O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a responsabilidade histórica da Alemanha pelo Holocausto vale igualmente para quem vem de países islâmicos. “Essa responsabilidade histórica do nosso país se aplica do mesmo modo àqueles que vêm para a Alemanha de países islâmicos”, afirmou. “E quem não cumprir isso deve deixar o nosso país”, acrescentou. A declaração foi feita em recepção aos participantes da Macabíada, evento esportivo judaico internacional realizado a cada quatro anos em Israel. A Alemanha registrou 4.096 episódios antimuçulmanos em 2025, contra 3.080 no ano anterior, alta de cerca de 33%.
Tema: Antissemitismo
A Justiça do Rio de Janeiro condenou o advogado Heriberto de Miranda Jordão Filho por racismo depois que ele pediu a remoção de judeus de cargos de direção do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e o fechamento da federação judaica local. Ele foi sentenciado a dois anos de prisão em regime aberto, pena substituída por prestação de serviços à comunidade, e disse que vai recorrer, segundo a Folha de S.Paulo. O juiz também impôs multa de 10 dias-multa e indenização de R$ 3 mil por dano moral coletivo. O caso remonta a uma reunião do instituto em 20 de março de 2024, transmitida pelo YouTube, na qual ele leu carta pedindo o afastamento de todos os judeus, sionistas e não sionistas, da direção e das presidências de comissões.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse em recepção a atletas judeus em Berlim que a responsabilidade histórica da Alemanha pelo Holocausto vale “um a um” também para quem vem de países islâmicos e que quem não respeitar essa responsabilidade “tem de deixar nosso país”. Merz situou a declaração no contexto de episódios antissemitas registrados na Alemanha que, segundo ele, também envolveram imigrantes muçulmanos.
Uma mulher baleada no ataque de Bondi Beach morreu no hospital quase 12 meses depois do massacre. Eva Geller, de 90 anos, foi ferida em 14 de dezembro de 2025, durante a celebração de Hanucá no Archer Park, e morreu após um derrame, depois de voltar ao hospital com uma infecção. Quinze pessoas morreram quando Naveed Akram, de 24 anos, e o pai, Sajid Akram, de 50, abriram fogo contra o festival de Hanucá. Os dois atiradores foram baleados em sete minutos; Sajid morreu no local e Naveed responde a acusações de terrorismo e homicídio. O funeral está marcado para segunda-feira.
A padaria kosher Mimimelon, no bairro Saint-Laurent, em Montreal, foi destruída por um incêndio na madrugada de quarta-feira, o segundo incêndio suspeito de ter sido ateado em 48 horas – a polícia diz não ter ainda evidência de motivação antissemita, mas designou as unidades de crimes de ódio e de incêndio criminoso, em meio à auditoria do B’nai Brith que aponta quase triplicação dos incidentes antissemitas no Quebec entre 2025 e 2026, segundo o Times of Israel.
Às vésperas dos 88 anos da Noite dos Cristais, o Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel alertou judeus no exterior sobre risco elevado de ameaças físicas a sinagogas e fiéis em todo o mundo. O relatório da pasta registra queda no número de ameaças, mas aumento dos ataques com armas letais. Nos Estados Unidos, as ameaças de bomba contra sinagogas caíram de 1.009 em 2023 para 59 em 2025. O total de incidentes antissemitas no país recuou 33% em 2025, para 6.274, mas os ataques com armas letais subiram de 23 em 2024 para 32. O diretor-geral do ministério pediu que governos e autoridades policiais reforcem a proteção de instituições judaicas, previnam incidentes antissemitas e levem os responsáveis à Justiça.
O governo britânico passou a ser questionado na Justiça pela recomendação de que as escolas adotem a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), numa ação aberta na segunda-feira pelo Good Law Project. Sete das 11 ilustrações da definição incluem referências a Israel. O diretor executivo do grupo, Jo Maugham, disse que regras que confundem crítica a Israel com antissemitismo podem estar entre os motores do antissemitismo. O grupo judeu britânico Na’amod afirmou que “alunos judeus devem estar seguros na escola, e o antissemitismo tem de ser levado a sério. A definição da IHRA não faz esse trabalho”.
Mohamed Sabry Soliman, 46 anos, de Colorado Springs, no Colorado, declarou-se culpado em tribunal federal de 12 acusações de crimes de ódio por atacar com coqueteis molotov integrantes do grupo Run for Their Lives e outras pessoas. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o ataque matou uma pessoa e provocou ferimentos permanentes e com risco de vida a várias outras, e Soliman admitiu que mirou o grupo por causa da origem nacional israelense real ou atribuída às vítimas e da religião judaica. O Times of Israel tratou o caso como um ataque antissemita a uma vigília por reféns nos Estados Unidos.
Um agressor atacou com facas um guarda diante da embaixada de Israel em Belgrado e foi morto pouco depois da meia-noite, segundo a polícia sérvia citada pelo Times of Israel. O ministro do Interior da Sérvia classificou o caso como “ataque terrorista”, elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo e reforçou o policiamento em locais estratégicos, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que nenhum funcionário se feriu e que a embaixada estava fechada por ser de madrugada.
O Board of Deputies of British Jews, entidade que reúne comunidades judaicas britânicas, aprovou por 118 votos a 1 uma moção que declara o Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales um partido racista, segundo o Times of Israel. A votação ocorreu na plenária de outubro da entidade, no domingo, depois que o partido aprovou uma resolução que descreve o sionismo como racismo e pede que Israel seja substituído por um Estado palestino.
Menos de 24 horas depois de ser esfaqueado em Midtown, em Manhattan, um judeu do movimento Chabad-Lubavitch voltou à mesma rua onde foi atacado para ajudar funcionários a colocar tefilin, segundo o Times of Israel. Ele foi levado ao Hospital Bellevue na noite de quarta-feira, por volta das 18h, onde a equipe médica avaliou que não havia sangramento interno e que não seria preciso dar pontos. Ninguém foi preso, e a agressora foi descrita como uma mulher na faixa dos 40 anos.
Skyler AJ Rose, de Utah, foi acusado de ameaçar explodir uma sinagoga após ser encontrado com bombas de cano no quarto, segundo o Times of Israel. Ele teria pesquisado um local judaico na região e publicado “death to Israel” e “heil Hitler” nas redes sociais, ainda segundo o Times of Israel.
A polícia de Nova York informou nesta quinta-feira que investiga como possível crime de ódio o esfaqueamento de um homem judeu no dia anterior, segundo o Times of Israel.
Os termos de referência da revisão encomendada pelo governo britânico sobre antissemitismo nas escolas, vistos pelo Middle East Eye, dizem que o trabalho usará a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que é amplamente criticada por, supostamente, ser usada para atingir críticas a Israel. Segundo relatos amplamente divulgados, professores poderiam ser instruídos a não usar crachás pró-Palestina, incluindo o símbolo da melancia, embora o relatório não deva recomendar uma proibição geral dos crachás, de acordo com o Middle East Eye.
Um tribunal de Hamburgo considerou dois homens culpados de planejar matar dois líderes de organizações judaicas a mando de Teerã e, depois disso, o Irã convocou o embaixador alemão, Axel Dittmann, segundo a Al Jazeera. O dinamarquês, identificado parcialmente como Ali Hassan S, foi condenado a oito anos e meio de prisão; o afegão recrutado como cúmplice, a quatro anos e meio. Teerã rejeita as acusações como “alegações políticas infundadas” e afirma que tentar dar a elas um verniz judicial mina a credibilidade da própria Justiça alemã.
A bomba caseira deixada diante da filial do Bank of America em Paris, no 8º arrondissement, na noite de 27 de março, foi uma operação orquestrada por grupos pró-Irã, concluiu o Federal Bureau of Investigation (FBI) em carta rogatória de 29 de julho enviada à Justiça francesa, segundo o Le Monde. Segundo as investigações do FBI, um iraquiano identificado como Mohammad A.-S., preso na Turquia, é suspeito de ter orquestrado 18 ataques ou planos de ataque na Europa entre março e maio contra interesses estadunidenses ou alvos ligados à comunidade judaica, em resposta à ofensiva militar que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irã em fevereiro.
O Green Party of England and Wales aprovou em conferência em Brighton declarar o sionismo uma forma de racismo, em uma moção que também defende um único Estado democrático palestino com direitos iguais para todos os grupos étnicos e religiosos, em vez da solução de dois Estados. A proposta dividiu o partido, e críticos a classificam como antissemita, segundo o The Guardian.
Dois iranianos acusados de preparar um ataque com artefato explosivo caseiro contra a comunidade judaica de Manchester apontaram como potenciais alvos, entre outros, o museu judaico da cidade e a sinagoga de Heaton Park, segundo o Guardian. Rahman Salehi, 34 anos, de Salford, e Salam Ahmadyan, 36 anos, de Liverpool foram acusados na sexta-feira de preparar um ato de terrorismo ou de ajudar outro a praticá-lo. Segundo a acusação, a dupla estava em contato com um terceiro, também avaliado como iraniano, que dirigiu e coordenou o plano e enviou instruções para montar um artefato explosivo caseiro.
Dois iranianos foram acusados em relação a um suposto plano terrorista contra a comunidade judaica de Manchester, segundo o The Guardian. Os dois homens, na casa dos 30 anos, foram presos em 20 de setembro, na véspera do Yom Kippur.
Um policial e um homem ficaram feridos numa troca de tiros perto da sinagoga Sons of Jacob, em Belleville, no Canadá, na noite de domingo, quando a comunidade judaica marcava o Yom Kippur, segundo a Associated Press, a CNN e o New York Times. O homem está em estado crítico; a polícia não disse se a sinagoga era o alvo e a Unidade de Investigação Especial de Ontário assumiu o caso. O primeiro-ministro provincial, Doug Ford, disse estar “enojado” com o episódio.