O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, disse em audiência na Assembleia Nacional em 2 de novembro que há “discussões técnicas” com as autoridades talibãs para deportar afegãos em situação irregular. Nuñez afirmou que parte desses afegãos pode representar ameaça à ordem pública e que é prioridade conseguir devolvê-los. Segundo uma fonte diplomática francesa, os talibãs obtiveram em contrapartida o acordo de princípio de Paris para instalar no consulado afegão na capital um “grupo de trabalho” com membros nomeados por eles próprios. O Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que o diálogo “não questiona a posição da França sobre o Afeganistão”. Paris não mantém relações diplomáticas oficiais com os talibãs desde o retorno deles ao poder, e apenas a Rússia reconheceu o regime até agora.
Tema: Afeganistão
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, confirmou na Assembleia Nacional que o país mantém discussões técnicas com as autoridades talibãs para reconduzir afegãos em situação irregular. Nuñez citou a Alemanha como precedente e afirmou que parte desses afegãos pode representar ameaça à ordem pública, sendo prioridade poder reconduzi-los. A deputada ecologista Léa Balage acusou o governo de iniciar uma normalização das relações diplomáticas com um regime que comete crime contra a humanidade e pratica apartheid de gênero. A França não mantém relações diplomáticas com os talibãs desde o retorno do grupo ao poder em agosto de 2021, e uma fonte diplomática afirmou que as conversas não questionam essa posição.
O governo taleban expressou nesta segunda-feira preocupação com planos noticiados dos Estados Unidos (EUA) de deportar mais de 150 afegãos dos EUA ao Paquistão para retorno ao Afeganistão, com grupos de defesa alertando para o risco às vidas. O governo taleban pediu na segunda-feira que os Estados Unidos (EUA) “ajam com responsabilidade” nas deportações, dizendo estar pronto para tratar do tema de forma construtiva.
O Paquistão advertiu o Afeganistão de que reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para eliminar ameaças terroristas transfronteiriças e afirmou que o terrorismo é uma “linha vermelha”. O ministério da informação paquistanês acusou o Talibã afegão de “recusa persistente em tratar do terrorismo” e avisou Cabul de que reserva o direito de tomar “todas as medidas necessárias” para eliminar ameaças à sua segurança “onde quer que se originem”, segundo o The Hindu e o Independent Pakistan.
O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, planeja deportar afegãos detidos no país de volta à terra natal via Paquistão, segundo documentos judiciais obtidos pela Associated Press (AP). Entre os que enfrentam a deportação estão parentes de afegãos que trabalharam com os militares dos EUA na guerra de 20 anos contra o Talibã, que está de volta ao poder, segundo a NBC News.
Mais de 150 imigrantes afegãos devem ser deportados dos Estados Unidos, em uma das maiores expulsões únicas de afegãos já organizadas pelo país, segundo o Jerusalem Post. Dezenas já estão detidos na Louisiana e o primeiro voo pode partir na segunda-feira, de acordo com o New York Times, citado pelo jornal. As remoções ocorrerão via Paquistão porque Washington não mantém relações diplomáticas com o Talibã, disse um funcionário americano à Reuters.
O cultivo de papoula no Afeganistão mais que quadruplicou neste ano em relação a 2025, para estimados 43.300 hectares, segundo a Reuters, com base em imagens de satélite analisadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e passou para mais de 43.000 hectares em 2026, com a renda dos comerciantes de ópio estimada em cerca de 525 milhões de dólares, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Oficiais do SAS australiano sabiam que soldados sob seu comando plantavam armas em civis afegãos mortos para apresentá-los como combatentes e não fizeram nada para interromper a prática ilegal, segundo relatório militar inédito citado pelo The Guardian. O resumo executivo de uma investigação de 2021 do inspetor-geral da Força de Defesa australiana sobre o contexto cultural do comando de operações especiais, publicado online nesta semana, é duro sobre o colapso do comando e a erosão da disciplina militar. O relatório anterior, a Investigação Brereton, tornado público em 2020, apontou informação crível de que militares das forças especiais mataram 39 civis e prisioneiros afegãos.
O Paquistão pediu ao governo talibã do Afeganistão que impeça militantes de realizar ataques transfronteiriços, segundo a Associated Press (AP).
As forças de segurança do Paquistão mataram vários integrantes do Talibã afegão em retaliação a um suposto disparo não provocado na fronteira em Khyber Pakhtunkhwa, no sábado (17 de outubro de 2026), segundo autoridades de segurança paquistanesas citadas pelo The Hindu. Segundo o mesmo veículo, no setor do Alto Kurram as forças paquistanesas atingiram o posto de Topsar e o acampamento de Shipola do Talibã afegão, e o acampamento de Shipola foi completamente destruído na ação de retaliação.
Forças paquistanesas e integrantes do Taliban afegão trocaram fogo em vários pontos da fronteira noroeste do Paquistão no sábado, e autoridades de segurança paquistanesas e a mídia estatal disseram que tropas apoiadas por artilharia destruíram postos do Taliban, segundo a Associated Press (AP). A TASS afirmou que as forças armadas do Paquistão responderam de forma eficiente com armamento pesado a um fogo não provocado aberto por integrantes do Taliban afegão no setor de Kurram, e que o canal afegão TOLO News havia noticiado confrontos na fronteira com ao menos sete militares paquistaneses mortos e seis feridos, citando uma fonte de segurança.
O Talibã suspendeu os serviços de rádio FM da BBC no Afeganistão, alegando “violações repetidas” da emissora, sem detalhar quais, segundo o porta-voz do Ministério da Informação e Cultura do governo talibã, Khubib Ghufran, à Reuters. A BBC confirmou a suspensão e disse trabalhar com as autoridades afegãs para resolver a situação, citando os milhões de pessoas que dependem dela para obter informação precisa em todo o país.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) revelou mandados contra quatro líderes talibãs por perseguição de gênero, emitidos em julho e setembro do ano passado, segundo o The Hindu. Entre os alvos estão o líder supremo talibã, Hibatullah Akhundzada, e o chefe da Suprema Corte do Afeganistão, Abdul Hakim Haqqani. A Corte vê motivos razoáveis para responsabilizá-los criminalmente por perseguição, crime contra a humanidade previsto no artigo 7(1)(h) do Estatuto de Roma. O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, rejeitou a decisão.
Os participantes do Formato de Moscou pediram que Cabul e Islamabad se abstenham de ações militares, segundo a TASS, e se declararam prontos a ajudar na busca de soluções políticas e diplomáticas. O encontro de 5 de outubro deve reunir o chanceler afegão Amir Khan Muttaqi e o representante especial do Paquistão para o Afeganistão, com a Rússia disposta a mediar, segundo a Ariana News.
A oitava reunião do Formato de Moscou de consultas sobre o Afeganistão ocorre na segunda-feira na capital russa, e os participantes vão discutir a situação no Afeganistão e em seu entorno, incluindo o conflito entre Cabul e Islamabad, segundo a agência russa TASS.
O Paquistão afirmou ter matado cerca de 22 combatentes em ataques aéreos contra acampamentos em Kunar e Helmand; Cabul diz que os ataques mataram ao menos nove pessoas e destruíram três casas, segundo a Al Jazeera.
Os militares paquistaneses atingiram as províncias de Kunar e Helmand, no Afeganistão, matando civis e destruindo três prédios, segundo a TASS. Pelo menos nove pessoas morreram e 11 ficaram feridas nos ataques, segundo o porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid.
O Ministério da Defesa do Afeganistão afirmou ter matado 41 combatentes e capturado 62 no distrito de Kamdesh, na província de Nuristão, no nordeste do país, entre domingo e terça-feira. Em comunicado divulgado na noite de terça-feira, o ministério afirmou que os combatentes incluíam membros do grupo Estado Islâmico e cruzaram para o Afeganistão “com o apoio” do Paquistão, segundo a Associated Press, em texto publicado pelo Arab News.
O Ministério da Defesa do Afeganistão afirmou que suas forças mataram 28 combatentes e feriram 32 na província oriental de Nuristan, depois que um grupo que, segundo o ministério, incluía militantes do Estado Islâmico cruzou a fronteira vindo do Paquistão. Cabul acusa a inteligência paquistanesa de treinar e enviar ex-integrantes das forças de segurança afegãs pela fronteira, alegação à qual Islamabad não respondeu. A Reuters diz que não pôde verificar de forma independente o relato do ministério nem seus números de baixas, em texto publicado pelo The Hindu.
Forças de segurança do Paquistão frustraram uma tentativa de ataque de combatentes do Talibã afegão no setor de Gulistan, na fronteira entre os dois países, e mataram vários deles em operação de retaliação, segundo o The News, que citou fontes de segurança. Uma tentativa de agressão afegã foi repelida e vários integrantes afegãos do Talibã foram mortos, conforme fontes de segurança paquistanesas ouvidas pela Reuters, que registrou troca de tiros intermitente e forças de fronteira em estado de alerta. Horas antes, o Paquistão havia feito ataques aéreos e com drones de precisão contra 10 alvos no Afeganistão, em resposta a tentativas de ataques com drones atribuídas ao regime do Talibã, e abateu 8 drones vindos do espaço aéreo afegão, segundo o ministro da Informação, Attaullah Tarar, em declaração ao The News.