão todas no Memorando de Entendimento.

O Irã entregou aos mediadores as suas condições para voltar a negociar o fim da guerra, e o governo iraniano trabalha pelo retorno dos Estados Unidos ao memorando de entendimento (MoU) antes das eleições de meio de mandato de novembro. O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, disse ter enviado as condições por intermédio do Catar, entre elas o fim da guerra em todas as frentes e o fim do bloqueio naval. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã quer o retorno americano ao memorando antes das eleições de meio de mandato. O The New York Times noticiou que o Irã propôs um plano de sete dias para encerrar a guerra.

Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reuniram por cerca de três horas nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na primeira rodada de conversas desde o colapso do cessar-fogo de junho, segundo a BBC. A reunião foi mediada pelo Catar e nenhum avanço foi anunciado; Witkoff disse que se completou “uma rodada de discussões que esperamos que se prove construtiva e promissora”, e Teerã repetiu a exigência de fim dos “atos de agressão” dos Estados Unidos. Horas antes, no discurso que abriu a Assembleia, Trump disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”, e afirmou acreditar que um acordo sairia logo depois das eleições legislativas de novembro. Os preços do petróleo caíram com o anúncio das conversas, segundo o Gulf News, que publica a cobertura da Associated Press.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o contato com os Estados Unidos à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi feito por meio de um mediador do Catar, e que o objetivo era entregar as condições iranianas: o fim da guerra em todas as frentes, o fim das ações militares e do bloqueio naval norte-americanos, o fim da guerra econômica e a liberação dos ativos congelados do país, segundo a Mehr News. Segundo o The Guardian, o encontro de três horas entre o chanceler Abbas Araghchi e o enviado norte-americano Steve Witkoff foi mediado por diplomatas do Catar e teve a presença do primeiro-ministro e chanceler do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, na maior parte do tempo; o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursa na Assembleia Geral nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Golfo atravessa “uma das fases mais perigosas” por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e defendeu que a crise seja resolvida por meios diplomáticos, com a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que a guerra é o “resultado acumulado de anos” de adiamento de soluções diplomáticas e pediu um “sistema regional de segurança coletiva”, dizendo que, sem ele, “tornou-se possível que uma guerra eclodisse”. Sheikh Tamim classificou de “agressão” a expansão israelense na Cisjordânia ocupada e disse que “o que aconteceu em Gaza é genocídio em todos os sentidos da palavra”.

Donald Trump reúne nesta terça-feira, 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Catar, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para tratar dos próximos passos da guerra contra o Irã, segundo o Axios, que citou três fontes a par do encontro. Iraque e Jordânia foram incluídos na lista e o Egito pode participar, segundo o The National, de Abu Dhabi. O encontro deve se concentrar nas propostas americanas para uma estratégia de pós-guerra, que a Casa Branca pretende fechar depois das eleições de meio de mandato de novembro, segundo o Axios. No mesmo painel em que participou o assessor diplomático dos Emirados, Anwar Gargash, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã passou de armar o Hezbollah a armar crescentemente os houthis com drones e mísseis de cruzeiro “muito sofisticados”; Gargash defendeu uma “nova mentalidade” nas relações com Teerã, que segundo ele deveriam ser discutidas também entre iranianos e árabes. Autoridades americanas afirmam que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, recebeu visto para discursar na quarta-feira, 23, e que não há plano de encontro com Trump, segundo a ABC News.

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, defendeu no domingo um novo “marco de segurança regional” no Oriente Médio que inclua o Irã, e disse que a guerra contra a República Islâmica deve servir de alerta à região, segundo o Middle East Eye e a Al Jazeera. “O Irã é nosso vizinho”, afirmou Al Thani no Fórum Econômico do Catar, em Nova York. “Temos de agir juntos e com responsabilidade como região e garantir que tenhamos boas relações com o Irã. Esperamos que esta guerra seja um alerta para todos.” Em outro evento no domingo, o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a região precisa de uma “nova mentalidade” e defendeu que as negociações para encerrar a guerra incluam um elemento “árabe-iraniano”. As falas vieram horas depois de relatos, reproduzidos pelo Middle East Eye, de que Washington planeja retomar ataques diretos ao Irã após meses de violência reduzida.

O governador do Banco Central do Catar, Bandar bin Mohammed bin Saoud Al Thani, disse à Bloomberg que cerca de 17% da receita de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do país foi perdida com o conflito na região e que os danos à infraestrutura de gás são “enormes”, com prazo de dois a três anos para a recuperação total, segundo a TASS. Em março, o presidente-executivo da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, havia estimado em até cinco anos o reparo de duas das 14 unidades de liquefação atingidas por ataques iranianos (12,8 milhões de toneladas por ano de capacidade, o equivalente a cerca de US$ 20 bilhões em receita anual).

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