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Tema: Alistamento militar

Matérias e notas sobre Alistamento militar.

Fluxo

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse aos jornais do grupo Funke que a Bundeswehr tem atualmente cerca de 190 mil militares, o maior efetivo em 13 anos. Segundo ele, se a curva de voluntários se mantiver, não haverá problema de crescimento e não será preciso abrir debate sobre um alistamento militar obrigatório em qualquer formato. O Ministério da Defesa informou 186,2 mil militares ativos no fim de setembro, 4,5 mil a mais que no ano anterior. Na União Democrata-Cristã, Norbert Röttgen e Thomas Röwekamp pressionam por um debate aberto sobre serviços obrigatórios.

O líder do Yisrael Beiteinu, Avigdor Liberman, disse nesta sexta-feira que moderaria sua exigência histórica de que judeus ultraortodoxos sirvam no serviço militar, buscando uma coalizão capaz de derrubar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Liberman manteve a recusa a uma aliança com partidos árabes israelenses, mas defendeu que a oposição negocie com os ultraortodoxos, apesar dos anos de denúncias contra a comunidade por evitar o serviço militar. Os dois partidos ultraortodoxos somam 13 cadeiras, o que daria a Eisenkot uma maioria estreita no Parlamento. O presidente israelense Herzog anuncia no domingo quem terá o primeiro mandato para formar governo, provavelmente Eisenkot, que recebeu mais recomendações de partidos.

O chefe do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, defendeu um compromisso “doloroso” sobre o alistamento de haredim, contrariando um compromisso que mantinha há anos, e disse que a medida é necessária para atrair as facções haredim a uma coalizão que derrube Benjamin Netanyahu, evite novas eleições e dispense a dependência do apoio árabe.

O Irã abriu um terceiro centro de treinamento militar em Teerã e anunciou planos de formar um milhão de voluntários paramilitares no país, segundo a agência semioficial ISNA. Membros do Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária, participaram da abertura, e outros dois centros foram inaugurados em Teerã em agosto e setembro.

Atos contra o serviço militar obrigatório organizados pelo grupo Gen Z regelt, que em alemão significa “a geração Z assume o comando”, estavam marcados para 34 cidades da Alemanha no sábado, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique, segundo a Reuters. O grupo diz ser contrário ao alistamento militar obrigatório e defender mais investimento em educação. Os números oficiais divulgados na tarde de sábado ficaram bem abaixo dos 182 mil participantes esperados pelos organizadores: as polícias de Frankfurt, Munique e Berlim registraram 6 mil manifestantes, segundo a Reuters.

Dezenas de ultraortodoxos bloquearam neste domingo as estradas em frente à base central de alistamento das Forças de Defesa de Israel (IDF), onde mais de 200 membros da comunidade haredi se alistavam, segundo o Times of Israel. A polícia de Israel afirmou que os manifestantes tentavam intimidar os recrutas que chegavam à base de Tel Hashomer, onde os alistados passam pelo processo antes de serem enviados às suas unidades. Cerca de 230 homens haredi eram esperados para o alistamento na IDF em funções não combatentes.

A polícia de Israel disse trabalhar para restabelecer a ordem durante protestos que classificou como inesperados e ilegais de haredim diante da base de Tel Hashomer, perto do centro de recrutamento em Kiryat Ono, na manhã deste domingo, e orientou o público a buscar rotas alternativas até que a situação fosse resolvida, segundo o Jerusalem Post.

Mais de 160 mil pessoas são esperadas neste sábado em manifestações na Alemanha, segundo os organizadores, em um movimento liderado por jovens e inspirado em protestos em outros países da Europa para exigir melhor educação e custos de vida menores. Os atos, organizados pelo grupo Gen Z regelt, estão previstos em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. O grupo afirma que se opõe ao alistamento militar obrigatório e quer mais investimento em educação.

Uma fonte sênior do Judaísmo Unido da Torá (UTJ) propôs apoiar de fora um governo minoritário liderado por Gadi Eisenkot, com o partido se abstendo em votações-chave na Knesset, informou o Canal 12. “Nossa aliança com Netanyahu chegou ao fim”, disse um dirigente do partido ao canal, segundo o Yeshiva World, acrescentando que o UTJ não obterá nada de Netanyahu e que seu interesse é voltar a ser uma força decisiva na Knesset. Eisenkot prometeu avançar a lei de alistamento militar e a investigação do 7 de outubro mesmo com a perspectiva apertada de formar coalizão, segundo o Times of Israel.

O coletivo Gen Z Regelt convocou protestos em cidades alemãs para 31 de outubro, com mais de 150 mil pessoas inscritas segundo relatos, segundo a TRT World. O grupo pede mais verba para a educação, ação climática mais forte e uma divisão mais justa dos custos sociais, e nas demandas ao chanceler Merz e ao seu governo de coalizão defende “dinheiro para escolas em vez de cortes” e “uma vida acessível”.

Testemunhas relatam campanha ampla de recrutamento forçado no Tigré, com alvo entre homens e meninos de 15 e 65 anos, segundo o The Guardian. O conflito recomeçou em 23 de setembro entre o governo federal da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), rompendo o acordo de Pretória de novembro de 2022. A organização Human Rights Watch afirma que autoridades do Tigré sequestram e recrutam civis ilegalmente, incluindo crianças de até 15 anos, desde ao menos abril de 2026.

No Dia da Unidade Alemã, milhares de pessoas protestaram em Berlim e Stuttgart contra o possível retorno do alistamento militar obrigatório e o rearmamento do país, segundo a TASS. A polícia estimou cerca de 5.800 participantes na capital alemã, enquanto os organizadores falam em mais de 20 mil em Berlim e cerca de 15 mil em Stuttgart, segundo o Berliner Zeitung. Os participantes pediram o fim de todas as sanções e a suspensão do envio de armas, inclusive à Ucrânia, segundo a TASS.

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