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Tema: Canadá

Matérias e notas em que Canadá é ator central.

Fluxo

O plano de níveis de imigração 2027-2029 do Canadá mantém 380 mil residentes permanentes por ano até 2029, com meta de 370 mil novos residentes temporários anuais, entre trabalhadores estrangeiros e estudantes internacionais. O governo federal apresentou o plano em 6 de novembro, como parte do orçamento, mantendo as metas gerais do plano do ano anterior e revendo a distribuição entre os programas de imigração econômica. Uma medida temporária abre até 200 mil admissões adicionais de residência permanente em 2027: 100 mil para trabalhadores elegíveis e suas famílias e 100 mil para candidatos familiares e humanitários. A imigração econômica responde por 244,7 mil admissões anuais, 64,4% do total; o Programa de Nomeação Provincial sobe de 92,5 mil para 95 mil vagas, e a categoria federal de alta qualificação cai de 111 mil para 100 mil. O plano fixa ainda metas de imigração francófona fora de Quebec de 9,5% em 2027, 10,5% em 2028 e 12% em 2029.

O Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções financeiras a oito empresas de serviços monetários sediadas no Canadá que, segundo Washington, facilitaram transações com entidades iranianas sancionadas. A informação é da Reuters, em texto republicado pelo Yahoo Finance. As sanções cortam as empresas do sistema financeiro baseado no dólar, bloqueiam ativos que elas tenham nos Estados Unidos e proíbem transações com pessoas e entidades estadunidenses. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que “o Canadá não pode ser um refúgio para facilitadores financeiros ilícitos que prestam serviços de evasão de sanções ao regime iraniano e a seus proxies”. A Rede de Combate aos Crimes Financeiros (FinCEN), do Tesouro, emitiu ordem que exclui a exchange de criptomoedas MEXC Global, sediada nas Seychelles, do sistema financeiro estadunidense por transações ligadas à evasão de sanções do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia estimadas em ao menos 16 bilhões de dólares. O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, anunciou que Estados Unidos e Canadá sancionaram oito provedores de serviços de ativos digitais que ajudam o regime iraniano a usar criptoativos para evadir sanções e financiar o terrorismo.

O governo de Mark Carney apresentou na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, um orçamento desenhado para reduzir a dependência do Canadá em relação aos Estados Unidos, cuja redução segue como prioridade de Ottawa. A oposição deve criticar o gasto deficitário, mas o déficit é esperado abaixo dos 78,3 bilhões de dólares canadenses projetados no primeiro orçamento de Carney, no ano passado.

O governo do primeiro-ministro Mark Carney apresentou nesta quinta-feira um orçamento com o objetivo declarado de tornar o Canadá menos dependente dos Estados Unidos, num momento em que a guerra comercial de Donald Trump redesenha a relação econômica entre os aliados, segundo a AP. O orçamento, intitulado «Masters of Our Destiny», propõe 142,1 bilhões de dólares canadenses (US$ 101,6 bilhões) em gastos plurianuais e incentivos fiscais, incluindo estímulos para atrair investimento e bilhões para energia, infraestrutura e cultura. O governo projeta gastos de 603 bilhões de dólares canadenses (US$ 431 bilhões) e déficit de 62,3 bilhões (US$ 44,5 bilhões) em 2026-27, 3 bilhões a menos do que o previsto em abril. O orçamento prevê crescimento de apenas 1% em 2026 e 1,7% em 2027 por causa da guerra comercial estadunidense. Carney quer dobrar as exportações para fora dos Estados Unidos até 2035 e aproximar o país da Europa e da Ásia.

Donald Trump disse em entrevista à Fox News na terça-feira que os Estados Unidos estão perto de fechar um acordo comercial com o Canadá, mas o primeiro-ministro canadense Mark Carney disse que o trabalho continua e que Washington retirou algumas exigências. Carney afirmou que houve progresso, mas que o acordo não está fechado – “estão pedindo menos e oferecendo mais, mas ainda não chegamos lá”. Segundo Carney, os Estados Unidos retiraram exigências anteriores, entre elas a que daria a Washington palavra final sobre acordos que o Canadá venha a assinar com outros países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o Canadá e os Emirados Árabes Unidos por reiterarem reivindicações territoriais sobre Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb, segundo o Tehran Times. Ele classificou as alegações dos Emirados de “descaradas e intervencionistas” e criticou o Canadá por endossá-las em uma declaração conjunta. Baqaei afirmou que “as ilhas de Abu Musa, a Grande Tunb e a Pequena Tunb são partes inseparáveis e eternas do território iraniano” e que a repetição de reivindicações “infundadas” não mudará “as realidades geográficas, históricas e legais estabelecidas”.

A União Europeia (UE) e o Canadá acordaram aprofundar a parceria estratégica e anunciaram uma série de iniciativas em comércio, tecnologia e segurança, informou a TRT World. A emissora afirma que as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pressionam as relações de Washington com aliados tradicionais. O Canadá vai aderir ao empréstimo de US$ 103 bilhões (€ 90 bilhões) da UE para a Ucrânia, com contribuição inicial de US$ 558 milhões (€ 500 milhões), enquanto os dois lados ampliam a cooperação em vários setores estratégicos.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defenderam na quinta-feira em Montreal tornar o Canadá o primeiro “membro associado” do bloco e construir uma aliança mais ampla aberta a outros países, alertando contra a coerção econômica na guerra comercial de Trump, segundo a agência Associated Press (AP). Trump sugeriu que o arranjo pode ser um “ato hostil” e ameaçou tarifas contra a Europa – von der Leyen disse que o Canadá não pode ser membro pleno por geografia, mas que ambos querem levar a relação ao nível mais alto possível.

O primeiro-ministro Mark Carney lançou nesta quinta-feira o plano Para um Canadá Mais Forte, a primeira estratégia de segurança nacional do país em mais de duas décadas, segundo a agência chinesa Xinhua. De acordo com o comunicado citado pela agência, a estratégia tem cinco prioridades principais, entre elas fortalecer a segurança econômica e a resiliência transformando indústrias estratégicas e protegendo cadeias de suprimento, conduzir uma política externa disciplinada para diversificar parcerias e reconstruir e fortalecer as Forças Armadas canadenses. O Globe and Mail noticiou que, sob a nova estratégia, o governo vai reforçar a capacidade de coleta de inteligência do Canadá e se preparar para todas as contingências, até a guerra.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta quinta-feira que a União Europeia e o Canadá seguem explorando a possibilidade de o país se tornar o primeiro “membro associado” do bloco, termo tão divisivo entre os Estados-membros que não aparece na declaração conjunta, segundo a Reuters, em texto publicado pelo South China Morning Post. Em discurso na cúpula UE-Canadá em Montreal, von der Leyen afirmou que os dois lados querem aprofundar a cooperação em inteligência artificial, clima, energia e segurança. Laços mais profundos com a Europa fazem parte da estratégia do primeiro-ministro Mark Carney para reduzir a dependência dos EUA em meio a relações tensas sob Trump, segundo o jornal. O termo, que a Alemanha e vários outros países da UE rejeitam, não tem significado jurídico.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, recebe nesta quinta e sexta-feira líderes da União Europeia em Montreal, numa cúpula de dois dias que deve ser observada em busca de detalhes sobre como Canadá e o bloco europeu aprofundam seus laços, segundo a BBC. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs no mês passado “abrir a porta” ao Canadá para o que ela chamou de “membro associado”, status que hoje não existe, e a Alemanha e outros países fizeram campanha para retirar a menção ao termo de um rascunho da declaração da cúpula, adotando uma formulação mais branda que fala em “associação cada vez mais estreita”, conforme a BBC.

O Canadá sedia nesta semana em Montreal uma cúpula com a União Europeia (UE) para anunciar novos acordos de comércio, segurança e tecnologia, segundo a CBC. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, surpreendeu no mês passado ao anunciar que a UE começará o processo de tornar o Canadá seu primeiro “membro associado”, um estatuto que não existe no bloco. Autoridades da UE dizem que os 27 países querem a associação mais próxima possível com o Canadá, ainda que detalhes e título sigam em debate interno.

O Canadá e a Turquia elevaram as relações a parceria estratégica durante a primeira visita bilateral de um premiê canadense, segundo o Jerusalem Post, com Mark Carney buscando novos parceiros comerciais para reduzir a dependência dos Estados Unidos (EUA). Os dois lados esperam elevar o comércio bilateral de três bilhões de dólares primeiro para cinco bilhões e depois para 10 bilhões. Carney e o presidente Recep Tayyip Erdogan lançaram a primeira rodada de negociações de um acordo de livre-comércio e assinaram o acordo ampliado de transporte aéreo entre os dois países, segundo o gabinete do premiê canadense.

A embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Ottawa acusou políticos canadenses de tentar influenciar as eleições de meio de mandato dos EUA, citando os esforços do Canadá contra a campanha tarifária do presidente Donald Trump. Em um fact sheet, a embaixada afirma que o governo canadense “ignora preocupações” sobre possível interferência, enquanto seus ministros descrevem abertamente planos de influenciar a política norte-americana em documentos oficiais e aparições públicas. O documento cita comentários e ações, como encontros com democratas norte-americanos e o pedido de tarifas retaliatórias contra os EUA.

A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Ottawa acusou autoridades canadenses de interferência eleitoral antes das eleições de meio de mandato de novembro, acusação que Doug Ford rejeitou dizendo não ter “nenhum interesse” em interferir nas eleições dos EUA. Em nota informativa, a embaixada diz que o governo canadense ignora preocupações com interferência enquanto ministros e premiês provinciais descrevem planos de influenciar a política norte-americana, segundo o texto citado pela Al Jazeera.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o premier de Ontário, Doug Ford, anunciaram na quarta-feira um pacote conjunto de apoio à indústria de 8,7 bilhões de dólares canadenses – cerca de 6,18 bilhões de dólares americanos –, desenhado para proteger trabalhadores e empresas das tarifas dos Estados Unidos em vigor e impulsionar o crescimento de longo prazo, segundo a China Global Television Network (CGTN). O plano federal-provincial se concentra nos setores de aço, automóveis e minerais críticos de Ontário. A nova estratégia se soma a programas federais de assistência que já destinaram mais de 25 bilhões de dólares canadenses a trabalhadores e empresas que lidam com as tarifas dos Estados Unidos.

Os eleitores de Alberta rejeitaram a proposta de iniciar um processo de independência, com cerca de 76% pela permanência no Canadá e 23% pela separação, segundo a NPR. O voto não era um referendo direto de independência, mas abriria caminho para uma futura votação sobre a separação, e o primeiro-ministro Mark Carney pediu voto decisivo pela unidade, dizendo que o voto contra o Canadá seria um blefe perigoso, segundo o The Guardian, em texto publicado no endereço que registra a fala.

Moradores de Alberta, no Canadá, votam nesta segunda-feira em um referendo sobre se a província deve iniciar um processo que pode, em última instância, levar à independência, segundo a DW. As urnas abriram às 9h no horário local em Edmonton, capital provincial (15h UTC), informou a emissora.

Um incêndio varreu no sábado a base militar de Wainwright, em Alberta, matando ao menos quatro militares e deixando 19 pessoas em estado crítico, segundo a BBC. O fogo começou por volta das 16h no horário local (22h GMT), em um campo de treinamento; ventos excepcionalmente fortes o espalharam rapidamente e o fizeram mudar de direção, rumo aos soldados em exercício, disse o major-general Wade Rutland, comandante da 1ª Divisão canadense. Além dos mortos, outras 39 pessoas estão hospitalizadas, 19 delas em estado crítico. As vítimas foram identificadas como o sargento Morgan Wong e os soldados Shaun Farrell, Aidan Goulding e Hayden Lykkemark.

A base militar canadense onde um incêndio deixou mortos e feridos é a Base das Forças Canadenses (CFB) Wainwright, em Alberta, segundo a CBC. O ministro da Defesa, David McGuinty, disse que houve mortos e feridos em um incidente na base que provocou um grande incêndio, e afirmou, em texto da Associated Press (AP) republicado pela KCRA (https://www.kcra.com/article/fire-deadly-incident-at-canada-military-base/74168948): “Lamento ter de informar que houve mortes e feridos em consequência de um incidente na base”.

Um incêndio de grandes proporções matou e feriu pessoas em uma base militar canadense em Alberta, segundo o ministro da Defesa, que não confirmou o número de vítimas. O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que um “incidente sério” provocou o incêndio na base, e o ministro da Defesa, David McGuinty, confirmou mortes e feridos na noite de sábado.

Estados europeus, o Canadá, o Japão e a Organização das Nações Unidas (ONU) saíram em defesa do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra as sanções dos Estados Unidos (EUA), depois que Washington sancionou a própria corte na sexta-feira. O TPI disse que a medida é uma “agressão ao Estado de direito e aos próprios fundamentos da ordem jurídica internacional” e pediu aos seus 125 Estados-membros que defendam a instituição. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que Washington baniria transações com a “corte desonesta”, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar.

O governo do Canadá listou oficialmente o novo oleoduto da costa oeste, agora chamado Pacific Link, como projeto de interesse nacional, anunciou o primeiro-ministro Mark Carney. Segundo o governo, o projeto permitirá ao Canadá exportar um adicional de um milhão de barris por dia para mercados em crescimento na Ásia, reduzindo a dependência dos Estados Unidos. A Al Jazeera descreveu o Pacific Link como o oleoduto que o Canadá pretende acelerar para diversificar a economia e afastá-la dos Estados Unidos.

O deputado liberal Sean Casey, representante de Charlottetown, disse ter sido removido do cargo de secretário parlamentar do ministro de assuntos de veteranos depois de votar a favor de um projeto da oposição para endurecer os controles canadenses de exportação de armas, segundo a agência Anadolu. A proposta buscava fechar brechas que permitem que equipamento militar fabricado no Canadá seja vendido a terceiros países e depois acabe em Israel. Casey foi um dos 15 liberais que apoiaram o projeto, o único com cargo de secretário parlamentar. Ele soube da remoção na quinta-feira, em ligação do gabinete do primeiro-ministro, que no dia seguinte nomeou a deputada quebequense Sophie Chatel sua sucessora.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse que o país examinou a possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos como um “risco extremo de cauda”, insistindo que uma invasão estadunidense não é o cenário-base de Ottawa, segundo o CTC News. As declarações foram feitas numa entrevista publicada em 23 de setembro, em meio ao agravamento da relação econômica entre os dois países e às repetidas falas de Donald Trump sobre o Canadá se tornar o 51º estado dos Estados Unidos, segundo o CTC News.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, que as negociações comerciais com a Índia avançam “bem” e que os dois países pretendem concluí-las até a cúpula do Grupo dos Vinte (G20), marcada para 14 e 15 de dezembro de 2026 em Miami, segundo o The Hindu. Carney afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, confirmou a intenção de visitar o Canadá na mesma época, ainda sem data fechada. O canadense disse que quer dobrar o comércio do país fora dos Estados Unidos na próxima década, e as negociações com a Índia fazem parte do esforço de reduzir a dependência de Washington, em meio à deterioração das relações com o governo de Donald Trump, segundo a ANI. As conversas foram relançadas formalmente em março de 2026, depois da ruptura diplomática de 2023 em torno da morte do ativista sique Hardeep Singh Nijjar na Colúmbia Britânica.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Nova York, C$ 100 milhões em ajuda internacional aos palestinos: C$ 80 milhões em assistência humanitária e C$ 20 milhões para capacitação em paz e segurança, segundo o Politico e a Reuters. O anúncio foi feito à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), antes de uma reunião de Carney com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler saudita, príncipe Faisal bin Farhan, sobre a solução de dois Estados e a implementação da Resolução 2803 do Conselho de Segurança, o plano apoiado pelos Estados Unidos para encerrar o conflito regional. O primeiro-ministro canadense criticou o plano israelense de expansão do assentamento E1, na Cisjordânia, e disse que o Canadá restringiu a importação de bens produzidos em assentamentos israelenses.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que Washington negocia um “enorme acordo” para comprar potássio de Belarus a preços “substancialmente menores” do que os pagos atualmente ao Canadá. “Os Estados Unidos estão trabalhando num enorme acordo a respeito da compra de potássio de Belarus. O preço seria substancialmente menor do que pagamos atualmente ao Canadá, muito boa notícia para nossos agricultores e pecuaristas”, escreveu ele no Truth Social, segundo a AFP e a agência Anadolu. O potássio é insumo de fertilizantes, e os Estados Unidos importaram cerca de 13 milhões de toneladas em 2025, quase 90% delas do Canadá, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) citado pela Bloomberg; Belarus embarcou mais de 700 mil toneladas ao país em 2021, antes das restrições americanas. O próprio Alexander Lukashenko disse nesta segunda-feira que não há volume disponível para vender, porque “tudo está contratado”, segundo o gabinete dele citado pelo The Hill. A líder da oposição de Belarus no exílio, Sviatlana Tsikhanouskaya, alertou os Estados Unidos contra o acordo, que a AFP descreveu como arriscado; a União Europeia (UE) mantém restrições às importações de potássio vindas de Belarus e congelou os ativos da estatal Belaruskali.

A província canadense da Colúmbia Britânica processou nesta segunda-feira a OpenAI nos Estados Unidos por causa do ataque a tiros numa escola de Tumbler Ridge em fevereiro, que matou oito pessoas, entre elas cinco estudantes do secundário local, segundo o The New York Times e a agência canadense The Canadian Press. A procuradora-geral da província, Niki Sharma, disse que a empresa não avisou a polícia sobre interações alarmantes entre o atirador, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, e o chatbot ChatGPT, e que a OpenAI se recusou a mostrar as conversas a funcionários provinciais que as pediram. A ação, protocolada na Justiça Federal de São Francisco, inclui o fundador e presidente-executivo da empresa, Sam Altman, como réu individual, e acusa os réus de negligência, de “ajudar e instigar um ataque com armas de fogo em massa” e de responsabilidade por produto defeituoso; pede julgamento por júri e indenização para reconstruir a escola secundária da cidade. “Uma única ligação telefônica para a Polícia Montada Real do Canadá (RCMP) poderia ter evitado a tragédia”, afirma a ação. Sharma disse que escreveu a autoridades federais pedindo mudanças no Código Penal para responsabilizar empresas de inteligência artificial (IA) por condutas criminais decorrentes das suas tecnologias. Sobreviventes e testemunhas processam a OpenAI separadamente, e a empresa sustenta que baniu a conta do atirador em junho de 2025 e que o conteúdo não atingia o limite para acionar as autoridades, segundo a CBC.

Vinte e dois países, entre eles Austrália, Canadá, Finlândia, Noruega, Singapura e a Comissão Europeia, assinaram uma declaração que pede que a inteligência artificial (IA) permaneça sob controle humano, na véspera da assembleia geral das Nações Unidas (ONU), segundo a emissora pública australiana ABC e o portal POLITICO. O texto alerta que sistemas capazes de IA já contornaram testes de segurança e obtiveram acesso não autorizado a sistemas reais, e pede protocolos transparentes, testes obrigatórios antes da implantação e a criação de uma instituição internacional de supervisão. Estados Unidos e China não assinam a declaração.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reuniram-se neste domingo em Saint-Pierre-et-Miquelon, arquipélago francês a cerca de 25 quilômetros da costa da Terra Nova, e anunciaram cooperação mais estreita em energia, defesa, minerais críticos e segurança transfronteiriça. Macron disse que França e Canadá são “duas grandes nações independentes que querem continuar assim” e afirmou que quer acordos para garantir mais gás natural liquefeito (GNL) canadense à costa atlântica europeia, hoje voltado sobretudo à Ásia. Foi a primeira visita de um primeiro-ministro canadense ao território e a primeira de um presidente francês desde 2014. A reunião ocorre semanas depois de Donald Trump publicar uma imagem do arquipélago coberto pela bandeira americana, segundo a Reuters, e em meio à aproximação de Ottawa da União Europeia.

França e Canadá reforçaram laços em resposta às provocações de Trump, segundo o Le Monde, e um ministro canadense defendeu à BBC que o Reino Unido se “junte” ao Canadá numa nova aliança europeia.

Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram um manifesto pelo multilateralismo às vésperas da Assembleia Geral da ONU, segundo o G1; a AP registra que a semana de abertura reúne líderes com guerra, IA sem regras e choques climáticos na pauta.

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