← Capa

Tema: Armas químicas

Fluxo

Israel repassou aos Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã considera usar armas químicas contra seus adversários, informou o New York Times citando autoridades norte-americanas e regionais. Parte dos altos funcionários dos Estados Unidos recebeu a informação com preocupação, enquanto outros manifestaram ceticismo profundo e a viram como campanha de pressão do governo de Benjamin Netanyahu para retomar combates em larga escala. Autoridades do Golfo questionaram as avaliações israelenses e afirmaram que Israel não apresentou provas de que o Irã esteja tornando seu arsenal químico operacional. O Comando do Front Doméstico de Israel não incluiu cenários de armas químicas entre os exercícios da semana nem distribuiu orientações de proteção, e o Exército israelense não comentou. Teerã nega possuir armas químicas e classifica as acusações como guerra psicológica de Israel e Netanyahu.

Israel compartilhou com os Estados Unidos inteligência segundo a qual o Irã estaria considerando o uso de armas químicas contra seus adversários, informação recebida com alarme por parte de funcionários norte-americanos, segundo o New York Times. Conforme o JFeed, que relata o conteúdo da reportagem, parte dos oficiais norte-americanos expressou ceticismo profundo sobre a credibilidade da informação, e alguns a compararam à inteligência falha sobre armas de destruição em massa do Iraque em 2002. Alguns oficiais norte-americanos e do Golfo sugeriram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode estar tentando arrastar o presidente Donald Trump de volta a uma ação militar contra o Irã. Segundo o jornal, Trump disse que não ordenaria um ataque antes das eleições de meio de mandato de terça-feira.

A Rússia e outros 17 países pediram ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que revise as regras do mecanismo de investigação de possíveis usos de armas químicas e biológicas, segundo comunicado conjunto publicado nesta terça-feira no site do Ministério das Relações Exteriores russo e noticiado pela Sputnik. O texto pede que Guterres organize uma revisão das regras e procedimentos existentes do mecanismo, definidos no documento A/44/561 da Assembleia Geral da ONU, de 4 de outubro de 1989.

O embaixador do Irã na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Hadi Farajvand, afirmou que ataques militares dos Estados Unidos danificaram 111 instalações petroquímicas e farmacêuticas iranianas, segundo a Tehran Times. Segundo o relato, foram 60 complexos petroquímicos, 44 fábricas farmacêuticas e sete instalações farmacêuticas. A declaração foi feita na 113ª sessão do Conselho Executivo da OPAQ, em Haia, que vai até 9 de outubro.

Busca no acervo

Combinar
Buscar em
Sugestões
Link