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Tema: Ásia do Sul

Fluxo

O conselho de salários do setor de vestuário de Bangladesh, criado pelo governo no domingo, concordou em aumentar a remuneração dos trabalhadores, sem especificar o tamanho do reajuste. Os trabalhadores pedem salário mínimo mensal de 30.000 takas (cerca de 240 dólares), alta de 140% sobre os 12.500 takas atuais, e apontam a alta dos preços de alimentos, moradia, transporte e saúde em um país com inflação de 8%. O representante dos trabalhadores no conselho, Babul Akter, disse que o conselho vai concluir o trabalho até dezembro para que os salários revisados sejam pagos em janeiro, e que o representante dos donos de fábrica concordou com o ponto. Os protestos continuavam na manhã de quarta-feira em polos industriais como Gazipur, Mirpur, Narayanganj e Savar, com relatos de fábricas depredadas. Segundo a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh (BGMEA), a paralisação fechou 529 fábricas e deixou 987.190 trabalhadores sem trabalho.

O diretor-geral da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP), Shatrujeet Kapur, disse que tropas indianas e chinesas se confrontaram em vários locais ao longo da fronteira de fato em Arunachal Pradesh e que o confronto continua, em declaração a jornalistas no mês passado. “Nos últimos dias surgiu uma situação em que houve um confronto” com tropas chinesas em vários locais de Arunachal, disse ele. O chefe de governo de Arunachal Pradesh, Pema Khandu, reconheceu as transgressões mas minimizou o episódio, dizendo que incidentes assim não são novos e que a situação na fronteira é normal. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, atribuiu os incidentes a ações chinesas.

Manifestantes em Nova Délhi carregaram uma faixa de um quilômetro com os nomes de pessoas retiradas dos cadernos eleitorais da Índia, em novo ato da oposição contra a exclusão de quase 130 milhões de nomes, segundo a Al Jazeera. Em Karnataka, a lista final divulgada em 27 de outubro de 2026 registrou 4,54 crore de eleitores (cerca de 45,4 milhões), contra 5,54 crore antes da revisão (55,4 milhões), uma redução de quase 99,76 lakh de votantes (9,98 milhões), segundo o Times of India.

Trabalhadores de fábricas de confecção de Daca e Gazipur protestaram neste domingo por melhores salários e bloquearam a rodovia Daca-Tangail para exigir salário mínimo mensal de 30 mil takas, segundo o Hindustan Times. Em Mirpur, em Daca, manifestantes incendiaram um veículo policial após um confronto com a polícia, e ao menos 80 fábricas foram fechadas nas duas cidades durante os protestos, conforme o Prothom Alo, citado pelo Hindustan Times. Dezenove pessoas foram detidas em Daca em conexão com a violência, segundo o Daily Star, também citado pelo jornal indiano.

Milhares de pessoas foram às ruas de Nova Delhi neste domingo para pedir a renúncia da chefia eleitoral do país, ocupada por Gyanesh Kumar, por mudanças nas listas de eleitores que, segundo os partidos de oposição, favorecem o partido governista de Narendra Modi. O ato foi liderado por Rahul Gandhi e é o mais recente de mais de um mês de protestos contra a revisão do cadastro eleitoral. A oposição alega que a revisão removeu mais de 130 milhões de nomes e atingiu de forma desproporcional muçulmanos e outras minorias, segundo a Al Jazeera.

O Paquistão advertiu o Afeganistão de que reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para eliminar ameaças terroristas transfronteiriças e afirmou que o terrorismo é uma “linha vermelha”. O ministério da informação paquistanês acusou o Talibã afegão de “recusa persistente em tratar do terrorismo” e avisou Cabul de que reserva o direito de tomar “todas as medidas necessárias” para eliminar ameaças à sua segurança “onde quer que se originem”, segundo o The Hindu e o Independent Pakistan.

Partidos de oposição na Índia, liderados por Rahul Gandhi, marcaram para este domingo uma marcha de quase 1,5 km no centro de Nova Delhi até o Ramlila Maidan, área designada para o ato, para pedir a renúncia do chefe da comissão eleitoral, Gyanesh Kumar. A polícia de Delhi cercou o local com agentes munidos de cassetetes e escudos, acompanhados de veículos antimotim, e anunciou desvios de trânsito, segundo a Reuters. Os partidos de oposição realizam manifestações quase diárias desde o mês passado contra Kumar por causa da revisão das listas eleitorais, que críticos dizem favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP), segundo o The Guardian.

Bangladesh vai montar neste domingo uma junta salarial para revisar o salário dos trabalhadores do vestuário, depois que protestos fecharam dezenas de fábricas e provocaram confrontos com a polícia, informou a Reuters. Os trabalhadores pedem salário mínimo mensal de 30 mil taka (US$ 245), mais que o dobro dos atuais 12,5 mil taka.

O coordenador do National Citizen Party (NCP), Nahid Islam, acusou em comício em Daca o governo do primeiro-ministro Tarique Rahman de tentar viabilizar um corredor de trânsito indiano pelo país e ameaçou novas manifestações se o tratado das águas do Ganges não for renovado em termos que protejam a parte de Bangladesh, segundo o The Hindu, que cita os jornais Prothom Alo e bdnews24. O tratado, assinado em 12 de dezembro de 1996 com duração de 30 anos, expira em 12 de dezembro e rege a partilha das águas do Ganges na barragem de Farakka, em Bengala Ocidental, na estação seca, de janeiro a maio.

Um tribunal antiterrorismo do Paquistão condenou nesta quinta-feira os advogados de direitos humanos Imaan Mazari e Hadi Ali Chattha, um casal, a 10 anos de prisão num caso de violação de segurança, segundo a família dela, conforme o Hindustan Times. O casal foi acusado de pôr em risco o plano de segurança de um time internacional de críquete ao protestar e bloquear uma estrada num caso de 2024.

O tratado de 1996 que rege a partilha das águas do Ganges na estação seca na barragem de Farakka, na Índia, 20 km rio acima de Bangladesh, expira em 12 de dezembro, segundo a AFP. Bangladesh precisa de um novo acordo baseado em “benefício e respeito mútuos”, disse à AFP Rashed Al Mahmud Titumir, assessor do primeiro-ministro que chefia um comitê técnico sobre partilha de águas.

O Paquistão pediu ao governo talibã do Afeganistão que impeça militantes de realizar ataques transfronteiriços, segundo a Associated Press (AP).

As forças de segurança do Paquistão mataram vários integrantes do Talibã afegão em retaliação a um suposto disparo não provocado na fronteira em Khyber Pakhtunkhwa, no sábado (17 de outubro de 2026), segundo autoridades de segurança paquistanesas citadas pelo The Hindu. Segundo o mesmo veículo, no setor do Alto Kurram as forças paquistanesas atingiram o posto de Topsar e o acampamento de Shipola do Talibã afegão, e o acampamento de Shipola foi completamente destruído na ação de retaliação.

O número de mortos no pisoteio de sábado em Calcutá, no leste da Índia, subiu para 19, com 25 feridos em tratamento em diferentes hospitais e um em estado crítico, segundo a Xinhua. Cerca de 10 pessoas, entre organizadores e seguranças privados, foram detidas pela polícia de Calcutá para interrogatório, segundo a mesma agência.

O governo federal do Paquistão impôs governo federal direto na província de Khyber Pakhtunkhwa, depois de uma reunião de emergência do gabinete, citando o “desengajamento deliberado da luta contra o terrorismo” pela administração provincial, segundo o South China Morning Post. A administração provincial, liderada pelo partido Movimento pela Justiça do Paquistão (PTI), havia recusado a apoiar operações militares intensificadas contra militantes do Tehreek-i-Taliban Pakistan (TTP).

O secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, terá conversas na segunda-feira com o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar em Mumbai, centro financeiro da Índia, e depois visitará uma refinaria de petróleo em Jamnagar, no estado ocidental de Gujarat, segundo um comunicado do Departamento de Estado. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, pareceu confirmar a agenda ao dizer que as conversas em Mumbai cobririam energia, comércio e investimento, defesa e tecnologias críticas e emergentes. Rubio chega de Samarcanda, no Uzbequistão, onde vem se reunindo na cúpula C5+1 com cinco Estados da Ásia Central.

Forças paquistanesas e integrantes do Taliban afegão trocaram fogo em vários pontos da fronteira noroeste do Paquistão no sábado, e autoridades de segurança paquistanesas e a mídia estatal disseram que tropas apoiadas por artilharia destruíram postos do Taliban, segundo a Associated Press (AP). A TASS afirmou que as forças armadas do Paquistão responderam de forma eficiente com armamento pesado a um fogo não provocado aberto por integrantes do Taliban afegão no setor de Kurram, e que o canal afegão TOLO News havia noticiado confrontos na fronteira com ao menos sete militares paquistaneses mortos e seis feridos, citando uma fonte de segurança.

Os protestos de rua na Índia neste ano devem superar qualquer nível da última década, segundo o projeto Armed Conflict Location and Event Data (ACLED), citado pelo South China Morning Post (SCMP). Analistas ouvidos pelo jornal dizem que os protestos da juventude e o apoio crescente à oposição formam a pior crise de Modi desde 2014, com os menores de 30 anos representando quase um quarto do eleitorado de 1 bilhão do país.

O Paquistão foi nomeado presidente dos conselhos de governadores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para 2027, voltando ao posto pela primeira vez desde 1953, segundo o Ministério de Assuntos Econômicos do país. O ministro de Assuntos Econômicos Ahad Khan Cheema, que também é governador do Paquistão no Banco Mundial, foi anunciado formalmente como o próximo presidente durante a plenária das Reuniões Anuais de 2026 do Grupo do Banco Mundial (GBM) e do FMI, em Bangcoc.

O parlamento do Paquistão endossou na quinta-feira a decisão do governo federal de impor emergência e governo do governador em Khyber Pakhtunkhwa, segundo o The Hindu. A medida havia sido imposta em 11 de outubro pelo governo de Shehbaz Sharif, que alegou afastamento do governo provincial do contraterrorismo, e foi promulgada pelo presidente, por recomendação do primeiro-ministro, com base nos artigos 232 e 234 da Constituição, segundo a Radio Pakistan.

O Talibã suspendeu os serviços de rádio FM da BBC no Afeganistão, alegando “violações repetidas” da emissora, sem detalhar quais, segundo o porta-voz do Ministério da Informação e Cultura do governo talibã, Khubib Ghufran, à Reuters. A BBC confirmou a suspensão e disse trabalhar com as autoridades afegãs para resolver a situação, citando os milhões de pessoas que dependem dela para obter informação precisa em todo o país.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, anunciou no domingo estado de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, por proposta do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, destituindo na prática o partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI) de Imran Khan do poder regional, enquanto milhares de apoiadores de Khan seguem em protestos antigoverno e exigem a libertação do ex-premiê da prisão. A província era governada pelo PTI, que teve o governo provincial suspenso após a declaração do estado de emergência.

Trens Mail/Express que chegariam a Nova Délhi e a Hazrat Nizamuddin entre 4h e 14h de 10 de outubro foram cancelados na origem, e a polícia de Délhi pediu à Delhi Metro Rail Corporation (DMRC) o fechamento de 57 estações de metrô para conter o deslocamento de jovens ao protesto, segundo a Press Trust of India (PTI), em texto republicado pelo Rediff. O Cockroach Janata Party convocou a manifestação no Jantar Mantar, no sábado, exigindo a renúncia do comissário eleitoral-chefe Gyanesh Kumar por supostas irregularidades na revisão dos cadernos eleitorais.

O líder oposicionista indiano Rahul Gandhi foi detido pela terceira vez em dois dias durante protesto que pede a renúncia do chefe eleitoral por uma revisão controversa das listas de eleitores, segundo a Al Jazeera, em reportagem que cita AP e Reuters. A Comissão Eleitoral da Índia removeu mais de 130 milhões de nomes das listas eleitorais, com milhões recorrendo das remoções.

A polícia de Délhi deteve nesta terça-feira, 6 de outubro, líderes da oposição, entre eles o líder do Congresso Rahul Gandhi, após bloquear a marcha de protesto deles, segundo a RT Índia. O protesto pedia a renúncia do comissário-chefe de eleições Gyanesh Kumar, por supostas irregularidades na revisão especial intensiva dos cadernos eleitorais, segundo o The Quint. Gandhi e outros parlamentares foram liberados pouco depois, segundo a AFP, em texto republicado pelo Geo TV.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, convidou nesta terça-feira o PTI, partido de Imran Khan, para negociações e pediu que a legenda encerre a longa marcha até Islamabad. O PTI lançou a marcha dois dias antes, a partir de Lakki Marwat, no Khyber-Pakhtunkhwa, para exigir a libertação de Khan, preso desde agosto de 2023. A segunda rodada de conversas havia colapsado em 4 de outubro por causa do impasse sobre o acesso a Khan.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) revelou mandados contra quatro líderes talibãs por perseguição de gênero, emitidos em julho e setembro do ano passado, segundo o The Hindu. Entre os alvos estão o líder supremo talibã, Hibatullah Akhundzada, e o chefe da Suprema Corte do Afeganistão, Abdul Hakim Haqqani. A Corte vê motivos razoáveis para responsabilizá-los criminalmente por perseguição, crime contra a humanidade previsto no artigo 7(1)(h) do Estatuto de Roma. O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, rejeitou a decisão.

A Índia convocou o encarregado de negócios do Paquistão para protestar contra a “facilitação contínua da infiltração ilegal transfronteiriça” e rejeitou como infundadas as acusações do Paquistão sobre o incidente de 2 de outubro no setor de Ferozepur, segundo o NDTV, a partir de comunicado do Ministério das Relações Exteriores indiano. O Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por disparos da Força de Segurança de Fronteira (BSF) indiana no setor de Bedian, na fronteira internacional, segundo o Dawn. Os dois países convocaram os diplomatas um do outro pelo incidente de sexta-feira, em que Nova Délhi rejeita a versão de Islamabad sobre a morte de dois civis paquistaneses desarmados, segundo a Al Jazeera.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão convocou o encarregado de negócios da Índia para protestar contra a morte de dois civis paquistaneses por tropas de fronteira indianas, segundo a Al Jazeera. Islamabad pediu à Índia uma investigação “imediata, transparente e crível”, com ação disciplinar e legal contra os responsáveis. O lado indiano diz que a Força de Segurança de Fronteira (BSF) matou dois supostos infiltrados paquistaneses em Tarn Taran, no Punjab, na sexta-feira, segundo autoridades citadas pelo ETV Bharat.

O governo federal do Paquistão e líderes do Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), partido do ex-primeiro-ministro preso Imran Khan, mantiveram conversas em 2 de outubro de 2026 para baixar a tensão antes da marcha a Islamabad, segundo o The Hindu. A marcha do PTI a Islamabad está marcada para começar em 4 de outubro, após ser adiada em uma semana. As negociações ocorrem na câmara do presidente da Assembleia Nacional, Sardar Ayaz Sadiq, que facilita o diálogo entre os dois lados.

O ativista sikh britânico Jagtar Singh Johal saiu da prisão em Déli depois de nove anos detido, após a alta corte indiana advertir o governo de que seria responsabilizado por desacato caso insistisse em mantê-lo preso apesar da ordem de 18 de setembro que o libertava sob fiança, segundo o The Guardian. A detenção de nove anos por supostas acusações de terrorismo é motivo de tensão diplomática entre Reino Unido e Índia, e ativistas afirmam que o governo britânico não agiu com empenho suficiente para conseguir a sua libertação ou um julgamento completo.

O chanceler da Índia, S. Jaishankar, disse em Nova York que o terrorismo transfronteiriço vindo do país vizinho é uma das principais preocupações da Índia e que a falta de compreensão disso pelos parceiros afeta os laços bilaterais, segundo o The Hindu. A fala ocorreu em conversa na Asia Society ao fim da semana de alto nível da 81ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 28 de setembro, e Jaishankar afirmou ainda que há entendimento amplo sobre um acordo comercial com os Estados Unidos (EUA), mas mudanças tarifárias norte-americanas complicam quando concluí-lo.

Ao menos 21 pessoas morreram, cinco estão desaparecidas e cinco ficaram feridas no Nepal após quatro dias de chuva torrencial que provocaram enchentes e deslizamentos, segundo as autoridades. A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA) atribui 14 mortes a deslizamentos, quatro a enchentes e três à chuva contínua. Cerca de 3.000 pessoas foram retiradas de áreas de risco, 260 casas foram totalmente destruídas e outras 80 ficaram parcialmente danificadas.

O Ministério da Defesa do Afeganistão afirmou que suas forças mataram 28 combatentes e feriram 32 na província oriental de Nuristan, depois que um grupo que, segundo o ministério, incluía militantes do Estado Islâmico cruzou a fronteira vindo do Paquistão. Cabul acusa a inteligência paquistanesa de treinar e enviar ex-integrantes das forças de segurança afegãs pela fronteira, alegação à qual Islamabad não respondeu. A Reuters diz que não pôde verificar de forma independente o relato do ministério nem seus números de baixas, em texto publicado pelo The Hindu.

Na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Índia exerceu seu Direito de Resposta na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), depois de o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, discursar na tribuna. A diplomata indiana Petal Gahlot acusou Islamabad de manter uma política de terrorismo transfronteiriço e avisou que esses atos terão consequências. Segundo a India Today, Gahlot chamou o Paquistão de regime “fantoche” e o acusou de difundir “falsidades” e “enganação”.

Forças de segurança do Paquistão frustraram uma tentativa de ataque de combatentes do Talibã afegão no setor de Gulistan, na fronteira entre os dois países, e mataram vários deles em operação de retaliação, segundo o The News, que citou fontes de segurança. Uma tentativa de agressão afegã foi repelida e vários integrantes afegãos do Talibã foram mortos, conforme fontes de segurança paquistanesas ouvidas pela Reuters, que registrou troca de tiros intermitente e forças de fronteira em estado de alerta. Horas antes, o Paquistão havia feito ataques aéreos e com drones de precisão contra 10 alvos no Afeganistão, em resposta a tentativas de ataques com drones atribuídas ao regime do Talibã, e abateu 8 drones vindos do espaço aéreo afegão, segundo o ministro da Informação, Attaullah Tarar, em declaração ao The News.

O Tribunal Superior do Sri Lanka condenou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, 14 dos 24 réus julgados por participação direta nos atentados da Páscoa de 2019, e um 15º foi considerado culpado de parte das acusações, enquanto nove foram absolvidos, segundo a Al Jazeera e o The Hindu. As condenações incluem homicídio, conspiração para cometer terrorismo e posse de armas e explosivos sob a Lei de Prevenção ao Terrorismo; o tribunal de três juízes informou que a sentença será anunciada ainda nesta terça-feira. Seis explosões quase simultâneas atingiram três igrejas e três hotéis de luxo em 21 de abril de 2019 e mataram 279 pessoas, 45 delas estrangeiras, no ataque mais letal do país desde o fim da guerra civil, em 2009. O julgamento corre em paralelo à investigação sobre o ex-chefe do Serviço de Inteligência do Estado (SIS) Suresh Sallay, preso em fevereiro de 2026 sob acusação de ter orquestrado os atentados, que ele nega.

O tribunal superior do Sri Lanka condenou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, 15 dos 24 acusados pelo atentado da Páscoa de 2019 e mandou absolver e soltar os outros nove, segundo a BBC e a agência Xinhua. Entre os condenados está Naufer Moulavi, apontado pela acusação como o organizador dos atentados que mataram 270 pessoas e feriram mais de 500 em 21 de abril de 2019, em três igrejas e três hotéis de luxo. O julgamento correu por 23.270 acusações e durou quase cinco anos. Os condenados ainda serão sentenciados.

A agência de classificação de risco Fitch elevou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a nota de crédito soberana do Sri Lanka de “CCC+” para “B-”, com perspectiva estável, citando a implementação de políticas de estabilização macroeconômica e reformas estruturais que reduziram o risco de financiamento externo, segundo a Reuters e a agência Xinhua. A Fitch ressalva que o perfil de crédito do país continua limitado por dívida pública alta em relação ao PIB e reservas cambiais modestas. O Sri Lanka deu calote na dívida externa em 2022.

Sri Lanka deve conhecer nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o veredicto do julgamento de 24 acusados pelos atentados da Páscoa de 2019, o ataque mais letal contra civis na história do país. A audiência no Tribunal Superior de Colombo estava marcada para as 9h30 locais (4h GMT), com segurança reforçada no entorno, segundo a Agence France-Presse. Os promotores apresentaram 23.270 acusações contra os 24 réus, o maior número já reunido em um único processo no país, por homicídio, conspiração terrorista e posse de armas e explosivos previstos na lei antiterrorismo. Cada acusado responde por centenas de imputações porque a denúncia lista uma acusação para cada pessoa morta ou ferida. Todos negaram participação, e alguns podem ser condenados à morte, pena que o país não executa desde 1976 e que costuma ser comutada para prisão perpétua. A promotoria aponta Mohamed Naufar (Naufer Moulavi) como o articulador que deu apoio ao esquadrão de oito homens-bomba que atacou três igrejas e três hotéis de luxo em 21 de abril de 2019, matando 279 pessoas, entre elas 45 estrangeiros, segundo a AFP; a BBC News cita 270 mortos. O julgamento corre em paralelo à investigação sobre o ex-chefe de inteligência Suresh Sallay, sob custódia e acusado de ter articulado os ataques, o que ele nega; em julho de 2026, dois ex-dirigentes de segurança foram condenados à morte por não terem evitado os atentados apesar dos alertas de inteligência recebidos.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, reuniu-se em Teerã na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, numa visita em que Teerã agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação regional. Segundo o Ministério do Interior paquistanês, os dois ministros trataram de “relações bilaterais entre Paquistão e Irã e da situação mais recente na região”, e Momeni agradeceu ao primeiro-ministro Shehbaz Sharif e ao chefe do Estado-Maior do Exército, marechal Asim Munir, pelos esforços em favor da paz regional. A televisão estatal iraniana Press TV informou que Pezeshkian disse que os dois países podem suprir boa parte de suas necessidades recorrendo a “capacidades domésticas e regionais” e que a pressão dos Estados Unidos tem produzido maior convergência entre países muçulmanos; na versão publicada pelo The Express Tribune e pelo UrduPoint, Naqvi disse que as relações bilaterais “vão ficar ainda mais fortes”. É a sexta viagem do ministro a Teerã desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em fevereiro de 2026, e ocorre enquanto Islamabad tenta preservar o Memorando de Entendimento assinado em julho entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, disse em 19 de setembro de 2026 que a visita trataria de relações bilaterais e que não havia plano de trocar mensagens sobre mediação, segundo o jornal paquistanês Dawn. A Al Jazeera noticiou que o encontro ocorre em meio à escalada das tensões entre Teerã e Washington, e fontes do governo paquistanês disseram à agência Anadolu que a agenda incluía os ataques houthis contra instalações petrolíferas sauditas.

Quase quatro semanas depois das enchentes de 26 de agosto de 2026 no Nepal, mais de 1.000 crianças seguiam em abrigos temporários, segundo avaliação do Conselho Nacional de Direitos da Criança do Nepal e da organização não governamental Save the Children, com dados de 4 de setembro: 102 crianças estavam desacompanhadas de qualquer parente e 439 estavam separadas dos pais, sob cuidado de parentes. Mais de 500 vivem nesses abrigos com os pais mortos ou desaparecidos, e a lei nepalesa exige 12 anos de desaparecimento para declarar a morte, com exceção em desastres, quando parentes precisam pedir a declaração judicial. O balanço da Polícia do Nepal divulgado em 16 de setembro registrava 1.404 mortos e cerca de 6.150 desaparecidos na catástrofe, desencadeada pelo colapso de uma geleira e de rochas perto da fronteira com o Tibete. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima em 32 mil as crianças deslocadas e informou que 18 escolas foram destruídas e outras 20 danificadas, deixando cerca de 10 mil crianças em idade escolar sem aulas.

A construtora de Abu Dhabi Eagle Hills assinou nesta segunda-feira, em Dubai, um acordo de termos comerciais com o governo das Maldivas para o projeto Maldives Waterfront and Marina, em Ras Malé, com investimento previsto de cerca de US$ 20 bilhões ao longo das fases, segundo a SunOnline e a Plus, das Maldivas, e o jornal The National. O valor corresponde à estimativa total do empreendimento; a empresa não divulgou quanto investirá nem o cronograma. O governo maldiviano estima mais de 54 mil empregos, e o projeto segue o centro financeiro de US$ 8,8 bilhões acertado com a MBS Global Investments, de Dubai, em maio de 2025.

A polícia de Lahore prendeu nesta segunda-feira as três irmãs do ex-primeiro-ministro paquistanês Imran Khan, Aleema Khan, Uzma Khan e Noreen Niazi, por 30 dias sob a Lei de Manutenção da Ordem Pública (MPO), segundo o The Hindu, que cita a AFP, e a ETV Bharat, citando a agência de notícias indiana Press Trust of India (PTI). O vice-comissário de Lahore emitiu no domingo duas ordens separadas de detenção, e as três foram levadas à prisão de Kot Lakhpat. As prisões ocorrem antes de uma marcha nacional do partido paquistanês Movimento pela Justiça (Pakistan Tehreek-e-Insaf, PTI), marcada para 27 de setembro, que pede a libertação de Khan. O partido classificou as detenções como “abuso flagrante de autoridade”.

Caças paquistaneses bombardearam nesta segunda-feira alvos que autoridades de segurança descreveram como esconderijos de militantes no leste do Afeganistão, e dois funcionários de segurança paquistaneses disseram que 28 suspeitos foram mortos, segundo a Associated Press (AP). O governo afegão informou que os ataques mataram três civis e feriram quatro. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou que “pelo menos três civis, entre eles um homem, uma mulher e uma menina, foram mortos e quatro ficaram feridos em aparentes ataques aéreos” na província de Kunar, e afirmou ter documentado mais de 1.100 mortes e ferimentos de civis no Afeganistão por violência transfronteiriça neste ano. Os ataques vieram depois de o Paquistão advertir que poderia atingir militantes dentro do Afeganistão após dois atentados contra suas forças de segurança na fronteira, entre eles o ataque a uma mesquita em Kohat na sexta-feira, que matou ao menos 21 pessoas, a maioria policiais.

A polícia paquistanesa prendeu duas irmãs do ex-primeiro-ministro Imran Khan, segundo a France24, e o filho dele afirmou que parentes e crianças foram “sequestrados” antes da marcha de protesto do PTI, relata o Hindustan Times.

O Paquistão bombardeou o que chama de esconderijos de militantes no Afeganistão e afirma ter matado 28 pessoas; Cabul diz que os ataques mataram três, segundo a AP, o Hindustan Times e a Mehr News. Não houve confirmação independente do número de vítimas.

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