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Tema: América do Norte

Fluxo

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que ofereceu a Dana White, presidente do UFC, o cargo de secretário de imprensa da Casa Branca. Em publicação, Trump escreveu: “Precisamos dessas pessoas para nos defender da esquerda lunática”, e pediu que White aceite o posto: “Dana será um secretário de imprensa como nenhum outro. Dana, por favor, aceite o trabalho!” O cargo está vago desde 16 de outubro, quando Katie Zacharia deixou a função após cinco dias.

Stephen Miller, novo chefe de gabinete da Casa Branca, começa no cargo na segunda-feira e prometeu “devoção total” a Trump em suas primeiras declarações públicas após a nomeação. “Se não fosse pelo presidente Trump, os Estados Unidos da América não existiriam agora”, disse Miller em um evento na noite de sexta-feira. A nomeação foi anunciada depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato: até a manhã de sábado, o partido havia perdido sete cadeiras no Senado, 42 na Câmara e cinco governos estaduais.

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, afirmou que “o verdadeiro motivo da derrota é óbvio para quase todos” e listou quatro mudanças de rumo para reconquistar eleitores, entre elas “mudar a nossa relação com Israel”, depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato. A fala de quarta-feira provocou reação imediata de conservadores pró-Israel. Eric Levine, do conselho da Coalizão Judaica Republicana, disse não lembrar de nenhuma pesquisa de boca de urna em que um eleitor citasse essa mudança como fator de voto. O CUFI Action Fund, braço sem fins lucrativos do grupo de defesa pró-Israel Christians United for Israel, classificou o vice-presidente como “clara, demonstravelmente e inequivocamente errado”. O radialista conservador Sid Rosenberg escreveu que Vance é “um problema desleal e movido por agenda” para o partido e pediu que Trump o substitua por Marco Rubio como negociador-chefe sobre o Irã.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou na tarde de sexta-feira, pelo Truth Social, que Stephen Miller substitui Susie Wiles como chefe de gabinete da Casa Branca, e confirmou que ela foi demitida. Miller, que era vice-chefe de gabinete e é o formulador da política de imigração do governo, assume o posto dias depois de os democratas vencerem as eleições de meio de mandato e encerrarem o controle republicano do Congresso. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, chamou Miller de “xenófobo perigoso e extremista imprudente” e pediu que ele seja demitido. A Casa Branca respondeu que Miller é uma “peça-chave” na entrega da agenda de Trump. Segundo a POLITICO, em reportagem do Times of India, Katie Miller, mulher do novo chefe de gabinete, fez cerca de meia dúzia de ligações a pessoas próximas de Trump, entre elas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em defesa da indicação do marido. Ela respondeu à reportagem publicando: “Esposa apoia o marido. Se a sua esposa não faz isso, arrume outra.”

O plano de níveis de imigração 2027-2029 do Canadá mantém 380 mil residentes permanentes por ano até 2029, com meta de 370 mil novos residentes temporários anuais, entre trabalhadores estrangeiros e estudantes internacionais. O governo federal apresentou o plano em 6 de novembro, como parte do orçamento, mantendo as metas gerais do plano do ano anterior e revendo a distribuição entre os programas de imigração econômica. Uma medida temporária abre até 200 mil admissões adicionais de residência permanente em 2027: 100 mil para trabalhadores elegíveis e suas famílias e 100 mil para candidatos familiares e humanitários. A imigração econômica responde por 244,7 mil admissões anuais, 64,4% do total; o Programa de Nomeação Provincial sobe de 92,5 mil para 95 mil vagas, e a categoria federal de alta qualificação cai de 111 mil para 100 mil. O plano fixa ainda metas de imigração francófona fora de Quebec de 9,5% em 2027, 10,5% em 2028 e 12% em 2029.

A pesquisa AP Voter Poll mostra que cerca de três quartos dos eleitores dos Estados Unidos se opõem à construção de um novo data center em sua comunidade. Nas consultas locais das eleições de meio de mandato, os eleitores votaram contra os data centers em todas as medidas, exceto uma em Harwood, na Dakota do Norte. O levantamento da Redbud identificou 47 referendos em 44 municípios de 12 estados, com restrições aprovadas em 44 das 45 votações já apuradas. A expectativa é de um ambiente regulatório mais duro para as gigantes de inteligência artificial e os desenvolvedores de data centers, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pela WRTV.

O prefeito de Houston, John Whitmire, determinou que a polícia da cidade acione o Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro dos Estados Unidos (ICE) apenas quando a pessoa abordada for presa por crime sujeito a detenção ou quando o órgão emitir um mandado administrativo. A ordem afirma que estar sujeito à lei de imigração não pode, por si só, ser base para contatar o ICE, prolongar uma detenção ou manter alguém sob custódia. Whitmire disse que a cidade vai atrás de imigrantes “que representem perigo, não os que cuidam da família, do trabalho e da educação”. A medida é uma das primeiras a limitar os poderes do ICE desde a eleição de terça-feira. O governador do Texas, Greg Abbott, perdeu a disputa por um quarto mandato para a democrata Gina Hinojosa.

Os democratas conquistaram o Senado, com maioria de ao menos 54 a 44, e ganharam pelo menos 30 cadeiras na Câmara dos Representantes, impulsionados pela irritação com as políticas de Donald Trump, em especial o peso da guerra com o Irã sobre o custo de vida. A CNN projetou ao menos 245 cadeiras democratas na Câmara. O vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota à guerra: “A razão de termos perdido é a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”, escreveu em publicação no X. Donald Trump reconheceu que a guerra com o Irã teve impacto na eleição e afirmou que a operação continua: “A coisa do Irã nós tínhamos de fazer, e continuamos fazendo”. O Le Monde descreveu o resultado como revés histórico para Trump, com o mapa eleitoral do país virando azul democrata.

Donald Trump disse a jornalistas no Salão Oval que as eleições norte-americanas são “tão fraudulentas” que ninguém tem ideia, ao denunciar a vitória de um socialista democrata na disputa pela prefeitura de Los Angeles. Trump exigiu que os votos dados a dois candidatos menores na disputa ainda indefinida ao Senado pelo Alasca sejam repassados ao titular republicano Dan Sullivan, que está atrás da democrata Mary Peltola por 48,2% a 47,9%. Os democratas já têm ao menos 54 cadeiras no Senado contra 44 dos republicanos e passaram de 250 na Câmara.

Os democratas conquistaram o Senado dos Estados Unidos com 54 cadeiras contra 44 dos republicanos, uma virada líquida de sete assentos, e somavam 247 cadeiras na Câmara, com 35 distritos ainda sem resultado definido. Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown derrotou o republicano Jon Husted e retomou a cadeira, conforme projeção da Associated Press. No Texas, Gina Hinojosa, democrata, derrotou o governador Greg Abbott, republicano de três mandatos – a NBC News projeta o primeiro governo democrata do estado desde 1995 – e o partido conquistou sua primeira cadeira de senador no Texas desde 1988.

As ações de empresas de inteligência artificial derrubaram Wall Street nesta quinta-feira, com o S&P 500 caindo 3,2% e o Nasdaq Composite recuando 5%, a caminho da pior queda desde abril de 2025. A Nvidia caiu 8,3%, a Advanced Micro Devices 15,9% e a CoreWeave 14,9%. As vitórias democratas nas eleições de meio de mandato de terça-feira aumentaram a possibilidade de que governos forcem pausas na construção de novos data centers. A venda foi disparada por balanços fracos das fabricantes de chips Qualcomm e Arm, divulgados na noite de quarta-feira. Fora dos Estados Unidos, o índice sul-coreano Kospi caiu 5,3%. Empresas que constroem data centers para alugar capacidade, as chamadas “neoclouds”, tiveram perdas de dois dígitos, e a Cipher Digital recuou cerca de 19%.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está em “alerta de renúncia” e se prepara para deixar o cargo e lançar uma candidatura à Presidência em 2028, segundo reportagem do The Independent. O texto se baseia em fontes anônimas em Washington e no governo britânico, sem documento nem declaração de Rubio. Um interlocutor de Washington disse ao jornal que Rubio precisa “se distanciar da guerra contra o Irã e atribuir isso a Trump”. Fontes republicanas citadas pela Anadolu Agency afirmaram que até cinco membros do gabinete preparam a saída antes da posse do Congresso controlado pelos democratas, em janeiro, para evitar investigações em comissões e eventuais processos de impeachment. A Casa Branca classificou as informações de “teorias da conspiração infundadas e falsas”, e o Departamento de Estado as chamou de notícia falsa, atribuída a fontes anônimas fabricadas.

Donald Trump declarou-se “absolutamente disposto” a aceitar o resultado das midterms e disse esperar trabalhar com os democratas, segundo o Guardian. O Departamento de Justiça tentou bloquear a certificação da disputa ao Senado no Alasca e a contagem de cédulas por autoridades da Califórnia, ameaçando processar funcionários eleitorais californianos e intimando-os na segunda-feira, véspera da votação – mas, segundo o jornal, nada disso se concretizou, e a certificação dos novos congressistas em 3 de janeiro deve transcorrer sem sobressaltos.

Os democratas conquistaram 54 cadeiras no Senado e 225 na Câmara e passaram a controlar as duas casas do Congresso dos EUA, segundo a contagem do Guardian. A virada veio com uma sequência de vitórias em distritos republicanos na Carolina do Norte, Kentucky, Pensilvânia e Nova Jersey que levou o partido a superar o limite de 218 cadeiras exigido para a maioria na Câmara de 435 membros. A contagem da Al Jazeera dá 53 cadeiras democratas no Senado, com liderança em outras três, e credita à Associated Press (AP) a declaração da maioria na Câmara – a primeira vez desde o segundo mandato de Barack Obama em que o presidente em exercício não tem nenhuma das duas casas ao seu lado. A maioria democrata no Senado assume o controle em 3 de janeiro. Em discurso de vitória pela Geórgia, Jon Ossoff chamou Trump de “presidente lame-duck fracassado”. Os democratas também conquistaram a maioria dos governos estaduais pela primeira vez em 20 anos, segundo a Opera Mundi.

O deputado republicano Mike Lawler ligou para a democrata Cait Conley e concedeu a disputa pelo 17º distrito congressional de Nova York na noite de terça-feira. “Quando todos os votos forem contados amanhã em Westchester, vai ficar bem claro que vamos ficar aquém”, disse ele a apoiadores. Com 61% apurado, Conley tinha 133.219 votos (52,2%) contra 121.881 (47,7%) de Lawler. Até 250 mil cédulas do condado de Westchester, reduto democrata que responde por cerca de 40% do eleitorado do distrito, ainda estavam sendo contadas depois de uma falha nas máquinas de votação; a Associated Press ainda não havia declarado o vencedor, e a contagem das cédulas restantes ficou prevista para quarta-feira, sob acordo aprovado pela Justiça.

Em uma virada, a democrata Gina Hinojosa foi eleita governadora do Texas, a primeira democrata no cargo em mais de 30 anos, derrotando o republicano Greg Abbott na terça-feira. Segundo projeções da mídia norte-americana, Abbott, no terceiro mandato, perdeu a disputa pela reeleição para a deputada estadual, um resultado que encerra três décadas de domínio republicano no governo do Texas.

O democrata James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton e é o primeiro democrata a ganhar uma cadeira ao Senado pelo Texas desde 1988, na corrida mais cara da história ao Senado, com mais de meio bilhão de dólares em gastos e US$ 158 milhões de Elon Musk a um super PAC pró-Paxton. Talarico tem 37 anos e é deputado estadual, ex-professor do ensino médio e seminarista presbiteriano, enquanto Paxton carregava uma investigação federal de corrupção que não resultou em acusações e um impeachment aprovado pela Câmara estadual por acusações de usar o cargo para ajudar um doador político, do qual foi absolvido no Senado estadual.

A democrata Keisha Lance Bottoms venceu a disputa pelo governo da Geórgia na terça-feira e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado norte-americano, segundo projeções da imprensa dos EUA em texto da Reuters republicado pelo Spokesman-Review, derrotando o empresário republicano Rick Jackson e se tornando a primeira governadora mulher da Geórgia. Na mesma noite, Stacey Plaskett foi eleita governadora das Ilhas Virgens Americanas, primeira mulher negra eleita governadora de uma jurisdição norte-americana, e Adam Hamilton venceu no Kansas e se tornou o primeiro democrata eleito ao Senado pelo estado desde 1932.

O democrata David Crowley, executivo do condado de Milwaukee, derrotou o deputado republicano Tom Tiffany na eleição para governador do Wisconsin e será o primeiro governador negro da história do estado. Com 74% dos votos apurados, Crowley tinha 53,8% contra 46,2% de Tiffany, segundo estimativas da Associated Press. A disputa custou mais de US$ 195 milhões, a mais cara da história do estado, e mais de 60% do total foi gasto em apoio a Tiffany.

A democrata Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que tentava o quarto mandato, segundo o Guardian. Hinojosa, deputada estadual de cinco mandatos por Austin, será a primeira governadora latina da história do Texas. Nenhum democrata vencia a eleição para governador do estado desde Ann Richards, em 1990.

Os democratas conquistaram a maioria do Senado dos Estados Unidos, segundo a contagem de projeções da Associated Press, com a vitória de Josh Turek sobre a deputada republicana Ashley Hinson em Iowa selando o controle da casa. Os democratas viraram seis cadeiras republicanas – Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Kansas, Texas e Iowa – e chegaram aos 51 assentos necessários para o controle. Era preciso conquistar uma vantagem líquida de ao menos quatro cadeiras para recuperar a maioria, que estava com os republicanos.

Donald Trump disse em entrevista à Fox News na terça-feira que os Estados Unidos estão perto de fechar um acordo comercial com o Canadá, mas o primeiro-ministro canadense Mark Carney disse que o trabalho continua e que Washington retirou algumas exigências. Carney afirmou que houve progresso, mas que o acordo não está fechado – “estão pedindo menos e oferecendo mais, mas ainda não chegamos lá”. Segundo Carney, os Estados Unidos retiraram exigências anteriores, entre elas a que daria a Washington palavra final sobre acordos que o Canadá venha a assinar com outros países.

Na pesquisa de boca de urna da NBC News, 43% dos eleitores disseram que um dos motivos do voto era expressar oposição ao presidente, proporção bem maior que a registrada na eleição de meio de mandato de 2018. A aprovação do desempenho de Trump entre os eleitores é de 38%, contra 45% em 2018. Para 75% dos eleitores, a economia do país está em má situação, e 65% afirmam que as políticas de Trump pioraram as condições econômicas. A emissora avalia que a campanha de Trump em apoio a candidatos republicanos nas últimas semanas fez pouco para elevar seu índice de aprovação.

O Open Secrets, organização independente que acompanha o financiamento de campanhas, projeta que as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos serão as mais caras da história, com custo total de quase US$ 12 bilhões (£ 9 bilhões). Os registros mais recentes da Comissão Eleitoral Federal (FEC), que vão até meados de outubro, mostram mais de US$ 9,5 bilhões gastos neste ciclo. O AdImpact informou que a disputa ao Senado no Texas se tornou a corrida não presidencial mais cara da história, com mais de US$ 573 milhões gastos até 30 de outubro.

Um juiz federal norte-americano arquivou nesta segunda-feira uma denúncia criminal contra dois ex-funcionários do FBI (Federal Bureau of Investigation) acusados de minimizar falsamente o que sabiam sobre um laptop que o Departamento de Justiça diz pertencer a Hunter Biden. “Não há como negar que esta investigação foi apressada”, disse o juiz Faruqui durante uma audiência de cerca de uma hora, acrescentando depois que ela “não pode ser descrita como outra coisa senão instrumentalização” do Departamento de Justiça.

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo uma ação do Departamento de Justiça que pedia o bloqueio da certificação da eleição ao Senado no Alasca caso o republicano Dan Sullivan perdesse, segundo a AP. A ação alegava possível confusão do eleitor com a presença de dois candidatos chamados Dan Sullivan na cédula de novembro, relatou o Guardian.

Mais de 52 milhões de estadunidenses já votaram antecipadamente, presencialmente ou pelo correio, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida – um recorde para uma eleição de meio de mandato e acima dos quase 46 milhões que votaram antes do dia da eleição em 2022, segundo a Reuters, em texto republicado pelo WDSM 710. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, deve fazer comícios no Iowa e no Kansas neste domingo, depois de ter participado no sábado de seis “reuniões telefônicas” à distância, segundo o Le Monde.

A reunião de dois dias dos chanceleres do Grupo dos 20 (G20) terminou neste sábado em Atlanta sem comunicado conjunto, informou a CGTN, porque os participantes não chegaram a consenso sobre os principais temas geopolíticos e econômicos. Presidida pelo secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, a reunião tratou de tensões geopolíticas, segurança energética e cadeias de suprimento. Os participantes seguiram divididos sobre a crise na Ucrânia, o conflito entre os EUA e o Irã e as tarifas estadunidenses.

Quase 48 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato, em uma participação expressiva em vários estados decisivos, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida, que contabilizou 47.922.669 votos até o meio-dia de sexta-feira. O número supera o recorde anterior para eleições de meio de mandato, de 45,9 milhões de votos, registrado antes da votação de 2022. Entre quem já votou, os democratas são cerca de 44%, ante 31% de republicanos e 25% de eleitores sem filiação partidária ou registrados em partidos menores, segundo o Election Lab.

Uma juíza federal proibiu na noite de sexta-feira que o governo de Donald Trump ameace ou intimide autoridades eleitorais, às vésperas das eleições de meio de mandato da próxima semana, segundo a NBC News. A ordem de oito páginas da juíza distrital Trina Thompson, da Califórnia, proíbe atos que ameacem, intimidem ou coagam autoridades e funcionários eleitorais estaduais e locais a interromper a apuração dos votos de eleitores registrados sob a alegação de que seriam inelegíveis, e vale até 16 de novembro.

Quase 48 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, em participação expressiva em vários estados decisivos, segundo o G1. O Election Lab da Universidade da Flórida contabilizou 47.922.669 votos antecipados em todo o país até o meio-dia da última sexta-feira, número que supera o recorde anterior de 45,9 milhões, registrado antes da votação de 2022.

Os cidadãos chineses Liren Lai, 40 anos, e Yuance Chen, 39, foram condenados nesta sexta-feira a 30 meses de prisão e três anos de liberdade supervisionada por atuar como agentes da China nos Estados Unidos (EUA), segundo o Departamento de Justiça americano. De acordo com a nota do departamento, os dois operaram sob direção e controle do Ministério de Segurança do Estado chinês em atividades clandestinas de inteligência, que incluíram pagamentos secretos em dinheiro deixados em esconderijos, os “dead drops”, em troca de informações sobre a segurança nacional dos EUA, a coleta de dados sobre militares e instalações americanas e o auxílio a esforços de recrutamento dentro das Forças Armadas dos EUA. Os dois admitiram tentar recrutar militares americanos para espionar para Pequim e se declararam culpados de atuar como agentes estrangeiros sem notificação prévia ao procurador-geral, segundo o The Hindu, que informou que eles foram presos nesta sexta-feira na Califórnia.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, coincidiram nesta sexta-feira na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, o primeiro encontro no mesmo ambiente desde a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA, investigado por corrupção depois de perder a eleição no Brasil, segundo a EFE, em texto republicado pelo Infobae. Rubio e Vieira compartilharam a mesa da reunião de ministros de Exteriores, que tem os EUA como anfitriões, mas não mantiveram encontro bilateral. Segundo interlocutores do governo brasileiro, não havia, a princípio, previsão de reunião bilateral entre os dois, conforme informou o UOL.

O governo do Texas anunciou ter assumido o controle de nove ilhas na fronteira fluvial com o México, no trecho do Rio Grande entre Laredo e McAllen, segundo o El País. A chancelaria mexicana afirma que a definição da titularidade das ilhas cabe à Comissão Internacional de Limites e Águas.

O primeiro-ministro Mark Carney lançou nesta quinta-feira o plano Para um Canadá Mais Forte, a primeira estratégia de segurança nacional do país em mais de duas décadas, segundo a agência chinesa Xinhua. De acordo com o comunicado citado pela agência, a estratégia tem cinco prioridades principais, entre elas fortalecer a segurança econômica e a resiliência transformando indústrias estratégicas e protegendo cadeias de suprimento, conduzir uma política externa disciplinada para diversificar parcerias e reconstruir e fortalecer as Forças Armadas canadenses. O Globe and Mail noticiou que, sob a nova estratégia, o governo vai reforçar a capacidade de coleta de inteligência do Canadá e se preparar para todas as contingências, até a guerra.

Mohamed Sabry Soliman, 46 anos, de Colorado Springs, no Colorado, declarou-se culpado em tribunal federal de 12 acusações de crimes de ódio por atacar com coqueteis molotov integrantes do grupo Run for Their Lives e outras pessoas. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o ataque matou uma pessoa e provocou ferimentos permanentes e com risco de vida a várias outras, e Soliman admitiu que mirou o grupo por causa da origem nacional israelense real ou atribuída às vítimas e da religião judaica. O Times of Israel tratou o caso como um ataque antissemita a uma vigília por reféns nos Estados Unidos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta quinta-feira que a União Europeia e o Canadá seguem explorando a possibilidade de o país se tornar o primeiro “membro associado” do bloco, termo tão divisivo entre os Estados-membros que não aparece na declaração conjunta, segundo a Reuters, em texto publicado pelo South China Morning Post. Em discurso na cúpula UE-Canadá em Montreal, von der Leyen afirmou que os dois lados querem aprofundar a cooperação em inteligência artificial, clima, energia e segurança. Laços mais profundos com a Europa fazem parte da estratégia do primeiro-ministro Mark Carney para reduzir a dependência dos EUA em meio a relações tensas sob Trump, segundo o jornal. O termo, que a Alemanha e vários outros países da UE rejeitam, não tem significado jurídico.

A economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% entre julho e setembro, acelerando em relação ao segundo trimestre, puxada pelo consumo forte e pelo investimento em inteligência artificial, segundo estimativa prévia do Departamento de Comércio divulgada pela AP News. O consumo das famílias subiu 3,8% no trimestre, e o investimento empresarial teve alta acentuada, refletindo o boom da IA, ainda segundo a AP.

Um juiz federal rejeitou o pedido do governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, para impedir a Califórnia de processar as cédulas de até 20 mil pessoas sob a alegação de que provavelmente não são cidadãs, alertando que a medida causaria “estragos” nas eleições de meio de mandato, segundo a AP. Na decisão, o juiz escreveu que a desconfiança na democracia é irreparável, que uma vez segregado um voto o dano já ocorreu e que a democracia fica em perigo se o Executivo puder desconsiderar votos por alegações não provadas. O Departamento de Justiça disse que vai recorrer imediatamente da decisão.

Um grande júri em Washington rejeitou o pedido de procuradores para indiciar Cassidy Hutchinson, disseram pessoas que falaram à Associated Press sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a comentar o caso publicamente, segundo o The Guardian. Os detalhes das acusações dos procuradores contra ela não estavam claros de imediato, mas parlamentares republicanos a tinham acusado de mentir sob juramento em seu depoimento de 2022 sobre o comportamento de Trump em 6 de janeiro, segundo o jornal.

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