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Tema: Bangladesh

Matérias e notas sobre Bangladesh.

Fluxo

Trabalhadores da indústria de vestuário de Bangladesh pedem que o salário mínimo mensal suba de 12.500 para 30.000 takas, o equivalente a US$ 237, e os protestos paralisaram a produção em fábricas que fornecem H&M, Zara e Walmart. O setor responde por mais de 80% das receitas de exportação e 10% do PIB do país e emprega cerca de 4 milhões de pessoas. O Conselho de Salário Mínimo concordou que uma nova tabela passa a valer a partir de dezembro, mas ainda não recomendou um número, enquanto a negociação entre donos de fábrica e representantes dos trabalhadores segue em curso.

Bangladesh e Rússia assinaram um acordo após conversas empresariais de alto nível em Dacca, segundo a emissora estatal russa RT. Comércio, bancos, energia e tecnologia estavam entre as áreas discutidas. O acordo foi assinado por Fazlul Hoque, de Bangladesh, e pela presidente do Conselho Empresarial Rússia-Bangladesh, Mia Sattar, na presença do chefe da agência russa de pesca, Ilya Shestakov.

O conselho de salários do setor de vestuário de Bangladesh, criado pelo governo no domingo, concordou em aumentar a remuneração dos trabalhadores, sem especificar o tamanho do reajuste. Os trabalhadores pedem salário mínimo mensal de 30.000 takas (cerca de 240 dólares), alta de 140% sobre os 12.500 takas atuais, e apontam a alta dos preços de alimentos, moradia, transporte e saúde em um país com inflação de 8%. O representante dos trabalhadores no conselho, Babul Akter, disse que o conselho vai concluir o trabalho até dezembro para que os salários revisados sejam pagos em janeiro, e que o representante dos donos de fábrica concordou com o ponto. Os protestos continuavam na manhã de quarta-feira em polos industriais como Gazipur, Mirpur, Narayanganj e Savar, com relatos de fábricas depredadas. Segundo a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh (BGMEA), a paralisação fechou 529 fábricas e deixou 987.190 trabalhadores sem trabalho.

Bangladesh formou neste domingo, 1º de novembro de 2026, uma nova junta para rever o salário mínimo dos trabalhadores da confecção, enquanto as autoridades tentavam conter protestos que atingiram polos industriais importantes em torno de Daca, segundo o The Hindu. Apesar do anúncio, milhares de trabalhadores que pedem salários maiores continuaram a protestar na capital, Daca, e houve confrontos com a polícia, que disparou gás lacrimogêneo e granadas sonoras, segundo a Al Jazeera.

Trabalhadores de fábricas de confecção de Daca e Gazipur protestaram neste domingo por melhores salários e bloquearam a rodovia Daca-Tangail para exigir salário mínimo mensal de 30 mil takas, segundo o Hindustan Times. Em Mirpur, em Daca, manifestantes incendiaram um veículo policial após um confronto com a polícia, e ao menos 80 fábricas foram fechadas nas duas cidades durante os protestos, conforme o Prothom Alo, citado pelo Hindustan Times. Dezenove pessoas foram detidas em Daca em conexão com a violência, segundo o Daily Star, também citado pelo jornal indiano.

Bangladesh vai montar neste domingo uma junta salarial para revisar o salário dos trabalhadores do vestuário, depois que protestos fecharam dezenas de fábricas e provocaram confrontos com a polícia, informou a Reuters. Os trabalhadores pedem salário mínimo mensal de 30 mil taka (US$ 245), mais que o dobro dos atuais 12,5 mil taka.

O coordenador do National Citizen Party (NCP), Nahid Islam, acusou em comício em Daca o governo do primeiro-ministro Tarique Rahman de tentar viabilizar um corredor de trânsito indiano pelo país e ameaçou novas manifestações se o tratado das águas do Ganges não for renovado em termos que protejam a parte de Bangladesh, segundo o The Hindu, que cita os jornais Prothom Alo e bdnews24. O tratado, assinado em 12 de dezembro de 1996 com duração de 30 anos, expira em 12 de dezembro e rege a partilha das águas do Ganges na barragem de Farakka, em Bengala Ocidental, na estação seca, de janeiro a maio.

O tratado de 1996 que rege a partilha das águas do Ganges na estação seca na barragem de Farakka, na Índia, 20 km rio acima de Bangladesh, expira em 12 de dezembro, segundo a AFP. Bangladesh precisa de um novo acordo baseado em “benefício e respeito mútuos”, disse à AFP Rashed Al Mahmud Titumir, assessor do primeiro-ministro que chefia um comitê técnico sobre partilha de águas.

O Japão e Bangladesh acordaram ampliar a cooperação em cadeias de suprimento e energia, com previsão de investimento privado japonês de até 1 trilhão de ienes no país nos próximos cinco anos e expectativa de criar 200 mil empregos, segundo o The Business Standard. Os dois primeiros-ministros acordaram que a iniciativa integra o desenvolvimento de energia, porto de águas profundas, infraestrutura industrial e de tecnologias da informação e comunicação (TIC), segundo o mesmo jornal.

Bangladesh e os Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação estratégica em energia nuclear civil, para aprofundar a cooperação no uso pacífico da energia nuclear. O documento foi assinado em Nova York na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Rehan Asad, assessor de ciência e tecnologia da primeira-ministra de Bangladesh, e Jacob Helberg, subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, segundo o The Hindu. O memorando registra a posição comum de que toda cooperação nuclear civil deve seguir os mais altos padrões de segurança, salvaguardas e não proliferação.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reuniu-se com o primeiro-ministro de Bangladesh, Tarique Rahman, e com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e prometeu aprofundar a cooperação bilateral com Daca e Teerã, segundo o Hindustan Times, que citou a agência Press Trust of India (PTI). Com Pezeshkian, Sharif disse ter reafirmado os laços com o Irã e defendeu contenção, desescalada e diplomacia sustentada diante do conflito prolongado, segundo publicação do próprio premiê citada pelo jornal.

O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) lançou uma petição que pede a suspensão da participação de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), endereçada ao presidente da 81ª Assembleia Geral, Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, e defende que Israel seja tratado como a África do Sul da era do apartheid. Divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, durante o debate geral da Assembleia, a petição alega que Israel violou o direito internacional, descumpriu resoluções e decisões de órgãos das Nações Unidas e da Corte Internacional de Justiça e atacou instalações e funcionários da ONU, segundo a agência de notícias palestina WAFA.

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